14 de junho de 2026

Tentando entender o discurso de ódio antipetista, por Fernando Nogueira da Costa

 
Por Fernando Nogueira da Costa
 
Discurso de Ódio Antipetista

Busco entender, sem ainda compreender, as raízes mais profundas do discurso de ódio antipetista.

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Empatia é a capacidade de entender e sentir o que outra pessoa está experimentando, partindo da perspectiva referencial que é pessoal a ela, ciente das próprias limitações em acurácia, sem confundir a si mesmo com o outro. Seria o exercício afetivo e cognitivo de buscar interagir, percebendo a situação sendo vivida por outra pessoa, além da própria situação pessoal.

Na Psicologia e na Neurociência contemporânea, a empatia é uma espécie de inteligência emocional. Pode ser dividida em dois tipos:

  1. a cognitiva: relacionada com a capacidade de compreender a perspectiva psicológica das outras pessoas; e

  2. a afetiva: relacionada com a habilidade de experimentar reações emocionais por meio da observação da experiência alheia.

Levanto as seguintes hipóteses para se raciocinar não emocionalmente (em uma tentativa de racionalizar) a respeito da origem do discurso de ódio contra os milhares de eleitores — maioria nas quatro últimas eleições — e/ou simpatizantes petistas:

  1. ÓDIO DE CLASSE:

A burguesia acharia que os petistas visam desbancá-la de seu poder econômico e político, enquanto a pequena-burguesia temeria sua proletarização, isto é, o empobrecimento da classe média, aproximando-a do nível de vida dos proletários?

A mobilidade social ocorrida na Era Social-Desenvolvimentista (2003-2014), que diminuiu um pouco a concentração da renda do trabalho, porém não contrariou a tendência à concentração da riqueza, justificaria esse ódio de classe concentrado sobre os petistas?

  1. CONFLITOS DE INTERESSES ENTRE CASTAS:

A “socialdemocracia tropical” (ou social-desenvolvimentismo) correspondeu a uma aliança eventual entre a casta dos trabalhadores formais, organizados em sindicatos e partidos, e a casta dos sábios, seja tecnocratas, seja intelectuais pregadores (professores, sacerdotes, artistas, etc.), contando de início com o apoio de representantes da casta dos comerciantes, particularmente, empreiteiros e banqueiros?

Os grupos sociais, vistos como castas, não são só organismos que buscam o interesse próprio e a vantagem econômica. Também constituem encarnações de ideias e estilos de vida, que procuram impor aos outros.

Quando a casta dos trabalhadores organizados buscou impor seus valores às demais castas, posteriormente à sucessão do Lula, sentiu o peso do ódio e foi golpeada pela aliança de interesses entre a casta dos comerciantes-industriais, a casta de aristocratas-oligarcas dinásticos regionais, governantes de Estados e seus representantes parlamentares, a casta de guerreiros (policiais militares), e as dissidências da casta dos sábios, tanto tecnocratas, quanto membros do Poder Judiciário?

  1. ÓDIO RELIGIOSO:

O antissemitismo se assenta em frágeis bases preconceituosas:

  1. diferenças religiosas entre judeus e cristãos da Antiguidade a respeito da figura do “salvador” de toda a humanidade,

  2. acusação pela crucificação de Jesus,

  3. usura – cobrança de juros só a “não-irmãos”, uma prática comum em diversas religiões –,

  4. Cruzadas e reconquista de territórios ocupados por árabes e judeus,

  5. a Inquisição e a conversão forçada de judeus em “cristãos-novos”,

  6. o não pertencimento a um Estado próprio até a criação do Estado de Israel na região da Palestina,

  7. a imputação dos efeitos da hiperinflação alemã e da crise de 1929 ao crescimento poder econômico dos judeus, etc.

É possível afirmar que o antipetismo se assentaria, analogamente, em ódio aos ateus, descrentes de qualquer fé religiosa, embora uma das raízes do PT tenha sido a teologia da libertação em aliança com o sindicalismo, os movimentos sociais e intelectuais de esquerda?

  1. ÓDIO MORALISTA:

O moralismo é a doutrina ou comportamento filosófico ou religioso que elege a moral como valor universal, em detrimento de outros valores existentes. No viés heurístico da auto atribuição — onde a moral considerada correta é a própria e a incorreta, a dos outros diferentes de si –, a consideração moral é inconsistente:

  1. por estar separada do sentimento moral,

  2. por ser baseada em preceitos tradicionais irrefletidos, ou

  3. por ignorar a particularidade e a complexidade da situação julgada?

  1. ÓDIO DA EXCLUSÃO:

Os trabalhadores e artesãos com espírito comunitário ou corporativista excluem “os de fora”.

Uma conhecida máxima política diz que só se convoca uma convenção partidária quando tudo já está decidido pelo “comitê central”, formado pelos líderes de suas tendências, ou, em alguns casos, pelo cacique político criador (e na prática “dono”) do próprio partido. Evidentemente, ele pode “vender” algumas vagas ou mesmo ceder, “gratuitamente”, para alguns amigos ou parentes…

Todos “de dentro” serão futuros candidatos a cargos nomeados pela Nomenclatura, onde a “troca de favores” será retribuída, segundo o critério do “homem cordial”. Os “de fora” não possuem QI (Quem Indica) — e são excluídos.

Neste sentido, a sociedade brasileira tem tido a oportunidade de assistir, em governos de coalizão, a partilha de cargos no governo federal para se montar uma maioria base governista e não ser golpeado. Na nossa Tropicalização Antropofágica Miscigenada, misturou-se presidencialismo com parlamentarismo e ausência de cláusula de barreira para partidos se representarem no Congresso. Dado o risco de golpe parlamentarista, acirrou-se o “toma-lá-dá-cá” fisiológico.

No nosso mundo político-partidário, misturam-se também os poderes tecnocráticos e as trocas de favores pessoais, deixando de lado a meritocracia tão cara aos universitários. O critério técnico de mérito, esforço próprio e reputação profissional é substituído pelo de “laços afetivos (e efetivos)” com caciques de partidos.

No “governo do PT” (sic), na formação da base governista, bastou um simples diploma de curso superior para justificar a “competência” para o cargo?

6. ÓDIO AO APARELHAMENTO:

A Constituição parlamentarista em regime presidencialista soma os defeitos de ambos os regimes:

  1. a fragilidade parlamentar do presidencialismo com

  2. a ausência de quadros técnicos bem formados e estáveis, na burocracia estatal, para blindar os ministérios, as empresas estatais, as fundações, etc. contra o assalto dos parlamentares ao butim.

Não é na liberação de emenda parlamentar que está o problema, mas sim em muitos viverem dos lucros da triangulação entre parlamentares, seus indicados na máquina de governo, e fornecedores ou empreiteiros de obras públicas que recebem mais pelo serviço que não prestam ou que custa menos.

O PT não repetiu a prática dos outros partidos?

  1. ÓDIO RANCOROSO:

Um governo (re)eleito deseja colocar em prática suas concepções ideológicas. Uma política ideologicamente orientada, se for potencialmente impopular, só será colocada em prática se o governo tiver certeza de ser reeleito, isto é, se seu nível de popularidade estiver acima de um determinado nível mínimo. Se sua popularidade estiver abaixo deste nível mínimo, o governo vai começar a ter medo de não conseguir a reeleição ou a sucessão por um “herdeiro político”.

Nesse caso, à véspera da nova eleição, ele fará um esforço para aumentar sua popularidade, implementando uma política expansionista, aumentando os gastos públicos, de forma a reduzir o desemprego e aumentar o crescimento da renda, ou melhorando a qualidade dos serviços públicos na área de segurança, educação e saúde. Naturalmente, a situação será diferente se a taxa de inflação já existente for muito alta. Neste caso, o governo pensará que poderá ser vantajosa para si a implementação de uma política deflacionária.

Sábios-tecnocratas, como a Dilma, trazem a burocratização ou a presunção arrogante típica dos especialistas. Quando aconselhados por líder dos trabalhadores, com forte espírito comunitário ou corporativista, excluem o aconselhamento de “os de fora”. Caem nos vieses heurísticos da auto atribuição — atribuem o sucesso a si próprio e culpam os outros por eventual fracasso — e da auto validação — só conversam com quem pensa igual.

O estelionato eleitoral ocorreu quando, em 2015, colocou no comando do Ministério da Fazenda, dividindo o poder com um sábio-tecnocrata no Ministério do Planejamento, um legítimo representante da ideologia neoliberal da casta dos mercadores. Esta ideologia mantém intocada a disparidade do juro brasileiro e provoca a instabilidade econômica e a elevação das desigualdades sociais em favor de:

  1. um ajuste fiscal para garantir a solvabilidade da dívida pública, demanda principal dos rentistas,

  2. um ajuste cambial para garantir a competitividade dos industriais, demanda principal dos novos-desenvolvimentistas,

  3. um ajuste na relação entre salários e lucros, principal crítica dos social-desenvolvimentistas.

A casta dos guerreiros foi à rua através de Vem Prá Rua, Revoltados Online, MBL (Movimento Brasil Livre), pois eles atiçam guerras intermináveis por honra e vingança contra os democratas que derrubaram sua saudosa ordem-unida da ditadura militar. A direita perdeu a vergonha e “saiu do armário”, de maneira organizada, contando inclusive com financiamento externo.

A ordem social desmorona quando seu governante acredita que está fracassando – e, sob pressão, adota profundas reformas de acordo com o credo oposto. A base eleitoral do governo reeleito se sentiu traída pela adoção do programa da oposição derrotada em 2014. Dilma não conseguiu apoio dos mercadores e perdeu o apoio dos trabalhadores em 2015, solidários em 2016.

Muitos ex-petistas não acharam tudo isso odioso e guardam rancor — sentimento de profunda aversão provocado por experiência vivida, forte ressentimento, ódio profundo não expresso?

  1. ÓDIO AO APADRINHAMENTO POLÍTICO:

No Distrito Federal, o apadrinhamento político parece ser normal, especialmente no Congresso Nacional, que abriga verdadeiros clãs encabeçados por funcionários que entraram por meio de “trem da alegria”, ascenderam a postos-chaves, e agora empregam mulheres, maridos, filhos, irmãos e agregados em cargos de confiança – sem a necessidade de concurso público. Têm salários muito superiores ao de qualquer Professor-Titular, que estudou durante vários anos e passou em todos os concursos públicos, com defesa de tese, obrigatórios para ascender na carreira universitária.

Os nomes de senadores ou deputados de outros partidos estão ligados à maioria dos clãs ou dinastias políticas, sendo os padrinhos da indicação da maioria de seus afilhados, inclusive em cargos públicos supostamente técnicos, cujo acesso deveria ser por mérito.

O PT teria aceitado e praticado, intensamente, essa “regra-do-jogo político brasileiro”, indo contra seu discurso original, tendo assim decepcionado a esperança nele depositada por milhares de eleitores, simpatizantes e militantes?

  1. ÓDIO DA VITIMIZAÇÃO:

Valor (26/09/16): “O PT acusa Temer de traição. Qual foi o papel do vice?”

Eduardo Cunha: “Você tem que pensar o seguinte: é um momento no país muito complicado, tendo uma Constituição parlamentarista num regime presidencialista. Metade dos presidentes eleitos depois da ditadura foram impedidos. Tem que entender isso tudo. Não pode rotular, ficar fora do contexto. Tem que ter um contexto geral para se entender a visão do que aconteceu e cada um tirar a sua conclusão. Não se pode rotular nem de uma coisa nem de outra.”

Eduardo Cunha: “Essa foi a maneira que ela [Dilma] encontrou para criar o clima de que a gente estava trabalhando para incendiar e se vitimizar. Sempre foi a tônica dela. Sempre é vítima. Vítima de chantagem, vítima de pauta-bomba, vítima de não sei o quê. É a tônica do PT se vitimizar“.

Vitimização, segundo o blog Resenha Virtual, é ato ou efeito de (se) transformar em vítima. Auto vitimização acontece quando uma pessoa ou instituição se coloca no papel de vítima ou pessoa perseguida para anular críticas, opiniões ou objeções contra as quais não consegue contra argumentar.

Auto vitimização é um tipo de manipulação de natureza emocional que ocorre quando se esgotam os argumentos e o debate precisa ser suspenso por falta de lógica em seus posicionamentos.

Esse tipo de comportamento pode ocorrer em diversos contextos na vida, mas se conseguirmos identificá-lo é necessária a extinção deste comportamento, pois ele é prejudicial tanto para a vida pessoal como na vida profissional ou institucional-partidária. Em nossas relações humanas, todos nós estamos sujeitos a cair nesta armadilha emocional.

Na maior parte dos casos, a suposta “vítima” confunde ideias com sentimentos, ideologias com pessoas, apologética com ofensa pessoal, e no fundo revela certa falta de modéstia em admitir que simplesmente pode estar errada.

No pior cenário, a auto vitimização é uma espécie de desonestidade intelectual, pois quem defende suas ideias se torna o grande vilão, e o que se vitimiza pode conseguir adeptos que são exatamente como ele: “vítimas” de um sofrimento virtual que só tem plausibilidade na teimosa da sua imaginação. A auto vitimização precisa de uma plateia para funcionar.

A auto vitimização é um traço que aparece com muita frequência no discurso das pessoas que tendem a apresentar a fantasia de que não são responsáveis por nenhuma parcela do próprio sofrimento. Essas pessoas estão sempre colocando a “culpa” de seus problemas no governo, na economia, no partido, ou até mesmo na sorte!

  1. ÓDIO RECÍPROCO:

Será que o discurso de ódio não é igual e contrário?

Por causa de diferenças políticas, sociais, morais, religiosas, etc., os odientos em uma conjuntura de sofrimento, devido à crise econômica mundial, exigem um “bode-expiatório” para crucificar?

Em sentido figurado, um “bode expiatório” é alguém que é escolhido arbitrariamente para levar sozinho a culpa de uma calamidade, crime ou qualquer evento negativo, embora não o tenha cometido.

A busca do “bode expiatório” é um ato irracional de determinar que uma pessoa ou um grupo de pessoas, ou até mesmo algo, seja responsável de um ou mais problemas sem a constatação real dos fatos. Esse recurso é um importante instrumento de propaganda política.

Grupos usados como “bodes expiatórios” foram (e são) muitos ao longo da História, variando de acordo com o local e o período.

Aqui e agora, a caça às bruxas ocorre sobre petistas?

Fernando Nogueira da Costa é Professor Titular do IE-UNICAMP. http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ 

 

Fernando Nogueira da Costa

Fernando Nogueira da Costa possui graduação em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG (1974), mestrado (1975-76), doutorado (1986), livre-docência (1994) pelo Instituto de Economia da UNICAMP, onde é docente, desde 1985, e atingiu o topo da carreira como Professor Titular. Foi Analista Especializado no IBGE (1978-1985), coordenador da Área de Economia na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP (1996-2002), Vice-presidente de Finanças e Mercado de Capitais da Caixa Econômica Federal e Diretor-executivo da FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos entre 2003 e 2007. Publicou seis livros impressos – Ensaios de Economia Monetária (1992), Economia Monetária e Financeira: Uma Abordagem Pluralista (1999), Economia em 10 Lições (2000), Brasil dos Bancos (2012), Bancos Públicos do Brasil (2017), Métodos de Análise Econômica (2018) –, mais de cem livros digitais, vários capítulos de livros e artigos em revistas especializadas. Escreve semanalmente artigos para GGN, Fórum 21, A Terra é Redonda, RED – Rede Estação Democracia. Seu blog Cidadania & Cultura, desde 22/01/10, recebeu mais de 10 milhões visitas: http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/

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  1. emerson57

    1 de outubro de 2016 6:43 pm

    ódio

    Esse produto, o ódio anti PT, vende muito porque está sempre fresquinho no PIG. É anunciado sem parar em todos os canais de comunicação.  Existe também uma intensa campanha no feicibuqui no tuiter, em correntes de email etc. alimentadas por institutos adversários.  

    É tão intensa a campanha que tem influência nas escolas, nas igrejas, nos clubes e nos quarteis. É responsável inclusive por brigas e estranhamentos dentro das famílias. 

    Não há nenhum valor que resista a quinze anos de propaganda negativa ininterrupta.

    1. B.V.D.

      1 de outubro de 2016 7:28 pm

      Ódio e manipulação

      Resumo o que houve como 1 significativo nº de brasileiros com raiva pela corrupção, outras ilegalidades que políticos e juízes fazem, além da incompetência do PT que deixou milhões frustrados e com um pouco de raiva…

      Então, a maior parte da mídia culpou o PT, com exemplos reais e falsos (sofismas), pela maioria dos problemas do Brasil. E aumentou a frustração e raiva até chegar ao ódio que milhões tiveram/têm pelo PT.

      *Há milhões de pessoas que sempre foram da direita, detestaram a esquerda, e que só queriam a desculpa que a mídia deu pra odiar e externaliza-la.

    2. Marcelo Pereira

      1 de outubro de 2016 7:58 pm

      Estranhamento dentro de famílias

      Você falou em brigas e estranhamento dentro das famílias. Eu tenho um exemplo em minha própria família. Enquanto eu sou esquerdista convicto, meu pai é direitista, fã da Rede Globo, equipara os grandes empresários aos sofridos pipoqueiros que se vê na esquina e ainda por cima tem ódio mortal a Lula. Tenho a impressão de que se Lula aparecesse na casa dele, ele iria estrangulá-lo. Já tive discussões sérias com meu pai e hoje evito falar sobre política com ele. Direitistas são teimosos e odeiam pontos de vistas diferentes dos seus, principalmente os mais sensatos.

  2. Ze Guimarães

    1 de outubro de 2016 7:21 pm

    ódio vem do medo

    O ódio vem do medo. Pessoas com maneiras pouco Nobres de pensar, tem medo, pois não possuem um desprendimento, e heroísmo suficiente para enfrentar a vida e as consequencias de se colocarem contra a maioria se preciso for. Sobretudo do medo de serem ridicularizadas pela mídia, pela maioria da população e perseguidas, então, decidem ficar do lado dos opressores que disseminam o ódio. Pessoas que tem uma vaidade muito grande para serem ridicularizadas, geralmente aderem ao ódio.

    Na maioria dos casos nem sabem porque estão odiando, o que gera um ódio cego, só sabem que se não odiarem, ficarão estigmatizadas pela mídia e pela grande maioria da população, e isto as leva a aderirem ao discurso do ódio.

    No sentido metafísico diria que o ódio é uma manifestação extremamente trevosa, de seres umbralinos e de baixíssima evolução cósmica. Ou seja de gente barra pesadíssima.

  3. marcosomag

    1 de outubro de 2016 7:23 pm

    Os de sempre conspiravam, e o governo nada fazia a respeito.

    O chamado “caldo de cultura” contra os governos petistas existe no Brasil desde a proliferação da mídia empresarial e seu alcance nacional. Esta mídia dirige ideologicamente as classes médias urbanas, ao menos, desde os anos 40. Esta aliança política entre uma burguesia extremamente reacionária e a classes médias selada pela imprensa corporativa derrubou Getúlio e Jango anteriormente. Agora, expulsou os petistas do Poder central no país.

    A presença do Departamento de Estado na organização da propaganda contra os governos trabalhistas não é novidade no Brasil. Existiu contra Getúlio e Jango financiando o IBAD, Assciação Cívica Feminina e o IPES, dentre outras organizações. Em relação ao governos petistas, treinaram e financiaram o Instituto Millenium e “movimentos” sociais para criar uma sociedade civil anti-petista com organizações como Vem Pra Rua e MBL. O Departamento de Estado organizou o discurso difuso de ódio aos petistas no Planalto que já existia desde 2003. Naquela épóca, já havia Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e o jornalista da Rede Globo citado como “fonte que deve ser preservada” pelo Wikileaks.

    O Instituto Millenium organizou e ampliou para quase todos os veículos e jornalistas corporativos esta pregação contra o PT. Quem não aderia era perseguido, demitido e os veículos dissidentes sofriam perseguições até judiciais. A Procuradoria Eleitoral do TSE tentou tirar de circulação a revista “Carta Capital” às vésperas das eleições de 2010.

    O que surpreendeu no processo que levou ao Golpe de 2016 foi a inoperância dos governos petistas em responder política e administrativamente aos conspiradores. Uma investigação da PF ou ABIN teria desmascarado o financiamento do Instituto Millenium. Ciente da interferência do Departamento de Estado em rebeliões na Venezuela e Bolívia (Golpe de 2002 e rebelião da Union Cruceña em Santa Cruz de La Sierra, respectivamente), o governo deveria ter monitorado as movimentações de próceres dos “movimentos-fake” anti-PT junto a fundações ligadas a “think thanks” do Tea Party estadunidense.

    Nada fez, e ainda aplaudia a movimentação dos conspiradores na sociedade brasileira como “republicanas”. Deu no que deu.

     

  4. GalileoGalilei

    1 de outubro de 2016 8:02 pm

    Não é difícil de entender

    Eventualmente, uma ou outra pessoa já poderia nutrir este ódio em si, por alguma das questões levantadas no post.

    Entretanto, a difusão do ódio, contagiando viralmente uma grande parcela, não imunizada, da população, teve a sua origem através da picada de um mosquito, denominado Aedes R. Azeveja.

    Inicialmente este vetor atingiu uma parcela de indivíduos de parcos hábitos higiênco-mentais.  Entretanto, por ter um grande área de atuação, o Azeveja propiciou a infecção de um número bastante significativo de portadores iniciais.

    A transmissão epidêmica decorreu da baixa imunidade da população mais predisposta a contrair tais tipos de infecções.

    Destaque-se que a epidemia que constatamos no Brasil parece ter também se difundido de forma pandêmica em outras regiões do mundo. Em particular nos Estados Unidos onde grande parte da população a teria contraído pela ingestão de um chá alucinógino, fartamente distribuído em algumas festas, denominadas de “tea party”.

    Há a possibilidade, não confirmada, do Azeveja ter sido contaminado por algum participante das festas acima.

    Há notícias, também, de manifestações da epidemia na França. Os franceses costuma referirem-se a ela, como “a caneta”, ou, “Le pen”.

  5. Marcos Vinicius dos Santos

    1 de outubro de 2016 9:55 pm

    Ódio…

    A excrescência  é  O ódio do brasileiro médio, acho que ele faz tanta questão  de copiar os mais abastados ( quer ser igual a eles ),  que copia também o ódio ! 

  6. Renato Lazzari

    1 de outubro de 2016 11:21 pm

    Art. 286 do Código Penal

    “Incitar, publicamente, a prática de crime: Pena – detenção, de três a seis meses, ou multa.”

    http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10602129/artigo-286-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940

     

    “Não quero impeachment, quero ver Dilma sangrar.”

    (Sen. Aloysio Nunes Ferreira, PSDB-SP)

    http://oglobo.globo.com/brasil/nao-quero-impeachment-quero-ver-dilma-sangrar-diz-tucano-15543658

     

  7. marcio Barretos santos

    1 de outubro de 2016 11:31 pm

    Tolerancia exige respeito,

    Tolerancia exige respeito, guando a imposição por motivos de poder, vaidade, ganancia são colocados de forma a impedir a realização pessoal ou de um grupo, o conflito esta armado. Guando se usa a calunia, a difamação gratuita, e a destruição da imagem pessoal e dos valores e crenças para atingir objetivos e realizações em que o empenho pessoal é o diferencial o odio é o resultado final destas diferenças. A acumulação de patrimonio, seja em forma de bens ou dinheiro, torna viavel a obtenção do poder, do conhecimento e da capacidade de influenciar as pessoas. Desta forma o odio ao PT e seus partidarios é causado pela atitude dos meios utilizados para atingir seus objetivos, ou seja a ” TOLERANCIA AO DIFERENTE ” tão pregada e não praticada se torna a arma a ser utilizada, juntando o senso comun com a violencia para se ter resultados e se manter dentro da eternização dos objetivos.

  8. Marcos K

    2 de outubro de 2016 8:48 am

    Para entender o anti-petismo

    Para entender o anti-petismo é necessário estudar o nazismo, visto que as técnicas utilizadas por este para promover o anti-semitismo são as mesmas. Mas resumidamente posso dizer que o anti-petismo é o resultado do preconceito intrinsecamente arraigado contra os diferentes (está em todos nós, mas poucos percebem que tem), do medo, ignorância e da estupidez. Tudo isso, é trazido a tona com fortíssima e bem planejada propaganda política, nos moldes nazistas, como a Abril, Estadão, Folha e Globo fazem.

    É difícil explicar o mecanismo de funcionamento da coisa, mas em síntese é o seguinte: basta saber que a grossa maioria das pessoas forma suas opiniões tendo como base os preconceitos que trazem dentro de si. A dificuldade está em identificar estes preconceitos, mas feito isso os manipuladores podem utilizar fartamente o medo, ignorância e estupidez (que também resultam deste preconceitos) contra as próprias pessoas. As pessoas não tem defesas contra elas pois a sentem como algo que é natural, faz parte de si e da sua personalidade.

    Não sei se me fiz entender, mas posso garantir que a coisa é extremamente sofisticada, muito sutil. É nazismo puro. A esmagadora maioria das pessoas ignora que isto exista, Ignoram também como elas podem ser facilmente manipuladas e estupidificadas. A coisa é tão avançada que não acredito que no Brasil exista alguém capaz de levar as técnicas de manipulação a este ponto. Pra mim tudo veio de fora, montado como operação de guerra. A própria Lava Jato é uma operação de guerra de 5a Geração.

     

     

  9. josimar

    2 de outubro de 2016 12:05 pm

    Gente,
    Apenas um grupo

    Gente,

    Apenas um grupo organizado com acesso a tv, rádio, jornais e revistas diariamente martelando noticias verdadeiras e falsas, com contexto sempre contra o governo e o PT, pode influenciar uma parcela da população sensível as condições economicas do país.

    Tal como um efeito Pavlov, se uma pessoa ouve constantemente ” Lula é ladrão”  essa imagem fica no inconsciente. 

  10. luiz valentim

    2 de outubro de 2016 12:19 pm

    É anomia de uma sociedade submissa a superdose diária das TVs

    O poder e viés antidemocrático da nossa  Grande Mídia tem influência preponderante

    Pres.Dilma foi direto ao ponto,mesmo que atrasada,é guerra midiática, mas essa guerra não começou ontem e foi neglienciada .

    Um lado ótimo dessa história é que ,se a esquerda tiver juízo esquecerá de vez a política de conciliação com as elites.

    Ela , precisou levar paulada na cabeça , mas, será que ela vai encarar com seriedade uma proposta de política econômica?

    Desdenhar vozes dos movimentos sociais e implantar uma política econômca Levy(ana) não foi tiro no pé, foi tiro no coco.

    Faltou comunicação dos sérios problemas: Seca prolongada com queda vertiginosa dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de despachar (ativar) todas as termelétricas cujo custo de energia gerada chega a  quatro vezes mais, queda no preço dos produtos primários exportáveis:minérios, petróleo,etc.Venderam a idea que apetrobrasestá falida eque outras empresas multinacionais de petróleo estam nadando em dinheiro e é vantagem entregar o Pré-sal , aliás, nesse aspecto  houve uma covardia do governo ao naõ atuar fortemente contra a tramitação da pec do Serra, o entreguista mór.

    A levyandade das altas da taxa selic, minando a arrecadação dos impostos. A não atuação dos Bancos Públicos , opção governamental,que poderia fazer um cabo de guerra com os Bancos Privados que colocaram os juros do cheque especial em mais de 320 % e juros do cartáo em mais de 440 % detonando o orçamento doméstico de milhões de lares brasileiros.  

     

     

  11. Gilson AS

    2 de outubro de 2016 4:42 pm

    Não entendeu ainda ?
    Qual o

    Não entendeu ainda ?

    Qual o partido no MUNDO, aguentaria pancadas diuturnas de difamação, mentiras, armações, omissão, durante 13 anos  da mídia nacional.

    Tenho certeza que no futuro irão estudar o fenômeno PT.

    E mesmo assim depois de tanta porrada o partido ainda respira, com chances de vencer na principal capital do país.

    Qual partido sobreviveria depois de tantos ataques, e ataque mortais.

    O PT é um fenômeno, por isso causa tanta raiva e paixões

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