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Xadrez da delação do fim do mundo em uma 4a feira cinza

Peça 1 – a dupla conspiração

O leitor Marcos Antônio trouxe uma das melhores narrativas para explicar o quadro político atual (https://goo.gl/4PESgu). Tomo emprestado a tese principal.

A fragilidade política de Dilma Rousseff, o avanço da crise econômica e o pré-ensaio bem-sucedido da AP 470 despertaram dois movimentos simultâneos de desestabilização política do governo Dilma.

O primeiro, uma frente composta pelo PSDB, Lava Jato, Poder Judiciário e mídia, visando o impeachment da chapa Dilma-Temer, o terceiro turno inaugurado no mesmo dia da divulgação dos resultados das eleições de 2014. Os personagens centrais dessa estratégia foram Gilmar Mendes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a Lava Jato acelerando as delações.

A tentativa de Gilmar acabou frustrada pela reação despertada e pelo fato do governador de São Paulo Geraldo Alckmin ter incorrido na mesma situação de Dilma: impugnar sua chapa significaria impugnar também a vitória de Alckmin.

Com isso, a primeira frente acabou sendo atropelada pela segunda, planejada antecipadamente por Eduardo Cunha e pela camarilha de Temer. A ideia do grupo foi montar uma superbancada na Câmara, valendo-se da influência que passou a exercer sobre a Petrobras, depois que a AP470 quase derrubou o governo Lula.

O grupo de Temer sempre se valeu da estratégia da chantagem. No episódio da compra de votos, por exemplo, chantageou Fernando Henrique Cardoso para conseguir cargos-chaves no governo tucano.

Quando a AP 470 colocou o governo Lula na berlinda, nova rodada de chantagem conferiu ao PMDB cargos-chaves no governo e, em especial, na Petrobras.

Com a explosão de obras do período, montou uma supercaixinha que lhe deu condição de ambicionar agora não mais Ministérios, mas o centro do poder, tornando o governo refém da Câmara.

A expectativa de perda de mandato de Eduardo Cunha, o desgaste de Dilma, com uma sucessão inédita de erros, fez Cunha avançar o sinal, paralisar o governo com pautas-bombas e abrir o processo do impeachment.

Montou-se um acordo meia boca com o PSDB, em torno da tal Ponte para o Futuro, a promessa de revogação da Constituição de 1988.  Temer faria o trabalho sujo do desmonte da Constituição e abriria espaço para o PSDB em alguns ministérios.

A partir daí a camarilha saiu do segundo plano e passou a controlar o país, sem nenhuma estratégia anticíclica para enfrentar a crise, nenhuma ideia criativa, nenhum conceito de Nação.

Assumiram com apenas dois mandatos: o desmonte do Estado nacional e, como prêmio, o maior assalto da história aos cofres públicos.

Com a estrada pavimentada, o PT destruído, sua obra anterior reduzida a pó, o PSDB poderia se aventurar em 2018, mesmo sem dispor de programas e de projetos de país, confiando em uma economia em recuperação.

Os principais passos desse balé da conspiração:

1.     A maior parte da corrupção da Petrobras estava sob o comando do PMDB. A Lava Jato tratou de esconder o lobista-mor, ligado ao PMDB, restringir as investigações ao período do PT e investir pesadamente sobre Lula, a fim de não atrapalhar a tomada do poder pelo PMDB.

2.     Já o Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot simulou jogar com o governo Dilma até fins de 2014. Quando sentiu que os ventos mudaram, pulou de mala e cuia para o barco da conspiração.

3.     O Supremo Tribunal Federal convalidou o golpe, especialmente após Luís Roberto Barroso e Luiz Edson Fachin terem abdicado de seu papel de defensores da Constituição.

4.     O chega prá-la no PMDB consistiu na derrubada de Eduardo Cunha e, gradativamente, de cada membro da camarilha de Temer. Trabalho facilitado, aliás, pela extensa capivara de cada um. O próximo a cair será Moreira Franco.

Peça 2 – o assalto generalizado à República

O quadro que veio a seguir é dantesco.

No mais alto cargo, um presidente impopular, sem o menor carisma, negocista, com uma carreira política pavimentada pelo fisiologismo e por suspeitas reiteradas de corrupção.

No Congresso e nas estatais, tem-se o maior assalto à luz do dia da história da República:

1.     A privatização do satélite brasileiro.

2.     A entrega das concessões públicas às empresas de telecomunicações e radiodifusão.

3.     A anulação das reservas indígenas.

4.     A autorização para a venda de terras a estrangeiros que, se consumada, sancionará o maior processo de lavagem de dinheiro da história.

5.     A legalização do jogo.

6.     A entrega do pré-sal às operadoras estrangeiras, sem nenhuma exigência de contrapartida.

7.     As sucessivas tentativas de importação de alimentos, reeditando alguns golpes históricos da Nova República.

8.     A venda de ativos da Petrobras na bacia das almas.

9.     O fim do conteúdo nacional nos projetos de construção das plataformas marítimas.

Essa esbórnia foi entregue de bandeja pela Lava Jato para a pior organização política da República, em nome do combate à corrupção.

Peça 3 – o desmonte do país

O desmonte está se dando nas seguintes frentes:

O projeto geopolítico

No dia 22 de fevereiro último, o Washington Post – jornal com estreitas ligações com fontes da CIA – produziu um artigo revelador (https://goo.gl/K2Hsov): “Como um escândalo que começou no Brasil está perturbando outros países da América Latina”.

A reportagem lembra o Brasil como estrela em ascensão quando conseguiu o direito de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas. E que a Odebrecht se tornou um símbolo do crescimento da importância brasileira no mundo, da mesma forma que a Coca-Cola para os Estados Unidos e a Toyota para o Japão.

Constata o jornal que a Odebrecht se tornou peça central do soft power brasileiro. E – aí não é o jornal afirmando - valendo-se dos mesmos expedientes da Siemens alemã, da IBM norte-americana, da Dassault francesa. Em todos os casos, puniram-se dirigentes, mas preservaram-se as empresas, vistas como ativos nacionais.

A reportagem admite que a corrupção não surgiu no governo Lula, nem com a Odebrecht, mas que ela foi a única a ser pega. E mostra como a Lava Jato, com a ajuda do Poder Judiciário desses países, está ajudando a limpar a área de todos os governos de esquerda no continente.

No Brasil, o desmonte atinge todos os segmentos, dos estaleiros à indústria de defesa e toda rede de fornecedores, com a redução da obrigatoriedade do conteúdo nacional nas plataformas.

Agora, se prepara o golpe final contra as empreiteiras brasileiras, com a cooperação firmada com os Ministérios Públicos de mercados conquistados por elas e a tentativa do TCU (Tribunal de Contas da União) de proibir novos contratos com elas. Um órgão assessor do Congresso se tornou peça-chave na destruição de ativos nacionais.

Não apenas isso.

O desmanche social

E aqui se entra nos desdobramentos não previstos pelo golpe.

A estratégia de desmonte do Estado aprofundou brutalmente a crise fiscal e a crise social.

A cada dia aumentam o desemprego, as tensões sociais, a insegurança nas grandes metrópoles, a crise fiscal da União e dos estados.

Há um brutal endividamento nas empresas. As que mais cresceram no período anterior são as mais endividadas. O sistema bancário montou operações de resgate estendendo os prazos dos financiamentos. Mas sem perspectivas de melhora da economia, caminha-se para uma crise sistêmica.

Por qualquer ângulo que se analise, será impossível a manutenção da política econômica atual e do próprio governo Temer.

A ideologização primária

Hoje em dia uma ideologização pesada domina os debates, tanto à direita quanto à esquerda, dificultando enormemente a busca de consensos. A ideia de construção nacional, pactos de produção, de inovação, afirmação de políticas sociais, equilíbrio entre o papel do Estado e do setor privado, todos os meios tons que deveriam servir de base para políticas de desenvolvimento cederam lugar a uma radicalização profundamente simplificadora.

Rapidamente, o pacote Meirelles torna-se inviável. E não aparece uma alternativa no lugar. Não levará muito tempo para que a agenda neoliberal seja substituída por uma liderança forte – de esquerda ou direita, civil ou militar – repetindo o roteiro norte-americano e britânico. Não mais um centro-esquerda relativamente racional.

Ou seja, o pêndulo com movimentos próximos do centro, mais à direita com o PSDB, mais à esquerda com o PT, mas sem abrir mão dos princípios democráticos, em breve será substituído por alguma saída autocrática.

Aí entram em cena as delações da Odebrecht, como um dos momentos de corte.

Peça 4 – as delações da Odebrecht e o MPF

Considere-se inicialmente o papel do Ministério Público Federal no golpe. Sabia-se desde o início da extensa capivara dos líderes do PMDB no Congresso; sabia-se de Temer, Cunha, Geddel, Padilha, Moreira Franco, como se sabia de Aécio, Serra, Alckmin, tanto quanto de Dirceu, Pallocci. Se sabia que o impeachment jogaria o país nas mãos do pior agrupamento que a política brasileira gestou desde a redemocratização.

O álibi mais generoso para a ação golpista e antinacional do MPF é o da ignorância, um grupo de procuradores desinformados, sem conhecimento mínimo sobre economia, geopolítica, interesse nacional, acreditando que a Lava Jato tinha chegado ao cerne da corrupção brasileira, com os tríplex, pedalinhos e quetais. Ou acreditando que comeria os políticos pelas bordas, primeiro o PT, depois o PMDB. Mas poupando sempre o PSDB.

Aliás, não dá para esperar essa visão política mais sofisticada do MPF quando nem a presidência da República nem o seu Ministro da Justiça demonstravam a menor sensibilidade para esses temas.

O Brasil está sendo literalmente destruído por um processo amplo de ignorância coletiva.

Era tão hipócrita o discurso anti-corrupção que, para apear do poder uma presidente honesta – jogando no lixo os votos majoritariamente dos mais pobres – tiveram que apelar para a história das pedaladas.

No final do governo Dilma, firmou-se um pacto tácito entre os conspiradores. Para manter as aparência de luta contra a corrupção e de isenção das investigações, seria sacrificado pelo menos um cacique de cada partido. Do PMDB, preferencialmente Cunha e Renan Calheiros; do PSDB, Aécio.

O fator Rodrigo Janot embolou um pouco o meio campo.

Fator Rodrigo Janot

Para investigar o conterrâneo Aécio, a estratégia adotada por Janot tem sido a da postergação das investigações.

A informação de que Janot solicitou ao Ministro Gilmar Mendes prorrogação do inquérito aberto para investigar as ligações de Aécio com a Lista de Furnas, é a comprovação cabal de sua estratégia de postergação permanente dos inquéritos.

Tome-se o caso da Lista de Furnas.

Nas primeiras delações de Alberto Yousseff, apareceram as menções às propinas recebidas por Aécio através do diretor Dimas Toledo. Desde 2010, dormiam na gaveta da PGR as peças do inquérito aberto para investigar as contas de Aécio em Liechtenstein.

Em 29 de fevereiro de 2016 – um ano atrás! – foi homologada a delação do ex-senador Delcídio do Amaral.

O que disse Delcídio sobre Dimas:

DELCIDIO DO AMARAL teve conhecimento de um grande esquema de corrupção que ocorria em Furnas, operado por DIMAS TOLEDO. Tal esquema já foi mencionado, "en passant", anteriormente por ALBERTO YOUSSEF, tendo se referido à participação de AÉCIO NEVES no esquema.

DELCIDIO DO AMARAL confirma que esta referencia ao Senador Mineiro tem fundamento. A corroboração de que YOUSSEF tinha conhecimento do esquema, e o fato de que ele mencionou a pessoa de DIMAS TOLEDO, experiente e competente profissional do setor elétrico.

DIMAS TOLEDO era o operador do esquema de corrupção em Furnas pela PSDB. O esquema de Furnas atendia vários interesses espúrios do PP, do PSDB e depois de 2002, do próprio PT.

DELCIDIO DO AMARAL, em viagem a Campinas com o presidente LULA, foi perguntado pela Ex-Presidente sobre a atuação de DIMAS: "DELCÍDIO, quem é esse cara?" DELCIDIO respondeu: "É um profissional do setor elétrico. Por que o senhor me pergunta isso?" LULA respondeu: "É porque o Janene veio me pedir pela permanência dele, depois o AÉCIO e até o PT, que era contra, já virou a favor da permanência dele. Deve estar roubando muito!"

DELCIDIO sabe que DIMAS TOLEDO sempre teve informações relevantes de vários governos estaduais e federais, vez que era Diretor de Engenharia de FURNAS, tanto que o então Ministro JOSE DIRCEU afirmou: "Se colocarem o Dimas como ascensorista de Fumas, ele manda no presidente".

Dimas não era mais um operador: era o centro de uma extensa rede de corrupção, como se fosse a soma de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff. Qualquer investigação minimamente profissional e isenta daria prioridade total a investiga-lo pois, a partir dele, se mapearia toda a estrutura de corrupção em torno de Furnas.

Hoje em dia, são decretadas prisões preventivas às pencas, sob o argumento de que, solto, o suspeito poderia esconder provas. Dimas está solto há anos, tendo sido incomodado pouquíssimas vezes.

Pelo arrazoado de Janot, fica-se sabendo que:

1.     Assim como o inquérito da helicoca, o da Lista de Furnas parou no TRF2 – o Tribunal Regional Federal da 2a Região, com sede no Rio de Janeiro.

2.     O inquérito quebrou o sigilo de Dimas Toledo, mas o TRF1 manteve os dados em sigilo.

3.     O máximo que se avançou foi em uma acareação entre um delator, Fernando Antônio Horneaux de Mora e Dimas, na qual o delator acusou e Dimas se defendeu. E nada mais foi apurado.

Um ano após a homologação da delação de Delcídio, Janot solicita mais 60 dias de prorrogação do inquérito para que a PF traga os seguintes documentos:

·      Juntada de cópia do relatório final elaborado pelo TCU sobre o "Mensalão de Furnas", sobre possíveis irregularidades em contratos celebrados por DIMAS FABIANO TOLEDO, enquanto Diretor de Engenharia de FURNAS, conforme solicitado pela autoridade policial no Ofício 0200/217 de fl. 481);

·      Juntada de cópia do relatório final elaborado pela Controladoria Geral da União sobre o "Mensalào de Furnas", conforme solicitado pela autoridade policial no Ofício 0201/2017 de fl. 482;

·      Juntada de autos que tramitaram perante a 3a Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro, no qual houve quebra de sigilo bancário de DIMAS FABIANO TOLEDO, conforme solicitado no Ofício 0202/2017 de fl. 487;

·      Oitiva de SILVIO PEREIRA (fl. 456); Oitiva de JOSÉ DIRCEU (fl. 455); Oitiva do colaborador DELCIDIO DO AMARAL GOMEZ; g) Oitiva do investigado.

Daqui a 60 dias, tudo pode ocorrer: uma nova solicitação de prorrogação de prazo, alguma medida de Gilmar visando paralisar o inquérito, a alegação de que nada foi encontrado capaz de corroborar as acusações.

Peça 6 – o barril de pólvora

Com a divulgação da delação da Odebrecht monta-se o quadro, com a mais completa desmoralização do poder civil brasileiro desde os idos de 1964.

A delação é o estopim em cima do seguinte barril de pólvora:

1.     Economia sem sinais de reativação. A necessidade de criar fatos faz a mídia comemorar possibilidade de crescimento do PIB de 1% no próximo ano, depois de queda de 8%. Ou saudar a entrada de investimentos externos, que estão vindo exclusivamente atrás de empresas em dificuldades, sendo vendidas na bacia das almas, como se fosse sinal de recuperação. Quem opera no mundo real, como a Fnac, está tirando o time do país.

2.     Desmoralização do discurso da austeridade, a ideia de que com mais arrocho se terá a volta do crescimento.

3.     A corrupção do grupo de Temer eliminando qualquer tentativa de legitimidade do Executivo, ao mesmo tempo em que se tenta colocar goela abaixo do país a reforma da Previdência. Os papéis distribuídos pelo Anonymous mostram estreitas relações de negócio entre Temer, José Yunes e Sandro Mabel (https://goo.gl/95WjSw). Tanto Mabel quanto Yunes foram nomeados assessores especiais por Temer, na sua cota pessoal. Yunes foi acusado de intermediar propinas para o PMDB, com o conhecimento de Temer (https://goo.gl/yjf8PF). Mabel é conhecido por intenso trabalho de lobby no Congresso (https://goo.gl/4aCwz2).

4.     Avanço avassalador do crime organizado nas principais regiões do país, movimento ampliado pelo fato da economia formal ser incapaz de gerar empregos.

5.     Aumento da criminalidade e da insegurança, devido à crise fiscal dos estados, desaparelhando as polícias, e ao aumento do desemprego. Em grande parte dos estados, as PMs abriram mão de suas responsabilidades em relação ao crime organizado para se tornarem polícias políticas. O caos do Espírito Santo expôs as vísceras de um modelo fiscal inviável.

6.     Desmanche da imagem do Brasil internacionalmente, como futura média potência. O arranjo político legado pela Lava Jato tornou o Brasil, aos olhos da opinião pública mundial esclarecida, uma republiqueta similar às piores republiquetas africanas (https://goo.gl/I1Y40t). Obviamente, em nome da grande causa de combate à corrupção. O artigo do Le Monde analisa o significado da indicação de Alexandre de Morais para o Supremo.

 

Temer não resistirá. O PSDB não resistirá. O PT está fora do jogo.

O que sobrará após as delações da Odebrecht? O que a Globo, o Supremo, o mercado, o PGR terão a oferecer para evitar o caos, como contrapartida à sua responsabilidade nesse desmanche do país?

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122 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Fatores Endógenos É verdade

Fatores Endógenos

É verdade que ao ganhar quatro eleições seguidas e a possiblidade de um retorno do Lula para comandar o Brasil por mais 2 mandatos, tornou o PT um alvo de diversos grupos política e econômico. Já que cada vez esses grupos estavam se afastando do poder, por exemplo psdb, dem, Itaú e fiesp. Há ainda questões de indicações para órgãos importantes, tanto nacionais quanto internacionais, tribunais e Mp´s. Portanto, é verdade que  existiam motivações internas para tomada de decisões mais drásticas. Além disso, a perda  das eleições de forma trumática, já na prorrogação, deixou esses grupos baratinados. Uma vez, que houve uma esforço abissal na desconstrução econômica e política do governo Dilma.  

Fatores exógenos

No entanto, analisar o que houve no Brasil sem incluir  questões externas, parece-me um equivoco. É inegável que durante o governo Lula o país quis alcançar vôos mais altos e seguir uma política internacional mais independente dos EUA e até mesmo da Europa. O país visava se tornar um peça importante em questão de geopolítica, a partir de uma líderança na América do Sul. A construção do Brics, do qual o Brasil participous ativamente, desagradou esses dois poderes centrais já constituídos, pois a tendência, a partir da inflència do Brasil,  seria levar todo o Mercosul e ampliar ainda mais o Brics. Além disso, o pais quis mais indepedência em áreas sensíveis no tabulareiro global, tais como defesa ( caças e submarinos) e produção industrial (Construção civil, Industria naval e óle e gás - pré-sal).

Quem nasceu primeiro o Ovo ou galinha?

isso é uma pergunta que será respondida no futuro. Mas temos outras: Foram os EUA que procuraram agentes internos para dar o golpe ou foram os agentes internos que procuram os EUA para ajudar no golpe? Como a lava jato ( pf, mp e moro)  conseguiu toda essa expertise de grampos, chantagens e operações intermináveis e bem cronometradas?  Por que a questão da fifa não deu fruto no Brasil e questão da Petrobrás foi para frente?

"Na política, a verdade deve esperar o momento em que todos precisem dela."

 

 

 

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Gostei. Os pontos 4 e 5

Gostei.

Os pontos 4 e 5 precisam ser mais explorados.

Desde 2012 o Sr. FH já percorria todos os salões promovendo o "todos contra o PT, PT, PT" e a necessidade de "bater bumbo pra classe média". A infraestrutura estava contratada, a energia foi barateada, o emprego estava alto, os salários subiam, os programas sociais estavam ativos... Enfim, mais uma derrota eleitoral, a quarta seguida, era iminente.

2013 começou e já no primeiro trimestre a campanha do tomate fora deflagrada. Enquanto isso todos os setores de inteligência já sabiam do "não vai ter copa". A velocidade como os "grupos espontâneos" foram perfilados, com cartazes padronizados e carros de som não deve surpreender.

Sobre o ministro da economia, sinceramente, não acredito que quem quer fosse conseguisse demover um congresso de valentõees de butiquim que comia nas mãos de eduardo cunha fazendo o jogo sincronizado com a midia e a lava jato até não dar mais caldo.

Lembre que mesmo aqui no blog do Nassif teve comentador criticando Dilma e o PT, PT, PT por lançarem a candidatura de Arlindo Chinaglia para a Camara, e não terem "articulado" com o Eduardo Cunha...

O roteiro da lava jato ficou explicito - e foram vários comentadores que apontaram isso aqui - quando ainda em 2014  limitaram as "investigações" à partir de 2002, mesmo com os ladrões que foram demitidos da Petrobras em 2012 tendo repetido e repetido que tudo acontecia desde 96.

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PJ não VOTA!

O Jornalismo acabou e a eleição não tem fim!

Apenas uma sugestão de complementação

Concordo integralmente com a tese do colega Marco Antônio para explicar o quadro político atual. Gostaria apenas de fazer uma pequena sugestão de complementação da narrativa por ele desenhada.

Sem dúvida, também considero que o ensaio da AP470 despertou dois movimentos subterrâneos de desestabilização do governo Dilma, e que o segundo movimento (montar uma superbancada na Câmara, centrada em Eduardo Cunha e com fóco especial sobre a Petrobrás) foi o que preponderou. Mas acho que alguns outros fatos contribuíram também para o golpe, e que esses outros fatos garantem protagonismo também para o primeiro grupo (PSDB + Lava Jato + Judiciário + Mídia).

Refiro-me à conjunção entre a crise econômica (com a influência também de imortantes fatores externos - queda dos preços internacionais das principais commodities) e as primeiras grandes manifestações de desagrado com a crise econômica, as famosas Jornadas de Junho de 2013.

A sequência da narrativa que acho mais possível, tomando emprestada a tese do Marco Antônio, é a seguinte: 

1. AP470 - ensaio de golpe. Lula se recupera, termina o governo muito bem avaliado e faz sua sucessora, Dilma

2. Desde o final de 2011, os preços internacionais das principais commodities começaram a cair, especialmente petróleo e minério de ferro. O Brasil é um país onde a venda das commodities tem importância fundamental nas exportações. Num primeiro momento essa queda não foi abrupta, mas começou a produzir dificuldades econômicas concretas e significativas na economia a partir da segunda metade de 2012.

3. Em paralelo, Dilma promove grande queda da taxa de juros SELIC, o que tem o mesmo efeito que chamar a plutocracia (e a mídia que vocaliza seus interesses) para a briga. Começava a se criar um clima hostil contra ela.

4. As dificuldades econômicas que começavam se se fazer presentes se constituíram num pano de fundo importante para a extensão e a profundidade dos protestos de 2013, as famosas Jornadas de 2013. Claro que as forças políticas de oposição ao governo Dilma e a articulação da mídia oligopolista foram fundamentais para mudar o fóco dos protestos iniciais, para aumentar sua articulação e para tocar fogo no país. Mas as dificuldades econômicas estavam bem presentes, e a mídia oligopolista ocultou, principalmente nas mídias impressa e televisiva, a existência de fatores externos na crise econômica que se instalava. Toda a responsabilidade pelas dificuldades econômicas estava sendo debitada a Dilma e seu governo.   

5. A extensão e profundidade das Jornadas de Junho 2013 mostraram que era possível sim mobilizar muita gente contra o governo Dilma. Acho que o PSDB e os grupos golpistas do PMDB que se aproximaram dos tucanos na eleição achavam que Aécio seria eleito. 

6. Em 2014, ano eleitoral, a queda das principais commodities adquire ritmo exponencial exatamente em outubro/2014, entre o primeiro e o segundo turnos. 

7. No entanto, além de Eduardo Cunha conseguir eleger uma bancada de aproximadamente 140 deputados federais no baixo clero, que seriam fiéis a ele na votação para Presidente da Casa, e de o Legislativo ter alterado seu perfil para o mais conservador das últimas duas décadas, também Dilma vence a eleição e se reelege para um segundo mandato. Nesse momento, a drástica mudança no cenário macro-econômico faz Dilma mudar sua estratégia para a economia. A oposição e a mídia exploraram muito bem essa mudança ("estelionato eleitoral"), e Dilma errou na escolha do novo Ministro da Economia, o que fragilizou ainda mais sua posição. 

8. A derrota "inesperada" de Aécio, no entender desses grupos golpistas, sinalizou que não havia mais como esperar, e que o golpe deveria ser desferido a partir do dia seguinte ao da eleição. A partir daí, foi o que acompanhamos, com os "debates" e as votações deprimentes que se realizaram na Câmara e no Senado. 

Na minha opinião, essa foi a sequência do golpe de 2016.

 

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Sérgio Vianna

Xadrez da delação do fim do mundo em uma 4a feira cinza

Duas observações:

1. O TRF-2 não tem sede em Belo Horizonte, e sim no Rio de Janeiro. Os processos em segunda instância originados em Minas Gerais vão para o TRF-1, com sede em Brasília. Provavelmente, o que está parado deve ser no TRF-2 mesmo, só que no Rio de Janeiro, por conta de processos, investigações, inquéritos, etc. localizados no Rio de Janeiro em razão dos desvios de Furnas, empresa cuja sede está na cidade do Rio de Janeiro.

2. "Juntada de cópia do relatório (...) sobre o "Mensalão de Furnas".". É necessário NÃO  contribuir para a confusão do leitor, pois a). "Mensalão (tucano) de Minas" é uma obra de 1998, do governo Eduardo Azeredo, utilizando verbas de empresas públicas e dos arranjos de Daniel Dantas junto com Marcos Valério e o Banco Rural para o financiamento da campanha de reeleição de Azeredo ao governo de Minas. Não deu certo, Itamar Franco se elegeu. e b). LISTA DE FURNAS é obra de Aécio Neves quando de sua eleição ao governo de Minas em 2002, que tomou recursos de Furnas para o financiamento de várias campanhas dos tucanos, em Minas e no Brasil.

Em tempo: O caso helicoca tem um histórico de corar o mais estúpido salafrário, e pode ser lida uma atualização do processo no link: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/promotor-que-investigava-caso-do-helicoptero-de-zeze-perrella-e-afastado-por-joaquim-de-carvalho/

 

 

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Marcos-PB

Não é só a mídia e, no judiciário, não é só a Lava Jato...

Não é só a mídia que está blindando os donos do poder no país. No judiciário, não é só a Lava Jato : Marcelo Odebrecht e Benedicto Júnior denunciaram em juízo crime de caixa 2 cometido pelo PSDB, sendo que Odebrecht afirmou que Aécio pediu R$ 15 milhões diretamente a ele.

O ministro Herman Benjamin os impediu de falar sobre o assunto e a Folha de S. Paulo encontrou advogados que justificaram o ato, dizendo que a testemunha não deve falar sobre fatos alheios ao processo. Moro provoca estes testemunhos sobre outros fatos o tempo todo, mas ele pode fazer o que quiser, segundo o TRF do Paraná... mas quero tratar de outra questão aqui.

Ninguém se lembrou de perguntar aos advogados sobre a obrigação das autoridades policiais e judiciais de apurar os crimes de que tenham conhecimento, ou comunicá-los às autoridades competentes.

O juiz simplesmente deixou de praticar o que a legislação define como ato de ofício: aquele ato que o agente ou funcionário público tem o dever de praticar em razão de seu trabalho ou cargo. Os depoentes falavam de fatos que nem podem ser considerados estranhos ao processo, já que foram chamados a testemunhar sobre caixa 2 para partido político. E mesmo que saísse do assunto, estavam denunciando um crime.

Esta omissão é bem semelhante à praticada por integrantes da Lava Jato, incluindo-se no caso o próprio juiz, ao ignorar ou até impedir denúncias de corrupção no governo Fernando Henrique feitas por Cerveró; de caixa 2 para dezenas de políticos, feita por Eike Batista (com a escandalosa devolução, pelo procurador, de uma lista de pessoas que teriam cometido este crime, entregue a ele por Eike); e as denúncias de corrupção em Furnas, envolvendo Aécio, feitas por um delator em depoimento perante Moro e os procuradores, que eles ignoraram, desviando do assunto e insistindo em que ele falasse apenas sobre José Dirceu. Para ficar só nas mais divulgadas...

Seu voto: Nenhum
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Hydra

Outros fatores...ou a fome e a vontade de comer...

O autor do texto faz uma lúcida análise sobre o tema: golpe, mas como deveria ser, é incompleta, até porque ninguém vai dominar essa narrativa com tão pouco distanciamento histórico, ou seja, enquanto os dados ainda estão rolando...

Gostaria de pontuar algumas questões colocadas pelo Nassif, quando emprestou as teses para construir mais um Xadrez...o que está epígrafe...

Nassif insiste, erroneamente, ao meu ver (a não ser que disponha de informações privilegiadas que, por algum motivo, não publica, logo, não ajuda ao debate) em colocar uma fragilidade em política econômica e de âmbito do capital político de Dilma que não existe, ou ao menos, não ao ponto de sacrificar o seu governo...

Fragilidades, inconsistências, movimentos pendulares são típicos de governos com base de apoio de pouca densidade, principalmente em presidencialismo de coalizão, como é o nosso caso sui generis...

Como o autor desse texto elevado a comentário coloca, não foram os erros de Dilma que a levaram ao cadafalso parlamentar golpista, mas sim as suas tentativas de acerto...

Agora, se ela dimensionou mal seu capital político para tocar em frente seu projeto é outra coisa...

Fica parecendo, embora eu tema incorrer em um erro teleológico, que Dilma cairia de qualquer modo, porque o sucesso de Dilma seria a volta de Lula...e a consolidação de um  projeto de poder que desafiava, ainda que timidamente e por tabela, a hegemonia do eixo EUA-Europa!

Olhemos o que de mais importante foi aprovado nesse tempo de sangramento de Dilma e de esvaziamento do Poder Exceutivo:

Fim da reeleição e uma série de regras restritivas de viés casuístico que miravam prioritariamente no novo arranjo de poder que Lula inaugurou...É certo que os arranjos de Lula passavam pelo apoio e compadrio com grandes e estratégicas empresas (assim como se deu nos EUA desde sempre, e muito mais no pós 29 e II Guerra)...

O grande alerta foi acionado não quando Lula ganhou eleições, ou implementou algumas medidas de inclusão baseadas na ampliação das faixas de consumidores...

O perigo se mostrou às elites quando grandes empresas começaram a enxergar uma alternativa capitalista que subsistisse sem o apadrinhamento dos EUA...

Lula ou Dilma nunca estiveram sequer próximos de ameaçar o capitalismo ou o interesse das mega-empresas ou mega-bancos, nada disso!

Mas a julgar pelos volumes movimentados pela Odebrecht, inclusive junto a outros países, demonstram que ela tinha chegado a uma escala que a tornava um alvo internacional, isso sem contar as outras empresas arrasadas pelo juizeco de Curitiba...

A Petrobras, como vinha se consolidando nos governos Lula e Dilma, é um fator de desequilíbrio no já conturbado mundo do petróleo, era preciso dizimá-la... 

Ao mesmo tempo, o processo de hipertrofia dos poderes do mp foi coroado com a PEC 37 arquivada, justamente a medida que colocaria controles ao cruzados do mp e imporia um poder-dever, ao contrário do que existe hoje...

Naquele momento crucial, havia condições para esse debate, que depois ficou refém do oba-oba midiático powerpontiano, e das tentativas grotescas de aprovação de uma lei contra abusos que era alimentada por quem apenas queria impunidade...

Nesse sentido, a redução da taxa de juros no biênio 2010/2011 (que provocou  perdas da ordem de U$ 80/90 bi) trouxe uma simbologia, uma sinalização perigosa à banca que desde 1994 lucrara horrores com nossa ortodoxia monetária...Talvez tenha sido um inédito período (não analisei os dados) onde a banca tenha perdido grana...

A gritaria dos tomates e do repiques inflacionários foram o pano de fundo para trazer Dilma de volta ao curral dos juros, e muita gente boa, inclusive o Nassif bateu tambor contra o Mantega, o que resultou no retorno dos falcões do mercado...

Outra sinalização grave foi a ideia de uma cesta de moedas para substituir o dólar como moeda-referência...Essa aqui, talvez, a mais ousada e perigosa, porque economistas do calibre de um Nouriel Roubini (A Economia das Crises) já aventavam em 2010, assim como tantos outros, a possibiildade de que o mundo não resista a outro ciclo expansão-retração patrocinado pelos EUA, que se endividam com a mesma moeda que emitem...

Outros eventos menores, mas não menos simbólicos, como a negativa de Dilma em visitar Obama por causa dos grampos da NSA em suas comunicações, contribuíram decisivamente na formação de um consenso interno-externo para derrubar a Presidenta, tipo assim, juntando a fome com a vontade de comer...

 

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Agora entendi a indicação do Alexandre Moraes para o STF...

Agora  entendi a indicação do Alexandre Moraes para o STF.....

O cara já tinha  experiência  em defender facção !   Nada  mais natural então !!!   Valeu o currrículo !!!  Vai defender  a quadrilha do Eliseu !!!  ( by ACM )...

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A desgraça daqueles que não gostam da "arte maldita" da política, é ser governado por aqueles que gostam......

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Roxane

Estou gagá ou houve engano e

Estou gagá ou houve engano e falta a peça nº 5? evidentemente que esta observação não tem necessidade de publicação. E tbém não importa se houve engano na nuneração. É só porque levamos tanto pau que acho bom qdo há algum engano por mínimo que seja ajudarmos uns aos outros e não dar a menor munição para os canlhas. E nem vou passar o corretor. 

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Odorico Carvalho

Discordo desse vaticínio de

Discordo desse vaticínio de que o PT está fora do jogo. Pelo contrário: o PT e Lula e estão no jogo ou com Lula candidato ou apoiando alguém como Ciro Gomes. Esse coisa de enterrar o PT nunca deu certo. 

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Clever Mendes de Oliveira

Bom post, mas ainda impregnado de afirmações ruins

 

Luis Nassif,

Você, aqui neste seu post “Xadrez da delação do fim do mundo em uma 4a feira cinza” de quarta-feira, 01/03/2017 às 18:51, dentro de sua série “O Xadrez do Golpe”, começa o post elogiando o comentário de Marco Antônio enviado domingo, 26/02/2017 às 02:13, para junto do post “O primeiro amigo Yunes, a holding Maraú e o encontro dos bilionários” de sábado, 25/025/2017 às 21:09, também de sua autoria e aqui no seu blog.

O comentário de Marco Antônio, que ele denominou “Golpe em 2 atos” também me chamou a atenção. Muito bem elaborado, eu até pensei em fazer um comentário junto ao dele para usufruir um pouco de uma companhia inteligente e criativa. A falta de tempo e um defeito que o comentário dele apresenta logo de início deixou-me menos a vontade em me alcandorar no comentário dele. Tomo como defeito a descrição dele do que seria o Golpe 1 em que ele diz:

“O golpe pensado por Cunha / Temer seria um golpe com características financeiras de extorsão da república visando ganhos financeiros e o enfraquecimento do PT visando as eleições de 2018 que deveria ser ganha pelo Cunha”

Ora, um golpe feito para eleger Eduardo Cunha presidente da República é o que se denomina crime impossível. E se não fosse impossível, não seria golpe, pois Eduardo Cunha chegaria à presidência da República via eleições e isso não é golpe. Se Marco Antônio não fosse um antigo comentarista no blog eu chamaria essa possibilidade aventada por ele de infantil. É claro que Marco Antônio estaria em boa companhia, ou em companhia de pessoas ilustres, pois Gilmar Mendes também considera golpe a eleição da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff.

Não parece que você tenha se deixado seduzir pela imaginação fértil e inconsequente de Marco Antônio. O mais razoável é que você tenha destacado o comentário dele sobretudo pelas outras ideias mais consistentes que ele expõe. De todo modo, você deve ter a devida atenção para a gama muito grande de leitores que leem a você e o acompanham nas suas análises. Alguns dentre eles com muita vivência e conhecimento da realidade política brasileira e que não se deixariam levar por ideias juvenis que se penduram no trapézio que se tem no cérebro, e, uma vez pendurada, entram a bracejar, a pernear, a fazer as mais arrojadas cabriolas de volatim, se me permite apropriar da imagem criada por Brás Cubas, segundo Machado de Assis.

Outros leitores, entretanto, são jovens. E a juventude aqui é variegada. e não vai questionar relatos que miisturam fatos passados com o presente sem um aprofundamento necessário. Há relatos no seu textos que são inconsistentes. De frente para trás, não cabe dizer que a “AP 470 colocou o governo Lula na berlinda”. O governo que ficou na berlinda com a AP 470 foi o governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff.

Digo de frente para trás porque pelo que você diz primeiro a força do PMDB é dada como fruto do enfraquecimento do PT depois que a AP 470 quase derrubou o governo Lula. Ora o que quase derrubou o governo Lula foi o Mensalão que redundou na AP 470. E do mensalão para cá o PMDB vem enfraquecendo politicamente no sentido de diminuição da sua representação. Então há que se ir mais atrás para compreender a força do PMDB.

O que faz o PMDB forte é a herança do Plano Cruzado em 2016. Ali o PMDB fez governadores e senadores. E depois na eleição de 1990, não só em razão do fracasso de Fernando Collor de Mello, mas também porque a eleição para senador era disputada com vagas para 2 candidatos, o PMDB ainda cresceu. De tal modo que salvo os Senadores que foram para o PSDB, o PMDB, ainda que com um grupo de governadores reduzido, ficou com um bom número de governadores e com um Senado sendo quase na maioria composta por gente do PMDB. Esta é a força do PMDB e que o partido soube cuidar e proteger durante todo esse tempo. E dai em diante era só trocar de cadeira, saindo do Senado e indo para a governadoria ou dessa e indo para o Senado.

E outro ponto que me parece infantil é a sua insistência em atribuir à presidenta Dilma Rousseff a culpa pelo impeachment. E atribuir essa responsabilidade de forma bem rastaquera como no parágrafo transcrito a seguir:

“A expectativa de perda de mandato de Eduardo Cunha, o desgaste de Dilma, com uma sucessão inédita de erros, fez Cunha avançar o sinal, paralisar o governo com pautas-bombas e abrir o processo do impeachment”.

Eu insisto em acusar essas análises de rastaqueras porque elas fingem desconhecer que a presidenta Dilma Rousseff não teve um terço de votos para impedir um impeachment. Ora, quem não tem um terço de votos para impedir o impeachment não tem voto para fazer nada e não pode ser acusada de ter cometido erro nenhum. É uma questão de matemática que não pode ser contraditada só porque a pessoa sabe escrever com estilo atrativo mas equivocado.

De novo eu repito ad nauseam a minha catilinária. Primeiro, se o poder econômico-financeiro fosse mais bem distribuído espacialmente no Brasil não haveria o golpe. Não haveria, pois um Brasil mais igual espacialmente impediria que São Paulo tivesse força para orquestrar os golpes políticos.

Segundo, se o poder econômico-financeiro fosse mais bem distribuído socialmente no Brasil não haveria o golpe. Não haveria, pois um Brasil mais igual socialmente teria uma representação parlamentar mais próxima da realidade social do país, e o parlamento não seria essa grande representação da direita.

E terceiro, se a economia brasileira não tivesse entrado em recessão, o impeachment não teria acontecido. E aqui um gaiato vai dizer que a economia entrou em recessão em razão dos erros da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. É claro que essa é uma declaração fácil de ser feita e não se pode esperar que um gaiato não a faça. Agora, provar que a recessão é culpa de erros é algo que está muito longe da capacidade de qualquer gaiato.

E mesmo sabendo que gaiato nenhum vai deixar de fazer essa acusação eu pergunto quais foram os erros cometidos por Vladimir Vladimirovitch Putin que também levaram a economia russa a cair quase 4% em 2015? Aqui eu poderia dizer que com certeza responder essa questão está muito alem das forças do melhor dos gaiatos.

O que se observa, mesmo para uma pessoa como a mim que não é economista é que nossos analistas, ainda que economistas, são extremamente superficiais na sua análise. No final de fevereiro início de março de 2010 quando o IBGE informou que o PIB sofrera recessão em 2009, os economistas contrários ao governo deram urros de satisfação. Não prestaram atenção para o fato que desde o segundo trimestre de 2009 o PIB vinha crescendo a taxas expressivas tendo crescido em algum trimestre daquele ano a uma taxa de 11% quando anualizada.

Agora também a economia pode estar recuperando e as pessoas continuam com a mesma cantilena de que a culpa pela recessão é da Operação Lava Jato, da ação do Ministério Público feito por pessoas ingênuas. E o pior que quando questionados para apresentarem um só caso no mundo em que, em razão de algum processo judicial, de alguma ação de um Ministério Público ou de algum esforço concatenado da grande mídia, um país tenha ido para a recessão ou iniciado uma recuperação econômica especial, ninguém é capaz de responder.

É claro que se a economia americana recuperar em um ritmo mais forte e isso levar a subidas mais substanciais do juro americano, a recuperação brasileira vai para o espaço. Será preciso esperar quase um ano para que a retomada recomece. Por enquanto o que prevalece é a queda do dólar que chegou em fevereiro de 2016 a valer 4,10 reais e agora vale 3,10 reais. E se se olhar o Valor Econômico que saiu na quarta-feira, 01/03/2017, vai-se se observar que o preço das commodities brasileiras estão em plena recuperação. Algo que será revertido com qualquer subida mais brusca do juro americano.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 02/03/2017

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Fabíola Camargo

Xadrez da delação do fim do mundo

Muito boa avaliação de uma parte do contexto. Porém, apenas centrada na questão da "corrupção", ficaram " esquecidos" os projetos políticos e as estratégias dos partidos envolvidos. Isso esvazia o debate polític que deveria ser central.Abs!

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rafa.sto

A questão que não vejo

A questão que não vejo nenhuma análise é:

tdo sabemos q o PMDB tem o pior da politica brasileira.

Agora no ponto referente a Odebrecht e o soft power nos demais paises.

Ora, a Odebrecht era uma empresa tomada pela corrupcao e que foi alcada a essa possibilidade de interferencia nos demais paises "companheiros" pelo PT, Lula e Dilma.

Nessa jogada nos anos do PT a Odebrecht ficou ainda mais bilionária - em troca aparentemente ela fazia generosas contribuições de campanha pelo caixa 2.

Se fazia para todos os partidos - imagine ao PT que deu a ela todo esse poder?

Sendo então essa uma jogada pensada - foi um claro caso de corrupção no qual sabia Lula, PT e Dilma, que tinham seus mentores - ou a Odebrecht propos ou alguem propos a ela.

Eu nao sou nem tao velho - mas lembro do velho PT bradando contra a corrupcao, mas nesses 13 anos, se lambuzou inteiramente.

Mas cade o mea culpa?

Os partidos de esquerda ainda veem o Lula como a unica tabua de salvacao.

Lula nao sabia da Odebrecht? Do caixa 2? Ele propagandeava a empresa na Africa e nos outros paises pq?

Nao da para dar um basta nessas velhas raposas politicas e partimos para o novo.

O partido que perceber a mudanca que todos desejam vai seguir em frente - ou morrera abracado ao passado

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Álvaro Noites

Acho que você errou de

Acho que você errou de site.

Aqui não é a Folha ou o G1.

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Rafa.sto

Pq? aqui so tem petista

Pq?

aqui so tem petista cego?

É esse o problema - lidem com a realidade dos fatos ou morram como partido

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Não. ele quis dizer que...

lá no G1 ou outros membros do PIG  é  que tem:

" Fascistas, Golpistas, Machistas "....Não passarán  !!!   

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A desgraça daqueles que não gostam da "arte maldita" da política, é ser governado por aqueles que gostam......

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Rafa.sto

Nao passarao? nao sei em q

Nao passarao?

nao sei em q pais vcs vivem mas ja passaram faz é tempo

enquanto isso pode cantarolar oq quanto quiserem

ou o PT faz mea culpa e os partidos de esquerda ou vao viver do passado. 

So cego nao ve a morte dos velhos politicos

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Daniel Torres de Cerqueira

Assinem a petição Pública que

Assinem a petição Pública que pede que Lula seja candidato a Presidente em 2018!

 

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR97926

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Pedro Augusto

Populismo na política

Populismo na política [...]

 

http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2017/03/populismo-na-politica...

 

 

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Das razões do golpe

 

Buscar compreender as razões do inacreditável golpe contra o próspero Governo Dilma/PT, de alguns erros e de muitos acertos na vitoriosa linha do Governo Lula/PT, de consolidada confiante economia, internamente e externamente, de amplo emprego e grande consumo, inclusive, das classes mais desfavorecidas, requer inserir no cenário do desastrado golpe, a visão do estado geral de debilidade da economia capitalista, perigosamente perdendo altitude desde os anos 90 por conta do crescente e vasto desemprego tecnológico tomando conta do mundo, abrindo oportunidades para grandes jogadas de rápidos enriquecimentos, tais como, privatizações a preços de bananas.

Mas, aqui no Brasil, com bem sucedido Governo Dilma/PT, viabilizar amplas privatizações, só mesmo destruindo a economia da Presidente Dilma/PT, mulher honesta, nacionalista e humana. Para tanto, não hesitaram em dar início a inédito intenso fogo midiático, jamais visto no Brasil, basicamente, envolvendo corrupções na importantíssima e estratégica Petrobras.

O sórdido golpe e sua Lava Jato, nada tem a ver com efetivo combate a antiga diversificada corrupção, poderosa alavanca do ilícito ganho e de imorais privilégios, próprios da natureza capitalista em todo o mundo, exceto na poderosa China, onde corruptos e traidores não costumam ir longe.

A artimanha da corrupção viabiliza a possibilidade “legal” para rapidíssimos enriquecimentos. Dentre elas - as privatizações - capazes de tornar muitos de seus comandantes, ricos da noite para o dia sem o menor trabalho. A grande suspeita de gigante roubalheira nesse tipo de expediente ficou evidenciada nas privatizações de riquíssimas empresas estatais soviéticas a preços de bananas, mas por fora, fazendo modestos antigos burocratas da ex URSS, ricos e bilionários, da noite para o dia.

As maiores perdas de dinheiro público que o Brasil já teve desde o Império foi por conta das privatizações a preços de bananas do governo FHC/PSDB. Realizou inaceitáveis entregas de setores bilionários, altamente estratégicos, como a venda da antiga CVRD privatizada pela escandalosa bagatela de R$ 3,3 bilhões, cerca de metade, em moedas podres. Na avaliação de especialistas da época, por conta de suas imensas e diversificadas jazidas de minérios por todo o Brasil, inclusive, estratégicos e raros, somado as grandes e variadas instalações industriais e prediais, preciosas ferrovias e grande frota naval, o preço justo teria sido por volta de R$ 1 trilhão. Isso, para não falar de seu formidável corpo técnico qualificado altamente experiente e treinado ao longo de décadas de muito trabalho e cursos de especializações.

Dos irreparáveis aspectos estratégicos e os imediatos e nebulosos das privatizações, nota-se a pronta valorização monumental de muitas dessas empresas logo a após serem privatizadas - doadas a preços de bananas. Foram privatizadas empresas federais do setor siderúrgico (8), petroquímico (27), fertilizantes (5), elétrico (3), ferroviário (7), mineração (2), portos (7), bancos (4), telecomunicações (sistema Telebrás), e outros (5). Nos Estados foram vendidas empresas e participações minoritárias do setor elétrico (30); ferroviário (1), financeiro (8), gás (5), seguros (1), transporte (4), telecomunicações (3), saneamento (3).

A inconcebível privatização da Embratel, estratégica gigante empresa estatal de telecomunicações brasileira, fez de nossa telecomunicação as mais caras, ruins e vulneráveis do mundo. Jamais poderia ficar sob o controle dos gringos e da empresa privada. Idem, a inaceitável venda de grande parte do nosso parque gerador, transmissor e distribuidor de energia elétrica, resultando também, das mais caras eletricidades do Planeta.

Se contabilizar todos os prejuízos causados por conta dessas privatizações, monetariamente atualizados a dinheiro de hoje, provavelmente, passaria dos R$ 10 trilhões. Dez trilhões de reais!

Apesar deste sideral rombo, novamente, tudo recomeçando no governo golpista, na conhecida entrega de bilionários ativos a preços de bananas. Já aprovaram a privatização da CEDAE. O campo petróleo de Carcará, no Pré-Sal, da Petrobras, foi recentemente vendido a preços de nada para a norueguesa Statoil. Em silêncio, outros bilionários ativos seguirão mesmo destino.

Em mais algum tempo, teremos milhares e milhares de engenheiros e técnicos no olho da rua, incontáveis falências, milhares e milhares de desempregados por todo o Brasil como no governo FHC/PSDB de pós-privatizações. E ninguém faz nada para impedir tamanha traição. Nem mesmo, as nossas Forças Armadas que poderiam intervir em semelhante ação do grande General Henrique Teixeira Lott. Seria a redenção de nossas Forças Armadas diante de nossa história, diante de nosso sofrido povo, diante do futuro do Brasil. 

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Felipe Peixoto

Desabafo...

Acredito realmente que estamos no pântano da ignorância. As pessoas não conseguem entender o que é geopolítica básica e um projeto de país básico. Hoje, como já ouvi por aí, a expressão “projeto de país” é vinculada à "coisa de petista". “Geopolítica é teoria conspiratória”.

Nas faculdades de economia vemos o fim de economia política. A economia política é ensinada para bater o carimbo: “passa rápido que não interessa não”. CEPAL está ultrapassada, velha ! O que vale agora é estatística econométrica e só. É o tecnicismo pelo tecnicismo.

A economia não serve para gerar emprego, renda e independência nacional, mas serve apenas e somente para fazer o gráfico funcionar direitinho.

Assisto diariamente altos quadros técnicos dentro de uma das principais federações de indústria do país defendem o fim da política de conteúdo nacional, porque é “coisa de petista” e gera distorções na oferta e demanda de produtos e serviços de melhor qualidade (sempre estrangeiros).

Pergunto se o que importa não é a geração de emprego, renda e tecnologia nacional. A resposta sempre é: o mercado fará o papel de atrair e gerar produtos e serviços de melhor qualidade. “Veja a indústria naval?! Não adiantou nada! “.....  Assisto,  perplexo......

Essa guerra ideológica está perdida, nas universidades e nos principais cargos de economistas do país.

A ignorância de Janot está em todos os lugares. Também, com uma lavagem cerebral de CBN e Globo News, quem não ficaria?

Temos poucos, mas importantes pontos de resistência. Quando estes se forem será o fim. 

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Não sei não??/!!!

Me parece que PMDB sempre foi esta coisa amorfa que segue as políticas de outrem, o PSDB, que por sua vez nunca teve uma política própria e sempre foi ditada de fora. Este é o partido da privataria, ou todos esqueceram? Mas nenhum dos dois teve jamais uma proposta política ou economica para o país. Ou são mercenários de interesses externos, ou de interesses interno, mas advogam sempre para si mesmo e para os seus.  Mas neste afã de destruir o PT, se autodestruiram e foram longe demais mostrando a que vieram. O medo das urnas é tanto, que querem implementar  tudo  muito rapidamente, e querem principalmente incrustrar toda a maldade na constituição através das PECs. 

Porém mostram a sua total incompetência com relação ao país, e sua total inapetência para geri-lo. Querem apenas espoliar e fugir para Miami. Me parece que estão na verdade ressuscitando o PT, que por sua vez precisa ir mais para as suas origens e não pode se fiar  em certos quadros  que estão tão embebidos na luta parlamentar e  em pouca análise. Ficam querendo repetir modelos que tiveram  uma razão  num contexto completamente diferente. E por isto   não percebem  que a resposta esta semprem onde esteve; fora do parlamento. É isto o que Lula representa. Quanto aos que apenas falam das coalizões esquecem que coalizões se fazem quando se está forte. Se sabe muito bem que metade deste parlamento  é como biruta de aeroporto.

Mas no momento qualquer coalizão com estes tipos é apenas um escárnio. As coalizões foram feitas em outro contexto, quando as políticas sociais bombavam, e a política economica se desenvolvia com sucesso, e não ao contraŕio. Com o sucesso e a popularidade muito deste senado  apenas assentia com a cabeça. Não se pode confiar nestes tipos, mas não teremos tempo de mudar todo um parlamento.

A resposta esta  em buscar apoio fora do parlamento. sem esquecer que a força está na política e na política economica visando os que agora são despossuídos.  Só quando se tiver este suporte de fora do parlamento o senadao vai se  curvar. Mas a continuar tudo isto é ou a repressão ou a ressureição do PT e de outras forças da esquerda. Quando o inverno dêles chegar  correrão para outros cobertores. Mas esta política suicida e atentatória contra o país, não vai conquistar corações e mentes com tanta barriga vazia.  E não sei se aguenta uma reforma da previdência.

Talvez errem de novo dando mais um golpe e defenestrando o usurpador, mas ainda terão que aprender que é a economia estúpido!!! e para isto sabem que não tem perspectiva a não ser a repressão.  Suas políticas jamais trouxeram algo para o país. 

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ALGUNS DOS FATOS SÃO ESTES MESMOS

Tavez, por uma questão de vés excessivamente paulista na perspectiva do Nassif - diga-se, meu principal ponto de observação é aqui do bairro de Pinheros que alguns tolos já querem chamar de Cerqueira Cesar (Sp -SP) - minha visão é outra.

Trata-se de uma guerra de ocupação ou reocupação daqueles Paulistas da Paulista e da Berrini  seus satélites e prepostos do país inteiro e seus correspondentes estrangeiros, banqueiros, rentistas e industriais de indústrias sem chaminé contra o Brasil.

Talvez o Fernando Nogueira da Costa e/ou, de outro ponto de vista, o André Araraujo possam explicar que o epicentro dessa coisa toda esteja na palpável queda do poder político-econômico relatativo de São Paulo perante os outros entes "federados" a um ponto derepresentar ameça séria a sua hegemonia absoluta de tantas décadas.

O  IBGE  tem os números e o Jessé os tem já um pouco mais mastigados.

É mentira, Terta?

 

PS: Com certeza não terá mais o recente protagonismo, mas PT não está fora do jogo!

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COPYDESK:

Talvez, por uma questão de viés excessivamente paulista na perspectiva do Nassif - diga-se, meu principal ponto de observação é aqui do bairro de Pinheiros que alguns tolos já querem chamar de Cerqueira Cesar (Sp -SP) - minha visão é outra.

Trata-se de uma guerra de ocupação ou reocupação daqueles Paulistas da Paulista e da Berrini  seus satélites e prepostos do país inteiro e seus correspondentes estrangeiros, banqueiros, rentistas e industriais de indústrias sem chaminé contra o Brasil.

Talvez o Fernando Nogueira da Costa e/ou, de outro ponto de vista, o André Arraujo possam explicar que o epicentro dessa coisa toda esteja na palpável queda do poder político-econômico relativo de São Paulo perante os outros entes "federados" a um ponto de representar ameaça séria a sua hegemonia absoluta de tantas décadas.

O  IBGE  tem os números e o Jessé os tem já um pouco mais mastigados.

É mentira, Terta?  "

 

PS: Com certeza não terá mais o recente protagonismo, mas o PT não está fora do jogo!

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Roxane

Gostei da observação. Coloca

Gostei da observação. Coloca elemento novo no tabuleiro. Quando o Gil assumiu o Minc circulava aqui em Fpolis uma revista dedicada as artes visuais que era editada em São Paulo, capital. Era distribuída em um museu dedicado a arte contemporânea. Bem me lembro do pau que a tal revista deu quando o Gil decidiu descentralizar as verbas para a cultura. O resultado foi o que vejo , por enquanto, aqui em Floripa : vários editais que contemplam a produção local. Inclusive verba para esse museu.  Mas bem que a igrejinha paulistana tentou impedir . Claro descentralizar verba é diminuição da imposição de uma visão centralizada e consequentemente diluição do poder.

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Rui Ribeiro

O que os parasitas sociais têm a oferecer para evitar o caos?

O que a elite tem a oferecer não para evitar o caos mas para sairmos do caos, pois este já está instalado. Senão, vejmos.

Ontem à tarde fui a um supermercado fazer umas compras básicas e essas compras são cada vez mais básicas. Logo que começo a voltar para a casa, cai uma neblina. Abrigo-me sob uma marquise sob a qual já há uma moça e dois velhos desdentados, ambos de bicicleta. Eles começam a reclamar da chuva. Um diz que enquanto no nosso estado está chovendo demais, a estiagem está castigando muitos Estados do Nordeste. E falam que se o Rio São Francisco estivesse sido transposto a situação estaria bem melhor mas o problema é a corrupção política e que por isso eles prefeririam os Milicos porque no tempo dos Milicos não tinha corrupção. Depois falam da Transamazônica que está a frangalhos e que depois que os Milicos a entregaram praticamente acabou.

Abusado de tanto ouvir os velhotes tecerem loas aos Torturadores eu intervenho dizendo que os Milicos eram tão corruptos quanto os políticos atuais, só que, como eles eram truculentos, torturadores, matadores, todos se calavam. Disse a eles que a espessura da parte pavimentada da transamazônica foi entregue com menos da metade do que do projeto. Um dos velhos fechou a cara, se aproximou de mim e disse que não achava que eles eram corruptos. Eu replico-lhe que Caifás achava que Jesus Cristo era culpado mas na verdade quem era culpado era o próprio Caifás. Ele diz que a esposa do Geisel, se não me falha a memória, não ficou com dinheiro suficiente nem prá ser enterrada. Eu falo prá ele que isso é conversa prá boi dormir. Quem não tem dinheiro é o Senhor, que está andando de bicicleta, e eu, que, pior do que você, estou andando a pés. E ele se manda na chuva. O outro velhinho caquético também cai na chuva. Mas quem entra na chuva pe prá se molhar. Eu fiquei com medo de ser agredido pelos dois velhos.

Uma Senhora que chegou depois e presenciou uma parte do debate começou a defender o Lula e a Dilma, afirmando que depois deles filho de pobre pode estudar curso superior, pode comprar moto, até carro e que tudo está acabando. Que com o Temer está ruim e que se o Aécio entrar vai piorar. Que a solução é o Lula. Que não viu a hora do Velho mais exaltado me agredir. A Moça que estava desde o início e presenciou toda a discussão confirmou tudo o que a Senhora disse e afirmou que se Lula for candidato, ela vota nele.  E eu finalmente caio na chuva com minhas sacolinhas na mão, deixando a Mulher e a Moça sob a marquise. Se demoro, minha Esposa acha que eu estou chapado.

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Estarrecedor

Estarrecedor....e o Nassif resume a crise atual numa pequena frase: ignorância coletiva. De fato a crise é, antes de tudo, de caráter cognitivo. Aproveitei esse perfeito raio x do quadro atual, traçado pelo Nassif,  para atualizar meu blog sobre crise e falta de conhecimento sobre o nosso próprio derredor, há um video de um jovem ex-direita, que não estava se sentindo bem na bolha de ódio e preconceito em que ele vivia...e muitos (a grande maioria do povo brasileiro)  vive...

Da crise por falta de conhecimento

https://josecarloslima.blogspot.com.br/2017/03/da-crise-por-falta-de-conhecimento-da.html

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...spin

 

 

Quando seremos, enfim, uma Nação

Com o PT fora do jogo e o PMDB na barra da saia do PSDB, teremos um Pais sendo devastado sob varias formas.

Qualquer candidato fora do esquema PSDB-PMDB-DEM, tera dificuldades de governar o Pais com o nivel que temos no Congresso, a judicialização da politica e a velha midia tirando o fio, controlando a massa. Precisamos fortalecer os blogs e midias alternativas, como Barão de Itararé. Sem isso, seremos sempre presa facil de golpes.

Acho que a unica saida é todos aqueles que não apoiam a degradação das instituições e do Pais, sairem firmes na defesa do candidato mais à esqueda que tenhamos. Se não for Lula, que seja o Ciro. Mas que saiamos com força na defesa dessa candidatura, com um projeto de Nação nas mãos.

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Xadrez da delação do fim do mundo em uma 4a feira cinza

após tudo, ainda supor ser a Lava Jato & Associados um puro instrumento da geopolítica dos EUA é persistir mirando a ponta menos perigosa do iceberg.

ainda em 01/08/2015 foi aqui neste Blog do Nassif postado um comentário, sob o título “mais nebuloso que o céu de Curitiba”, no qual  se encontra o seguinte trecho:

“os EUA não são mais um país. converteu-se no lar do bravo individualismo em duelo por negócios. em 1964 a intervenção no Brasil, depois propagada pela AL, foi uma ação direta de estado dos EUA. hoje se dá através dos interesses econômicos das mega corporações norte-americanas, como os Koch Brothers (petróleo, celulose, têxtil) que são a maior fortuna do mundo, superam Bill Gates e Carlos Slim.”

os EUA tem sido há décadas governado pelas sombras de seu Deep State, cujo principal negócio e fonte de financiamento é o tráfico: drogas, armas, órgãos, pessoas, minérios raros, informação e, claro, dinheiro – a maior máquina mundial já montada de lavagem de dinheiro.

é nas raízes profundas do Deep State dos EUA, e sua ramificação pela lumpenburguesia brasileira, que se encontrará o mapa do caminho do golpeachment.

drenar o pântano nos EUA e dragar o atoleiro brasileiro é uma operação de dupla face, porque é tudo a mesma merda.

.

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Discordo em parte

Discordo com a premissa principal, que deduz a existência de um golpe específico do PMDB, haja-se visto que sempre lucraram nas sombras, de coadjuvantes. O PMDB é o partido come-quieto, desde final dos anos 80 perante a luta entre tucanos e petistas. È ruim para este grupo profissional se expor no comando do executivo, pois é como abrir as cortinas da casa para vampiro. O PMDB será destruído exatamente assim, entrando com um raio de luz sobre os fatos, apenas isso.

O golpe não possui dois frentes nem estas correm em forma independente. O Golpe é algo muito maior e com fundo específico nos interesses dos EUA, considerando que o Brasil não é o único sendo desestabilizado na América do Sul.  Os EUA turbinam a inconformidade tucana, a parcialidade do PIG e, principalmente, a atitude bovina das elites em relação ao Brasil colônia, tornando fácil a tarefa.

A participação de STF, MPF, PF e outros organismos não é atitude colegiada da instituição, mas reflete apenas as características de elite de quem chega a estes importantes cargos, de modo que acompanham os seus pares, do tipo gambá cheira gambá. Ainda, reconhecem estes altos funcionários que a maior garantia dos seus bons salários e aposentadorias está no poder financeiro global e não num governo passando dificuldades econômicas. Essa turma segue a mão que os alimenta.

O Golpe pega pelo rabo muitas pessoas, principalmente a classe política. O PMDB percebe esta situação e age na defensiva, para “parar essa porra”, dando o golpe institucional, com base na sua influencia no congresso. O PMDB toma o palácio e entrega as chaves ao verdadeiro Golpe, esperando não serem pegos pelas suas falcatruas. Chamam ao PSDB como partido que possui a tecla SAP que os relaciona com Washington e com o grande poder. Entregam a vaga do STF, a economia e a política externa.

A “luz sobre os fatos”, que mata ratos e vampiros, vai ascendendo de acordo com um determinado “timing”. Hoje, vindo o PMDB afundando, os tucanos se afastam do palácio e se protegem embaixo das assas do verdadeiro poder golpista, e aguardam a queda dos serviçais do PMDB que abriram as portas do palácio para este saque internacional. O PMDM forma políticos kamikaze que, na sua ação desesperada, entraram dentro do cavalo de Tróia e abriram os portões do palácio, mas, morrem dentro, junto com os antigos monarcas, antes da triunfal entrada tucana.

Os tucanos preparam há muito tempo o seu Delfin, o João Dória.

Apenas esqueceram-se de matar a jararaca. Isso é tema para outro Xadrez.

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Isadora

Diante de tudo que vemos no

Diante de tudo que vemos no Brasil,alguém ainda acha que eleições pro legislativo são confiáveis? Só o executivo causa suspeitas,nunca,ninguém questiona ou pede recontagem de votos desses campeões de votos que arrastam seus comparsas.

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O que será oferecido ?

     Ainda não é possivel saber com certo grau de certeza, mas saidas "heterodoxas" estão sendo estudadas, todas elas dependentes do ritmo das delações, não só as da Odebrecht, como tambem outras possiveis futuras, como as de Dudu Cunha e dos Luz , que irão ditar as ações, tanto do PGR como do STF, principalmente o ritmo que estas ações irão ocorrer, é que determinará o nivel de caos intitucional e economico que se instalará.

      Para o "mercado" e para a midia, um certo nivel de caos é aceitavel, até mesmo para certa parte do mercado é desejavel, pois facilita os negócios, como por exemplo a aquisição de empresas, que nem mesmo serão diretamente adquiridas, mas terão seus passivos bancarios/financeiros "zerados" pelo controle ( aquisição desagiada ), um problema seria balizar este "caos" visando um tempo curto, tipo até 2018/2020.

      O que me causa mais espanto, não são estas "delações", sequer a "lava jato", ou o desmonte de varias iniciativas nacionais, a morte de certo protagonismo externo, a constante desindustrialização, o bloqueio de nossas exportadoras (sem crédito, com um cambio horroroso) - recentemente, este ano, em uma Feira no Golfo, nossos exportadores eram conhecidos como sendo daquele País "corrupto", portanto nossa imagem não sobreviveu nem lá, nem na Africa - já dou tudo isto como perdido, voltamos mais de 30 anos atrás, nem nos anos da "moratória" ( Funaro/Sarney) ou dos anos do califado collorido, lembro de tais fatos, ou de nossa imagem externa tão desgastada.

       O que esta mesmo me assustando ( o que não é facil ), são movimentações tendendo a saidas autocraticas, não as de "redes sociais", ou oriundas de extratos intelectuais tendentes a extremismos de direita, sequer das diatribes dos "bolsonaros" e assemelhados, mas de grupos conscientes, com projeto politico bem elaborado e de longo prazo, alguns até com um "pseudonacionalismo" como uma de suas bases, e com certeza alguns destes "grupos/entidades" recebem auxilio externo ( a principio não governamental, mas....... ), aguardemos que entre julho a setembro, das "sombras" começarão aparecer sinais mais concretos destas entidades/grupos, inclusive com forte esquema de midia de massa, a principio não do Cosme Velho, mas de associados. 

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Álvaro Noites

Seriam entidades essas cujos

Seriam entidades essas cujos integrantes se chamam de "irmãos" e que possuem ramificações no mundo todo?

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Xadrez da delação do fim do mundo em uma 4a feira cinza

enquanto a maior parte do que restou da Esquerda brasileira (compreendida aqui como aqueles que deveriam abraçar um projeto de desenvolvimento com inclusão social) prossegue bestificada pela paz e amor, dentro do ovo da serpente é chocado um Trump brasileiro - com quatro estrelas.

o que se deveria ter é uma análise clara de conjuntura e um projeto conciso, definidos em poucas linhas, acompanhado de uma estratégia com 10 pontos também cristalinamente apresentada. algo que todos pudessem ler e de imediato se identificar: “É isto! É disto que precisamos! É assim que vamos dragar o atoleiro!”.

seja como for, enganam-se absurdamente os que se julgam capazes de administrar esse caos, e ainda dele se beneficiar, sem adotar as “medidas populares”.

o abismo continua chamando outros abismos.

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O Parlamento do Golpe não é obra só do dinheiro.

Precisamos colocar no centro da formação do parlamento atual, o do Golpe, o anti-petismo diário fabricado pela velha mídia e que saiu do controle total, a partir do Julgamento do Mensalão.

Não dá para dissociar o processo de destruição da imagem do PT, a partir da dobradinha Rede Globo & Cia. e partes do Judiciário, na formação de uma turba odienta e revoltada no período pré-Eleição de 2014.

A Lava-Jato veio para destruir a imagem do PT e dar para ele uma rejeição recorde e premeditada e eleger o máximo de candidatos da Direita e Extrema-Direita.

O Recall dos governos Lula e Dilma impediu de o Golpe vingar já em 2014 com a vitória de Aécio, porém, o parlamento foi construído com um carimbo na testa: a população elegeu em massa aqueles que se diziam anti-petistas, ou naqueles que coligados ao PT, não eram do partido.

O PMDB em sendo Governo estava na mira da Lava-Jato, também, até 2014, tanto é que quando saiu a lista dos que seriam investigados pelo STF, vários eram do PMDB e PP, que votavam em muitas matérias no Congresso a favor do Governo Dilma. Só o PSDB foi blindado, no célebre disfarce da colocação do Anastasia na lista, logo em seguida retirado, para dar um ar de imparcialidade. PSDB que continua sendo blindado até hoje no Judiciário morista. 

Porém, na reta final das eleições tudo recaiu sobre o PT, que levou a culpa de toda a corrupção existente no País, e que é secular, mas sendo tratada como obra exclusiva dos últimos 11 anos (2003 - 2014), justamente anos de Lula e Dilma no Poder Central.

Não nos esqueçamos.

O PMDB tem seus deputados independentemente de recebimento de dinheiro para campanha, ele é o maior partido do Brasil. Na Eleição de 2014 não foi diferente. Outros 27 partidos tiveram deputados eleitos, além do PMDB.

Não consta que o PT não tivesse recebido polpudas verbas de doações eleitorais para campanha, recebeu, também. Aqui o processo midiático-judicial de destruição do partido fez o estrago que fez, ou nem tanto, porque o partido ficou com uma quantidade de deputados não muito aquém do que costuma eleger no Legislativo Federal.

O que aconteceu de novo em 2014 foi que o anti-petismo vingou. Toda a campanha fabricada de anticorrupção e de um caos econômico no Brasil, fabricado pela Rede Globo & Cia., não poderia dar ao partido um resultado melhor. E o pêndulo social do voto se direcionou para um crescimento da bancada evangélica e dos blindados pela velha mídia: conservadores em geral, candidaturas da Direita e Extrema-Direita em 2014. A sociedade foi levada a votar com ódio do PT, das esquerdas, dos progressistas e das minorias.  O voto no Executivo foi progressista (o povo mais pobre não abandonou Lula e Dilma), mas no Legislativo, não!

Tudo foi feito para o Aécio vencer e deu Dilma. Então, se pode dizer que neste momento havia dois grupos em busca de protagonismo: o grupo do Cunha + o Temer e o grupo do Aécio (PSDB, DEM, parte do PSB e PPS). Os dois grupos estavam em candidaturas separadas em fevereiro de 2014, quando Cunha virou Presidente da Câmara dos Deputados.

Podemos dizer que os dois grupos tinham projetos de tomar o Poder central, os últimos fatos políticos envolvendo Temer e José Yunes não deixam dúvidas, sem contar os diálogos gravados por Sérgio Machado e a fala de Romero Jucá: "estancar a Lava-Jato" com uma mudança do Governo Federal; porém, o PSDB encontrou no grupo de Cunha uma solução considerada mais interessante do que ser a vidraça direta da retirada dos direitos sociais dos brasileiros: Temer assumiria, faria o jogo sujo, e eles assumiriam em 2018, contando com a certeza de a Lava-Jato acabar com o PT e Lula.

Os tucanos quiseram dar uma de espertos. Os dois grupos, então, se uniram em torno de uma tal "Ponte para o futuro". 

Depois, o Judiciário livraria Temer & Cia. das acusações a eles imputadas, deve ter sido o combinado para a fusão dos golpistas.

Todos os dois grupos juntos, ancorados no apoio dado pela Velha Mídia e pelo Judiciário: em partes da PF e do MPF, na figura do PGR, + Lava-Jato e STF, derrubaram a Dilma e assumiram o Poder.

A falta de qualquer propósito para a tomada de Poder, a não ser a venda do patrimônio público brasileiro para o setor privado, a entrega para o mercado do orçamento do Estado e de verem-se livres de qualquer processo judicial, acabou fazendo do Golpe um fracasso.  

E todos os golpistas estão sendo marcados por esta catástrofe nacional na Economia e nos indicadores sociais e do trabalho. Ninguém Governa com sucesso um país de dimensões continentais e com 205 milhões de habitantes, como é o Brasil, País que estava caminhando para ser a 5ª economia do mundo capitalista, com apenas estes três propósitos elencados no parágrafo acima.

PMDB, PSDB, Velha Mídia e Judiciário aliado foram muito pretenciosos e deu no que deu. 

Então, podemos dizer que hoje a Direita e Extrema-Direita midiática: a Rede Globo de Televisão & seus parceiros midiáticos do Golpe e todo o Judiciário envolvido se desespera dia a dia, porque Lula cresce nas pesquisas eleitorais e o eleitor, para além de Lula só se verá representado por um outsider, um Salvador da Pátria, e, parece que está difícil de encontrar.

Dória ou Bolsonaro é jogar o Brasil na Idade das Trevas, vão topar?

Os golpistas da velha mídia e do Judiciário esqueceram de pensar, antes de partirem para o Golpe, quem são os personagens políticos: Temer, Cunha, Geddel, Franco, Serra & Cia. E o barco afundou. 

Lula se for candidato tem a chance de reerguer o PT e de levar a população a votar em seus aliados, que desta vez, estarão representados por poucos partidos e em oposição à Rede Globo e demais representates do Golpe contra a soberania brasileira e seu desenvolvimento autônomo e tecnológico com Justiça Social.

Já PSDB e PMDB estarão com a marca carimbada na testa de governantes do caos e da corrupção a céu aberto! Não mediram as consequências de um Golpe e nem o resultado prático do Neoliberalismo para o Brasil pós-PT.

Brasil que até 3, 4 anos atrás era um país pujante e caminhando para se tornar uma potência econômica com uma sociedade em franca ascensão social e experimentando o novo no consumo de bens duráveis e no cosmopolitismo das viagens para o exterior de sua população média com Lula e Dilma como timoneiros da embarcação brasileira rumo ao 1º mundo. 

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Júlio César de Pinheiro Arrais

Xadrez do Golpe

Já que os EUA gravou todos os presidentes, será que não gravaram os ministros do supremo e o Janot? O Gilmar mandar no supremo me parece uma pessoa que sabe dá vida particular dos outros. Sempre me vejo perguntando isso?

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Fatores Endógenos É verdade

Fatores Endógenos

É verdade que ao ganhar quatro eleições seguidas e a possiblidade de um retorno do Lula para comandar o Brasil por mais 2 mandatos, tornou o PT um alvo de diversos grupos política e econômico. Já que cada vez esses grupos estavam se afastando do poder, por exemplo psdb, dem, Itaú e fiesp. Há ainda questões de indicações para órgãos importantes, tanto nacionais quanto internacionais, tribunais e Mp´s. Portanto, é verdade que  existiam motivações internas para tomada de decisões mais drásticas. Além disso, a perda  das eleições de forma trumática, já na prorrogação, deixou esses grupos baratinados. Uma vez, que houve uma esforço abissal na desconstrução econômica e política do governo Dilma.  

Fatores exógenos

No entanto, analisar o que houve no Brasil sem incluir  questões externas, parece-me um equivoco. É inegável que durante o governo Lula o país quis alcançar vôos mais altos e seguir uma política internacional mais independente dos EUA e até mesmo da Europa. O país visava se tornar um peça importante em questão de geopolítica, a partir de uma líderança na América do Sul. A construção do Brics, do qual o Brasil participous ativamente, desagradou esses dois poderes centrais já constituídos, pois a tendência, a partir da inflència do Brasil,  seria levar todo o Mercosul e ampliar ainda mais o Brics. Além disso, o pais quis mais indepedência em áreas sensíveis no tabulareiro global, tais como defesa ( caças e submarinos) e produção industrial (Construção civil, Industria naval e óle e gás - pré-sal).

Quem nasceu primeiro o Ovo ou galinha?

isso é uma pergunta que será respondida no futuro. Mas temos outras: Foram os EUA que procuraram agentes internos para dar o golpe ou foram os agentes internos que procuram os EUA para ajudar no golpe? Como a lava jato ( pf, mp e moro)  conseguiu toda essa expertise de grampos, chantagens e operações intermináveis e bem cronometradas?  Por que a questão da fifa não deu fruto no Brasil e questão da Petrobrás foi para frente?

"Na política, a verdade deve esperar o momento em que todos precisem dela."

 

 

 

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j.marcelo

A solução é a Dilma voltar e

A solução é a Dilma voltar e anular todas as medidas lesa pátrias e todos viveremos felizes para sempre(por favor moderação, não bloqueie meu comentário,é sério,penso isso mesmo,fazer o quê !)

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Estela

Luta ideológica?

Será que não resistirão? O juiz ignora tudo que não seja contra o PT; mesmo sem prova Lula é culpado; a grande mídia como se viu esse final de semana escreve sem argumentos o que se quer que ocorra, a prisão de Lula; Gilmar Mendes de plantão para salvar o PSDB. A minha questão é o quanto de dinheiro não está correndo sem que nossos olhos possa ver. Será apenas ideológico essa tentativa de acabar com uma liderança política? Não creio. 

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Estela

Luta ideológica?

Será que não resistirão? O juiz ignora tudo que não seja contra o PT; mesmo sem prova Lula é culpado; a grande mídia como se viu esse final de semana escreve sem argumentos o que se quer que ocorra, a prisão de Lula; Gilmar Mendes de plantão para salvar o PSDB. A minha questão é o quanto de dinheiro não está correndo sem que nossos olhos possa ver. Será apenas ideológico essa tentativa de acabar com uma liderança política? Não creio. 

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xadrez da delação na 2a feira de cinzas

Srs..mais um adendo, que para mim foi vital, na tomada do congresso por CUNHA, e no golpe

O pedido de vistas protelatório de Gilmar Mendes, no STF, sobre o financiamento por empresas privadas para as campanhas eleitoirias autorizou o caixa 1 nas eleições de 2014. O caixa 2  se existiu ou não , é um acessório apenas.Um penduricalho.

O bàsico é que o poder economico pode fraudar as eleições de 2014 pela última vez. Foram com sede ao pote porque era a ultima elição. Ou tudo, ou nada.

Olha o desmonte que hoje promovem da nação?

Não dá pra aliviar GM. Eu não me esquecerei jamais.

Ele por uma chicana, gerou condições que  Cunha sobre aproveitar.   

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C.Poivre

Bandidos ilegítimos

Acho que nunca na história do Brasil viu-se no mesmo (des)governo a união de um ilegítimo a comandá-lo sendo ao mesmo tempo um notório corrupto cercado de sua gangue. É o fim da picada. E sem qualquer esboço de reação do amedrontado povo brasileiro.

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C.Poivre

Céleremente em direção ao 4º mundo!

https://caviaresquerda.blogspot.com.br/2017/03/brasil-e-rebaixado-para-o...

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Ciro Medeiros

De um dos comentários:

De um dos comentários: "Acontece que Sérgio Moro não é chefiado pelo STF ou CNJ, mas sim, pelo Departamento de Estado estadunidense. Por isso, os "honestos, mas medrosos" do STF (Fachin, Lewandowski, Barroso, Weber) têm tanto medo dele". O abuso e manipulação dos outros embriaga aqueles admiram psicopatas e o resultado e que isto distrai o manipulador dos abusos e manipulação que ele mesmo sofre. O Moro está perdido, mas não sabe disto - ele acha que é um herói, que vai ser aclamado mundo afora depois que tudo isto terminar, que vai ficar milionário com palestras e depositar esse dinheiro em offshores "sopradas" pelos gentlemans que ele conheceu nos coquetéis em Nova York.

Isto acontece porque o Moro não recebe instruções claras - é um misto de dicas com ideologia, mas este não é, certamente, o caso de Pedro Parente. Este sim sabe o que está fazendo porque recebe instruções claras e, ao seguir essas instruções, irá prolongar a recessão com a destruição definitiva da cadeia nacional do petróleo.

O Moro acha que a economia vai voltar, mas isto tudo já tá cheirando muito mal e, por uma questão de feeling, quer ir pros EUA em 2018. O Parente não; o Parente sabe que a economia não vai voltar porque, nesse momento, ele é o homem girando a manivela por trás das cortinas - por favor, seu Nassif, mais atenção a ele nos próximos xadrezes.   

Ainda do mesmo comentarista bastante lúcido: "A alternativa que o consórcio vencedor da guerra entre os golpistas vai tentar impor ao Brasil será a da velha Ditadura, pura e simples". Aqui ele erra porque nada será puro e simples como foi no passado (1964). A devastação econõmica irá se concentrar em regiões do país com alta porcentagem de evangélicos neopentecostais - isto não é um cenário simples, isto é sim uma confusão mastodôntica e, certamente, o Pedro Parente sabe disto. Na verdade, ao que tudo indica, é pra isto que ele gira a manivela nesse momento (e, sendo o sociopata que ele é, deve estar ansioso como uma criança na véspera do Natal).

Será que os missionários da CIA que, nos tempos do velho Getúlio, aportaram no país com essa religião redesenhada pra ser hegemonizada por psicopatas poderiam imaginar o tamanho da confusão que, uma dia, de suas sementes iria resultar?   

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CHOQUE DE GESTÃO

Mova a peça, que graça, teorizei tanto, não há memória, todo dinheiro é vivo, todo futuro será concelho marcado, o passado há de definir qual jogo, nessas cartas, marcadas. Por mais que pense, não me lembra nenhuma indústria de Poços de Caldas. Há um sabonete que nem de Araxá?

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Xadrez da delação do fim do mundo em uma 4a feira cinza

a esquizofrenia política brasileira segue insuperável.

Lulinha Paz e Amor, o grande líder do  acordo e do conchavo, em cujo período de governo com indecoroso orgulho proclamava que “nunca os bancos ganharam tanto dinheiro”, deveria ser a liderança ungida pela plutocracia brasileira, como o único capaz de promover a pax à la Brasil numa conciliação pós impeachment inconstitucional. o definitivo golpe dentro do golpe. o golpe final selando o pacto de salvação nacional das elites.

mas não. é frontalmente rejeitado pela lumpenburguesia, empenhada numa feroz campanha através da MídiaGlobal para ao menos torná-lo inelegível, e se possível jogá-lo num dos calabouços da Lava Jato & Associados em Curitiba.

por outro lado, aqueles cuja inegociável bandeira de luta deveria ser a anulação do golpeachment, são justamente os obsessivos defensores de Lulinha Paz e Amor como o Salvador da Pátria, mesmo sabendo de sua completa inapetência para tal, pois não tem o vigor físico, nem o perfil psicológico, tampouco a postura política e muito menos a estatura ética para liderar a guerra pela libertação do Brasil.

passo a passo, chegamos ao impensável: já não haverá nenhuma retomada da economia, a não ser pela aplicações das duras, necessárias e inadiáveis “medidas populares”. sem dragar o atoleiro não superaremos a crise.

mas quem poderá fazê-lo? se o que todos ainda desejam é business as usual...

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Serjão

não tem salvador da pátria

A indignação é a mesma, tão grande quanto, possivelmente maior.

¨Estatura ética...¨  pegou pesado amigo camarada.

¨guerra pela libertação...¨ que mundo é esse onde vive?

estilingues contra bomba atômica

Lula não é o Salvador da Pátria, de maneira alguma, ele se tornou mais e melhor do que isso.

 

 

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Júnior Sertanejo

Em nenhuma hipótese quero ser

Em nenhuma hipótese quero ser desrespeitoso,mas a montanha de abobrinhas que tem sido consignado em seus comentários,chegam a ser desmoralizantes para quem fica o dia todo em frente a tela de um computado,deixando a nítida impressão,que outra atividade não tem a fazer.Ultrapassa os limites da razoabilidade a quantidade de comentários enviados pelo senhor.Não estou levando em consideração,os que por certos são vetados pela editoria do Blog.Uma boa reciclagem cairia como luva sobre seus conhecimentos,e o levaria a entender que Rede Social não é o lugar mais adequado para deixar o tempo correr.

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Júnior Sertanejo

Em nenhuma hipótese quero ser

Em nenhuma hipótese quero ser desrespeitoso,mas a montanha de abobrinhas que tem sido consignado em seus comentários,chegam a ser desmoralizantes para quem fica o dia todo em frente a tela de um computado,deixando a nítida impressão,que outra atividade não tem a fazer.Ultrapassa os limites da razoabilidade a quantidade de comentários enviados pelo senhor.Não estou levando em consideração,os que por certos são vetados pela editoria do Blog.Uma boa reciclagem cairia como luva sobre seus conhecimentos,e o levaria a entender que Rede Social não é o lugar mais adequado para deixar o tempo correr.

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Xadrez da delação do fim do mundo em uma 4a feira cinza

em entrevista ao The Guardian, Dilma também revela a reação de Lula após a votação da admissibilidade do impeachment, em 17/04/2016, conduzida por Eduardo Cunha: “Ela também recorda a reação do ex-presidente Lula, que estava junto com ela no momento. "Ele chorou e me abraçou. Ele disse 'chore, Dilma, chore!'.

naquela noite, milhares de pessoas estavam acampadas em Brasília, acompanhando a votação na Câmara. por que não saíram Lula e Dilma para se abraçarem com aquela multidão? para se levantar o espírito de luta, manter o acampamento, estendê-lo até a frente do STF. começar ali mesmo um novo ciclo de manifestações e ocupações contra o golpe.

a verdade é que o Lulismo jamais se propôs a lutar contra o golpe, nem antes, nem agora e nem depois.

mas Lula sempre consegue se superar, e fazer ainda pior.

em 02/02/2017 após a divulgação da morte cerebral de Marisa Letícia, quando a comitiva de Temer chegou ao Hospital Sírio-Libanês foi recepciona pela multidão aos gritos de “golpista” e “assassino”. mas Lula os recebeu com calorosos abraços e conversinhas ao pé do ouvido, mesmo com sua esposa ainda mantida artificialmente viva ligada aos aparelhos.

este é o grande líder Salvador da Pátria... é por estas e ainda outras que não restará pedra sobre pedra e que não há retorno.

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Não devia mas vou lhe

Não devia mas vou lhe ajudar.A)Falta de interesse fora da vida online;B)Uso prolongado de computadores e smartphones;C)Sensação de angustia sempre que a pessoa prescisa ficar desconectada;D)Impressão de que determinada experiencia não está completa até que seja postada na rede.Qualquer um dos sintomas acima,ou todos eles juntos,são sinais inquestionaveis de vicio.Sendo eu o senhor,procuraria imediatamente a ajuda de psicologo.

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Xadrez da delação do fim do mundo em uma 4a feira cinza

->Sendo eu o senhor,procuraria imediatamente a ajuda de psicologo.

pode até ser. então, por que não me passar o contato do que lhe atende? soube que vc está fazendo progressos...

enquanto isto, como bom Sertanejo, vamos curtir, como terapia coletiva, uma roda de viola:

vídeo: Roda de Viola

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Junior Sertanejo

Não só passo passo para você

Não só passo passo para você como para seus inocentes uteis:Dr.Alexandre Garcia,jornalista e psicologo mais a direita.Não sou chegado a viola,quando muito um bandolim.
 

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Xadrez da delação do fim do mundo em uma 4a feira cinza

-> Não sou chegado a viola,quando muito um bandolim.

és um Sertanejo de araque...

e Alexandre Garcia não é psicólogo, e sim um péssimo jornalista. foi porta voz do último gorila. nesta função, durante um vôo oficial acompanhou seu chefe General, que terminou a viagem completamente nu. acabou exonerado depois de conceder uma entrevista deitado em sua alcova apenas de cuecas. tudo indica que o psicólogo dele não deu conta do caso...

quanto a vc, apesar de seus progressos na terapia, continua misturando as coisas em sua memória. mas não desista, a persistência é tudo, seja ao som das violas ou do bandolim.

já os inocentes úteis, infelizmente os que restaram estão desperdiçando seu talento assinando manifestos em apoio à candidatura do Grande Líder culpado inútil...

creia em mim: esta obsessão ainda vai dar muita merda.

e vamos botar as violas prá tocar.

vídeo: Roda de Viola

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Vixe arkx você me pegou,lhe

Vixe arkx você me pegou,lhe peço desculpas.Em verdade o Dr.Alexandre Garcia é um Psiquiatra.Melhor para você.

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