14 de junho de 2026

Moro não aceita que acusados defendam sua inocência, dizem advogados

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Imagem: Montagem com fotos de Vagner Rosário/Veja e JF Diorio/Estadão

Jornal GGN –  Em pedido de liberdade para Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht, os advogados atacam o juiz Sergio Moro. De acordo com a defesa, o juiz mudou a prisão de Alexandrino de temporária para preventiva após o executivo e a empresa defenderam sua inocência e contestaram publicamente a legalidade dos atos judiciais, o que seria uma “postura abominada pelas autoridades que conduzem a Lava Jato”.

Alexandrino é considerado a ligação entre Odebrecht e políticos, e foi preso no último dia 19 por cinco dias, mas sua prisão foi prorrogada por mais 24 horas e depois por prazo indefinido. 

O executivo fez sete viagens internacionais com Lula e foi citado por Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff, delatores da Operação Lava Jato, como o responsável pelo suborno na empreiteira.

Da Folha

 
DE SÃO PAULO
 
A defesa do ex-diretor da Odebrecht Alexandrino de Alencar entrou com um pedido de liberdade em que ataca o juiz federal Sergio Moro.
 
Na peça, os advogados dizem que Moro mudou a prisão de Alexandrino de temporária a preventiva depois que o executivo e o grupo “adotaram postura abominada pelas autoridades que conduzem a Lava Jato: defender sua inocência, não colaborar com a acusação e, no caso da empresa, contestar publicamente a legalidade dos atos judiciais”.
 
A prisão temporária dura cinco dias; a preventiva tem prazo indefinido.
 
Apontado como o elo entre a Odebrecht e políticos, Alexandrino foi preso no último dia 19 por cinco dias, mas teve sua prisão estendida por mais 24 horas e depois por prazo indefinido.
 
Alexandrino, que fez sete viagens internacionais com Lula, foi citado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e pelo doleiro Alberto Youssef como o responsável pelo suborno no grupo.
 
Para os advogados, a prisão não cumpre nenhum dos requisitos da preventiva: ameaçar testemunhas, destruir provas ou risco de fuga.
 
A defesa, coordenada pela advogada Dora Cavalcanti, diz que a prisão é usada para forçar um acordo de delação premiada, visão contestada pelo juiz e procuradores.
 
Os advogados dizem que o juiz adotou uma lógica despótica ao criticar o anúncio em que a empresa se defende.
 
O pedido de liberdade foi apresentado nesta segunda-feira (29) ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que julga os recursos da Justiça Federal do Paraná.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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12 Comentários
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  1. H Menon Jr.

    30 de junho de 2015 11:59 am

    O Golpe midiático-político-

    O Golpe midiático-político- jurídico tem roteiro, direção e produção e a filmagem aproxima-se do final. O patrocínio é o mesmo… Desde 1964, de Pai para Filho!

  2. Marcelo33

    30 de junho de 2015 12:28 pm

    Grandes coisas… Moro tudo

    Grandes coisas… Moro tudo pode. A única regra que vale é essa.

  3. mauro silva1

    30 de junho de 2015 12:31 pm

    poder fascista

    o judiciário, pelas mãos de tipos como esse sérgio moro e similares, torna-se uma grave ameaça fascista ao estado democrático de direito.

    em relação ao juiz indigitado, este lembra o patético simão bacamarte, e seu presídio, a igualmente lamentável “casa verde”.

    até o roteiro de sua conduta, nessa interminável “lava-jato, é parecido com o do livro, o alienista, daí a urgência de uma investigação da sanidade mental desse magistrado antes que o judiciário termine encarcerando a democracia, supremo vexame.

  4. Schell

    30 de junho de 2015 2:19 pm

    Bah, entrar com pedido de

    Bah, entrar com pedido de liberdade junto ao dr. Gebran, em si, e nada, nada representa: será negado, desde sempre.

  5. Nádia Ramos

    30 de junho de 2015 2:24 pm

    Esse juizeco de meia tigela

    Esse juizeco de meia tigela passou de todos os limites do fascismo. Fora Moro!

  6. Maria Rita

    30 de junho de 2015 2:33 pm

    Já está mais do que na hora

    Já está mais do que na hora de qualquer cidadão brasileiro que se achar apto, possa exigir no STF o direito de responder diretamente pela sua defesa como a que existe nos EUA. No dia em que isso acontecer, teremos de uma só tacada uma versão mais honesta do que a versão de delatores via jornalões oposicionistas. Imagina um Marcelo Oldebretch fazendo sua própria defesa. Imagino melhor ainda, José Dirceu fazendo sua própria defesa. Esses juízes mequetrefes da republiqueta do Paraná desmanchariam em 5 segundos os argumentos midiáticos e seus factóides de ‘sempre às sextas’ iriam para o lixão. A luta de agora dos advogados já vem atrasada, mas se quiserem defender esse campo de verdade e não perderem as galinhas dos ovos de ouro, que corram ligeiro para defender uma justiça de verdade. Ou suas carreiras estarão em franca decadência.

  7. Fábio de Oliveira Ribeiro

    30 de junho de 2015 2:34 pm

    O direito de defesa é

    O direito de defesa é garantido pela CF/88, pela Convenção Americana de Direitos Humanos e pela Declaração Universal dos Direitos do Homem.

    Juiz nenhum pode revogar, restringir ou sabotar o direito de defesa.

    Se o réu não puder se defender ou ficar indefeso o processo criminal é nulo. Não há divergência sobre isto na jurisprudência.

    Impossível um Juiz de Direito ignorar estas obviedades ensinadas no primeiro ano do curso de Direito Penal. Sérgio Moro, contudo, não parece estar muito interessado na validade do processo que conduz. Tenho a vívida impressão de que só duas coisas o interessam neste momento: 

    1) notoriedade pessoal;

    2) instrumentalizar o golpe de estado encenado pela mídia com base na Lava Jato.

    Sérgio Moro deixou de ser membro do Poder Judiciário. Ele age como um parlamentar da oposição e politizou a atividade judiciária e policial para ferir mortalmente os inimigos de seus amigos na Rede Globo. 

  8. Bento

    30 de junho de 2015 2:54 pm

    Mais uma não-notícia, só pra

    Mais uma não-notícia, só pra atiçar o coro anti-Moro. A defesa da inocência se faz pela apresentação de informações que contestem as acusações que pesam sobre o réu. Caso este justifique seus atos e prove que sua liberdade não oferece ameaça ao prosseguimento das investigações, mas ainda assim o juiz se mostre insensível à sua demanda, ele pode recorrer à instância superior e foi exatamente isso que eles fizeram. Mas até que o tribunal se manifeste não há absolutamente nada que dizer sobre o caso, até porque os advogados não vão dar um pio sobre as acusações que pesam sobre seu cliente e menos ainda sobre as explicações que ele deu para refutá-las.

    Em suma, não há nada para noticiar a não ser que os advogados estão contrariados com Moro. Se o tribunal mantiver a decisão do juiz (como já manteve para vários outros acusados da Lava Jato), o que os advogados vão dizer? Que é a Justiça brasileira que não aceita que acusados defendam sua inocência? Sua insatisfação vai ser publicada em algum jornal? Duvido, pois eles não vão perder tempo dando entrevista: o propósito de procurarem a mídia agora é justamente o de criar um clima de perseguição para deslegitimar a decisão do juiz Moro perante seus pares e assim conseguir a soltura do seu cliente, nada mais. No fundo, esse apelo à comoção do tribunal com ajuda da mídia diz muito sobre a (falta de) solidez das explicações que o réu deu sobre os fatos que lhe foram imputados.

    1. lenita

      1 de julho de 2015 1:11 am

      5 estrelas ?

      Que pena !  vc merecia mais, porem  não encontrou n inguém à sua altura, para o debate ! Que frustração !

      1. Marcelo R S

        1 de julho de 2015 11:36 am

        Hein lenita, haja estômago

        Hein lenita, haja estômago prá responder, melhor ignorar, há anos ele insiste em apoiar fascistas

      2. Bento

        1 de julho de 2015 2:23 pm

        A que debate você se refere?

        A que debate você se refere? Você ao menos leu meu comentário? Não há notícia alguma, apenas um embuste de advogados usando a mídia para fazer politicagem uma vez que não têm argumentos para defender seus clientes, do mesmo tipo que foi denunciado n vezes por Nassif na época em que o blog era sério. Daniel Dantas fazia dessas todo mês usando o Globo, Veja, Conjur e outros veículos de imprensa para levantar suspeitas contra os procuradores e juizes que ousavam processá-lo. Ele deve estar gargalhando alto ao ver a turma que o achicalhava diariamente na blogosfera “progressista” ter de recorrer aos mesmos expedientes que ele para livrar a cara dos seus amigos.

  9. Spin GGNauta

    1 de julho de 2015 12:10 pm

    Isso faz parte da trama da delação forçada
    Isso faz parte da trama da delação forçada para a Dra. Catta Tudo. sic Catta Preta assumir quando a defesa,  totalmente obstruida, renunciar ou ver-se inútil. É o vale tudo da delação forçada.A delação forçada envolve uma gama de fatores tais como: longa prisào preventiva, suspensào do direito de habeas corpus, chantagem e pressão contra familiares, obstruçào da defesa ate que seja substituida pela rainha da delação, de confiança de Moro, dentre outros ingredientes do Direito Penal do Inimigo,.,ah, e premios para o reu que, subjugado, optar por ficar livre em troca de dizer aquilo quer Moro quer ouvir, assim conseguem transformar delação forçada em delaçào premiada, tudo na base d truque, da covardia e da picaretagem.  Em entrevista ao Espaço Público, o advogado Nélio Machado aponta abusos da delação premiada

    https://www.youtube.com/watch?v=rX8l6JJKl7s
     

    Bandeira de Mello critica a delação premiada

    http://www.jornalggn.com.br/noticia/para-bandeira-de-mello-ha-um-abuso-da-delacao-premiada

    Das relaçoes entre a rainha dos delatores e o PSDB

    http://www.jornalggn.com.br/blog/iv-avatar/a-fonte-da-veja-seria-essa-advogada-de-costa-indicada-pelo-psdb

    Catta Preta, a rainha da delação, em entrevista ao O Globo

    http://www.jornalggn.com.br/blog/spin-ggnauta/a-advogada-que-monitora-os-segredos-dos-delatores-da-lava-jato

     

     

     

     

     

     

     

     

     

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