extraído do Multimídia do Dia de ontem, que mereceria flutuar
Flutuar quero dizer: a seção Multimídia do Dia, Clipping do Dia e Fora de Pauta a Equipe GGN não deixá-los lá embaixo, e, sim, ir levantando-os pro meio da longa lista de post-títulos estritamente políticos. A arte é inútil (como diz Oscar Wilde e outros), a arte não deve ser conscientizadora (daí, a arte não deva ser engajada – apesar de conter engajamentos, mas que empobrecem a fruição, a viagem por conta do apreciador, as múltiplas interpetações que podem arejar e ampliar a mente, não simples entretenimento, nem a praticidade do que é chamado de cultura popular (objetos feitos em série). Com todo o respeito a Milton Nascimento, é demagógica a “todo artista deve ir aonde o povo está”. E, sim, elevar o povo à cultura mais elaborada e … mais viajante, mais rica. Não é simplesmente menosprezar a cultura erudita como elitista versus a cultura popular. Ou vice-versa, endeusar a cultura popular. Por sinal “cultura” tem uma infinidade de conceituações, daí o cuidado ao se usar tal termo.
(mal iniciei o longo em busca do tempo perdido, mas quase no início, quando um menino pergunta ao tio o que ele acha das poesias, o tio responde que quanto menos sentido (“mensagens”) houver numa poesia, mais ela é… poesia – assim decepcionando o menino que esperava uma definição). Repito q não li Proust mas q parece – me parece – mesmo uma maravilha, mas seus longos períodos, na longuíssima obra, desanima, até se encontrar pérolas como esta. É preciso de muito tempo e ler aos poucos, coisa cada vez mais difícil no ritmo crescente imposto pelo “sistema ” e suas infinitas possibilidades de tirar a atenção, a concentração, o tempo, daí simplesmente admirar-se o rip-rop e afins como arte do povo… Não que não seja uma necessária manifestação). E é chique citar Proust.
NICKNAME
7 de fevereiro de 2015 12:49 pmextraído do Multimídia do Dia de ontem, que mereceria flutuar
Flutuar quero dizer: a seção Multimídia do Dia, Clipping do Dia e Fora de Pauta a Equipe GGN não deixá-los lá embaixo, e, sim, ir levantando-os pro meio da longa lista de post-títulos estritamente políticos. A arte é inútil (como diz Oscar Wilde e outros), a arte não deve ser conscientizadora (daí, a arte não deva ser engajada – apesar de conter engajamentos, mas que empobrecem a fruição, a viagem por conta do apreciador, as múltiplas interpetações que podem arejar e ampliar a mente, não simples entretenimento, nem a praticidade do que é chamado de cultura popular (objetos feitos em série). Com todo o respeito a Milton Nascimento, é demagógica a “todo artista deve ir aonde o povo está”. E, sim, elevar o povo à cultura mais elaborada e … mais viajante, mais rica. Não é simplesmente menosprezar a cultura erudita como elitista versus a cultura popular. Ou vice-versa, endeusar a cultura popular. Por sinal “cultura” tem uma infinidade de conceituações, daí o cuidado ao se usar tal termo.
NICKNAME
7 de fevereiro de 2015 1:13 pmProust e a poesia (é chique citar Proust )
(mal iniciei o longo em busca do tempo perdido, mas quase no início, quando um menino pergunta ao tio o que ele acha das poesias, o tio responde que quanto menos sentido (“mensagens”) houver numa poesia, mais ela é… poesia – assim decepcionando o menino que esperava uma definição). Repito q não li Proust mas q parece – me parece – mesmo uma maravilha, mas seus longos períodos, na longuíssima obra, desanima, até se encontrar pérolas como esta. É preciso de muito tempo e ler aos poucos, coisa cada vez mais difícil no ritmo crescente imposto pelo “sistema ” e suas infinitas possibilidades de tirar a atenção, a concentração, o tempo, daí simplesmente admirar-se o rip-rop e afins como arte do povo… Não que não seja uma necessária manifestação). E é chique citar Proust.
Anna Dutra
7 de fevereiro de 2015 3:22 pmAlegria!
M★R★VILHOS★!