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Professor, há momentos em que precisamos escolher o lado certo da História, por Márcio Valley

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Por Marcio Valley
 
 
Caro Leandro Karnal,
 
Como seu (ainda) admirador, não poderia deixar de criticar, não somente o encontro com Moro, como as justificativas que você apresenta supostamente para “quem gosta de você”.
 
Em primeiro lugar, deixo claro que considero ser absolutamente um direito de qualquer pessoa tecer amizades com quem quer que seja, assim como expor as opiniões que possui. Claro que nossas amizades e nossas opiniões são capazes de provocar reflexos na opinião do outro e, na verdade, apreciamos as pessoas, e delas nos tornamos amigos, muito em função de nossas posturas frente à realidade, assim como em decorrência das pessoas que nos cercam. Somos como nos apresentamos. Para um Zé Ninguém, a repercussão dos posicionamentos será quase nenhuma e poucos se importarão sequer em criticar. Apenas passarão a manter uma distância segura. Para os que vivem o dilema da fama, para as figuras públicas, a conta é muito maior. Se a opinião de um famoso possui uma incrível densidade e poder de persuasão coletiva, por isso mesmo exigindo responsabilidade ética para sua emissão, que dizer da palavra de um intelectual?
 
O intelectual, ao menos em princípio, possui um aparato cognitivo, capaz de produção de análise sobre a realidade, muito acima da média dos seres humanos, por assim dizer, “comuns”. Não precisa ser um historiador, no entanto, para compreender que o Brasil vive uma fase atípica em sua política e democracia. A democracia, sob esdrúxulas e espúrias motivações, foi estuprada pelos senhores do poder (e não estou falando dos políticos profissionais). A percepção de que o voto seria insuficiente para retornar à agenda político-econômica anterior precipitou o golpe pela via mdiático-jurídico-parlamentar. Criminalizaram, mais uma vez, as políticas voltadas para o andar de baixo, como antes já fizeram com Vargas ou com Jango.
 
Há momentos, Karnal, em que precisamos escolher o lado certo da História. O lado certo estava com os abolicionistas, não com os escravagistas. Estava com as sufragistas, não com o patriarcado que pretendia manter as mulheres sem poder decisório na sociedade. Com a resistência, não com os nazistas.
 
O estupro da democracia no Brasil, em larga medida, foi possibilitada pela ação do juiz Sérgio Moro, que você apelidou de “inteligente”. Não duvido dessa inteligência. Seria o mesmo que duvidar da inteligência de Heidegger. Todavia, não é possível fechar os olhos para o fato de que Heidegger abraçou o nazismo. Conversar com um racista inteligente é possível. Eu o faria. Richard Dawkins por diversas vezes conversou ou debateu com religiosos. Confraternizar, rir e chamar de amigo, contudo, coloca essa conversa em outra dimensão. A da pusilanimidade moral e intelectual ou simplesmente a adesão à vilania.
 
A “inteligência” de Sérgio Moro, que você saúda, é voltada para a corrupção da interpretação da lei; à deformação do processo penal, transformado em perseguição ao inimigo político; à seletividade dos vazamentos de atos processuais que, em tese, deveriam ser sigilosos; enfim, ao mais puro exemplo de como reproduzir o macartismo em terras tupiniquins.
 
Óbvio que somos livres, inclusive, se assim quisermos, para encetarmos amizade entre os porcos. Porém, e por favor, evite a dramatização barata. Você não está sendo perseguido ou patrulhado por quem “não gosta de você”. Pelo contrário, as manifestações são de admiradores seus, surpresos por sua inocência ou pela cara-lavada de vangloriar-se de amizade por alguém que, hoje, é visto por parcela substancial da sociedade brasileira como um inimigo da democracia, como um baluarte contra os avanços sociais e contra o combate à pobreza, como alguém que utiliza o aparato institucional para eliminar adversários políticos.
 
Talvez você não perceba nenhuma conexão entre a derrocada da economia brasileira (com todas as tragédias individuais que dela resulta) e os atos do Sr. Sérgio Moro e famigerada Lava Jato, mas parte significativa do povo assim entende o que está ocorrendo com o Brasil.
 
Sim, Karnal, estamos divididos, o ódio está presente. A responsabilidade maior, no entanto, repousa naqueles que resolveram que a democracia era um direito grande demais para os brasileiros e resolveram cassá-la. Compete a quem esbofeteou a face de 54 milhões de brasileiros pedir desculpas e recolocar as coisas no seu devido lugar. Quem foi esbofeteado está gritando, mas é o grito dos indignados.
 
No fim das contas, Karnal, o preço de singelas desculpas pode ser um preço módico a pagar. Uma convulsão social seria bem pior. Nesse momento, os brasileiros estão se alinhando: há o lado do “coxismo” – golpistas – e há o lado dos democratas. Sérgio Moro não é democrata. Ao se alinhar a ele, você passa a mensagem de que tampouco o é.
 
Não fique com raiva de quem o critica. Posicione-se, como você sempre faz. A resposta que você deu não é uma posição, é uma arrogância: você está dizendo que os adeptos do ódio te impediram de manifestar um posicionamento. Não é verdade. Foram os indignados que se manifestaram sobre a foto, não raivosos. O principal fomentador do ódio no país não criticou a foto, pois nela estava com você, sorridente, brindando com uma taça de vinho.
 
Pense nisso e, por favor, volte à sanidade.
 
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Paulo C Teixeira

Às vezes a gente é Amigo de

Às vezes a gente é Amigo de uma pessoa por definição. 

 

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Paulo C Teixeira

Às vezes a gente é Amigo de

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Esmael Leite da Silva

Fausto (de  Goethe) pou

Fausto (de  Goethe) pou outros motivos, foi mais discreto que Karnal, em seu pacto com Mefistófeles.

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Raduan Nassar e a arte do abandono para não virar celebridade

Raduan Nassar e a arte do abandono para não virar celebridade

Como a captcha me impediu aqui, postei no blog

http://jornalggn.com.br/blog/jose-carlos-lima/da-arte-do-abandono

 

 

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Renan II de Pinheiro e Pereira

Discordo de sua posição

Márcio, permita-me discordar de você, e olha que nem sou fã do professor nem do juiz, que considero comprometido demais para ser alçado a salvador da Pátria (mesma situação, inclusive, que aplico ao PT). Seu posicionamento foi radical, o professor tinha todo o direito de encontrar com quem ele quisesse, que eu saiba ninguém da esquerda reclamava quando Chico ou Frei Betto iam se encontrar com Fidel em Cuba, mesmo ele sendo o chefe de um regime de exceção. Ou quando Stálin assinou o pacto de não-agressão com a Alemanha nazista. Aliás, só o fato de você citar como exemplo Richard Dawkins, a quem a comunidade científica séria faz restrições por causa de seu fanatismo e sua agressividade, só mostra o tipo de "pensador" que você admira. 

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Escolher um lado, perfeito, mas ter uma cara para cada ocasião?

Ficar falando de patrulhamento, de escolha de lado é simplesmente tergiversar em torno que é realmente substantivo, a HONESTIDADE OU A DESONESTIDADE INTELECTUAL.

Para início de conversa coloco uma transcrição LITERAL de uma palestra de Karnal sobre Hamlet:

“Há uma categoria de pessoas, dando um conselho Hamileteano, que são as pessoas felizes, essas pessoas felizes no Brasil seriam aquelas que acreditam, profundamente, muitas pessoas acreditam que a corrupção está a cargo de um partido,(....pequena pausa), as pessoas que acham que a corrupção está a cargo de um partido e que bastaria tirar este partido do poder para que reino da justiça e da igualdade se instalasse no país, são pessoas muito felizes (...risos), são pessoas que substituíram cultos como o do Papai Noel e do Coelhinho (uma pequena pausa causada por uma tosse extremamente discreta, .... risos) pelo culto da corrupção isolada (...pausa um pouco mais longa,...mais risos), e quando eu digo isto (importante, uma das poucas vezes que aparece a palavra “EU”) não estou dizendo que um ou outro partido não sejam notáveis (uma ênfase na voz na palavra notáveis) pela corrupção, eu estou dizendo aquilo que venho dizendo seguidas vezes em muitas manifestações na televisão ou em textos (o importante notar que a palavra textos é estranhamente mal articulada, quase que uma tentativa inconsciente de suprimi-la) que a corrupção que Hamlet nota (interessante, neste momento é Hamlet que nota a corrupção) começa no leito de sua mãe na Dinamarca, a microfísica do poder....(daí por diante cita exemplos comuns de atitudes corruptas de todos)...'

(Os grifos são meus)

Eu sempre achei Leandro Karnal um excelente palestrante, uma pessoa culta e refinada, e SEMPRE CONSIDEREI-O COMO ALGUÉM DE DIREITA, logo nunca deixei de elogiá-lo e mesmo considerando-o de direita, e na verdade sempre escolhi daquilo que ele fala para assisti-lo, principalmente pelo YouTube. Ou seja, nunca me enganei ou me iludi, pois ele é muito bom no que faz e admiro profissionais de bom nível. E acrescento não acho que alguém necessariamente deva estar no lado certo da história, pois todos tem o direito de errar.

O problema não é este, numa palestra que achei excelente, em que ele fala de Hamelet ele proferiu exatamente o texto acima. Neste trecho fica claro para qualquer pessoa (mesmo com baixo teor crítico) que ele deplora vivamente o que ele mesmo chama "pessoas acreditam que a corrupção está a cargo de um partido", inclusive denominando estas pessoas que acreditam nisto "são pessoas que substituíram cultos como o do Papai Noel e do Coelhinho" dando ênfase que esta é uma de suas sólidas opiniões "eu estou dizendo aquilo que venho dizendo seguidas vezes em muitas manifestações na televisão ou em textos", ou seja, para um bom entendedor ele chama estas pessoas de idiotas felizes. Este comentário pelo riso e alegria que se via nos ouvintes causou alegria e concordância, ou seja, como um cãozinho de circo agradou a platéia.

Qual é a restrição que faço sobre a opinião? EXATAMENTE NENHUMA, porém no momento que este se encontra com o GRANDE PAI DA IDEIA DA PROPAGAÇÃO da "corrupção está a cargo de um partido" e O CELEBRA E O ELOGIA

Isto se chama: DESONESTIDADE INTELECTUAL.

Simplesmente porque NEGOCIA ou VENDE A SUA OPINIÃO CONFORME QUEM O ESCUTA, como o cãozinho que num local faz uma pirueta e em outro dá uns pulinhos para agradar o público.

Ou ele mentiu na palestra e nas diversas opiniões que manifestou em textos ou na TV, ou mentiu na foto e texto do Facebook para agradar o Juiz, e aqueles que o presam.

Para mim, continuarei a assistir ou ler o que Karnal fala, porém sempre relativizando suas opiniões, pois nunca saberei QUAL DAS CARAS QUE ELE ESTARÁ MOSTRANDO.

O ponto básico de um erudito é a coerência de suas opiniões, se está num lugar ou fala a mesma coisa que falou em outro, ou faça uma auto-crítica sincera dizendo que mudou de opinião. Ele não fez isto nem aquilo, simplesmente apagou o que havia escrito, uma verdadeira posição infantil.

Como mostra um dos Memes que foram postos mais abaixo, filósofos de raiz para não ter que negá-las se suicidavam, filósofos NUTELLA apagam o que incomoda seus seguidores que lhe dão o sustento.

Talvez o único que possa julgar se sua atitude foi ou não ética seja o próprio Karnal.

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marcos trindade

Perfeito, professor.

Perfeito, professor.

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Renan II de Pinheiro e

Renan II de Pinheiro e Pereira, olha que coisa bonita é a liberdade de expor as opiniões. Você é livre para discordar do que penso, inclusive para me considerar radical e menosprezar meu apreço por certos autores (radical, não é mesmo?). Eu, por outro lado, sou livre para criticar a postura de Karnal, não por ele se encontrar com Moro (ou você não entendeu o que leu), mas por confraternizar com ele e chamá-lo de amigo, posicionamento que destoa do que o professor dá a entender em suas palestras, nas quais, ao assumir a condição de democrata, sugere ser contrário a golpes disfarçados, como ocorreu no Brasil.

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JOSE PEDRO DE PAIVA REIS

O projeto comum de Leandro Karnal, Sergio Moro e Ricardo Amorin

Novo curso de "pós-graduação" na PUC-RS

https://fib.pucrs.br/?v=2&utm_expid=134784285-15.gqTduVD0Rqa35hGuUW80HQ....

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Isto rende uma boa grana!

Serão as 30 moedas?

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Rita Vasconcelos

Elogio ao texto de Marcio valley sobre o encontro Moro Karmal

Parabéns Marcio Valley pelo texto tão claro e pertinente sobre o encontro festivo entre Karmal e Moro. Chegamos ao tempo que estar ao lado do povo pobre é motivo de ser taxado de radical. Que sejamos. A historia tem o lado certo sim e embora seja dificil é muito bom estar nele.

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andre rs t

Dá prá ver em alguns

Dá prá ver em alguns comentários que Moro não pode ser criticado, estamos vivendo sob regime absolutista e não sabemos

http://www.blogdacidadania.com.br/2017/03/pf-intima-blogueiro-por-ameacar-sergio-moro/

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Brito

Há um lado certo, sempre há.

Há um lado certo, sempre há. A mentalidade pós moderna, relativista, é tão absolutista em seu paradigma que erra.
Outra estratégia é acusa o autor da tese pela própria tese.
Há muita ingenuidade na sociedade brasileira, há muito pouca informação.
A própria discussão calvinista e arminiana é tão rasa quanto um pires. A capacidade de percepção da maioria não é maior que a distância do olhis até o umbigo.
Quem pelo menos folheou algum texto de filosofia deveria perceber o quanto facilmente a sociedade poder ser presa daqueles que detém este tipo de poder.
Quem conhece um pouquinho de matemática sabe o quanto esta poder sr poderosa nas mãos das instituições financeiras.
E não há nada mais humano que a interpretação particular da realidade. Quem não distorceu somente um pouquinho os fatos para que seus interesses foram atendidos. Mas isso não pode ocorrer com a justiça. Nunca. Nem sempre há puritanos, e onpuritanismo não é o problema. O problema é o o falso puritano. Acho que é disso que se está falando.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

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Cid

"O lado certo da história é o meu lado da história"

Certa vez apresentei-me luterano a um senhor presbiteriano. Este me afirmou: "você é arminiano". Eu, jovem entusiasta na religião, retruquei, sem saber o que era um arminiano: "Não, senhor, acho que houve um engano. Eu sou luterano". E ele insistiu: "Pois bem! É armeninano!". E eu respondei: "Não, não; luterano!". Fui pesquisar e descobri que no imaginário presbiteriano a pessoa é apenas calvinista ou armeninana. Um pastor presbiteriano me disse: todo aquele que não é calvinista é armeninano: judeu, mulçumano, budista, católico, luterano, anglicano, metodista, ateu... Marcio Valley é o que eu chamo de "calvinista social": apenas ele e quem pensa como ele é um predestinado para a salvação, está sempre no lado certo da história -- o restante está errado --; sente-se no dever de corrigir os desviados; intolera encontros e expulsa morávios. O autor do texto seria mais honesto se dissesse que "o lado certo da história" é "o lado que eu considero ser verdadeiro da história". Mas talvez esperar isso seria esperar demais de uma mente partidária, que vê a parte -- calvinismo --, mas não vê o todo -- os armenianos condenados pelo lado errado da história.

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Cid, meu velho, o problema não é este.

Imagine que este seu presbiteriano no momento que se encontrou contigo se disse luterano para agradá-lo, mas na congregação era um presbiteriano que batia no peito de orgulho dizendo isto.

Qual seria o teu julgamento sobre ele?

Leia o que escrevi bem mais acima!

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andre rs t

Tudo ok se ele(Valley)

Tudo ok se ele(Valley) tivesse manifestado um ponto de vista palatável à direita bolsomita...

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Rudy

https://www.youtube.com/watch

https://www.youtube.com/watch?v=IfxewiOu9_k

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;re: ruddy

Publicado em 5 de jul de 2015, antes do golpe de Estado: de um tempo em que petês foram transformados em bodes expiatórios, ou seja, foco da psicose coletiva construida por um forte aparato midiático-penal com presença diária no JN e cia.

A besta...bizarro....publicado em 25 de mai de 2015: o PT importando 300 milhões de chineses através da ferrovia Brasil-Peru...kkkkk

E pensar que essas marionetes teleguiadas da dancinha fora dilma petê, por causa do golpe de Estado que apoiaram já foram obrigados e, sem direito a panelaço, a trocar o avião pela rodoviária, o plano de saude pelo SUS,  devolveram as chaves do apto que haviam financiado com os incentivos do lulodilmismo...qualquer hora dessa vai cair a ficha e vão entender que o projeto de grande pais de classe média deu lugar ao estado minimo para o povão e maximo para o barão, e olha lá que agora dia 17 de abril que o golpe de Estado apoiado pela coxinhada paneleira faz 1 ano, aniversário que deve ser comemorado com fim de direitos trabalhistas e previdenciários, bem como continuidade a alta velocidade de um pais que era para ter sido e no entanto foi descontinuado, mais uma vez, por um golpe, o que é cíclico na nossa história.

 

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...spin

 

 

Obrigado, Rudy, pela

Obrigado, Rudy, pela indicação do vídeo. Adoro o Monty Python. Não entendi bem o que você quis dizer com isso. Toda crítica é um fundamentalismo, na sua opinião? Se for isso, creio que você não prestou atenção no final do vídeo, quando John Cleese fala que o legal mesmo é não ser fundamentalista, mas escutar as opiniões contrárias e tentar aprender com isso. A crítica é a exposição dessa opinião contrária, entendeu? Perceba que meu texto não convoca ninguém para uma revolução sangrenta, apenas refuta o comportamento de Karnal, que, por ser figura pública com envergadura, capaz de produzir opinião nessa ou naquela direção, possui responsabilidade ética por seus posicionamentos. Se parte substancial dos alemães tivesse exposto suas opiniões contrárias àqueles maluquinhos de suástica que começaram a falar bobagens sobre os judeus, o holocausto jamais teria ocorrido. Por outro lado, exposta a crítica, o criticado é absolutamente livre para manter, ou não, seus posicionamentos. Abraços.

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Karnal e Moro

Parece-me que o Karnal foi pego com a boca na botija por alguém que tirou uma foto do jantar entre amigos e ele achou que seria mais esperto que a esperteza postando, ele próprio, uma foto da ocasião. Mas o tiro foi no próprio pé! 

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Afff... Como gosta de

Afff... Como gosta de melindres intelectuais a nossa esquerda poliana! Esqueçam esta bobagem. O Karnal foi à Curitiba e tomou vinho com um amigo, não está declarando apoio ao nazismo nem ao fascismo ou ao Golpe de Estado. O cara não é inimigo do povo ou da esquerda só por que bebeu e comeu com o Moro... Eu também possuo amigos tanto da esquerda quando da direita com quem sempre saio pra tomar um chopp, bater papo, rir e chorar da vida. Quando chega a hora da política, defendemos nosso ponto de vista, sabemos quais interesses e lados representamos, mas sempre com o mais profundo respeito, honestidade intelectual e bom senso. Isso faz de mim um corrompido intelectual? Faz de mim um nojento apoiiador do nazifascismo da direita? Faz de mim um traidor da esquerda? Claro que não! Puro melindre intelctual encharcado de emocionalismo de quem está precisando chorar pelas derrotas sofridas e não sabe em quem descontar. Esqueçam este negócio e vamos centrar a cabeça no que vale à pena, nas verdadeiras lutas que precisam ser travadas. Não sou um admirador do Karnal, não suporto ídolos, muito menos estes ídolos midiáticos, mas o cara tá aí com um arsenal de ideias fervilhando e ajudando a classe média ignorante, tanto da direita quanto da esquerda, a pensar melhor.  

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Gabriela Flor

Acho que você não entendeu o

Acho que você não entendeu o texto. Sugiro que leia novamente.

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Lisa

Valber, tu não és uma figura

Valber, tu não és uma figura pública, que se pretende formador de opinião. A resposta do Karnal foi mais infantil do que a foto ao lado do Moro, numa íntima tietagem, do Karnal para o Moro, é claro. Eu tbm não crio ídolos. Acho o Karnal, assim como o Cortella, dois intelectuais pop stars. Não sofri com a foto, mas senti minha inteligência afrontada com a explicação que o colocou no mesmo nível das explicações dos golpistas para justificar o injustificável . Melhor se tivesse quieto, matado no peito.

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Gerson Lopes

Karnal

Com todo respeito, Valber, não há derrotas sofridas e sim vitórias roubadas. Menos do PT e mais do próprio povo brasileiro, que a duras penas e apesar dos pesares, podia desfrutar de uma frágil democracia, e agora se acha mais uma vez ludibriado nos seus interesses mais fundamentais. E os personagens desse folhetim canhestro têm nome. Têm nome e roteiro já conhecidos. E nesse ambiente onde a disputa pela narrativa ganha papel relevante, não há, no meu modo de ver, espaços para dubiedades, condescendências e acomodações.

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Rosimar Gonçalves

Um pequeno equívoco entre conceitos: acadêmico e intelectual

Uma pequena confusão entre os termos acadêmico e intelectual, ele é um acadêmico brilhante, simples assim. 

Mas sobre Karnal, quem nasce pra acadêmico jamais chegará a intelectual! 

Dúvidas poderão ser esclarecidas em uma palestra brilhante de um INTELECTUAL de verdade, professor NILDO OURIQUES da Universidade Federal de Santa Catarina sobre a Universidade Brasileira, DISPONÍVEL NO YOUTUBE. 

Quem PRODUZ um pensamento que proporcione a continuidade na evolução do pensamento humano (como Paulo Freire, Anysio Teixeira, Darcy Ribeiro) e impacta no mundo, por meio das inovações conceituais no próprio local, no próprio país, é um intelectual. 

Este professor é um EXCELENTE acadêmico, essencial para referir-se aos intelectuais da história da humanidade, mas seu papel sempre será o de reportar-se a eles com excelência, mas NUNCA ESTARÁ sendo citado por ninguém nem em sua contemporaneidade, nem no futuro. 

Aqueles que ousaram, que produziram a política (definição grega do termo) é que fizeram história, os intelectuais estiveram entre eles. 

Outros são magníficos, mas somente ao segurar os holofotes e reconhecerem a grandeza de quem se fez grande, este é o papel deste brilhante professor, que é quase uma biblioteca ambulante. 

Não exijamos mais dele, ele faz com dignidade seu papel: É UM EXÍMIO CONTADOR DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE, NÃO FAZ PARTE NENHUMA DE SUA AUTORIA! 

Há quem nasce para fazer a diferença, há quem nasce para reconhecer quem a fez. 

Ele reconhece nomes, datas daqueles já homologados pelo tempo, não podemos exigir que consiga identificar os grandes homens de seu tempo atual.

Deixemos isso para os futuros KARNAIS que terão sua importância, como novos contadores de história da humanidade!

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Vilson João Batista

Professor, há momentos em que precisamos escolher o lado certo

Este dito HISTORIADOR, que o universo nos perdoe, tem o real perfil do "complexo de vira latas" ou seja, como se diz aqui no Sul do Brasil - trata-se de um cachoro em dia de mudança não sabe qual o lado a tomar ... um pobre bicho !!! E como sempre, obrigado Nassif pelas palavras que descrevem mais uma desilusão dos nossos ditos intelectuais brasileiros ... !!!

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Lapidar.

Bissexto e brilhante. Me trouxe à memória a carta ao DaMatta. Te li no FB, mas não poderia deixar de vir até aqui para te parabenizar, pois se foi pela qualidade do teu texto e do teu argumento que aportei neste GGN.
Excelente post!

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Anna Dutra

Bissexto confesso. Um grande

Bissexto confesso. Um grande beijo para a suave Anna Dutra.

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Wagner Momesso

Filé e vinho.

Lindo texto. Karnal, não se pode ser amigo de moro e da ética e lógica ao mesmo tempo.Não se pode ser amigo de moro e da justiça. Não se pode ser amigo de moro e defender a democracia.

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Vera Moraes

Sem delongas, direto ao cerne

Objetivo e claro. Torcendo para que Karnal leia!!

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Rodolfo Goetz

Muito obrigado por nada, por

Muito obrigado por nada, por esse pouco de tempo perdido. Obrigado mesmo ao site por ao menos darem a oportunidade dos leitores comentar algo que gostaram, ou não. Nesse caso, com certeza, a grande maioria não. Sem sensacionalismo ou "partidarismo", mas, vocês, escritores tendenciosos e mal intencionados, terão, de uma vez por todas, que "engolir" Sérgio Moro.

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luiz carlos zanoni

Parabéns. Irretocável

Parabéns. Irretocável elaboração.

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Adriana Bowden

Comentário ao post “O caso Karnal-Moro,..."

Muito obrigada pelo texto! Gostaria muito q ele o lesse....

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Adriana Bowden

Comentário ao post “O caso Karnal-Moro,..."

Muito obrigada pelo texto! Gostaria muito q ele o lesse....

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Zé Trindade

Se Luiz Felipe Ponde for

Se Luiz Felipe Ponde for jantar com Eugenio Aragao e Luis Nassif eu me mato...hehehe

 

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Railma Carvalho

Texto inteligente de Valley.

Aplausos para  o brilhante texto do jornalista Márcio Valley. Até agora foi o mais coerente, inteligente e bem escrito. Em poucas palavras,derrubou os argumentos vergonhosos do historiador,  sintetizando a posição do hipócrita e negociador Leandro Karnal ,ao cair a sua máscara no jantar  ao lado do parcial, nefasto e político indiscreto servidor do judiciário que a todo tempo atropela a Carta Magna com suas ações não retas (injustas), não republicanas e não éticas.

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Cris Kelvin

In vino veritas, se beber não poste...

... mas o jarntar foi à noite; e a postagem, às 8 da manhã...

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Francisco Pucci

Impressionante o que o

Impressionante o que o discurso humano produz. O artigo primoroso do Márcio Valley é uma prova disso. O jogo do sim/mas se faz a cada parágrafo. "Você tem todo o direito", mas "não devia". "Você não está sendo patrulhado", mas "caiu em desgraça entre seus admiradores". Jamais teremos uma democracia sem ultrapassarmos esse nível nós/eles nas discussões e nas emoções. Eu nunca deixei de defender a Dilma nos tempos de impeachment, mas continuei tendo amigos "coxinhas" que me são muito caros por sua inteligência e cuja posição de classe compreendo bem (ou não seria de esquerda). Brigamos muito e nunca deixamos de tomar bons chopps juntos. Estou realmente ficando cansado de ver tantas "análises" que fingem desconhecer que o PT tem quadros que se assenhoraram do Estado, aliando-se ao que há de pior na política brasileira, e roubando tanto que fez História. "Análises" como estas que vêm o pecado capital do Karnal em tomar um vinho com e achar inteligente o Moro e nunca terem falado dos afagos vergonhosos do Lula ao Sarney, ao Maluf et caeterva. Não nos esqueçamos de que o Meireles nunca foi apedrejado por ser Ministro do Lula. 

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Francisco Pucci, crítica não

Francisco Pucci, crítica não se confunde com patrulhamento ideológico. Karnal é uma figura pública e torna públicos os seus pensamentos e posicionamentos. Portanto, está sujeito à crítica pública. O nome dessa instituição amargamente conquistada ao longo da História é "liberdade de expressão". Como exercitar o diálogo dialético sem a contraposição de opiniões? Não há como. O que você advoga, em outras palavras, é o impedimento à crítica e o enrijecimento do debate. Quando você afirma que o PT se "assenhoreou" do Estado, está sendo apenas ingênuo, pois todos os partidos se "assenhoram" do governo quando assumem o poder. Ao afirmar que o PT "roubou tanto que fez História", repete o senso comum divulgado pela imprensa majoritária. Isso não é verdade, é apenas o que se lê nos grandes jornais ou se assiste no Globonews e o receptor resolve comprar e passar a divulgar como ideia sua. A própria dinâmica da operação Lava Jato já revelou que a corrupção é sistêmica, não vinculada e não sendo responsabilidade exclusiva desse ou daquela partido. Vou te informar um fato chocante: o PT está longe de ser o partido mais delatado na operação. Talvez você não tenha percebido isso em função de um fenômeno bastante interessante, estudado pela sociologia, que é a internalização, pelas pessoas, do discurso hegemônico de dominação. Se todos os dias a grande mídia, e toda a indústria cultural, diz que algo é assim, então deve ser, não é mesmo?  Claro, as grandes empresas de comunicação (jornais, revistas, televisão, cinema, etc) são propriedade de pessoas da elite (ricos) interessados no processo político, mas isso não vem ao caso, correto? Quanto aos alinhamentos políticos do PT, durante o governo, trata-se de realpolítik, nada a ver com jantares a que livremente se adere. Gostaria de saber como um amigo seu, negro, reagiria ao ver um post em seu Facebook confraternizando e chamando de amigo um líder da Ku Klux Klan. É um direito seu jantar com o racista, mas não seria um direito do seu amigo negro deixar de ser seu amigo? Vale refletir. A propósito, também tenho amigos coxinhas, mas não se engane: o pau quebra com os que afirmam bordões de senso comum como fosse a maior das sabedorias políticas. Já perdi vários. Obrigado pelo comentário.

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Emilia Silva

Do texto: "Para um Zé

Do texto: "Para um Zé Ninguém, a repercussão dos posicionamentos será quase nenhuma e poucos se importarão sequer em criticar. Apenas passarão a manter uma distância segura. Para os que vivem o dilema da fama, para as figuras públicas, a conta é muito maior. Se a opinião de um famoso possui uma incrível densidade e poder de persuasão coletiva, por isso mesmo exigindo responsabilidade ética para sua emissão, que dizer da palavra de um intelectual?"

Eu, você e a maioria das pessoas continuamos nos relacionando com coxinhas e discutindo, numa boa, nossos pontos de vista. Mas, como diz o autor logo no início do texto, a repercussão de nossas opiniões é limitada. Moro não é um coxinha qualquer. Propositadamente ou não, ele é a ponta do iceberg que destruiu a democracia e a soberania brasileira. O mal que ele causou vai muito além da perseguição política a Lula. Para mim, foi proposital. Se ele tivesse aguardado a concretização dos acordos de leniência, que teriam dado às empreiteiras brasileiras condições de continuar operando normalmente, o Brasil hoje seria outro. Mas os Estados Unidos querem um país submisso e não um país caminhando para ser um concorrente.    

 

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Helio do B

Humanos estão suheitos a

Humanos estão suheitos a erros, mas a vaidade, assim como a inveja, também é uma merda!

 

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Humanos estão suheitos a erros, mas a vaidade, assim como a inveja, também é uma merda!

 

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Humanos estão suheitos a

Humanos estão suheitos a erros, mas a vaidade, assim como a inveja, também é uma merda!

 

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Zé Trindade

Poxa, nao se pode mais

Poxa, nao se pode mais flertar com o inimigo!

O filosofo Leandro Karnal foi a um rega bofe despretencioso fazer uma socialzinha com o juiz federal Sergio Moro e bastou para a esquerda cair de pau em cima e o chamando de direitista enrustido e etc..

Da mesma forma a direita nao deixou por menos e detonou o jornalista Reinaldo Azevedo por fazer severas criticas aos metodos nao tao convencionais de Sergio Moro e ser implacavel contra Bolsonaro. A extrema direita o esta acusando ateh de ser petista...hehe

Todo mundo com sangue nos olhos e faca nos dentes..Credo!

 

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Junior Sertanejo

Eu tive o grato prazer de

Eu tive o grato prazer de conhecer em vida,um humorista baiano,homonimo seu,que dava de pau no senhor.Chamava-se Milton da Silva Bitencourt.Voce nao leva nenhum jeito,por mais que tente.

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Zé Trindade

Nao Sertanejo, nao atropela

Nao Sertanejo, nao atropela os fatos, meu Zeh Trintade eh por conta de que me chamo Jose e o Trintade eh por contra da Santissima, o Pai, o Filho e o Espirito Santo. 

Ze Trintade, Oscarito, Mazaropi, Grande Otelo sao outra coisa, sao os classicos do humor nacional que nao saem da minha viideoteca...

 

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adriano r. ferreira

Karnal que ama Ponder, que

Karnal que ama Ponder, que ama Villa, que ama Azevedo, que ama Olavo de Carvalho, que ama Frota, que ama Kim, que ama Bolsonaro, que amam quem pagar mais...

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Antonio Uchoa Neto

...e termina casando com o

...e termina casando com o Moro, que não tinha entrado na história.

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Márcia Alves Vilella

karnal/Moro

Parabéns, pela carta muito bem escrita, dando total clareza e representatividade ao fato.

A questão da gravidade desse encontro harmonioso é semelhante ao "cidadão de bem" que confraterniza com um traficante assassino e ainda assim se diz  "cidadão de bem". Como bem diz o autor da carta, todos temos o direito de estarmos com quem quisermos e sermos amigos de quem quisermos, mas fica claro, quem somos, o que defendemos e de que lado estamos. 

O leandro Karnal já demonstrou de que lato está. Repudio, com a certeza de que ele está do lado errado. 

Márcia

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Marcelo33

ACho que estão dando ao

ACho que estão dando ao Karnal mais importância do que ele merece...

Vai minha opinião sobre o próprio...

E ao anjo da igreja de Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:

Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!
 

Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
Apocalipse 3:14-16

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