Enviado por Gilson AS
do site de Hariovaldo Almeida Prado
Carnaval dos Homens Bons
by Padre Quevedo

Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Higienópolis- GRESUH
Enredo: Como fiquei famoso transformando julgamento em Big Brother, ou, Palácio do Planalto aqui vou eu!
Componentes: 5.000, da comunidade de Higienópolis e convidados dos bairros elegantes de BH, Recife, Fortaleza e vários destaques, da boa imprensa.

Carros alegóricos: Cinco, superfaturados

Um dos principais carros da Escola, onde virá a diretoria.
Comissão de frente: 30%

Bateria da Escola
Carnavalesco: Lobo Mau, o qual aderiu recentemente à Escola, depois de estudar o regimento da mesma e se certificar que o “espírito coxinha” emanava daquele estatuto.
Pois é, confrades. Esta semana fui até o “barracão” do GRESUH, que funciona na Av. Higienópolis, 666, fundos, pois soube que, depois de uma “virada de mesa” no Supremo de Frango (nos moldes do fluminense), eles haviam conseguido permanecer no segundo grupo do desfile das Escolas de São Paulo.
Pude ver os carros alegóricos, que estão magníficos, e entrevistei o carnavalesco. Este ano o contratado é o Lobo Mau, famoso cantor de rock, mas que aderiu ao samba ao saber da proposta decente da GRESUH neste carnaval.
Disse-me o Mau, quer dizer, o Lobo, que são vários destaques: Um carro alegórico somente para o homenageado virá fechando o desfile. Assim, ele poderá receber merecida ovação do começo ao fim do desfile. Virá, naturalmente, trajando a roupa de soberano (como todos já viram na internet) cheia de veludo, brocados, capa e coroa. Talvez ele passe mal, já que vai tá calor pra burro. Alguns sugeriram a fantasia de Cavaleiro das Trevas, mas aí tinha que pagar direitos autorais. Um pouco abaixo do nosso Batman, virá o séquito de Sua Majestade, com um proeminente colega fantasiado de professor catedrático de direito, visto que é da área. Ao lado, o jovial jurado-musicista Fucks fantasiado de roqueiro e empunhando uma guitarra. Da mesma forma, Liu Vandovisque, apesar de convidado, declinou do convite, dizendo que só desfila no Bloco “Balança- da Justiça- mas não cai” que é o bloco oficial dos servidores do Supremo de Frango que sai pelas ruas de Brasília.

O carro para homenagear a imprensa trará como destaque Reynaldus Azedo na fantasia: “Escaravelho Estercarius Roladoris no reino encantado da bostolândia” Virá sobre uma enorme alegoria em forma de “tolete” toda cravejada de pedras, à guiza dos “feijãozinhos e milhos” do excremento. Logo abaixo, menos destacados, virão do lado direito Diogro de M. Fantasiado de “gondoleiro” de Veneza. Na mão trará um cartaz para a Luiza Trajano vender seu magazine para o Submarino: “Vende, Luíza, vende!”. No lado esquerdo virá o “viejo” Augusto Tunes, fantasiado de “bobo da corte” mesmo.
A respeito do samba, disse-me o Cachorro, quer dizer, o Lobo, que abriram licitação superfaturada para escolher o melhor samba. Que apesar de superfaturado foram enganados, pois o samba escolhido “se apropriou” da melodia, da harmonia e da letra de um samba enredo famoso, do Salgueiro de 1992. Ao reclamar com os honrados autores (aí de cima) eles argumentaram:
“fica na sua chefia…… num é plágio não! Foi só uma “citação” e homenage aos compositor original. Afinal, o pessoal do “hap” faiz isso toda hora e ninguém reclama. Tá bom ou qué briga? Cuidado aí, seu lobão que cê tá mais pra cachorrinho de madame que pra lobo! Se reclamar mais, vô batê pro meu mano Brown dos Racionais. Cê já conhece ele, né mermo?”
Samba-Enredo
Compositor: Elihas Crazzy and Le Pera
Tom: C Am Bate o martelão A7 Dm Preto velho justiceiro E7 O negro que virou ouro Am E7 No Supremo brasileiro (bis) Am História, cheirando a patifaria Lenda, sonho e fantasia A7 Dm A7 Sacanagem, e lábia Dm Dm/C E7 A realeza é tão sábia Dm Um quê de malícia G7 E7 Am Trouxe essa perfídia para cá E7 Am Dizem então, dizem então A7 Que foi a terra Dm O sol, este luar E7 Am Que o fez se apaixonar por este chão Dm E7 Am A7 E se espalhar feito um mar Dm Dessa trapaça E7 Am Foi relator (ator) Dm E7 Am E7 Seboso como um queijo com bolor (bis) A O mito no Supremo era a riqueza Fausto e luxo da nobreza F#7 Bm F#7 Mote do chamado mensalão Bm Bm7+ Bm7 Sonso, vira vício e rotina Bm6 E7 Filosofia de esquina B7 E7 A E7 Cafezinho no balcão A E7 A Boa imprensa admite A7 Que ele é bom palpite A7/#5 D Para nos governar Dm A Cadê a boa fé, foi viajar F#7 B7 E7 A E7 Onde andará... Eu sei lá!
JB Costa
2 de março de 2014 2:14 pmPara morrer de rir. Esse
Para morrer de rir. Esse “professor” é demais.
Anarquista Lúcida
2 de março de 2014 8:37 pmSó fiquei com uma dúvida: o homenageado foi o JB, ou o Serra?
Afinal, dar o título de rei para outra pessoa (e nao para o Serra) seria uma heresia, um crime de lesa-majestade, ou se for para o Joaquim Bost* pode?
Fulvia
2 de março de 2014 10:49 pm(Sem título)