12 de julho de 2026

Mauricio Dias: Por que Dilma empacou?

Enviado por Pedro Penido dos Anjos

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da Carta Capital

Por que Dilma empacou?

Pesa na balança a “economia miúda”, ou, por outra, a elevação do custo de vida
 
 
Dilma

Aécio e Eduardo não herdaram o que Dilma perdeu

Após a ameaçadora queda de intenções de voto para Dilma Rousseff, ocorrida no rastro das manifestações populares de junho de 2013, a presidenta, candidata à reeleição, recuperou a metade do apoio perdido, além de parte da avaliação positiva do governo que também tinha se esfumado. Nos últimos quatro meses, as pesquisas mostram o processo de recuperação dela e uma curiosa estabilização em torno do índice de 43%.

Esse resultado tem se repetido nas pesquisas de todos os institutos. Parece um número emperrado. As variações de 2 ou 3 pontos para mais ou para menos ficam na margem de erro adotado.

A mais recente sondagem, divulgada na terça-feira 18 pela CNT-MDA, sobre as intenções de voto em Dilma, indica que, se a eleição fosse hoje, ela teria 43,7% do eleitorado. Nessa mesma direção aponta o Vox Populi (41%) em pesquisa a ser divulgada no domingo 2 de março, no site de CartaCapital (www.cartacapital.com.br). Foi igualmente em torno desse porcentual o resultado obtido pelo Ibope, em novembro. O Datafolha, em dezembro, apresentou número maior, porém muito próximo dos concorrentes.

Por que as intenções de voto em Dilma empacaram tão distante do porcentual (53%) anterior à grande queda de junho de 2013?
Curioso nessa trajetória é o fato de a presidenta, ao longo desse tempo, manter a vitória no primeiro turno em qualquer cenário apresentado. Ou seja, os adversários Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) não herdaram os votos perdidos por ela.

A situação, contudo, já não é tão cômoda. É um sinal de instabilidade do eleitor. E o tempo de sete meses para a eleição permite especulações. Abre espaço, por exemplo, para a construção de cenários e para a imaginação de alianças políticas esperançosas de, pelo menos, haver segundo turno.

O Brasil navega em mar proceloso provocado pela crise econômica mundial. Embora até agora conduza bem o barco, há um sinal realmente perigoso capaz de provocar impacto eleitoral. Nas feiras, nos mercados, nas padarias e no boteco da esquina, entre outros, o porcentual que emerge após o número que escapa do centro da meta inflacionária (4,5%) dói no bolso das classes mais pobres. Cria em uma grande parte delas um sentimento de desconfiança. Ficam mais arredias aos governantes. Relutam em abrir o voto tão cedo para o pesquisador.

Veio da boca do vice-presidente, Michel Temer, a definição mais precisa desse problema. Nada de PIB, nada de balanço de pagamentos, déficit primário e coisas assim, capazes de gerar pânico nos economistas. Temer batizou com precisão essa questão como “economia miúda”, derivada dos efeitos do “custo de vida”, esse, sim, capaz de derrubar, de um sopro só, os palanques eleitorais mais sólidos.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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27 Comentários
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  1. drigoeira

    23 de fevereiro de 2014 12:32 pm

    Então tá!

    A revista é semanal ou mensal?

    Por isto temos que publicar textos ruins como este. Reclama do governo mas as reportagens patinam junto.

  2. Chico Pedro

    23 de fevereiro de 2014 12:33 pm

    Ontem o Alexandre postou

    Ontem o Alexandre postou informação sobre uma possível reviravolta na candidatura presidencial do PT, sai Dilma, entra Lula. Não é provável que aconteça, mas é possível.

    Se daqui em diante o zum zum zum aumentar, a novidade pode ser confirmada.

     

    1. Diogo Costa

      23 de fevereiro de 2014 12:46 pm

      #SQN

      A candidata do Partido dos Trabalhadores é Dilma Rousseff. Ponto final.

       

      Este fictício ‘zum zum zum’ só existe nas mentes daqueles que pretendem sabotar a candidatura do PT, plantando e disseminando a discórdia interna. Não conseguirão.

       

      Por fim, Dilma está muito mais bem posicionada para a reeleiçao do que estavam no passado os ex presidentes FHC e Lula. Se ela ficar “empacada” como está agora, ótimo! 

  3. Otaviani

    23 de fevereiro de 2014 12:44 pm

    Dilma empacou porque é em sua

    Dilma empacou porque é em sua essencia,uma administradora,e como tal pragmática.Negocia,como tentou com o Pig.Tem a convicção que os resultados demonstram sua boa gestão.E ai esta sua maior fraqueza.Não tem o menor cacoete politico,não difrencia sua base,seus apoiadores do resto,para ela é tudo a mesma coisa.Não tem a m´pinima linha de comunicação com a sociedade civile organizada,não tem ninguem em seu staff que tenha a sensibilidade da realidade da total falta de comunicação deste governo.Para a sorte dela,a oposição é muitissimo pior.Então teremos uma espécie de recesso com o carnaval e a copa,esta última se for um sucesso,no minimo não arranhara a iamagem da presidente.Se não acontecer nenhum acontecimento de grande monta,negativo ao governo,principalmente na area econômica,no frigir dos ovos,na hora de votar,a maioria vai votar no governo,na segurança.Mesmo com o “Batman”e Marina entrando no jogo,no começo serão apenas novidade,mas não tem nada a oferecer,discursos,ideias,projetos.São balão de festas.

  4. Marco St.

    23 de fevereiro de 2014 1:08 pm

    A Dilma empacou? Mas a

    A Dilma empacou? Mas a diferença dela para os adversários AUMENTOU.

    A única coisa relevante que essas últimas pesquisas mostram é que a rejeição a Marina só faz aumentar.

    Como sinal de desespero o UOL sugere uma dobradinha Marina-JB para TENTAR levar as eleições para o segundo turno….

    A oposição brasilieira não tem nomes, projetos, nada. Vivem das migalhas oferecidas pela imprensa: “o vestido vermelho da Dilma, “o cartão de Natal da Dilma”, o jantar da Dilma, a investigação sobre a vaquinha do PT….

    Uma oposição fraca, folclórica e infantilóide como essa acaba sendo bastante prejudicial ao país.

    Não existe uma discussão de projetos de governo em alto nível. Nenhuma alternativa sensata.

    A oposição sequer tem novos nomes para apresentar. São sempre os mesmos.

    E é do PT que saem praticamente todos os “novos” politicos que temos hoje: Padilha, Haddad, Lindebergh, etc…

    Mesmo os atuais adversários como Campos e Marina tiveram suas origens dentro ou muito próximos do PT.

    A oposção sumiu.

     

  5. PauloBr

    23 de fevereiro de 2014 1:27 pm

    E nossa imprensa delirante se

    E nossa imprensa delirante se supera. Imagino que o UOL noticiaria assim um eventual tricampeonato do Atlético mineiro na Libertadores, ou do Cruzeiro no brasileirão: – “Há três anos, time não sai do lugar.” Conseguem fazer que liderança pareça imobilismo. É surreal… 

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/02/a-profundidade-analitica-do-uol.html

  6. João Jorge

    23 de fevereiro de 2014 1:28 pm

    Quer dizer que não basta

    Quer dizer que não basta ganhar no 1º turno. Tem que ser de goleada.

    Ora, se nem Lula e Dilma na 1ª  eleição ganharam no 1º turno, por que é imperativo Dilma ganhar com 55%, 60% ou 65% de votos já no 1º turno ?

    Não é saudável para a democracia eliminar a oposição do cenário político.

    Por outro lado, se é desejo do povo trocar de governo seja qual for o motivo, que o faça e aguente as consequências depois.

    De minha parte, continuarei votando em Dilma e no projeto do PT/PMDB e aliados.

    Independente de uma deterioração do cenário econômico, tenho certeza que a atual oposição, tanto à direita, quanto à extrema esquerda, é incompetente para lidar com o problema, de modo a preservar as conquistas sociais dos governos Lula e Dilma.

    Se, em função de um cenário econômico desfavorável, a oposição ganhar a Presidência da República, a imensa parcela da população que foi beneficiada nos últimos 14 anos terá seu “status quo” ameaçado, pois o que os ideólogos da oposição propugnam é, entre outras medidas nefastas, aumentar a taxa de desemprego, concentrar a renda, eliminar os ganhos do salário mínimo, retomar os programas de privatização, inclusive da Petrobrás, dos Correios e do Banco do Brasil, privatizar a previdência social, implementar uma ampla reforma trabalhista eliminando vários direitos, reduzir ao mínimo os programas sociais, privatizar o sistema público de saúde, privativar o sistema público de educação etc, e por aí vai.

    Alguns hão de achar que isto seria um absurdo..Vão quebrar a cara.

  7. alexis

    23 de fevereiro de 2014 1:37 pm

    Por que a Dilma empacou?

    O ano de 2014 já era a hora da virada, de acabar com o mal chamado “mensalão” -que jogaram acima do PT – e tomar lugar nas arquibancadas para observar a Justiça condenar os tucanos: no metrô de SP, nos fiscais da  prefeitura de SP, no caixa 2 de Minas Gerais (Valério – parte 1), a privataria tucana, e etc. Mas, isso não tem acontecido.

    O STF e o PIG conseguiram esticar mais ainda a corda do “mensalão”, utilizando doses homeopáticas de fatos, como a demora em condenar ao João Paulo, a ação “tartaruga” contra Jefferson, a novela de Dirceu (telefonema na prisão) e, agora, o assunto da formação de “quadrilha” e dos embargos infringentes. O PIG possui, então, elementos homeopáticos e elásticos para chegar até Outubro, escondendo tucanos, crucificando ao PT e, ainda, vai encher o saco durante a copa do mundo.

    Como se isso não bastasse, veio o auxilio luxuoso do “fogo amigo” criado pela fuga torpe do Pizzolato, cujos aparentes deslizes pessoais (imóveis na Espanha e outros) comprometem a postura geral do PT no Brasil, heróica e de punho em alto, contestando de frente esta injustiça, e que poderia ter criado uma virada de jogo. Lamentavelmente, isso não aconteceu, por causa desta fuga com cara de culpa.

    A sensação de rabo preso é assustadora, e nem o PT peita mais, perante as injustiças que cada dia são cometidas. Colocar ao Suplicy a peitar Gilmar deu no que deu, um troco mais insolente que o próprio fato discutido, perante um Senador de pijama, chinelo e aposentado (embora ele ainda não reconheça). Lei de meios (?), o Daniel Dantas (?), o grampo sem áudio (?) e centenas de fatos e mais fatos que deixam a sensação de que o Governo e o PT não possuem argumentos nem força para rebater.

    Tem muita gente que deveria aposentar; sair da vida pública e abrir espaço para novas figuras; mais gente como Haddad e outros novos, que acordem o PT adormecido e que façam florescer o melhor de nós e a nossa força. Queremos um PT e um Governo de cara limpa e valente; de punho em alto; que erre pelo desejo de acertar e não por conduta errada. Ainda, chega de concessões por conta de alianças espúrias.

    A boa notícia: Dilma, assim e tudo, ainda está na frente. A nossa preocupação é de virar logo a agenda seguida pelo STF e o PIG e começar a contra-atracar.

     

  8. José Renato Guimarães

    23 de fevereiro de 2014 1:48 pm

     
    Tem muita água pra passar

     

    Tem muita água pra passar debaixo dessa ponte ainda. Em 2010 nessa época quem ganhava era o José Serrra. Tem agora, 2 candidatos de oposicao muito melhores que o Serra  e com força em Estados que a Dilma venceu de lavada em 2010. 

    Outra coisa, o PMDB já fechou com Aécio em vários Estados, não vão entrar de cabeça na campanha da Dilma. Com certeza, essa será a campanha mais dura desde a redemocratização

    1. alfredo machado

      23 de fevereiro de 2014 2:25 pm

      Reeleição 2014

      José Renato,

      Não é possível comparação entre Dilma Rousseff e o tucano derrotado em 2010, é água e vinho.

      Em minha opinião, a reeleição está garantida em 2014, e a ausência de candidato decente na oposição ajuda bastante, pois Aécio Neves ainda precisa de FHC e Eduardo Campos é desconhecido. No debate pela televisão DR arrasa qualquer um deles.

      A matéria não mencionou que DR está com mais de 50% de aceitação popular, só se referiu à avaliação sobre o governo e também não mencionou nenhum adversário oposicionista, o mineiro com magérrimos 17% de aceitação popular.

      Para que o texto seja isento, seja de Maurício Dias ou qualquer outro jornalista, tem que constar os níveis de aceitação de situação e oposição, senão fica manco.

      Um abraço 

      1. José Renato Guimarães

        23 de fevereiro de 2014 2:39 pm

         
         
         
         
        Concordo que é um

         

         

         

         

        Concordo que é um pouco diferente, a Dilma tem a máquina na mão agora. Ou seja, ela está todo dia na mídia. Não vejo a eleição garantida para Dilma, ela é muito fraca politicamente, tanto que tem perdido muito apoio da base. Perdeu o PSB e o PMDB não vêm com tudo para apoiá-la. Os dois candidatos são muito bons, fizeram bons trabalhos nos seus respectivos estados.

         

         

         

         

        Select ratingRuimBomMuito bomÓtimo 

         

      2. Assis Ribeiro

        23 de fevereiro de 2014 2:54 pm

        Alfredo, a última pesquisa Datafolha

        mostra Dilma estável, vencendo em todos os cenários, e os outros candidatos caindo
         

        Intenções de voto para presidente, segundo o Datafolha (Foto: Editoria de Arte/G1) http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/02/dilma-tem-47-das-intencoes-de-voto-e-venceria-no-1-turno-diz-datafolha.html

    2. Pedro Penido dos Anjos

      23 de fevereiro de 2014 4:01 pm

      Eduardo E Aécinho?
      Prefiro

      Eduardo E Aécinho?

      Prefiro Mônica e Eduardo.

  9. Assis Ribeiro

    23 de fevereiro de 2014 2:58 pm

    Não se trata apenas da gueda

    Não se trata da queda dos índices de intenção de voto em Dilma.  Aécio, Campos e Marina é que caíram.

    E não era para menos, a criminalização diária da política pela imprensa, o que os ministros do STF disseram  dela, as manifestações infladas pela irresponsabilidade da grande mídia…

    … a desilusão com a política se concretizou.

    Burros, burros…

    Não perceberam que os eleitores mais politizados são os do PT e que esse é o partido mais organizado…

    A direita e a grande imprensa, mais uma vez, deram um tiro no próprio pé.

     Editoria de Arte/G1)

     

    1. Assis Ribeiro

      23 de fevereiro de 2014 3:04 pm

      No cenário com os candidatos já postos

      Aécio e Campos perdem para os votos nulos e brancos.

      O índice dos indecisos (não sabem) é muito baixo, e os de votos b rancos e nulos seguem o que aconteceu em todas as últimas eleições.

  10. Gilberto .

    23 de fevereiro de 2014 3:17 pm

    A pergunta é correta?

    Com 50 manchetes negativas por dia, a pergunta que a mídia se faz é:

    Como é, que Dilma não caiu?

    1. Rogerio0512

      23 de fevereiro de 2014 3:55 pm

      Faço coro

      Faço coro com Gilberto, não avança mais, pelo esforço hérculeo da mídia, se o PIG afrouxar ela deslancha.

      1. Alexandre Weber - Santos -SP

        23 de fevereiro de 2014 7:57 pm

        Dúvido!

        Veja a copa do mundo, é uma benção para o turismo do Brasil, especialmente para o empresáriado miudo que poderia ganhar muito com a realização do evento.

        Mas o governo federal já desistiu de promover a festa, só fala em exército e leis contra manifestações, em vez de capitalizar em uma vocação econoômica nata do Brasil que é o turismo, tão mal administrado pelo governo e que padece de incentivo há anos.

        Cadê as negociações com os USA para abolir o rídiculo visto de entrada ?

        A sensação ruim sentida pelo povão de impotência contra as burrices e safadezas dos governantes está aumentando de forma exponencial,

        Uma candidatura que coloque de forma clara como melhorar isto já está no segundo turno de saída.

    2. Galvão

      23 de fevereiro de 2014 4:11 pm

      A pergunta é correta?…

      Além das manchetes negativas, existem grandes realizações que são escondidas da população. O país não está parado. Muito pelo contrario, é um grande canteiro de obras, muitas delas vitais para garantir contínuo crescimento da economia, que hoje tem gargalos que precisam ser superados. Temo que na campanha eleitoral não haja tempo para a divulgação de tudo que tem sido feito.

  11. Daniel Krein

    23 de fevereiro de 2014 4:11 pm

    A Dilma não sai da TV

    “Ou seja, os adversários Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) não herdaram os votos perdidos por ela.”

    Dilma aparece o tempo todo na midia, e mesmo assim perdeu pontos. Perdeu porque é truculenta, artrogante e antipática. Quando é que AN e EC apareceram na telinha pela última vez? Dilma faz qualquer coisa para limitar o tempo dos adversários na TV durante a campanha. O que ela chama de reforma ministerial é um estratagema para que o país não ouça seus opositores.

     

  12. GalileuGalilei

    23 de fevereiro de 2014 5:27 pm

    Quem foi que empacou?

    A tese de que a Presidenta Dilma Roussef empacou ou estabilizou nas últimas pesquisas não resiste a uma análise um pouco mais profunda do que as produzidas pelos analistas de superfície.

    É só comparar as últimas pesquisas de outubro/novembro de 2013 com as duas mais recentes.

    No final do ano passado o quadro mostrava uma possível vitória de Dilma no primeiro turno quando seus adversários fossem Aécio e Eduardo Campos. A situação se mantinha, embora apertada, em empate técnico, se no lugar de Eduardo Campos aparecesse o nome de Marina Silva.

    Nas duas últimas pesquisas, realizadas esta semana, o quadro mudou, e significativamente: qualquer que seja a combinação de adversários, Dilma se mostra capaz de ganhar, já no primeiro turno, sem empate técnico e acima da margem de ero.

    Onde está a estabilização ou o “empacamento”?

    Só vejo empacados, Eduardo Campos, Aécio e Marina Silva. Os dois últimos, além de não subirem, parecem em queda significativa.

    Embora, ainda seja cedo para certezas absolutas, a fotografia de hoje não parece ser tão otimista, assim, para as oposições. Evidentemente essas análises servem para manter o moral elevado dos contendores. Admitir, a priori, que o jogo já está perdido não seria uma boa tática para nenhum dos oposicionistas. 

    Aguardo, ansiosamente, os excelentes quadros comparativos produzidos pelo Gunter, embora saiba que, hoje, o Gunter tenha, legitimamente, optado por um cavalo que, não só parece perdedor, como também incapaz, na minha opinião, de atender as suas expectativas, caso consiga a proeza de vencer.

     

     

     

     

     

  13. 10 de fevereiro de 1980

    23 de fevereiro de 2014 5:34 pm

    Por que o Mauricio Dias e a Carta empacaram?

    Opinião é como c*, cada qual com o seu, e deve prezá-lo.

    Mas o que levou a revista Carta Capital a adotar, incontinenti, as idiossincrasias e resmungos do “quatrocentão” Mino Carta, que desandou a dar espaço em suas páginas a um visão catastrofista-light, ora com odes a uma “tradição cultural” perdida (Cynara Menezes ou Safatle), ora com analogias as praças de Milão e nossa endêmica bizarrice ou fisiologismos?

    Não sei, e talvez só os botões do velho publisher saibam, ou será que nem eles. Por óbvio que nem tudo ali se perdeu, e Carta Capital (ainda) é a melhor opção para quem deseja se informar, principalmente se o objeto de curiosidade for o super-nefasto Daniel Dantas.

    Mas pela insistêmcia monotemática ele ser o único banqueiro-empresário gangster do planeta. Nunca li sobre outro nas páginas da Carta com tantos detalhes.

    Existe algum entre as “mais admiradas”? Nunca saberemos.

    Vamos ao tema:

    Colunista (ou colonista) é algo mais próximo da velha fofoqueira do bairro que temos, embora sejam estas velhas senhoras dotadas de muito mais, digamos, dignidade.

    Alguém imagina que Michel Temer, vice-presidente da República, pudesse vir a público dizer asneiras como esta, de PIB e aumento da carestia?

    Bem, o Brasil mantém-se entre os que mais crescem no G20 e sua inflação real, não a da TV, em nada sugere descontrole, e então por que será que Temer diria algo do tipo, tratado por Maurício Dias como o santo graal da análise de conjuntura?

    Se Temer disse tais palavras (longe de mim questionar a integridade do colonista, mas cuidado em se tratando de jornalista nunca é pouco) faltou (ou não?) ao jornalista-colonista a percepção do contradiório, a visão do quadro mais amplo, isto é:

    A espetada de Temer nada mais é que um anúncio sobre a longa jornada de negociação de apoios pelos Estados, e estando o PMDB em situação um pouco mais delicada de que em 2010, quando Lula tratava de uma ilustre desconhecida, e pelo quadro de desgaste ou poucas chances nas principais praças (RS, RJ, MG, BA e etc).

    Mas o “incrível” Maurício Dias nem sequer se deu ao trabalho de imaginar esta hipótese.

    É, vai ver é delírio meu, e o Dias não serviu de “cavalo” para o PMDB.

    Cavalo empacado? Sabe-se lá.

  14. Alexandre Tambelli

    23 de fevereiro de 2014 5:35 pm

    AS NOVAS CLASSES C E D E AS

    AS NOVAS CLASSES C E D E AS ELEIÇÕES.

    Certamente que a “Economia Miúda” pode tirar votos da Presidenta DILMA. O setor alimentação fora de casa é o que vejo como maior inimigo. Quase certo, mas sem abalar sua vitória.

    Vou falar uma coisa só para ilustrar. O povão vai ao Shopping e paga 22 reais pelo Nº 1 do Mac Donalds; paga 52 reais o quilo no self service. É exagero demais!

    Porém, no comércio de roupas hoje se compra uma calça de qualidade nas intermináveis liquidações por 60 reais. Um ótimo sapato por 150. Em 10 vezes sem juros no cartão.

    Então, existem situações e situações, penso eu.

    As viagens de avião. Os pacotes de turismo. As facilidades de comprar bens duráveis. As contas a pagar. Os compromissos adquiridos no comércio, etc.

    Na hora do voto tudo pesará.

    E a segurança de que quem for eleito não vai modificar as coisas de tal modo que a dívida das compras à prazo não possam ser quitadas. Que os novos compromissos acertados com a sociedade de consumo não possam ser mantidos e pagos.

    As classes C e D entraram no consumo para ficar. Milhões de outros brasileiros querem entrar. O NOVO hoje significa mais do que mudar o nome do Presidente(a). Mas, não cabe retrocesso. 

    Na hora do voto é a segurança de manter-se no caminho da mudança de vida que vai valer para apertar a tecla confirme.

    Se um candidato ficar só no discurso da corrupção, do moralismo, do papo de que precisa mudar sem dizer o quê, não vai sair do lugar.

    As condicionantes em jogo, para vencer uma eleição aumentaram significativamente. Antes o discurso era mais fácil: inclusão. Hoje são manutenção e novas inclusões. Ninguém quer voltar para trás.

    Os 50/60 milhões de novos consumidores querem se manter (e) ampliar n(o) banquete das compras, das aquisições, das viagens e da diversão. Outros tantos querem abandonar o Bolsa Família e adquirir o “Status” de cidadão consumidor!

    Discursar para a população deixou de ser apenas a utilização dos motes de “novo ciclo” ou “anticorrupção”. A conversa é outra. O papo é: quem garante a prestação do meu carro novo, quem garante as contas novas que tenho para pagar, quem garante a minha quitação do Minha Casa Minha Vida, quem garante que vou ter férias em uma praia paradisíaca, quem garante que eu vou visitar meus parentes distantes de avião para chegar rápido, etc. 

    Não adianta nada ficar discursando no vazio dos slogans dos marqueteiros de campanha. As pessoas passaram a comprometer-se com obrigações financeiras: aquisição de TV por assinatura, banda-larga, prestação de casa e carro, pacotes de viagens, impostos (até IR – Imposto de Renda chegou), novas contas, reforma da casa, compras no cartão, etc.

    A maior parte do eleitorado não é mais composta de sujeitos desprovidos de bens materiais, e sim, de eleitores com compromissos firmados no comércio, com o Estado e os bancos. 

    A eleição não é mais um discurso para milhões de deserdados. É para milhões de partícipes da sociedade de consumo e que não querem mais sair dela. 

    O PT está anos luz à frente dos outros partidos no entendimento desse novo ciclo do Brasil.

    Na hora do voto o que mais pesará é a segurança de votar em quem enxerga o NOVO e quer que o NOVO não tenha a chance de se tornar um pesadelo, e voltar a ser o VELHO. 

    Conversar com o eleitor dessas novas classes C e D é conversar com sua nova vida. É entender que esse eleitor está de igual para igual com a classe média e média-alta tradicional no quesito obrigações, no quesito contas a pagar, no quesito compromissos assumidos.

    Se o sujeito da classe média tradicional compra um Ford Eco Sport e uma TV de 52 polegadas à prazo e o novo consumidor compra um uno mile e uma TV de 32 polegadas à prazo, eles não estão no mesmo barco do consumo? Todos tem que quitar suas dívidas, certo? A diferença é que uma renda do consumidor é maior que a outra, o que permite uma compra de um produto mais caro e um endividamento maior, mas os dois contraíram dívidas no comércio e podem ter comprado o produto na mesma loja.

    Não há mais eleição decidida no mote tradicional da corrupção. Na escolha de um tema tabu, como o aborto. O Brasil mudou.

    Hoje, vencer é estar preparado para compreender a realidade NOVA, para mantê-la em funcionamento e propor caminhos para melhorar a qualidade dos serviços públicos oferecidos aos novos personagens da eleição. Saúde, Educação, Transporte, bairros com melhor infraestrutura e qualidade de Vida estão começando a ser o NOVO buscado, acima do consumo.

    Aliar esses dois caminhos: qualidade do serviço público e consumo garantido = voto certo para o Político de que partido for.

    O deslumbramento inicial do consumir da nova classe C está sendo controlado. O próprio inserir dela na sociedade a obriga a aprender como é preciso planejar os gastos para manter uma família nesta sociedade de consumo. Contrair dívidas, assinar pacotes de TV por assinatura, pagar impostos, etc. são ações que aos poucos foram aprendidas. O povão economizou em 2014. 20 bilhões a mais apareceram na poupança em 2013. Por quê?

    Compromissos assumidos. Manutenção na classe social alcançada. Manter o nome limpo na praça. Continuar a viver junto das benesses do consumo. Alguém vai dizer que TV por assinatura, casa nova, TV de tela plana, viajar de avião, viajar para Porto de Galinhas é ruim?

    Ninguém quer ter de desaprender na marra! A eleição de 2014 e as futuras passam pela segurança de manutenção da nova vida com o voto no candidato que a garanta.

    Os outros candidatos vão ser figuras coadjuvantes nas eleições. Sem chances de ganhar. Esta é a minha opinião.

    A macroeconomia garante que a economia de consumo aconteça. O Governo olha para ela para segurar o eleitor hoje e no futuro. Mas, a percepção do eleitor e seu voto estão no cotidiano das relações sociais e como se dá sua inserção na sociedade de consumo. 

  15. Alexandre Weber - Santos -SP

    23 de fevereiro de 2014 7:33 pm

    E as discussões necessárias de uma campanha, nada…..

    Como a Dilma não têm propostas e quer continuar a governar o Brasil sem Norte, sem Rumo e sem Estrela, nada melhor do que uma discussão onde os problemas reais do Brasil, que percebam, existem e são muitos e complexos, ficam obnubilados por um papo de marocas.

    Dilma, você não é maroca, é uma brasileira que tem responsabilidades com o povo e a nação, deixar a campanha presidencial neste baixo nível não convém e levanta fundadas suspeitas sobre sua capacidade.

    O Brasil precisa de mais e pode mais também, com um governo que coloque realmente ordem na maquina pública e faça efetivamente ela trabalhar e não com ministros incompetentes e fantoches ou instrumentos dos inimigos da nação.

    Temos uma chance única com a copa do mundo de promover a indústria do turismo por aqui, vamos aproveitá-la em sua plenitude e lucrar 110% com ela.

    Cadê as ações para favorecer a economia miuda do turismo nas cidades que participam da festa?

    Aqui em Santos irão ficar duas delegações, México e Costa Rica e por enquanto não vi um só movimento do governo federal, estadual ou municipal.

    Vamos trabalhar e não ficar fofocando.

    1. drigoeira

      23 de fevereiro de 2014 11:41 pm

      Concordo…

      Mas a Lei de Responsabilidade Fiscal travou tudo. Os governos Federal, Estadual e Municipal estão com a corda no pescoço. Nenhum governo está podendo formar gordura administrativa.

      E a Iniciativa Privada está na privada.

  16. Agarwaen

    24 de fevereiro de 2014 11:07 am

    “Empacou” é um termo

    “Empacou” é um termo engraçado de usar nessa situação. Dilma já está bem o suficiente na pesquisa pra ganhar em primeiro turno. Estabilidade pra ela é ótimo. Quem tem que crescer são os candidatos de oposição, ainda não conhecidos por todos eleitores.
    Mais preocupante é a situação do Aécio que ao invés de ir lentamente crescendo nas pesquisas de intenção com a aproximação da campanha e o maior conhecimento, foi perdendo votos. Ele agora tem menos meses para tentar uma subida mais íngreme.

  17. Calvin

    24 de fevereiro de 2014 5:16 pm

    “Embora conduza bem o

    “Embora conduza bem o barco”?

    Pfui…

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