13 de junho de 2026

SABESP foi perversa com gestão da água, diz promotor de Justiça

Na mais severa estiagem em 2012 e 2013, a SABESP não tomou medidas e foram os dois anos de maiores lucros líquidos da Companhia, comprova ação civil

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Jornal GGN – “A SABESP segue uma política de gestão da água perversa”, disse o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial e Defesa do Meio Ambiente (GAEMA), Rodrigo Sanches Garcia, ao GGN. A conclusão também é da ação civil pública, aberta depois de um inquérito do grupo, que acompanhou de perto os comitês da Bacia PCJ (dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), desde junho de 2013.

O arquivo já recebido pela Justiça Federal de Piracicaba reúne documentos e provas de que nas situações mais críticas do Cantareira, a SABESP continuava a privilegiar o lucro, em detrimento à proteção ou zelo pelo abastecimento futuro. O promotor foi além: a companhia preocupava-se em garantir água para São Paulo até novembro de 2014, apenas enquanto detinha o direito de uso do sistema.

“A intenção da SABESP era tirar água enquanto pudesse, inclusive para não ter que decretar racionamento. Sempre com a lógica, não da preservação do sistema, mas do quanto se pode retirar de água. Porque água é dinheiro”, disse Rodrigo Sanches Garcia.

Os dados estão explícitos na ação civil pública. Um deles é sobre o Banco de Águas, que é uma reserva que autoriza a não retirada total da água das bacias da Região Metropolitana de São Paulo e dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, para armazenar essa diferença nos reservatórios do Cantareira, em uma tentativa de garantir “crédito a ser utilizado em períodos de escassez hídrica”.  

“O Banco de Águas não é uma metodologia reconhecida cientificamente”, defenderam os promotores na ação.

“Para demonstrar a insubsistência deste Banco de Águas, insta registrar que, no período de janeiro de 2006 a fevereiro de 2014, a SABESP acumulou um Banco de Águas que corresponde, em média, a 426,11% do Banco de Águas do PCJ e que, no momento de maior criticidade hídrica, foi amplamente utilizado pela SABESP, com a autorização da ANA e do DAEE, acelerando o consumo do volume útil do Sistema Cantareira”, exemplificaram, em uma das situações de superexploração comercial da água pela empresa.

Sanches Garcia contou que as vazões muito abaixo da média eram conhecidas pela SABESP pelo menos desde 2012. “E, mais, se perguntasse para a SABESP se tinha mecanismos internos de gestão de crise, afirmava que a gestão de risco era interna, não externa. Quer dizer, como pode desconsiderar os fatores externos?”, questionou.

Com isso, o Ministério Público do Estado de São Paulo, aponta – mesmo que além do objetivo de preocupação ambiental – a negligência da companhia com as condições já previstas e conhecidas.

“Conclui-se claramente que em 2012 e 2013 não foram tomadas medidas para proteger o Sistema Cantareira da mais severa estiagem registrada em toda a série histórica. Paralelamente, foram os dois anos nos quais se obteve os maiores lucros líquidos da história da Companhia e de distribuição de dividendos, valendo observar que, neste período, o Sistema Cantareira foi responsável por 73,2% da receita bruta operacional da empresa, denotando a superexploração daquele sistema produtor que não mais conseguiu se recuperar diante da gravidade do atual evento climático de escassez”, alarmaram os promotores de Justiça.

O Trabalho do MPSP

A investigação e acompanhamento do Ministério Público do Estado de São Paulo teve início em junho do ano passado, com o intuito de analisar a renovação da outorga, que desde março de 2013 estava sendo discutida pela Agência Nacional de Águas e pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (estadual) com a SABESP.

Mas, foi a crise hídrica que alterou relativamente os objetos de investigação dos promotores do Grupo de Atuação Especial e Defesa do Meio Ambiente. “Já em dezembro, o Consórcio PCJ alertava o corte da metade do uso da água. Em novembro foi que o GAEMA formalizou a investigação. Em 31 de janeiro, na reunião do CPMH – uma das câmaras do PCJ de monitoramento hidrológico – propusemos a moção, com a preocupação da incorporação dos Bancos de Águas no volume Equivalente”, explicou Rodrigo Sanches Garcia.

Essa sugestão dos promotores (anexo) visava diminuir os riscos de seca do Sistema. Como já apresentado, o Banco de Águas propunha ser um “crédito” para situações como essa. Ao invés de ser usado indiscriminadamente, como estava sendo feito pela SABESP, o MPSP recomendou incorporar essa água aos demais reservatórios.

“Depois, em 5 de fevereiro, fizemos o mesmo pedido a ANA e ao DAEE. A recomendação existe desde o início”, disse o promotor, e completou que o pedido não foi atendido, e a crise aumentou.

“Tinha que fazer a diminuição da retirada [de água do sistema]! E quando questionávamos os gestores [ANA, DAEE e SABESP], eles justificavam que tinham que seguir a outorga e que nela não havia a redução da retirada de água. Justificavam que não havia consenso no GTAG. Mas não tem que ter consenso para isso, tem que ter preservação dentro do sistema”, questionou.

A criação do Grupo Técnico de Assessoramento para gestão do Sistema Cantareira (GTAG-Cantareira) pelos gestores ocorreu em fevereiro deste ano. Em março, o saldo existente no Banco de Águas se extinguiu e os gestores continuaram mantendo uma grande vazão de retirada de água.

O MPSP concluiu que o GTAG estava sendo inequivocamente otimista, ao usar para os relatórios de previsão as afluências médias mensais do histórico do Cantareira, desde 1930. Ou seja, a média em 84 anos.

Ao ser questionado por que o MPSP não entrou com ação civil antes, durante todo esse tempo, Rodrigo Sanches afirmou que outras investigações estão em andamento e que a prioridade do Ministério Público não era a responsabilização dos gestores, mas o abastecimento a longo prazo, acompanhando e instruindo o gerenciamento da Câmara PCJ.

“Fizeram o reservatório para durar até 30 de novembro, e ele vai durar. A nossa preocupação não é essa. É com a água de 2015, com a recuperação desse reservatório”, exclamou.

A intenção foi interrompida e o grupo decidiu agir pela Justiça. “O que fez o MPSP entrar com ação foram dois momentos, o ápice: a saída do ANA do GTAG, como uma entidade nacional sai do gerenciamento de risco? E, segundo, a proposta da SABESP de retirada da segunda parcela do volume morto. Aí, não teve jeito, tivemos que entrar com ação”.

“Desde o início de julho, nós estamos correndo por fora”, informou o promotor.

A preocupação inicial do grupo, de intervir pacificamente, fez sentido quando Rodrigo Sanches Garcia foi questionado se, diante de tais feitos, a SABESP poderia perder o direito de outorga: “É… Não. Acho que não seria o caso. Por que quem vai pegar a outorga do Cantareira?”.

***

Leia a íntegra da Ação Civil Pública; o comunicado do GTAG de março de 2014, que declarou o fim do saldo do Banco de Águas e usou como relatório de análise o histórico antigo do Sistema Cantareira, e a recomendação do MPSP para a suspensão do uso do Banco.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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43 Comentários
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  1. Fabiana C.

    15 de outubro de 2014 4:19 pm

    Para os paulistas e

    Para os paulistas e paulistanos que votaram no Alckmin, sofram as consequências agora. Bem feito!

  2. Assis Ribeiro

    15 de outubro de 2014 4:22 pm

    Não foi perversa, foi criminosa.

    Logo no início do artigo:

    “Na mais severa estiagem em 2012 e 2013, a SABESP não tomou medidas e foram os dois anos de maiores lucros líquidos da Companhia, afirma ação civil”

    Logo em seguida:

    “O arquivo já recebido pela Justiça Federal de Piracicaba reúne documentos e provas de que nas situações mais críticas do Cantareira, a SABESP continuava a privilegiar o lucro, em detrimento à proteção ou zelo pelo abastecimento futuro.”

    O grifo acima é meu. A falta de abastecimento por falta de zelo é algo muito mais grave.

    No mais, o significado de Perversão

    s.f. Ação ou efeito de perverter ou de se perverter.
    Ação que faz com que o bem se torne mal; corrupção.

  3. gabi_lisboa

    15 de outubro de 2014 4:23 pm

    Em outros países

    político eleito pode ser preso por má gestão. Aqui no Brasil, esses caras não só não vão presos como são reeleitos e passam a vida toda usufruindo das benesses de funcionário público de alto escalão. Eu espero muito ver o Alckimin ter que, pelo menos, se explicar um dia. A desmoralização pública é o mínimo que esse sujeito merece.

  4. Lucinei

    15 de outubro de 2014 4:37 pm

    Primeiramente, um “bom dia”

    Primeiramente, um “bom dia” pra essa promotor.

    Mas…E daí?!

    Quem no tucanistão vai se importar?

  5. Sérgio Rodrigues

    15 de outubro de 2014 4:43 pm

    Acorda São Paulo!..

     

    Hoje também um estado tipicamente importador. Haja prejuízo a nossa Balança Comercial!…Enquanto a decadência prossegue sob a batuta tucana, a Elite quatrocentona e seus seguidores destilam ódio e preconceito contra o PT, que mudou e muda o Brasil pra melhor.. Ainda há tempo, ACORDA SÃO PAULO!….

  6. Sérgio Rodrigues

    15 de outubro de 2014 4:45 pm

    Acorda São Paulo!..

     

    Hoje também um estado tipicamente importador. Haja prejuízo a nossa Balança Comercial!…Enquanto a decadência prossegue sob a batuta tucana, a Elite quatrocentona e seus seguidores destilam ódio e preconceito contra o PT, que mudou e muda o Brasil pra melhor.. Ainda há tempo, ACORDA SÃO PAULO!….

  7. João Maria Fernandes de Sousa

    15 de outubro de 2014 4:53 pm

    Bobinha nossa justiça…

    “Desde o início de julho, nós estamos correndo por fora”, informou o promotor.

    Sei, ai só agora, após o estelionato eleitoral do PSDB em São Paulo, estelionato esse que contribuiu inclusive para por em risco a eleição da Dilma, é que a proba justiça se manifesta, preocupada, só depois da Opus Dei se garantir, com o desabastecimento quase inevitável…

    Justiça comprada pelos tucanos, dá nisso.

    500 kg de farinha da boa viram nada… falta de água na “locomotiva” do Brasil vira notinha de repúdio.

  8. Luiz FS

    15 de outubro de 2014 4:56 pm

    Aqui é São Paulo

    Pois é, cúmplices da própria tragédia! E ainda dizem que os nordestinos é que não sabem votar.

  9. alfredo machado

    15 de outubro de 2014 5:00 pm

    Torneira seca

    Nassif,

    Esta desgraça vem sendo anunciada há meses, a grande imprensa sabe de tudo e faz cara de paisagem, os paulistas tem a completa possibilidade de estar a par do enorme problema, logo…..

    Só mesmo quando terminar a água ( torneira seca prá valer) é que darão conta que estão à frente de um problema que pode vir a ser insolúvel, uma mais que perfeita tragédia anunciada. 

    1. Marly

      15 de outubro de 2014 5:55 pm

      Pois é, Alfredo…

      É triste para todos nós que há meses, tomamos conhecimento que, há nove anos o governo de S. Paulo foi informado das providências a serem tomadas para evitar tal calamidade!  Serra nada fez!  Alckmin ídem, principalmente nos últimos meses quando a situação agravava-se diariamente. Ele queria se reeleger e com a aquiescência da mídia, protagonizaram o maior golpe ao povo paulista!   Isso, chama-se GOVERNO TUCANO !  Deplorável atitude!!!

  10. Ninguém

    15 de outubro de 2014 5:04 pm

    Enquanto os acionistas da Sabesp ficam com o lucro líquido…

    A população arca com a dívida seca.

    Uma coisa que gostaria de saber é quem são os acionistas da Sabesp e, se entre eles, há tucanos emplumados…

    1. Bom dia

      16 de outubro de 2014 11:49 am

      Concordo plenamente!

      Concordo plenamente!

  11. Marcos Antônio

    15 de outubro de 2014 5:04 pm

    Lamento pelos paulistas,

    Lamento pelos paulistas, pelos pais que tiveram filhos neste período, dos enfermos e não têm como se socorrerem…

    Falta de água não é problema para os mais ricos, o dinheiro compra água que ainda é um bem mais barato que os custos com parafernália digital.

    Tem que se procurar o REAL motivo da vitória no primeiro turno, tem que escaranfunchar emails, paróquias e rede sociais…

    O medo e a ignorância foram maiores que a clareza…

  12. DUDE

    15 de outubro de 2014 5:10 pm

    ESTA A GRANDE DIFERENÇA ENTRE PT E PSDB

    Vejo o” mete o pau”  danado porque a Petrobrás lucrou menos do que o esperado, deixando de se analisar que os investimentos foram imensos, principalmente no Pré-Sal. Aí as ações da Petrobrás caem, porque os acionistas querem lucros.Aqui, na Petrobrás, o comando é do PT, que busca o interesse do povo. Se é preciso investir, temos que investir; os acionistas devem entender que o patrimônio enriquecido também deve estar presente do preço das ações. No futuro, haverá muito mais lucro, mas com certeza os interesses do povo serão atendidos com prioridade.

    Na Sabesp, não há investimentos necessários. É o lucro que manda, refletindo nas ações. Aqui o comando é do PSDB, que semeias e busca sempre o interesse privado, este que prevalece. Que o povo se lasque. Que fique sem água, que os desastres ecológicos aconteçam. E daí?  Flora? Fauna? Para que? Ora temos até o apoio da  Marina.  É o que pensam os grandes líderes do PSDB, no seu território..

    Precisamos entender que o Estado está aí para servir o povo, o cidadão, e não grupos econômicos e interesses do setor privado.

    Falando nisto, e  o apagão? Com uma seca sem precedentes na história do País,  temos energia suficiente para a continuidade de nosso desenvolvimento e no atendimento de nossas necessidades. Isto graças a Dilma, que, desde o tempo em que ministra de Minas e Energia, ampliou a condição de produção de energia elétrica, em todas os setores, inclusive com Termo-elétricas – tão atacadas pela Marina, lembram-se?-  E hoje temos energia suficiente.

    Não é o que acontece com o PSDB, o partido do caos! Aquele que quebrou o País e nunca investiu. Sempre protegeu a lucratividade das mutinacionais e do setor rentista do Brasil.

    Esta é a grande diferença!

    Acorde Brasil.

    Viva Lula. Viva Dilma.

  13. Mario Siqueira

    15 de outubro de 2014 5:12 pm

    O explícito cinismo da Folha

    A Folha escondeu a crise hídrica em São Paulo até que Alckmin fosse reeleito.

    Agora, em editorial,  mostra-se altamente indignada com a gravidade da situação. Termina o texto com um veemente “Até quando, governador ?”.

    O festival de cinismo está aqui:

    http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/10/1532589-editorial-ate-quando.shtml

  14. alfredo machado

    15 de outubro de 2014 5:19 pm

    Pipa d’água que horror

    Nassif,

    Negar o racionamento e deixar baiiro de gente simples fica 3 dias sem água, é muita crueldade.

    Do Tijolaço,

     

    Motorista de caminhão-pipa vira “Robin Hood” da água em São Paulo

    15 de outubro de 2014 | 14:07 Autor: Fernando Brito

    Como é que a gente diz que não há gente boa no Brasil

    agua

    Leiam esta matéria sensacional do Agora São Paulo sobre Fábio Bahia, motorista de um caminhão- pipa, e seu patrão, Anderson Hudson, dono da Hudson Entulhos.

    O motorista encheu o tanque do caminhão com água, pagando do próprio bolso, para distribuir aos vizinhos de um bairro modesto. E seu patrão, que não gostou de ver o caminhão desviado do serviço, parou, pensou e achou que sua empresa fazia muito bem ajudando as pessoas e ainda reembolsou o gasto do motorista.

    Gente bacana, de bom coração, tem muita em São Paulo, gente que está muito longe do ódio doentio que alguns manejam na rede.

    E da irresponsabilidade com que o povo de São Paulo está sendo tratado pelos seus governantes.

    Morador desvia caminhão e distribui água para vizinhos

    Fabio Pagotto e Rafael Ribeiro, do Agora

    O motorista de uma empresa que trabalha com destinação de resíduos da construção civil desviou um caminhão-pipa da firma e pagou cerca de R$ 78 do seu próprio bolso para distribuir 16 mil litros de água mineral a seus vizinhos, no Jardim Novo Pantanal (zona sul), na manhã de ontem.

    O bairro está há três dias sem água.

    Inicialmente, o proprietário da empresa, Anderson Herrmann Hudson, 37 anos, pensou em demitir o funcionário, chamado de Fábio Bahia.

    “Fiquei bravo duas vezes. Primeiro ao ver pelo rastreador do caminhão que ele desviou da rota. Depois, porque ele não me disse o que iria fazer”, disse.

    Após o motorista explicar a atitude desesperada para garantir água a sua vizinhança, Hudson mudou de ideia e disse que vai reembolsar o funcionário.

    “Minha empresa tem que servir à comunidade. E não vejo melhor maneira que essa, de levar água a quem precisa, em meio a essa crise que estamos vivendo”, disse.

     

  15. drigoeira

    15 de outubro de 2014 5:37 pm

    Chupa que é de uva!!!

    Tem que chupar!!! CHUPA QUE É DE UVA!!!

    Hoje de manhã ví que tem muita água no rio Tietê, passando dentro de SP. É só pegar água dalí.

    Como assim racionamento de água!

    1. basílio

      15 de outubro de 2014 7:52 pm

      Não era de Chuchú???

      Não era de Chuchú???

  16. Marly

    15 de outubro de 2014 5:47 pm

    A mídia ocultou…

    Enganando o povo paulista, a mídia criminosamente ocultou o caos que se aproximava.. Só através de Blogs como este ,tomávamos conhecimento da manipulação da mídia e governo paulista, com a finalidade da reeleição de Alckmin. Inúmeros artigos de Sérgio Reis, vêm há meses alertando para esse desfecho. Este é o governo tucano! Tenho muita dó dos colegas paulistas, que aqui nesse espaço denunciavam sua preocupação, cientes da incompetência  do Governador Alckmin. Mas infelizmente,a grande maioria do povo se pauta pela TV e os jornais, que são coniventes com o governo paulista.  Acorda São Paulo, embora o estrago esteja feito. Elegeram um poderoso  inimigo e, em primeiro turno. Lamento!!

  17. O Mar da Silvao

    15 de outubro de 2014 5:57 pm

    No Paraná, a gestão tucana na

    No Paraná, a gestão tucana na COPEL também segue o mesmo ritmo: privilegiar os investidores em detrimento da prestação do serviço ao povo paranaense.

     

    Lá como aqui, o PIG – financiado pelos bicudos – não diz nadica de nada sobre quem é beneficiado com o modelo tucano de governar.

     

    Sempre agindo depois da porta arrombada, a justiça paulista vem com essa pérola. Pior que aqui no Paraná a justiça ainda nem lança seus olhos sobre a gestão da COPEL.

     

    Como diz o Paulo Henrique Amorim: sem o PIG os tucanos não passariam das margens do Rio Tietê.

     

    Mas aqui no Paraná tem o Sr Moro – juiz federal dos vazamentos seletivos da Petrobrás.

  18. Vantuil Barbosa Filho

    15 de outubro de 2014 5:59 pm

    é pouco!

    Os paulistanos são mesmos de adimirar; preferem morrer, mas não adimitam que estão erradas nas suas escolhas políticas, sinceramente, eu os adimiro, mas não compartilho, farei meu dever cívico, estarei com eles nessa cova, mas não dentro, mas para jogar uma pá de cal sobre.

     

    1. AlvaroTadeu

      16 de outubro de 2014 9:55 am

      Quer recontagem de votos?

      Vantuil, não seja leviano, não acuse assim os paulistanos e paulistas. Nós da Capital assistimos angustiados ao racionamento branco de água, principalmente nos bairros mais pobres e nos municípios proletários da região metropolitana.  Eu acredito sinceramente que houve uma baita fraude nessa eleição. Não ganha no primeiro turno com a falta d’água, falência da USP e acordo com o PCC, que domina as penitenciárias do estado. Mais a educação do Ensino Médio, o mais rotundo fracasso da gestão tucana. No sistema eleitoral brasileiro (único no mundo), não há possibilidade de recontagem de votos, pois eles não são impressos. Se eu sinto cheiro de fraude no ar, não posso provar, tenho de reclamar com o bispo.

  19. basílio

    15 de outubro de 2014 6:12 pm

    Mídia Corporativa: Seca x Falta de Planejamento

    Segundo o que alguns chamam de Patriótica Imprensa Gloriosa, a falta de água em SP é devido a seca intempestiva, certamente causada pelo “fenômeno” do aquecimento global, sendo o governo do “doutor” Alkmim praticamente uma vítima do santo esquerdista responsável pela metereologia planetária e/ou de eventos climáticos inteiramente imprevisíveis.

    Já caso ocorresse o que o patronato do noticiário oligopolista fervorosamente torcia e previa, falta de energia elétrica, mesmo que fosse por poucos minutos, a causa seria “sem dúvida” a total falta de planejamento do setor e por conseguinte, do governo-que-aí-está.

    Como foram planejadas e construidas usinas termoelétricas para o país não ficar demasiadamente refém da hidrologia, além de estar sendo construido um recorde de usinas eólicas, todas elas usinas de operação mais caras que as hidrelétricas (mas de operação imensamente mais barato que o custo da falta de energia), inventaram uma “crise do setor” ou que “o consumidor  vai pagar mais caro”;  só esqueceram os redatores de tais jóias jornalísticas de enfiar casquinhas de sorvetes nas respectivas testas.

    A falta de seriedade, ética, e espírito minimamente democrático dessa imprensa que se autodispensa regulação, isso independentemente de suas posições pólíticas, assusta.

    A falta de competência técnica do partido que afirmava ser o único a “possuir quadros” também.

  20. Fábio de Oliveira Ribeiro

    15 de outubro de 2014 6:18 pm

    Os primeiros sinais do
    Os primeiros sinais do colapso do sistema de abastecimento de água de São Paulo foram dados em 2004. Deste então a situação foi se deteriorando sob o olhar conivente do Procurador Geral do Estado. Portanto, mais perverso que a Sabesp foi o MP de São Paulo, que levou uma década para tomar providências e só agiu agora que estamos à beira de uma verdadeira catástrofe. Espero que os lentíssimos promotores paulistas sintam na própria pele a falta de água porque assim o MP recuperará alguna seriedade.

  21. JOSÉ CLÁUDIO RAMOS RODRIGUES

    15 de outubro de 2014 6:35 pm

    CRISE DA ÁGUA EM SÃO PAULO

    ALGUÉM QUE TEM ACESSO A CAMPANHA DE DILMA NÃO PODERIA SUGERIR QUE A CAMPANHA FAÇA UMA PEÇA PUBLICITÁRIA PARA A TV DENUNCIANDO ESSE ESTELIONATO ELEITORAL EM SÃO PAULO, MOSTRANDO A FALTA DE ÁGUA EM PRATICAMENTE TODA A REGIÕES METROPOLITANA DA GRANDE SÃO PAULO, A CONDENAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO SOBRE A GESTÃO DA SABESP, ETC, ETC… ISSO NÃO SERIA UM TRUNFO IMPORTANTE PARA BARRAR O AVANÇO TUCANO EM SP?

  22. SErgiopet

    15 de outubro de 2014 7:08 pm

     
    E tem gente que acha que o

     

    E tem gente que acha que o pau não vai comer? Será? Quantas pessoas atingidas no consumo, nos serviços, no comércio e na produção industrial? Não tenho dúvidas que a reação vai ser muito violenta.

    1. Alan Souza

      15 de outubro de 2014 7:51 pm

      Geraldinho põe a PM…

      Se om povo reagir, violentamente ou não, o Geraldinho Opus Dei bota a PM pra descer o cacête nos reclamantes. E segue a tunga!

  23. paul moura

    15 de outubro de 2014 7:09 pm

    Pura balela da Promotoria

    Não há nenhum argumento cabível para não ter entrado com a ação a muito tempo atrás.

    Vejam essa pérola:

    Ao ser questionado por que o MPSP não entrou com ação civil antes, durante todo esse tempo, Rodrigo Sanches afirmou que outras investigações estão em andamento e que a prioridade do Ministério Público não era a responsabilização dos gestores, mas o abastecimento a longo prazo, acompanhando e instruindo o gerenciamento da Câmara PCJ.

    Somente duas pergunrtas:

    -Como se garantiria o abastecimento de longo prazo sem garantir o abastecimento de curto prazo?

    A não ser na hipótese de que não exitam mais consumidores…(SIC)?

    -Como se faz para conter uma ação nefasta (perversa, horrorosa, incompetente, hipócrita) e até criminosa, não se responsabilizando os gestores? 

    Vão responsabilizar a quem, a fada madrinha, por acaso!!!!

     

  24. rita scaramuzzi

    15 de outubro de 2014 7:15 pm

    o que é grave nisso tudo? a

    o que é grave nisso tudo? a sabesp se preocupou com o abastecimento de água na cidade de são paulo enquanto tem o direito de outorga. e tem data para acabar: novembro de 2014. lucrou tudo o que era possivel antes do fim da outorga.

    1. Alan Souza

      15 de outubro de 2014 7:49 pm

      Direito de outorga é nada…

      Queriam era garantir a reeleição do Alckmin, pra tunga continuar em São Paulo. Depois disso que se dane o mundo inteiro, pode acabar direito de outorga, pode morrer gente de sede, pode acontecer o diabo, que o Alckmin e o resto da Tucanada estpa pouco se lixando!

  25. Cristiano Scarpelli A. Pacheco

    15 de outubro de 2014 7:22 pm

    Toda a culpa ainda vai cair no colo da Dilma

    Sei não… Apesar da evidência de responsabilidades do governo paulista, isso pode não ficar claro para a população quando a crise virar drama real. A população não costuma fazer ideia do que é federalismo e quais são as responsabilidades estaduais e federais. Não vislumbro que as pessoas se satisfaçam em culpar apenas São Pedro quando a coisa piorar, então não é de todo improvável que isso ainda venha a cair no colo do PT, obviamente com o tradicional apoio da mídia a dizer que o governo nacional não deu apoio, etc…(aliás ainda não tenho clareza de qual a parcela de responsabilidade do governo federal e municipal na história, pois 1- a Agência Nacional de Água não participa do processo? 2- e me falaram que o governo municipal poderia “descontratar” a Sabesp, correto?)

    Enfim, ou o PT deixa clara as coisas desde agora, ou vai pagar o pato como sempre…

  26. ljunior

    15 de outubro de 2014 7:28 pm

    E o Aécio…

    …que se vire… Alckmin já está garantido…

    Muy amigo…

  27. Alan Souza

    15 de outubro de 2014 7:44 pm

    É uma gracinha, esse promotor…

    O promotor foi além: a companhia preocupava-se em garantir água para São Paulo até novembro de 2014, apenas enquanto detinha o direito de uso do sistema.

    “A intenção da SABESP era tirar água enquanto pudesse, inclusive para não ter que decretar racionamento. Sempre com a lógica, não da preservação do sistema, mas do quanto se pode retirar de água. Porque água é dinheiro”, disse Rodrigo Sanches Garcia.

    É uma gracinha, o dr. Rodrigo. Faltou coragem ou vontade de dizer que seguraram até onde puderam pra dar tempo de reeleger o Alckmin? O que faltou pra dizer com todas as letras que foi estelionato eleitoral? Não teve coragem de dizer “água é voto” no lugar de “água é dinheiro”?

    Esse MP Tucano de São Paulo é uma gracinha…

  28. Artaud

    15 de outubro de 2014 8:47 pm

    Bem na foto gnóstica.

    Tubos de um “gato” feito pela SABESP jorrando água abundante, Alckimin usando capacete de operário, mangas da camisa arregaçadas, papel e caneta nas mãos e olhar triunfante estendendo-se para o horizonte varonil e febril do meu Brasil. Vão ser semióticos assim na pqp!

     

    1. Nabor

      15 de outubro de 2014 11:42 pm

      Alckmin entende muito de

      Alckmin entende muito de engenharia, não foi a toa q ele se formou em medicina. Ele deveria responder criminalmente por isto.

      1. Jorge Moraes

        16 de outubro de 2014 2:38 am

        O anestesista

        Os predicados científicos do provincianíssimo Geraldo, que decerto colaboraram para que ostentasse a votação que ostentou, revelam-se na especialidade médica abraçada (e pouco ou nada exercida pelo cidadão): anestesista. 

        Silabando: a-nes-te-sis-ta. 

        Seria cômico, não fosse trágico. Inclusive para mim, morador do estado que se julga locomotiva, habitante este que fez parte dos 25% que votaram em Dilma e da minoria absoluta que não votou no governador eleito. 

        A-nes-te-si-a. 

        E olha que o senador por MG do mesmo bicudo partido do desidratado governador se chama Anastasia. 

        Parece piada pronta. 

        Só que dói. E eu já tenho sede. Pra começar, pretendo “bebê-los”, no dia 26. Com Dilma enxotando o candidato-ator.

        Assim espero. Embora já tenha tido mais certeza. Mas confio ainda. Cautelosamente confiante.

        Tucanos, ninguém merece essa praga!  

         

         

      2. AlvaroTadeu

        16 de outubro de 2014 9:45 am

        Médico, pero no mucho…

        Oi, Nabor, Alckmin formou-se em Medicina, mas eu tenho sérias restrições a esse diploma. Ele cursou faculdade de Medicina em Taubaté, no Vale do Paraíba. Ao mesmo tempo, foi vereador e prefeito da cidade de Pindamonhangaba, distante hoje uns 20km, mas à época, a estrada que liga as duas cidades não existia. E a Dutra, ligação natural, só tinha uma pista. Como é que dá para ser prefeito de uma cidade e estudar Medicina em outra? Além disso, de cada 100 médicos formados naquela universidade, duvido que 20 consigam as notas mínimas da prova do CRM-SP (não obrigatória). Vale lembrar que naquela época não havia fiscalização do MEC.

  29. altamiro souza

    15 de outubro de 2014 10:02 pm

    a água é lucro para os

    a água é lucro para os acionistas da sabesp nos governos tucanos.

    suprema perversuda  contra a população que tem sede.

    descobriram depois de vintea nos…

    grandes sherloques esses caras…

     

     

  30. Problema Resolvido

    15 de outubro de 2014 10:49 pm

    o PSDB vai oferecer aos

    o PSDB vai oferecer aos paulistas água em pó kkkkkkkkk

  31. Moraes

    16 de outubro de 2014 12:34 am

    Uma semana depois da eleição

    Uma semana depois da eleição e começa a aparecer a gravidade da coisa. E agora essa perua pisa no tomate. Essa é do ramo “deixa que eu chuto” mesmo. Fico imaginando uma cena: Alckmin saindo à rua para fazer campanha pro Aécio. Ele poderia começar pelos vizinhos dele, esses que agora reclamam. E percorrer os bairros de SP dando aquela risadinha amarela. Será que vai ter água para lavar os ovos podres? Vai precisar de muita PM.

  32. alrasec

    16 de outubro de 2014 1:30 am

    A vontade do deus Mercado

    É isso o que acontece quando os interesses do mercado financeiro são colocados acima dos interesses da população. Acorda Brasil! São Paulo é apenas um exemplo do que acontecerá no País se o Aécio for eleito. 

  33. Bom dia

    16 de outubro de 2014 11:48 am

    Pq SP ainda elegeu esse

    Pq SP ainda elegeu esse governador? Vão eleger Aécio também?

    Abram os olhos, típico do governo do PSDB. O povo que sofra.

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