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Não houve qualquer fraude ou ilegitimidade na eleição constituinte na Venezuela, diz jurista

Luiz Moreira, que acompanhou processo como observador internacional, afirma: “A imagem do que ocorre na Venezuela é profundamente distorcida pela mídia internacional”. (Foto: Agência Câmara)

do Sul21

Não houve qualquer fraude ou ilegitimidade na eleição constituinte na Venezuela, diz jurista

 

por Marco Weissheimer

Há um consenso tanto no Direito quanto na Ciência Política que os impasses profundos das sociedades modernas são resolvidos com a convocação pelo poder político originário de uma Assembleia Constituinte. Na Constituição da Venezuela há expressa previsão que permite ao presidente da República convocar, via eleições, o poder constituinte. Então, não há que falar em fraude nem em ilegitimidade do processo constituinte. A avaliação é do professor universitário, doutor em Direito Constitucional e integrante do Conselho Nacional do Ministério Público entre 2009 e 2015, Luiz Moreira, que foi um dos 47 observadores internacionais que acompanharam a eleição constituinte realizada no dia 30 de julho, quando os venezuelanos foram  às urnas para escolher 545 membros de uma Assembléia Constituinte, que serão encarregados de formular uma nova Constituição para o país.

Em entrevista ao Sul21, o jurista fala sobre o que viu na Venezuela, aponta a profunda divisão política no país e defende que a Constituinte pode ser uma oportunidade para firmar um novo pacto político no país. Luiz Moreira, porém, considera improvável que a oposição venezuelana, apoiada pelos Estados Unidos, caminhe nesta direção.

“O capital não se sujeita à democracia. É improvável que os interesses do capital, dos quais a oposição venezuelana é portadora, se submetam a algum tipo de Estado de bem estar social. A tática utilizada caminha para o confronto entre perspectiva inconciliáveis: um tipo de constitucionalismo popular, cujo projeto político dialoga permanentemente, através de eleições, etc., com a soberania popular, e um outro, cujo submissão aos interesses das empresas petrolíferas é evidente”.

A percepção sobre o que está acontecendo na Venezuela, acrescenta, “é profundamente distorcida pela mídia internacional, alinhada à determinação do governo do Estados Unidos de derrubar os governos populares na América Latina”.

Um grupo de 47 observadores internacionais (sendo quatro do Brasil) acompanhou a eleição constituinte na Venezuela. (Reprodução/Facebook)

Sul21: Qual sua avaliação, como observador internacional, do processo constituinte realizado na Venezuela?

Luiz Moreira: Há duas perspectivas a tratar. Em primeiro lugar, do ponto de vista eleitoral, trata-se de processo absolutamente consistente, inclusive muito mais moderno e avançado em termos tecnológicos do que o brasileiro. Toda urna é dotada de uma impressora, que fica no interior da urna eletrônica, que, após o voto do eleitor, imprime-o, permitindo que o cidadão o confira e o deposite em urna de papelão. Encerrada a votação, há auditoria, conferindo-se uma a cada sete urnas. Assim, a urna eletrônica, a ser auditada, emite relatório que será confrontado com os votos depositados na urna de papelão. Trata-se de sistema muito sofisticado, que desenvolveu mecanismos de segurança ao longo das 21 (vinte e uma) eleições que ocorreram na Venezuela, desde 1999, mecanismos que foram desenvolvidos para assegurar aos partidos políticos, em permanente disputa, a lisura do processo eleitoral.

Em segundo, do ponto de vista político, há uma profunda divisão no país. De um lado, a posição defendida pelo governo Maduro, que obteve vitória maiúscula, apesar do boicote da oposição ao processo constituinte, expressa com o voto de mais de 8 milhões de votos, em universo de 19 milhões de eleitores. Ocorre que o voto na Venezuela não é obrigatório e a atmosfera não era favorável ao comparecimento dos cidadãos, pois havia e há todo um ambiente de confronto que desestimulava o voto. De outro, a vitória da oposição nas eleições parlamentares de 2015 suscitava a perspectiva de sua ascensão ao poder Executivo. No entanto, sua vinculação à política de intervenção promovida pelos Estados Unidos e seus protestos violentos geraram a percepção que o desabastecimento da população é a forma política encontrada para desestabilizar o governo Maduro. Essa escolha política da oposição acabou por fortalecer o governo e parece ser a responsável pela legitimação da população ao processo constituinte.

Sul21: A oposição ao governo de Nicolas Maduro contesta a legitimidade do processo constituinte. Qual sua opinião sobre esse tema da legitimidade?  

Luiz Moreira: O Poder Eleitoral da Venezuela, por intermédio do Conselho Nacional Eleitoral, realizou 21 eleições nos últimos 18 anos, inclusive a eleição de 2015, que resultou na maior derrota da situação desde a ascensão de Hugo Chavez. Então, não há que falar em fraude nem em ilegitimidade do processo constituinte. Por que? Porque é consenso tanto no direito quanto na ciência política que os impasses profundos das sociedades modernas são resolvidos com a convocação, pelo poder político originário, de uma Assembléia Constituinte. Na Constituição da Venezuela há expressão previsão que permite ao Presidente da República convocar, via eleições, o poder constituinte. Nesse caso, a reação é grotesca, pois os críticos do processo pregam justamente a preservação da Constituição de Hugo Chavez e o contorno à soberania popular.

Governo Maduro, diz Moreira, obteve vitória maiúscula, apesar do boicote da Oposição ao processo constituinte, expressa com o voto de mais de 8 milhões de votos. (Foto: Governo da Venezuela)

Sul21: Pelo que testemunhou nestes dias em que passou na Venezuela como definiria a situação vivida pelo país?

Luiz Moreira: Tanto a oposição, em 2015, quanto o governo Maduro, em 2017, entendem ser a Constituinte a oportunidade de estabelecimento de novo consenso político. Ocorre que as posições políticas parecem hoje ser irreconciliáveis. A imagem do país, no entanto, é profundamente distorcida pela mídia internacional, alinhada à determinação do governo do Estados Unidos de derrubar os governos populares na América Latina. Por exemplo, foi amplamente divulgado no Brasil a situação de caos e de violência existente na Venezuela, materializada com a morte, em quatro meses, de cerca de 100 pessoas, dez somente nas vésperas das eleições constituintes. Somente no Rio de Janeiro, no primeiro semestre deste ano, morreram cerca de 5500 pessoas, quase 100 delas policiais assassinados. Então, do que exatamente estamos tratando?

Sul21: Você acredita que a Constituinte pode ser uma solução para a crise política que a Venezuela vive?

Luiz Moreira: A Constituinte é uma oportunidade para que seja estabelecido novo pacto político. Também é a forma encontrada no Ocidente para fundar sistemas jurídicos legítimos. No entanto, o capital não se sujeita à democracia. Desse modo, é improvável que os interesses do capital, dos quais a oposição venezuelana é portadora, se submetam a algum tipo de Estado de bem estar social. A tática utilizada caminha para o confronto entre perspectiva inconciliáveis: um tipo de constitucionalismo popular, cujo projeto político dialoga permanentemente, através de eleições etc., com a soberania popular, e um outro, cujo submissão aos interesses das empresas petrolíferas é evidente.

Sul21: Como observador, presenciou episódios de violência nestes dias em que passou na Venezuela? Quais os principais protagonistas dos atos de violência?      

Luiz Moreira: Para nós, brasileiros, os atos de violência existentes na Venezuela não assustam nem impressionam. Entretanto, essa atmosfera de desestabilização social lá existente situa-se no mesmo movimento de contestação às políticas de inclusão do povo pobre da América Latina. Diferentemente do que ocorre no Brasil, porém, a esquerda venezuelana não tem nenhum fetiche com o sistema de justiça nem com a toga. É por essa razão que a Constituição de Chavez, a mesma que os detratores da soberania popular venezuelana agora buscam conservar, criou o Poder Eleitoral, situando-o com poder autônomo, independente do Judiciário.

Sul21: Quantos observadores internacionais (e de quantos países) acompanharam a eleição no último domingo?

Luiz Moreira: Éramos 47 (quarenta e sete); do Brasil éramos quatro, os desembargadores Alice Birchal (TJ MG), Rui Portanova (TJ RS), o juiz do Trabalho Jônatas Andrade (do Pará) e eu. Havia observadores europeus, da Áustria, da França, da Itália e da França, e de todo o continente americano.

Sul21:Qual sua avaliação sobre a suspensão da Venezuela do Mercosul? A clausula democrática, utilizada para aplicar essa suspensão, justifica-se neste caso?

Luiz Moreira: O ato de suspensão da Venezuela do Mercosul, sob o fundamento de violação à cláusula democrática, não tem qualquer fundamento jurídico. A democracia no Ocidente se funda na soberania popular. Esse ato de violência se alinha às pretensões estadunidenses de interferir nos países da América Latina e os subordinar aos seus interesses e aos da indústria do petróleo, que não reconhecem que o povo venezuelano possa determinar seu destino.

 

 

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Não há saída para a

Não há saída para a Venezuela

Ou o povo caraquenho aceita de bom grado a ingerência externa (leia-se norte-americana) ou então suportará novamente a resistência de um governo anti-americano e volta as moldes da década de 90, onde os exploradores do petróleo venezuelano eram quase que exclusivamente petroleiras estrangeiras.

Ignorar a influência estrangeira em solo venezuelano denota uma falta de senso crítico e de noção de história (como ignorar o Caracazo). Ignorar que os EUA têm auutoria direta nas manifestações e levantes contra o governo de Maduro também denotam a falta de razoabilidade e o rasterirismo de pensamento, pois é impossível dissociar os fatos.

Se a Venezuela não fosse alvo constante da mídia ocidental e a maior reserva de petróleo do mundo, talvez se pudesse considerá-la apenas um mero joguete e candidaro a títere estadunidense.

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"O jornal de ontem mentiu. O de hoje está mentindo. O de amanhã não será mais verossímil."

Pouco importam.....

   As considerações e supostamente embasadas analises do douto analista, o caminho já encontra-se traçado, uma guerra civil estará imposta a Venezuela, infelizmente acabou o espaço para qualquer negociação, e pequenos fatos REAIS são perceptiveis, até mesmo em Roraima, como por exemplo : ( O MJ/DPF irá negar , mas..... )

   Há meses, tanto em nossa fronteira como na "outra" ( Colombia X Venezuela ), o fluxo de pessoas migrando/refugiando, majoritariamente era composto de mulheres, indigenas ( waraos/waimiris* ), familias nucleares/idosos/crianças e adolescentes ( grupos familiares "sem cabeças/varões " ), ou seja : o normal destas situações, dá "familia" migrar/refugiar, mas o "cabeça/varão/mantenedor(ar)", permanecer no País de origem.

    Só que parte deste "fluxo" migrante/refugiado, recentemente ( < 90 dd ) foi em parte acrescido por jovens individuos ( 18 - 26 ), os quais em rapida analise de comportamento e mesmo postura, claramente são identificados como militares, de baixas patentes, mas bem enquadrados, e ao mostrarem documentação, estas são sempre antigas, portanto anteriores a suas incorporações aos varios ramos da FANB, esta na "cara" que desertaram.

      A veiculada sublevação ( de acordo com a oposição ), ou o "assalto terrorista" ( de acordo com o governo ), ocorrida nesta noite contra o " Forte Paramacay-Naguanagua ", proximo a Valencia, sede da IV Divisão / 41a Bgd Blindada " Furacão da Patria " ( a mais poderosa brigada do exército venezuelano ), independente de ter sido uma "sublevação" ou um "assalto terrorista", é um sintoma sério da gravidade da situação.

       P.S.: O proximo(a) sublevação ou atentado terrorista - depende de quem o defina - partirá de uma unidade da AMB ( Aviação Militar Bolivariana ).

      * waimiris e waraos :  São nações autoctones do mesmo tronco etno-linguistico ( "karib"/caribes ), espalhadas pelo norte da américa do sul, portanto é ERRADO classificar os waraos como "indios venezuelanos", afinal "nossos" waimiri-atroaris deles são parentes.

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Democracia e repressão a manifestações

Se o metro para medir democracias são as repressões as manifestações então vivemos em ditaduras estaduais.

No Paraná, democraticamente o pau desceu como sempre nos chicos.

Em São Paulo, tambem em demonstração de vigor democrático, o uso de balas de borracha contra manifestantes desarmados foi notório.

Casualmente em governos democraticos do PSDB.

De outro lado, nossa mídia publica apenas a opinião que interessa a seu grupo, os 1% ou menos ainda.

É incontrastável os interesses americanos envolvidos.

Iraque, Líbia, Egito, Síria, Afeganistão, etc. etc.

Nada de novo.

 

 

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Milton Murilo

Repressão à manifestações no

Repressão à manifestações no Brasil? Quantos morreram? Na Venezuela foram 150. É igualzinho?

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Repressão as manifestações

Quem recebe 20 milhões na Suiça é tão corrupto quanto quem recebe 2 milhões no Brasil.

 

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Milton Murilo

imagem de Severino Fernandes
Severino Fernandes

Venezuela

Os EUA estão doidos para invadir a Venezuela (com ou sem aval da chamada "comunidade internacional" - seja o lá o que diabos isso venha a representar)... Mas a questão não é de preservar democracia alguma, mas sim abocanhar o petróleo venezuelano, tirando-o das mãos das autoridades bolivarianas...Não faço aqui juízo de valor se as coisas na Venezuela estão ou não descontroladas... A depender apenas das informações da imprensa pró-EUA realmente o caos reina. Mas estando ou não, os EUA seguramente não são santinhos. E seguramente são parte do problema, porque não deve ter faltado propaganda (da CIA) para enfraquecer o chavismo, que incomoda não pelo autoritarismo, mas muito mais pelo nacionalismo...O custo dessa invasão pode ser um novo banho de sangue (como já aconteceu no Afeganistão e no Iraque) e a mais completa desorganização do país, que passaria a ser governado por meros fantoches do imperialismo norte-americano. Mas quem diz que os norte-americanos se preocupam com banhos de sangue quando seus interesses geopolíticos e geoeconômicos estão em jogo?

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O foco militar-diplomatico do

O foco militar-diplomatico do governo americano está há vinte anos no Oriente Medio e ZERO na America Latina.

O governo Maduro não apresenta nenhum risco para os EUA em nenhum setor, os EUA são até hoje o maior parceiro comercial da Venezuela em importação e exportação, a maior reserva de petroleo do mundo, a Reserva do Orinoco com 567 bilhões de barris, está nas mãos da Chevron, hoje a maior empresa da Venezuela e que não é incomodada pelo governo chavista.

O maior patrimonio do governo da Venezuela no exterior é a empresa CITGO, no Texas, com 8 refinarias, maior produtora de asfalto dos EUA e 14.000 postos de combustiveis. Se os EUA quisessem derrubar Maduro bastava embargar a importação de petroleo por um mês e confiscar a CITGO, principal  fonte de dolares da Venezuela.

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"O foco militar-diplomatico

"O foco militar-diplomatico do governo americano está há vinte anos no Oriente Medio e ZERO na America Latina."

Risível. Desconsidere intervenções militares, mas sabotagens via opositores dos governos de esquerda, essa é a estratégia para a LATAM.

Com efeito, pode até se considerar que não esteja dentro do planejamento da CIA intervenções militares (aos moldes da Síria e da Líbia), mas é demonstrar no mínimo desconhecimento que os EUA não têm nenhuma influência no que acontece na Venezuela hoje.

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"O jornal de ontem mentiu. O de hoje está mentindo. O de amanhã não será mais verossímil."

Parece que essa conversa não

Parece que essa conversa não é bem assim...

http://money.cnn.com/2017/07/30/news/economy/trump-venezuela-oil-sanctio...

 

 

 

 

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Há  um protocolo diplomatico

Há  um protocolo diplomatico a ser cumprido pelo Departamento de Estado em situações de evidente derrubada de democracia

em paises no arco de influencia dos EUA. A Casa Branca ameaça sanções que podem ser ou não cumpridas em graus diversos, com ou mais vlocidade e vontade, o que não vem ocorrendo com o governo em Caracas.

Nenhum Pais das Americas pode ficar indiferente à situação de caos e iminente desintegração de um Pais da importancia da Venezuela e é evidente que alguma coisa os EUA vão ou ameaçam fazer em termos de sanções, até agora apenas individuais,

confiscando 500 milhões de dolares em contas bancarias do Vice Presidente e processando 9 pessoas de sua familia por trafico de drogas, tambem há processo nos EUA já ha alguns anos contra Diosdado Cabello, mais importante politico depois de Maduro, tudo isso faz parte do arsenal diplomatico obrigatorio da Casa Branca MAS se realmente quisessem derrubar Maduro as ações seriammuito mais duras e efetivas, a maior das quais seria o EMBARGO da importação de petroleo da Venezuela,

o que asfixiaria o governo de Caracas em um mês, essa exportação é a UNICA fonte de dolares da Venezuela hoje,

uma vez que a exportação para a China já foi paga abtecipadamente para dez anos futuros.

 

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imagem de Let&#039;s Rock the rats
Let's Rock the rats

p/ o André: notícias mais isentas sobre a Venezuela (IV)

Para o André (e demais colegas que gostam de política externa) se interar minimamente sobre a Venezuela antes de ficar repercutindo as manchetes viciadas da rede golpe...

(o título e a tradução são em português de Portugal, então não sei se a grafia e pontuação estão corretos, mas o texto é excelente!)
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>>>>Como os media inventam a "repressão" na Venezuela<<<< | Thierry Deronne

Enfiemo-nos na pele de uma pessoa que apenas dispusesse dos media para se informar sobre a Venezuela e que dia após dia se falasse de 'manifestantes' e " ;repressão" ;. Como não entender que essa pessoa acreditasse que a população está na rua e que o governo a reprime?

Porém, não há nenhuma revolta popular na Venezuela. Apesar da guerra económica a grande maioria da população vai para as suas ocupações, trabalha, estuda, sobrevive. É por isso que a direita organiza as suas marchas com início nos bairros ricos. É por isso que recorre à violência, ao terrorismo e se localiza nos municípios de direita. Os bairros venezuelanos são em 90%, bairros populares. Compreende-se a enorme lacuna: os media transformam as ilhas sociológicas das camadas ricas (alguns % do território) em "Venezuela". E 2% da população em "população". [1]

A ex-presidente argentina Cristina Fernandez, depois de Evo Morales, denunciou: "a violência é utilizada na Venezuela como metodologia para alcançar o poder e derrubar um governo" [2] . Do Equador, o ex-presidente Rafael Correa recordou que "a Venezuela é uma democracia. É através do diálogo, com eleições, que devem ser resolvidas as diferenças. Muitos casos de violência vêm claramente dos partidos da oposição [3] . Esta também é a posição do Caricom, que inclui os países do Caribe [4] . O papa Francisco teve que incitar os bispos da Venezuela que, como no Chile em 1973, arrastavam os pés face ao diálogo nacional proposto pelo Presidente Maduro [5] . Este lançou o processo participativo para a Assembleia Constituinte, e confirmou a eleição presidencial legalmente prevista para 2018.

Assembleia Popular. Desde o desaparecimento de Hugo Chávez, em 2013, a Venezuela é vítima de uma guerra económica que visa privar a população de bens essenciais, principalmente alimentos e medicamentos. A direita local reúne certos elementos da estratégia implementada no Chile pelo par Nixon-Pinochet, claramente para causar a exasperação dos sectores populares e legitimar a própria violência. De acordo com o relatório do orçamento 2017 colocado no site do Departamento de Estado [6] , Foram entregues 5,5 milhões de dólares à "sociedade civil" da Venezuela. O jornalista venezuelano Eleazar Diaz Rangel, editor do diário Últimas Notícias (centro-direita) revelou trechos do relatório que o Almirante Kurt Tidd, chefe do comando Sul, enviou para o Senado dos EUA: "com a política do MUD (coligação da oposição venezuelana) estabelecemos uma agenda comum, que inclui um cenário duro, combinando acções de rua e dosificando o emprego da violência a partir da perspectiva de cerco e asfixia." [7]

A fase insurreccional implica atacar os serviços públicos, escolas, maternidades (El Valle, El Carrizal), instituições de saúde, bloquear ruas e artérias principais para bloquear a distribuição de alimentos e paralisar a economia. Através dos media privados, a direita apela abertamente aos militares para realizarem um golpe de Estado contra o Presidente eleito [8] . Mais recentemente os bandos paramilitares colombianos passaram do papel de formadores para um papel mais activo: o corpo sem vida de Pedro Josué Carrillo, militante chavista, acaba de ser encontrado no Estado de Lara, com marcas de tortura típicas do país de Uribe [9] .

Apesar dos morteiros, armas, granadas ou coquetéis Molotov usados por manifestantes " ;pacíficos" ; (sem esquecer as efígies de chavistas enforcadas em pontes, assinatura dos paramilitares colombianos), a lei proíbe a polícia ou a guarda nacional de usar as armas de fogo. Manifestantes da direita aproveitam a oportunidade para forçar a sua vantagem e evidenciam o seu ódio sobre guardas ou polícia, provocá-los com jactos de urina, excrementos e disparos com balas reais, observando a reacção das câmaras da CNN.

Elementos das forças de segurança que desobedeceram e foram culpados de ferimentos ou mortes de manifestantes foram presos e processados [10] . O facto é que a grande maioria das vítimas são trabalhadores que iam para o trabalho ou voltavam, activistas chavistas ou elementos das forças da ordem [11] . É por isso que os media falam de mortes em geral – para que se acredite que se trata de "mortos pelo regime." A lista dos "mortos" serve para aumentar o apoio global à desestabilização: há nestes assassinatos, é terrível constatá-lo, o efeito de uma encomenda para os media.

'. Qualquer manifestante que mata, destrói, agride, tortura, sabota sabe que será santificado pelos media internacionais. Estes tornaram-se um incentivo para perseguir o terrorismo. Todos os mortos, todas as sabotagens económicas serão atribuídas ao "regime", incluindo dentro da Venezuela, onde os media, como a economia, é na sua maioria privada. Que a democracia participativa que é a da Venezuela tente defender-se como compete a todo o Estado de direito, vai ser imediatamente denunciada como "repressiva". Quem ouse punir um terrorista, e isto o tornará de imediato um "preso político". Para o jornalista e sociólogo argentino Marco Teruggi " ; uma intervenção na Venezuela, o governo dos Estados Unidos tem condições mais favoráveis do que tinha para bombardear a Líbia, tendo em conta o facto de que a União Africana tinha condenado essa intervenção quase por unanimidade. (..) Tudo depende da capacidade da direita manter mais tempo o braço de ferro na rua como espaço político. Donde a importância de manter a caixa de ressonância mediática". [12]

Exemplo sórdido desta ligação: em 5 de Maio de 2017, usando uma foto digna de um fotograma de Hollywood (mas que não é a da vítima) Le Monde denuncia "a morte de um líder estudantil morto durante os protestos contra o projecto do Presidente Maduro convocar uma Assembleia Constituinte". Ora a vítima, Juan (e não José como escreveu Le Monde ) Bautista Lopez Manjarres é um jovem líder estudantil revolucionário, assassinado por um comando da direita quando participava numa reunião em apoio do processo da Assembleia Constituinte.

'. Le Monde menciona também a reacção do maestro Gustavo Dudamel, em digressão no estrangeiro, pedindo para que "cesse a repressão" após a morte do jovem violista Armando Canizales. No entanto, este músico não foi vítima da repressão, mas também ele de um projéctil disparado das fileiras da direita.

O jornal espanhol La Vanguardia, virulentamente oposicionista da Revolução Bolivariana, admite excepcionalmente pelo texto do seu enviado especial Andy Robinson: "Tal como em outros momentos da crise, a narrativa de uma juventude heróica, morta pela ditadura Bolivariana não cola no caso de Armando Canizales. (..) É quase certo que o projéctil não foi disparado pela polícia, mas pelos próprios manifestantes. É sabido que alguns deles fizeram armas artesanais para os choques diários a polícia." [13] .

A reacção rápida do Sr. Dudamel é representativa das numerosas personalidades artísticas submetidos a forte pressão mediática nos seus países, obrigados a fazer declarações para satisfazer a opinião pública, 99% convencida pelos media, para denunciarem a "repressão na Venezuela" ;.

A 16 de Maio, o Le Monde denunciou " ;a morte de um jovem de 17 anos, baleado num comício contra o Presidente Maduro" ;. Não é verdade. A pesquisa mostra que Yeison Natanael Mora Castillo foi morto por um projéctil idêntico ao usado para assassinar o violista Canizales. Ele não participava numa reunião anti-Maduro. Seus pais são membros de uma cooperativa em luta para recuperar um latifúndio de sete mil hectares, suportando desde há muito ataques do grande proprietário. Eles apresentaram uma queixa contra os organizadores da marcha da oposição, e numa entrevista ao jornal local Ciudad Barinas denunciaram a manipulação que falsamente atribuía ao governo Maduro o assassinato de seu filho. [14]

Imputar sistematicamente ao governo bolivariano os assassinatos cometidos pela direita, é todo o "jornalismo" de Paulo Paranaguá no Le Monde. Em 21 de Abril, atribui aos colectivos chavistas a morte de um estudante de 17 anos, Carlos Moreno, morto por uma bala na cabeça, bem como de Paola Ramírez Gómez, de 23. Dupla mentira. De acordo com a família de Carlos Moreno, o adolescente não participava em qualquer manifestação e dirigia-se para um torneio de desportivo. O assassino foi preso: é um membro da polícia de Oscar Oscariz, presidente da Câmara Municipal de Sucre. O jornal da oposição Tal Cual assim relata. [15] . Quanto à segunda vítima referida por Paranaguá, Paola Rodríguez, o seu assassino foi preso pelas autoridades: é Ivan Aleisis Pernia, um militante da direita.

O "diário dos mercados" ; não é o único a mentir de forma assim tão sórdida nesta 'luta pela liberdade'. O La Libre Belgique, New York Times, France-Culture, El Pais, Le Figaro, ou mesmo Mediapart são robôs da vulgata global. Esta invenção da "repressão" é tanto mais fácil quanto a imagem típica do manifestante maltratado por um polícia tem vantagem quando se é privado do contexto relativo à imagem. Longe da Venezuela, apenas alguns poderão dispor dos cenários onde jovens são treinados, armados, pagos para provocar as forças de segurança e produzir a " ;imagem" ; necessária. A concentração global dos meios de comunicação e a crescente convergência de redes sociais com os grandes media fazem o resto, fixando o imaginário tanto à esquerda como à direita. Vêem-se assim os politicamente " ;insubmissos" ; submeterem-se aos media e acrescentarem sem dar por isso a sua pedrinha para a campanha global:

Os que retransmitem na internet este poster provavelmente não imaginam a falsidade que se esconde por trás do " ;Anonymous Venezuela" ;. A capacidade da extrema-direita de se servir de alguns símbolos do movimento alternativo global e capitalizar apoios é revelada aqui: Quando cai a máscara de Guy Fawkes da oposição venezuelana". [15]

Em suma, como se da história da propaganda e das guerras nada se tivesse aprendido, caímos sem cessar na armadilha. Malcolm X tinha prevenido: "se não tivermos cuidado, os media vão fazer que as vítimas sejam consideradas os torturadores e os carrascos as vítimas" ;. Transformando a violência da extrema-direita em "revolta popular", travestindo de " ;combatentes da liberdade" ; assassinos nostálgicos do apartheid dos anos 90, é em primeiro lugar contra os cidadãos da Europa, que a uniformização mediática se volta: a maioria dos telespectadores, leitores e ouvintes apoiam sem saber uma agressão para derrubar um governo democraticamente eleito. Sem a democratização em profundidade da propriedade dos media, a profecia de Orwell acaba por ser tímida. A Venezuela é suficientemente forte para evitar um golpe como aquele que acabou com a unidade popular de Salvador Allende, mas a crescente desconexão da população de ocidente com o mundo voltar-se-á contra ela própria.

Micromanual de autodefesa perante a vaga mediática

"A Venezuela é um "regime ditatorial" . Falso. Desde 1999, a Venezuela bolivariana organizou um número recorde de votos (25), reconhecidos como transparentes por observadores internacionais. De acordo com o antigo presidente do Brasil Lula da Silva, é um "excesso de democracia". Por Jimmy Carter, que observou 98 eleições em todo o mundo, a Venezuela tem o melhor sistema eleitoral no mundo. Em Maio de 2011, o relatório da canadiana Fondation pour l'Avancée de la Démocratie (FDA) colocou o sistema eleitoral da Venezuela no primeiro lugar do mundo pelo respeito das normas de base da democracia. A ONG chilena Latinobarómetro estabeleceu no seu relatório de 2013 que a Venezuela bate registos da confiança dos cidadãos na democracia na América Latina (87%), seguidos por Equador (62%) e México (21%). O Presidente Nicolás Maduro acaba de lançar um processo participativo para a Assembleia Constituinte que permite que todos os sectores sociais façam as suas propostas, o que vai resultar num novo escrutínio, tendo também reafirmado que as eleições presidenciais terão lugar em 2018, conforme estipulado na lei.

"Não há liberdade de expressão para a Venezuela" Falso. Das mais de 1000 estações de rádio e televisão, a que o Estado concedeu permissão para emitir, 67% são privadas (a grande maioria opostas à Revolução Bolivariana), 28% estão nas mãos das comunidades, mas transmitem apenas a um nível estritamente local e 5% são Propriedade do Estado. Em 108 jornais que existem, 97 são privados, 11 públicos; 67% da população venezuelana tem acesso à internet. Esta plataforma é dominada pelos media privados, reforçada pela rede das transnacionais desempenha um papel crucial na desinformação e no serviço de desestabilização. Para um dossier pormenorizado e quantificado desta paisagem mediática ver "François Cluzel ou l'interdiction d'informer sur France-Culture". [17]

"Existem prisioneiros políticos na Venezuela". Falso. A menos que se considere "presos políticos" assassinos de extrema-direita do partido Aurora Dourada presos na Grécia. No Estado de direito, quer se chame França ou Venezuela, ser de direita não significa estar acima da lei, nem poder cometer impunemente crimes como assassinatos, ataques à bomba ou ser corrupto. Não é pelas suas políticas, mas por este tipo de crimes que as pessoas têm sido julgadas e aprisionadas. [18] Na prática, observa-se também um certo laxismo da justiça. De acordo com pesquisas da empresa privada Hinterlaces , 61% dos venezuelanos consideram que os promotores da violência e actos de terrorismo devem responder pelos seus actos perante um tribunal. [19]

Lembremos que os actuais líderes da direita nunca respeitaram as instituições democráticas: estes são os mesmos que, em Abril de 2002, lideraram um sangrento golpe de Estado contra o Presidente Chavez, com a ajuda da confederação patronal local e soldados treinados na School of Americas. Estes são os mesmos que organizaram a violência de 2013 a 2016. Observe-se a identidade de um dos seus mentores

Alvaro Uribe, um dos maiores criminosos contra a humanidade da América Latina, antigo presidente de um país governado pelo paramilitarismo e os cartéis de drogas, que tem as maiores valas comuns do mundo, o que conta 9 500 prisioneiros políticos, 60 630 pessoas desaparecidas nos últimos 45 anos e que desde a assinatura dos acordos de paz retomou uma política selectiva de assassinato de líderes sociais e defensores dos direitos humanos. Para informações completas e fotos destas ligações dos heróis do Le Monde com o paramilitarismo colombiano, leia-se Venezuela: la presse française lâchée par sa source?

Venezuela, 20 de maio de 2017.
Notas
[1] Ver venezuelainfos.wordpress.com/...
[2] Entrevista integral de Cristina Kirschner com Jorge Gestoso www.youtube.com/watch?v=-WM6nD6hPu0
[3] ambito.com/883274-tras-reunirse-con-michetti-correa-defendio-a-venezuela Ver também www.telesurtv.net/...
[4] correodelorinoco.gob.ve/...
[5] www.ultimasnoticias.com.ve/...
[6] www.state.gov/documents/organization/252179.pdf , (pág. 96)
[7] www.southcom.mil/...
[8] Como reconhece Julio Borges, líder do partido de extrema-direita Primero Justicia e atual presidente da Asembleia Nacional, numa entrevista não complacente que lhe fez o jornalista da BBC Stephen Sackur, em 19 maio de 2017: bbc.co.uk/programmes/p052nsxd
[9] /tatuytv.org/...
[10] Detalhes de vários casos no site Parquet bit.ly/2ro4iXE ; bit.ly/2qE9MNb ; bit.ly/2q5RsbU ; bit.ly/2rnNT5s
[11] albaciudad.org/2017/05/lista-fallecidos-protestas-venezuela-abril-2017/
[12] hastaelnocau.wordpress.com/2017/05/09/radiografia-de-la-violencia
[13] www.lavanguardia.com/...
[14] www.desdelaplaza.com/poder/yeison-lo-mataron-manifestantes-la-mud-destac...
[15] www.talcualdigital.com/Nota/...
[16] venezuelainfos.wordpress.com/...
[17] venezuelainfos.wordpress.com/...
[18] venezuelainfos.wordpress.com/...
[19] hinterlaces.com/...

O original encontra-se em www.legrandsoir.info/comment-le-monde-invente-la-repression-au-venezuela...

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em: http://resistir.info/venezuela/como_os_media_inventam_repressao_na_venez...

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p/ o André: notícias mais isentas sobre a Venezuela (III)

Para o André (e demais colegas que gostam de política externa) se interar minimamente sobre a Venezuela antes de ficar repercutindo as manchetes viciadas da rede golpe...

>>>>Opositores venezolanos queman 8 personas en 100 días y ya hay más de 90 muertos desde que empezaron las protestas de la oposición<<<<

[André, veja nesta imagem como a oposição é democrática e pacífica ao tocar fogo em inocentes
http://elespiadigital.com/images/stories/DEPOSITO2/img28/venezuela46.jpg]

Los opositores venezolanos han quemado a 8 personas, de las que tres han muerto, en los casi 100 días de protestas, según un balance de la agencia rusa RT.

Dos de las víctimas murieron al intentar atravesar barricadas levantadas por grupos opositores para obstaculizar el paso y la otra fue confundida con un 'infiltrado' por un grupo opositor violento.

De acuerdo con la agencia venezolana Noticia al día José Bravo, y Alexander Sanoja de 33 y 38 años respectivamente fallecieron en la ciudad de Maracaibo (noroeste) tras un ataque de encapuchados opositores que realizaban un 'trancazo', una actividad que consisten en obstaculizar las vías para impedir el libre tránsito.

Durante el incidente, Bravo iba en un camión que los opositores trataron de saquear y atacaron con piedras. Al retroceder para huir de los agresores, Sanoja, que se desplazaba en una moto, fue atropellado y quedó tirado en la vía.

Los violentos lanzaron dos cócteles molotov dentro del vehículo, que rápidamente fue consumido por las llamas, al igual que la moto de Sanoja, quien murió calcinado en el acto. Bravo que fue trasladado a un hospital falleció al día siguiente debido a que presentaba quemaduras de tercer grado en el 95 % del cuerpo.

Otra víctima fue Orlando Figuera de 22 años quien falleció el pasado 5 de junio tras ser señalado como 'infiltrado' por una turba opositora que lo golpeó, apuñaló y quemó el pasado 20 de mayo en Altamira, sector pudiente de Caracas, epicentro de las manifestaciones antigubernamentales.

En la misma zona fue atacado Carlos Ramírez, padre de una niña pequeña, a quien quemaron por "parecer" chavista el pasado mayo. Ramírez manifestó que suplicó que no le hicieran daño, pero a pesar de los ruegos le tiraron un cóctel molotov. "Cuando me lanzaron la bomba, comencé a saltar, a correr y a gritar: 'No me maten' y me tiré al piso para apagarme", dijo Ramírez.

Otros agredidos

Según informó este lunes la agencia de noticia venezolana de Telesur, el 29 de junio, fueron quemados dos jóvenes de Barquisimeto, capital de Lara (centro oeste). Henry Escalona, de 21 años, y Wladimir Peña, de 21, también fueron agredidos por admitir que eran chavistas.

El ministro del Poder Popular para las Relaciones Interiores, Justicia y Paz, Néstor Reverol publicó el 27 de junio en su cuenta en las redes sociales la imagen del joven Giovanny González, de 24 años, quien fue quemado en La Castellana, zona pudiente limítrofe con Altamira.

Erick Antonio Troconis Barroso, vigilante de una institución pública, sufrió quemaduras de tercer grado en la cabeza cuando la oficina que custodiaba fue atacada con bombas molotov en la madrugada del pasado 7 de junio.

Cabe recordar que los actos vandálicos y las protestas violentas de la oposición venezolana se han saldado con decenas de muertos y heridos.

Fallece otro joven en Venezuela al manipular un explosivo en protesta opositora

La información fue divulgada este martes por el ministro de Interior, Néstor Reverol. El joven se encontraba en Táchira, en el suroccidente del país.

Un joven de 25 años falleció este martes en el estado Táchira, al suroccidente de Venezuela, por manipular un explosivo en una protesta opositora.

Los detalles del hecho fueron divulgados por el ministro de Interior, Néstor Reverol: "informamos el fallecimiento del joven Engerberth Duque Chacón (25) al manipular artefacto explosivo artesanal en manifestación violenta".

Este martes, la oposición venezolana llamó a otra jornada de protestas, denominada "el tracanzo", en contra de la Constituyente convocada por el presidente Nicolás Maduro y que se elegirá el próximo 30 de julio. La actividad implicó el cierre de las arterias viales para obstaculizar el libre tránsito por más de seis horas.

De acuerdo al ministro, el joven falleció tras manipular un artefacto explosivo (mortero), justo cuando la Guardia Nacional Bolivariana (GNB) "rescataba dos gandolas de combustible secuestradas".

4. Otro joven inocente y una familia mas que enluta Julio Borges y los dirigentes de la derecha antidemocrática e insurreccional

Para el titular de la cartera, la responsabilidad del deceso recae sobre los líderes de la derecha "antidemocrática e insurreccional", por lo que señaló directamente al diputado opositor Julio Borges.

3. El joven intentó accionar artefacto explosivo (Mortero) en el momento que la GNB rescataba 2 gandolas de combustible secuestradas

"Llamamos a que cese la violencia y construyamos junto al pueblo el camino de la paz", puntualizó el funcionario.

.

. . . Ascienden a 91 los fallecidos durante manifestaciones en Venezuela

[André, veja que simpáticos e pacíficos protestantes...
http://elespiadigital.com/images/stories/DEPOSITO2/img28/venezuela47.jpg]

CARACAS (Sputnik) — El Ministerio Público de Venezuela confirmó la muerte del joven Engelbert Duque durante una manifestación opositora en la localidad de Táriba, estado de Táchira (oeste), lo que eleva a 91 la cifra de fallecidos en las protestas que iniciaron el pasado mes de abril.

"Fiscalía cuarta de Táchira investiga muerte de Engelbert Duque (de 25 años de edad) ocurrida este 4 de julio durante una manifestación en Táriba", escribió el Ministerio Público en su cuenta de Twitter.

El hombre falleció en medio de los enfrentamientos entre manifestantes y funcionarios de la Guardia Nacional (componente del ejército).

Hasta el momento, el Ministerio Público no ha dado a conocer los detalles del deceso y solo se conoce que resultó herido y fue trasladado al centro médico más cercano, a donde llegó sin signos vitales.

A finales de junio la oposición venezolana llamó a la desobediencia civil tras la decisión del presidente Nicolás Maduro de llevar a cabo la Asamblea Nacional Constituyente (ANC), pues consideran que la misma ha sido convocada de manera "ilegal".

Las protestas en Venezuela iniciaron en el mes abril y desde entonces se han registrado situaciones de caos y violencia en el país que han dejado 91 muertos, entre los cuales se encuentran opositores, oficialistas, funcionarios de seguridad y transeúntes, y más de 1.400 heridos.

El Gobierno responsabiliza de las víctimas a la oposición y asegura que hay sectores radicales aliados con bandas criminales que buscan generar víctimas fatales para provocar una imagen de ingobernabilidad y promover una intervención.

Por su parte, la oposición asegura que existen grupos paramilitares aliados al Gobierno que reprimen las movilizaciones junto a los cuerpos de seguridad para asustar a los manifestantes y evitar protestas.

.

. . . Diputado oficialista venezolano acusa a fiscal general de impulsar la desestabilización

CARACAS (Sputnik) — El diputado oficialista venezolano Pedro Carreño dijo que la fiscal general Luisa Ortega está impulsando la desestabilización del país al desconocer a los magistrados del Tribunal Supremo de Justicia (TSJ).

"La fiscal juega un papel ruin y desleal de atentar contra las instituciones (…), es una actora y vocera política", dijo Carreño en la audiencia oral y pública que se realizó en el TSJ sobre la solicitud de antejuicio de mérito que el legislador introdujo contra Ortega por supuesta falta ética y moral.

Carreño negó que en Venezuela exista una confrontación de poderes que es denunciada por la oposición.

"Son el Ministerio Público y la Asamblea Nacional (parlamento unicameral de mayoría opositora) quienes buscan pasar por encima del TSJ", recalcó.

Carreño, quien además pidió al máximo tribunal que sea evaluada la fiscal por "sus manifestaciones de insania mental", sostuvo que hay un golpe de Estado en pleno desarrollo.

"Nosotros, en este momento, en la patria de Bolívar vivimos un golpe de Estado en pleno desarrollo (…) Venezuela recibe inclementemente los ataques para tratar de cambiar por vías no democráticas, constitucionales y legales, el sistema de Gobierno", denunció.

En este contexto, agregó, "los planes de la derecha internacional no son electorales, no son democráticos y no son constitucionales".

El 16 de junio Carreño presentó un pedido de antejuicio de mérito contra Ortega por la presunta comisión de faltas graves en el ejercicio de su cargo.

La Sala Plena del TSJ decidió admitir dicha solicitud y convocó a una audiencia pública, a la cual la fiscal se negó a acudir.

"No convalidaré ese circo que teñirá nuestra Venezuela de violencia y terror, no los reconozco", dijo Ortega a periodistas para argumentar su inasistencia, tras advertir que espera ser destituida en pocas horas.

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. . . Venezuela: ¿Qué significan las misteriosas letras hebreas detectadas en protestas opositoras? | Ernesto J. Navarro

Funcionarios policiales estudian la aparición de unas inscripciones en alfabeto hebreo similares a otras empleadas por grupos violentos de Libia o Siria.

Autoridades venezolanas detectaron en Caracas una serie de inscripciones en alfabeto hebreo a lo largo de una marcha realizada por la oposición venezolana.

La información fue difundida por Madelein García, periodista del canal TeleSUR, a través de su cuenta Twitter.

5. En países como Siria, Tunes, Libia se vieron estos símbolos que marcaron la presencia de agentes extranjeros. Las alarmas se encienden pic.twitter.com/HRpo9gWB3v

Se trata de los mismos símbolos detectados en los conflictos políticos vividos en "países como Siria, Túnez y Libia", escribe la periodista. Los mismos "marcaron la presencia de agentes extranjeros" en esos países, agrega la informadora.

A lo largo de la ruta se identificaron "43 símbolos en aceras, defensa, muros", detalla García en otro mensaje.

4. Estos símbolos fueron detectados 3 días antes de la reunión de la OEA en México y suponía la presencia de agentes extranjeros en una ruta pic.twitter.com/Xx35bnn1cc [https://t.co/HRpo9gWB3v]

Se trata de signos que forman parte de una "simbología cabalística", que representan amor incondicional, pero son utilizados como un "código de comunicación y ubicación que significa 'yo estoy aquí'" escribió la periodista.

¿Apoyo israelí?

La aparición de esos símbolos en protestas opositoras de Caracas "no deben extrañar a nadie", aseguró a RT el analista Basem Tajeldine, especialista en temas relacionados con Oriente Medio.

"En primer lugar", señala el internacionalista, "por la posición histórica asumida por la Revolución bolivariana a favor de la causa palestina".

Pero enumera una segunda razón que considera más sólida: "A lo largo de la historia, Israel ha jugado a favor de los intereses políticos de EE.UU.".

Para Basem Tajeldine, el apoyo israelí a los grupos violentos de la oposición venezolana no se produce de forma directa sino "a través de los grupos paramilitares infiltrados desde Colombia y que planifican hechos de conmoción mayor".

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p/ o André: notícias mais isentas sobre a Venezuela (II)

Para o André (e demais colegas que gostam de política externa) se interar minimamente sobre a Venezuela antes de ficar repercutindo as manchetes viciadas da rede golpe...

>>>>A CIA e a contra-revolução na Venezuela<<<< | por Atilio A. Borón [*]

A sociedade capitalista tem como um dos seus traços principais a opacidade. Se nos antigos modos de produção pré-capitalistas a opressão e a exploração dos povos saltava à vista e adquiria inclusive uma expressão formal e institucional com hierarquias e poderes, no capitalismo prevalece a obscuridade e, com ela, o desconcerto e a confusão. Foi Marx que com a descoberta da mais-valia descobriu o véu que ocultava a exploração a que eram submetidos os trabalhadores "livres", emancipados do jugo medieval. E foi ele também que denunciou o fetichismo da mercadoria numa sociedade onde tudo se converte em mercadoria e portanto tudo se apresenta de modo fantasmagórico perante os olhos da população.

O que acaba de ser dito vem a propósito da negação do papel da CIA na vida política dos países latino-americanos, ainda que não só neles. O seu activismo permanente é inevitável e não pode passar desapercebido diante de um olhar minimamente atento. Apesar disso, quando se fala da crise na Venezuela – para tomar o exemplo que agora nos preocupa – e das ameaças que pairam sobre esse país irmão, nunca se nomeia a "Agência", salvo poucas e isoladas excepções. A confusão que com a sua opacidade e seu fetichismo gera a sociedade capitalista faz novas vítimas no campo da esquerda. Não deveria surpreender que a direita encoraje este encobrimento da CIA. A imprensa hegemónica – na realidade, a imprensa corrupta e canalha – nunca a menciona. É um tema tabu para estes impostores seriais. Nem a ela, a CIA, nem a nenhuma das outras quinze agências que constituem em conjunto o que nos Estados Unidos se denomina amavelmente como "comunidade de inteligência". Eufemismos à parte, é um terrível conglomerado de dezasseis bandos criminosos financiados com fundos do Congresso dos Estados Unidos e cuja missão é dupla: recolher e analisar informação e, sobretudo, intervir activamente nos diversos cenários nacionais com uma amplitude acção que vai desde o manejo e a manipulação da informação e o controle dos meios de comunicação até a captação de líderes sociais, funcionários e políticos, a criação de organizações de fachada dissimuladas como inocentes e insuspeitas ONGs dedicadas a causa humanitárias inobjectáveis até ao assassinato de líderes sociais e políticos incómodos e a infiltração – e destruição – em toda classe de organizações populares. Vários arrependidos e enojados ex-agentes da CIA descreveram tudo isto com todo pormenor, com nomes e datas, o que me dispensa de discorrer sobre o tema. [1]

Que a direita seja cúmplice do encobrimento do protagonismo dos aparelhos de inteligência dos Estados Unidos é compreensível. Faz parte do mesmo bando e protege com um muro de silêncio seus apaniguados e sicários. O que é absolutamente incompreensível é que representantes de alguns sectores da esquerda – nomeadamente o trotsquismo –, o progressismo e certa intelectualidade presa nos embriagantes vapores do pós-modernismo inscreva-se neste negacionismo em que não só a CIA desaparece do horizonte da visibilidade como também o imperialismo. Estas duas palavras, CIA e imperialismo, nem por sombras irrompem nos numerosos textos escritos por personagens daquelas correntes acerca do drama que hoje se desenvolve na Venezuela e que, diante dos seus olhos, parece ter como único responsável o governo bolivariano. Aqueles que se inscrevem nessa errónea – insanavelmente errónea – perspectiva de interpretação esquecem-se também da luta de classes, que brilha pela sua ausência sobretudo nas análises de supostos marxistas que não são senão "marxólogos", isto é, cultos doutores embriagados pelas palavras, como por vezes dizia Trotsky, mas que não compreendem a teoria nem muito menos a metodologia na análise marxista e por isso, diante dos ataques que sofre a revolução bolivariana, exibem uma gélida indiferença que, de facto, converte-se em complacência com os planos reaccionários do império.

Toda esta horrível confusão, estimulada como dizíamos a princípio pela própria natureza da sociedade capitalista, dissipa-se quando se recorda as infindáveis intervenções criminosas que a CIA executou na América Latina (e onde fosse necessário) para desestabilizar processos reformistas ou revolucionários. Uma enumeração sumária a voo de pássaro, inevitavelmente incompleta, destacaria o papel sinistro desempenhado pela "Agência" na Guatemala, em 1954, ao derrubar o governo de Jacobo Arbenz organizando uma invasão dirigida por um coronel mercenário, Carlos Castillo Armas, o qual, depois de fazer o que lhe fora ordenado, foi assassinado três anos depois no Palácio Presidencial. Continuemos: o Haiti, em 1959, sustentando o então ameaçado regime de François Duvalier e garantindo a perpetuidade e o apoio a essa dinastia criminosa até 1986. Nem falemos do envolvimento intenso da "Agência" em Cuba, desde o princípio das Revolução Cubana, actividade que continua até o dia de hoje e que regista como um dos seus feitos principais a invasão de Playa Girón em 1961. Ou no Brasil, em 1964, assumindo um papel activíssimo no golpe militar que derrubou o governo de João Goulart e afundou esse país sul-americano numa ditadura brutal que perdurou por duas décadas. Em Santo Domingo, República Dominicana, em 1965, apoiando a intervenção dos marines lutando contra os patriotas dirigidos pelo coronel Francisco Caamaño Deño. Na Bolívia, em 1967, organizando a caça do Che e ordenando a sua execução covarde depois de caído ferido e capturado em combate. A CIA permaneceu no terreno e diante da radicalização política que se verificava na Bolívia conspirou para derrubar o governo de Juan J. Torres em 1971. No Uruguai, em 1969, quando a CIA enviou Dan Mitrione, um especialista em técnicas de tortura, para treinar os militares e a polícia a arrancar confissões aos Tupamaros. Mitrione foi justiçado por estes em 1970, mas a ditadura instalada pela "embaixada" desde 1969 perdurou até 1985. No Chile, desde princípios dos anos sessenta e intensificando a sua acção com a cumplicidade do governo democrata-cristão de Eduardo Frei. Na mesma noite em que Salvador Allende ganhou as eleições presidenciais de 4 de Setembro de 1970 o presidente Richard Nixon convocou com urgência o Conselho Nacional de Segurança e ordenou à CIA que impedisse por todos os meios a posse do líder chileno e, no caso de isso ser impossível, não poupar esforços nem dinheiro para derrubá-lo. "Nem um parafuso nem uma porca para o Chile" disse esse labrego que a seguir seria despejado da Casa Branca por um julgamento político. Na Argentina, em 1976, a CIA e a embaixada foram colaboradores activos da ditadura genocida do general Jorge R. Videla, contando inclusive com a ajuda descarada e o conselho do então secretário de Estado Henry Kissinger. Na Nicarágua, sustentando contra ventos e maré a ditadura somozista e, a partir do triunfo do sandinismo, organizado os "contra" recorrendo inclusive ao tráfico ilegal de armas e drogas a partir da própria Casa Branca para alcançar seus objectivos. Em El Salvador, desde 1980, para conter o avanço da guerrilha da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional, envolvendo-se activamente durante os doze anos que durou a guerra civil a qual deixou um saldo de mais de 75 mil mortos. Em Granada, liquidando o governo marxista de Maurice Bishop. No Panamá, 1989, invasão orquestrada pela CIA para derrubar Manuel Noriega, um ex-agente que pensou poder tornar-se independente dos seus chefes, provocando pelo menos 3.000 mortos na população. No Peru, a partir de 1990, a CIA colaborou com o presidente Alberto Fujimori e seu chefe do Serviço de Inteligência, Vladimiro Montesinos, para organizar forças paramilitares a fim de combater o Sendero Luminoso, deixando um saldo fúnebre de milhares de vítimas. Dados estes antecedentes, alguém poderia pensar que a CIA permaneceu de braços cruzados diante da presença das FARC-EP e do ELN na Colômbia, onde os Estados Unidos contam com sete bases militares para a instalação das suas forças? Ou que não actua sistematicamente para corroer as bases de sustentação de governos como os de Evo Morales e, na altura, de Rafael Moreno e hoje de Lenin Moreno. O que se retirou para quartéis de inverno e deixou de actuar na Argentina, Brasil e em toda esta imensa região constituída pela América Latina e o Caribe, considerada como justa razão como a reserva estratégica do império. Só por um cúmulo de ignorância ou ingenuidade poderia pensar-se em tal coisa.

Portanto, será alguém se pode surpreender com o protagonismo que a CIA está a ter hoje na Venezuela, o "ponto quente" do hemisfério ocidental? Podem os dirigentes norte-americanos – os reais, o deep state como dizem seus observadores mais lúcidos, não as carrancas de proa que despacham na Casa Branca – ser tão ineptos que se desinteressem da sorte que possa correr a luta colocada contra a Revolução Bolivariana no país que conta com a maiores reservas provadas de petróleo do mundo? Pode ser que para o trotsquismo latino-americano e outras correntes igualmente extraviadas na estratosfera política o MUD e o chavismo "sejam as mesma coisa" e [por isso] não provoque nessas correntes senão uma indiferença suicida. Mas os administradores imperiais, que sabem o que está em jogo, estão conscientes de que a única opção que têm para apoderar-se do petróleo venezuelano – objectivo não declarado mas excludente de Washington – é acabar com o governo de Nicolás Maduro deixando de lado qualquer escrúpulo a fim de obter esse resultado, desde queimar pessoas vivas a incendiar hospitais e infantários. Sabem também que a "mudança de regime" na Venezuela seria um triunfo extraordinário do imperialismo norte-americano porque, ao instalar em Caracas seus peões e lacaios, os mesmos que se orgulham da sua condição de lambe botas do império, esse país se converteria de facto num protectorado norte-americano, montando uma farsa pseudo-democrática – como a que já existe em vários países da região – que só uma nova onda revolucionária poderia chegar a desbaratar. E diante dessa opção, império versus chavismo, não há neutralidade que valha. Não nos é indiferente, não pode nos ser indiferente uma coisa ou a outra! Porque por mais defeitos, erros e deformações que haja sofrido o processo iniciado por Chávez em 1999; por mais responsabilidade que tenha o presidente Nicolás Maduro em evitar a desestabilização do governo, os acertos históricos do chavismo superam amplamente seus desacertos e pô-lo a salvo da agressão norte-americana e dos seus serventuários é uma obrigação moral e política inescapável para aqueles que dizem defender o socialismo, a autodeterminação nacional e a revolução anti-capitalista. E Isto, nada menos que isto, é o que está em jogo nos próximos dias na terra de Bolívar e de Chávez e, nesta encruzilhada, ninguém pode apelar à neutralidade ou à indiferença. Seria bom recordar a advertência que Dante colocou à entrada do Sétimo Círculo do Inferno: "Este lugar, o mais horrendo e ardente do Inferno, está reservado para aqueles que em tempos de crise moral optaram pela neutralidade". Tomar nota.
26/Julho/2017

[1] Ver John Perkins, Confesiones de un gángster económico. La cara oculta del imperialismo norteamericano (Barcelona: Ediciones Urano, 2005). Edição original: Título original: Confessions of an Economic Hit Man First publicado por Berrett-Koehler Publishers, Inc., San Francisco, CA, USA. O livro de Perkins pode ser descarregado em resistir.info/livros/livros.html . Ver também o texto pioneiro de Philip Agee, de 1975, Inside the company, publicado na Argentina sob o título La CIA por dentro. Diario de un espía (Buenos Aires: Editorial Sudamericana 1987)

[*] Sociólogo, argentino.
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em: http://resistir.info/venezuela/boron_26jul17.html

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p/ o André: notícias mais isentas sobre a Venezuela (I)

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>>>>O futuro da Venezuela está em jogo<<<<

imagem do aecinho venezuelano: http://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/2017/07/captura-de-tela-20...
Seguidores do Aecinho venezuelano comandam a matança

O futuro da Venezuela está em jogo | Por Igor Fuser, em CartaCapital, via blog do Miro | via blog do Azenha

. . . . Chega a ser surreal.

Em nome da “democracia”, governos de diversos países – entre eles, Estados Unidos, México, Colômbia e Panamá, além, é claro, dos golpistas brasileiros –, acompanhados pelas empresas de mídia mais influentes do mundo, se mobilizam contra a eleição de uma Assembleia Constituinte convocada com garantias à ampla participação da cidadania e ao pleno exercício das liberdades políticas, de acordo com a Constituição em vigor.

Esses supostos guardiães da liberdade mantêm silêncio sepulcral diante da ofensiva terrorista das milícias opositoras, que já causaram 110 mortes.

Nos últimos dois meses, grupos de jovens sob o comando dos setores mais extremistas da oposição – em especial, o partido Vontade Popular, liderado por Leopoldo Lopez – desfecharam centenas de ataques contra pessoas identificadas como apoiadoras do governo e contra o patrimônio público, com o objetivo de criar um cenário de caos a ponto de inviabilizar a votação da Constituinte neste dia 30 de julho.

Centenas de prédios e equipamentos públicos foram depredados e, em alguns casos, incendiados.

Entre eles estão ônibus, centros de abastecimento popular, postos de saúde, delegacias de polícia, escolas, quartéis, escritórios ou agências de instituições estatais como a 'Misión Vivienda' (o equivalente ao programa Minha Casa, Minha Vida).

A divulgação desses fatos, presentes na realidade cotidiana da Venezuela desde a convocação da Constituinte pelo presidente Nicolás Maduro, em 1º de maio, é sistematicamente sonegada aos leitores, ouvintes e telespectadores das empresas midiáticas que manejam a quase totalidade daquilo que se faz passar por informação, no mundo inteiro.

Em qualquer outro lugar do planeta, tais ações violentas seriam definidas como terrorismo, mas no caso da Venezuela os responsáveis por esses crimes são louvados pelos jornalistas estrangeiros como se fossem manifestantes “pacíficos”.

As mortes são atribuídas, de forma desonesta, às forças de segurança, quando se sabe perfeitamente, a partir da apuração das circunstâncias em que morreu cada uma das pessoas atingidas pela onda de violência, que mais de 60% dos casos fatais ocorreram em decorrência da ação dos grupos opositores, que usam armas de fogo e adotaram, entre outras práticas, a de incendiar pessoas identificadas com o chavismo.

Nos incidentes que a ação policial resultou em morte ou ferimentos, os envolvidos estão presos e respondem a processos judiciais (há ainda episódios em que não se conseguiu identificar os responsáveis).

A manipulação da opinião pública pela mídia vai muito além da ideologia – o viés classista que impregna permanentemente os conteúdos de modo a conformar uma visão de mundo coerente com os interesses das classes dominantes no capitalismo global.

O que está em curso, no tocante à Venezuela, é uma campanha em que as empresas de comunicação se engajam, conscientemente, numa operação política, conduzida a partir de Washington, para depor o governo de Maduro e substituí-lo por autoridades alinhadas com os interesses da burguesia local e do imperialismo estadunidense.

O sucesso ou fracasso dessa estratégia golpista depende, em grande medida, dos acontecimentos deste domingo e, em particular, do maior ou menor comparecimento às urnas para a escolha da nova Constituinte.

Um índice baixo de votação agravará a crise política, fragilizando o governo diante da campanha desestabilizadora e dos atores internos e externos nela envolvidos.

Já uma participação expressiva dos cidadãos reforçará a legitimidade do governo e criará um firme alicerce para a instalação de uma Constituinte capaz de enfrentar o impasse político e as gravíssimas dificuldades econômicas.

Não é exagero afirmar que a Venezuela vive um dos dias mais cruciais de sua história.

O chamado às urnas para eleger uma Constituinte põe em jogo o futuro da Revolução Bolivariana, como foi chamado o amplo projeto de mudança política e social iniciado com a eleição de Hugo Chávez à presidência da Venezuela, em dezembro de 1998.

Em quinze anos à frente do governo, Chávez inverteu as prioridades do Estado, ao afastar do poder as tradicionais elites econômicas ligadas aos interesses externos.

A maior parte da renda petroleira passou a ser aplicada em benefício das demandas da maioria desfavorecida.

Milhões de venezuelanos ganharam acesso a serviços de saúde adequados, por meio de uma rede imensa de postos de atendimento instalados nas áreas mais pobres e operados por médicos e outros profissionais cubanos, a 'Misión Barrio Adentro'.

O analfabetismo foi erradicado e rede de ensino público em todos os níveis, inclusive o universitário, ampliou-se em tal escala que hoje a Venezuela é o país do mundo com mais estudantes no ensino superior, em proporção ao número de seus habitantes.

Para enfrentar o déficit habitacional, já foram entregues mais de 1,7 milhão de moradias a famílias de baixa renda, mediante pagamentos simbólicos, compatíveis com sua condição econômica.

Os idosos conquistaram o direito à aposentadoria digna, os salários reais se elevaram significativamente e a participação popular nas decisões sobre gastos públicos se tornou prática cotidiana em milhares de conselhos comunitários espalhados pelo país inteiro. Tudo isso, em um contexto de plena democracia.

A imprensa funciona livremente e em nenhum outro país do mundo se realizaram tantas eleições e consultas à população.

Todas essas conquistas (e muitas mais) estão ameaçadas no cenário de incerteza política que envolve a eleição da Constituinte.

Em quase duas décadas de chavismo, a Revolução Bolivariana superou todas as tentativas das elites dominantes de recuperar seus privilégios, por meios legais e ilegais.

Nas urnas, o chavismo se saiu vencedor em quase todas as ocasiões.

A via golpista foi derrotada em 2002, quando a direita política, apoiada por uma parcela das Forças Armadas e pelo aparato midiático, tomou de assalto o palácio de Miraflores, sob as bênçãos dos EUA, e chegou a levar preso o presidente Chávez.

Mas o golpe fracassou diante da resistência da população mais pobre e da lealdade da maioria dos militares, e Chávez regressou à presidência em apenas três dias, nos braços do povo.

A morte do presidente, em 2013, e a queda dos preços do petróleo – produto do qual a economia do país é altamente dependente desde o início do século passado – encorajaram os opositores de dentro e de fora da Venezuela.

Para a elite dominante dos EUA, é inaceitável a consolidação de um governo de esquerda na América do Sul (seu tradicional “quintal”) comprometido com a soberania nacional, o controle estatal dos recursos naturais e a aplicação de políticas públicas voltadas para a superação das desigualdades sociais, na contramão do neoliberalismo.

Intensificou-se então a chamada “guerra econômica”, ou seja, a utilização dos recursos de poder à disposição da burguesia venezuelana para provocar a inflação dos preços, a crise cambial e escassez de mercadorias essenciais, como alimentos, remédios e peças de reposição para automóveis.

A sabotagem empresarial se somou às dificuldades decorrentes da redução da renda petroleira e aos graves erros de gestão governamental para gerar uma situação de crescente desconforto entre a população, angustiada com a alta dos preços e com as longas horas de fila necessárias para conseguir os produtos básicos do dia a dia.

Nesse cenário, a oposição reunida na Mesa de Unidade Democrática (MUD) alcançou, em dezembro de 2015, a sua primeira vitória eleitoral, ao obter 56% dos votos para a Assembleia Nacional, o parlamento venezuelano, o que (pelo sistema de voto distrital) representou a conquista de quase dois terços das cadeiras.

Se os líderes da MUD estivessem dispostos a atuar de acordo com as regras do jogo democrático, usariam o domínio do Legislativo para impulsionar suas próprias propostas de superação da crise, acumulando forças para disputar, com chances, as eleições presidenciais de 2019. Mas, sem nada de concreto a propor, optaram pelo caminho insurrecional, de olho na conquista imediata do poder.

Essa aventura já tinha sido tentada em 2014, com a ofensiva de ações violentas denominada por eles como “A Saída”, que fracassou após deixar o saldo trágico de 43 mortes e danos materiais incalculáveis.

Agora, diante do cenário econômico desfavorável, a direita se sente mais empoderada, e a disposição de Washington em intervir na política interna venezuelana se mostra mais efetiva.

O Legislativo declarou guerra ao Executivo e foi colocado fora da lei pelo Judiciário, diante da recusa da liderança da MUD em aceitar a impugnação de três deputados por conta de fraudes na eleição de 2015.

O avanço das forças de direita em dois países vizinhos, Argentina e Brasil, viabilizou uma ofensiva diplomática para isolar a Venezuela e fragilizar ainda mais o seu governo.

Enquanto isso, no plano interno, a guerra econômica atingiu o auge com a recusa de grande parte das empresas privadas em seguir produzindo, o que agravou o problema do desabastecimento.

Contra vento e maré, a Revolução Bolivariana resiste.

Uma parcela significativa da população mantém sua fidelidade ao chavismo, consciente do terrível retrocesso político e social que significaria a derrubada do governo de Maduro e a tomada do poder por uma elite fascista, violenta, com sangue nos olhos, sedenta por vingança e pela recuperação dos privilégios perdidos.

No plano externo, a ação concertada dos lacaios de Washington, como o argentino Mauricio Macri, o brasileiro Michel Temer e o mexicano Enrique Peña Nieto, fracassou até agora na tentativa de excluir a Venezuela do Mercosul e de aprovar, na Organização dos Estados Americanos (OEA), alguma resolução que signifique carta branca ao golpismo e à intervenção estrangeira.

As bases populares do chavismo estão mobilizadas no enfrentamento à crise econômica, articulando os Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAPs), até agora bem-sucedidos em fornecer a milhões de famílias mais necessitadas uma cesta de alimentos básicos vendidos a preços justos, evitando um colapso humanitário. E as Forças Armadas permanecem leais à Constituição, rejeitando a tentação do golpismo.

A proposta da Constituinte surgiu, nesse contexto, como meio de encontrar uma solução pacífica, democrática, em que o verdadeiro soberano – o povo – possa assumir em suas próprias mãos o controle das instituições políticas e definir os caminhos do futuro.

É uma tentativa legítima, rigorosamente fundamentada na Constituição, de preservar os avanços sociais da Revolução Bolivariana e de impedir que a atual situação de confronto político degenere em uma guerra civil que, certamente, seria acompanhada de intervenção estrangeira direta.

Se vai dar certo, ninguém sabe.

* Igor Fuser é doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC) e integrante do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI).

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em: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/igor-fuser-midia-desconhece-terr...

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Vanderli

Desestabilização da America Latina - Venezuela

A Rede NoWar em Roma emitiu uma declaração, publicada LINK abaixo, que afirma que os eventos atuais na Venezuela foram mal informados nos meios de comunicação de massa e nas declarações governamentais de praticamente todos os países da OTAN.O objetivo é claro, diz a declaração NoWar: apresentar o governo de Maduro de esquerda como ditatorial (ou aspirar a se tornar ditatorial) e apresentar a oposição de direita como um movimento de resistência popular e espontâneo, que merece nosso apoio.Cenários semelhantes foram apresentados antes das invasões da OTAN do Iraque e da Líbia, antes da guerra de procuração da Otan na Síria, e antes do golpe de Estado apoiado pela OTAN que derrubou o governo de Yanukovych, na Ucrânia. Este é o mesmo cenário a ser jogado, mais uma vez, na Venezuela?fonte.: https://undhorizontenews2.blogspot.com.br/2017/08/venezuela.html#comment-form

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quase o mesmo que acontece no Brasil...

cada um tirando da Constituição o que possibilita contornar o caos desfavorável a todos

principal diferença é por aqui o que uma das partes tira é a própria Constituição

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quanto ao mecanismo do voto...

mais um 7 a 1 no Brasil

e dessa vez logo de quem, da Venezuela

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Europa, Estados Unidos e

Europa, Estados Unidos e America Latina estão enganados, a Venezuela é uma democracia, há limites na NEGAÇÃO DA REALIDADE. O pais é um  caos absoluto economico, social, politico e institucional. Negar o caos não o faz desaparecer.

135 mortos de manifestantes em protestos de rua é sinal de democracia ?

 

Eleições presidenciais, de governadores e de prefeitos previstas na Constituição e canceladas é o que?

Lideres de oposição repetidamente presos é democracia?

Seria mais sobria e credivel uma analise da realidade venezuelana, com prós e contras do que simples apologia

de um regime em decomposição, os leitores deste blog são de alto nivel e não idiotas.

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Admiro sua disposição em

Admiro sua disposição em tentar encontrar sanidade nas praias socialistas André!

De fato os leitores deste Blog não são idiotas, eles sabem perfeitamente o que esta acontecendo.

O único porém desta história é que para um esquerdista cultivar a negação da realidade é imperativo, eles simplesmente não tem escolhas.

Muitos deles ainda acham que Cuba não é uma ditadura, que dirá a Venezuela rs.

Lembre-se de uma coisa muito importante quando o assunto envolver a esquerda!

Para eles, execuções, repressão, prisão arbitrária, censura, tortura, ou ditadura só é algo condenavel se feita por alguém que NÃO SEJA MARXISTA.

Mas se o nego ou regime comungar dessa ideologia tudo será justificavel.

Absolutamente tudo, sem exceção...rs

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leonidas

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Roberto Monteiro

O zumbi voltou.

Neste período de ausência deve ter ido ensinar os venezuelanos a ser oposição. A oposição brasileira era a melhor do mundo, tanto que colocou temer no poder.

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Que merda. Achei que você

Que merda. Achei que você tivesse morrido. 

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Eu também. Esses chorumes com

Eu também. Esses chorumes com pouco argumento são o tipo de gente que o GGN permite comentar para tentar dar ares de imparcialidade no site. No fundo esse Zé Ruela só está aí porque é fácil contra-argumentar com ele.

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"O jornal de ontem mentiu. O de hoje está mentindo. O de amanhã não será mais verossímil."

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Let's Rock the rats

André, q tal procurar fontes mais isentas para comentar Pol.Ext?

André,

Já comentei que vc tem melhorado o conteúdo de seus comentários, principalmente no que tange ao bréZil, e fica até parecendo que vc tem um discuroso nacionalista e patriota (ainda não confio... rs), mas ainda não percebo muita sua vontade em elogiar o período Lula-Dilma (até o 1o. mandato).

Agora....

No que tange à Venezuela, vc parece um cão hidrófobo, um bolsonaro patético, e perde totalmente sua boa capacidade analítica para ficar brincando de fazer raivinha para Chaves e Maduro...
>> fica parecendo torcedor fanático de futebol, que está obsessivamente comentando a mesma ladainha monotonicamente, a soldo do DoS ou da C!A (ou qquer daqueles lixos sabotadores de agências de 3 letrinhas, bem como suas ONGs, que tramam não só contra outros países, mas tbém contra sua própria população).

Se a Venezuela está passando por momentos difíceis, agradeça EM GRANDE PARTE à colômbia (capacho anglo-zion) e aos USraHell (united slaves of israHell, controlados e TOTALMENTE SUBSERVIENTES à aipac e ao lobby siniosta no knesset da beltway, vulgarmente conhecido como congresso americano).

Vou refrescar suas fontes de leituras, pois parece q vc só fica assistindo a rede golpe (seja aberta, a cabo ou satélite), rede esta que não passa de um corneteiro da imprensa de guerra, de PROPAGANDA descarada, despejada pela máfia midiática mundial contra alvos específicos).

>>André, a ÚNICA coisa que não deve ter conteúdo ideológico na rede esgoto é a previsão do tempo... nem os programas de turismo e viagens escapam!

Nos demais programas da emissora golpista-sabotadora (qquer programa!) o TOM e COMO deve ser criticado certo alvo, é dado pelo establishment israelo-americano, não pelo boneco de ventríloco que ocupa a cadeira de presidente da vez nos USraHell, e a imprensa ALINHADA de todo mundo, como a rede golpe, repercute, sincronizada, as mesmas diretrizes do establishment... que interessante, não?

Repare que o tom é sempre o mesmo, NO MUNDO TODO, contra alvos específicos nas mídias de vários paíse, sejam esses alvos nacionais, sejam estrangeiros (caso da Venezuela), ou seja, a rede globoMENTE dá o tom para coordenar as ondas de desinformação no bréZil, CQD!

Vou tentar dar mais 3 notícias para vc melhorar sua capacidade analítica...

EM TEMPO: procure por "Venezuela" nos links abaixo, e vc encontrará o motivo das mortes provocadas pela OPOSIÇÃO, não pelo Estado na Venezuela... a oposição ** controlada externamente ** ADORA (recebe $, treinamento e logística de fora) guerrilha urbana, como foi o maindan na ucrânia, e queimar VIVAS pessoas pró-situação.

(como estes sites são para público de língua espanhola, tem mais notícias HONESTAS sobre a Venezuela que os mesmos sites em inglês)

https://mundo.sputniknews.com/
http://www.elespiadigital.com/
https://actualidad.rt.com/

ANDRE, POR FAVOR, FAÇA A BUSCA SUGERIDA E LEIA AS NOTÍCIAS RELACIONADAS PARA MELHORAR UM POUCO SUA BAGAGEM FORA DO ÂMBITO DA MÁFIA MIDIÁTICA...
Por favor, não pense que quero o monopólio da verdade, mas esses seus comentários sobre política externa QUEIMAM totalmente sua credibilidade adquirida nos seus bons comentários sobre economia e política interna.
Reiterando, por favor, faça a pesquisa com a palavra sugerida nos blogs supra indicados e abra um pouco mais seu horizonte sobre política externa.

Fico torcendo para vê-lo ser reconhecido na política externa como é reconhecido na economia e política nacional!!!

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https://wikileaks.org/plusd/c

https://wikileaks.org/plusd/cables/04SAOPAULO493_a.html

Quanto ao apoio ao governo Lula no 1º mandato, vide acima relatorio do Departamento de Estado onde meu nome é citado em

gestões para auxiliar  o governo Lula em Washington, muito mais que opinião, ação efetiva por mim organizada.

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http://jornalggn.com.br/notic

http://jornalggn.com.br/noticia/a-primavera-gerou-o-isis-por-andre-araujo

Minha opinião sobre o papel dos EUA em intervenções no exterior, vide artigo acima.

Quanto a fontes de informação, eu as tenho diretamente da Venezuela, não preciso da midia.

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Vanderli

Lógico que não. Democracia é

Lógico que não. Democracia é o BRASIL que no mesmo período morreram 100 policiais no RIO DE JANEIRO.

 

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São questões completamente

São questões completamente distintas. Soldados que morrem em guerras ou policiais assassinados por criminosos são

resultados de outro tipo de luta. Estamos falando de repressão à manifestantes de atos politicos.

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ronaldo santos cardeal

Fico surpreso com sua

Fico surpreso com sua paciêcia argumentativa André. As suas colocações sobre a situação da Venezuela soam como pregação no deserto neste blog. Aos olhos dos negacionistas da realidade, vc sempre estará errado quanto ao que se passa no país vizinho. Todo o caos político, econômico e social ou a quase totalidade dele sempre será creditado à direita opressora, à burguesa entreguista do país ou ao imperialismo dos EUA. Sei que os EUA tem um histórico de desalinhamento em questões de política internacional, mas existem limites para impor àquele responsabilidade pelos fatos. Não dá pra colocar a incompetência de um simulacro de governante na conta daquele país! Fazer alguma crítica externa ao Maduro, para os que professam a mesma ideologia do governante, é como um cristão ortodoxo tecer comentários a alguns pontos da Bíblia, vale dizer, uma verdadeira heresia, ainda que no seu íntimo compreendam haver algumas antinomias no livro cristão.

É neste ponto que a esquerda e a direita se assemelham muito: na incapacidade de reconhecer e fazer alguma crítica a eventual câncer que exista em seu meio. Mas sigamos! 

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