Enviado por Jns
De Ferreira Gullar
Minha amada tem palmeiras
onde cantam passarinhos
e as aves que ali gorjeiam
em seus seios fazem ninhos

Ao brincarmos sós à noite
nem me dou conta de mim:
seu corpo branco na noite
luze mais do que o jasmim

Minha amada tem palmeiras
tem regatos tem cascata
e as aves que ali gorjeiam
são como flautas de prata

Não permita Deus que eu viva
perdido noutros caminhos
sem gozar das alegrias

que se escondem em seus carinhos
sem me perder nas palmeiras
onde cantam os passarinhos

Ilustrações de arte urbana pelo mundo
***
Canção do Exílio Facilitada
Por José Paulo Paes
lá?
ah!
sabiá…
papá…
maná…
sofá…
sinhá…
cá?
bah!

Arte de rua do grafiteiro Dalata – André Muniz Gonzaga -, que cria seu trabalho sobre objetos irregulares em estilo de variação abstrata e surrealismo, usando de técnicas de pintura, desenho e escultura.
Ivan de Union
7 de setembro de 2015 7:29 pmA arte eh finissima, Gullar
A arte eh finissima, Gullar eh barbaro, mas guardem esse nome de outra fera, gente:
” José Paulo Paes”
Esse tem futuro! Ridiculamente (no bom sentido) minimalista, aberto a interpretacoes, poderia se tornar um craque no nonsense.
XZ
7 de setembro de 2015 8:11 pmSó se for em reconhecimento
Só se for em reconhecimento futuro, porque infelizmente ele já faleceu.
Ivan de Union
7 de setembro de 2015 8:51 pm(Obrigado, Odonir e XZ, estou
(Obrigado, Odonir e XZ, estou ate triste com isso! Sinto muitissimo. Como eu nunca falei isso com ninguem, um segredinho pra voces: eu nao tenho acesso a literatura brasileira e nunca ouvi falar no nome, pensei que era artista novo sendo lancado por Gullar, como o Nassif sempre lanca artista novo…
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Paulo_Paes
Morreu ha 17 anos!!!
Prometo pesquisar daqui pra frente e so depois falar besteira.)
Odonir Oliveira
7 de setembro de 2015 11:51 pmMurilo Mendes
Canção do exílio
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!
Murilo Mendes- Poemas
Odonir Oliveira
7 de setembro de 2015 8:19 pmTem futuro, como toda obra literária poderá ter , se lida
Paes faleceu.
antonio francisco
7 de setembro de 2015 9:16 pmAmor sem dor, com muita cor
Não permita Deus que eu morra
sem rever o meu amor
numa casa decorada
com flores da Casa Cor.
Flores nos jardins da Casa Cor, exposição que está ocorrendo num vilarejo revitalizado na Glória, Rio de Janeiro.
O vilarejo tem história: era para lá que Dom Pedro levava suas amantes.
antonio francisco
7 de setembro de 2015 9:47 pmJogos florais: Cacaso, 1944-1987
Jogos florais (Cacaso – 1944 – 1987)
Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá
Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre
a água já não vira vinho
vira direto vinagre
Minha terra tem palmares
memória cala-te já
Peço licença poética
Belém capital Pará
Bem, meus prezados senhores
dado o avanço da hora
errata e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.
(será mesmo com esses dois esses
que se escreve paçarinho?)
http://umpoucodepoesia-msframos.blogspot.com.br/2013/03/joga-florais-cacaso-1944-1987.html
Anarquista Lúcida
7 de setembro de 2015 10:52 pmJá existe poema com esse nome… De Drummond
a
Nova Canção do Exílio
Carlos Drummond de Andrade
Um sabiá na
palmeira, longe.
Estas aves cantam
um outro canto.
O céu cintila
sobre flores úmidas.
Vozes na mata,
e o maior amor.
Só, na noite,
seria feliz:
um sabiá,
na palmeira, longe.
Onde tudo é belo
e fantástico,
só, na noite,
seria feliz.
(Um sabiá,
na palmeira, longe.)
Ainda um grito de vida e
voltar
para onde tudo é belo
e fantástico:
a palmeira, o sabiá,
o longe.
a
Odonir Oliveira
7 de setembro de 2015 11:56 pmConhece essa, Analu?
Anarquista Lúcida
8 de setembro de 2015 12:12 amNao, nao conhecia. Impressionante…
Mas vou lembrar outro “poema”, sobre isso, e que tem uma senhora história:
[video:https://youtu.be/J9dOtQ6tK_k?t=27%5D
a
antonio francisco
7 de setembro de 2015 10:56 pmPara quem gosta, foi traduzida para o francês
O poema está em português e em francês, em
http://www.antoniomiranda.com.br/poesie_bresilienne/goncalves_dias.html
Aí vai um pedacim:
CHANSON DE L’ EXIL
Il est des palmiers en mon pays
Où chante le sabiá;
Les oiseaux ne chantent pas ici
Comme ils chantent chez moi.
Notre ciel a plus d’ étoiles
Plus de fleurs ont nos vals
Nos bois ont plus de vie
Notre vie plus d’amour aussi.
Odonir Oliveira
7 de setembro de 2015 11:35 pmLondon, London- Caetano exilado
[video:https://www.youtube.com/watch?v=DM_2EdyytaU%5D
Odonir Oliveira
7 de setembro de 2015 11:31 pmDe Tom e Chico
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Zhxcu55PRHI%5D
SABIÁ
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De um palmeira
Que já não há
Colher a flor
Que já não dá
E algum amor Talvez possa espantar
As noites que eu não queira
E anunciar o dia
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos
De me enganar
Como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
E é pra ficar
Sei que o amor existe
Não sou mais triste
E a nova vida já vai chegar
E a solidão vai se acabar
E a solidão vai se acabar
Anarquista Lúcida
8 de setembro de 2015 12:14 amPus isso sem ver q vc já tinha posto
Mas pus uma interpretaçao diferente, com os próprios Tom e Chico.
Abs
Odonir Oliveira
8 de setembro de 2015 9:57 amA TRISTE PARTIDA- Luiz Gonzaga
[video:https://www.youtube.com/watch?v=DS6fRsfnzIw%5D
Thal Caló
8 de setembro de 2015 12:26 amNão suporto esse indivíduo
Não suporto esse indivíduo e nem dou-me ao trabalho de ler suas obras e suas bobagens.
Vânia
8 de setembro de 2015 2:29 amQue foto!
Guru!
Essa foto do mundo indo pro ralo/esgoto…
sensacional! (pro bem e pro mal)
Retrata bem tudo o que está se passando.
GalileoGalilei
8 de setembro de 2015 3:02 amMinha terra tem
Minha terra tem Palmeiras Corinthians, Inter e Fla Mas pelo que se viu na Argentina Não jogam mais futebol por lá. (Luís Fernando Veríssimo, 1979)
Com tantas obras falsas já atribuídas ao L.F Veríssimo, eu não juro que essa é dele…