
Na 4a feira (5/20) participei de um debate na Fundação Escola de Sociologia e Política com o acadêmico alemão Thomas Meyer, autor do livro “Democracia midiática: como a mídia coloniza a política”. Meyer é intelectual de peso, membro do Grupo Consultivo da União Europeia para a área de Ciências Sociais e Humanas e vice-presidente do Comitê de Princípios Fundamentais do Partido Socialdemocrata da Alemanha.
O quadro que traçou da situação atual da mídia e da democracia alemãs é um retrato fiel do caso brasileiro.
Peça 1 – o fenômeno global da manipulação da mídia
O papel da mídia
Quem tem acesso à opinião pública, tem poder. É engano achar que democracia é uma questão de livre escolha. Democracia é uma situação em que os cidadãos podem ter acesso a informações verdadeiras, que tenham a ver com a situação da sociedade, e acesso também a visões alternativas. Desde Aristóteles, política significa sempre oferecer opções.
A função social da mídia é operar como entidade de autorreflexão da sociedade, possibilitando um espelho dessa sociedade. Para tanto, todos os problemas relevantes deveriam fazer parte dessa discussão, assim como as visões conflitantes. Se não houver esse equilíbrio, é questão de discutir se se está em uma democracia ou se o sistema é outra coisa.
Mesmo em situações normais, sempre existem problemas na maneira como a mídia de massa informa a sociedade, porque não é espelho da realidade. Dos milhões de acontecimentos diários, ela seleciona informações de acordo com com critérios próprios. Então, os veículos de mídia são um palco que apresenta os diferentes acontecimentos conforme a encenação que escolhem e de maneira a atrair a atenção do publico.
Os golpes de mídia
Há quatro anos houve uma campanha de mídia na Alemanha que utilizava informações inventadas, absurdas. Todos os veículos passaram formar um fluxo único de informações, massacrando o presidente (Christian Wulff) até renunciar depois de um ano.
O mesmo processo que vitimou o ex-primeiro ministro português José Sócrates.
Esse episódio levou a uma reflexão posterior sobre o poder da mídia.
Mostrou que jornalistas, em determinadas situações, podem ser coautores no jogo político. Têm poder de decisão para descriminar, vilipendiar, condenar políticos. Podem decidir sobre o destino dos políticos.
Duas condições ficaram claras a partir daquele episódio:
1. Há diferenças entre informação fidedigna e tomada de posição política, que têm que ser explicitadas. Informações devem ser transmitidas de forma neutra e imparcial, diferenciando notícia de opinião.
2. Se grupos de mídia formam um cartel dominante, pode significar que a mídia está reproduzindo uma ideia completamente distorcida da realidade. Se não houver nenhuma regulação, eles se tornam atores no mundo político.
Quando isso ocorre, viram ameaça à democracia. Esse é o tema central que ainda não foi discutido amplamente. Detém um poder muito grande e não estão sujeitos a nenhum controle. Podem agir de qualquer maneira.
O discurso hegemônico
Na Alemanha existem seis grandes grupos de mídia controlando 20% do mercado.
O que eles trazem é a homogeneização da notícia, as referências a si mesmo.
Tudo o que falam é a mesma coisa, mesmos motivos sociais e econômicos, com uma desconsideração enorme para com os cidadãos. Basta alguém propor imposto sobre grandes fortunas para a mídia imediatamente começar a vocalizar que o governo quer meter a mão no bolso de todo mundo.
Relação com a economia é homogeneizada. Na Alemanha, os interesses dos excluídos, os 25% da população, não são levados em conta. Não faz parte dos interesses dos jornalistas.
Até 90, havia pluralismo na informação, nos grandes meios de massa. Criticavam uns aos outros. Isso acabou. Hoje se vivem tempos em que a força das grandes ideologias está quase acabada. Um tempo pós-moderno, com interesses morais pós-modernos, a questão das profissões muito voltadas para os interesses de status.
Peça 2 – as características globais da mídia
Agora fechamos aspas para o professor Meyer para tentar entender o que levou os grupos de mídia, globalmente, a essa situação.
Apogeu e queda do neoliberalismo
A partir do fim dos controles de capital no início dos anos 70 – com a desvinculação do dólar em relação ao ouro – teve início um processo de financeirização da economia que atingiu seu apogeu em meados da década de 2.000.
NCriou-se a mística de que, fazendo-se a lição de casa – isto é, cortando programas sociais, reduzindo impostos, dando liberdade aos capitais – se alcançaria a prosperidade eterna.
Essa utopia acabou em 2008. Mas, ao mesmo tempo, deixou como legado uma enorme riqueza financeira concentrada nas grandes corporações e capitalistas, conferindo um poder imenso ao capital financeiro.
A financeirização dos jornais
A partir de meados dos anos 90, tem início a verdadeira revolução digital, com a criação de uma nova economia da Internet, colocando os grupos de mídia na linha de fogo, assim como gravadoras, editoras e todos os que desenvolviam alguma forma de conteúdo digital.
O australiano Rupert Murdoch dá o mapa da mina, seguindo o caminho aberto pelas grandes teles nacionais: ida ao mercado de capitais, montando parceria com grandes fundos de investimento para avançar sobre a concorrência.
No caso brasileiro, a Globo deu os primeiros passos, com acordos hipervantajosos com a TIM. Mas é a UOL que dá o passo mais bem-sucedido associando-se à Abril e, depois, valendo-se de capitais portugueses para diluir a Abril. Finalmente, uma operação com o Banco Pactual – em um episódio que ainda relatarei algum dia –lhe permitiu um ganho de R$ 300 milhões, ao elevar o valor base da emissão de R$ 9,00 para R$ 17,00.
Se antes os jornais emulavam o discurso do mercado por opção editorial, a partir dos anos 2.000, o fazem por sociedade. Eles se tornam parte integrante da financeirização da economia, da mesma maneira que empresários que venderam suas indústrias para se tornarem financistas.
Peça 3 – os caminhos do futuro
Os próximos passos são imprevisíveis.
Tem-se, de um lado, a falência próxima dos modelos tradicionais de mídia. Dentro de alguns anos, Estadão Folha, Abril serão apenas retratos na parede, com alguns períodos de glória, mas com a história definitivamente tingida pelo antijornalismo praticado nos seus estertores. Terão mortes inglórias.
Hoje em dia, o mercado de opinião global é dominado majoritariamente pelas grandes redes sociais, como braços avançados do capitalismo, permitindo um controle inédito sobre os movimentos nacionais de opinião pública.
Ao mesmo tempo, a falência da utopia neoliberal gerou um capitalismo a seco, impondo goela abaixo dos países a democracia mitigada – como a que se instalou no Brasil.
A socialdemocracia alemã, a portuguesa, a brasileira, foram as primeiras vítimas da nova guerra política, a que se vale do controle dos fluxos financeiros globais, do acesso às informações, para alimentar mídias e Ministério Público nacionais.
Nunca o fantasma do Grande Irmão esteve tão presente na vida mundial.
Antonio Uchoa Neto
8 de outubro de 2016 2:17 amEstou quase convencido que a
Estou quase convencido que a democracia representativa não serve para países tão desiguais como o Brasil.
Não me perguntem qual regime seria melhor: não sei.
Esse questionamento frequentemente leva àquela definição de que ela é o sistema menos ruim dentre todos.
Se nosso destino nesse planeta é nos contentar com isso, “dos males o menor”, então o melhor mesmo é drop the bomb de uma vez por todas.
Não é apenas uma questão de como a mídia distorce os fatos e sua abordagem de acordo com seus interesses. É uma questão de como essa informação é absorvida.
Quando um austríaco ou um suíço elege um neonazista, ou ultra-direitista qualquer, para representá-lo no parlamento, podemos razoavelmente crer que foi uma escolha consciente.
Por serem todos alfabetizados, e terem escolaridade, e, supostamente, capacidade de analisar criticamente as informações que recebem.
Mas quando um brasileiro, de periferia, pobre, desassistido, semianalfabeto, subempregado, desdentado – e que, sendo também preto, não aparece no Jornal Nacional – vota maciçamente num candidato de direita, não se pode dizer o mesmo.
Vide o post sobre a reportagem do El País sobre o voto na periferia de São Paulo.
Vide a minha cidade, Salvador. 75% dos votos para ACM Neto. Mesmo se a classe média aqui se abstivesse em peso de votar, os pobres ainda assim garantiriam a eleição dele.
Por isso o Bonner, em dia de eleição, aparece na TV, peito enfunado, e proclama a glória da democracia, onde o voto do mais bilionário dos magnatas tem o mesmo peso do voto do mais humilde faxineiro.
Continuo querendo saber sobre aquela anedota em que o Putin, em conversa com a Dilma, pergunta: “Mas a senhora acredita mesmo nesse negócio de democracia?”
Que terá ela respondido?
Chico Pedro
8 de outubro de 2016 2:36 amSituação conhecida há anos.
Situação conhecida há anos. Um conceito facilmente compreensível é a “democracia televisiva de massas”.
Jogam abertamente com a famigerada espetacularização da notícia que, por sua vez, é altamente superficial, não ataca problemas em profundidade.
Acabou distorcendo a prática política, nesse caso o conceito é “sou visto, logo existo”.
Por isso no dia do impedimento da Dilma ficavam dois idiotas juntos do pulpito para vender sua imagem.
A diferença evidente para a Alemanha é que lá – muito diferentemente daqui – a cultura é mais literária, textual.
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Dia desses vi um fato criminoso se passando. Praticamente todos os ônibus modernos de Beagá possuem agora monitores de tevê.
Até onde pude perceber pertencem ao Grupo Bandeirantes. O viés direitista é sutil e sorrateiro, mas perceptível aos mais atentos.
Primeiro apareceu uma notícia sobre bombardeios russos na Síria matando civis. Até aí, “tudo bem”, só mais um capítulo da saga “yankees heróris versus esquerda malvada”.
Entretanto, logo em seguida apareceu um título que dizia mais ou menos “Secretário Narcio Rodrigues continua preso”.
O Nárcio é um tucano de alta plumagem preso por surrupiar milhões de reais num tal esquema Hidroex.
Para a minha surpresa o vídeo mostrava…cenas do Governador de Minas, Fernando Pimentel, fazendo discurso.
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Existe obviamente um conluio da mídia nacional com a internacional, como apresenta o texto.
Mas não é o principal problema, é só uma característica deste específico sistema de manipulação.
O problema real é a existência de um agente com imenso poder de distorção da realidade capaz de enfraquecer democracias e, consequentemente, o próprio Estado.
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Volto a repetir o conceito antes mesmo que pudesse imaginar: agentes (grupuos familiares ou clãs super poderosos) são praticamente inatacáveis devido ao poder que possuem e viverem em verdadeiros “caixas-forte”.
Não é preciso declinar o nome delas aqui, mas é preciso dizer que neste setor econômico está apenas PARTE desses agentes.
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Te peço pelo amor de deus para encampar a seguinte idéia:
Precisamos de uma mídia pública. E de uma mídia pública preferencialmente regional, porque também não é justo um mercado publicitário com 80% das verbas auferidas em São Paulo.
Nesta rede de comunicação pública de considerável força os jornalistas são concursados e possuem estabilidade no emprego.
A rede pública de comunicação deve ter fatias do negócio e da direção diretamente ligadas a entidades civis, preferencialmente universidades.
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Devido a processo legal que corresponde a verdadeiro torniquete financeiro, não possuem recursos.
A Rede Globo fez questão de minguar os recursos impedindo propaganda comercial.
A especialistas Angela Carrato da UFMG conta a trajetória, se tiver dúvida sobre essa questão.
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Precisamos de muitas soluções e de variados tipos, não tenho um pingo de dúvida que neste caso específico mídia pública robusta é a solução.
P.s: sou mesmo crítico demais em relação ao Lula, sua aposta na EBC é uma ação que reconheço ótima, embora seja muito insuficiente.
Maria Carvalho
8 de outubro de 2016 4:04 amE o controle remoto?
Não funcionou?
Estava com as pilhas fracas?
Ninguém, nenhum eleitor ou cidadão, se importou com ele…
Estava, esteve, sempre está sobre a mesa de centro/ou no “rac” da moradia, ligado, no canal golpista.
O governo petista não “asfixiou” a mídia golpista, pois acreditou, ingenuamente, que vivemos numa república, onde existe respeito aos contratos, às instituições, as leis, ou aos “fios de bigode”.
Nada disso interessa agora, já que a “justiciaria” se instalou (não sei a custo de quê) no nosso país.
É a treva!
Morro (ou moro?) e não vejo tudo!
“Algum ou alguém desses” levará o “dinheiro ou as falsas honrarias” no caixão, quando morrer?
A história!
Sempre haverá o lugar de cada um.
Rei
8 de outubro de 2016 5:12 amA crise econômica global fez uma seleção natural na imprensa
Se o fenômeno de fortalecimento desse tipo de imprensa agressiva e extremista for realmente global, podemos afirmar que a crise econômica fortaleceu e fez uma verdadeira seleção natural nesse tipo de jornalismo.
A imprensa brasileira sempre foi partidária e golpista mas apenas no cenário de crise seu discurso foi assimilado pela população… ao ver que estava dando certo eles foram aprofundando… ao ponto de ser assustador o grau de irracionalidade de alguns leitores.
O cenário de crise e troca de poder também fez o capital fluir para a mão de jornalistas que estavam dispostos a abrir mão de sua ética em prol de um projeto de poder partidário.
Os jornalistas moderados não tem lugar hoje em dia… é agressividade o tempo todo. Para lembrar, anos atrás, ao lançar seu livro “O país dos petralhas”, Reinaldo Azevedo respondeu a uma crítica falando que seu blog não era apenas sobre política, abordava todos os assuntos… hoje em dia pode se dizer que houve um período que era só política… atualmente é apenas partidarismo político e manipulação.
Ontem saiu o ranking dos jornalistas mais influentes do twitter… eu não conhecia direito o cidadão que encabeçava a lista e fui pesquisar para ver de quem se tratava… Felipe Moura, Veja… é incrível o quanto ele está 100% dedicado à campanha de difamação do Freixo. Os próprios partidários de Crivela adotam uma postura menos agressiva do que “o Twiteiro mais influente do Brasil”… é uma aberração.
Marcelo33
8 de outubro de 2016 8:20 pmFelipe Moura Brasil é
Felipe Moura Brasil é discipulo do “intelectual” mais influente do Brasil na atualidade, o Astrólogo Olavo de Carvalho.
peregrino
8 de outubro de 2016 5:20 amfaz tempão que tento encontrar este agente…
o sistema é mesmo outra coisa……………………………………………
é uma aberração familiar, eu diria, porque ao invés de processarem informações, como antigamente, hoje estão processando conclusões entre eles e em tempo real, sem provas, sem julgamentos normais e legais, só com condenações antecipadas
Impressão que se tem é a de que curto circuitaram o Judiciário com o midião e o lavajatão
Com o advento da internet, acreditei que ficaria mais fácil encontrá-lo, mas o bicho é [[[tinhoso]]]………………………………………mas se pedirem numa boa, eles já se prontificaram para uma varredura geral no sistema de entrega do paíss
tão repugnante que já fez da nossa jovem Democracia algo que de agora em diante, com o golpe ou lavajatão ou midião, só poderá ser vivido em sonhos.
O [[[tinhoso]]] deixou de espelhar a sociedade e passou a ser ele mesmo o próprio espelho que vem sendo colocado diretamente no cérebro de cada pessoa……………………………………………
o sistema é mesmo outra coisa muito mais perigosa do que se possa imaginar
e para ter ideia é preciso ser capaz de “pertencer”, vagar livremente ou poder estar no físico e no espiritual ao mesmo tempo
e mesmo assim ter muito cuidado, porque para emergir dessa ficção, só no futuro………………………………….
o mesmo que desaparecer no presente ao deixar de ter STF
ou pagar para enlouquecer
Bruno Cabral
8 de outubro de 2016 7:29 amInglaterra
E o caso dos jornais da Inglaterra, que grampeavam todo mundo, não merece citação por ser relacionado?
E a manipulação na Flórida/US pela Fox News, de Rupert Murdoch, na eleição de Bush Jr contra Al Gore em 2000?
José Muladeiro
8 de outubro de 2016 8:16 amPenso que esta discussão está em vias de se tornar obsoleta..
” Tem-se, de um lado, a falência próxima dos modelos tradicionais de mídia. Dentro de alguns anos, Estadão Folha, Abril serão apenas retratos na parede, com alguns períodos de glória, mas com a história definitivamente tingida pelo antijornalismo praticado nos seus estertores. Terão mortes inglórias.” Esta frase de Nassif, com a qual concordo totalmente, mostra que esta discussão está em vias de se tornar obsoleta.
Penso que agora temos que discutir as novas formas de mídia, que se darão dentro da Internete. Como fazer para evitar sua concentração nas mãos de poucos e como potencializar nossas ações dentro delas. Parece que nisto estamos bem atrasados.
Vamos pegar o exemplo deste site, o GGN. Por mais que ele tenha uma boa frequência quantitativa, está longe de atingir amplos setores da população. Parece-me que estamos num circuito fechado falando para nós mesmos. Até me lembra um pouco da atmosfera reinante nas organizações de esquerda e seitas religiosas. São um mundo fechado, onde quem está dentro fica cego para as opiniões de fora.
Vi alguns artigos de um médico sobre questões de saúde. Eu sempre me interesso por assuntos os mais variados, mas alguns comentários me levaram a ir ver a história da vida do médico autor. Sinceramente, não tenho mais vontade de o ler, pois alguém com este histórico é capaz de me vender uma solução médica que pode não ser a melhor. Como não sou médico, tenho que “acreditar” no que um autor médico escreve. Na verdade não é bem assim, pois eu tenho cultura suficiente para tentar evitar estes contos do vigário, pelo menos penso que tenho.
Ele eu não tenho vontade de ler este autor mais, no entanto seria bom um médico com melhores antecedentes escrevendo obre o assunto. Também seria bom se pudéssemos contar com mais colunas de variedades e notícias rápidas (clipping).
Alguns anos atrás, quando ainda se lia jornais para se informar, eu ficava impressionado com a quantidade de gente lendo as primeiras páginas de jornais nas bancas. O mais impressionante é que muitos só ficavam nesta leitura, talvez por não terem dinheiro para comprar o jornal. Tive uma ideia que seria a criação do Jornal da Banca, que só teria a primeira e segunda páginas. O jornaleiro ganharia alguma coisa para mantê-la ali e esta alguma coisa seria angariada com propagandas comerciais ou políticas. Como não tenho jeito para empreendedor, fiquei só na ideia.
Bem, só estou pensando em voz alta. O importante mesmo é como conseguir aumentar a audiência e disputar ouvintes e leitores com outras mídias. O importante mesmo é discutir o que fazer com a mídia do futuro, a Internete.
Antes de colocar o ponto final quero comentar sobre as notícias que o Yahoo apresenta em sua página de pesquisa. São chamadas que nos remetem para outros sites. É impressionante como eles conseguem levar leitores a sites que são contra o PT e que eram comtra a Dilma. Alguém tem ideia se estas chamadas são pagas ou dependem só da “linha editorial” do Yahoo Brasil?
Milton Murilo
8 de outubro de 2016 1:13 pmPenso que esta discussão está em vias de se tornar obsoleta..
É por aí.
Cada blog tem seus leitores mais ou menos cativos, contumazes.
Como todas as outras formas de manifestação.
Visando estender o alcance e aumentar a diversidade uma solução poderia seria concertação de redes de blogs com agendas mínimas comuns.
Claro que há o perigo de abandono por não aceitação de outras visões. Para a verdadeira democracia representa um avanço.
Uma solução ?
Alguem se habilita ?
MarFig
8 de outubro de 2016 9:21 amA imprensa das famiglias
A imprensa das famiglias sempre foi a mesma coisa. Não há essa coisa de que antes era diferente. Participaram ativamente nos dois golpes, de 64 e de 2016. Os jornalistas que trabalharam no pig ficam nesse auto engano de que nos tempos em que trabalharam lá existia jornalismo honesto e não manipulação. Enquanto a esquerda estava fora do poder alguns podiam fingir pluralidade de opiniões, como a Folha na década de 90, mas só pra vender jornal para nós otários. Enquanto isso, por debaixo dos panos, enviava dinheiro para a Suiça em pleno confisco. Foi só o PT assumir o governo federal que eles mostraram suas garras. A mídia brasileira hoje é o que sempre foi, um grupo de meia dúzia de famílias comandadas pela rede globo que manipula a informação em prol de si mesma.
Gloria
8 de outubro de 2016 10:12 amNo video abaixo, temos uma
No video abaixo, temos uma visão do quê os jornalistas alemães estão fazendo para apoiar a guerra norte-americana contra a Rússia. O jornalista fala em inglês e é traduzido para o alemão. É nojento. Ele reconhece que mente, manipula e engana a população.
https://www.youtube.com/watch?v=kx6sY_pxPqg
antonio francisco
8 de outubro de 2016 10:39 amEm BH a Rádio Itatiaia tem vereador
A BANCADA DA “RÁDIO DE MINAS” :
http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/56457/A-bancada-da-%E2%80%98r%C3%A1dio-de-Minas%E2%80%99.htm
alexis
8 de outubro de 2016 10:41 amO problema é que já não se vive “ao vivo”
Antigamente a gente acordava cedo e pegava na porta de casa um ou dois garrafões de leite que o leiteiro tinha deixado; tinha às vezes também um ou dois jornais, que o pai lia em tom solene e em silêncio. O vizinho pedia o telefone emprestado, no caso raro de emergência. Crianças brincavam com bolas de gude, caminhão de madeira, peladas de rua, de futebol ou vôlei; tinha a queimada; tinha as festas de colégio que começavam e terminavam cedo. Havia campeonatos entre bairros, entre escolas, entre cidades, de tudo e para todas as idades. No final do dia a gente se juntava nas varandas de casa, nas ruas e nas praças, discutia, praticava esportes, bebia com os amigos em garrafa grande e rachava a conta, brigava, namorava, fazia festas, tocava violão com os amigos, cantava em corais, contava piadas, manifestava-se nas ruas. A gente viajava junto com outras, de ônibus, de trem, com grupos de escoteiros, de freiras, de famílias comendo frango e vendedores de iguarias típicas da época; a gente assistia espetáculos onde pessoas talentosas se arriscavam fazendo piruetas – verbais ou acrobáticas, num teatro ou num circo.
A partir dos anos 60, quando houve a revolução cubana, o mundo pareceu ter-se dividido em dois. Na minha turma tinha alguns violeiros que faziam neofolclore, cantando coisas do povo e da nossa terra. Mas, tinha também alguns modernosos com penteado novo e calças ajustadas que falavam coisas em inglês. As rádios de todo o país anunciavam a chegada de Paul Anka e Brenda Lee. Aparece o movimento de “nueva ola” (Chile), que fez mudar o nome do cantor Patricio Henrique para Pat Henry. Nunca tinha visto tanto cantor com nome em “ingrés”, em casa tínhamos um álbum de figurinhas para colecionar: Ferrant Alabert, Sussy Vecky e muito outros com nomes estranhos. Houve o clube dos Beatles já em 62, mudando as roupas e as costumes de grande parte da juventude. Os meus amigos folclóricos, Jorge, Pedro e outros com nomes tupiniquins foram deixados de lado, na medida em que a gente caminhava para o Yeah Yeah. Parte do mundo dizia que os soviéticos enviaram um cachorro ao espaço, já outra turma aplaudia a suposta chegada do homem na Lua. A gente não viu, mas a radio e a TV diziam.
Foi uma ressaca quando acordei na década de 70, já formado como engenheiro. Ressaca de boate com música de bate estaca. O mundo mudou muito nesses anos de faculdade. Entrei em 67 respirando liberdade e sonhos, compartilhei tristezas e alegrias com os meus companheiros, participei de gincanas e campeonatos estudantis, até que estes foram acabando, a juventude se separando em blocos e a disputa entre o folclore e o Yeah Yeah extrapolou do plano estritamente musical. Veio o golpe e cada um ficou por sim, observando como esta disputa foi para as armas e os antigos amigos de gosto diferente agora são inimigos de morte, por causa de uma disputa global de dominação.
Acompanho então a correria dos anos 80, 90 e o novo século XXI. Não dá tempo para pensar, Quando começa a acreditar em algo já vem a TV e muda para outra coisa. Da calculadora ao NB, do telefone preto ao molecular (aquele tijolão) e agora ao celular, aquele com dedinho passando pra lá e pra cá.
Mas, na vida mesmo das pessoas, a “vida ao vivo” ficou para trás, e é esse o tema que aqui discutimos, sobre a imposição global sobre a nossa vida, sobre a comunicação indireta via satélite entre uma pessoa e outra, mesmo sentados um do lado do outro.
Hoje a gente acorda pensando na sobrevivência e na manutenção do emprego. Na porta de casa há agora um monte de contas a pagar. O leite está na geladeira, num pacotinho de papelão que a gente compra três vezes mais cara que o leite natural, por causa da “marca”. As notícias da TV ou de internet já te preparam para mais um dia duro. Crianças individualistas e consumistas, algumas na escola outras no crime. Não há vida comunitária. Hoje quem puxa o violão é silenciado pela policia, por conta da lei do silêncio, que protege a tranquilidade de uma pessoa chata em detrimento do lazer de milhares, ou seja, que aponta para a atomização do mercado, em todas as suas formas. Acabou o trem de ferro. A gente viaja sozinha de carro buzinando e xingando às outras; carona é um perigo; sozinho é melhor. Os espetáculos de pessoas talentosas se limitam a meninos pobres fazendo piruetas no sinal de trânsito. Jovens estão no shopping ou sentados sem olhar um para o outro, mas apenas puxando dedinho por cima da tela do novo celular. A rádio chega com uma nova música (horrorosa!), mas pera aí!, essa já passou de moda, e aí vem outra.
A vida que lembro existe ainda, parcialmente, em cidades do interior. Digo parcialmente, pois a juventude está nas capitais estudando ou trabalhando.
Pergunto-me que teria acontecido se o outro bloco tivesse ganhado a luta global e hoje estivéssemos sem a TV Globo, sem celulares modernos, sem shopping, sem viagem a Disney, sem o Pat Henry, sem o novo carro, sem essa música de bate estaca no meu ouvido, com poucas coisas deste mundo moderno.
Mas, ainda prefiro “viver ao vivo” uma vida minha, socialmente justa, com livre escolha, com autorreflexão da sociedade, embora de pouca “tecnologia”, ao invés de uma vida corrida, asfixiante, sem tempo para pensar no que você, os seus amigos e o que a sua nação realmente deseja. Quero conversar e agradeço imensamente este cantinho que Nassif cedeu para nós.
Hoje não vivemos ao vivo, mas apenas cumprimos compromissos assumidos e somos guiados por uma mídia que age como tecla SAP entre o mundo financeiro e os seres humanos.
Acho como solução, investir com a esquerda unida administrar cidades e logo Estados piloto, dando nova vida comunitária e valores às pessoas. Que os bons fatos da administração sejam vistos fisicamente pela comunidade, sem precisar de tergiversação da Globo ou de ironias do Boechat.
dja
8 de outubro de 2016 10:57 amimprevisível são os conteúdos da nova mídia
É certo que não só os jornalões de papel vão desaparecer, emissoras brasileiras de canais abertos, também, e serão tragados pela mídia norte-americanizada, mas será que a longo prazo os facebooks dessa nova geração não serão tão nocivos como Velhaca Mídia? Veja o nível das conversas, via de regra, de quem frequenta as redes socias, tão zumbi- frívolos quanto o Dr. Power Pointe e seus workshops pelo ocidente. Daqui uns 15 anos entraremos em um abismo ético e moral inconcebível, pois o ser humano está cada dia mais dependente de tecnologia, esta só sobrevive com vultosos finaciamentos para se reiventar, visto que a cada 10 empresas de informática 8 fenecem em menos de 10 anos, por isso, a fidelização de consumidores é fator primordial na estratégia de se perpetuar no mercado, nem que para isso os Zuckerbergs da vida ressuscitem Carl Jung, entre outros ciêntistas especialistas em manipulação de massas. Nesse cenário, lideres sociais como Lula, simplesmente, não terão tanta atenção.
Chris
8 de outubro de 2016 12:55 pmNem tanto imprevisível
Muda-se a tecnologia, o visual, os jargões da moda…o modus operandi pode sofrer leves adaptações, mas a cartilha que seguem é a mesma de sempre: dividir para conquistar. Onde estariam se não enganassem, seduzissem e convencessem tantos a defender uma direita que vai ferrar com estes mesmos que a defendem? Tem que haver um inimigo, o inimigo os une e previne a reflexão. E aqueles que querem distância do embate direita/esquerda? Os enojados com a política? Estes se conformam em não interferir, não votar. Não atrapalham os interesses da direita, são convenientemente omitidos nos “53%” da acachapante vitória e nem reclamam. Um jogo de crenças – eu não acredito que posso mudar nada, então assim será. Um jogo de controle social, outrora aplicado pela igreja, hoje aplicado pela “grande mídia ” e amanhã… não interessa, a cartilha será a mesma!
Sempre achei que a política de repressão às drogas tinha um fundo econômico, considerando a grana que rola sem fiscalização. Agora já acho que a repressão também se deve à possibilidade do uso de drogas interferir nos procedimentos de manipulação das massas.
Enfim, os jornalões desaparecendo, o que está por trás deles continuará agindo através das novas tecnologias, simples assim.
Maria Rita
8 de outubro de 2016 11:54 amNão sei por que, imaginei
Não sei por que, imaginei Marcel Marceau nos dias de hoje. Pensei no filme Blow Up em que ele na cena final aparece jogando tênis sem bola nenhuma, mas o som do quick da bola está lá, forte.. A cena de agora é a de uma roda de pessoas com celulares na mão, conversando no teclado. Não se ouve nenhuma voz. Nenhuma delas chega a pensar no mundo de Marcel Marceau.
Wilton Cardoso Moreira
8 de outubro de 2016 12:31 pmboas novas!
o novo normal
é a crise
a nova paz
é a guerra
a nova política
é o porrete
a nova economia
é o 1%
a nova grande notícia
é a mentira da grande mídia
antonio francisco
8 de outubro de 2016 12:44 pmLivro de Vargas Llosa desanca o jornalismo venal, corrupto
Vi hoje no jornal O Tempo, de MG:
…………………….
Llosa adentra em um de seus terrenos preferidos: a crítica contra qualquer tipo de ditadura e contra o jornalismo venal, corrupto.
………………………
A ação se passa durante a conturbada presidência de Alberto Fujimori (1990-2000), marcada por forte repressão. “Meu objetivo foi destacar um aspecto muito característico daquele momento no Peru, onde a utilização da imprensa, sobretudo o jornalismo marrom, marcado por fofocas, visava a intimidar os críticos do regime.
http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/vargas-llosa-mostra-chantagens-do-sensacionalismo-1.1382928
Eduardo Outro
8 de outubro de 2016 6:53 pmVargas Lhosa é um grande
Vargas Lhosa é um grande romancista e ganhou o Nobel não por acaso. Mas politicamente e pessoalmente é um arrogante que não merece confiança. Carrega uma tremenda dor de cotovelo de 3 pessoas, duas delas com motivo, justificado ou não: Fugimori, por ter sido por ele derrotado (infelizmente) na eleição presidencial em 1990; Gabriel Garcia Marques, devido a um triângulo amoroso; e Lula, por puro preconceito, o apedeuta que conseguiu 2 vezes o que ele nem uma. Sua obra literária merece leitura sem dúvida.
Lucinei
8 de outubro de 2016 12:46 pmCom o fim do financiamento
Com o fim do financiamento empressarial – não acredito que vá durar muito – os donos da comunicação passam a ser os recebedores únicos, o que pode gerar melindres e abstinencia naqueles que até há pouco faziam parte do clube. Será que chegará ao ponto do racha?
É por essas e outras que não acredito que vá durar muito o fim desse tipo de financiamento. Se a política passa a “viver” só de financiamento público, as lealdades tendem, tendem a se firmar com o público.
Com o fortalecimento do PIG após o golpe e uso cada vez mais abusado dos métodos de chantagem e achaque, pode ser (pode ser) que o mundo político (cada vez mais sob ataque) se mova, não imediatamente, é claro, numa direção de resistência.
Mais uma vez, é por essas e outras que não acho que o fim do financiamento empressarial vá durar muito.
Essa reacomodação vai ser lenta. E isso também está no calculo do fim da lava jato… desde lá de trás.
Evidentemente os tolos dos concurseiros estão alheios a isso. Mas os donos da comunicação e da política, não: não, mesmo!
E repito: o Obama voltou a se pronunciar acerca do escandalo FIFA esta semana. Tem coisa aí. Talvez esteja querendo pressa.
No futuro, quem quiser saberá os detalhes dessa operação em que prendem dirigentes do futebol brasileiro e “aliviam” a Rede Globo…
Ora, é evidente que botaram o dedo no nariz: “ou você mostra serviço ou o que é seu sai da gaveta!”
A Suiça entregou si-gi-lo-ban-c-á-ri-o, si-gi-lo-ban-c-á-ri-o!
Quando aconteceu eu não tive como não lembrar daquela cena do “Ovo Da Serpente” em que o chefe de polícia intuindo algo terrível por acontecer, de olhos esbugalhados exclama: “os trens da Alemanha estão sem horários; estão sem horários!”
Hahahahaha!
Marcos K
8 de outubro de 2016 1:14 pmAlgumas considerações:
1. O
Algumas considerações:
1. O neoliberalismo não faliu. Está evoluíndo para o ultraliberalismo;
2. Tanto na Alemanha como no Brasil quem sempre deu as cartas foram os donos do dinheiro. Se um país de população supostamente “esclarecida” como a Alemanha é incapaz de resistir ao avanço do ultraliberalismo o que dirá um país composto majoritariamente e estúpidos e analfabetos como o nosso;
3. A mídia não é o Quarto Poder. A Globo deixou claro que é o Primeiro Poder;
4.. Avançamos para a implementação do fascimo rentista em escala global. Quem tenta resistir corre risco de enfrentar uma guerra. Vide o que está acontecendo com a Rússia;
5. Nessa insanidade o capital rentista não vai parar até convulcionar o globo todo, daí deduzo que a coisa vai piorar…. e muito….
6. Agora se confirma a minha ideia de o que aconteceu com a Grécia era apenas um laboratório do que nos aguarda, só quem em escala global. Ontem forma eles, amanhã seremos nós.
7. Me pergunto qual será a estabilidade de uma sociedade baseanda no capitalismo mais selvagem: hedonista, materialista, competitivo e egoísta. Acho que não dura muito, mas o estrago será equivalente a uma hecatombe nuclear.
romulus
8 de outubro de 2016 1:22 pmSim, a culpa é da mídia, mas ela tem patrocinadores que a pautam
Fiz um post na 2a feira tratando exatamente desse tema, intutilado “Que Dória que nada! Sr. Indiferença e lobbies vencem eleições de 2016, por Romulus“
Muita gente daqui não viu porque foi publicado só no meu blog pessoal e nas redes sociais… era um dos meus posts do tipo “caótico“, que desgrada a alguns.
Excepcionalmente desta vez tenho a versão “não caótica”: o esboço com as ideias principais que fizera na véspera, no Facebook, após conhecermos os resultados das urnas:
*
O amigo Ciro D’Araujo constata:
“Eleição do Rio ganhou o não votar. Abstenção foi maior do que a votação do Crivella. Depois disso veio Brancos e Nulos que somaram mais votos que o Freixo”.
Sim, no Rio… uma das cidades mais politizadas do Brasil, que tantas vitorias deu a Brizola e a Lula. Ali… no terreiro da Globo. Mas também em SP e BH. Imagina nos “grotões”! – expressão pejorativa infeliz, aliás…
A demonização da política logra o seu intento: uma alienação ainda maior da população, alheia a tudo e a todos. Saturada – e portanto dessensibilizada/anestesiada – e portanto indiferente. Tanto faz como tanto fez…
E assim, sem o contrapeso (mínimo) das urnas – urnas bem cheias! – e de bases eleitorais atentas, fica mais fácil ainda impor a agenda dos diversos lobbies, na versão “milênio” do velho patrimonialismo.
Se não passa o Estado mínimo, fica-se ao menos com o “Estado capturado”, sob as rédeas curtas dos diversos lobbies de cada um dos setores econômicos. O aparelho do Estado e suas agências reguladoras já estão completamente capturados pelas industrias que “regulam”. E buscam cada vez maior independência do poder político, o que é muito mais fácil numa democracia enfraquecida pela indiferença e por baixas taxas de votação.
Exemplo?
A famosa porta-giratória (“revolving door”), que faz o diretor do Banco Itaú virar Presidente do Banco Central… para amanhã voltar ao Itaú com o passe ainda mais valorizado. Melhor ainda se a captura vier cristalizada na forma de lei, com a infame “independência” do Banco Central.
“Independência” de quem, cara-pálida? Do Itaú que não…
E isso se repete em todos os segmentos econômicos regulados pelo Estado: CVM, CADE, SUSEP, ANVISA, ANP, ANA, ANAC, ANTAQ, ANATEL, ANEEL, ANS, ANTT…
Conflito de interesse? Risco moral (“moral hazard”)? Abuso de poder de mercado? Ineficiência? Busca de renda (“rent seeking”)?
Isso deve ser preocupação de esquerdista lunático que leu ~mal~ os manuais de economia neo-clássicos… certamente não de quem crê de verdade em capitalismo e mercados competitivos, com livre entrada de novos competidores e livre saída, também, de empresas ineficientes.
Está aí a telefônica “OI” a nos lembrar de como o “capitalismo” e seus “riscos” (hahaha) funcionam no Brasil.
Atenção para as correias de transmissão:
(i) Noticiário mundo-cão na política.
(ii) Demonização da política em geral e de certas forças políticas e correntes de pensamento em particular.
(iii) Alta taxa de abstenção e de votos brancos e nulos.
(iv) “Bases” eleitorais alienadas e políticos eleitos sem o respaldo de urnas “gordas”.
(v) Busca de independência dos órgãos reguladores. I.e., “independência” do poder político… não do segmento econômico regulado (captura e porta-giratória).
– E quem é que molha a mão da mídia – a tal que faz o “noticiário mundo-cão da política” com que começamos ali em cima no item (i)?
Eles mesmos: os segmentos econômicos “regulados”. Atenção para o “plim-plim”, oferecimento de Itaú, Bradesco, Vale, Ambev, seguradoras, indústria farmacêutica, Shell, Gol/Tam, Vivo/Claro…
E assim o círculo de captura do Estado e do poder político se fecha.
O resultado – de hoje – está aí embaixo, descrito pelo Ciro.
Nada é “coincidência”.
E as correias de transmissão seguem rodando…
(esboço do post que saiu no GGN no dia seguinte, mais completo, muito maior, com muitas outras variáveis se entrelaçando, chegando, inclusive, a Sergio Moro e a Lava Jato. Por isso tudo, o tal do meu post tipo “caótico“)
* * *
(i) Acompanhe-me no Facebook:
Romulus
*
(ii) No Twitter:
@rommulus_
*
(iii) E, claro, aqui no GGN: Blog de Romulus
*
Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como “uma esquerdista que sabe fazer conta”. Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.
gabi_lisboa
8 de outubro de 2016 1:43 pmUm bom exemplo da ação da mídia golpista global é a campanha
para eleger a Hillary Clinton, que já beira níveis histéricos de absurdo.
Antonio Bahia
8 de outubro de 2016 1:46 pmA Grande Imprensa
A Grande Imprensa se converteu em partido político, portanto acho que deve ser tratada como tal pelas forças legalistas e progressistas.
Indio Cumã
8 de outubro de 2016 1:53 pmCumã?!
“O discurso hegemônico
Na Alemanha existem seis grandes grupos de mídia controlando 20% do mercado.”
20%?!
Alguma ironia ao nosso torrado, digo torrão da América?
Chico Pedro
8 de outubro de 2016 3:18 pmBom… Também achei que essa
Bom… Também achei que essa comparação com a Alemanha mais confunde que colabora para o conhecimento. Sobretudo porque há outros sistemas imbricados bem mais eficientes que o nosso, o educacional e a justiça, por exemplo. Quanto à proporção, se 6 ficam com 20% os outros 80% estão pulverizados? Porque se for isso não é motivo de crítica, mas pra louvar de pé.
Indio Cumã
8 de outubro de 2016 3:17 pmTalvez 20% na Alemanha já incomode tanto quanto 95% aqui?
As famílias Marinho, Frias, Mesquita, Civita, Saad e em menor grau (menos políticas mas cujo jornalismo é de mesma orientação) , Macedo, Abravanel e Dalevo/Carvalho, com suas redes de TV, rádio, jornais, revistas, portais de Internet e agências de propaganda, RP e assessorias a elas ligadas controlam talvez algo como 95% da abrangência, capilaridade e audiîencia neste país tão varonil. Ou seja 7 com 95%.
Sobram a revista Carta Capital e os heróicos blogueiros “sujos”.
Mas nossa “zelite” miRdiática é tão medíocre (como de regra as demais no país) que só acordou para as redes sociais quando grupos estrangeiros aqui também se infiltraram, pois não passam de capatazes burros e obedientes, como todo bom dono de fazenda quer (os espertos acabam roubando-os)…
Para finalizar, é importante observar que a Folha tem seu UOL e a Globo, além do G1, tem uma fantástica rede de difusão eletromagnética e a cabo. portanto não estão assim tão ameaçadas qto. Abril e Estado, mas concordo com o Nassif que todas estarão historicamente marcadas pelo seu papel que embora eficaz, beira o ridículo.
Mas desde que ganhem dinheiro e poder, isto não parece lhes incomodar.
Indio Cumã
8 de outubro de 2016 2:19 pmA crise de 2008 foi apenas um erro a ser consertado e prevenido
Um equívoco frequente é achar que certos “erros” são “fatais”, quando na verdade podem não passar de “alertas” para aperfeiçoamento de medidas preventivas, para que não se repitam (da mesma forma).
Em outras palavras, quando o bandido, malandro, sedutor ou congênere dá uma mancada, o que ele como bandido, malandro ou sedutor faz é aperfeiçoar seu banditismo, malandragem ou sedução. Talvez em 0,n% dos casos eles assimilem a “mancada” para mudar sua essência.
O visível fortalecimento das direitas, as medidas de perdas e questionamento de liberdades básicas, da xenofobia, de uma certa fascização no mundo evidenciam que 2008 (assim como o Reagan-Tatcherismo e 9/11) não vão além disso.
Entre a infinidade de graduações entre os egoístas e os solidários, os fracos e os fortes, os maus e os bons, os isto e aquilos temos aquilo que chamamos de…
Humanidade
Indio Cumã
8 de outubro de 2016 2:51 pmE que não seja 1 constatação vazia, mas 1 lembrete à eterna luta
Por um mundo melhor para todos.
Porque é melhor,
Para todos.
Manu Guitars
8 de outubro de 2016 2:43 pmPorta(se não puder …)
Porta dos fundos
https://www.youtube.com/watch?v=USWY_okqBGk
Justificando
https://www.youtube.com/watch?v=QT2cBPp2qmI
Indio Cumã
8 de outubro de 2016 3:33 pmIsolando a Globo neste cenário:
Ela é imensamente superior às congêneres por 2 motivos (de origem entrelaçada):
1) Ela é dominante ou relevante em todos os meios (“modais”) disponíveis: jornais, revistas, rádios, TV aberta, TV à cabo, geração de conteúdo, internet, controle de eventos de interesse público (ex. futebol, F1, final de eleições), etc.
2) Não se iludam com “processos” contra ela, ainda que internacionais, como o da FIFA: seu papel é como o de uma filial dos interesses de Estado (não os do nosso, evidentemente) e se houver alguma ameaça (FBI, Interpol, etc.), ela será cortada nas origens. Tem mais eficácia aqui do que uma agência ou embaixada, embora seja co-subordinada.
Resumindo: quem pensa que os (medíocres) Marinho seriam tão poderosos assim, está quase certo: eles têm sim um imenso poder…
Delegado.
Morales
8 de outubro de 2016 4:03 pmPara os marxistas, não há novidade nenhuma
Eu, há muito, deixei de comentar neste blog, embora o acompanhe como uma fonte de informação alternativa à mídia corporativa capitalista.
Cansei de apontar como o oportunismo do PT minava a capacidade da classe trabalhadora de se identificar com os seus próprios interesses e lutar contra a sua exploração e opressão e como as alianças com figuras como Temer e partidos como o PMDB, o PP, o PTB confundiam a percepção dos interesses em conflito na sociedade. Cada intervenção que fazia, junto com alguns poucos outros, como o finado camarada Paulo Kautscher, era seguida de trocentos insultos e ataques.
Mas, este artigo me animou a comentar novamente.
Primeiramente, ele destoa de muitas publicações ingênuas ou deslumbradas, deste blog, que endeusam a mídia dos países imperialistas como se fosse melhor ou mais isenta do que a do Brasil! Como se não fosse uma midia de classe a serviço da luta de classes!
Ela pode se dar o luxo de ser (relativamente) imparcial em relação a acontecimentos distantes do cotidiano dos seus países, porque, a rigor, os governos do PT pouco incomodaram os interesses imperialistas. Senão, a exemplo de Chávez, de Assad, de Putin, das lideranças chinesas, de Gaddafi, Lula não teria sido chamado de “o cara” e Dilma não constaria, como exemplo, da biografia da futura presidenta do império estadunidense.
Mas, quando os interesses dos capitalistas imperiais estão em jogo, a mídia imperialista é tão ruim quanto a nossa. Lembram do tratamento que o aqui tão elogiado El País dava a Chávez? E a BBC em relação aos palestinos, quando Israel os massacrava?
O Nassif coloca como novidade, como descoberta, o que é o feijão com arroz da análise marxista. A midia corporativa é um dos aparelhos ideológicos de dominação da burguesia. E, como Marx disse:
“As ideias da classe dominante são, em todas as épocas, as ideias dominantes, ou seja, a classe que é o poder material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, o seu poder espiritual dominante. A classe que tem à sua disposição os meios para a produção material dispõe assim, ao mesmo tempo, dos meios para a produção espiritual, pelo que lhe estão assim, ao mesmo tempo, submetidas em média as ideias daqueles a quem faltam os meios para a produção espiritual. As ideias dominantes não são mais do que a expressão ideal [ideell] das relações materiais dominantes, as relações materiais dominantes concebidas como ideias; portanto, das relações que precisamente tornam dominante uma classe, portanto as ideias do seu domínio. Os indivíduos que constituem a classe dominante também têm, entre outras coisas, consciência, e daí que pensem; na medida, portanto, em que dominam como classe e determinam todo o conteúdo de uma época histórica, é evidente que o fazem em toda a sua extensão, e portanto, entre outras coisas, dominam também como pensadores, como produtores de ideias, regulam a produção e a distribuição de ideias do seu tempo; que, portanto, as suas ideias são as ideias dominantes da época.”
https://www.marxists.org/portugues/marx/1845/ideologia-alema-oe/cap2.htm
Qual a surpresa então?
Mas, mesmo percebendo, tardiamente, isso, o Nassif não dá o passo adiante. Continua a atribuir à mídia um papel ideal de neutralidade e isenção que simplesmente não pode existir em uma sociedade de dominação de uma classe sobre a outra pelo simples motivo expresso por Marx no trecho acima!
Não existe essa mídia ideal e não pode existir na realidade! A midia, em uma sociedade de classes, vai, sempre, ser uma midia de classe, a serviço dos interesses da classe a qual ela está ligada.
Gramsci diz isso com perfeição em um texto seu:
“É a época da publicidade para as assinaturas. Os diretores e os administradores dos jornais burgueses arrumam as suas vitrines, passam uma mão de tinta pela tabuleta e chamam a atenção do passante (isto é, do leitor) para a sua mercadoria. A mercadoria é aquela folha de quatro ou seis páginas que todas as manhãs ou todas as tardes vai injetar no espírito do leitor os modos de sentir e de julgar os fatos da atualidade política que mais convém aos produtores e vendedores de papel impresso. Estamos dispostos a discorrer, com os operários especialmente, sobre a importância e a gravidade daquele ato aparentemente tão inocente que consiste em escolher o jornal que se pretende assinar?
É uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recorda-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir a classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação. Mas o pior reside nisto: em vez de pedir dinheiro à classe burguesa para o subvencionar a obra de defesa exposta em seu favor, o jornal burguês consegue fazer-se pagar pela própria classe trabalhadora que ele combate sempre. E a classe trabalhadora paga, pontualmente, generosamente. Centenas de milhares de operários contribuem regularmente todos os dias com seu dinheiro para o jornal burguês, aumentando a sua potência. Porquê? Se perguntarem ao primeiro operário que encontrarem no elétrico ou na rua, com a folha burguesa desdobrada à sua frente, ouvirão esta resposta: É porque tenho necessidade de saber o que há de novo. E não lhe passa sequer pela cabeça que as notícias e os ingredientes com as quais são cozinhadas podem ser expostos com uma arte que dirija o seu pensamento e influa no seu espírito em determinado sentido. E, no entanto, ele sabe que tal jornal é conservador, que outro é interesseiro, que o terceiro, o quarto e quinto estão ligados a grupos políticos que têm interesses diametralmente opostos aos seus. Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa com prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve? Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há manifestação? Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos, facciosos, malfeitores.
O governo aprova uma lei? É sempre boa, útil e justa, mesmo se não é verdade. Desenvolve-se uma campanha eleitoral, política ou administrativa? Os candidatos e os programas melhores são sempre os dos partidos burgueses. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disto, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites. É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente para a mão do ardina é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária.
Se os operários se persuadirem desta elementaríssima verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais dos operários, isto é, a imprensa socialista.
Não contribuam com o dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinaturas, feitas por todos os jornais burgueses. Boicotem, boicotem, boicotem!”
https://www.marxists.org/portugues/gramsci/1916/mes/jornais.htm
Gramsci escrevia em um tempo em que nem mesmo o rádio era dominante e a midia do capital quase que se restringia aos jornais impressos. Mas a ideia a que ele se refere se aplica igualmente e em medida muito mais avassaladora à midia audiovisual e cibernética de nossos dias.
Não há A mídia, como uma entidade abstrata pairando sobre a sociedade. Há várias mídias concretas, em meio á luta de classes, lutando pelos interesses das classes em conflito. Há a mídia da burguesia, imensa, hegemônica, usando de todos os meios para distorcer a realidade a favor da classe a que serve. E há vários órgãos de midia alternativa das outras classes, da pequena-burguesia, como este blog, defendendo ideias contraditórias entre si, cheias de ilusões, como sói ser a intervenção política dos setores médios, ora oscilando para o lado da burguesia, ora oscilando para o lado do proletariado; do proletariado, como outros tantos blogs pela rede e jornais de partidos e organizações operárias e movimentos sociais.
O Nassif menciona que havia uma pluralidade de opiniões na midia alemã antes dos anos 90 e que não há mais. Cita vários elementos para explicar essa mutação. Esqueceu do principal. A existência do Bloco Socialista e de um forte movimento operário na Europa Ocidental, que forçava uma maior participação dos trabalhadores e atenção a seus interesses, uma espécie de cessão de anéis para não perder os dedos. Era o medo do comunismo e da revolução que animava dar ouvidos aos trabalhadores. Com a contrarrevolução no Leste Europeu e o desmantelamento do movimento operário combativo (como o suicídio do Partido Comunista Italiano, acontecimento emblemático!), essa necessidade desapareceu. A mídia da burguesia, agora, podia jogar a máscara fora e exercer a sua canalhice sem peias!
Não se tenha ilusões de construir uma mídia (esse ente abstrato único e ideal) livre e isenta. Isso não vai acontecer! Que a nossa preocupação seja construir uma mídia concreta forte, vibrante, alinhada com a classe trabalhadora, que lute pela hegemonia cultural dos interesses dessa classe e que possa se contrapor á midia do capital!
Fábio Moraes
9 de outubro de 2016 1:04 amComentava isto no almoço em
Comentava isto no almoço em família hoje: ” A existência do Bloco Socialista e de um forte movimento operário na Europa Ocidental, que forçava uma maior participação dos trabalhadores e atenção a seus interesses, uma espécie de cessão de anéis para não perder os dedos. Era o medo do comunismo e da revolução que animava dar ouvidos aos trabalhadores. Com a contrarrevolução no Leste Europeu e o desmantelamento do movimento operário combativo (como o suicídio do Partido Comunista Italiano, acontecimento emblemático!), essa necessidade desapareceu. A mídia da burguesia, agora, podia jogar a máscara fora e exercer a sua canalhice sem peias!”, mas não sobre a mídia, pois não foi a única afetada, mas como li outro dia, o fim do comunismo levou ao fim do Estado de Bem-Estar Social, pois este servia como um “freio” à revolução.
Sem o modelo “vermelho” como ameaça, as hienas e harpias do capitalismo começaram com esse processo de destruição de qualquer tipo e em qualquer local (hoje, nós e a América Latina somos as vítimas de momento, por termos ousado tentar um esboço desse Estado) e implementação do capitalismo mais cru e vil, talvez até pior que aquele surgido pós revolução industrial nos séculos XVII e XIX…
Marcelo Castro
9 de outubro de 2016 1:37 amo PT não criou a alienação
O oportunismo do PT poupou 13 anos de sofrimentos neste país. Erradicou a fome, diminuiu a miséria. Sou um utilitarista e acredito que se o oportunismo é capaz destas “pequenas” proezas, deve ser praticado eventualmente. Fariam melhor os marxistas se tivessem contribuido para consolidação destas conquistas. Penso que os marxistas não entenderam que o poder de alienação das classes dominantes vai muito além de suas teorias e talvez trate-se de comportamento inato do homem. Portanto, cientificamente irreversível.
Roberto Goren
11 de outubro de 2016 5:00 amMe fez lembrar do MPL
Me fez lembrar do MPL (movimento passe livre).
criaram aquela briga toda, atraíram uma multidao… aceitaram caminhar com a direita.
nao tinham, por exemplo, amor pelo Haddad, mas o tratavam como um grande inimigo.
No fim a direita lhes tirou o protagonismo, sequestrou os protestos e agora se prepara tirar direitos que vao muito alem de um aumento da passagem do transporte publico.
As vezes a esquerda deva aprender que eh melhor engolir sapo da propria esquerda, do que acabar por ter engolir sapo da direita. Muitas vezes, eh questao de perder menos
Jose Martins Dos Santos
9 de outubro de 2016 8:05 pmdo ponto de vista marxista
Do ponto de vista marxista a sua analise é prefeita.
Eu que voltei a ler Marx e Lenin (ainda que não seja um marxista) já tentei usar esse raciocinio nas conversar com conhecidos.
A reação é de incredulidade e a aborrecimento como dissessem “lá vem esse cara falar essas coisas chatas”
A alienação ésta muito grande!
jose adailton v ribeiro
8 de outubro de 2016 4:46 pmSem comparação
Com a mídia de lá eles são uma economia forte e os cidadãos tem a proteção do Estado em escala bem superior à nossa.. Não dá para comparar. Aqui, nossos direitos e liberdades são cerceados política e economicamente. É uma falácia supor que este quadro irá mudar com a inexistência da imprensa de direita. O buraco é muito mais embaixo.
H Menon Jr.
8 de outubro de 2016 5:55 pmHá que ser ter consciência que TUDO é representado…
Um atropelamento visto por duas pessoas que estão em lados opostos da rua em que ele ocorre farão a descrição do acidente de acordo com o ângulo que o viram. Isso se chama Representação da Realidade… E a descrição que elas farão dele, por mais honesto que sejam, não é o acidente como elde fato ocorreu; é a forma que ele foi representado por elas. Uma poderá achar que o carro estava em velocidade excessiva e a outra que o pedestre foi imprudente; e nenhuma delas estará mentindo. Inclusive o brilhante texto acima do Nassif é apenas a representação que ele faz de uma realidade que acredita. Isto posto, já passou da hora de se enxergar a mídia como o que ela de fato é… Uma instituição que informa aquilo que pensa que é a realidade. E mesmo que seja bem intencionada – o que não é o caso da nossa – jamais pode ser vista como uma fiadora absoluta (deu no jornal…) da verdade. Mas, claro… Isso requer um público leitor lúcido, com boa formação histórica e com um mínimo de interesse em separar o joio do trigo. E o que se vê no Brasil são as pessoas escolhendo seus jornais, revistas e noticiários como escolhem o time de futebol. Após a escolha passam a torcer por ele… Poor Brazil!
Renato Lazzari
8 de outubro de 2016 7:04 pmDescentralizar para prosperar
Luis Nassif: “Nunca o fantasma do Grande Irmão esteve tão presente na vida mundial.”
E quanto mais tentarmos combater esse Grande Irmão que a todos nós baliza, regra e oprime, mais o alimentaremos. É do combate que ele se alimenta. Adianta alguma coisa protestar, faixas, cartazes e palavras de ordem, na frente da sede da firma “Globo”, da “Indústrias Koch” ou da firma “Monsanto”? Adianta tentar ingerência sobre o que não é estatal, é privado? Alguém acredita mesmo que as pessoas que comandam essas agigantadas firmas vão por a mão na consciência e dizerem a si mesmas:
– “Poxa, a turma tem razão, não é bom para a coletividade que a organização que comando seja tão grande assim… Melhor eu me conter.”
É preciso cuidado para não alimentar o monstro. O monstro morre fácil: sem liderados não há líder. Por isso é que o mantra mais repetido pelo monstro é: “Seja você um verdadeiro líder.” Para o monstro, quanto mais monstros houver, mais em casa ele se sente, mais forte ele fica.
Ainda não sei como viabilizar revolução no sentido da descentralização mas intuo que qualquer solução que passe por um comando centralizado será inútil. Mesmo assim creio que a solução talvez passe por pormos nós mesmos nossas mãos nas nossas consciências e que reflitamos (ou meditemos) sobre ideias como responsabilidade pessoal, co-reponsabilidade comunitária (social), independência, soberania, auto-suficiência, habilidade em negociar convivendo com as diferenças, respeito mútuo, solidariedade e por aí vai. Aí o mosntro morre. Pode demorar mais a morrer do que cada um de nós, do nossas vidas pessoais mas será que Vida, a Grande Jornada Humana, é uma corrida de 100m rasos, que acaba em 10 segundos ou um corrida infinita de revezamento com bastão? Arquimedes vive hoje, em mim, a cada vez que entro na banheira…
GalileoGalilei
8 de outubro de 2016 8:41 pmO que o Nassif sabe a mais do que nós?
“Dentro de alguns anos, Estadão Folha, Abril serão apenas retratos na parede, com alguns períodos de glória…”
Por que o Globo não foi incluído?
O que você está sabendo que nós ainda não conhecemos, Nassif?
Spin do Rio Meia Ponte
8 de outubro de 2016 10:38 pmSegundo Marx a mídia integra
Segundo Marx a mídia integra a superestrutura, que cuida da parte subjetiva da sociedade, ou seja, o que o povo deve pensar para atender de forma satisfatória a estrutura (meios de produção, Estado…)…e o senso comum não sabe disso, uma elite como a nossa, uma das mais atrasadas do mundo, de mentalidade escravista, que não aceita que a senzala evolua e por isso está proibindo no ensino médio matérias “perigosas” tais como filosofia, arte, história…,..a nossa zelite zelote não vai querer mesmo que o povo saiba da sua condição bovina…
Estrutura e superestrutura nos dias atuais
https://jornalggn.com.br/blog/spin-ggnauta/estrutura-e-superestrutura-nos-dias-atuais
jose adailton v ribeiro
9 de outubro de 2016 8:01 pmA imprensa
Não li Marx , Engels etc. mas, pelas usas palavras, entende-se qual foi o objetivo do Pravda na URSS:
“Segundo Marx a mídia integra a superestrutura, que cuida da parte subjetiva da sociedade, ou seja, o que o povo deve pensar para atender de forma satisfatória a estrutura (meios de produção, Estado…)..”
Marcos Carvalho
8 de outubro de 2016 10:53 pmLivro Impróprio.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=T1TH1WoZYEg&feature=youtu.be%5D
RICARDO CASTRO MEIRA
8 de outubro de 2016 11:27 pmEstamos nos aproximando de
Estamos nos aproximando de 1984. Em breve chegaremos lá e no Admirável Mundo Novo.
Roberto S
9 de outubro de 2016 12:09 amA conta é simples
Os partidos se degladiam por alguns minutos no horário politico para “fazer politica”
A globo tem a midia 24 hs a seu dispor e nem precisa dar satisfação a ninguem, é empresa privada! Dominem a globo e a democracia passa a ter um nome: democracia dos Marinho, democracia “global”.