23 de junho de 2026

Levy or not Levy, por Antonio Lassance

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Levy or not Levy

Antonio Lassance (*)

Os boatos sobre a saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda são parecidos ao de um técnico de time de futebol que não consegue uma única vitória importante; apenas muitas derrotas e, de vez em quando, um empate.

O grande problema de Levy é que ele até hoje não conseguiu se portar como um ministro da Fazenda de primeira linha. Continua agindo como se fosse ainda, apenas, um secretário do Tesouro. Não se mostrou uma liderança capaz de fazer o que se espera de um ministro dessa importância, não só para o governo, mas para o país.

Um ministro da Fazenda não pode ser apenas um secretário do Tesouro de luxo, obsessivamente preocupado com a variável gasto público, sem atenção ao conjunto da obra. De um ministro da Fazenda se espera mais do que fazer as contas para cortar despesas. Se espera alguém capaz de liderar o debate sobre os rumos econômicos do país e manejar os instrumentos da política macroeconômica para criar ou aperfeiçoar incentivos que, mesmo em momentos de crise, mantenham os agentes produtivos interessados no crescimento.

Levy não apenas representa bem o mercado (financeiro). Representa, melhor ainda, a mediocridade da política econômica ditada pelo mercado financeiro, cujos horizontes de melhora são sempre postergados para prazos cada vez mais longos, quando muitos já terão perdido o emprego, os bancos terão lucrado como nunca, e o Brasil terá ficado para trás.

Levy apresentou-se como o grande responsável por trazer o realismo de volta à política econômica. Esqueceu-se de lembrar que o realismo se divide em duas vertentes: os que acham que a realidade está dada e os atores devem apenas se adaptar; e os que sabem que a realidade é criada a partir de  iniciativas acertadas e esforços conscientes, com um grande peso de alguns atores centrais, como é o caso, justamente, do ministro da Fazenda.

Levy superestimou a capacidade do governo de produzir cortes e gerar superávit. Pior, subestimou o impacto da política de ajuste na retração do PIB, o que jogou a economia na lona, e com ela, as receitas que poderiam ajudar a manter empregos e diminuir o próprio déficit fiscal.

No Congresso, era o próprio elefante na loja de cristais. Com a trégua, mesmo que momentânea, da guerra que os presidentes da Câmara e do Senado vinham travando contra Dilma, Levy acabou se tornando a principal pauta bomba contra o governo. Aos olhos do próprio mercado, ele tornou-se um ministro fraco, incapaz de entregar o que promete. Ao contrário do que se imaginava no início do ano, a confiança do mercado financeiro pouco depende, hoje em dia, do dileto Joaquim Levy.

Se ele continuará ou não no posto de ministro da Fazenda, por muito ou pouco tempo, é difícil dizer. Mas que o País precisa urgentemente de um ministro da Fazenda de verdade, que seja mais que um secretário do Tesouro, isso é líquido e certo.

(*) Antonio Lassance é cientista político.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. Andre Araujo

    4 de setembro de 2015 12:30 pm

    https://jornalggn.com.br/notic

    https://jornalggn.com.br/noticia/o-que-levy-deve-aprender-com-aranha-delfim-e-campos

    Excelente texto. Levy não tem a estatura de um Ministro da Fazenda, cargo politico e não técnico. Um Ministro entra no cargo expondo sua politica economica, Levy apenas expos um plano de cortes e sua unica meta parece ser mantr o grau de investimento junto as agencias de rating, algo que é meio e não fim. Parece que enxerga sua missão apenas como

    algo nesse nivel de objetivos, o que é pouquissimo para um Ministro da Fazenda.

    1. Atila

      4 de setembro de 2015 3:00 pm

      Ministro

      Concordo, foi uma levyandade a sua atuação até agora.

    2. Bento

      4 de setembro de 2015 3:25 pm

      Discordo. O grande defeito de

      Discordo. O grande defeito de Levy é insistir em permanecer no governo mesmo sem qualquer prestígio, seja por genuína vontade de fazer a coisa dar certo mesmo sabendo em seu íntimo ser impossível, ou por vaidade de não querer ser visto como o capitão que abandonou o barco justo quando percebeu o tamanho do rombo no casco.

      A situação fiscal do Brasil é muito pior do que o governo mostra. O descompasso entre receitas e despesas e a trajetória explosiva da dívida já eram apontados pelo menos desde 2011 pelo Ipea e outros orgãos mais sérios, mas foi solenemente desprezado pela turma que acreditava que a China cresceria 10% a.a. para sempre e puxaria a arrecadação do Brasil junto. Vários economistas que não tem rabo preso algum com o governo ou oposição (muito pelo contrário) defendem por exemplo a volta da CPMF, mesmo sabendo dos seus efeitos nefastos, porque sabem que não há dinheiro para fechar as contas. É gente que conhece a máquina, conhece os números e sabe que o buraco é muito mais embaixo do que o grau de investimento. Mas o próprio governo resolve mudar de ideia sobre o assunto, como se não fosse nada demais.

      O governo não é sério. Um governo sério sustenta um compromisso de superávit primário de 1% do PIB mesmo que até as pedras saibam que é impraticável. Pois quando se aproximar do fim do prazo e a conta não fechar, esse mesmo governo irá ao Congresso dizer: a situação é calamitosa e voi adotar medidas radicais se vocês não ajudarem. Daí o Congresso é que se obriga a mudar de atitude, pois percebe que o governo está mesmo disposto a ir até o fim com seu compromisso. Mas um governo que muda de ideia sobre esse superávit em menos de 3 meses e, pra completar a piada, ainda envia ao Congresso um orçamento com déficit, espera convencer a quem? Para os congressistas (e para a grande maioria dos brasileiros) isso mostra que a crise não é tão grande assim. Um governo que faz déficit de R$ 30 bilhões, faz R$ 100 bi, qual o problema? Não são mais alguns bilhõezinhos que vão nos arruinar. Perdeu o grau de investimento? Ótimo, agora é que nós podemos gastar mais um pouco, sem essa encheção de saco de ter de parecer país bom pagador.

      E onde fica Levy nessa bagunça toda? Governo, Congresso, empresários, movimentos sociais, Judiciário, ninguém gosta dele. Por 2 razões principais: 1) ele leva a sério o que faz; e 2) ele parece ser o único que não entendeu ainda que este governo é um não-governo – não tem compromisso nenhum em sanear as contas do país, mas apenas e tão somente agradar aos setores organizados da sociedade. Não há nada como um governo fraco, acéfalo e que não leva sequer seus compromissos a sério para permitir que todos tirem uma lasquinha, e joguem a conta para as gerações futuras da forma mais “socializada” possível. Todo mundo ganhou dinheiro com os bons anos de Lula, e todo mundo está aproveitando os anos ruins de Dilma para sedimentar suas posições no Estado. O governo está totalmente capturado por interesses privados e só sobrevive enquanto atende a esses mesmos interesses, que fazem ouvidos moucos à população (como de resto sempre fizeram). Não haverá impeachment nem renúncia, pois não há govermo algum para ser apeado do poder. Dilma virou uma síndica de prédio, e daquelas bem ruinzinhas que não consegue sequer ser ouvida numa assembleia para discutir como pagar a conta de água do mês retrasado.

      O que Levy está esperando? O que ganha permanecendo no comando do Titanic, se os passageiros reclamam de sua chateação, se seus subordinados se recusam a cumprir suas ordens de tentar reparar os furos no casco do navio? 

      1. Andre Araujo

        4 de setembro de 2015 4:09 pm

        Concordo em grande parte com

        Concordo em grande parte com seu diagnostico MAS a receita de Levy-Trombini não é o remédio para a doença.

        Porque ocorreu a crise de 1929 que paralisou o mundo? Andrew Mellon, Secrtario do Tesouro e John Maynard Keynes

         economista do Tesouro inglês fizeram o mesmo diagnostico sobre as causas do “crash”, uma exuberancia irracional com causas anteriores bem precisas. Mas a partir dai os dois divergiram frontalmente sobre o remedio. Mellon queria uma receita exatamente igual a de Levy, aprofundar a recessão como uma especie de “punição” à irracionalidade anterior.

        Keynes, na sua carta aberta à Roosevel publicada no New York Times propunha o contrario, “monetizar” a economia

        com farta emissão de moeda e programas massivos de emprego para serviços publicos temporarios, de modo a criar demanda pelos salarios pagos. Mellon disse que era uma loucura, a inflação explodiria, Roosevelt seguiu Keynes, não houve inflação alguma porque havia ampla disponibilidade de mão de obra e capacidade de produção industrial, exatamente como há no Brasil hoje. Se o BC colocar na rua em 12 meses 500 bilhões de Reais não haverá inflação e a economia se reativa, gerando arrecadação. Mas os desperdicios e má gestão precisam sim ser atacados, não pode haver cheque em branco para o Legislativo e Judiciario rasgarem dinhheiro, como fazem hoje.

        1. aliancaliberal

          4 de setembro de 2015 5:49 pm

          Bobagem, o que Roosevelt

          Bobagem, o que Roosevelt conseguiu foi estender o sofrimento por décadas.

          Veja o Japão que adota a mesma receita desde 1990 e não sai do lugar, apesar da elevada poupança interna o gasto estatal consegue “comer” a poupança interna.

          Nenhum país do mundo a qualquer tempo se desenvolvel sem antes formar poupança interna.

          Emitir moeda somente vai criar uma “falsa poupança” sem que haja consumo futuro.

          Ler sobre os triângulos de Hayek. desculpe a  ousadia de  lhe pedir que leia algo , mas é só para ter outra visão sobre o assunto.

           http://www.mises.org.br/files/audio/RogerGarrison.ppt

          http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=531

           

           

           

           

        2. Bento

          9 de setembro de 2015 12:44 pm

          Araújo, a situação brasileira

          Araújo, a situação brasileira atual é completamente diferente da dos EUA em 1929 e nos anos precedentes. Lá o desemprego já aumentava desde a metade da década, mas isso era mascarado pelo clima de euforia da Bolsa de Valores que literalmente vendia sonhos aos investidores, cada vez mais endividados nos bancos para aplicar em papeis que poucos anos depois virariam pó. Quando a crise finalmente veio, teve gente como Mellon que defendeu que ela era necessária para “purgar” os excessos dos anos anteriores. Eles obviamente estavam errados, junto com os austríacos que o Aliança citou aí embaixo: uma taxa de desemprego de mais de 30% entre a população adulta (mais de 50% entre os jovens) é o receituário para uma catástrofe social e a ascensão do totalitarismo, jamais um ajustamento natural do mercado. O único austríaco que entendeu a gravidade da situação foi Schumpeter.

          Aqui é o contrário: o desemprego já era baixo e continuou caindo nos últimos anos, mas o governo teve o desatino de mirar na taxa de crescimento econômico em vez da do desemprego para guiar sua política macro. Keynes ficaria chocado com isso: não faz o menor sentido tentar reaquecer uma economia que já está em pleno emprego, cuja produção não consegue acompanhar o ritmo de crescimento do consumo. A consequência óbvia são déficits crescentes de transações correntes, além de uma inflação persistente e generalizada por todos os setores. 

          Na verdade Keynes escreveu sobre o que fazer numa economia em situação similar à nossa e a receita é exatamente inversa à que você propôs: no panfleto “How to pay for the War”, Keynes explicou aos britânicos porque era necessário aumentar a poupança e restringir o consumo, uma vez que os gastos necessários para financiar a guerra estavam muito além da capacidade produtiva do país e todos já estavam empregados. Infelizmente pouquíssimos keynesianos tupiniquins se deram ao trabalho de ler esse texto. Muito menos o de Kalecki, “Consequências do Pleno Emprego”, em que ele explica porque é muito complicado manter a economia estabilizada e com taxas de crescimento elevadas numa economia próxima do pleno emprego.

          Não se trata de afirmar que restringir os gastos do governo e a expansão do crédito vão produzir crescimento. Uma afirmação dessas é obviamente ridícula em si. Está faltando uma dimensão crucial da análise, que então passa a fazer sentido. A questão é o TEMPO. Crescimento é consequência de decisões de investimento anteriores, de 4, 5, as vezes 10 anos em se tratando de infraestrutura. Consumo produz crescimento imediato também, isso é óbvio, mas também é óbvio que esse mesmo consumo não induz automaticamente a produção a acompanhá-lo. Se for mais barato e seguro importar, ele será atendido pelo mercado externo, como foi o caso aqui. Então o verdadeiro debate é sobre a natureza do nosso crescimento e não o tamanho dele. O que Levy e praticamente todos os economistas sérios deste país estão dizendo é que não dá mais para crescer com essa ótica de curto prazo baseada em consumo. Se queremos crescimento sustentado, precisamos de investimento, sobretudo em infraestrutura e inovação. Mas esse crescimento não pode ser ativado  de um ano para o outro. Não adianta despejar dinheiro nas empresas, elas não vão gastar nessas áreas sem clareza sobre o que esperar para daqui a 10, 20 anos no país. E por isso o ajuste é necessário agora: para devolver a capacidade financeira do Estado e assegurar um padrão de crescimento melhor para o futuro.

  2. CarloB

    4 de setembro de 2015 12:31 pm

    Ainda acho que o Governo

    inflou essa crise para ficar bem maior do que realmente era.

    A minha curiosidade é saber porque eles fizeram isso. Eles devem ter algum tipo de informação que ninguém mais é capaz de saber.

    Somente uma informação exclusiva deles é que deve explicar esse erro na dosajem desse ajuste.

  3. MARCOSBH

    4 de setembro de 2015 12:41 pm

    òtimo texto

    Uma presidenta que tem como ministros : zé do dantas,katia abreu,e levy, não precisa de oposição nem de inimigos.

     

  4. drigoeira

    4 de setembro de 2015 12:44 pm

    Quem propôs o aumento dos juros do crédito do PRONAF

    Se foi ele, tem que dar uma medalha e mandar embora logo.

  5. alexandre b

    4 de setembro de 2015 1:32 pm

    Sinceramente, não sei o que

    Sinceramente, não sei o que Levy está fazendo no governo. Deveria sair logo e deixar o governo terminar de quebrar a cara com sua política econômica “desenvolvimentista” e acabar logo com esse lero-lero. Aposto que, no final das contas, com a economia em profunda crise, não vai ter petista defendendo mais essas medidas tão obviamente inócuas. Vamos ter um país falido por causa dos boicotes petistas às políticas responsáveis do Levy. Em compensação, passaremos da adolescência conceitual para a fase adulta. São as dores do crescimento.

  6. MAAR

    4 de setembro de 2015 1:37 pm

    LUCIDEZ E PRAGMATISMO

    Precisa e elucidativa a evidenciação de que política econômica implementada por Levy revela uma visão estreita e socialmente perniciosa, submissa ao interesses da banca.

    E resulta muito apropriada a iniciativa de frisar que um Ministro da Fazenda precisa necessariamente adotar uma ótica mais ampla que a de um Secretário do Tesouro, e deve evitar que a austeridade fiscal inviabilize a manutenção e ampliação dos níveis de atividade econômica indispensáveis para preservar o atendimento às demandas sociais.

    A premissa de que urge alterar o rumo desastroso da política econômica constitui uma realidade evidenciada por todos os indicadores. E é muito importante que tal premissa seja corroborada por opiniões dos especialistas.

    Desde o anúncio do ajuste fiscal pelo governo Dilma, muitos comentaristas alertaram para a inadequação de tal política restritiva quando a economia já mostrava uma desaceleração acentuada, tanto no Brasil quanto no exterior.

    A combinação asfixiante da política fiscal de austeridade com uma política monetária contracionista, caracterizada pela nefasta elevação das taxas de juros e pela redução da oferta de crédito, só poderia resultar no desastre evidenciado pelo agravamento do déficit público, além de provocar aumento do desemprego e mais recessão.

    Assim, visto que a causa determinante da crise fiscal é a queda da arrecadação, agravada pelo (des) ajuste e pela resultante redução dos níveis de atividade da economia, a solução precisa ser construída através de iniciativas para estimular o crescimento da demanda agregada e viabilizar a redução dos custos da dívida pública.

    Por tais razões, cabe recomendar com firmeza uma imediata, gradual e significativa redução das taxas de juros, aliada à adoção de políticas de indução de investimentos produtivos, de proteção do emprego e da renda do trabalhador, bem como de medidas para estabilizar o câmbio em nível sustentável, que favoreça a competitividade da indústria brasileira sem acelerar a inflação.

    Sem dúvida, o saneamento da crise fiscal precisa ser construído através de uma reforma tributária inclusiva, que crie uma taxação progressiva sobre grandes fortunas e sobre os lucros gerados por aplicações financeiras; aumente as alíquotas dos impostos incidentes sobre as atividades bancárias.

    E urge promover o estímulo ao crescimento dos níveis de atividade, através da implementação das estratégias acima referidas, dentre as quais se destaca a urgente redução dos juros, indispensável para diminuir as despesas com a dívida pública e promover o aumento da demanda.

  7. João de Paiva

    4 de setembro de 2015 2:25 pm

    Mas em que instituição

    Mas em que instituição trabalhava Joaquim Levy, quando foi “convidado” a ser “ministro” da Fazenda? Essa instituição não apresentou lucro bilionário nos dois primeiros trimestres deste ano? E outras instituições irmãs? Não apresentaram elas, também, bilionário lucro em 2015? A partir das rspostas a essas perguntas, constatamos que Joaquim Levy cumpriu, e muito bem, o papel que o “setor privado” esperava dele. Aliás, continua cumprindo, enquanto orientar a política econômica do governo para atender aos interesses dos verdadeiros e antigos patrões a que ele nunca deixou de servir.

    Polìticamente, que é o que realmente importa para um Ministro da Fazenda, Joaquim Levy é um fiasco. Fala mal, se expressa mal, não tem qualquer desenvoltura em fazer pronunciamentos e dar entrevistas. Joaquim Levy tem visão estratégica e política tão curta como coice de porco. O raciocínio de planilha e o olhar que só enxerga as despesas a cortar não se coadunam com o que é exigido de um Minsitro da Fazenda. Corroboro o comentário de André Araújo.

  8. HELIO DIAS HORVATH

    4 de setembro de 2015 2:43 pm

    levy

     Na semana passada, os jornalões chamaram Nelson Barbosa de gastador e questionaram Levy, dizendo que ele não era Ministro da Fazenda para aumentar impostos. Um claro movimento para tentar afastá-los dos respectivos ministérios.

    No entanto, o comitê central da imprensa reacionária deste país achou melhor deixar esta arriscada via habitual de espinafração metódica dos prestígios alheios e tentar uma outra jogada, tão velha que já não pode ser chamada de nova mas, sim, de outra, como fiz. Imaginaram, escreveram ou falaram, de supostos atritos de Levy com Dilma e de seu isolamento no governo. A coisa cresceu, o caldo engrossou e o Palácio decidiu intervir, minutos antes do ponto de fervura, alcançado com alguma ajuda do … próprio governo. Tudo se esclareceu facilmente, pois , afinal, nada havia para ser esclarecido! E assim, mais uma semana terminou, com a piora irremediável da situação dos sonegadores, dos pilotos da inflação e da cambada que quer assombrar o país. Infrutiferamente, contudo.

    Mas para que a novela continue, sem risco de terminar antes do tempo, Temer, depois de tudo que a mídia disse sobre o que ele pensava sobre os impostos, os novos, afirmou que se forem provisórios, (ou Provisória?), ele até que estaria propenso a aceitar. De modo que, a próxima semana já tem assegurado um novo fluxo de patati-patatá …

    A propósito do tempo que passa, saudemos a deflação (ou a desinflaçao, como querem alguns) que assinalará a crônica deste mes de setembro de 2015, quando ele já estiver a salvo do desespêro dos fracassados deste país. 

  9. MILTON MURILO 43

    4 de setembro de 2015 3:17 pm

    O Levy levyano

    Além do visivel e previsível erro de avaliação, demonstrando desconhecimento do conjunto da economia, é umbelicalmente lgado ao mercado financeiro.

    O texto explicita claramente isso.

    Pesou a mão e errou o tempo. É um médico que prefere o paciente morto do que doente. Como quallquer dono de boteco sabe que a redução do movimento produz menos entrada de recuros e inviabiliza pagamento de dívidas. Mas como o levyano não é dono de boteco e sim administrador de caixa ferrou o país na crença neoliberal de que menos recursos na economia  significa desenvolvimento.  Como sempre se soube  isso resulta em procastinação da recuperação econômica, brutal transferência de dinheiro para bancos e donos  da bufunfa. – os 1 %.

    Como na Grécia, aliás já lembrada pelo levyano, os 99 % deverão arrojar os cintos, suportar “algum desemprego”, e pagar a conta .

    O que era para ser resolvido no 1° semestre ficou para 2016 e expectativa que avance em 2017. Einfim um sucesso absoluto garantido pelo 8% do PIB para transitar do TESOURO para os ENDINHEIRADOS – turma do CARF incluída.

  10. Orlando Fogaça Filho

    4 de setembro de 2015 3:18 pm

    Ele trabalha para o bancos e

    Ele trabalha para o bancos e na visão e propósito deles, ele é excelente, cumpre o prometido e entrega o encomendado.

     

  11. anarquista sério

    4 de setembro de 2015 5:30 pm

    Os grandes homens da história

    Os grandes homens da história não tinham buchechas de bolacha.

        E nem eram tímidos ou pouco convicentes no tom de voz em seus discursos.

        Acho que chega pra explicar o resto.

        Só mais uma :

            A figura ,além de inexpressivo, não manda nada.

            Ele é subalterno de DUAS pessoas :

                Dilma.

             Luis Carlos Trabuco Cappi.

              Tira esse boy daí, correndo.

  12. Mircon

    4 de setembro de 2015 5:45 pm

    Nenhum dos ministros age como ministro…

    Esqueçam! Com Dilma no governo, nenhum ministro terá condições ou liberdadede de se portar com autoridade de Ministro. 

    É esse o estilo Dilma de governar. 
    Nenhum ministro até agora teve esse poder, por isso tem tanta rotação nos ministérios.

    A política que o Ministro adota, deve ser aquela que a Dilma mandar, e não aquela que ele quiser propor e acreditar.

    É assim que Dilma tem escolhido seus ministros desde o início, e é por isso que Gleisi e Ideli são quase que insubstituíveis, apesar de suas fracas atuações. Elas fazem o que Dilma manda. Nada mais, nada menos. 

    O problema no caso de ministérios como o da Fazenda, é que necessita além de um ministro de confiança do governo, que também seja de confiança do Mercado. E é aí que se encontra a dificuldade no cargo. Dilma quer um que tenha aprovação dos Empresários, mas que siga somente suas orientações. Por isso ninguém aguenta!

    Levy sairá logo, logo. 

    O dia que o empresariado aceitar que Dilma coloque uma “Gleisi” como ministra da Fazenda, aí sim teremos uma ministra da Fazenda vitalícia seguindo ordens de Dilma, sem titubear, contentando-se apenas com o posto de ministra.

  13. Pedro DF

    4 de setembro de 2015 6:30 pm

    Ele cumpre perfeitamente sua missão

    Ele cumpre perfeitamente a missão que lhe foi passada por seus patrões do mercado financeiro. Quem achou que ele faria qualquer coisa diferente disso, ou esperava algo a mais, é ingênuo ou se finge de ingênuo.

    Ele aplica a receita de políticas econômicas recessivas pregadas pela ortodoxia econômica dominante, que geram exatamente o cenário que se vê hoje na Europa: mais recessão, com os rendimentos da classe trabalhadora e do setor produtivo em queda e o rendimento do setor financeiro continuando garantido, o que aumenta cada vez mais a disparidade de renda entre a classe dominante e povo e, por consequência, aumenta o poder econômico das classes altas e assim aumenta sua capacidade de dominar a controlar os políticos.

    É o que o Piketty chama de Economia da Desiguladade. É uma fórmula, que tem “embasamento” acadêmico, e está sendo empurrada goela abaixo da maioria das economias ocidentais.

  14. pedro lorençon

    4 de setembro de 2015 7:10 pm

    Levy ou vorty


    Vou ou não vou? embora tenha achado ótimo o trocadilho do autor com a obra de Shakespeare, tentei fazer o meu, que ficou meio sem graça. Levo ou volto? vou ou não vou? Levy é peixe fora d’agua. É certo que seu nome nunca agradou a Presidente que cada vez que fala dele, parece que um sapo coacha em sua barriga. Ela quer vomitar o sapo. Porém, ele é o único com ingresso nas elites bancárias e industriais que apareceu. Hoje li na UOL, no blog do Fernando Magalhães, aquele pau mandado do PSDB que os empresários mandaram um recado via Levy ( por isto o levy ou vorty?): a pauta de exigências para que o país volte a funcionar. Ora! então a minha teoria de que os poderosos criam, sustentam e mandam na crise é verdadeira?  Mas , vejamos: A primeira , é a meta de 0,7% de superavit primário ano que vem; a segunda que decorre da primeira , é a preocupação com o conceito de investimento das agências que regulam a capacidde de se investir no país. Salvo melhor juízo, estas agências, orgãos , ou sei lá, são criadas, analisadas e embasadas em critérios dos próprios banqueiros e especuladores ( que as vezes se confundem um no outro). e a terceira e mais importante: Cortar gastos. Onde cortar? nos programas sociais. Quando Levy disse que fariam sopa de letrinhas com ele se cortasse gastos da área social, um empresário do RJ , grande fomentador do PIB , ligou diretamente para a Presidente e sabe-se lá como fez para tentar impor a vontade do grupo. Levy, por vocação , joga o jogo dos poderosos. O PT por vocação e a Dilma mais ainda, joga o jogo do povão. Repare que em nenhum momento ( se duvidarem leiam a o coluna do jornalista na UOL) se tocou no nome da Petrobrás, ou no fenômeno da corrupção, dos gastos excessivos dos poderes com salários altíssimos , vantagens absurdas de políticos e outros altos funcionários dos três poderes. Ou seja: A corrupção não é um problema; as mamatas de altos funcionários não é um problema, mas o que se entrega ao povão é o problema. Desde que eu me conheço por gente, os políticos de situação se vangloriam do seu investimento em áreas sociais e os de opsição vociferam que aquilo é mentira e que somente eles podem salvar o povo. Nunca, antes do PT eu vi algo de melhora nesta área. E isto é inegável, pois a preocupação dos reis do PIB perante o Ministro , deixam claro que a aplicação do dinheiro do país é alto demais para os padrões do capitalismo que eles querem impor. Dilma não gosta de capitalista, Dilma não gosta de gente que dê palpite em seu governo e Dilma quer privilegiar os programas sociais. Banqueiro e grande empresário não quer justiça social, não quer dividir renda e quer que o pobre se exploda . Levy quer que o pobre se exploda , mas quer ficar no governo. O que acontecerá somente saberemos nos próximos capítulos.

  15. Lucinei

    5 de setembro de 2015 1:27 am

    A propganda segue

    A propganda segue forte….

    … O tal ajuste nem sequer foi integralmente aprovado. E seus resultados menos ainda são responsáveis pela situaçao econômica e pela popularidade do governo (mas com esse governo “cavalheirescamente” mudo qualquer coisa vira verdade, isso é fato).

    As reservas estão em melhor estado do que sempre; o cambio  já se distanciou daquela loucura adolescente de 1 X 1; e a infraestrutura está contratata…  Só falta, portanto, a desinformação e a ignorância serem contrastadas só um pouquinho, só um pouquinho por aquele ….(já retirei o que eu disse)  .

    Pros bobalhoes que ainda se teleguiam por essa imprensa…

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