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O crime dos pedalinhos e a geopolítica da Lava Jato

A geopolítica na história

O diabo é sábio porque é velho. O subdesenvolvimento é um trabalho pertinaz de gerações. Nunca as duas afirmações foram tão atuais como no processo político atual.

A geopolítica sempre foi uma ciência muito mais próxima dos militares e da diplomacia do que dos civis. Ela trata das relações de poder no mundo, da maneira como as nações se preparam para ocupar espaço no comércio ou na guerra.

Desde o século 19 as nações se digladiam em torno de dois modelos de desenvolvimento: o internacionalista, coordenado pelo grande capital, e o nacionalistas, ou, na terminologia contemporânea, os mercadistas e os desenvolvimentistas.

Os primeiros acreditam nas virtudes excelsas do mercado; os segundos, no papel libertador do Estado.

Os mercadistas defendem a abertura total da economia, a padronização dos procedimentos comerciais e jurídicos, de maneira a criar um único mercado. Suas ideias são sustentadas pela aliança entre os donos de capital internos com os internacionais. Por isso mesmo, sua base sempre foi o Rio de Janeiro, com sua economia mercantil.

Prometem que, com o tempo, os países centrais tornar-se-iam caros e os capitais transbordariam para os países periféricos promovendo o desenvolvimento.

Já os desenvolvimentistas acenam com exemplos históricos para comprovar que sem uma economia interna competitiva não haverá como promover o desenvolvimento que garanta bons empregos e a melhoria geral de vida da população. Sem desenvolvimento, os periféricos se perpetuariam como vendedores de commodities e de mão de obra barata.

Não é o caso de apresentar virtudes e vícios de cada modelo. Interessa, agora, as maneiras como se dão as disputas geopolíticas.

No início do século 19, o alemão Friedrick List já escrevia sobre o jogo político dos países centrais. Conseguiram seu desenvolvimento protegendo sua indústria, montando acordos comerciais favoráveis, definindo estratégias globais, como foi o caso da Inglaterra, destruindo a economia portuguesa com seus produtos e impedindo que os têxteis da Índia destruíssem a indústria têxtil britânica.

A luta se dava cooptando a elite do país periférico. Depois de se tornar hegemônica, a Inglaterra passou a praticar o livre comércio - já que sua indústria tinha uma indiscutível superioridade sobre a dos parceiros comerciais. Os aliados internos em cada país periférico repetiam o mantra de que para ficar igual à Inglaterra, os países teriam que fazer como a Inglaterra, depois de se tornar hegemônica: ou seja, abrir suas fronteiras à competição externa. Esse estratagema foi batizado por List como "chutando a própria escada". Abrir as fronteiras antes de ser competitivo significaria suicídio econômico na certa.

Dois países recusaram-se a seguir a receita: Alemanha e, pouco depois, os Estados Unidos. E, graças às políticas desenvolvimentistas nacionais, tornaram-se também potências.

O Brasil como potência média emergente

Em poucos momentos da história o Brasil assumiu um protagonismo regional. Certamente no século 19, em cima de uma América do Sul dividida. Um pouco no período JK, com a Operação Panamericana. Depois, no período militar do Brasil Grande, quando ocorrem as primeiras incursões à África e tentativas de acordos no Oriente Médio.

Os arquivos do próprio governo norte-americano comprovam como se deu a disputa geopolítica na época, com os EUA contribuindo para a queda de Jango – apesar da relativa simpatia que lhe era dedicada por John Kennedy.

O grande momento brasileiro foi no período Lula, com o trabalho excepcional da chancelaria brasileira, comandada por Celso Amorim. O Brasil consolidou o Mercosul, avançou sobre a África, as empresas brasileiras passaram a disputar mercados na África e na América Latina, houve a montagem dos acordos com os BRICS, com o G20, um brasileiro assumiu a FAO e outro a OMC (Organização Mundial do Comércio).

Houve um claro desconforto do Departamento de Estado, que sempre viu no Brasil um parceiro administrando os conflitos no sul do continente, mas sem arriscar voos próprios, organizando os emergentes.

Culminou com a descoberta do pré-sal, tornando o país um player importante no mercado de energia, além da liderança nas commodities agrícolas e minerais. A aproximação com os BRICs, particularmente com a China, abriu espaço para que o principal competidor dos Estados Unidos possa exercer uma influência relevante na América Latina.

Além disso, mais maduro dos países do continente presididos por governantes de esquerda, o Brasil exercia ao mesmo um tempo uma função moderadora e uma liderança desses governos. Mesmo no período Dilma, incapaz de entender a relevância da diplomacia na construção de projeto nacional, persistiu a aliança.

Duas questões tornaram-se centrais nas preocupações norte-americanas.

1. A diplomacia comercial brasileira (junto com as empresas brasileiras) avançando na África e América Latina e aproximando-se da China.

2. O potencial do pré-sal nas mãos de uma estatal, podendo gerar, no futuro, problemas políticos de monta, por depender do voluntarismo de qualquer presidente.

Essa é a moldura que enquadrará dois movimentos paralelos que sacodem a política brasileira.

O primeiro, a ofensiva da Lava Jato. A segunda, a ofensiva política que teve a primeira vitória expressiva na flexibilização da Lei do pré-sal pelo Senado.

A ofensiva jurídica

No post  "Como a Lava Jato foi pensada como uma operação de guerra" (http://migre.me/t8Oe8) mostrou-se como desde 2004, o juiz Sérgio Moro planejou suas ações futuras, com base no estudo sobre a Operação Mãos Limpas.

No trabalho "Considerações sobre a Operação Mani Pulite", Moro divisa as condições para uma Mãos Limpas no Brasil:

1.   Uma conjuntura econômica difícil, aliada aos custos crescentes com a corrupção.

2.     A perda de legitimidade da classe política com o início das prisões e a divulgação dos casos de corrupção. Antes disso, a queda do “socialismo real”, “que levou à deslegitimação de um sistema político corrupto, fundado na oposição entre regimes democráticos e comunistas”.

3.     A maior legitimação da magistratura graças a um tipo diferente de juiz que entrou nas décadas de 70 e 80, os “juízes de ataque”, nascido dos ciclos de protesto.

Em seguida, discorre sobre a parceria com a mídia.

Segundo Moro, na Itália teve “o efeito salutar de alertar os investigados em potencial sobre o aumento da massa de informações nas mãos dos magistrados, favorecendo novas confissões e colaborações. Mais importante: garantiu o apoio da opinião pública às ações judiciais, impedindo que as figuras públicas investigadas obstruíssem o trabalho dos magistrados”.

Finalmente, as investidas contra os chefes políticos dos adversários.

Dizíamos, em 14 de outubro de 2015, com base no trabalho de Moro:

"Nesse jogo, assim como no xadrez, a figura a ser tombada é a do Rei adversário. Enquanto o Rei estiver de pé será difícil romper a coesão do seu grupo, os laços de lealdade, ampliando as delações premiadas”, dizia Moro.

Fica claro, para o Grupo de Trabalho da Lava Jato, que o Bettino Craxi a se mirar, o Rei a ser derrubado, era o ex-presidente Lula. O vazamento sistemático de informações, sem nenhum filtro, é peça central dessa estratégia.

Desde os primeiros movimentos da Lava Jato, estava nítido o viés ideológico da operação, incriminando qualquer forma de estímulo às empresas nacionais. Para Moro foi a abertura econômica da Itália, a integração com a União Europeias que permitiu "limpar" o país.

Nem se pense no Ministério Público como uma corporação antinacional, conspiradora.

É possível mapear a formação dessa ideologia. A troca de experiência com procuradores de outros países, os manás de informações exclusivas fornecidas pelo FBI, os cursos patrocinados pelo Departamento de Estado, o acesso às melhores universidades norte-americanas, fizeram com que gradativamente os procuradores nacionais passassem a assimilar a noção de “crime” a ser combatido – além dos crimes reais do suborno e das caixinhas políticas. Nada diferente do que foi feito no pós-guerra com os militares brasileiros.

Segundo o Washington Post, em 2007 Moro participou de um curso de trës semanas para novas lideranças latino-americanas patrocinado pelo Departamento de Estado e passou a admirar o rigor e a eficiência do sistema jurídico norte-americano (https://goo.gl/3RytIV).

As instituições norte-americanas têm a geopolítica na veia. As brasileiras tem na cabeça apenas o Código Penal e a Constituição. Com todo respeito pelo conhecimento jurídico acumulado, são politicamente ignorantes. Encantam-se quando conhecem os Estados Unidos (e o funcionamento das instituições e da sociedade americana é fascinante) e voltam sem a menor noção sobre os processos históricos que constituíram o país. Menos ainda, sobre as parcerias das instituições com as corporações estadunidenses - cadeira que não consta dos currículos dos cursos aplicados pelo Departamento de Estado. Provincianos!

Então foi simples passar os novos conceitos, e direcionar as denúncias, ainda mais tendo em vista a promiscuidade gritante entre partidos e fornecedores nos modelos democráticos nacionais.

Há um fator adicional.

Os princípios desenvolvimentistas sempre têm um componente de arbítrio, definindo os setores a serem contemplados, os campeões nacionais. Muitas vezes os governantes cedem a esse arbítrio e fazem negócios políticos ou pessoais.

Para identificar as artimanhas do mercado, no entanto, é necessária uma boa dose de conhecimento técnico – que evidentemente falta aos bravos procuradores e delegados. Principalmente porque essas manhas vêm amparada em toda uma carga publicitária, justificando as maiores barbaridades com a capa do falso cientificismo.

É daí que vem a certeza de Moro de que a abertura da economia é como a luz do sol espanando a poeira das economias fechadas. Não tem culpa. Pessoas muito mais preparadas que eles, em temas gerais, também se enganam com as manhas do mercado.

Por isso mesmo, é mais fácil um bravo membro da força tarefa da Lava Jato identificar indícios de crime no pedalinho batizado com o nome do neto de Lula do que em operações de swap cambial. São incapazes de montar estratégias para apuração de crimes financeiros, como insider information, jogadas de taxas de juros, formas de manipulação de câmbio.

Como se dizia no começo, o subdesenvolvimento é um trabalho pertinaz de gerações. Não é apenas o conhecimento que atravessa gerações: a ignorância também é uma herança que se passa de pai para filho.

A ofensiva política

A frente política foi dominada mais adiante, através de uma admirável concatenação entre a estratégia da Lava Jato e quarteto probo do Congresso - Renan Calheiros, Romero Jucá, José Serra e Eduardo Cunha.

Até então, Lula, ou melhor, a perspectiva de Lula 2018, era o fator que mantinha coesa a base de apoio a Dilma, mesmo com os arrufos de lado a lado.

Á medida em que foi erodindo a popularidade de Lula, e ficou mais perto a possibilidade de inabilitação dele para as eleições de 2018, desmontou-se o que restava de coesão. 

Enquanto a Lava Jato ia demolindo uma a uma as grandes multinacionais brasileiras, sem a mínima preocupação com seus impactos econômicos e estratégicos, e desconstruindo diuturnamente a imagem pública de Lula, com toda sorte de factoides, o bravo quarteto dos homens probos - Renan Calheiros, Romero Jucá, Eduardo Cunha e José Serra – impunha-se a Dilma com a ameaça de apoiar o impeachment para aprovar o projeto de lei que flexibiliza o pré-sal. 

Os próximos passos serão a independência do Banco Central – garantindo segurança absoluta ao capital financeiro -, a blindagem total dos contratos de concessão, a flexibilização da legislação trabalhista, a flexibilização do orçamento. A mesmas agenda, aliás, que o vice-presidente Michel Temer empunhou meses atrás, quando julgava ter chegado a hora. Enfim, um decálogo que deixaria Hillary Clinton envergonhada e parece ter saltado diretamente da campanha de Donald Trump.

Seria coincidência a identidade de propósitos da frente jurídica, criminalizando toda forma de apoio interno às empresas nacionais, destruindo a engenharia nacional, e da política, impondo uma pauta estritamente internacionalista? Não se trata simplesmente de entregar o trabalho do pré-sal e ter direito à recompensa. Trata-se da demolição completa de um projeto de desenvolvimento nacional. E seria coincidência Renan Calheiros, depois da conversão, se considerar, doravante, blindado das investigações?

É mais fácil o Procurador Geral da República Rodrigo Janot e os executivos da Andrade Gutierrez entregarem Aécio do que essas ações simultâneas serem fruto de coincidência.

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133 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Boa observação

Na resenha do livro A tolice da inteligência brasileira.

Observo (a partir da obra) que: 

Como ninguém é dominado se não aceitar a dominação como algo bom ou, na melhor das hipóteses, necessário devido a sua inferioridade moral em relação ao dominador, a divulgação massiva desse "conto da carochinha"* é de fundamental importância. 

*Algumas sociedades são compostas por "seres humanos" BONS e, por isso, são recompensados com riquezas, outras entretanto, possuem "seres humanos" MAUS, merecendo como castigo a pobreza.

O brasileiro NÃO é BOM, por isso, é pobre e corruto.

Nesse contexto, o papel da mídia é fazer crer que o âmago dessa natureza má/corrupta está no Estado (única instituição moderna capaz de intervir na estrutura socioeconômica a ponto torná-la menos desigual).

Sendo a desigualdade extrema a causa do baixo desenvolvimento e do aumento da corrupção.

A "grande mídia" faz parte do 1% e se beneficia da desigualdade, por isso, não tem interesse em alterá-la. E, por isso também, o Estado deve ser demonizado, para que a mairia da sociedade não participe dele a ponto de alterar a relação extremamente desigual (da qual a mídia é uma de suas beneficiárias e sua porta voz - o lobo com pele de cordeiro).

http://jornalggn.com.br/noticia/a-tolice-da-inteligencia-brasileira-e-o-...

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paulmoura

Nassif uma consideração...

somente não concordo que Estados Unidos e Alemanha usaram o modelo de economias abertas e conseguiram se desenvolver.

Veja a Alemanha é o único pais da Europa Ocidental (dos grandes paises Inglaterra, França, Paises Baixos, Espanha, Italia, Etc) que não foi uma potencia colonial. Razões óbvia para isso ter acontecido é que os principados alemães somente foram unificados em 1870, ou seja, o colonialismo já havia acabado.

Daí que os alemães promoveram duas guerras mundiais para conseguir conquistar tanto mercados para suas mercadorias como também fontes de materias-primas. E somente obtiveram seus "desenvolvimento e , especialmente, seu auge  tecnológico" com um nacionalismo ferrenho. Nada mais que o nazismo.

História semelhante acontece no Japão e Itália, não por coincidência esses 3 paises formaram o eixo.

Quanto aos USA eles sempre protegeram seus mercados. A explicação lógica e histórica é que eles já conheciam os meios utilizados pela Inglaterra contra quem se insurgiram por sua independência, cujo luta era em torno do chá. Vejam, chá.

Há outro fator importante a considerar. A guerra de secessão foi travada em torno DA GARANTIA DE MÃO-DE-OBRA BARATA DOS ESCRAVOS. Ou seja, com essa estratégica e uma guerra civil para determinar entre o norte que queria a industrialização e o sul de economia primária é que se explica o desenvolvimento americano.

A propósito uma ilustração histórica que poucos conhecem. Quando o Japão no início do século XX (junto com alemanha e itália) começaram a se industrializar os AMERICANOS em 1931 (ou seja em plena crise de 29), impôs sanções econômicas aos japoneses, seus concorrentes na ásia. 

Pasmem, as sanções proibiam a exportação de sucatas ao mercado japones. SUCATA que seria transformada em aço.

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Falso e verdadeiro

"Para identificar as artimanhas do mercado, no entanto, é necessária uma boa dose de conhecimento técnico – que evidentemente falta aos bravos procuradores e delegados. Principalmente porque essas manhas vêm amparada em toda uma carga publicitária, justificando as maiores barbaridades com a capa do falso cientificismo."

Nos EUA também há - muitos - bons cientistas. O verdadeiro cientifismo desmonta o falso:

"Num cenário gerschenkroniano ou hirshmaniano de transformação, o molde de um projeto de acumulação deve ser descoberto, quase inventado, e sua implementação exige estreitos vínculos com o capital privado. Uma burocracia de estilo prussiano poderia ser mesmo eficaz na prevencão da força e da fraude, mas o tipo de empreendimento a que Gerschenkorn se refere, ou o tipo de esperteza sutil da iniciativa privada enfatizada por Hirshman, exigiriam mais do que um aparelho administrativo insulado corporativamente coerente. Exige inteligência acurada, inventividade, repatições ágeis e respostas elaboradas a uma realidade econômica mutável. Tais argumentos exigem um Estado que é muito mais "inserido" na sociedade do que insulado.

_Evans, Peter. "The state as problem and solution: predation, embedded autonomy and structural change", in Stephan Haggart/Robert Kauffman Politics of Economic Adjustment :5, Princeton, 1992.

Para nós, o problema da cooperação técnica americana é que ELES escolhem os alunos e os professores...

Isso começou com o Dasp/FGV no pós-guerra, uma das causas do suicídio de Getúlio, continuou com os militares da FEB/EMFA que derrubaram Jango e, finalmente, chegou ao Judiciário já há algum tempo. Ellen Gracie Northfleet também pertence à frota do norte.

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Em pesquisa rápida no site do

Em pesquisa rápida no site do Department of State - na minha hora de almoço precisamente -, cheguei ao IVLP, o International Visitor Leadership Project. Em tradução minha, seria o "Projeto Internacional de Intercâmbio de Lideranças".
Há uma página específica deste IVLP: http://eca.state.gov/ivlp
Logo no início da págian há este texto:
"Through short-term visits to the United States, current and emerging foreign leaders in a variety of fields experience this country firsthand and cultivate lasting relationships with their American counterparts. Professional meetings reflect the participants' professional interests and support the foreign policy goals of the United States".

Traduziria como: Por meio de visitas de curta duração aos EUA, atuais e futuros líderes estrangeiros de variedade de temas vivenciam, em primeira mão, esse país e cultivam relacionamentos duradouros com seus congêneres norte-americanos. Encontros profissionais refletem os interesses profissionais dos participantes e dão apoio aos objetivos de política externa dos EUA.

Na seção IVLP Experience http://eca.state.gov/ivlp/ivlp-experience, fica claro o objetivo de intercâmbio cultural, de essas atuais e futuras lideranças conhecerem como funcionam os EUA, suas instituições, seus negócios, etc.

Com essa pesquisa bem rápida e superficial, já fica claro que os EUA não gastam dinheiro - público, eu imagino - para que as pessoas saiam dessa experiência como ativistas anti-imperialismo, ou como militantes bolivarianos.

Uma das ideiais mais arraigadas na sociedade norte-americana, à direita e à esquerda, é do excepcionalismo dos EUA. É muito recorrente o discurso de que os EUA são o único país indispensável no mundo, cuja presença é benigna a toda a humanidade (http://foreignpolicy.com/2011/10/11/the-myth-of-american-exceptionalism/). Imagino que esse programa sirva para propagar a outros povos essa noção de superioridade moral dos EUA e de seu modo de vida. Assim, naturalmente, o indivíduo que se convence disso tenderá a enxergar o mundo pelo prisma do establishment norte-americano e a aceitar não só como inevitável, mas também como necessários os objetivos da política externa dos EUA.

Penso que esse é um prato cheio para a academia brasileira estudar, sob os mais diversos prismas.

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Não há ingenuidade em Moro.

Fico contente com o aumento de posts  colocando a questão geopolítica. Apesar de concordar com muito da análise, não me parece que Moro tenha agido ou continue agindo de forma tão ingênua. Dizer que é um fascinado pelo regime legal americano acho que é um pouco de mais. Que seja um fantoche, talvez, mas com certeza esta operação não foi tão ingênua assim. Desde o seu início ela e suas congêneres tem objetivos bem direcionados. Quando vejo o viés de outras operações como a Zelotes, quando se vê toda a carga contra a ação economica externa do Brasil na Africa, oriente médio e CUba, quando se vê os focos em Othon Silva ( projeto do submarino nuclear, que antes que alguèm pense em armas é sobretudo um projeto de construção de um motor de propulsão, envolvendo o desenvolvimento de várias tecnologias, e da usina de refinamento de urânio, que nos tira da lista de apenas exportador de matéria prima) e da Odebrecht, ( vejam o último contrato de uma das companhias do grupo Odebrecht, com a CHina, para criar ( eu digo que tambem tecnologia) para monitoramento e defesa da amazônia).  Não me parece que seja apenas fascínio pelo sistema jurídico americano. Não acho sequer que seja fascinio pelo sistema jurídico, pois se assim o fosse seguiria estritamente a lei. Quanto a Manni Pullite, ( já escrevi sobre isto no blog do Nassif ) mais uma vez eu vejo que existem pontos comuns, mas objetivos distintos. Na Itália a destruição de todos os partidos foi um fato que culminou com Betino Craxi. Isto era de interesse geeopolítico dos mesmos. A  Itália sempre foi a cabeça de ponte para a Europa. A destruição dos partidos tradicionais abria brecha  para substitui-los por políticos alinhados. Aqui o foco sempre foi na petrobrás, nas empreiteiras e por fim na politica economica externa e interna implementada pelo PT. Isto  sempre foi  a marca desta operação. Tentaram não apenas prender mas criminalizar toda a ação internacional do Brasil.  Ao mesmo tempo a subida ao poder de Cunha no parlamento, só se justifica com a compra de vários parlamentares que compõe uma base significativa para esta figura. Algúem aqui lembra a compra dos nossos deputados e senadores em 64?  Por outro lado a ação de Serra e outros no senado, tudo muito bem orquestrado. E no meio do caos parlamentar a ação nada caótica, isto é, muito bem direcionada  nos projetos de lei de terceirização, e nas flexibilizações na CLt, na privatização do pre sal , o amordaçamento do orçamento em nome de um controle dos investimentos do estado, a privatização dos bancos estatai, assim como o controle externo de nossas estatais, com a colocação delas no mercado de açoes, e  através dos acionistas nas bolsas de NY, Tokio etc... , as propostas de lei de autonomia ( sic controle do mercado) do banco central  etc.. Para mim tudo isto não pode vir de um puro fascínio pelo sistema juridico americano, nem sequer por qualquer sistema jurídico. E tudo isto é feito sem que ninguém se lembre dos alvos preferencias da NSA, denunciados por Snowden. Só um conveniente e sempre fomentado complexo de vira-lata pode imaginar que o Brasil não ganhou proeminência no cenário internacional. Sõ para alguns  os BRICS e as açoes externas não são relevantes. Quase geraram uma guerra na Ucrânia, geraram guerras no Oriente Médio, por petroleo, controlam os preços do petroleo ate sufocarem o governo Chavista e aqui o governo do PT. Não se enganem se conseguirem o seu intento  logo logo o petroleo vai aumentar  de preço.  O famoso óleo de Xisto, é bem mais custoso que os nossos oito a nove dolares por barril no pre sal. Mas mais do que apenas o controle sobre o petroleo, eles querem o controle da companhia que gerou a tecnologia de exploração do petroleo. Nenhuma petrolifera estrangeira concorreu no último leilão, porque a Petrobrás não ia entrar em sociedade.   Apenas o Brasil tem esta tecnologia. O pré sal de nada vale sem esta tecnologia. Portanto  o articulista toca no ponto  mas termina por quase inocentar uma das maiores armas de ocupação, que é  esta operação Lava Jato.

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Pois é, de pedalinho em

Pois é, de pedalinho em pedalinho, os golpistas do conluio midiático-penal chegaram aonde queriam: a eliminação de Lula, aquele que ousou enfrentar o apartheid racial sic social e por isso está passando por isso. Temos muito o que aprender com os sul-africanos, a forma inteligente como eles levaram ao mundo a indignação de um povo contra a perseguição ao seu líder. Ou será que pensam que ficaremos quietos assistindo ao bonde golpista passar incólume. Não passarão.

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...spin

 

 

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Paulo F. Souza

Nacional Desenvolvimentismo x Liberalismo

Excelente texto. Um debate necessário. O Nacional desenvolvimentos proposto pelo pt foi sabotado. Isso é um fato. Sabotado pelo próprio estado, mais precisamente pela faceta judicial-mp-policesca. Isso mesmo, uma mão o estado indutor construiu e com a outra mão o estado destruiu. Foi o caos que nós vimos.

A sociedade elegeu um grupo político para aplicar as premissas do desenvolvimento enquanto, os mesmos políticos, empoderaram outra faceta do estado. Aí veio a imprensa e elegeu o mp nosso mais legitimo representante. Pronto: os novos políticos, não eleitos pela sociedade mas pela globo e demais organismos de imprensa, simplesmente, destruíram a economia. Gostemos ou não, esse é o cenário. Os torcedores ficam irados, mas não dá para torcer e retorcer os fatos: o pt é o maior culpado.

Pois bem, por que a imprensa conseguiu eleger alguns burocratas para assumir o comando e implodir a economia? Primeiro, temos um governo covarde. Segundo, os petistas almejaram governar com os burocratas e os empoderaram excessivamente. Um parenteses, na minha opinião, dentro do aparelho do estado, todos tem que ser eletivos e transitórios ou transitórios de qualquer outra forma. Mas vitalícios às nossas custas não dá! Sim, e por fim, os burocratas querem poder, holofotes, capas de revista e altas somas de dinheiro público. Sendo este último, legalmente e de preferência livre de tributação: uma espécie de paraíso fiscal jurídico-burocrático.

Mas, será que o nacional desenvolvimentismo funcionaria no Brasil? Minha opinião: não. Porque o nosso estado é intervencionista em relação às liberdades privadas e comerciais, ou seja, um estado bacharelesco, cartorial e absolutamente ineficiente. Não dá para ter um estado interventor econômica e judicialmente ao mesmo tempo. Assim, os políticos deveriam instalar um liberalismo nas relações da sociedade. Sem essa de uma canetada de juiz alterar a lei da gravidade. Ou, falando sério, a burocracia não pode impor ineficiência.

Por isso tudo, não acredito na nacional desenvolvimentismo para o Brasil. A solução tem que ser tributação mínima e estado mínimo. Só assim, eliminaremos as barreiras comerciais e implodiremos com o atraso que é o bacharelismo-judicial-burocrático-cartorial.

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Silvio L. Morais

Quinta Coluna

 "Por meio de visitas de curta duração aos EUA, atuais e futuros líderes estrangeiros de variedade de temas vivenciam, em primeira mão, esse país e cultivam relacionamentos duradouros com seus congêneres norte-americanos. Encontros profissionais refletem os interesses profissionais dos participantes e dão apoio aos objetivos de política externa dos EUA." (IVLP, o International Visitor Leadership Project., tradução de Bruno Brasil). Reparem bem na última frase: "dão apoio aos objetivos de política externa dos EUA". É bom para os EUA  que o Brasil tenha grandes empresas de serviços que, além de atuarem no mercado nacional, também disputam os mercados internacionais? Para colocar as garras grandes da águia no petroleo iraquiano, os EUA inventaram uma mentira, fizeram uma guerra e provocaram a morte de milhões de pessoas. A Líbia também foi destruída para que o petroleo pudesse ser saqueado.Aqui no Brasil, meia dúzia de procuradores e um juiz de primeira instância forjaram as condições para que o Brasil entregasse o pré-sal sem a necessidade de disparar um único tiro. Sem dúvida alguma, sob o manto sagrado do combate à praga da corrupção,  procedeu-se à execução de uma obra prima de Quinta Coluna. Os EUA, penhoradamente, agradecem "The New Chicago Boys". 

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Milton Pereira Neves

Por falar em pedalinhos em

Por falar em pedalinhos em reserva de proteção permanente , não teremos a palavra de Andre Trigueiro? Sera que ele fala sobre o assunto? Sera que ele esta autorizado a perder a respiração, como faz de costume quando esta indignado em suas inseções na cbn?Vamos Andre respira.....

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Tudo começou com a conquista do DASP de Getúlio

Excelente post, Nassif! Esse veio do fundo da alma! Parabéns!

Agora vou tratar dos assuntos que você mais gosta sob o mesmo prisma, com sua permissão: gestão e desenvolvimento.

Tudo que você disse sob o domínio brasileiro pela cooperação técnica internacional - maciçamente americana, mas não só - começou logo após o final da II Guerra, com a cooptação pelos americanos do Departamento Administrativo do Serviço Público, criado por Getúlio Vargas em 1938 para implantar uma burocracia moderna no país.

O DASP deu tão certo que Getúlio o transformou na Fundação Getúlio Vargas no final do Estado Novo, já antevendo a necessidade de preservar a instituição após sua destituição do governo. Com a aliança vencedora do Brasil com os EUA no final da guerra, fruto do sacrifício heróico dos pracinhas da FEB, teve início uma colaboração diplomática e militar entre os dois países ainda mais intensa do que a agressividade diplomática do Itamaraty sob Celso Amorim e Samuel Guimarães Pinheiro.

A cooperação técnica americana com Dasp começou já nas primeiras reuniões da recém criada ONU, cuja primeira assembleia geral foi aberta pelo Brasil e é assim até hoje! Roberto Campos solicitou e conseguiu dinheiro para a implantação dos primeiros cursos de administração para funcionários públicos. Daí em diante os EUA não pararam mais de mandar dinheiro para a FGV, dirigida pelos quadros egressos do DASP, chefiados pelo próprio ex-chefe do Departamento, Luiz Simões, até a criação da Escola Brasileira de Administração em 1952 e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo em 1953. Tudo de uma tacada só. Chovia dinheiro e apoio acadêmico americano para escolas de administração pública e privada naquela época.

Acredito até na possibilidade de Getúlio ter se suicidado por uma possível traição de seus ex-colaboradores mais próximos, além do assédio incessante que sofreu por parte de seus opositores internos e dos EUA, que simultaneamente financiavam atividades de seu interesse no país enquanto bombardeavam os nacionais.

Em 1959 foi montado um escritório do programa de cooperação técnica chamado PEB1 no Rio de Janeiro, que funcionou até 1965, ou seja, após o golpe militar. Nesse período, com apoio desse programa e de seu sucessor - o MEC-Usaid já na ditadura, foram criadas ou desenvolvidas TODAS as principais escolas de administração no país: FGV Rio e SP, UFBA, UFRS e FIA/USP. Até mesmo a Fundap, recém-extinta pelo governo Alckmin, é herdeira da antiga tradição de cooperação da FGV com a Universidade do Estado de Michigan.

O mesmo processo aconteceu com os militares do EMFA egressos da FEB, que culminou com o golpe de 1964.

A cooperação técnica na área da Justiça também é antiga e intensa. A ex-ministra Ellen Gracie Northfleet também já fez parte da frota de alunos do Norte.

Agora podemos encerrar a conversa falando de desenvolvimento. O professor Peter Evans da Universidade de Berkeley na Califórnia conhece muito bem o Brasil e a história do desenvolvimento no mundo. Ele cita até FHC, que já pediu para esquecermos o que escreveu, mas Evans não entendeu. Segundo ele, o desenvovimento exige uma burocracia tanto competente quanto comprometida com os interesses nacionais. A competência que ele aponta refere-se à capacidade de articular os interesses do capital privado com as necessidades do Estado, que deveriam corresponder ao bem estar da população.

Evans chama um Estado que tem uma burocracia assim de "inserido". Se não tem, é "isolado". Para ele, em análise clássica de 1992 ainda, pré neoliberalismo, o Brasil estava no ponto médio entre as duas pontas, meio inserido e meio isolado. Isso porque, segundo ele, alguns setores do Estado brasileiro, como o então BNDE na época, tinham burocracias capazes de exercer esse papel de mediação de interesses com competência, enquanto outras não.

Uma boa maneira de avaliarmos a eficiência desses programas de cooperação técnica é verificar a competência dos burocratas que eles formaram sob a ótica dos interesses nacionais. Porque quem escolhe e paga os bolsistas, os professores e os cursos são eles e não nós. A avaliação de resultados deles é totalmente diferente da nossa.

Pra eles o investimento foi bom. E pra nós?

Fontes:

Tânia Fischer, O ensino de Administração no Brasil, tese de doutoramento, FEA/USP, 1984.

Peter Evans, O Estado como problema e solução, Princeton, 1992.

 

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Uma Festa e Um Triplex Marinho No Meio do Caminho dos Pedalinhos

Excelente análise, mas fora da ordem.

Deveria ter precedido, "Cenários futuros em uma semana decisiva", de há muito, pois os fatos e as informações que lhe estruturam estão disponiveis há muito tempo e devem embasar análises sobre o cenário atual, como "Cenários futuros em uma semana decisiva", essa sim merecedora, dois dias após divulgada, de explicações e complementações, pois os fatos previstos não ocorreram. 

Falharam, mesmo com todas as ações pensadas para sustentar a operação, "Sítio do Lula", terem sido cronologicamente disparadas: Fogo de saturação desde a semana anterior, com vazamentos e pressão total no JN  e no resto da mídia para fechar o cerco, pressão jurídica com convocação para depoimentos, criação da sensação de imparcialidade, com divulgação pela mídia de suspeitas e investigações sobre "escândalos tucanos, abrangendo inclusive FHC, para consolidar o ambiente emocional favorável à aceitação pela população, da operação agendada para executar uma razia, com prisões e invasões de propriedades, sobre os Lula da Silva, pela PF.

Porém, ai porém, tinha uma festa e um Lula, no meio do caminho, tinha uma festa e um Lula e um Triplex marinho, no meio do caminho, tinha uma festa e um lula e um triplex marinho e uma mídia "suja", no meio do caminho, tinha uma festa e um Lula, um triplex marinho, uma mídia "suja" e não mais uma pedra na justiça, no meio do caminho, e aí, LN que explique por que acabarão a semana pendurados na broxa, com toda a banda e comes e bebes, à "farra do Lula", dispostos na rua, enquanto os pedalinhos dos da Silva passeiam pelo JN, escancarando o sperneandis político, para desespero dos triplex marinhos, atolados em Parati.    

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Rchiavennato

O problema

é quando nós, brasileiros, passamos a conhecer o nosso País... Quando tomamos ciência dos processos históricos que fizeram parte do Brasil desde 1808 dá uma vontade de..: deixa pra lá.

A meu ver, o autor está parcialmente correto em relação à geopolítica, apesar da visão rastaquera xenófoba anti-EUA. Geopolítica é um jogo a ser jogado por adultos e todos (TODOS nós inclusive) somos "mocinhos e bandidos". Apesar de que anti-imperialismo ianque "vende/atinge mentes e corações", não é mesmo?

 

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Cuidado com as simplificações!

Há dois pontos muito importantes nesse texto, que realmente devem ser repetidos ad nauseam:

- não pode ser demonizado o papel dos governos em promover os interesses das empresas de seu país, fato que ocorre mesmo nas economias mais liberais do mundo.

- o judiciário e o ministério público precisam avançar muito nos seus conhecimentos sobre o sistema econômico - na verdade, eles precisam "descer do salto", compreender melhor o mundo real e achar um equilíbrio entre a punição dos crimes (que de fato ocorreram no caso da Petrobras) e a preservação das condições de desenvolvimento da economia.

Fora isso, acredito que muitas simplificações foram altamente infelizes. Para começo de conversa, embora o exemplo inglês em relação ao protecionismo seja correto, não dá para dizer a mesma coisa da Alemanha e dos Estados Unidos, já que eles, embora tenham de fato adotado táticas protecionistas ocasionalmente (e que por vezes deram errado, como na época da depressão pós-29), há uma miríade de outros fatores importantes que levaram ao desenvolvimento desses países, tais como: o ambiente de negócios favorável, tecnologias importantes criadas lá (como a linha de montagem) e a alta disponibilidade de recursos naturais nos EUA; a renovação do parque industrial decorrente da destruição na segunda guerra e a manutenção de um câmbio competitivo (tanto no período da wirtschaftswunder como após a criação do Euro) na Alemanha; altos níveis educacionais em ambos os países; e assim por diante. Colocar tudo na conta do protecionismo é uma simplificação absolutamente infeliz, até porque o Brasil teve 40 anos de políticas assim e não conseguiu o alcançar nível de desenvolvimento que, digamos, a Coréia logrou no mesmo tempo. Se o liberalismo não é a resposta, tampouco foi o modelo brasileiro ...

Outro ponto importante a ser ressaltado é que, por melhores que fossem as intenções geopolíticas do governo Lula, fazer isso com a política de juros altos e câmbio valorizado era praticamente um desperdício de tempo e horas de voo. Pode até ser que o Brasil tenha conseguido projetos relevantes no exterior para suas empreiteiras mas, pensando honestamente, quantos empregos esse tipo de projeto gera no Brasil? Por outro lado, faz sentido proteger o mercado de obras brasileiro? Até que ponto os elevados preços dos imóveis não decorrem de um setor cartelizado?

Também há no texto uma confusão conceitual muito grande: em um momento se fala que os desenvolvimentistas dão maior valor ao Estado e prezam por um mercado interno pujante. Ora, o Japão e a Coréia são casos de sucesso baseados em foco total na exportação e uma sinergia entre burocracia e grandes conglomerados privados (kereitsu no Japão, chaebol na Coréia) - o que não quer dizer que o Estado nesses países fosse particularmente grande. O protecionismo foi um aspecto sim das suas políticas mas, mais cedo ou mais tarde, ele foi relaxado para expor as empresas à competição. Além disso o câmbio foi (e continua sendo, vide Japão) um instrumento importante de política comercial. Nesse ponto, FHC I e Lula II podem se dar as mãos no seu populismo cambial destruidor de indústrias, e não há visitas à África ou à Conchinchina que resolvam isso.

Também cabe ressaltar como a política de campeões nacionais fracassou no Brasil. A Ambev nem brasileira mais é, a BrOi está queimando caixa todos os dias, e a Petrobras ... bem, a aposta do governo poderia ter dado muito certo, mas ignorar o efeito do óleo de xisto, da redução do consumo decorrente do aumento da eficiência energética e, em um futuro bem próximo, a ruptura tecnológica decorrente tanto dos carros elétricos como das novas formas de mobilidade (bicicleta, Uber, carros autônomos) significam que o petróleo não vai ter mais a importância que no passado. Em outras palavras, investir na cadeia produtiva de petróleo hoje é mais ou menos como tentar desenvolver uma indústria de máquinas de escrever nos anos oitenta ... Por que o país não tentou surfar uma onda do futuro como a TIC ou a biotecnologia? Ou mesmo aproveitar mais as vantagens comparativas do país, por exemplo criando uma "Cancún brasileira" no litoral nordestino?

Por último, pode parecer picuinha, mas a política proposta pelo Donald nos Estados Unidos é altamente protecionista - ele quer de cara colocar uma sobretaxa de 25% nos produtos chineses. Então o exemplo dele foi infeliz.

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Rchiavennato

Muito

bom. Concordo integralmente.

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"Para identificar as

"Para identificar as artimanhas do mercado, no entanto, é necessária uma boa dose de conhecimento técnico – que evidentemente falta aos bravos procuradores e delegados. Principalmente porque essas manhas vêm amparada em toda uma carga publicitária, justificando as maiores barbaridades com a capa do falso cientificismo.

É daí que vem a certeza de Moro de que a abertura da economia é como a luz do sol espanando a poeira das economias fechadas. Não tem culpa. Pessoas muito mais preparadas que eles, em temas gerais, também se enganam com as manhas do mercado."

 

Se Moro tivesse os conhecimentos técnicos sobre economia de mercado, sua mente estaria livre, leve e solta e jamais passaria por ela algo esdrúxulo como montar a tal operação lavajato. Faça uma gentileza, Nassif, proponha a Moro umas aulinhas de Economia ministradas por você, acrescente ao currículo teoria política e História, matéria que - estou seguro - ele desconhece por completo.

Se ele pensar que está querendo cooptá-lo ideologicamente, peça a colaboração de economistas consagrados, os quais você conhece muito bem.

Moro precisa apagar de sua mente a lavagem cerebral que lhe moldou o cérebro sobre os EUA. Ele está possuído! Xô, Satanás!

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Nassif

Simplesmente DEFINITIVO. Uma coluna histórica

A pergunta a ser feita agora é: Who cares?

Quantas pessoas leem sua coluna.

Quantas ficam sabendo das estripulias da família Marinho, do Panamá à praia de Santa Rita em Paraty? Quantas pessoas assistem os documentários Helicoca e da lista de Furnas? Quantas se importam com isso?

Qual o alcance da mídia digital (fora do círculo Globo, Folha/Uol, Veja, Estadão e Cia.)?

Qual o impacto dessa mídia na vida política nacional?

O que representa o encolhimento da Globo na TV aberta? A saída do Sidney Rezende e seu anúncio de um novo projeto de TV, rádio, internet?

Outra questão que não entendo? Como os maiores empresários do país estão sendo presos por essa parceria Globo/Moro, e ainda assim, apoiam essa sanha moralista enviesada, através do PSDB, Aécio e cia?

Será que eles acham que é “um preço a pagar”, para tirar o PT do governo?

O preço é eles irem em cana, enquanto as estripulias da família Marinho, Cunha, e os HSBCs da vida, ficam livre leve e soltos?

E a inteligência nacional nas Forças Armadas, Judiciário, Itamaraty, Universidades, etc; também não se importam com esse desmanche da engenharia nacional?

A inteligência dessas instituições não sabe que há um submarino Nuclear em contrução e que o Almirante Othon, responsável por ele está preso sem julgamento e sem habeas corpus há seis meses, juntamente com o principal executivo da empresa de engenharia responsável por grande parte das obras desse projeto nuclear?

Aliado a isso, o Brasil acabou de descobrir a maior reserva de petróleo do mundo, sendo, agora, autossuficiente em energia (petróleo e gás), além de minérios, alimentos, água, tendo 200 milhões de habitantes e 8 milhões de Km2 e 7,4 mil Km de costa marítima.

Quem se preocupa com nossas riquezas e com nossa autonomia para administrá-las?

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altamiro souza

legal o seu


legal o seu comentárfio

sintetiza a nossa aflição, certamente...

 

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O profissionalismo do Golpe

Ricardo Queiroz adicionou 2 novas fotos.33 min ·  

O material abaixo foi distribuído na casa do meu sobrinho na Vila Mariana hoje à tarde. Além das calúnias, mentiras e distorções costumeiros nos memes e postagens da direitas nas redes sociais, o que salta aos olhos é o material feito de maneira profissional e com um custo considerável. Está na casa das pessoas como numa campanha eleitoral, a direita não vai parar.

 

 

 

Segundo comentários no post do Ricardo, estão distribuindo o folheto por toda São Paulo. 

 

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" Mani pulite " - versione secolo 21

    O Moro está atrasado, baseia-se no passado, a "mãos limpas italiana" é decada de 90, cuja face publica, não o "fascio", foi o alegado "combate a corrupção politica e economica " , que até mesmo gerou um "filhote inconveniente", Silvio Berlusconi e seus " sobrinhos " - a extrema direita italiana. 

     Os sociólogos, analistas politicos, academicos em geral, não se ativeram aos aspectos economicos geopoliticos gerados por esta operação, no momento que ela foi utilizada como parte da ofensiva de "europeização", dos conglomerados nacionais, o caso Finmecanica é bastante explicativo para esta analise, como tambem a situação ocorrida com a Aliança estratégica Fiat - Chrysler ,  a formação da PSA ( Renault + Citroen + Peugeot ), até pode-se incluir neste sistema de conglomerados, outras empresas formadas nesta época ( pré Euro ), como Airbus Group, MBDA....etc.

     A resistência italiana em preservar suas empresas, assim como a francesa, era um óbice a esta europeização industrial "de topo de cadeia industrial e tecnológica", em uma analise fria, as empresas destes paises não resistiriam a globalização e a entrada do Euro, pois seus Estados controladores estavam muito endividados, o caso italiano muito mais dependente que o francês. Portanto os interessados usaram o que ocorreu com a "mani pulite", para forçarem as empresas italianas, que "cairam de preço", para "europeiza-las".

     Mas por mais que os vestais da "Mani Pulite" original, imbuidos de sua fé, certos de seu grande trabalho, tivessem a plena crença em ter domesticado estas empresas/conglomerados, tal fato não ocorreu, aliás sofisticou-se, internacionalizou, a unica "vitória", alem do "bunga bunga", foi acabar com a esquerda moderada italiana, já as empresas/conglomerados de origem italiana, como a FinMeccanica, europeizada, associada a varias outras empresas francesas, inglesas, alemãs, continuou, junto a suas sócias, subornando e corrompendo governos ao redor do Mundo, casos especificos na India, Argélia, Libia, Panamá, Argentina, Paquistão, Irã, Grécia, Turquia ( tem muitos mais, estes são os publicos processados e alguns "suspeitos" , tem até Venezuela na "parada" ), todos "parados" em Bruxelas, controlados na midia européia ( só na americana vc. verá algo sobre estes escandalos ), apoiados/escondidos pelos Estados.

      As ações de Estado, mesmo a de multi-estados ( tipo a UE - empresarial ), não devem ser analisadas exclusivamente em seus aspectos primarios, ou juridicos, uma vez que qualquer Estado que tenha um claro objetivo, não de " partido ou ideológico ", faz qualquer movimento para alcança-lo, pois ser "protagonista", ser "descisivo", significa ocupar espaços de outros, e para tal feito ser realizado, atitudes heterodoxas são necessárias, e claro, o "outro lado" irá reagir , até cooptando nacionais ( as vezes nem precisam ser pagos, basta convence-los, "ética" em certos locais é moeda ), inserções constantes na midia ( a própria aquisição de veiculos é valida), aquisição de parcelas da economia nacional ( visando solapar um possivel futuro concorrente ).

       O mundo é assim, esta é a realidade apresentada, a luta diaria dos que vivem este confronto, quem não gostar, filie-se a uma ONG, vá para Marte, ou preste concurso publico para Procurador.

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junior50

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JoaoMineirim

Podem maldizer o quanto

Podem maldizer o quanto quiserem.

A história deste homem será contada pela sua obra,não pelo o que é dito pelo jornalismo marrom.

Pra quem roubou tanto, era esperado mais do que um sitiozinho, deveria ser pelo menos um castelo. E aquele triplex deveria ser uma cobertura de 25 milhões, no mínimo.

Quanta vergonha as pessoas sentirão no futuro, ao se darem conta do tanto que foram manipuladas pela mídia. Acreditar que o Brahma, que o Alibabá, era o chefe de todos os ladrões do Brasil, mas pediu pra si apenas um barquinho de lata, uns pedalinhos.

Ah que vergonha própria  passarão quando lembrar que  acreditaram que o molusco queria implantar o comunismo no Brasil, mas não nomeou os membros do partido para compor o STF, nem escolheu um Procurador Geral fiel à ideologia, tampouco chefiou a PF para perseguir os adversários. Fez pior, criou portal de transparência para ser vigiado, criou a Lei de acesso a informação para ser questionado e criou a lei de delação premiada para ser condenado.

A história fara justiça e contará seus feitos. O fim da fome no Brasil. Os milhões de miseráveis que cruzaram a linha da miséria e tiveram acesso ao consumo pela primeira vez. Os filhos dos pobres que puderam se formar em medicina, direito, engenharia e tantas outras profissões antes exclusivas da classe A e B.

Se cometerem a injustiça de prenderem este homem, criarão um mártir e no futuro, seus feitos serão ainda mais exaltados e sua imagem será o exemplo a ser seguido.

Deus salve o Lula !

 

 

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arkx

afinal, quem manda nesta zona? (2)

foi preciso uma guerra civil para que os EUA não se restringisse a uma imensa fazenda de algodão gerida por escravocratas e se tornasse a maior potência mundial. no Brasil ainda estamos dominados por Eduardo Cunha, Gilmar Mendes, Maluf, Renan Calheiros, Collor, Sarney, Alckmim, Serra, Aécio, FHC. os representantes de uma oligarquia anti-Povo e anti-Nação, mediocremente satisfeita com seu degradante papel subalterno na geopolítica mundial.  nada se espere deles, a não ser o retorno do Brasil a um status pré Revolução de 30, reduzindo o país a mera base territorial para atender demandas externas, povoado por uma população extirpada de cidadania e dignidade. por outro lado, o empresariado brasileiro ancorado no mercado interno (industriais, empreiteiros, usineiros, serviços) jamais assumiu estratégia própria e independente. por isto estão endividados, à beira da falência e literalmente enjaulados. destes também nada se espere. encarcerados, não conseguem nem libertar a si mesmos, quanto mais uma Nação e um Povo.  a crise é a falência da elite deste país. uma elite provinciana e incapaz de criar uma Nação. agora este fracasso está escancaradamente exposto. não existe, nem nunca existiu, um setor dominante nacional.  mas a crise também revela dolorosamente um outro fracasso: não será através da estratégia de conciliação permanente do lulismo, com seu pacto maldito entre o Bolsa Família, a Selic banqueiro e o BNDES companheiro, que o Brasil se desenvolverá e muito menos alcançará inclusão social. a construção do Brasil tem sido e será obra do Povo Brasileiro. mas ainda somos, nós os Brasileiros, o povo que falta. 

.. .

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WagnerOrtiz

no Brasil ainda estamos dominados por

Cunha, Aécio, FHC, Alckmin, Renan, Gilmar, Serra, Sarney, Collor, todos são escravocratas. E portanto, o umbigo está embaixo, junto da carteira. Não conseguem levantar a cabeça e ver o horizonte à frente, o Brasil.

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EMPRESAS BRASILEIRAS SÃO PERSEGUIDAS, E ESTRANGEIRAS PROTEGIDAS!

POLÍTICOS DO GOVERNO SÃO PRESOS ACELERADAMENTE, ENQUANTO CADUCAM OS PROCESSOS CONTRA A OPOSIÇÃO!

JUDICIÁRIO PASSA A LEGISLAR, SEM SER ELEITO PARA ISSO!

E NINGUÉM TOMA UMA ATITUDE...

Não é mais possível ver empresas e empresários formidáveis sendo perseguidos por uma JUSTIÇA PARTIDÁRIA, estamos falando de multinacionais brasileiras, como a Andrade Gutierrez, Camargo Correia, e até a Oderbrecht, empresa que desenvolve nosso submarino nuclear. Eles tiveram seus principais diretores presos, sem o devido processo legal, sem o respeito à presunção de inocência; e o que é pior, ao contrário da Europa e Estados Unidos, onde a justiça já calcula a multa, e a empresa paga, para continuar trabalhando; aqui estão enrolando, e não permitindo que elas participem de novas licitações. Isso enquanto empresas estrangeiras como a Alston e a Siemens, que confessaram a roubalheira no metrô paulista, não tiveram sua alta direitoria presa, e já estão livres para participar de novas licitações do governo. Isso enquanto deixaram prescrever o processo da reeleição do Fernando Henrique, que o livrou da cadeia, e agora o do Aécio Neves, no caso de FURNAS.

Não estamos dizendo que a corrupção não deva ser apurada e punida; mas sim que as empresas estrangeiras são até mais corruptas, e não recebem a mesma punição. O que significa que toda a nação está sendo traída por juízes, que privilegiam os interesses estrangeiros, em vez do nosso. Punir a corrupção, significa punir pessoalmente, quem contribuiu para o ato ilícito; e de forma igual ao que se faz com o resto da sociedade, sem o uso de dois pesos e duas medidas; sob pena de incidir em perseguição política. Querer punir uma empresa, além da multa estipulada em lei, que deve ser aplicada imediatamente, significa sabotar todo aquele seguimento empresarial...

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Ora, mas que papelão estão fazendo nossos grandes empresários, que não foram capazes de exigir mais dos políticos para quem financiaram campanhas. Esse é um caso pra se colocar o juiz Moro atrás das grades, isso pra não radicalizar ainda mais. Pois o sujeito está sabotando o funcionamento de importantes empresas de nossa economia. Algo jamais imaginável no mundo desenvolvido. E o que é pior, através de uma gritante e escancarada perseguição política seletiva, onde políticos e parceiros do governo são trancafiados, enquanto amiguinhos do Moro e do PSDB não chegam a ser investigados, como a globo.

Como podem, diante de tantos recursos investidos numa campanha, não exigir a participação na indicação de juízes para o STF, onde poderiam processar o Sérgio Moro? Já deveriam estar exigindo o bloqueio de seus bens, para garantir as indenizações pelos prejuízos causados às empresas e aos demais acionistas, que nem participaram dos atos ilícitos. Esse caso tem que ser resolvido de forma exemplar, e todos os abusos do Moro devem ser severamente punidos, para que outro aventureiro não queira repeti-los.

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Obviamente que alguns desses procedimentos apontados acima não são os mais adequados. Entretanto, não podemos viver no mundo da fantasia. Estamos no meio de uma guerra econômica, os Estados Unidos chegaram ao ponto de espionar empresas concorrentes das americanas, onde inclui-se a Petrobrás e as empresas envolvidas na Lava Jato. Alguém aqui é retardado, pra achar ser possível vencer tal concorrência desleal que vem de fora, fazendo tudo dentro da lei? E se os americanos passaram informações secretas para o Moro? E mesmo nesse aspecto, por que esses grandes empresários não exigem de seus políticos financiados, que regulamentem a formação de lobbies, como se faz nos Estados Unidos; permitindo várias práticas agressivas na disputa econômica, por parte de empresas?

Existe algo muito mais importante que a própria austeridade, que é o INTERESSE E A SOBERANIA NACIONAL. Porque a empresa nacional deixa os lucros com seus acionistas no Brasil, movimentando toda a economia. Enquanto as multinacionais remetem-nos ao exterior. Sem contar, que quando uma empresa brasileira pratica um ato ilícito, esse dinheiro permanece de uma forma ou outra, ainda que inadequada, com os próprios brasileiros; mas quando multinacionais fazem seus trambiques, ninguém mais vê a cor dele...

O QUE DIZ A LEI?

Art. 15 - Praticar sabotagem contra instalações militares, meios de comunicações, meios e vias de transporte, estaleiros, portos, aeroportos, fábricas, usinas, barragem, depósitos e outras instalações congêneres.

Pena: reclusão, de 3 a 10 anos.

Fonte:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7170.htm

Ora, mas o que o juiz Moro e sua equipe estão fazendo com toda nossa cadeia produtiva de petróleo? Em diversos países do mundo, isso poderia levar até à PENA DE MORTE, por traição!

Aliás, o que alguns de nossos procuradores fizeram, correndo aos Estados unidos, para entregar documentos e provas contra a Petrobrás, para que ela fosse processada pelos americanos? Vejam o que diz a mesma lei:

Art. 13 - Comunicar, entregar ou permitir a comunicação ou a entrega, a governo ou grupo
estrangeiro, ou a organização ou grupo de existência ilegal, de dados, documentos ou cópias de documentos, planos, códigos, cifras ou assuntos que, no interesse do Estado brasileiro, são classificados como sigilosos.
Pena: reclusão, de 3 a 15 anos.
Parágrafo único - Incorre na mesma pena quem:
IV - obtém ou revela, para fim de espionagem, desenhos, projetos, fotografias, notícias ou informações a respeito de técnicas, de tecnologias, de componentes, de equipamentos, de instalações ou de sistemas de processamento automatizado de dados, em uso ou em desenvolvimento no País, que, reputados essenciais para a sua defesa, segurança ou economia, devem permanecer em segredo.

E o que é pior, os mesmos procuradores que foram ao exterior ajudar a destruir nossa Petrobrás e suas empresas parceiras, levando provas contra elas; não foram capazes de processar o governo americano pelas espionagens feitas no brasil, que deveriam render pelo menos 1 trilhão de dólares em indenizações, já que abrange todo o nosso setor produtivo. Sem contar no apoio dado por eles ao golpe militar, que instalou a ditadura no Brasil, cujos prejuízos são incalculáveis. Pois hoje seríamos um país com padrão de vida mais elevado que o deles, se não fôssemos por aquele caminho. Confiram a diferença entre os lucros da produção de petróleo ficarem com os brasileiros, ou não:

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E para piorar, nossos juízes do STF, que, como apontado nos links acima, podem sofrer influências do imperialismo internacional, corrompendo-se com altíssimas propinas; agora resolveram legislar, alterando a lei por conta própria, sem serem eleitos para isso. Ou seja, estamos entrando numa ditadura de gente sem um pingo de compromisso com o povo, que não depende de seu aval através do voto, para poder continuar no cargo, e podem ser comprados facilmente pelo poder econômico estrangeiro. Confiram:

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O TORTUOSO CAMINHO DO PAÍS!

Estamos virando uma verdadeira “república de bananas”! Será possível alguma explicação para esse fenômeno social? A empreitada é difícil, mas vamos tentar, sem esquecer de que existem inúmeros motivos para isso, e dificilmente serão abordados em sua totalidade.

Primeiro vamos analisar o termo “banana”:

Banana = idiota, molenga, palerma...

Fonte: http://www.dicio.com.br/banana/

AS RAÍZES DA CORRUPÇÃO!

Criticar é muito fácil, difícil é compreender a origem e extensão de nossas dificuldades. Se você não se acha um banana, saiba que vive num país de bananas, e é motivo de muitas piadas pelo mundo a fora. Ou seja, querendo ou não, a bananice coletiva afeta a todos; e se fosse só na reputação, não seria um problema tão grave. Apesar disso, quem nunca fez uma bananice na vida? O que não se pode é ser tão banana, por tanto tempo!

Enquanto a maioria das nações desenvolveu-se a partir das conquistas de seus ancestrais, o Brasil começou sendo povoado com bandidos e gente da pior espécie, que era trazida de Portugal, para povoar a colônia. Quem aceitasse viajar vários meses num navio, arriscando a própria vida, recebia em Portugal o indulto do rei para seus crimes, e chegava aqui com a ficha “limpa”. Ou seja, o Brasil começou com uma nobreza feudal podre e corrupta, e um povo ainda pior, formado por criminosos e todo tipo de gente fracassada.

Felizmente, os defeitos não passam de pai para filho; mas, mesmo assim, uma incrível cultura do trambique, da roubalheira, do “jeitinho”, foi se aprofundando na sociedade. Entretanto, hoje temos uma grande satisfação de ver a amplíssima maioria da população rejeitando-a. Ou seja, tal cultura e prática, que está mais enraizada no mundo político, jurídico, e empresarial, que constitui as bases do poder que realmente controla o país; agora está sendo confrontada pra valer pela maior parte do povo, que não aceita mais esse tipo de conduta.

Entretanto, precisamos estar atentos para a competição entre as empresas, onde existe muita sujeira. Não adianta querer deixar nossas empresas em perfeita austeridade, se não conseguirmos fazer o mesmo com as de fora...

AS DIFICULDADES!

A bananice, palermice, ou idiotice, contém vários componentes, dentre os quais acabamos de ressaltar a cultura de fazer as coisas erradas, de tentar levar vantagem em cima de mal feitos. Idiotice que consiste exatamente na falta de noção da coletividade, e de que quando o coletivo vai mal, isso prejudica a todos, principalmente às futuras gerações. Mas também tem outros dois fatores preponderantes:

a) A FALTA DE COMPREENSÃO DO MUNDO EM QUE VIVEMOS: O “jeitinho” brasileiro, e a malandragem de querer levar vantagem em tudo, impediu que a cultura da valorização da ciência, do ensino, e do aprendizado se desenvolvesse, como deveria. Afinal, se é possível ficar rico, sem se empenhar na escola, pra que se matar estudando? O que ocorre inclusive entre famílias ricas e no mundo empresarial. O desinteresse pela ciência e o conhecimento acabou relegando todo o nosso sistema de ensino para segundo plano. Afinal, pra que pesquisar, se temos dinheiro pra importar a tecnologia? E hoje mais de 90% dos advogados que saem das escolas do país, não sabem que em países como os Estados unidos, o povo tem direito de convocar PLEBISCITOS, para propor leis; REFERENDOS, para derrubá-las; e RECALLS, para cassar políticos, juízes, promotores, e delegados; através de seus ABAIXO ASSINADOS. E mais de 90% de nossos empresários não sabem a diferença entre os interesses dos exportadores, e de quem explora o mercado interno; sem nem imaginar porque, com as maiores reservas e melhores preços, os Estados Unidos proibiam a exportação de petróleo. Saiba mais:

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https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956...

b) A DETURPAÇÃO DA INFORMAÇÃO: Essa talvez seja a maior responsável pelo verdadeiro processo de imbecilização do povo brasileiro. E não apenas do povão, mas também da própria elite, que vai sendo feita de palhaça; chegando ao ponto de quem tem um determinado status social, não chegar aos pés de quem está nas mesmas condições na Europa ou Estados Unidos; mas mesmo assim se sentir satisfeito.

Até existem os que se dão bem e levam vantagem com o atual sistema; mas desde que não levem em conta, a vergonha que seus filhos passam ao viajar ao exterior, por serem brasileiros, e não ter o direito de sonhar com um futuro igual ao de um europeu ou americano. Quanto custa isso? Depende do caráter de cada um...

Vejam como os veículos de informação de massa, em especial a rede globo, deturpam tudo, fazendo uma verdadeira lavagem cerebral em nosso povo:

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O grosso do povão se alimenta mal, alguns sofrem sequelas irreversíveis no cérebro, quando passam fome na infância. Saem de casa 4 hs pro trabalho, e só retornam às 21 hs. Sofrem desde criança a lavagem cerebral da globo, e recebem um péssimo ensino nas escolas. O que podemos cobrar dessa gente?

Mais vergonhoso são os filhinhos de papai, que se recusam terminantemente a PENSAR e ESTUDAR. Foram doutrinados desde cedo pela globo, a procurar o pensamento já mastigado pela emissora. Sentem-se o máximo em poder andar com um carro um pouco melhor que os outros, e morar num bairro mais nobre; sem ter a menor noção de que levam um padrão de vida de classe baixa, se comparados a americanos e europeus; e têm esse padrão inferior, justamente porque não defendem um sistema político igual ao deles; o qual se recusam a pesquisar, estudar, debater, promover, e exigir. Saiba mais:

https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956...
A BANANICE POLÍTICA!

Nossos políticos, inclusive grande parte dos de esquerda, também sofrem com todo esse processo, que forma a cultura popular. Quando falamos de políticos, estamos nos referindo à classe em geral, não apenas aos eleitos, mas também a quem milita e se candidata. E como não poderia ser diferente, cometem os mesmos erros dos empresários, despercebendo o que acontece com o grande coletivo brasileiro, iludidos pelos ganhos fáceis através de propinas.

Ou seja, levam em conta apenas o imediatismo e seu mundinho isolado, ficando felizes em prosperar muito mais que os outros. Porém, esquecem de que:

__A roubalheira arruinou o país, e a arrecadação e as propinas tendem a diminuir.

__O golpe da roubalheira foi tamanho, que nossa moeda desvalorizou-se pela metade. Ou seja, seus bens valem metade do que valiam antes, e ainda ficamos hoje com um país com dificuldades econômicas.

__Não fosse a roubalheira e a recessão, poderiam se beneficiar muito mais do que com as propinas, associando-se a empresas e investindo em ações.

__Estão morando num país menos evoluído, rico, e agradável. Quanto custa isso? E inseridos num mundo perigoso, e violento, sujeito a todo tipo de insegurança; inclusive como a de contrair uma doença fatal, como a zica, por não sobrar dinheiro para pesquisar uma vacina.

__Seus filhos são cidadãos de segunda classe no mundo, e não têm direito de sonhar como um americano e europeu. Jamais poderão ter acesso à tecnologias mais avançadas, ou ser bem remunerados trabalhando honestamente, como europeus e americanos. Quanto custa isso? Depende do caráter de cada um...

__Terão que olhar para as crianças mal alimentadas, sem nada aprender nas escolas, jovens drogados apodrecendo nas ruas, a violência e criminalidade aumentando, pessoas morrendo nos hospitais por falta de médicos e equipamentos, etc; e saber que tudo é por sua culpa. Quanto custa isso?

E falamos de quem põe a mão na propina. Imaginem os que vivem de esmolas, que recebem apenas um cargo de confiança, pra ganhar alguns trocados, ganhando menos que um europeu ou americano, que trabalha na mesma função? Não é patético vê-los defender o atual sistema, em vez de lutar para trazer o sistema político desenvolvido pra cá?

E os políticos de esquerda mais novos, que ficam sem chance de se eleger, porque seus partidos não defendem as mudanças necessária à sociedade? Saem às ruas apenas pra reclamar, sem nunca apresentar, nem reivindicar algo de concreto e efetivo para resolução de nossos problemas. Acabam perdendo o respeito da população, que lhes coloca sabiamente como “farinha do mesmo saco”!

E as dezenas de políticos de esquerda, que perderam as eleições em 2014? Gente hipócrita, e incapaz de estar ao lado do povo, defendendo seus interesses, e apresentando soluções para termos um sistema político de mundo desenvolvido. Vejam como nossa esquerda se afunda em seu próprio discurso:

“O sistema político esgotou. Atribuir ao PT os problemas é uma ingenuidade. E também não pode reconhecer que não houve equívoco, eles aconteceram. Mas o que nós temos é que priorizar o debate de uma reforma política profunda, que atualize o sistema político brasileiro para os novos tempos.” Deputado Paulo Teixeira PT/SP

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/218886/“Atribuir-ao-PT-unicamente-os-erros-é-um-equívoco”.htm

Ora sr. deputado Paulo Teixeira, seu discurso é promissor! O problema é que a sociedade está com o saco cheio de promessas...

Onde o sr. espera ir com uma conversa vaga e obscura como essa? Esqueceu que estamos no Brasil? Faça sua própria pesquisa, vá numa faculdade de direito, e peça aos alunos da última turma, o que é uma REFORMA POLÍTICA PROFUNDA. A maioria vai falar em parlamentarismo, unificar as eleições, voto em lista, e coisas do tipo, que não levam a lugar algum, e melhoram de um lado, piorando do outro...

Sr. deputado, é preciso falar claro, e dizer:

NÃO PODEMOS MAIS JOGAR NO LIXO OS ABAIXO ASSINADOS DO POVO, QUE DEVEM TER PODER PARA CONVOCAR:

__PLEBISCITOS: Para propor novas leis, decidindo no voto.

__REFERENDOS: Para derrubar leis indesejadas, decidindo no voto.

__RECALLS: Para cassar políticos, decidindo no voto.

Veja como é o sistema político do MUNDO DESENVOLVIDO:

https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956...

https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956...

AOS EMPRESÁRIOS E POLÍTICOS PROGRESSISTAS!

Quem pode ter dúvida, de que os avanços nesse sentido seriam apoiados pela ampla maioria da sociedade?

Srs. Empresários e políticos progressistas, ergam a cabeça, mesmo que sejam de origem humilde e corrompida. Saibam que o futuro desse país depende de vocês; e que fazer a coisa certa pode até privá-los de certas regalias de imediato, mas com o desenvolvimento que teremos em todo o país, no final das contas ficará melhor para vocês mesmos.

Se vivíamos em épocas difíceis, e as dificuldades nos levaram a caminhos tortuosos. Não significa que devamos continuar nele. Precisamos erguer a cabeça, e decidir o que queremos ser. Por o ser humano não é o que foi, mas sim o que é...

Temos um povo maravilhoso, trabalhador, honesto, e competente; que só quer prosperar e cuidar bem de sua família. Esse povo tão temido e evitado por empresários e políticos progressistas, é a única

ARMA

capaz de fortalecẽ-los, para que façam frente ao poder econômico imperialista, e aos políticos da extrema direita colonialista. Não percam tempo, o povo só quer ver sua renda ser elevada, e poder ter uma vida digna. E quem mais se benificiará com a elevação dessa renda, serão os próprios empresários, aumentando suas vendas e lucros; e os políticos progressistas, cujas legendas conquistarão muito mais cadeiras em nossos parlamentos.

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DEMOCRACIA DIRETA
Porque o Brasil é de todos os brasileiros.
http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/
 

Moro,Moro...

Odebrecht chama Moro de parcial

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chico da dilma

Em pesquisa rápida no site do

Em pesquisa rápida no site do Department of State - na minha hora de almoço precisamente -, cheguei ao IVLP, o International Visitor Leadership Project. Em tradução minha, seria o "Projeto Internacional de Intercâmbio de Lideranças".
Há uma página específica deste IVLP: http://eca.state.gov/ivlp
Logo no início da págian há este texto:
"Through short-term visits to the United States, current and emerging foreign leaders in a variety of fields experience this country firsthand and cultivate lasting relationships with their American counterparts. Professional meetings reflect the participants' professional interests and support the foreign policy goals of the United States".

Traduziria como: Por meio de visitas de curta duração aos EUA, atuais e futuros líderes estrangeiros de variedade de temas vivenciam, em primeira mão, esse país e cultivam relacionamentos duradouros com seus congêneres norte-americanos. Encontros profissionais refletem os interesses profissionais dos participantes e dão apoio aos objetivos de política externa dos EUA.

Na seção IVLP Experience http://eca.state.gov/ivlp/ivlp-experience, fica claro o objetivo de intercâmbio cultural, de essas atuais e futuras lideranças conhecerem como funcionam os EUA, suas instituições, seus negócios, etc.

Com essa pesquisa bem rápida e superficial, já fica claro que os EUA não gastam dinheiro - público, eu imagino - para que as pessoas saiam dessa experiência como ativistas anti-imperialismo, ou como militantes bolivarianos.

Uma das ideiais mais arraigadas na sociedade norte-americana, à direita e à esquerda, é do excepcionalismo dos EUA. É muito recorrente o discurso de que os EUA são o único país indispensável no mundo, cuja presença é benigna a toda a humanidade (http://foreignpolicy.com/2011/10/11/the-myth-of-american-exceptionalism/). Imagino que esse programa sirva para propagar a outros povos essa noção de superioridade moral dos EUA e de seu modo de vida. Assim, naturalmente, o indivíduo que se convence disso tenderá a enxergar o mundo pelo prisma do establishment norte-americano e a aceitar não só como inevitável, mas também como necessários os objetivos da política externa dos EUA.

Penso que esse é um prato cheio para a academia brasileira estudar, sob os mais diversos prismas.

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Boa observação

Na resenha do livro A tolice da inteligência brasileira.

Observo (a partir da obra) que: 

Como ninguém é dominado se não aceitar a dominação como algo bom ou, na melhor das hipóteses, necessário devido a sua inferioridade moral em relação ao dominador, a divulgação massiva desse "conto da carochinha"* é de fundamental importância. 

*Algumas sociedades são compostas por "seres humanos" BONS e, por isso, são recompensados com riquezas, outras entretanto, possuem "seres humanos" MAUS, merecendo como castigo a pobreza.

O brasileiro NÃO é BOM, por isso, é pobre e corruto.

Nesse contexto, o papel da mídia é fazer crer que o âmago dessa natureza má/corrupta está no Estado (única instituição moderna capaz de intervir na estrutura socioeconômica a ponto torná-la menos desigual).

Sendo a desigualdade extrema a causa do baixo desenvolvimento e do aumento da corrupção.

A "grande mídia" faz parte do 1% e se beneficia da desigualdade, por isso, não tem interesse em alterá-la. E, por isso também, o Estado deve ser demonizado, para que a mairia da sociedade não participe dele a ponto de alterar a relação extremamente desigual (da qual a mídia é uma de suas beneficiárias e sua porta voz - o lobo com pele de cordeiro).

http://jornalggn.com.br/noticia/a-tolice-da-inteligencia-brasileira-e-o-...

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jasantos

Boa observação

Seu comentario tem tudo a haver, e estou querendo ler esse livro.

Acho que vou aprender bastante, num pais em que as pessoas nascem sabidas, e por isso mesmo não leêm e não aprendem  nada.

 

Quanto ao post do Nassif, concordo com tudo!

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O descontrução do caráter nacional

O autor do livro deixa bem evidente que foram leituras impróprias do processo civilizatório nacional, ofuscadas pela fascinação com a suposta superioridade moral dos países anglo-saxônicos que criaram esse mito  absurdo que os povos dos países tropicais ou no caso latino-americanos são moralmente inferiores àqueles. Ressalta ainda que a apropriação desse mito pela mídia e  por outros atores sociais políticos é conveniente para os projetos de dominação social-política e o atrelamento dos interesses da nação a agenda das nações supostamente mais desenvolvidas.  Em nenhum momento o livro defende a absurda tese que o brasileiro é ruim ou corrupto, nem que a desigualdade social é causa do desenvolvimento discrepante ou da corrupção. Mas sim atrela esses fatos ao desenvolvimento do capitalismo mundial e suas nuances nos ditos países periféricos.

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Uma sugestão...

Caro Luís Nassif,

Você poderia reunir seus artigos em uma coletânea sobre a Lava Jato e fazer um livro. Ficaria muito mais fácil estudar e divulgar o conteúdo dos seus artigos.

Parabéns pelo Artigo!

 

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imagem de Denis D'Amico
Denis D'Amico

Snowden

Muito bom e conciso o texto, os comentarios, e acho que poderia ser adicionado com pesquisas relacionadas as informacoes vazadas do Snowden , ex NSA. Informacoes estas que foram internacionamente confirmadas, inclusive pela chanceler alema, etc. O conteudo divulgado bem no inicio mostrava em um PPT como a NSA/Snowden espionavam exatamentes a Petrobras , em um dos slides, e antes da Lava Jato. Se pesquisar pode se encontrar muito mais espionagem envolvida e alimentando esta situacao.

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PHA.

bessinha moro salvaLiga o Vasco, perplexo com o vapt do Azenha, o vupt do Brito e o DCM:


- Ansioso blogueiro, esse Bessinha é um gênio! Aquela charge dos filhos do Roberto Marinho no pedalinho em frente ao triplex de Paraty merece um Prêmio Esso de “jornalismo investigativo da Folha!”

- Você é um debochado, Vasco. Agora é que você descobriu que o Bessinha é um gênio…

- Não, há muito tempo, desde o Pasquim. Mas essa é uma obra prima!

- Também acho! Mas, e daí, Vasco?

- Te telefonei pra te dizer que o Moro se jogou lá de cima do triplex do Solaris.

- O que? Ateou fogo às vestes?

- Sim! Metaforicamente!

- Traduza, Vasco.

- É que ele mandou os Procuradores verticais e a Polícia do  enforcar o Lula e D. Marisa no elevador privativo do triplex…

- Que o Lula não comprou…

- Pois é, o Lula não comprou. Mas, para o Moro, comprou e estamos conversados!

- Estamos conversados, não, Vasco! O Moro ainda não manda no Supremo…

- É o que vamos ver…

- Mas, e daí, Vasco?

- Aí ele bateu no triplex ao lado e achou…

- A Globo!

- É o que dizem o Azenha e o Brito!

- Que ótimo! Os filhos do Roberto Marinho…

- Que não têm nome próprio…

- Esses mesmos. Aí eles vão ter, enfim, que se acertar com a Justiça!

- Engano fatal, meu caro!

- Como assim?

- O Moro prefere se jogar lá de cima do triplex que não é do Lula a pegar um Marinho.

- Marinho com caixa alta ou caixa baixa.

- Nenhum dos dois. Alta ou baixa!

- Eles são tão inimputáveis como o Fernando Henrique.

- Você ainda não entendeu: eles é que tornam o Fernando Henrique, o Aecím e o Padim Pade Cerra inimputáveis.

- Ah, se o Bessinha sabe disso...

Pano rápido.

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chico da dilma

A cara do Depto de Justiça americano.,,..e ae vai encarar...rsss

"(...) Além de processar a Petrobras o DofJ pretende também processar todas as empreiteiras brasileiras envolvidas na Lava Jato, mesmo aquelas que não tem negócios ou ações nos EUA, violando a própria letra da FCPA que diz que serão réus empresas que tenham ou sede ou seu centro principal de negócios nos EUA, o que não deveria atingir empreiteiras brasileiras, a maioria das quais só têm negócios no Brasil.

Mas o pior é o DofJ pretender estender a jurisdição americana a uma empresa estatal estrangeira por delitos que ela não cometeu e sua matriz está sob jurisdição das leis brasileiras e não americanas. Os advogados do “sistema” brasileiros, que tem ligações com os EUA, acham normal. Já os advogados americanos acham justíssimo o que é uma aberração (...)"

https://senzalanews.wordpress.com/2015/11/07/andre-araujo-o-ativismo-imp...

 

 

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...spin

 

 

Espero e acredito que a nova

Espero e acredito que a nova PF, comandada por Jaques Wagner( de fato), use a contra-chantagem contra esses vendilhões do patrimônio.

Todos tem capivaras enormes, e deve ser utilizadas para persuadi-los à mudança de rumo.

Acredito que Jaques Wagner tenha talento para isso.

Não ficaria surpreso que em breve,  haja uma mudança de rumo e atitude desses caras.

O jogo é pesado, e deve ser jogado com as armas que se  tem.

Vamos aguarda, mas acredito que algo vai acontecer para aplacar essa sanha golpista.

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Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

Operação Condor

Operação Condor: outrora fardado, agora togado.

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Referência mundial dos empresários desmonta o viralatismo

 

Segundo o Washington Post, em 2007 Moro participou de um curso de trës semanas para novas lideranças latino-americanas patrocinado pelo Departamento de Estado e passou a admirar o rigor e a eficiência do sistema jurídico norte-americano (https://goo.gl/3RytIV).

Referência mundial dos empresários desmonta o viralatismo tupiniquim, no momento encabeçado por Moros e irmãos Morinho sic Marinho. Que rigor, sr. Moro? Pelo que sabemos o MP não tem autonomia nos EUA, lá tem acordo de leniencia, lá empresas não são fechadas por causa da corrupção, no máximo pagam uma multa bilionária, com raras exceções algum ou outro executivo é preso, e lá há mais corrupção do que no Brasil

“A CORRUPÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS É PIOR DO QUE NO BRASIL E VOCÊS SÃO PESSIMISTAS”: DCM ENTREVISTA HENRY MINTZBERG. POR PEDRO ZAMBARDA

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-corrupcao-nos-estados-unidos-e...

Não existe o propalado rigor nos EUA, aliás, existe sim, para evitar abusos dos congêneres de moro e cia

A ética do promotor de justiça criminal nos EUA 

 A descoberta, a qualquer momento, de que a Promotoria escondeu provas exculpatórias que mudariam o rumo do julgamento enfurece os juízes, muitas vezes, que reprimem duramente o promotor e o faz cair em desgraça até entre os colegas. (Grifo nosso)."

http://romulomoreira.jusbrasil.com.br/artigos/130263998/a-etica-do-promo...

 

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...spin

 

 

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José CB

Só tem uma coisa que não fecha

Dizer que acabaram com as multinacionais brasileiras uma a uma é uma afirmação com a qual Jorge paulo Lemann não concordaria.

Nem o pessoal da FITESA, nem da Brasil Foods, nem da Marfrig, nem WEG, nem da EMBRAER, etc. 

Enfim,a lista é grande. 

Porque diabos os poderosos americanos não querem acabar com essas empresas que disputam mercados internacionais com eles e resolveram acabar apenas com um cartel de empreiteiras que, por ter uma reserva de mercado no Brasil e, mancomunada com governos em todas as instãncias, condena o país a uma infraestrutura precária que, aliada a uma burocracia infernal e um sistema tributário esdrúxulo, inferniza a vida justamente de tantos empresários que poderiam colocar suas empresas na lista acima.

 

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arkx

afinal, quem manda nesta zona? (3)

FITESA (controlada pela holding Petropar):

2014: Instalação da segunda linha de produção em Simpsonville, SC.

Ecritórios de administração nos EUA:

- Fitesa Simpsonville

840 SE Main Street

Simpsonville, SC 29681

- Fitesa Washougal

3720 Grant Street

Washougal, WA 98671

- Fitesa Green Bay

3120 Commodity Lane

Green Bay, WI 54304

WEG:

No exterior, a WEG possui parques fabris em nove países: três na Argentina, um na Alemanha, um na Áustria, dois na África do Sul, dois no México, um nos Estados Unidos, um em Portugal, dois na República Popular da China e um na Índia, inaugurada em fevereiro de 2011, além de 22 filiais e representantes em mais de 100 países.

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Nada a ver. Brasil Foods, Weg

Nada a ver. Brasil Foods, Weg e Marfrig NÃO TEM VALOR ESTRATEGICO. Já a EMBRAER tem alto valor estrategico, é parceira

completa dos EUA, a maior parte do capital está com fundos de investimentos americanos, o Julio Bozano mora em Greenwich, Conn. EUA,  os motores são todos de companhias americanas, portanto a EMBRAER é do time.

Já a ODEBRECHT tem altissimo valor estrategico porque é dominante na economia de Angola, Pais no qual os EUA tem

altissimo interesse é tambem grande construtora em paises que interessam aos EUA, como Panama, Republica Dominica, Cuba e Venezuela.

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Rchiavennato

Deus

do céu? Sério?

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Mariano S Silva

Simplesmente porque não tem

Simplesmente porque não tem valor estratégico. Não estão envolvidas com submarinos nucleares, satélites e outros bichos mais...

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Jc brandes

Tá certo

Avião e gera ao de energia deixou de ser estratégico.

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titus

Simples todas essas empresas

Simples todas essas empresas citadas acima respondem aos anceios norte americanos!

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Maurício Porto

Texto muito bom!!!

Texto muito bom!!!

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Felipe Lopes

A culpa é de todo mundo, menos nossa, ou dos desenvolvimentistas

Os problemas na Petrobrás foram criados por nós mesmos, e pelos desenvolvimentistas, não pelos americanos. Isso é óbvio:

1) Intervenções políticas indevidas (uma prática típica do desenvolvimentismo), enfiou a Petrobrás em investimentos furados, desde a contrução de refinarias sem futuro até a aquisição de outras sem qualquer perspectiva.

2) O controle de preços da gasolina, além de devastar a indústria do etanol, detonou as finanças da Petrobrás. Mais uma política de controle de preços típica dos desenvolvimentistas.

3) As indicações políticas na Petrobrás não foram feitas pelos americanos, mas pelos governo Lula e Dilma. É claro que os desenvolvimentistas aplaudem indicações políticas, do contrário, como poderiam intervir indevidamente no dia a dia das estatais? Resultado: Lava-Jato. O que nos leva ao item 4.

4) Não culpem a investigação da corrupção, culpem os corruptos e quem colocou eles lá pelos problemas que enfrentamos. Parem de agir como crianças mimadas e atribuam a responsabilidade aos responsáveis de fato.

No mais, vejam que belas falácias: 

A) O mantra é desenvolver com protecionismo para apenas depois abrir a economia, certo? Errado, as cadeias produtivas hoje são internacionais, sem nos beneficiarmos de partes da cadeia produtiva dos demais países, não teremos como ter uma indústria competitiva aqui nunca. A lei de informática na década de 80 é um exemplo bem claro disso. Nenhum país produz tudo, do começo ao final, em suas próprias fronteiras (estamos no século XXI, mas os desenvolvimentistas pensam com uma cabeça da década de 50).

B) Tornar a indústria nacional competitiva parece ser o contrário do que almejam os desenvolvimentistas nacionais. Nada foi feito para aumentar a competitividade nacional durante a última década e meia. Reforma tributária, burocrática, trabalhista, aumento da liberdade econômica, facilitar a vida das empresas, etc. Tudo isso é considerado um PALAVRÃO NEOLIBERAL no Brasil. Daí a pergunta freudiana: "afinal, o que querem os desenvolvimentistas?".

C)"Sem desenvolvimento, os periféricos se perpetuariam como vendedores de commodities e de mão de obra barata." Ora!!!!!! Os desenvolvimentistas do governo Dilma utilizaram o BNDES para financiar o grande capital nacional: empresas fornecedoras de commodities, sem nenhuma ação relevante para com a indústria de tecnologia. Só os amigos do rei. Legal, não é? 


 

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Orlando Soares Varêda

  02/03/2016 - 11:34 “Os

 

02/03/2016 - 11:34

“Os problemas na Petrobrás foram criados por nós mesmos, e pelos desenvolvimentistas, não pelos americanos. Isso é óbvio:”

Eh...Felipe, se nos embrenhar na busca de culpados seguindo o teu roteiro, é como entrar no mato sem cachorro. Não, seria mais inteligente buscar no pentateuco, o primeiro livro (Tora) da Bíblia Hebraica , ou seja, no livro de Genesis, onde provavelmente lá encontraríamos o grande culpado.

1) Claro! Qualquer intervenção indevida, por óbvio, “é indevida.” Agora, ao alvitre de quem, construir refinarias no País, ou adquerir noutro, é inapropriado? Condenar fundado em achismo, ai velho nem petróleo nem capacidade para prospectar, muito menos, extrair óleo, temos no Brasil. Isso é o que dizia os técnicos americanos e seus vira-latas daqui. Se eles que são bons em petróleo, pra quê nós deveriamos mexer com isso?  Acho que já ouvi essa cantilena.

2) Controle de preço da gasolina? Em que posto ocorreu isso? Quem tem devastado a indústria do etanol?  Minha mãe não foi. Quiçá, a especulação e as oscilações dos preços do açúcar no mercado internacional. É provável, que falte ai a mão do Estado dando uma regulada. Aliás, como fazem os americanos, mesmo adotando eufemismos, pra evitar o termo demonizado pelo mercado de idiotas.

3)Essa lorota de indicações políticas...não, ai não dá né ? Quanto à “Lava-Jato.” Quando o juizeco moro desentupir o cano da mangueira que lavaria as bandalheiras dos tucanos e dos marinhos da globo. Justo a patrocinadora de sua excelência o justiceiro de araque do Paraná. Conversaremos.

4) Não meu caro Felipe, vosmecê tá comendo mosca, ninguém tá condenando investigação. Leia direito, condena-se  a SELETIVIDADE. Ou seja, o moro prende o corrupto ligado ao PT e, não faz o mesmo com um notório ladravaz como o Aécio. A PF apreende um helicóptero dos Perrela, diletos amigos do Aécio, abarrotado de pasta base de cocaína, nem o piloto, assessor no gabinete do dono da aeronave nem Perrela nenhum é detido. A ½ tonelada da mercadoria, evaporou, escafedeu-se, sumio, ninguém não sabe, ninguém não viu. A não ser, os narizes sensíveis, que estão em falta.

No mais, vejam que belas falácias: 

A) Eh...meu caro, ai não vai dá pra comentar. Falácias e clichês neoliberais já nos abarrotam cotidianamente os sentidos com tantas bobagens. O melhor que se faz, é desligar.

Orlando

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Falso e verdadeiro

"Para identificar as artimanhas do mercado, no entanto, é necessária uma boa dose de conhecimento técnico – que evidentemente falta aos bravos procuradores e delegados. Principalmente porque essas manhas vêm amparada em toda uma carga publicitária, justificando as maiores barbaridades com a capa do falso cientificismo."

Nos EUA também há - muitos - bons cientistas. O verdadeiro cientifismo desmonta o falso:

"Num cenário gerschenkroniano ou hirshmaniano de transformação, o molde de um projeto de acumulação deve ser descoberto, quase inventado, e sua implementação exige estreitos vínculos com o capital privado. Uma burocracia de estilo prussiano poderia ser mesmo eficaz na prevencão da força e da fraude, mas o tipo de empreendimento a que Gerschenkorn se refere, ou o tipo de esperteza sutil da iniciativa privada enfatizada por Hirshman, exigiriam mais do que um aparelho administrativo insulado corporativamente coerente. Exige inteligência acurada, inventividade, repatições ágeis e respostas elaboradas a uma realidade econômica mutável. Tais argumentos exigem um Estado que é muito mais "inserido" na sociedade do que insulado.

_Evans, Peter. "The state as problem and solution: predation, embedded autonomy and structural change", in Stephan Haggart/Robert Kauffman Politics of Economic Adjustment :5, Princeton, 1992.

Para nós, o problema da cooperação técnica americana é que ELES escolhem os alunos e os professores...

Isso começou com o Dasp/FGV no pós-guerra, uma das causas do suicídio de Getúlio, continuou com os militares da FEB/EMFA que derrubaram Jango e, finalmente, chegou ao Judiciário já há algum tempo. Ellen Gracie Northfleet também pertence à frota do norte.

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jameskafka

O papel da Globo na geopolítica do entreguismo

Você já se perguntou por que contra corruptos inimigos do PT-Governo-Lula-Dilma  não funcionam provas gravadas em vídeos ou exibidas em fotos, depoimento de ex-amante e muito menos delação-remunerada?

 

Donos da mídia jamais serão punidos porque são agentes fundamentais na geopolítica do entreguismo.

 

Não entendo como a nação brasileira pode aceitar passivamente que uma confraria de grandes farsantes/entreguistas, assessorada por nefasta família midiática ouse ludibriar o país inteiro por tanto tempo, desde precisamente o assassinato de Getúlio, passando pela deposição de Jango e implantação da ditadura, sem esboçar uma reação.

 

A única explicação seria porque essa nefasta e impune família midiática se constitui, de fato, a peça estratégica mais importante do lesapatrismo tupiniquim.

 

Ela, portanto, que comanda os moralistas sem moral, os paneleiros e analfabetos políticos, uma vez que firmou parceria com a banda podre do próprio Estado diaribuindo inclusive falsas honrarias, instalando assim um governo paralelo para perseguir brutalmente PT-Governo-Lula-Dilma, enganando os midiotas e escancarando o país ao ataque externo, como fizeran no golpe de 64.

 

Uma família fortemente blindada e mantida a peso de ouro, certamente, por esse poder apátrida internacional eternamente de olho nas nossas riquezas. Vivo falando isso há anos.

 

Somente um energúmeno (ou mal-intencionado assumido) não compreende que todo esse massacre ao governo é apenas para lançar cortina de fumaça sobre os reais inimigos da pátria, que são eles mesmos, que sobrevivem na chantagem política e se nutrem das benesses do próprio Estado, da sonegação de impostos etc.

 

O que seria necessário para enquadrar a Globo, por exemplo? Punir seus bilionários concessionários que agem livremente no Brasil desde pelo menos 1954, quando atuaram de modo torpe para que Getúlio Vargas viesse a ser assassinado, e como fariam uma década depois no golpe que apeou João Goulart do poder, um Presidente legitimamente eleito pelo povo, sustentando assim uma ditadura que torturou e assassinou brasileiros?

 

Por que não investigar a Globo sobre o sumiço do processo na Receita Federal, em que lhe eea cobrada uma fortuna por sonegação nos "direitos" de transmissão de uma Copa do Mundo? Isso para indagar o mínimo, uma vez que o rosário de mal-feiros da Globo é interminável.

 

A propósito, por que ignorar provável participação dessa mesma Globo no escândalo FIFA-CBF-Transmissões esportivas, quando sabemos que elementos de seu restrito círculo de "negócios" já foram inclusive presos pelo FBI?

 

Por que permitir que essa poderosa organização satanize o maior líder popular deste país, que é o Lula, o homem que retirou da miséria milhões de irmãos nossos que eram massacrados há 500 anos por essas mesmas elites desalmadas da qual a Globo é signatária?

 

Por que não punir a Globo, ao menos, pela construção irregular de nababesco triplex em área de preservação ambiental no Estado do Rio e cujas transações envolveriam empresas que atuam como "lavanderias" de dinheiro sujo em paraísos fiscais, algumas das quais investigadas na própria Operação Lava Jato, conforme mostram centenas de artigos que circulam na mídia livre internética, e que essa mesma Globo diz, descaradamente, não serem verdadeiras?

 

Por que não investigar a razão de a Globo ter mantido salário da jornalista Míriam Dutra durante vários anos fora do Brasil, ainda que ela (como afirma em entrevista) vivesse em puro ostracismo, por conta do envolvimento amoroso que tivera com o Sr. Fernando Henrique Cardoso, o homem com quem teve um filho e que viria a se tornar Presidente do Brasil, conforme se ficou sabendo só agora através da já mencionada entrevistas da jornalista?

 

Qual o interesse da família Globo em manter o povo alheio a esse gravíssimo episódio envolvendo um homem público que viria a governar o Brasil por duas vezes e que seria o responsável por um dos maiores escândalos de corrupção já ocorridos no país, tristemente famoso como a "privataria tucana", já retratada até em livros?

Pensem!

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Vergonha alheia

Face ao momento pelo qual atravessamos, esta entrevista do Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso* ao Programa Hardtalk BBC em 08.10.2007,  se torna atualíssima, assista ao vídeo e tire suas próprias conclusões.

Inimaginável a imprensa tupiniquim abordando FHC desta forma, claro que escondem o que de fato pensam como pensadores da Casa Grande e isso tem lá sua lógica: somos  o último país a abolir a escravatura, isso deixou marcas que estão presentes, o governante que ousar mexer no apartheid racial sic social terá sempre um fim trágico, senão a morte ou o suicídio, a prisão, que também é uma tipo de morte física e política, kd o Zé Genoino, cujo perdão está sendo pedido pelo PGR, perdão prá que se o cara já foi destruido e não tem como voltar à vida pública, quiçá ter o direito de ir e vir, de andar livremente pelas ruas nestes tempos de ódio e de efeito manada, como voltar a vida das vítimas do caso Escola Base....com mil perdões? Então tá...depois que Lula for morto a Globo, que adora povo, fará um seriado em homenagem, como o fez para Getúlio, afinal de contas vivemos na nossa República da Hipocrisia..,...Globo adora povo, repito.

* Essa elite zelote golpista ama o povo brasileiro, como diria minha avó: Deus tá vendo...

 

 

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...spin

 

 

imagem de j.marcelo
j.marcelo

Verdade Spin,melhor ainda a

Verdade Spin,melhor ainda a entrevista do Lula no mesmo programa

Aliás,assistam as duas entrevistas uma com FHC e a outra com Lula e

Se houver um coxinha "bem intencionado" se converterá ao "Lulismo!"

A diferença é gritante entre uma e outra!!!

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Interessante o texto Nassif

Interessante o texto Nassif mas acho que a sua análise deve um pouco por não falar sobre o "outro lado". A descrição da trinca oposição, midia e MPF/PF/Judiciário está correta. Mas e quem são os que propõem o desenvolvimento nacional ? Como eles imaginam chegar a isso ? Há um plano factível ? Pelo que se viu nesses último 14 anos de era Lula/Dilma esses novos desenvolvimentistas são grandes ingênuos em imaginar que seja possível fazer um grande pacto com o outro lado, principalmente o capital financeiro. Ou acharam que podiam fazer tudo ás escondidas que o inimigo deles não iria acordar e ver o que estavam fazendo, ou então sequer foram capazes de ver as contradições que existiam entre um lado e outro da equação e foram simplesmente empurrando com a barriga imaginando que lá na frente iria surgir um mar de rosas onde o grande salto seria possível. Não parecem ser páreo para um jogo de xadrez onde se começa em grande desvantagem.

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Operação Lava-Jato: uma ação do Império

Será possível pensar a Operação Lava-Jato como uma ação do Império contra o Estado brasileiro? Provalvelmente, sim. Senão vejamos o que nos dizem Negri e Hardt sobre o sistema jurídico imperial:
"...quando a nova noção de direito aparece no contexto da globalização e se revela capaz de tratar a esfera universal, planetária, como um conjunto único e sistêmico, deve-se presumir um imediato pré-requisito (agindo em um estado de exceção) e uma tecnologia plástica, adequada e constitutiva (as técnicas de polícia)."
Negri afirma que as técnicas usadas por esse novo poder de "polícia" não tem nada de totalitárias e ditadoriais, pelo contrário, servem sobretudo para a instauração de uma ordem institucional que interesse ao Império.



 

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Sergio J Dias

Um texto muito bom. A dita

Um texto muito bom.

A dita Operação Lava a Jato, na realidade já um PROCESSO, não pode ser apreendida sem essa análise sistêmica e histórica.

Apesar de medíocre a comparação, o mesmo que ocorre na fábula dos cegos tentando decifrar um elefante através de apalpos. 

O que assistimos hoje no país é muito mais que enquadrar empresários inescrupulosos conjuntamente com agentes públicos gananciosos e iludidos pela riqueza fácil. Trata-se de um processo de retomada do Estado para  a reimplantação de um modelo enfraquecido, mas nunca derrotado,  que sempre consegue se erguer ironicamente "ajudado" pelas inconsistências, idiossincrasias e egocentrismos do lado contrário. 

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A ação das "forças ocultas" no nosso pais

Quem são as "forças ocultas" de Getúlio Vargas?

https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20091130204220AAids2B

Quem lucra com essas constantes interrupções em nossa gestão e também na democracia? Quem está por trás dissso? O que motivou a queda de Vargas, Jango, JK? O texto do Nassif responde: As famosas "forças ocultas" que tem knhow no jogo da geopolítica e dos interesses estratégicos de forma a beneficiar e fortalecer suas corporações, as concorrentes da Odebrecht no no Brasil, nos EUA e em vários continentes  agradecem de coração aos concurseiros sem noção da Lava Jato por terem destruido a engenharia nacional, e olha lá que para conseguirem isso no Oriente Médio tiveram que disparar muitos mísseis, por aqui os "assassinos econômicos" (há vídeos no Youtube) contaram com o apoio de Instituições Empoderadas, com uma mídia avarenta e um povo não empoderado pelo conhecimento que fosse capaz de manter e lutar por suas conquistas

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A síndrome dos 30 anos de democracia. Li em algum lugar sobre esse carma que faz com que jamais ultrapassemos os 30 anos sem interrupção de governo, de forma que estamos sempre partindo da estaca zero, quem não se lembra de Collor passando a borracha na malha ferroviária, em tudo que era estatal, processo que foi aprofundado por FHC com a "venda" (melhor dizer doação) da Vale que, a União assumindo todos os encargos fiscais e trabalhistas e mais: os sortudos "compradroes" pegaram os 3 bi emprestados no BNDES, valor a ser pago em moedas podres, e disseram que a Vale privatizada iria pagar impostos, o que não costuma fazer, logo após a privatização, somente no primeiro trimeste teve um lucro superior ao preço da venda, foram-se para o espaço navios, prédios, ferrovias, no fim das contas vemos uma Vale dando prejuizo de uns 20 bi ao povo e ao Estado no caso Mariana/Samarco, no final das contas, e o que dizer do Sistema Telebrás, somente os imóveis Brasil afora valiam 108 bi de reais, sendo que o Sistema, incluindo a Embratel, foi vendido por uma ninharia, um processo que envolveu muita corrupção documentada e conversas gravadas mas deixa prá lá, nesse pais não se mexe com gente da casa grande...

 

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...spin

 

 

imagem de altamiro souza
altamiro souza

as imagens da matéria

as imagens da matéria sintetizam bem o assunto...

muito bem escolhidas...

parabéns...

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