
Jornal GGN – Através de seu perfil no Facebook, o músico Milton Nascimento denunciou comentários racistas contra a cantora Franciele Fernanda, de 14 anos.
Participante do programa The Voice Kids, da Globo, ela foi ofendida em diversos comentários em um post no qual Milton Nascimento elogiava sua interpretação da música “Maria Maria”.
Segundo o portal G1, Franciele foi à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro para registrar queixa contra um homem que fez os comentários na rede social.
“Fiquei muito feliz quando vi o post do Milton, ainda nem tive coragem de escrever agradecendo a ele. Depois vi as ofensas e fiquei triste, mas também indignada, por isso disse para minha mãe que queria fazer uma denúncia disso. E que outras vítimas, como eu, se inspirem para denunciar também”, disse a garota.
Irineia Prates da Silva, mãe de Franciele, afirma que nunca aconteceu nada parecido desde que eles se mudaram para de Araputanga (MT) para o Rio. “Nunca passamos por isso aqui ou em nossa terra natal, é tudo muito triste”.

Maria Luisa
13 de janeiro de 2017 4:37 pmNão pode e não deve haver racismo
Da uma tristeza ver o Milton Nascimento tendo que denunciar o racismo (ainda!), a menina tão linda passando por racismo e preconceito, o Brasil arcaico e o mundo todo às voltas com seu fantasma fascista.
[video:https://youtu.be/pLyuQb5U53w%5D
GalileoGalilei
13 de janeiro de 2017 5:52 pmQue maravilha
Que voz, poderosíssima e quanta simpatia expressa por um sorriso tão bonito.
Não há duvidas que os ataques foram motivados, além da boçalidade, pela inveja.
É uma menina muito jovem e já carregandop sobre si a responsabilidade monstruosa de enfrentar esse mundo selvagem e agressivo que, nós adultos, não soubemos lhe deixar de legado mais suave.
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida
Franciele e Ana Júlia, duas meninas sobre os ombros das quais repousa o peso de toda a incompetência da nossa geração.
Um envergonhadíssimo pedido de desculpas e um muito obrigado por existirem.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=pUQLs9y_fx4 align:center]
MAAR
13 de janeiro de 2017 4:43 pmREPÚDIO AO RACISMO
Parabéns a Franciele, Irineia e Milton por denunciarem os deploráveis atos de discriminação racista. Todas as formas de discriminação devem ser repudiadas e denunciadas com firmeza. Racismo é incompatível com o indispensável respeito que deve embasar toda interação social e pessoal, pois a efetiva preservação da dignidade humana é requisito elementar para a harmonia e o desenvolvimento espiritual.
Rui Ribeiro
13 de janeiro de 2017 4:43 pmAcho que esse Sujeito deve ser um legítimo Coxinha
Esse comentarista de alma sebosa, racista e arrogante, deve ser um Coxinha. Deve ser como o Secretário de Juventude que acha que deve haver uma chacina nos presídios toda semana.
Carlos FM
13 de janeiro de 2017 5:18 pmCabeça erguida!
Que bom que a garota náo baixou a cabeça para os preconceituosos.
Gabriel Moreno
13 de janeiro de 2017 6:17 pm“Maria, Maria”, de Milton
“Maria, Maria”, de Milton Nascimento com letras de Fernando Brandt, é uma das maiores músicas eu arriscaria a dizer de toda a música mundial. Trata-se de um patrimônio maior que o Brasil. Sobre o racismo que a garota sofreu, atitude corretíssima, tem que usar a Justiça para essas coisas mesmo, mesmo que ela responda aquém do necessário. A performance dela é admirável, vozeirão e muito talento. Agora, sobre esse programa The Voice, da Rede Globo, sou radical: nada do que é da Globo me agrada, é tudo falso e tudo mentiroso, e tudo parte de um projeto de poder. Eu não tenho dúvida alguma disso.
O verdadeiro poder manipulatório da Rede Globo está nos valores que ela embute nos seus produtos de entretenimento, como novelas, reality shows e games como esse. Análises semióticas como as que geralmente vemos aqui feitas pelo Wilson Ferreira, do excelente Cinegnose, atestam o que eu digo. Infelizmente é algo pouquíssimo estudado e debatido, já que a maioria das pessoas ainda tem aquela visão sobre comunicação do final do século 19, quando os modelos teóricos colocavam a comunicação como uma “caixa vazia”, “neutra”, que apenas transporta a informação e o conteúdo.
Há cerca de cinquenta anos McLuhan disse que “o meio é a mensagem” e muitos não querem levar isso às últimas consequências. Cores, jogos de luzes, entonações de voz e outros tantos recursos são mais poderosos meios de manipulação que a própria informação “pura” (que, a rigor, não existe). Para ver o tipo de consequência que isso gera, basta ver como muitos não fazem a conexão entre o racismo e a vida real. Gastam energia com o racismo em programas de entretenimento, que não deixam de ser lamentáveis, mas não conseguem ligar isso com as mortes nos presídios, os massacres nas periferias feitos por policiais e com outros problemas de fato vividos pela população negra.
Estão todos enredados pelo universo de fantasia da mídia, discutindo “não coisas”, achando que resolver problemas superficiais de comportamento ou alterar o linguajar (chamando, por exemplo, negro de “afro-descendente”) seja algo de grande importância e não as políticas públicas reais, que de fato tem impacto neste população. Daqui a pouco, o policial pode matar na periferia, desde que chame o negro de “afrodescendente”. Há uma inversão de coisas. O problema fica restrito a um nível muito superficial, comportamental e de classe média. Isso é muito mais comum do que se parece.
Outro dia, por exemplo, vi uma longa discussão sobre se dizer “o lado negro da Força”, da série de filmes Star Wars, era algo racista. O que essas pessoas tem na cabeça? Como que perdem tempo discutindo um negócio desses?
Já vi, por exemplo, pessoa do movimento negro defendendo a pena de morte, sem entender que isso seria um massacre ainda maior contra a própria população negra. Mas ele ouve rap, diz frases de efeito (cada dia é uma diferente no Whatsapp, sobre a questão dos negros), e se incomoda com coisas do tipo “no Big Brother, usaram a esponja de cabelo black power”. Ou seja, é a própria indignação, num nível superficial e cultural (diria que quase num nível somente de “estilo”), sendo usada a serviço da própria alienação. Isso precisaria ser discutido com mais profundidade.
Marivaldo do carmo silva2
13 de janeiro de 2017 11:29 pmAno passado assisti a este
Ano passado assisti a este concurso de cartas marcadas tinha um menino negro nao lembro o nome ele botava o outros no chinelo mas apesar disso perdeu para uma concorrente branca.
Roberto Monteiro
13 de janeiro de 2017 6:55 pmAbomino o racismo, os racistas
e deteste este programa the voice. Eta programinha chato. Mas isso não justifica os atos de racismo.
Marcos Antônio
13 de janeiro de 2017 11:10 pmNão silenciou…
Isso ai Milton!
Bom se não precisasse, mas saúdo o grande músico na defesa de direitos neste país num momento quase desumano.
Sua voz aqui também é importante!