
O DESEMPREGO ALEGRE DO BANCO CENTRAL – Os 4.542 funcionários do Banco Central tem um excelente plano de saúde, símbolo da tranquilidade de um emprego seguro para toda a vida. Não lhes incomoda a mínima e nem lhes tira o sono o fato brejeiro de que a política engendrada dentro de suas paredes, nas reuniões do COPOM, vai causar um gigantesco desemprego de gente que não tem a felicidade do emprego vitalício com aposentadoria garantida onde não há sequer sombra de algum dia haver desemprego, pois o emprego é garantido pelos recursos públicos.
Esse é um erro dos planos de ajustes econômicos. Se o plano causa um aumento do desemprego na ECONOMIA PRODUTIVA de 1%, o mesmo percentual deveria ser exigido da economia não produtiva, quer dizer, dos funcionários públicos.
Por que só os empregados da economia privada devem pagar a conta do AJUSTE FISCAL? A medição do desemprego se faz só nos empregos de risco, da economia competitiva. Na economia pública não há desemprego, ninguém é despedido mesmo que a arrecadação caia 50%. Não é injusto?
Claro que por isso é que [Carlos Alberto] Sardenberg bate bola com um tal de Tico e Teco: “o Banco Central vai ficar contente com o desemprego, você não acha? É claro, com mais desemprego fica mais fácil atingir a meta da inflação”. E os dois se divertiram com o desemprego dos pobres diabos da economia produtiva.
Para os Levy boys e Tombini boys desemprego dos outros é refresco, o deles e o da turma deles não tem ajuste.
naldo
30 de maio de 2015 2:27 pmMas a presidente é a Dilma,
Mas a presidente é a Dilma, do Partido dos TRABALHADORES, que ela haja como tal, por enquanto pensa que é do psdb, distrando inclusive o funcionalismo publico pior do que o fhc.
Fernando J.
30 de maio de 2015 3:25 pm“Um pouco de desemprego é bom…”
Em 2012 estava conversando com um amigo executivo do BB, ele comemorava o cumprimento da meta dada pelo ministro Mantega em recente Encontro do segmento mega empresas (Large Corporate) num resort do Nordeste. Da meta dada ao BB, a ele coube aplicar a módica quantia de R$ 1,2 bilhão, que ele sapecou com 2 telefonemas, enfiou tudo em apenas 2 empresas, uma delas do segmento de celulose. Daí o assunto derivou para o então baixíssimo desemprego vivido pelo Brasil. E o executivo do BB pôs-se a perorar o quanto isso era “danoso para as empresas”, que se viam pressionadas porque a produtividade não acompanhava o crescimento dos salários, que também “estavam muito altos”, na opinião dele, menos o seu próprio, é claro, bem como a PLR. Daí ele soltou a pérola: ” … a situação de pleno emprego não é boa, fica muito desfavorável para o empresário essa relação, um pouco de desemprego é bom…”. Por mais bizarro que possa parecer – e é -, é exatamente assim que eles pensam. Tratam da desgraça de milhões de pessoas com a tranquilidade de quem não tem seu emprego e a sua (boa) remuneração ameaçados.
carlos heitor chaves
30 de maio de 2015 4:48 pmum pouco de desemprego é bom
Correto, trabalho no Banco, custa a crer que um dia esta turma já foi bancario
Nira
30 de maio de 2015 8:36 pmQuando viram “executivos “ou
Quando viram “executivos “ou aspones se transformam em armínios fraga.
Idiro
30 de maio de 2015 3:34 pmPenso que, se queremos mudar
Penso que, se queremos mudar as coisas, devemos começar pelos exageros. Se é exagerado essa estabilidade sem limites do funcionário público mesmo com o estado enfrentando problemas econômicos, também é exagero o que acontece na iniciativa privada, onde uma pessoa que dedicou anos a uma empresa simplesmente pode ser mandado embora sem uma justificativa mesmo que o setor onde trabalha esteja nadando em lucros.
Se queremos que os funcionários públicos também paguem pelos problemas econômicos, devemos começar pelas funções comissionadas, por exemplo. De preferência as mais altas. Ou pelas mordomias de juízes e desembargadores, ministros, deputados e senadores. Devemos começar pela diminuição das distorções, onde um órgão federal paga 4 vezes mais do que outro órgão federal para o mesmo cargo e atribuições. O funcionário do BC tem um bom salário e um bom plano de saúde. Mas acaba aí. Os magistrados e congressistas têm isso + mordomias diversas. Seria bom começar por estas últimas. Mas duvido que comece. Diferente do funcionário do BC, magistrados por exemplo não batem ponto, fazem o horário que querem, têm dois meses de férias, tem privilégios e mais privilégios dentro e fora dos tribunais, muitas delas custando bem caro ao contribuinte. Carro de luxo com motorista, passagens aéreas de primeira classe, e por aí vai. É por aí que deveríamos começar, mas duvido muito que se comece por aí. http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/10/03/carro-de-luxo-e-de-r-320-mil-diz-presidente-do-tj-pr-apos-comprar-caminhonete-por-r-173-mil.htm
Andre Araujo
30 de maio de 2015 5:52 pmSe a empresa manda embora um
Se a empresa manda embora um bom funcionario é porque não consegue mais paga-lo por causa da queda de vendas. Nenhuma empresa racional manda embora um bom empregado, coisa dificil, só por capricho.
Idiro
30 de maio de 2015 6:20 pmConcordo em parte, Andre
Concordo em parte, Andre Araujo. É por isso que eu digo que, se queremos mudar alguma coisa, devemos começar pelos exageros. Acabando com o “capricho”, por exemplo, já é um bom começo. E nem todo mundo consegue ser bom o tempo todo. Um processo de divórcio, uma depressão temporária, um problema de saúde, um filho que está envolvido com drogas, qualquer coisa pode influenciar temporariamente no desempenho de um funcionário. Ou até mesmo ocupações que exigem reciclagens constantes, como é o caso de quem trabalha com tecnologia. Talvez fosse o caso de se exigir alguma justificativa que leve, pelo menos em parte, em conta questões humanas. Por exemplo: “queda nas vendas”. Mas já tive um caso em família da pessoa receber um aviso prévio sem nunca conseguir uma justificativa, numa empresa até hoje lucrativa, e em uma profissão cuja produtividade pode ser facilmente mensurada. Empresas de aviação, quando decidem substituir sua frota, não raro aproveitam e substituem também os pilotos – nem parece que são seres humanos, vão tudo no mesmo saco, como se fossem meras peças de uma máquina.
Andre B
30 de maio de 2015 4:40 pmAndré Araujo ficaria contente
André Araujo ficaria contente com o desemprego, se fosse dos funcionários públicos. Aqueles que produzem saúde, segurança e educação gratuitos. Se fossem pagos, aí seriam produtivos. Quanto aos funcionários do Banco Central, será que o meu xará está propondo que o BC se torne uma instituição ‘produtiva’?
Andre Araujo
30 de maio de 2015 5:51 pmNem todos produzem segurnça,
Nem todos produzem segurnça, saude e educação. Há DEZENAS DE MILHARES pagaos pelo Tesouro que não produzem nada, se encontram em gabinetes, assessorias, fundações, etc.
Andre B
31 de maio de 2015 12:49 amCitando André Araujo: “Se o
Citando André Araujo: “Se o plano causa um aumento do desemprego na ECONOMIA PRODUTIVA de 1%, o mesmo percentual deveria ser exigido da economia não produtiva, quer dizer, dos funcionários públicos.”Então basta saber ler para ver que você se referiu a TODOS os funcionários públicos como ‘economia não produtiva’. E basta ser um pouco mais esperto para saber que com isso você quer dizer, aquelas que não geram lucro, mesmo gerando emprego, saúde, educação e segurança. Acho que ele vota na Marina ou no FHC, disse agora o oposto do que disse antes. Haja ‘dialética’!
Martins Andrade
30 de maio de 2015 5:02 pmE quando a Política do FHC
E quando a Política do FHC elevou o desemprego a 19% e os juros a 45%, quem se arrisca a achar um culpado?
Andre Araujo
30 de maio de 2015 5:48 pmNão sei se o desemprego
Não sei se o desemprego chegou a 19% mas a politica economica era de responsabilidade do governo FHC, qual é a dúvida?
Nira
30 de maio de 2015 8:24 pmNão há dúvida, é só um disco
Não há dúvida, é só um disco rachado.
Martins Andrade
30 de maio de 2015 5:04 pmE quando a Política do FHC
E quando a Política do FHC elevou o desemprego a 19% e os juros a 45%, quem se arrisca a achar um culpado?
Anarquista Lúcida
30 de maio de 2015 5:09 pmNunca vi absurdo maior e > incentivo à guerra entre trabalhadors
Agora os copeiros — ou mesmo altos funcionários que nao decidem as políticas do órgao — do Banco Central devem pagar pelo desemprego que nao é causado por eles? E essa história de colocar uns contra os outros trabalhadores da iniciativa privada e pública? Puro reacionarismo do nosso cara AA…
Andre Araujo
30 de maio de 2015 5:47 pmNada a ver. A mensagem é a
Nada a ver. A mensagem é a seguinte: NO AMBIENTE em que circulam os gurus do COPOM não há desemprego.
evandro condé de lima
30 de maio de 2015 5:11 pmCaro André.
E o inverso, se aplicaria?
Andre Araujo
30 de maio de 2015 5:45 pmQual é o inverso?
Qual é o inverso?
evandro condé de lima
30 de maio de 2015 11:07 pmÉ apenas uma brincadeira.
Em caso de economia em crescimento, aumentar o efetivo do BACEN.
anarquista sério
30 de maio de 2015 6:01 pmEssa que escreverei é pra ser
Essa que escreverei é pra ser xingado a granel.Sei disso e mesmo assim escrevo.
Que papo é esse de receber seguro desemprego depois de 6 meses trabalhados? –eu conheço milhares que vivem disso,
O governo queria 18 meses e foi aprovado 12 meses.
Se eu mandasse neste páis, só depois de trocentos ANOS
trabalhados e ainda assim só receberia o seguro desemprego se estivesse procurando emprego MESMOOOOOOOO!
E com monitoramento se a pessoa está procurando emptrgo de FATO.
Evidente que um ou outro será prejudicado, Porque são honestos trabalhadores.
MAS A MAIORIA É PILANTRA MESMO.
VÁ TRABALHAR VAGABUNDO !
Emprego não falta em SP. Vc pode vender água nos semáforos( arrecada 3 x mais que o capital empregado) Guarda Chuva ou chocolate, E tantas outras coisas em lugares difererentes( não precisa ser em semáforo) Ou até distribuir panfletos na rua ( 40 por dia mais almoço)
Só precisa ser humilde e perdeRa ”panca” enquanto oemprego com carteira assinada não chega,
Então, pra que seguro desemprego?
Idiro
30 de maio de 2015 7:23 pmVocê fala de uma minoria.
Você fala de uma minoria. Você diz que “conhece” milhares que vivem de seguro-desemprego. Duvido. Deve conhecer um ou outro, se é que conhece algum. A grande maioria das pessoas quer um emprego fixo, e só vai pra casa quando é demitido, e na maioria das vezes vai chorando pra casa quando isso acontece.
joao
31 de maio de 2015 1:48 amperfeito!
Um Homem Também Chora (guerreiro Menino) Gonzaguinha
Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho
E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz
Renato Lazzari
30 de maio de 2015 11:03 pmCada macaco no seu galho
Nem todo mundo tem saúde, força e principalmente expertise das ruas para vender água em semáforo, anarquista. Não se se você conhece as ruas mas, cara… vou te contar: é um pega prá capar que quem não conhece nem imagina. É uma concorrência quase tão selvagem quanto… sei lá, quanto o que rola nas altas cúpulas das empresas privadas. Menos elegante, é fato, mas não menos letal.
Doney
30 de maio de 2015 6:31 pmA questão é que os diretores
A questão é que os diretores do BC não estão minimamente preocupados com seu atual emprego. Eles estão preocupados, isto sim, com o próximo.
Estão de olho nos postos milionários que ocuparão no mercado financeiro logo depois de saírem do BC, onde serão regiamente recompensados pelos atos perpetrados agora.
Ou por que será que o Tombini – o mesmo que baixou os juros a 7% – ingressou nessa loucura? Por que será que a pessoa que baixou os juros a 7% consegue a proeza de aumentar os juros no meio de uma recessão?
Ora, senhores, convenhamos, ele escutou o canto mavioso da sereia, as portas já lhe foram abertas, depois de uma, digamos “farsesca” quarentena, ele já sabe que seu lugar nas grandes rodas esta garantido, com salário astronômico e todas as mordomias e benesses que o dinheiro pode prover. Tombini já “é um deles”. Já “foi para o lado de lá”.
O ditado afirma: aqui se faz, aqui se paga. Já o nosso BC, em seu conluio com o mercado financeiro, mudou o apotegma para: aqui se faz, aqui se recompensa.
Uma lástima.
P.S: Enquanto isto, o Mantega fica sendo escorraçado de lugares públicos.
Andre Araujo
30 de maio de 2015 6:56 pmhttp://img.timeinc.net/time/m
http://img.timeinc.net/time/magazine/archive/covers/1938/1101380718_400.jpg
Parece que não consegui transmitir a mensagem, como diria o Sargento Garcia.
Quando ocorreu a Grande Depressão de 1929, a Administração Hoover que governava os EUA até 1933 não se apercebia da desgraça das casas sem nenhuma renda, o desemprego chegou a 40%. Em Washington não havia desemprego, os departamentos do governo funcionavam normalmente.
Surgiu nessa época a grande dramaturgia social americana, de obras eestelares, mostrando a desgraça social do Pais na Depressão. Nomes como William Faulkner, Clifford Odets, Arthur Miller, Theodor Dreiser, Eugene O Neill, Tennessee Williams, John dos Passos, criaram seus dramas teatrais com o pano de fundo da Depressão que não se percebia em Washington. O principal conselheiro do Presidente Roosevelt, eleito em janeiro de 1933, Harry Hopkins, era um assistente social por profissão e lidava com a pobreza dos desempregados, das vitimas da crise economica,
tinha essa percepção do que é a desgraça de uma casa de desempregado sem esperança. Foi ele a principal voz nos ouvidos de Roosevelt para o drama que estava ocorrentdo nos lares americanos. Roosevelt era um aristocrata milionario, que nunca trabalhou para ganhar a vida, tinha tudo de nascença, sua vida estava garantida,
por si só não convivia com pobreza mas Hopkins sim. Foi ele a VOZ-GUIA da sensibilidade social de Roosevelt para
o New Deal visando combater a Depressão que o proprio Roosevelt não sentia na pele, sabia mas não percebia.
O pessoal do COPOM não vê desemprego e pobreza à sua volta, ve só gente com bons empregos. Se vissem poderia atiçar alguma sensibilidade social mas lá no ambiente limpo, ameno e refrigerado do BC não há desemprego no ar.
Isso tem ENORME IMPORTANCI PSICOLOGICA. A sensibilidade do gestor publico se dá pela ambiencia em cenarios onde ele pode perceber as consequencias de suas politicas e atos. Se o gestor não tem a percepção sensitiva das consequencias
de suas ações, essas serão muito mais frias porque invisiveis, ele não vê, não sente, o olhar não capta.
Uma casa com o chefe da familia DESEMPREGADO por muito tempo é um cenario de horrores. A familia pode desintegra-se, dissolver-se. O pai de familia perde autoridade, os conflitos intra-familiares se atiçam, filhos precisam sair da escola vão para a rua, as amenidades da casa desaparecem, o ioguste some da geladeira. Nada disso incomoda os Trombinis e os Levys da vida PORQUE ELES NÃO VEEM E NÃO SENTEM. SE SENTISSEM E SE VISSEM A SUA LOGICA PODERIA SER OUTRA.
Considero politicas economicas que DELIBERADAMENTE CRIAM DESEMPREGO CRIMINOSAS. Não tem desculpa.
Não aceito que isso é necessario etc….Não é necessário, é produto de burrice é mediocridade intelectual. Herbert Hoover, o Presidente americano da Grande Depressão, tambem achava que o desemprego era necessario, tinha um efeito didatico. Com o avanço da ciencia economica, das tecnologias, da conciencia social que evoluiu na segunda metade do Seculo XX, é INADMISSIVEL um Ministro da Fazenda nos dias de hoje provocar deliberadamente DESEMPREGO como parte de um arrocho monetario sob o pretexto de atingir meta de inflação. Isso é como dar anestesia com uma pancada na cabeça, como se fazia na Idade Média. É de uma estupidez unica. Hoje há métodos e modelos mais inteligentes do que isso. Nos EUA toda politica economica tem como objetivo NUMERO UM manter o emprego, antes de qualquer outro alvo.
É possivel sim corrigir distorções da economica, racionalizar gastos, tornar a economia mais eficiente SEM PROVOCAR DESEMPREGO NA ECONOMIA PRODUTIVA mas para isso é necessario fazer o cerebro funcionar e não aplicar cartilhas velhas e gastas.
Condutores da politica economica NÃO TEM O DIREITO de deliberadamente provocar desemprego, para isso não precisa fazer curso em Chicago, qualquer idiota pode dirigir a economia a partir de uma premissa tão vagabunda.
jose antonio santos
30 de maio de 2015 7:19 pmoas opiniões de sardemberg
as opiniões de sardemberg e tico e teco não tem a minima importancia, alias, se lhes tirarem o microfone e a camera ninguém mais vai ouvir falar deles. Porque não têm nada a dizer.,,
W K
30 de maio de 2015 7:27 pmEsse é o segredo do sucesso de Lula:
saber ouvir as bases. Pouquíssimos políticos, tanto no Brasil, como no exterior possuem essa sensibilidade. E as orelhas ligadas à base também são uma característica do próprio PT. Os outros partidos existentes por aí só acham que sabem.
Reza a lenda, inclusive que, quando Lula participava daquelas assembléias de trabalhadores em São Bernardo, ele não subia ao planque diretamente pelos fundos, como seus colegas sindicais fazim, mas atravessava a multidão, e assim ouvia reclamações de todos os presentes. Com estas reclamações, ele procurava afinar seu discurso e as reivindicações.
Pena que isso o PT anda deixando de lado.
Renato Lazzari
30 de maio de 2015 10:54 pmTipo uma vingancinha, né? Mas
Tipo uma vingancinha, né? Mas acho que o BACEN não faz o que faz para causar desemprego. Eventualmente causa sim mas como efeito colateral indesejado. Pessoalmente não acredito em tramóias malévolas só de vingancin… ok, ok, sei que há. Mas apenas em raros casos e mesmo assim só para produzir retórica impactante, não sou ingênuo mas também não acredito que a inveja e a malediscência vá tão fundo assim nos corações e fígados de ninguém. A mídia oligopolizada e agigantada tem feito essas malediscências e… olha só como estão hoje, coitados. É que o mal para ser feito tem que primeiro estar em quem faz….
Marcos Piccirillo
31 de maio de 2015 3:38 pmNão é difícil entender a
Não é difícil entender a raiva que os operadores do setor produtivo nacional sentem a cada vez que o Bacen aumenta a Selic. É óbvio, Renato, que esse artigo é apenas um desabafo, não uma manifestação técnica sobre métodos de conter a inflação. Como é óbvio que os técnicos do Bacen não se baseiam em seus salários para determinar a Selic. O alento vem do fato de que o Brasil não é o único país sob ameaça do capital financeiro e especulativo internacional, o que não diminui nem um pouco a responsabilidade de Dilma, do PT e de todos os chamados progressistas em não procurar outra forma de reagir ao poder dos bancos internacionais. Se fôssemos uma sociedade solidária, socialista, se não nos deixássemos afetar pela mídia, se topássemos protestar nas ruas a favor de medidas de fomento à indústria nacional – que creio ser a vontade de Dilma – nosso setor produtivo nacional estaria em bem melhores condições. O problema está na identificação que esses setores produtivos sentem com o financeiro, convergem em relação ao capitalismo, ou seja, retiram o apoio ao estado para transferi-lo à iniciativa privada sem perceberem que estão com isso apoiando o setor financeiro.
junior50
30 de maio de 2015 10:57 pmOnda grande
Caro AA,
Meu irmão é sócio de uma “Consultoria de RH “, e as vezes faço algum trabalho para ele, desde o ultimo trimestre de 2014, aumentando bastante nos ultimos 3 meses, a “pauta virou” de contratações pontuais, para ” projetos demissionários” , não de 20 – 50 funcionarios ou fechamento de turnos, mas de centenas, até milhares – fechamento de “plantas” produtivas ( um estaleiro completo ). Dia 28/05, depois de uma reunião noturna em um destes “projetos”, nem consegui dormir, pela 1a vez postei algo neste sitio de madrugada ( 03:15 ), só para esquecer um pouco do projeto.
Serão, apenas neste caso, centenas de profissionais capacitados que custaram em sua formação, pela empresa, convenio SENAI – ETEFs, possuem familia, contas para pagar, financiamentos de veiculo, casa, eltrodomésticos, alguns vieram de longe – a maioria aliás – a própria região sede desta empresa, terá varios negócios afetados com esta onda de demissões ( a prefeita já foi comunicada extraoficialmente ), gerando falências de pequenos e médios negócios, consequentemente mais demissões. Só percebi quem irá lucrar com esta “onda” : Advogados trabalhistas e sindicatos, pois será quase impossivel captar dinheiro para pagar as rescisões de todos, portanto serão judicializadas.
Muitas ocasiões reparo que alguns comentaristas deste sitio, creem firmemente que todo empresário é um bandido, investidores são todos mafiosos escroques, que só quem é concursado, funcionário publico, é responsavel pelo crescimento nacional, não possuem a minima idéia do que significa demitir “de baciada”, reduzir sua produção, investimento, retorno, levar prejuizo – e ainda ter que ficar pagando impostos para sustentar estes encastelados inatingiveis, principalmente os togados, os beleguins dos Ministérios Publicos, membros da PF.
Pior ainda, e tem pior : Os contratos externos com fornecedores, financiamentos captados internamente e/ou externamente, os itens encomendados para empresas médias e pequenas, ou serão pagos – o que não dá, pois não existe produção e entrega de produto – ou, se negociações forem bem entabuladas com entendimento de parte-a-parte, renegociados, ou o que é mais provavel: demandas judiciais, multas contratuais, sucateamento.
Andre Araujo
31 de maio de 2015 12:04 amMeu caro Junior > Para quem
Meu caro Junior > Para quem ja teve empresa e eu tive uma que chegou a 700 empregados, não há nada mais doloroso do que demitir. Doloroso e traumatizante porque significa que a empresa está indo para trás, alem do imenso custo de demitir, de paralisar maquinas, parar processos de inovação, ratear custos por menos produtos.
Eu fico surpreso que ainda existam empresarios médios no Brasil, é muito dificil sobreviver com essa carga fiscal, leis trabalhistas, uma burocracia crescente, um ambiente inóspito e agressivamente contra a empresa privada, como vc diz há hoje, propagada por politicos, movimentos sociais, fiscais, promotores e juizes um CLIMA anti-empresarial impressionante, empresario é tudo sonegador e bandido, aqui mesmo no blog se ve essa ideologia.
Já contei aqui uma experiencia chocante, me foi solicitado marcar uma audinecia com tres ministros para um importante empresario japonês que tinha acabado de unvestir quase um bilhão de dolares em uma fabrica no interior de SP, alem de ser dirigente da confederação das industrias do Japão, o pedido foi feito com tres meses de atecedencia. Nenhum Ministerio deu a minima importancia, no fim ele foi recebido por um funcionario de terceiro escalão do MDIC e só.
Nos EUA com um investimento de 20 milhões de dolares voce é recebido no aeroporto pelo Governador, eles fazem tudo para atrair e prestigiar empresarios para gerar empregos, nem que seja 50. A bem da verdade, o Governador
foi à inauguração dessa fabrica, mas em Brasilia atenção zero e ele não foi pedir nada, apenas queria convidar pessoalmente para a inauguração , nem o receberam, quanto mais ir à inauguração, aliás os convites deixados nem foram respondidos.
Há uma campanha do Ministerio do Trabalho e do MP do Trabalho sobre trabalho escravo que é uma coisa impressionante pelo marketing anti empresarial implicito e como gastam em propaganda.
Eles fazem um enorme estardalhaço quando resgatam 10 caboclos, sai na Voz do Brasil, chamam de “”trabalho analogo à escravidão” e isso serve para a campanha anti-empresarial. Obviamente não há escravidão alguma, trata-se de infrações à lei tabalhista, o empregado está sem luva, sem bota, sem capacete, o alojamento é ruim, a comida tambem, tudo isso pode ser multado MAS É INFRAÇÃO à LEI TRABALHISTA, não é escravidão, ninguem está amarrado e sem ganhar nada, são empregos ruins talvez porque não há melhores na região.
Depois do “”resgate”” o siuujeito vai para a rua desempregado e a empresa é fechada, bela solução. Para caçar esses meia duzia de casos justifica-se o emprego de milhares de funcionarios publicos bem remunerados.
Eu estou ESTARRECIDO com a frieza que Govderno, Congresso, Judiciario e Midia estão encarando essa POLITICA DELIBERADA DE DESEMPREGO EM MASSA como se fosse coisa natural. NÃO SE JUSTIFICA MAIS ESSE TIPO DE POLITICA, nos EUA alguem que propuser isso é linchado, é preciso sim fazer AJUSTE FISCAL mas não há ligação dessa providencia com desemprego, que é provocado pelo absurdo custo do dinheiro, o que não é racional.
O Presidente Clinton fez um MEGA AJUSTE FISCAL, conseguiu gerar supravits de US$1 trilhão anuais MAS COM AUMENTO DE EMPREGO na economia produtiva. De onde essa turma do BC tirou que precisa chutar os juros ao infinito para consertar a economia? Eles estão fazendo isso para agradar o mercado financeiro e só para isso, o Pais que se dane. É uma politica burra, de baixa inteligencia, existem alternativas muito mais racionais.
O Brasil NÃO SUPORTA UM PERIODO DE GRANDE DESEMPREGO, o tecido social vai estourar.
junior50
31 de maio de 2015 4:22 amMeu “filho”
Permita-me chamar-lhe desta forma, mas as pessoas não sabem mesmo, o que é demitir – é arrasar um projeto – dói pra cacete – significa desmontar todo um scheduler, investimentos são perdidos, os valores advindos dos processos produtivos, irão para lata de lixo – é tipo, no REAL, sem ideologismos baratos, discursos inocuos, ter que “baixar o facão”, tipo sagital, “cortar a piramide ” – André, é triste, o colaborador perde, a empresa perde, o investdor perde, a NAÇÃO perde.
Na REAL, do mercado, produção, nenhum empresario privado, demite um funcionario por que quer, ou mesmo para “reduzir custos” , eles são caros, para os repor é duas vezes, no minimo,mais custoso, tanto em tempo, quanto em atingir o “normal da produçao” – no economês básico: unidades produtivas a serem substituidas demoram, e tem um custo, até atingirem a escala anterior de produção.
Portanto, nesta concepção de trabalho, de unidades de produção individuais ( os colaboradores ), que formam em sua coletividade produtiva, partes do processo que irá gerar no final, crescimento e renda, para todo o País, uma demissão quebra a evolução natural-economica, interropem o processo produtivo, não apenas macula a empresa, pois se demito 1 soldador de um estaleiro, não estou demitindo só ele – ele é final da linha – ao demiti-lo, diretamente estou demitindo, no minimo 4 a 8, ( 2 que fizeram o ferro – prospecção e fundição – + 2 que trabalharam na peça, calandragem – + 1 caminhoneiro (logistica) com mais 2 que carregaram o caminhão + 1 operador de grua + 1 operador de guindaste que coloca a peça no lugar ), meu filho, contei 9 – este é o processo produtivo, estes 9 individuo( unidades de produção ), são responsaveis por 30 – 45 pessoas, fora o impacto na economia da localidade, em economês: impacto marginal.
P.S.: Há uns 20 anos atrás, mais ou menos isto, fui “demitidor” ( o “cara” da reengenharia ), eu era novo,cheio de teorias de reorganização e eficiência, do de “acabar, juntar e vender “, e sei que nestas horas, abutres ( vultures ), exnxergam as demissões de pessoas, como redução de custos ( em macroeconomia: “reduzir a massa salarial, é componente básico, não apenas para a redução de custos diretos de contratação, e manutençao das unidades de produçaõ, como tambem, com a redução do poder de compra da população, induz-se a escalada inflacionaria a uma redução significativa – sou formado em economia ), e demitir, para Chicagoboys, é componente da equação, pois o desemprego – o vetor conhecido como ” massa trabalhadora disponivel a menor custo ” – cabe direitinho na demonstração gráfica.
Resumindo: Meu filho, estão matando nossa industria, e seus empregos, investidores preferem a SELIC do que se arriscar a produzir, o negócio é Dona Kátia – commodities rurais – chines vai continuar comendo, os preços continuarão a ser determinados pela Bolsa de Chicago, mas os “restos” destas operações, irão vir para cá.
Filho, caro AA, desisti, não do Brasil ou dos brasileiros, mas em minha area de investimento e produção, a Europa ( Portugal – acredite se quiser ), é muito mais amigavel e receptiva, ou os Estados Unidos ( Delaware, Florida, Oregon, Montana ).
AA, a coisa esta dificil, irá piorar
P.S.2 : Meu filho, uma vez a fiscalização do MTrabalho/segurança, faz tempo, veio em uma obra que uma empresa a qual eu operava, estava realizando um contrato federal, “tocaram o terror”, ameaçaram embargo, policia federal, prisão de engenheiro responsavel – um circo – tipo na REAL: NADA, só pressão. Porque ? Tinhamos na obra, turnos de 36 , portanto os EPIs tinham que ser 42 por turno, mas no momento da fiscalização, na qaul todos os funcionarios estavam com os EPIs regulamentares, e mais dois Técnicos de segurança no Trabalho fiscalizando, 2 EPIs estavam em manutenção preventiva ( capacete e arreios fora do padrão ), eles multaram a obra e ameaçaram de embargo – Simples: Infelizmente tive que chamar um advogado, obra parou por 24 hs, a liminar saiu, a obra voltou, estas 24 hs paradas foram para a rubrica de “aditivos aos contrato “.
Ze Guimarães
30 de maio de 2015 11:03 pmFica tranquilo
Fica tranquilo que o desemprego do Levy e do pessoal do concurso público está guardado. Se a crise apertar mesmo, e em 2018 os tucanos chegarem ao poder ( não com o meu voto) o Armínio Fraga vai privatizar o Banco Central e esta turma vai ter de sambar para continuar no emprego.
Alexandre VI
30 de maio de 2015 11:18 pmLevy e sua política recessiva
não vieram do espaço sideral. Vieram exatamente de quem teoricamente, deveria defender o lado dos trabalhadores. Isso é estelionato eleitoral, vaca tussindo, podem chamar do que quiserem, pode ter sido o demônio da vez que cunhou essa espressão, mas é exatamente isso do que se trata. Pode juntar tudo quanto é puxa saco desse governo e tregisversar, mas quem fez campanha pela esquerda, coração valente, etc. governa pela direita com muito prazer.
José Carlos Brandes
31 de maio de 2015 12:55 amE este nó
Quem vai desatar ?
Nos últimos 12 anos fizeram a festa-do-caqui no setor público, onde estão os sindicatos mais organizados.
Uma farra, muita contratação, muita promoção e muito aumento de salário.
E isso se refletiu em melhores serviços à população ? Não.
Agora quero ver quem vai pagar essa conta ?
Márcio Carioca
31 de maio de 2015 2:25 amAlhos com bugalhos
Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Se o empresário demite, é porque está vendendo menos e portanto precisa de menos gente para produzir bens. No Estado não existe essa relação, porque com a economia desaquecendo, o número necessário de policiais, fiscais, professores, médicos, enfermeiros, garis, técnicos, escriturários, assistentes sociais, não diminui, pois a população a ser atendida é a mesma.
E não é verdade que os funcionários não sintam efeito nenhum. Quando a economia desacelera, a receita cai, e assim são postergados reajustes, promoções e novas contratações. Veja o que acontece com os professores do Paraná, que estão pagando o pato pela política irresponsável do governador Beto Richa.
Essa história de chamar o Estado de setor “não produtivo” é coisa de quem nunca precisou dos serviços públicos.
Marcos Piccirillo
31 de maio de 2015 3:58 pmO arrocho e a recessão vêm do
O arrocho e a recessão vêm do assédio do setor financeiro internacional aos governos no mundo todo desde sempre mas mais intenso desde 2008. O que o setor produtivo nacional poderia fazer para não ser prejudicado é apoiar governos socialistas, tirar os governos da condição de reféns do sistema financeio internacional. Mas e a afinidade que o setor produtivo sente com o financeiro, irmanados em torno do capital liberal, como fica? “Somos todos empresários e temos em comum um inimigo: o estado.”, sem lembrar que por mais que o estado queira regular as relações de trabalho, ainda assim quer a prosperidade que só o setor produtivo pode proporcionar, e que apenas o financeiro é capaz de prejudicar. Na visão de estados democráticos quem deve ser fomentado é o povo de seu país. E empresários nacionais do setor produtivo são também povo desse país.
Calvin
2 de junho de 2015 7:54 pmA culpa não é do BC
É do gestor temerário que levou o País à essa condição….
Sugiro coisa melhor: cada 1% de empregados demitidos, demita-se 1% de militantes apaniguados pendurados na administração pública, que tal?