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Xadrez da grande derrota do PT

As eleições municipais trazem consequências variadas para a oposição e para a situação.

As principais conclusões a serem tiradas:

Peça 1 – a derrota de Fernando Haddad

A derrota no primeiro turno em São Paulo foi a maior demonstração, até agora, da eficácia da política de “delenda PT”, conduzida pela Lava Jato junto com a mídia. Não se trata apenas de uma derrota a mais, mas a derrota do mais relevante prefeito da cidade de São Paulo desde Prestes Maia.

Enquanto Prestes Maia e Faria Lima ajudaram a consolidar a era dos automóveis, com suas grandes obras viárias, Haddad trouxe para São Paulo a visão do cidadão, colocando a política metropolitana em linha com as mais modernas práticas das grandes capitais do mundo. Não houve setor em que não inovasse, da gestão financeira responsável à Lei do Zoneamento, das intervenções viárias às políticas de inclusão.

Teve defeitos, sim. Foi excessivamente tolerante com secretários medíocres, excessivamente personalista, a ponto de impedir que os bons secretários ganhassem projeção, descuidou-se da comunicação e da presença na periferia. E não soube difundir de maneira eficiente as políticas transformadoras que construiu, vítima que foi de um massacre cotidiano da mídia.

Haddad também era o último grande nome potencialmente presidenciável do PT.

Sua derrota sepulta definitivamente as pretensões do PT de ser líder inconteste das esquerdas, acelerando a necessidade de uma frente de esquerdas acordada. E aumenta as responsabilidades sobre o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, o do Piauí, Wellington Dias, o do Maranhão, Flávio Dino.

Esse rearranjo exigirá medidas rápidas do PT, a mais urgente das quais será a de eleger uma nova Executiva em linha com os novos tempos, aberta à renovação, aos acordos horizontais, antenada com a nova cultura das redes sociais e dos coletivos. Ou o PT se refunda, ou se tornará politicamente inexpressivo.

Agora, trata-se de aguardar o segundo turno no Rio. Em caso de vitória de Marcelo Freixo, do PSOL, completam-se as condições para a unificação das esquerdas em uma frente negociada, sem aparelhismos, sem pretensões hegemônicas de quem quer que seja.

Peça 2 – o novo desenho do golpe

A vitória de João Dória Jr desequilibra as disputas dentro do PSDB. José Serra já era uma miragem comandado um exército de três ou quatro pessoas. Como chanceler, tem acumulado uma sucessão inédita de gafes. Não há nenhuma possibilidade de se recuperar politicamente.

Aécio Neves ainda se prevalece de sua condição de presidente do partido, mas foi alvejado seriamente pelas delações da Lava Jato – apesar da blindagem garantida pelo seu conterrâneo Rodrigo Janot, Procurador Geral da República (PGR).

Com a vitória de Dória, quem sobe é Geraldo Alckmin e sua extraordinária capacidade de influenciar o homem médio, isto é, o homem medíocre.

Se for adiante a tese do golpe dentro do golpe, com a impugnação total da chapa Dilma-Temer, é provável que se decida colocar na presidência da República alguém com competitividade para se candidatar à reeleição em 2018. Nesse caso, o nome seria Alckmin.

O discurso da anti-política consegue, assim, dois feitos. O primeiro, o de eleger prefeito da maior cidade da América Latina uma pessoa armada dos conceitos mais anacrônicos possíveis sobre gestão metropolitana. E coloca como favorito provavelmente o governador mais inexpressivo da história moderna de São Paulo.

Peça 3 – o desenho das esquerdas

No “Xadrez de Fernando Haddad e a frente das esquerdas” (http://migre.me/v8ftE) levanto a necessidade da explicitação de um padrão de governança das esquerdas, para reconstrução de uma alternativa de poder.

Nos próximos meses, à destruição das políticas sociais do governo federal, corresponderá à destruição das políticas implementadas em São  Paulo pela era Haddad.

O caminho seria construir uma instância de articulação suprapartidária, uma espécie de Conselho de Gestão juntando os principais estados e municípios governados pelos ditos governos progressistas. Os acordos se fariam acima das idiossincrasias das Executivas (especialmente do PT), e em cima de propostas concretas, de implementação de políticas públicas.

Seria a maneira de juntar os vastos contingentes que despertaram novamente para a política, depois de excluídos dela pela burocratização do PT – jovens, intelectuais, especialistas diversos. Nesse caso, Haddad poderia ser o grande articulador, devido à experiência acumulada em seus tempos de Ministro da Educação e prefeito de São Paulo, sua aceitação por jovens e intelectuais.

Peça 4 – o acirramento da repressão

Nem se pense que a vitória de Doria em São Paulo reduzirá a gana repressora.

Nos últimos dias, houve as seguintes ofensivas:

·       Indiciamento de Lula.

·       Prisão de Guido Mantega.

·       Prisão de Antônio Palocci.

·       Novo inquérito contra Lula, para investigar a colocação de uma antena de celular pela Oi, próxima ao sítio em Atibaia. Esses quatro itens precedendo as eleições.

·       Decisão do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4a Região) de consagrar o Estado de Exceção.

·       Demissão de professor de direito no Mackenzie, por artigo contra o golpe.

·       Ameaça de demissão a quem insistir no golpe, formulada por diretor de redação da revista Época.

·       Demissão de José Trajano, comentarista símbolo da ESPN, por manifestações políticas.

  • Afastamento do ex-MInistro Carlos Gabas dos quadros do Ministério da Previdência por ter ajudado no pedido de aposentadoria de Dilma Rousseff

Não há sinais de que essa escalada enfrentará resistências de jornais e jornalistas.

A fragilidade financeira dos jornais está submetendo-os a episódios outrora impensáveis, frente à camarilha dos 6 que assumiu o poder. Em outros tempos, com toda sua dose de conservadorismo, o Estadão se insurgiu contra práticas da ditadura.

Agora, dificilmente.

De grandes monstros tentaculares da estatização, por exemplo, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal se transformaram nas empresas mais admiradas pela mídia.

Na primeira semana após o golpe, a Folha convidou a diretoria da CEF e do BB para almoços sucessivos. E o Estadão inventou um novo prêmio para as empresas mais admiradas. No segmento bancário, deu CEF e BB na cabeça.

O balanço dos repasses publicitários à velha mídia, por parte do Miguel do Rosário, contemplou apenas a publicidade institucional, aquela dos ministérios. Quando se consolidar com os dados das estatais, se verá o desenho da bolsa-mídia.

A ideia do direito penal do inimigo está sendo aplicada em todos os cantos.

Na matéria sobre publicidade nos blogs considerados de esquerda, a Folha encampou a tese de Michel Temer, de que a publicidade somente seria para quem veiculasse notícias de interesse. Ou seja, notícias que atendessem a um público anti-esquerda.

Com o Estado de Exceção explicitamente endossado pelo TRF4, a colunista Mirian Leitão, de O Globo, depois de colocar gasolina na fogueira que fritou Mantega e Palocci, teimou em explicar que não se pode comparar os tempos atuais com os da ditadura. Reviveu a tese da ditabranda. Depois justificou que ela foi torturada etc. etc., o que lhe dá obviamente enorme autoridade moral para explicar que Estado de Exceção não é bem isso e para colocar mais gasolina na fogueira.

Em ambos os casos, fica nítida a pesada herança inquisitorial de uma cultura – a portuguesa – que aceitava toda sorte de inclusão, desde que quem chegasse professasse a fé católica.

Esse será o maior desafio do Brasil moderno: a luta pela volta do estado de direito, independentemente de quem esteja no poder.

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228 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

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José Júnior

Caro Nassif, Tenho a

Caro Nassif,
Tenho a impressão de que o grande derrotado não foi o PT, mas o sistema político. Esta eleição reflete os últimos grandes acontecimentos do cenário político nacional. Após a as manifestações de junho de 2013, quando milhares foram às ruas manifestar contra o sistema político, e no bojo de um golpe de estado na maior cidade da América Latina a maioria dos eleitores, 38,48% (somando brancos, nulos e abstenções), não escolheu nenhum candidato (no rio está cifra chegou a impressionantes 42 %). Tirando a ilegitimidade de um candidato ser eleito com 32,78%) do total de eleitores (53,29% dos 61,52% dos que votaram), o grande derrotado foi o sistema político.
Ao mesmo tempo em que se elegeu o candidato que se autodenomina apolítico (mas gestor), este foi um recado das urnas aos últimos acontecimentos políticos do papaís. Foi mais que um fora Temer, foi um fora todos eles bem estridente.
É preocupante o discurso da apolítica, mas também um sinal de que algo novo pode nascer, para bem ou para mal...

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Nassif

Surreal sua forma de fazer

Surreal sua forma de fazer ideologia política, já era, você provavelmente não vai estar vivo quando e se a esquerda tiver outra chance, não seria mais facil pra vc neste momento de oportunidade política se focar nos Brasileiros, esta história de dividir a população entre nós e eles não deu certo, por enquanto vcs ainda são 6 milhões mas com as mentiras sendo desmacaradas a tendência é de diminuir ainda mais. Quero te pedir para refletir Nassif, este é o momento da esquerda estar atenta ao congresso, não adianta fazerem oposição por oposição, os próximos anos da esquerda estão perdidos e se é que você tem o menor respeito aos outros devemos exigir do congresso tudo aquilo que não os favoreça, a população paga os impostos e eles fazem a seu bel prazer o que querem, precisamos exigir fim do foro privilegiado, contenção do estado, equalizar os direitos sociais do funcionalismo publico e da sociedade civil, reforma tributária com diminuição progressiva de impostos ou unificação e mais um monte de coisas. Porra Nassif, sou Brasileiro, quero o bem do meu país, nosso dia a dia tem sido terrível, direita, centro ou esquerda sempre eles quem se dão bem e ignoram a população, tem gente sofrendo muito aqui, o Brasil é riquíssimo, se algum dia tivermos a oportunidade de ver a economia bombando em favor do povo ninguém nos segura mais e veremos sim Brasileiros felizes, é isso que importa, daqui ninguém leva nada, burro os que tiveram oportunidade de deixar seu nome na história e o mancharam.

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andre luiz martins nogueira

boa tarde.....Cada vez mais

boa tarde.....Cada vez mais patético....e vergonhoso....

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Ricardo A A Pereira

Prezados, Como todo cidadão

Prezados,

Como todo cidadão que se considera progressista também estou triste com o que vem acontecendo no nosso país e principalmente com o resultado destas eleições.

Porém como otimista irreparável, quero meter a minha colher nesta conversa:

Primeiro - Usando uma linguagem futibolistica ( meio esquecida ultimamente neste espaço ) quero dizer que a seleção penta campeã pedeu de 7 a 1 dentro de casa. Não existe campeão que não tenha sofrido uma derrota acachapante em sua trajetória de glórias. A hora das esquerdas e do PT em particular foi agora. Mas só os fracos e sem convicção desistem. Para a maioria de nós, tenho certeza esta derrota vai nos estimular e nos lembrar que precisamos continuar lutando, pois há muito ainda a ser feito e haverá muito a ser refeito.

Segundo - Precisamos ter a cabeça fria e a convicção bem firme pois todos nós sabemos que o que está sendo feito ( ou melhor, destruido ) por estes golpista não vai dar boa coisa. A boa notícia, se me permitem, é que este golpista vão ter que governar, e vão governar com suas idéias e práticas que nunca deram bom resultado em nenhum lugar em qualquer tempo. A amostra do que está por vir já estamos vendo ( reforma do ensino, corte na saúde, privatização, penalização dos aposentados e arrocho para os trabalhadores, etc ). Devemos estar preparados para estarmos ao lado do povo trabalhador na luta contra estas arbitrariedades. Reforçando o argumento, estes golpistas vão ter que tentar implantar todas estas contrarreformas que lhes foram encomendadas. A pergunta que faço é: os aposentados vão aceitar passivamente, os trabalhadores vão se submeter sem lutas, os  desempregados vão ter paciência até quando. Não existe rede globo que vai convencer o desempregado que a situação está boa enquanto ele esta vendo faltar o pão e o leite na mesa de sua família. Nesta hora é que as esquerdas, o PT em particular, não vai poder ficar discutindo "refundação" "autocrítica" , "repensar a esquerda" e outras coisas que sempre surgem nos momentos de crise, pois a razão primeira dos movimentos de esquerda é organizar a luta e a resistencia dos trabalhadores e das camadas mais desprovidas da população, é estar do lados e junto do povo. A esquerda só ganha representatividade e voto quando o povo identifica claramente quem está do seu lado e quem está do lado oposto ao seu.

 

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Victor Suarez

Considerando a violência da

Considerando a violência da Globo e do Governo Interino, os abusos do Judiciário e a ignorância política do brasileiro temos que vencer em 256 municípios é uma VITORIA para o PT.

No entanto, é triste ter de constatar que as elites imundas se uniram para acabar com qualquer chance de inclusão social. Hoje vi a responsável pelas mudanças do ensino médio e fiquei perplexos com os argumentos. Mas se a Globo concorda o podemos fazer.

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Amigos, post novo no meu blog. Vale para o PT sim e tds mais:

>> Eleições municipais vol. 2: política se tornou apolítica?!, por Romulus
 ROMULUS
 TER, 04/10/2016 - 10:43

Eleições municipais vol. 2: política se tornou apolítica?!

Por Romulus

Questão interessante colocada pelo comentarista André B depois de ler o post de ontem (“Que Dória que nada! Sr. Indiferença e lobbies vencem eleições de 2016”)

– A política se tornou então apolítica?

Para responder, temos de fazer a distinção entre duas das várias acepções da palavra política.

Por definição, a "política" enquanto correlação de forças com vistas a cuidar dos problemas dapolis não pode ser apolítica. Seria ilógico e mesmo contrafático. Até nas ditaduras mais fechadas e sanguinárias, nos regimes mais autocráticos, há ainda essa tal correlação de forças, embora restrita a um “colégio eleitoral” mínimo. Pense num ditador “militar” vs. seus generais, como em Angola ou na Coreia do Norte. Ou no Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista da China – composto por apenas de 5 a 9 pessoas. Na China isso fica ainda mais claro: evidentemente a atual complexidade da sociedade chinesa exige correlações de força muito mais abrangentes do que os acertos entre a meia dúzia do Politiburo.

Mas no que tange à palavra "política" em sua dimensão partidária-eleitoral nas democracias ocidentais – centrais ou periféricas – não tenham dúvida: a política se torna cada vez maisapolítica. Sim: um oximoro, um paradoxo apenas aparente.

Primeiro porque o colégio eleitoral volta – depois de 100 anos de expansão e franqueamento democratizante – a se estreitar.

Agora num movimento “voluntário”, em que o eleitorado “deliberadamente” fica indiferente à disputa política tradicional. Isso quando não resolve votar naquele que chega de repente e promete fazer a “casa cair”:

(i) Ou pregando uma “pegadinha” deliberada nos políticos tradicionais, que tantas “pegadinhas” vêm pregando neles há décadas (modalidade 1 de “voto de protesto”);
(ii) Ou num impulso de rejeição generalizada, refletindo um descontentamento difuso, não muito bem articulado ou mesmo verbalizado (modalidade 2 de “voto de protesto”);
(iii) Ou, em último caso, como resposta ao desespero diante da indigência batendo às suas portas. Nesse ponto, a taxa de desconto (conceito da Economia) do europeu e do norte-americano pauperizado volta àquela da África Subsaariana. O que importa é garantir o jantar de hoje à noite. E não “impedir o aquecimento global” ou evitar uma guerra comercial como a que levou à Segunda Guerra Mundial.
Trump promete nada menos que rever todos os acordos comerciais bilaterais dos EUA, para uma substituição de importações tardia... algo inimaginável! E afirmo isso como especialista na disciplina. Só não digo que Trump pratica estelionato eleitoral (mais um) porque ninguém pode afirmar ao certo o que se passa na cabeça do sujeito. Vai que....

E como chegamos aqui, a este completo descasamento entre eleitorado e a classe política e partidos tradicionais?

A minha tese é a de que isso decorreu de um processo de divórcio lento e demorado – 30 anos!

Qualquer divorciad@ confidenciará que os longos são os piores... qualquer sentimento de respeito, apreço e mesmo consideração terá tempo suficiente para sumir por completo diante da sedimentação e da introjeção da ideia de que o outro não fará mais parte da sua vida. Não só não fará parte como, a partir de determinado momento, pode passar facilmente à figura de antagonista, em caso de “litigio”.

E qual foi o causus belli entre o eleitorado e a classe política tradicional?

A implementação em menor ou maior velocidade – mas “inexorável” – do Consenso de Washington a partir dos anos 80.

Não importava em quem se votava: Democrata ou Republicano, PT ou PSDB. O grosso do programa de governo – a parte que trata da “fatia do leão” dos orçamentos públicos – já estava dado por FMI, Banco Mundial e credores das dividas soberanas (outros Estados ou banca internacional).

Diferença se havia – e havia! – limitava-se a:

(i) políticas de mitigação da pauperização da base da pirâmide, como transferência de renda; ou
(ii) esforços para dar ao sistema uma cara menos desumana, tentando cavar pequenas rachaduras nos “tetos de vidro” (glass ceilings), instransponíveis aos filhos desse andar de baixo. Verdadeiras barreiras “sutis” à ascensão social.

E por que de tetos de vidro? Porque são “invisíveis”, “suits”... pode-se admirar toda a beleza do que fica para além deles. Mas o incauto debaixo que ousar avançar contra os mesmos quebrará a cara. O vidro é blinddo!

*

Pois bem. Recapitulando, ficamos então com:

– 30 anos de Consenso de Washington “inexorável”; e
– Escolha apenas entre com ou sem “anestesia”.

Ora, num quadro assim inevitavelmente surgirá a indagação: “votar para quê?"

E isso seja na Europa Ocidental da “socialdemocracia” (a partir daí com aspas mesmo...), no modelo “com anestesia”, seja nos EUA da Reaganomics e da trickle down economics, o “gotejamento” do topo para a base da pirâmide da riqueza que se deixa crescer – “sem embaraços do governo!” – lá em cima. Ou seja: o modelo zero anestésico.

E por que num segundo momento passa-se da indiferença do eleitorado à hostilidade aberta contra a política tradicional? À sua negação?

Porque os rentistas e financistas abusaram.

Tomaram partido da alavancagem que detinham sobre o poder político para sangrar os orçamentos até quase o ponto de ruptura.

Soa familiar no Brasil de 2016 e de teto de gastos não financeiros por 20 anos?

Rentistas e finança foram extremamente favorecidos pela conjuntura:

– Fim da ameaça (alternativa?) “vermelha";
– "Fim da História" (?) de F. Fukuyama, como corolário da “inexorabilidade”;
– A liberalização selvagem dos mercados no Centro e na Periferia, muitas delas se valendo da nossa já conhecida "Doutrina do Choque", de Naomi Klein.

Eles abusaram sim... produziram a maior concentração de renda da História humana! Em 2016, pela primeira vez o célebre 1% do topo detém mais riquezas que todos os outros 99%.

O divórcio é então por culpa exclusiva dos rentistas e de sua ganância?

Não. Os políticos também abusaram nos artifícios que costumam utilizar para mascarar a tunga que finança e rentistas fazem no orçamento público.

Que artifícios?

Os da política, ora: discursos insinceros, hipocrisia, cinismo, cara de pau e sucessivos estelionatos eleitorais.

Resultado?

O eleitorado ficou imune. Está "dessensibilizado", como digo no post de ontem. Isso com a ajudinha providencial da grande mídia e dos seus patrocinadores, como explico lá.

Que fazer agora quando os que foram sacaneados por 30 anos resolvem sacanear de volta o sistema com a única arma que lhes resta - o voto?

"Greve"? "atos públicos"? “boicotes”? “desobediência civil”?
Quando? Onde?

Situação difícil...

Ainda mais num contexto de fim do "carreamento" do mercado de opinião pela mídia hegemônica, por natureza moderada e moderadora, em virtude da mudança tecnológica e da ascensão das redes sociais e de suas bolhas rivais.

Ainda vamos bater muito a cabeça antes de descobrir como sair deste buraco em que nos encontramos.

Por ora, imperativos de sobrevivência:

– União (desesperada?) das esquerdas e política de contenção de danos, com luta pela mitigação das perdas dos setores populares / vulneráveis.

Simples assim.

*   *   *

(i) Acompanhe-me no Facebook:

Romulus

*

(ii) No Twitter:

@rommulus_

*

(iii) E, claro, aqui no GGN: Blog de Romulus

*

Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

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Romulus, você é um barato!

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O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

Vc que é!

Sou nada! vc q é!

Ou melhor: vc nao é "barata"... é "cara", uma querida.

Sobre a Nara...

Sempre me pergunto como alguem tao suave e genenorsa, inclusive com a galera do morro que lhe mostrava o samba, pode ter a mesma genetica e a mesma criaçao da Danuza.

Ah, os misterios da personalidade...

PS: obrigado pela trilha sonora. Sempre bom ouvir coisa boa nestes tempos sombrios. Ainda mais estando longe do meu Rio.

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Xadrez da grande derrota do PT

sobre o PT vitorioso:

Em Maricá, no Rio, PT vence com 96,12% dos votos válidos

Resultado que reflete a aprovação unânime da população foi obtido graças à administração do prefeito Washington Quaquá, que criou linhas de ônibus de tarifa zero, entre outros benefícios.

Entre os projetos do PT aprovados para a cidade estão linhas de ônibus com tarifa zero, que começaram a operar em 2013. A cidade tem 150 mil habitantes.

Outro destaque da administração de Quaquá é a economia solidária. Maricá foi a primeira cidade a adotar moeda social, a mumbuca, com tecnologia de cartão eletrônico de débito. O projeto também foi implementado em 2013 e tem conseguido combater a pobreza e estimular a economia da cidade.

Cada mumbuca equivale a R$ 1, e 13 mil famílias carentes da cidade recebem 85 mumbucas por mês no cartão. Para ter direito a receber as mumbucas é preciso ter renda familiar de até um salário mínimo por mês. A moeda social é aceita em estabelecimentos comerciais cadastrados pela prefeitura, e por isso sua importância para valorizar a economia da cidade.

Em junho deste ano, foi realizado por iniciativa da prefeitura da cidade o Festival da Utopia, que projetou a imagem de Maricá entre as forças progressistas da política, com participação de ativistas, intelectuais, artistas, políticos e rebeldes de todas as partes do planeta, com o desafio de construir uma nova utopia para as esquerdas.

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Guri

Caro Nassif, acho mesmo que

Caro Nassif,

acho mesmo que quem ganhou foi a pergunta "para quê votar, se meu voto não vale nada?" Até diria que em São Paulo essa não seja a questão, mas pelo menos no nordeste e em muitos outros pontos do país, sim. Isso é derrota do PT? Sim, que não orientou, que não instruiu, que não fez trabalho de base, que se afastou da classe trabalhadora, que isso, que aquilo e mais toda a ladainha nesse sentido. Só que tem coisas mais profundas que isso a ser compreendidas.

Acho que abstenções, brancos e nulos são de uma parcela que desanimou da luta política. E falo da esquerda mesmo. Eu mesmo, ao tomar o soco no estômago do Day After, me senti ameaçado por um ponta de desânimo e atordoamento.

Acho sinceramente que tem uma boa parte da esquerda que está nessas abstenções (principalmente e nos brancos e nulos, em madorna, ameaçando entrar em sono profundo.

A luta para mim a partir de agora é no combate ao desânimo e atordoamento, por energia, por manutenção da chama acesa, pois se esmorecermos, eles tomarão o poder não será nem por mais 21 (que para mim estão quase consolidados), mas 30 ou 50 anos de governos tirânicos.

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Sergio Costa

Esquecimento

Prezado Nacif,em sua relação esqueceu o Governador Rui Costa,da Bahia.

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dja

peças do tabuleiro racional

Nassif, vc é um dos raros jornalistas que se preocupa mais com a notícia do que com o retorno da audiencia da informação veiculada, entretanto percebe-se em seu texto e nos comentários em geral um clima de fim-do-mundo, por isso analisemos as peças do tabuleiro impertubavelmente:

Dória: acreditou em sua eleição e conseguiu, porém a soberba desenfreável do seu pensamento quântico de conquista vai por tudo a perder no seu casamento com Alkmin, este não tem como bancá-lo financeiramente, porque a arrecadação do governo de SP está em declínio acentuado. outro fator é a sua arrogância em tratar seus advesários políticos, a história diz o que aconteceu com Dilma e Dirceu, este, Roberto Jefersson declarou que sua delação foi causado por pura mágoa... quanto a presidenta, não precisa de comentários, pois os fatos são recentes. 

Prefeitura de SP: Vai perder o autodromo e o anhembi, i-daí? o povo sempre passou à magem desses elefantes-cinzas, sem contar o pacaembu que a comunidade de higienópolis ta com medo daquilo virar um crakródomo; Saúde e Educação não mudará muito;

Povo: necessário se desapegar dos mitos, crenças midíaticas e auto-sabotagem para se ter paz de espírito para progredir;

PSDB e PT: Mogi das Cruzes - SP é a cidade-modelo do PSDB, cara, mas super organizada e funcional ao passo que Maricá-RJ é nível de excelência administrada pelo PT,  lá sim é passe-livre, portanto,  melhor é o sujeito e não a instituição;

Haddad: não entendi porque ele conciliou a academia USP com a prefeitura, ademais ele nunca acreditou na reeleição, talvez seja por desgaste público ja que mora no miolo da classe média, já as centenas de radares não vem ao caso, não obstante, quem sabe consiga se eleger governador em 2022, pois a ressaca da esquerda vai perdurar;

Lula: não une o Brasil a médio prazo, precisa passar o legado;

Alkmin: está só, até por que Dória não se conceberá como Nº2 nunca, com ou sem companhia o governador de SP não se elege presidente em 2018, por conta da ojeriza que o Rio/Nordeste tem por ele;

Serra: Fora da política nacional, tentará o Governo de SP sendo assim,  a meta é desidratar à secura Dória em 2019, sabe por quê?

" As melhores oportunidades vem mais em uma conversa serena em um butiquim à seleção meritocrática, no entanto, o fisiologismo inato do ser humano o impede de uma evolução plena"

 (o autor)

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Foi assim

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O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

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Pedro Rinck

Justiça Eleitoral faz campanha para o PSDB.

 

Ouvi no rádio uma propaganda da Justiça Eleitoral que seguia um diálogo entre duas mulheres. Uma delas diz: votar para que se ligo a televisão e só vejo roubalheira ? A resposta da outra mulher : votar para mudar. 
Ora, isso é propaganda para o PSDB, visto que a televisão só fala de roubalheira que seria atribuída ao PT.

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Criação URGENTE de CLT (Comitê de Lutas dos Trabalhadores)

Para fazer frente a este banditismo judicial-político e midiático, os parlamentares dos partidos comprometidos com a democracia e a justiça social, juntamente com todos os sindicatos e organizações sociais, deveriam implantar urgentemente nas comunidades proletárias, Comitês de Lutas dos Trabalhadores .

Se cada vereador, deputado ou senador do PT, PCdoB, Psol etc.., juntamente com centrais sindicais (CUT, CONTAG...) e outras organizações sociais como a UNE, MST etc.. contribuírem para a disseminação de comitês de lutas pela democracia em comunidades proletárias conseguiremos derrotar a bandidagem fascista .  

Estes CLT's deveríam utilizar maciçamente as rádios comunitárias, internet e jornais de bairros 

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Precisamos aguardar as próximas eleições

Precisamos lembrar que o fim do governo de conciliação, pois fim fim também as alianças regionais que vinha sendo praticada pelo PT, o que reduzir significativamente a participação do PT na eleição de prefeitos e vereadores.

De qualquer maneira o PT obteve um número de prefeituras maior do que as 2004 obtidas em 2000, e em 2002 o PT venceu as as eleições presidenciais.

Um dos motivos do crescimento do PSDB, é justamente este, pois o rompimentos das alianças enfraqueceu tanto o PT com os partidos burgueses, e este espaço foi ocupado pelo PSDB, que muitos lugares amplia as aliança regionais justamente com os partidos que romperam com o PT.

Tudo depende de como o PT vai reagir as atuais condições. Lembrando que até pouco tempo era comum  o afastamento de dirigentes com longa história no Partido, por divergências em relação as alianças com os partidos burgueses.

O PSOL surgiu muito mais em função destas políticas de intervenção em diretórios municipais e estaduais, do que em função de divergência política em relação ao governo federal .

Sem dúvida o PT ficou menor, diria que ficou menso inchado, e agora não terá outra alternativa, e terá de ficar a esquerda do espectro político, e caso consiga liderar o movimento de resistência ao retrocesso nas políticas sociais e econômicas, certamente aumentará a participação nas próximas eleições.

O PT precisará se reorganizar diante das novas condições políticas, além disso terá que desemprenhar um papel fundamental na organização da resistência ao retrocesso político, social e econômico, mobilizando e organizando os trabalhadores no campo e na cidade.

 

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2014---distribuição de renda

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jose adailton v ribeiro

Poderosos

Ao longo dos tempos os nossos desarranjos institucionas são provocados sempre pela imprensa tradicional. O quarto poder continua ditando as cartas. Pobre democracia brasileira. Seria hipocrisia não reconhecer que a corrupção generelizada e enraizada por muitas décadas , a polticagem imoral, a farsa dos nossos governantes  só facilitam para que a história se repita. 

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As eleições, a grande derrota, Pepe Escobar. Duas palavras

Os resultados das eleições vêm de um processo que não é repentino. "Porque tem uma corrupção para combater em todos os níveis do PT" (Pepe Escobar, aos 31:21 minutos , https://www.youtube.com/watch?v=P63XFVSgMFo ). Uma palavra: É infantil o apelo de retorno às bases. A História anda. É míope enxergar um peso excessivo à direita, ao PIG, aos analfabetos políticos da classe média (só?). Outra prática é os cargos de direção serem exercidos pelos mesmos disputando com os mesmos, numa meia abertura democrática. Sem falar no Culto À Personalidade.

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j.marcelo

Haddad um prefeito de

Haddad um prefeito de práticas modernas e ausente na periferia,ví o mapa das votações e ele apanhou

feio na periferia, NUNCA PENSEI Q O PSDB GANHARIA ASSIM,se afastar das bases e querer ganhar a

simpatia do "outro time" dá nisso,NADA DE JOGO DUPLO MAIS,sé pau é pau e se é pedra é pedra,olha

é PRECISO SER BEM CLARO e dizer o seguinte,não gostamos da mídia familiar e dos lesa pátrias e pronto.

Obs: Não vejo outro caminho a não ser o nacionalismo com os empresários produtivos fortes e grandemente

empregadores de pessoas,temos q ser libertos dos rentistas,essa é a bandeira adequada ao País ,Volta PT !!

Seu voto: Nenhum (8 votos)

ou o TSE acaba com o voto obrigatório...

ou teremos cada vez mais apolíticos decidindo eleições

coisa mais sem lógica, ridícula, burra, um apolítico ser obrigado a se manifestar votando

Seu voto: Nenhum (6 votos)

No Rio de Janeiro, recorde de

No Rio de Janeiro, recorde de empregadas domésticas justificando a ausência, por que seus patrões as proibiram de votar. Isso com voto obrigatório. Imagina com voto facultativo.

O voto facultativo é o voto proibido para a terça parte mais pobre da população. Triste ver gente que pensa que é de esquerda defender esse suiciídio político e eleitoral.

Seu voto: Nenhum (2 votos)
imagem de Ademildes J da silva
Ademildes J da silva

 Onde saiu essa notícia? nem

 Onde saiu essa notícia?

nem na ditadura militar....

Voltamos á escravidão, século 19.

Só isso explica esse acinte.

é o fim.. 

Seu voto: Nenhum
imagem de Ademildes J da silva
Ademildes J da silva

Onde vc viu essa notícia? nem

Onde vc viu essa notícia? nem em época de ditadura militar aconteceu um acinte desses.. é o fim!

Seu voto: Nenhum

Concordo

Essa é sem dúvida uma das mudanças que precisa ser contemplada na Reforma Política. Antes a abstenção que o voto inconsciente. Voto não pode ser obrigação e sim um direito, adquirido pelo cidadão em dia com suas obrigações para com o Estado. Quem sabe teríamos até resultados diferentes nas ultimas eleições para Presidente da República.

Seu voto: Nenhum (4 votos)

mas são coisas do Brasil...................e da Globo

ao apolítico, mesmo que não se manifeste politicamente com o seu voto, é garantido o direito de reclamar dos políticos

Seu voto: Nenhum (2 votos)

A reforma política

Nassif, concordo com aqueles que têm dito que o grande perdedor destas eleições municipais foi o sistema político, sobretudo se se considerar o elevado percentual de votos brancos e nulos, registrado. É certo que o sistema político precisa ser reformado. Os políticos estão desacreditados e a política, idem. Sabemos da necessidade de mudanças, mas como relializá-las, se os políticos, em Brasília, não legislarão contra seus previlégios!? Por isso necessitamos eleger uma   Constituinte exclusiva para esta reforma, onde pessoas comprometidas unicamente com este objetivo e sem a possibilidade de dela tirar proveito em causa própria, nos deem um sistema atual, ágil e sobretudo representativo das várias correntes do pensamento nacional.  

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Sectarismo em alto nível

Bem, se quem não vota no PT ou não votou no Haddad é medíocre, comentar o post é perda de tempo. 

Seu voto: Nenhum (23 votos)

Já entendemos

Bem, todos entendemos, você é golpista, passou por lavagem cerebral da Globo, do Moro, etc e tal. Então, eu pergunto a você: está fazendo o quê comentando aqui? Só se for para ratificar o que já sabemos: mediocridade pura.  Sinceramente, está perdendo o seu tempo, não ligo a mínima para o seu voto e sua motivação, só estou comentando para ver se você vai refletir e comentar no lugar apropriado.

Seu voto: Nenhum

Então não comente o post e nos poupe de tuas opiniões.

Eleitor de Marta não entendeu que ela é uma verdadeira inútil, inútil para a esquerda que ela traiu e inútil para a direita que viu nela alguém sem a mínima consistência.

Seu voto: Nenhum (1 voto)

Talvez se você disser em quem votou e por quê...

Ora, LF Pereira. Exponha seu voto e a motivação do mesmo. Caso contrário, seu comentário não faz o menor sentido. É pura perda de tempo e provocação contraditória.

Defenda seu candidato.

Seu voto: Nenhum (20 votos)

O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

Meu voto foi util, contra Russomano

OK. Certo de que Doria iria para o segundo turno junto com Russomano, dei um voto util a Marta Suplicy. Expliquei? Quando ela era do PT meu voto não seria medíocre. Só que no PT eu não voto nem a pau Juvenal. Expliquei?

Seu voto: Nenhum (22 votos)

Entendido!

Você deu um voto útil no PMDB, contra tudo isso que está aí. Perfeitamente entendido. 

Seu voto: Nenhum (19 votos)

O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

Não, Vânia. Você ainda não entendeu.

Já que tenho tempo a perder respondo: voto util não é um voto de convicção; é sempre um voto no menos pior. Como acho que Russomano não tinha ou não tem qualificações, é natural concluir que Marta tem mais bagagem política e gerencial. Nesse caso partido é o de menos. Voto em nomes.Tanto faz que seja do PMDB, PP, PDT ou do PQP. Menos PT, claro!

Seu voto: Nenhum (18 votos)
imagem de Álvaro Noites
Álvaro Noites

Vota em nomes, não em

Vota em nomes, não em partidos, mas não vota em qualquer coisa que seja do PT.

É, entendi.

Seu voto: Nenhum (3 votos)

Todos entenderam

Todos entenderam que você é ridículo. Primeiro diz quãe no vota em partidos, mas nos nomes, em seguida coloca como principal baliza do seu voto um partido, o PT.

Ou seja, não tem a menor coerência,

Você é incapaz de votar em alguma coisa, só vota contra.

Votar em uma traidora que renegou os princípos que dizia defender por mais de três décadas em nome da ambição pelo poder é típico de pessoas de seu tipo, que não defendem nada, só atacam, simplesmente porque é muito mais fácil e cômodo destruir do que construir. O oportunismo da marta é o mesmo que o seu e portanto ela é sim a candidata ideal para você. São os dois o tipo de pessoa que trai sem o menor escrúpulo e sem pensar duas vezes.

 

Seu voto: Nenhum (6 votos)

ABAIXO A DITADURA

 

imagem de ATavares
ATavares

Resumo das eleições: É

Resumo das eleições: É preciso mudar, para que tudo fique como sempre esteve.

Realmente, endireitaram o Brasil.

Teresa, ex mulher e candidata do Jucá, foi, proporcionalmente, a candidata mais votada entre todas as capitais. Isto é o que chamam de passar o país a limpo.

ACM surge como nova liderança.

Candidato que "faz vômito com odor de pobre" é campeão de votos em Curitiba.

Candidato do "mais chato pra cobrar propina" é campeão de votos em BH.

Turma que rouba a merenda escolar sai vitoriosa em SP.

Sei não, mas há momentos em que é melhor sair "derrotado". Mil vezes a "derrota" do que o falso moralismo e a falta de censo crítico.

 

 

Seu voto: Nenhum (11 votos)
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fernando vasqs

na lista desinais de

na lista desinais de autoritarismo faltou a proibicao de a imprensa filmar dilma votando.

Seu voto: Nenhum (6 votos)

Xadrez da grande derrota do PT

sobre a derrota eleitoral de Haddad:

sem qualquer demérito de aspectos positivos de sua gestão, é inegável que Haddad se manteve numa zona de inalcançável conforto, sem jamais confrontar os interesses dos oligopólios.

a caixa preta do transporte público permaneceu lacrada. o passe livre foi ridicularizado sob a inspiração de ninguém menos do que Milton Friedman. e até mesmo a palavra “golpe” foi classificada como um pouco dura.

Haddad nasce como o pródigo filho temporão do lulismo.  concebido para ser seu herdeiro, melancolicamente encerra seu mandato como símbolo do sonho impossível de conciliação permanente com uma plutocracia colonial e escravagista.

ou se recebe as bênçãos de Maluf ou se marcha junto com o MPL e o MTST.

mas ainda em 2003, Haddad optou por tentar reorganizar o consenso, como um dos formuladores das PPP (Parcerias Público Privadas)...

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melhor desempenho em Pinheiros

http://www1.folha.uol.com.br/poder/eleicoes-2016/2016/10/1819147-doria-so-nao-vence-em-duas-zonas-eleitorais-de-sao-paulo.shtml

Eleito prefeito de São Paulo no primeiro turno, João Doria (PSDB) venceu em 56 das 58 zonas eleitorais da cidade -inclusive em regiões da periferia onde historicamente o PT era soberano.

Por outro lado, o atual prefeito e candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT), não conseguiu ganhar em nenhuma das zonas eleitorais da capital. Seu melhor desempenho, em termos percentuais, foi em Pinheiros (24,5% dos votos), bairro de classe média alta na zona oeste. 

(...)

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O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

Xadrez da grande derrota do PT

chegou a hora da verdade para o Freixo – se elegendo ou não. grande abraço.

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Sonhar mais um sonho impossível

Apesar das ruínas e da morte
Onde sempre acabou cada ilusão
A força dos meus sonhos é tão forte
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias*

*Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Seu voto: Nenhum

O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

Aquarius e Olympia 2016

“Autonomia, autogestão, horizontalidade não são apenas “estilos” de se fazer política, hashtags ou palavras estilosas que se tornaram populares recentemente. São formas de luta que espelham o fim que buscamos: sociedades livres, autônomas, autogeridas e horizontais. Para que não haja muros entre nós, minorias excluídas e nem palácios intocados.”

ANARQUIA EM TEMPOS DE CRISE E DE DEMOCRACIA – parte #1

 

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a imagem não está reconfigurando, para não ficar muito grande e atrapahar a visibilidade dos demais comentários.

..

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Marcelo33

A direita comemora uma

A direita comemora uma bitória esmagadora no Brasil inteiro...

A esquerda cirandeira uma ida ao segundo turno na bacia das almas...

Cada um comemora o que pode né ?

E ambos comemoram a morte do PT.

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Xadrez da grande derrota do PT

o PT morreu? viva o PT que renasce!

Em Maricá, no Rio, PT vence com 96,12% dos votos válidos

Resultado que reflete a aprovação unânime da população foi obtido graças à administração do prefeito Washington Quaquá, que criou linhas de ônibus de tarifa zero, entre outros benefícios.

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ricardoaraxa

O PT deveria a meu

O PT deveria a meu ver,reservar para 2018 seus melhores quadros para o legislativo,na camara e senado.Não adianta ser eleito prefeito,governador ou presidente,sem apoio na camara.Ex.Aqui em minas os tres senadores são oposição. Não da.Para presidente o PT tem que esquecer,e apoar o Ciro ou requião.

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Lucas Migotto

Dória anuncia a primeira aberração do seu governo

do UOL:

Dória anuncia que sua equipe será “obrigada” a assistir noticiário da Globo

“Quero aqui assumir um compromisso: todos os nossos colaboradores, secretários, e aqueles que vão ter funções diretivas na Prefeitura de São Paulo, serão obrigados a assistir o 'Bom Dia São Paulo' todo dia, como eu já faço há muitos anos”, disse Dória.

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E eu aqui pensando que a coisa não poderia piorar...

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Senti muito a derrota do

Senti muito a derrota do Fernando Haddad aqui em São Paulo. Foi a vitória plena do vácuo. Entre erros e acertos na sua gestão, o que é absolutamente normal, acredito que perdemos a grande possibilidade de continuar a pensar uma cidade.

Na minha opinião o mais difícil, daqui pra frente, é como debater o atual momento com uma sociedade tão mal informada, medrosa e apática politicamente? Realmente o discurso de criminalização do PT pegou, e, consequentemente, todas as políticas sociais realizadas pelo partido e defendidas pelo campo progressista. 

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Xadrez da grande derrota do PT

sobre a votos nulos, brancos e abstenções:

se a Esquerda tradicional preferiu dormir ao longo dos 13 anos do sonho impossível do lulismo, em 2014 o resultado das eleições já revelara a gravidade da crise da representação política.

os votos nulos, brancos e abstenções foram superiores a votação recebida por Aécio no 1º turno. no Rio de Janeiro, o total de nulos, brancos e abstenções superou a votação de Pezão. e o candidato do PSOL empatou tecnicamente com o candidato do PT no município do Rio de Janeiro. em Niterói ficou em 2º lugar.

mas em 2014 isto não foi levado em conta, afinal o que importava era a exaltação da reeleição de Dilma, mesmo já em plena crise apontando para uma fratura institucional em direção ao golpe de Estado.

hoje todos começam a se dar conta de uma tragédia que não vem de ontem. pouco a pouco a Esquerda tradicional vai fazendo seu acerto de contas com a História. mais cedo do que supunha, retornará ao momento em que desgraçadamente perdeu seu rumo e seu contato com o curso do fatos: é Junho de 2013 que ainda pulsa.

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Vagalume do Brejo

Se tevessem te ouvido

Se tevessem te ouvido né?

Viva o MBL, quer dizer o MPL.

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Xadrez da grande derrota do PT

compreendo que para vc já virou uma espécie de vício, mas nem adianta ficar com a luz de ré piscando, pois agora não tou mesmo com  tempo para te sacanear...

SOMA DE VOTOS BRANCOS, NULOS E ABSTENÇÕES “VENCERIA” 1º TURNO EM NOVE CAPITAIS

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imagem de Marcelo33
Marcelo33

Arkx, estou querendo ver a

Arkx, estou querendo ver a resistência ao golpe pulsando, etc, tudo o que vc fala...

Os golpistas tiveram uma vitória esmagadora !!! O povo aplaudiu o golpe !!!

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