22 de junho de 2026

Mulheres protestam contra Cunha na Paulista

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Da Agência Brasil

Manifestantes contrários ao projeto de lei (PL 5.069/13) que transforma em crime contra a vida o anúncio de meios, substância, processo ou objetos abortivos, fizeram hoje (30) uma passeata na Avenida Paulista.

Os coletivos, movimentos de mulheres e simpatizantes da causa também pedem a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), autor da proposta. Às 18h20, o grupo fechou os dois lados da avenida na altura da Praça do Ciclista.
 
Meia hora depois, iniciaram uma caminhada na pista sentido Paraíso. Às 19h45, os manifestatantes estavam na altura da Rua Pamplona.
 
O texto do PL, aprovado no dia 21 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 37 votos a 14, ainda criminaliza e cria penalidades para quem induz, instiga ou auxilia um aborto.

 
“Nos reunimos hoje porque o PL 5.069, aprovado na CCJ, dificulta o acesso à profilaxia para vítimas de estupro e pode, inclusive, impedir o acesso à pílula do dia seguinte”, disse  a militante do coletivo Juntas, Samia Bonfim.
 
Samia explicou que hoje existem dois tipos de aborto legalizados: quando o bebê é anencéfalo e para vítimas de estupro. “Essas mulheres podem procurar o hospital, não precisam apresentar boletim de ocorrência, nem exame de corpo de delito. Elas dizem que foram estupradas e com isso conseguem fazer o procedimento, inclusive todo tipo de profilaxia”, disse.
 
No PL 5.069, a mulher precisará passar por todo esse procedimento policial, acrescentou Samia. “Isso é complicado, porque para a mulher que foi estuprada já é muito difícil. Aí tem que se submeter a essa situação e comprovar que foi estuprada”, disse a militante.

Redação

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5 Comentários
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  1. lenita

    31 de outubro de 2015 12:44 pm

    Até que enfim

    Será que os paulistas estão despertando do  “apagão” em que estavam se metendo, com a preciosa colaboração do seu partido de coração?  Eas escolas a serem fechadas em SP e Paraná ? E a saúde que foi em grande parte privatizada, através de OAS?

  2. Frederico69

    31 de outubro de 2015 2:07 pm

    ainda existe vida inteligente em SP,

    não estão todos transformados em coxinhas!!

  3. vera lucia venturini

    31 de outubro de 2015 2:26 pm

    Pois é, e os portais e

    Pois é, e os portais e jornais noticiaram uma protesto com números que variavam entre 300, 500 e 2000 mulheres na Paulista. Incrível mas até em números a grande imprensa deu de mentir para proteger os seus “Cunhas”.

    A notícia abaixo estava no G1, da Globo.

    “Após o centro do Rio de Janeiro servir de palco para mais de 500 mulheres em protesto contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), agora foi a vez das paulistanas saírem às ruas para pedir o afastamento do parlamentar. Investigado pela Operação Lava-Jato, ele é alvo de críticas pelo projeto de lei 5069/13, que prevê cadeia para quem induzir ou auxiliar uma gestante abortar. De acordo com a Polícia Militar, 300 pessoas participam do ato na avenida Paulista, região central da cidade. Por enquanto, o clima é pacífico.”

  4. MAAR

    31 de outubro de 2015 2:42 pm

    DIREITO DAS MULHERES

    Respeitar plenamente o direito das mulheres decidirem pela interrupção da gravidez até a nona semana de gestão é valorizar a vida e a dignidade humana. Em caso de estupro, tal direito é legitimado também pela obrigação do Estado de amparar as vítimas de crime gravíssimo, que agride a integridade física e psicológica da mulher, a fim de evitar o agravamento das consequências para sua vida social e familiar. A sociedade civil organizada tem o dever de pugnar com vigor pela total rejeição do PL 5069.

  5. Wendel

    1 de novembro de 2015 8:08 pm

    E ,………………………….

    Tento procurar mas não encontro os coxinhas que hasteavam faixas com os dizeres :

    “Somos todos Cunha” .

    Cadê os midiotas, otários, etc, etc, e etc ?????????????????????

    Devem estar enfiandol o ded e se rasgando !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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