14 de agosto de 2026

Lula e Sheinbaum fecham aliança para aproximar Petrobras e Pemex

Presidentes do Brasil e do México projetam acordos comerciais e alinham posições diplomáticas frente a pressões de Washington
Foto: Ricardo Stuckert / PR

▸ Lula e Sheinbaum discutem cooperação econômica, energética e revisão de acordos comerciais entre Brasil e México.

▸ Petrobras e Pemex avançam em projetos conjuntos; Brasil busca acelerar negociações comerciais com México.

▸ Presidentes apoiam candidatura de Bachelet à ONU e reforçam diálogo para integração e estabilidade regional.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente Lula (PT) e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, concordaram em aprofundar a cooperação econômica e diplomática entre as duas maiores economias da América Latina. Em videoconferência realizada na noite desta quinta-feira (13), os chefes de Estado priorizaram parcerias no setor energético e a revisão de acordos comerciais considerados defasados, além de discutirem uma agenda social e a estabilidade política regional.

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A aproximação ocorre em um momento de crescentes protecionismos e tarifas impostas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Diante desse cenário, Brasília e Cidade do México buscam fortalecer a soberania e expandir mercados consumidores conjuntos.

Energia e comércio no centro da agenda

Um dos eixos centrais da conversa foi o avanço operacional do memorando de entendimento firmado entre a Petrobras e a estatal mexicana Pemex. Os líderes manifestaram a expectativa de que projetos conjuntos de cooperação energética tenham início em breve. A pauta atende também a demandas trazidas em contatos anteriores, quando o governo mexicano sinalizou interesse no modelo brasileiro de produção de etanol para suprir o mercado interno e estruturar ações de combate à fome.

Do lado comercial, o governo brasileiro defendeu a aceleração do cronograma de negociações definido no último ano durante visita do vice-presidente Geraldo Alckmin ao México. Para o Palácio do Planalto, o volume de trocas atual ainda se encontra abaixo da capacidade dos dois países.

Em publicação em suas redes sociais, Sheinbaum resumiu os princípios da parceria. “Em uma videochamada, tive uma conversa muito boa com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Falamos sobre os importantes avanços conjuntos em matéria de comércio, assim como a colaboração entre Pemex e Petrobras”, afirmou a presidente mexicana.

Ela também destacou a convergência política das gestões: “México e Brasil compartilham a visão de prosperidade, bem-estar e soberania. Estamos convencidos de que, trabalhando de maneira coordenada, podemos fortalecer ainda mais os laços econômicos, comerciais e energéticos.

Apoio a indicadores sociais e ação global contra o feminicídio

Além das pautas econômicas, Sheinbaum teceu elogios públicos à condução econômica do governo brasileiro, citando indicadores como o crescimento do PIB acima de 3%, a desaceleração da inflação e a redução do desemprego.

Reconhecemos os resultados alcançados pelo presidente Lula à frente do Brasil: a economia mantém um crescimento superior a três por cento, inflação que se moderou, mais empregos e uma redução significativa do desemprego”, escreveu a líder mexicana, acrescentando que “também se destacam o fortalecimento do salário mínimo, a recuperação da renda das famílias e avanços sociais que melhoraram as condições de vida de milhões de brasileiras e brasileiros”.

Na esfera das políticas sociais, Lula apresentou uma proposta elaborada pela primeira-dama, Janja Lula da Silva, voltada à criação de uma iniciativa internacional de combate ao feminicídio. A medida foi classificada pelo Planalto como bem recebida pela mandatária mexicana, a única líder progressista de grande porte a compor o eixo de alianças diretas do Brasil na região atualmente.

Alinhamento diplomático na América Latina

No plano regional, os dois presidentes reafirmaram o apoio conjunto à candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Durante o diálogo, Lula e Sheinbaum celebraram o recente restabelecimento das relações diplomáticas entre o México e o Peru, defendendo o diálogo contínuo como ferramenta para a integração sul e centro-americana. Os governantes também abordaram as recentes crises humanitárias e tragédias ambientais enfrentadas por países vizinhos, registrando lamentações pelos eventos ocorridos na Venezuela e na Colômbia, além do cenário humanitário delicado em Cuba.

A intenção sinalizada pelas duas capitais é manter o calendário de conversas de alto nível para dar andamento aos acordos operacionais nos próximos meses, consolidando uma frente comum de atuação geopolítica.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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