22 de junho de 2026

Não existe mais baixo clero na Câmara, por Ricardo Kotscho

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Do Balaio do Kotscho

Acabou o baixo clero. Agora são todos do mesmo tamanho

Ricardo Kotscho

A julgar pelas últimas manifestações e negociações no Congresso Nacional, não existe mais essa história de baixo clero e alto clero parlamentar. Sobrou apenas uma geleia geral, nivelada na altura da calçada, com raríssimas e honrosas exceções, que dá para contar nos dedos, em meio a esta patética confraria de anões políticos e morais.

No salve-se quem puder em que se transformou a política brasileira, é como se o Brasil real fora da Praça dos Três Poderes simplesmente não existisse. Ali dentro disputa-se cada naco de poder, cargos e verbas, como se o mundo estivesse acabando e não houvesse amanhã. É tudo ou nada, aqui e agora, meu pirão primeiro.

Parece que ninguém mais se preocupa em pelo menos salvar as aparências neste jogo de interesses pessoais e corporativos que sempre existiu, mas nunca foi tão escrachado como agora. Nem dá mais para saber quem é situação ou oposição, direita ou esquerda, quem está certo ou errado. Ninguém é de ninguém e todos só querem saber como levar vantagem.

Melhor nem citar nomes neste texto para não fulanizar e cometer injustiças num cenário que é uma obra coletiva de destruição do sistema político-partidário nacional. No plenário e nas tribunas da Câmara e do Senado, é um desfile diário de mediocridades, baixarias, traições, rasteiras, chantagens, sem nenhuma preocupação com os graves problemas enfrentados pela população brasileira.

Sim, e daí?, poderão me perguntar vocês. E daí é que, apenas um ano atrás, fomos nós que os elegemos. É bom não nos esquecermos disso. Somos todos responsáveis por esta situação.

Só lembrando disso todos os dias, e não só no dia da eleição, é que nos preocuparemos em votar melhor da próxima vez, a única forma de mudar este quadro de degradação política dentro de uma democracia.

Enquanto houver eleições, ainda há esperanças.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. Conde de Rochester

    1 de outubro de 2015 3:56 pm

    Quem me representa?

    Não com este sistema eleitoral sem representatividade popular, vc quer dizer

  2. Francisco Santos

    1 de outubro de 2015 4:50 pm

    No caso

    No caso de impeachment de Presidente é bem claro o que se pode fazer…

    Mas, e no caso de impeachment do Congresso nacional? (falha no dever cívico mínimo ou envolvimento geral de quase todos em corrupção) como se faz?

    Seria possível determinação de novas eleições pra renovação de todos o Congresso?

    Assumirem os suplentes?

    Alguém sabe como impeachmar o Congresso? todo ele não apenas  alguns?

    As Ruas? Novamente?

  3. JMauricio

    1 de outubro de 2015 4:56 pm

    A se confirmar as denuncias
    A se confirmar as denuncias contra o Presidente da Câmara, “PQP”! Como pode
    essa gente fazer lei em algum lugar. Com a palavra o Judiciário. Ou quem sabe o Conselho de Segurança Nacional. Caso o Congresso não se manque!

  4. Heloísa Coellho

    1 de outubro de 2015 5:29 pm

    Esse Congresso é a fotografia das manifestações de 2013 e

    da galera do “Não vai ter copa” em 2014, os fascistas “apolíticos”, “apartidários” e “moralistas”. Tudo de direita disfarçada.

  5. Lucinei

    1 de outubro de 2015 8:38 pm

    Acabou foi o alto clero,
    Acabou foi o alto clero, aqueles que faziam pose de estadistas dialogando com o empresariado e os do os da comunicação e diante dos quais os demais buscavam reconhecimento. Agora os donos da comunicação fechram com o cunha e a bancada dele. O empresariado que se misturou com o PT está na cadeia. Eh esse o aviso.

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