A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (14), a segunda fase da Operação Sem Refino. O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) voltou a ser alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A nova etapa da investigação apura um esquema de fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), contornando pareceres de órgãos técnicos.
Ao todo, agentes da corporação saíram para cumprir 16 mandados no estado do Rio de Janeiro, incluindo um endereço ligado a Castro na Barra da Tijuca, na capital, e outro em Petrópolis, na Região Serrana. A ordem judicial partiu do ministro Alexandre de Moraes.
Esquema em órgãos ambientais e novos alvos
De acordo com a PF, as apurações indicam que servidores públicos e autoridades teriam recebido vantagens indevidas para liberar o funcionamento do complexo petroquímico sem o cumprimento das exigências legais.
“A ação tem por objetivo apurar fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria, à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminoso”, explicou a PF.
Entre os alvos das medidas cautelares desta sexta-feira estão o ex-secretário estadual de Ambiente Bernardo Rossi e o ex-secretário de Transformação Digital José Mauro Junior. A lista de investigados inclui ainda Ana Carolina Miranda, Antonio Carlos Santos (conhecido como Pipo), Luiz Fernando Gomes e Mauricio Leite.
Os suspeitos são investigados por gestão fraudulenta e temerária, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica na comercialização de combustíveis.
Desdobramento e conexões com a 1ª fase
A nova investida é um desdobramento da ação iniciada em 15 de maio, quando Castro também teve bens apreendidos. Na primeira fase, o STF determinou a prisão do empresário Ricardo Magro, controlador da Refit e apontado pela Receita Federal como um dos maiores devedores de impostos do país, com débitos superiores a R$ 26 bilhões. Como reside nos Estados Unidos, Magro passou a ser considerado foragido e teve o nome incluído na difusão vermelha da Interpol.
A investigação aponta que a estrutura do Estado era utilizada para beneficiar o conglomerado econômico por meio de ingerência na Secretaria Estadual de Fazenda, no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), na Procuradoria-Geral do Estado e no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A operação decorre de determinações do STF no âmbito da ADPF 635 (ADPF das Favelas), que ordenou que a Polícia Federal investigue as conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no território fluminense.
Em nota sobre o caso, a defesa de Cláudio Castro afirmou desconhecer qualquer nova medida de busca e apreensão contra o ex-governador.
Veritas
14 de agosto de 2026 10:44 amEnquanto os eleitores elegerem pessoas ligadas ao crime organizado, psicopatas, ou seja, pessoas frias, com pouco ou nenhum discernimento ético de seus atos, as atuações nos governos e no legislativo serão criminosas. A Polícia Federal, as outras Polícias e o Judiciário terão muito trabalho com estes criminosos contumazes ou jagunços, que sempre auxiliavrm políticos e empresários no Brasil, agora estão sendo eleitos e ocupando cargos importantes nos estados brasileiros. A pessoa ligada ao crime organizado ou psicopata não pode ocupar cargo público, muito menos ser considerado candidato a cargo político.
Paulo Dantas
14 de agosto de 2026 12:41 pmGovernador do RJ investigado nem é mais notícia.
Em outubro nós aqui do RJ teremos a chance de escolher nosso próximo presidiá… ops governador.
O governador atual é um interiro que o STF empurra com a barriga para não ter de decidir.
Por mim deixava o cara, a gente aqui não sabe votar mesmo…
A imprensa esqueceu também o asunto.
😀
ERNESTO
14 de agosto de 2026 6:43 pmSeria dessa vez e finalmente caos no claustro?