22 de junho de 2026

Lula e Doria nas incertezas de 2018, por Aldo Fornazieri

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Lula e Doria nas incertezas de 2018

por Aldo Fornazieri

Por mais que José Dirceu possa ter errado, não há como negar-lhe muitos méritos. Junto com Lula, foi o artífice do fortalecimento do PT e da construção das condições para que o partido chegasse ao governo. Na última semana, Dirceu emitiu um forte alerta: a possibilidade de Lula ser preso ou de ser inviabilizado juridicamente de concorrer às eleições de 2018. Até agora não surgiram elementos substantivos que possam justificar a sua prisão. Mas existe uma nova estrada de espinhos nas andanças do ex-presidente, apontada por Dirceu: a delação premiada de João Santana e Mônica Moura. Como a delação ainda não veio a público, fica na conta do imponderável.

O PT tem tratado a candidatura Lula como bala de prata que estará disponível em 2018. Dadas as incertezas dos cenários, o mais apropriado seria que o partido abrisse mais seu leque estratégico para não ser surpreendido se acontecimentos adversos se tornarem efetivos. Se o recuo no lançamento da candidatura Lula foi acertado, o que parece não existir é uma articulação necessária de forças para defender Lula e o direito dele concorrer  como uma questão central da restauração da ordem democrática.

A dinâmica da evolução da crise produziu, nas últimas semanas, algumas certezas que fizeram, paradoxalmente, aumentar as incertezas. Uma das certezas se refere ao fato de que Michel Temer, salvo acidentes desconhecidos, deverá chegar até o final do mandato. Ficou mais ou menos claro que o TSE não caçará a chapa Dilma-Temer. Ademais, em que pese a palavra de ordem “Fora Temer” ecoar cada vez mais pelas ruas, os partidos de oposição perderam o interesse de tirá-lo do governo.

Quanto às incertezas produzidas pelas incertezas: Temer é altamente impopular e não constitui perspectiva de poder para 2018; a agenda do governo é anti-social e antipopular e afeta o eleitorado; a economia não reage, o desemprego aumenta e as contas públicas apresentam déficit crescente e a pressão das ruas já desarrumou a reforma da previdência tal como ela vinha sendo apresentada. Em face desses elementos, somados à necessidade de buscar votos em 2018, a base de Temer começa a se esfacelar colocando em risco a capacidade do governo produzir os resultados exigidos pelo mercado. Os movimentos e as incertezas da Lava Jato aumentam ainda mais a pressão sobre o governo, fazendo-o, aos poucos, perder seu principal trunfo: os votos no Congresso.

Assim, o PMDB caminhará para seu modo natural de ser: a divisão e o papel de coadjuvante nas eleições presidenciais. Os partidos do centrão buscarão acoplar-se a alternativas eleitorais viáveis. E o PSDB, nas figuras dos seus líderes tradicionais – Aécio, Serra e Alckmin – tende a submergir abraçado a Temer. Aparentemente, o PSDB está definindo uma estratégia com dois planos. No plano A, se fará um esforço para viabilizar a candidatura Alckmin como uma candidatura competitiva. Se este plano fracassar, Dória será o candidato.

Há que se considerar que a conjuntura e as circunstâncias jogam a favor de Dória, mesmo que ele proclame fidelidade a Alckmin. No momento da escolha, não será esta fidelidade quem decidirá, mas as circunstâncias do momento e o potencial competitivo de cada candidato.

Se a análise de conjuntura tomar por base os dois cenários tradicionais sugeridos por Maquiavel – conservação e mudança – não resta dúvida de que o cenário das eleições de 2018 será de mudanças. Os eleitores vão querer mudanças. Neste aspecto, no âmbito do PSDB, Dória será o nome que mais potencializa esta perspectiva e ele  poderá ser ungido como candidato de consenso, com Alckmin concorrendo ao Senado.

Não trate como adversário alguém que te trata como inimigo

Contando com a possibilidade de ser candidato, Dória já sabe que Lula é principal obstáculo para chegar à presidência da República. Com essa projeção em mente, Dória não trata Lula como um possível adversário num jogo democrático. Decidiu tratá-lo como inimigo a ser destruído num campo de batalha. Neste aspecto, Dória decidiu seguir a 15ª “lei do poder” do seu guru. A lei ensina aniquilar totalmente o inimigo, sem misericórdia.

Dória quer ver Lula preso em Curitiba, destruindo-o previamente ao jogo eleitoral. É isto que vem pregando diariamente, fazendo da exigência um mantra. Talvez Dória se imagine um Catão paulistano que substitui “Delenda est Carthago” por “Lula preso em Curitiba”. Convém lembrar que o juiz Sérgio Moro é um compagno de Dória e que, por juízo político, poderá favorecê-lo, prendendo ou simplesmente condenando Lula.

O cenário das eleições de 2018 terá vários pontos de semelhança com o cenário de 1989. O primeiro, será o da pulverização das candidaturas. O segundo, será o da decomposição e derrocada das forças vigentes no governo. O terceiro será a conjuntura de mudança que marcará as eleições. Esta conjugação de pontos favorece, de imediato, três candidatos: Dória, que se apresentará como um candidato-gestor e empresário, vindo de fora do sistema vigente; Bolsonaro, que será o candidato da lei, da ordem e da bala, contra a decomposição do país; e Marina Silva, que se ausentou dos embates políticos da crise e que se apresentará como a renovação civilizada da política.

Lula, como mostram todas as pesquisas, em tese também é beneficiário, por algumas razões. Ele se tornou paradigma de governo dos direitos, das oportunidades e da redução das pobreza e das desigualdades. E este paradigma ainda é uma memória viva na mente de milhões de brasileiros. Em segundo lugar, muitos eleitores comparam as realizações do governo Lula com os desastres do governo Temer.

Mas Lula tem também vulnerabilidades: terá  que prestar contas do fracasso do governo Dilma e dos problemas de corrupção. Numa conjuntura de mudanças, em alguma medida, será associado,  pelos adversários, como um candidato do sistema e será responsabilizado pela crise.

Se Lula vier a ser candidato, teria que construir uma estratégia altamente complexa capaz de dar conta, preliminarmente, de três movimentos: 1) o resgate da boa herança do passado; 2) a condição de vítima em face da ação persecutória que sofreu; 3) uma promessa (ou programa) fortemente inovadora em relação ao futuro. Nas campanhas eleitorais e na vida em geral, as pessoas se preocupam mais com o futuro do que com o passado, principalmente em tempos de crise. Se Lula vier para ser o candidato apenas dos seus êxitos, será derrotado. Na hipótese de Lula não ser candidato, a candidatura Ciro Gomes torna-se viável. Ele também poderá apresentar-se como candidato da inovação e da mudança.

A elaboração de uma estratégia complexa, as questões de alianças, de organização e comunicação serão decisivas para enfrentar Dória, se este vier a ser candidato. Dória viria com uma vantagem: imagem  positiva, encarnação da mudança, candidato de fora do sistema deteriorado, empresário-gestor, inovador, enfim, um “novo príncipe”. Bolsonaro teria que rivalizar com Dória, pois disputariam os mesmos eleitores e o mesmo imaginário político-ideológico, com diferentes ênfases. 

Se este cenário de candidaturas vier a se constituir, as eleições não serão nenhum convite para um jantar, nenhum congraçamento de programas comuns que as fundações partidárias vierem a construir, não serão nenhum evento acadêmico. Serão campos de batalha, mobilizações de rua, trepidar de ofensas, disseminações de ódios.

Não se tratará de uma escolha entre condutas civilizadas ou condutas combativas. O problema é que as circunstâncias da conjuntura brasileira, marcadas pelo golpe, pela agressão aos direitos, pela violação da Constituição e da democracia exigirão a preparação de duros embates. Quem imaginar as eleições fora deste contexto ficará lamentando a polarização.  Nesta conjuntura, as forças democráticas e progressistas precisam fincar estacas e estabelecer linhas intransponíveis pelos inimigos. Afinal de contas, não se pode tratar como adversário alguém que te trata como inimigo.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política.

Aldo Fornazieri

Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política.

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18 Comentários
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  1. Bruno Cabral

    10 de abril de 2017 10:13 am

    O problema não é ganhar a presidência

    O problema é governar com congresso arisco.

    Todos pensam em Lula presidente como volta a ordem, mas sem uma campanha maciça para eleger uma camara progressista, teremos mais do mesmo por outros 20 anos.

    A chapa dos sonhos da esquerda seria Lula com Ciro como vice, com campanha desde já. Se Lula for inviabilizado pela república, ou melhor, o império de curitiba, Ciro automaticamente herdaria seus votos.

    Acho ótimo duas candidaturas “competitivas” de direita, pois tiram votos uma da outra. Melhor ainda se ambas não forem ao segundo turno.

    Quanto a Marina, já pegou mal o apoio a Aécio – estar fora do embate não é uma vantagem, apenas uma amostra de que não tem cartas para o jogo pesado que está acontecendo aí. Imagine se fosse Presidente?

  2. bonobo de oliveira, severino

    10 de abril de 2017 10:30 am

    Para explicar ou confundir?
    O Aldo novamente vai bem até um certo momento em que a irresistível inclinação partidária o faz escorregar: (…)”Mas Lula tem também vulnerabilidades: terá  que prestar contas do fracasso do governo Dilma e dos problemas de corrupção. Numa conjuntura de mudanças, em alguma medida, será associado,  pelos adversários, como um candidato do sistema e será responsabilizado pela crise.”(…) Ora! Sobre qual corrupção o Lula tem que prestar contas. Da corrupção do judiciário que transforma dinheiro privado da Visanet em dinheiro público do Banco do Brasil para produzir sentenças condenatórias encomendadas? Qual seria o fracasso do Governo Dilma a ser explicado, segundo a visão do nobre missivista?  Desafios de uma provável candidatura Lula? E qual candidato não terá desafios a superar para construir uma candidatura? E qual tem a melhor preparação intelectual, cognitiva, habilidades inigualáveis, experiência administrativa e curriculum de realizações extraordinárias, como qualificações ímpares para superar tais desafios? Doria imagem positiva?De onde o Doria vai encomendar uma imagem positiva? Aguardando melhores explicações para nós intelectualmente limitados.  

    1. rafael ferreira

      15 de abril de 2017 1:20 am

      Realmente intelectualmente limitado…
      O pior cego é aquele q não quer enxergar.

  3. paulovi

    10 de abril de 2017 11:37 am

    Que tal se Lula for deixado

    Que tal se Lula for deixado em paz? Velho, é fato e inegável, pela vida que teve é um homem bastante sofrido e fisicamente abalado, pode muito bem ser um orientador nas eleições preservando assim, especialmente, a sua saúde. Que venham outrxs para o embate aberto e deixem de se esconder nas sombras desse gigante, paz para o Homem. O partido na sua cúpula não tem identidade alguma com sua base.

  4. João de Paiva

    10 de abril de 2017 11:58 am

    Volta ao velho padrão: mais do mesmo.

    Prezados leitores,

    Neste artigo AF volta ao velho padrão que o caracterizou ao longo desses anos, em que ele fez malabarismos, para garantir espaços nos veículos do PIG/PPV. Do princípio ao fim vemos aplicada a velha, manjada e desgastada fórmula “uma no cravo outra na ferradura”. AF vinha tentando se desgarrar dessa técnica, mas como ‘viciado’ de longa data, ele sempre sofre recaídas.

  5. Wilton Santos

    10 de abril de 2017 12:08 pm

    Única alternativa para 2018 é o Lula apoiar o Ciro Gomes…

    Única alternativa para 2018 é o Lula apoiar o Ciro Gomes…

    1. emerson57

      10 de abril de 2017 12:59 pm

      Lula 2018

      “Única alternativa para 2018 é o Lula apoiar o Ciro Gomes…”

      Existe outra: Emigrar.

      Dentre estas, prefiro a segunda.

       

  6. Waldir Raupp de Assis

    10 de abril de 2017 12:14 pm

    Lula e Doria nas incertezas de 2018

    Excelente análise. Conclui-se que a candidatura de Lula é um presente para Dória, pois terá muita dificuldade de explicar a corrupção nos governos petistas e, pior, a incompetência administrativa e política do governo Dilma.

    O pleito 2018 estará polarizado em duas trincheiras. Uma com Dória Bolsonaro, outra com Lula, Marina e Ciro. Há que se analisar a matemática do primeiro turno que levará aos dois candidatos no segundo.

    É muito provável que ocorra a disputa entre um de cada trincheira, mas existe um risco nesta conficuração. Caso Bolsonaro e Dória fiquem muito próximos, com cerca de 25% dos votos válidos cada, e o trio “progressista” também próximos, com cerca de 17% cada, ocorreia o improvável e indesejável: um segundo turno com Dória e Bolsonaro. Certamente venceria Dória, menos mal!

    Neste contexto, um dos três “progressistas” tem que abrir mão da candidatura. A Marina nunca desistirá, pois é uma força não controlada e fora da realidade. Nunca vencerá e está aí para fazer o de sempre: um percentual de votos mais ou menos constante, da uma parcela ingênua da sociedade.

    Defendo que Lula desista em apoio a Ciro. Este terá em seu partido, o PDT, um dos poucos quase ileso na Lava Jato, uma possibilidade de veneração do passado de Getúlio Vargas. Possuem semelhanças na postura de caudilho na defesa do interesse nacional.

    Assim como o Bolsonaro representa o retorno do nacionalismo doente, Ciro é o retorno do nacionalismo saudável. Nesta onda mundial, onde a defesa dos interesses de estado voltam a ser valorizados, temos uma chance imperdível de colocar uma pessoa preparada como Ciro na presidência deste nosso tão sofrido Brasil

    1. ze sergio

      10 de abril de 2017 12:51 pm

      Lula….

      Dom Sebastião parte VIII ou IX. Se não me engano. Ou a fantasia de um aventureiro? 30 anos de (re)democracia, de Constituição Cidadã resultaram em tamanha mediocridade? Ou tamanha mediocridade é a história brasileira pós-1960? Onde está o Projeto de país? Não entendo o assombro, ou creio mais verdadeiro, o fingimento de assombro por toda imprensa e elite intelectual nos resultados de 30 anos de politicas socializantes e anti-capitalistas? O Brasil de Ulisses, Lula, Montoro, Dirceu, Genoino, Brizola, Serra, Amazonino, Covas, Arraes, Tancredo, Alckmin, Teotônio, Waldir, Suplicy… esta ai. A culpa é de quem? Dos outros?  

      1. bonobo de oliveira, severino

        10 de abril de 2017 8:03 pm

        A culpa sobre o que, cara pálida?

        Vc misturou todo mundo no mesmo saco e pergunta de quem é a culpa?

    2. mauro silva 2

      10 de abril de 2017 2:32 pm

      mãe diná?

      “25%” dos votos válidos para dória e outro tanto ao boçalnaro significaria que metade do eleitorado brasileiro quer um sulista que odeia o norte/nordeste; ou que metade dos eleitores estariam divididos entre a caricatura de berlusconi e a caricatura de mussolini.

      só pode ser piada, pois, historicamente, esse porcentual está cristalizado em 30% para a direita do total de votos.

      por isso, a direita só chega ao poder pelo golpe: seja militar, midiático, ou palaciano.

      ciro tem qualidades mas é, em questões macroeconômicas, conservador demais para emergir como único candidato de centro-esquerda. a rigor, ele sempre foi de centro-direita.

      e considerar dória “menos mal” …. em qualquer cenário isso é discutível.

  7. policarpo

    10 de abril de 2017 1:48 pm

    ” Las necesidades pueden ser
    ” Las necesidades pueden ser muchas, pero la más fuerte es aquella que te obliga a vencer o morir. “Del arte de la guerra” de Maquiavel

  8. Maria Luisa

    10 de abril de 2017 2:10 pm

    As eleições da incerteza

    Não sei a quantas andam (andam?) as relações entre Ciro e PT, mas todo mundo e até o “que nunca erra” vai querer tentar a sorte nas proximas eleições. Vai ser uma profusão de candidaturas, das mais esdruxulas às mais caricatas. Entre Ciro, Marina, Doria, Alckmin (teremos mudanças de partido?), Aécio ainda chorando o leite derramado, o “fino e sutil” Bolsonaro, o PMDB poder vir com Temer, quem sabe até Gilmar Mendes deixe o Supremo de frangos; enfim, dessa barafunda toda, a unica coisa certa é que vamos ter que nos mobilizar contra a condenação de Lula por parte do inacreditavel Sérgio Moro.

  9. mauro silva 2

    10 de abril de 2017 2:13 pm

    discordo em muitos pontos do texto

    existem heróis no sentido de mito, e eles são um dos mitos da humanidade

    lula “ter que prestar contas da corrupção” … e os outros, não?

    prestar contas de algo vago como vaga são todas as acusações de corrupção contra o pt. sem querer advogar o partido que tem suas maçãs podres, mas diferentemente dos outros, não contaminaram o todo ainda.

    segundo: “por mais que dirceu possa ter errado” … ele, a rigor, foi condenado, não por hipótéticos erros, mas por sua atuação e importância política, por este judiciário partidarizado, majoritariamente conservador, ou melhor, reacionário, resultado do perfil aprovado nos concursos para magistratura e promotorias estaduais e federais: os idiotas-prodígios. neste caso, o todo foi contaminado.

    existe um tremendo mal estar no meio jurídico, entre advogados, promotores e juízes, independentemente da matiz ideológica, via de regra antipetista, com fato aparentemente sem importância: a certeza de que moro condenará lula, ainda que todos desconheçam o motivo; as ‘provas cabais’.

    esta situação causa constrangimento e vergonha geral por que é irrespondível.

    pior: neste momento de crise profunda em que todas as instituição estão desmoralizadas, principalmente o judiciário, a única personagem política que pode reaglutinar as forças nacionalistas para reorganizar o brasil é lula.

    todos seus inimigos são irrelevantes junto ao povo pois seu ódio mesquinho em relação ao presidente é de todos conhecido. falta-lhes um mínimo de moral para impor seus argumentos rasos; vazios.

    é uma situação perceptível, daí os riscos se esses aventureiros ousarem.

    mas a loucura dos fanáticos do judiciário sulista, instruídos pelo imperialismo ianque nos métodos, mas não nos objetivos, os quais, por sua completa e doentia ignorância da história, ignoram, podem aventurar-se na prisão de lula, único que pode dar algum sentido às eleições. tal desatino certamente levará o país a uma guerra civil devastadora nos mesmos paradigmas daquelas que destruiram a antiga iuguslávia, iraque, líbia, líbano, iemen, somália e, agora, a síria.

    espero que os setores nacionalistas das forças armadas, não esses oficiais entrevistados pela mídia venal, anulem, efetivamente, a ação nefasta desses agentes do império que, instruídos nos e pelo e.u.a. ameaçam o brasil.

  10. bonobo de oliveira, severino

    10 de abril de 2017 3:59 pm

    Cheio de trairagem infiltrada.

    Interessante notar que a intensificação das ações de inteligências estrangeiras em território patrio não para de avançar. Tá cheio de neguinho com discurso suavemente ajustado ao “politicamente discreto” por aqui, para transmitir discretamentei as preferências de acolá. Pela sofisticação das técnicas sutis (?) de dissimulação das intenções, pode-se notar que é gente bem treinada. 

    1. Edna Baker

      10 de abril de 2017 9:31 pm

      O Fornazieri afinal de que

      O Fornazieri afinal de que lado está?

  11. franciscopereira neto

    10 de abril de 2017 9:33 pm

    Eu fico imaginando e

    Eu fico imaginando e incomodado com essa situação: o que um “cientista” político fica fazendo todo o dia, toda semana, todo o mes e todo ano?

    O que Fornazieri disse o que não saibamos?

    É incrível um negócio desse.

    Um artigo razo, reprodução, colcha de retalhos de tudo o que nós já lemos em muitos lugares, principalmente aqui.

    É isso o que os “nossos” intelectuais tem a apresentar?

    Mais uma vez, toda a ideia do artigo tem como filão, apresentar Dória como novidade.

    Eu não aguento mais cara!

    Chega de dar visibilidade para esse imbecil truculento!

    Fica em segundo plano a nossa novidade, Ciro Gomes, que Fornazieri acaba admitindo.

    E porque falar no Dória, e não no Ciro?

    Ciro sempre foi a saída para o Lula impedido.

    Eu já professei aqui a minha opinião.

    A chapa tem que ser Lula/Ciro, não necessariamente nessa ordem, porque lula impedido Ciro deslancha com apoio do Lula.

    Vamos falar de Ciro, de Ciro , de Ciro de Ciro, Fornazieri!

    Oh caramba!

  12. Eduardo Ramos

    12 de abril de 2017 4:49 am

    Quem avisa amigo é…
    O texto do professor Aldo Fornazieri é um alerta, óbvio, sabido de todos e ainda assim importante, necessário. Pelo grau de ingenuidade dos políticos e simpatizantes da esquerda, de Lula, do PT.

    Não vi, como outros comentaristas, nada que desabone seu artigo, nem mesmo quando ele fala das “vulnerabilidades de Lula”. Elas são reais. Não perceber a dimensão de uma realidade pode ser fatal. Lembro quando Nassif começou a falar em impeachment de Dilma, como possibilidade real, eu mesmo questionei aqui no blog, como algo “que parecia forçação de barra”, exagero, e na verdade ele apenas juntou os pedaços todos da realidade política e previu que a omissão de Dilma e o ministro José Eduardo Cardozo, entre outros erros graves cometido pelo governo, poderiam – como ocorreu… – criar um ambiente propício ao golpe.

    É dessa forma que vejo o alerta do professor. Não só pela delação de João Santana, onde está claro que toda a indução do MPF para que seja aceita, é o nome de Lula incriminado de qualquer forma, mesmo que com “provas frágeis”, ou mesmo a distorção de diálogos tidos entre os dois.

    Elke Batista é outro perigo à vista, já saem notas na mídia de que ele quer delatar Lula e Cabral.

    Às vezes, minoramos o fato trágico, violento, hoje definitivo, de estarmos vivendo em um Estado de exceção. A essa altura, Moro, Janot, mídia, já sabem que podem prender Lula, sem que ocorra uma guerra civil, apenas o barulho de alguns milhões de brasileiros nas ruas, o que eles resolveriam num minuto, com a soltura de Lula e uma condenação nas costas, qualquer uma, que o torne inelegível – pronto, missão cumprida.

    Tratar inimigos como adversários, pior, muito pior, às vezes como se civilizados fossem, como Dilma tratou Janot, no erro mais burro de um político talvez no mundo, ao reconduzi-lo ao cargo de PGR, uma candidata à forca dando ao inimigo o cargo de promotor a cuidar do caso e de carrasco.

    Na verdade, como caminham as coisas no Brasil hoje, talvez seja tudo inevitável, a perseguição aos jornalistas, a prisão de Lula, o cancelamento das eleições em 2018, o sucateamento da Petrobrás até o fim, a manutenção do nosso país como um paraíso para os bancos e os rentistas, o povo mais uma vez sem direitos, como tem sido desde sempre.

    Nada há a se fazer quando o Judiciário, parte corrompido, parte omisso e acovardado, não garante mais os direitos dos cidadãos, e permite o poder absoluto por parte de um pequeno grupo de juízes, polícia federal, procuradores.

    Não há razão para muita esperança ou otimismo. Só quando algum líder tiver o poder de botar o povo nas ruas e o confronto se estabelecer de verdade, sairemos desse impasse.

    Saber que “inimigo não é adversário é inimigo” é apenas o primeiro passo para sairmos da ingenuidade crônica.

    O professor está certo!

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