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Xadrez de Fernando Haddad e da frente das esquerdas

Peça 1 - a esquerda e o culto à generosidade

Recentemente, o filósofo de direita Luiz Felipe Pondé escreveu um artigo dizendo que a direita tinha que aprender a conquistar as moças.  Passou uma lição importante na forma de uma deboche, provavelmente a maneira que encontrou para chegar ao seu público que, além do economicismo estéril, aprecia bobagens machistas.

Em síntese, diz ele que o fascínio da esquerda sobre a juventude está na generosidade, na solidariedade, no fator humano, enquanto a direita se prende a um economicismo vazio.

Matou a charada.

Tenho um bom laboratório familiar. As meninas se dizem, agora, de esquerda. O que as motiva é a solidariedade para com os mais fracos, o combate à intolerância, o direito de cada um de ser o que quiser, desde que não prejudique o próximo, e o fato de encontrarem, nesses grupos, jovens solidários entre si e dispostos a tomar posição. E intuem que essa luta só será bem-sucedida através da organização política.

Nem se pode dizer que haja influência paterna. Pelo contrário, estão conhecendo melhor o pai através dos coleguinhas.

Esse é o sentimento identificado por Pondé, que é orientador em um ambiente "coxinha" - a FAAP. Em cima disso, ele mantém a crítica contra a esquerda, que instrumentaliza os jovens etc.

O grande desafio é como transformar esses valores em ações concretas, devolvendo à rapaziada a crença na política.

Peça 2 - os fantasmas de 2013

Essa explosão da nova vitalidade política da juventude nasce em junho de 2013, com a fantástica mobilização do MPL (Movimento Passe Livre). Estavam ali as sementes para uma reenergização da militância, um rejuvenescimento dos partidos.

Infelizmente, essa sede de participação esbarrou em duas muralhas intransponíveis: na presidência da República, Dilma Roussef; na presidência do PT, Ruy Falcão.

Dilma nunca escondeu uma profunda impaciência para tratar com movimentos sociais. Desde os anos 80, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Ruy se revelou o aparelhista clássico: aquele que, quando assume o poder em uma organização, toda sua energia não é para projetar seu poder para fora, mas para se consolidar para dentro, fechando as portas para impedir competição interna.

Tem-se agora uma movimentação extraordinária, a esquerda se recompondo nas ruas, tendo como elemento aglutinador a defesa da democracia e das políticas sociais. E a volta dos intelectuais e dos jovens às batalhas civilizatórias, das quais foram expulsos pelo envelhecimento dos partidos.

O desafio está no plano institucional, a luta autofágica entre os diversos partidos de esquerda.

Peça 3 - uma estratégia para as esquerdas

Há duas lutas políticas no momento.

Uma delas, da esquerda contra a esquerda.  O PT envelheceu, fechou as portas do partido para qualquer arejamento, e crises sucessivas promoveram o crescimento de outros partidos à esquerda, dos quais o PSOL é o mais destacado. Agora, há o sonho de partidos menores de aproveitar a perda de rumo do PT para assumir a liderança das esquerdas.

Cometem dois erros. O primeiro, de supor que a nova etapa da política, com sua multiplicidade de coletivos, grupos de interesse, redes sociais, comporta posições hegemônicas. Não comporta, nem do PT, nem de seus sucedâneos.

O segundo, de não perceber que a grande luta, hoje em dia, é contra uma direita ferozmente antissocial que, associada ao fisiologismo mais deletério, pretende desmontar todos os sinais de políticas sociais do governo, apagar a memória recente do país, deletar um novo modo de governar que se desenvolveu nas últimas décadas.

Daqui para frente, haverá dois caminhos para a reestruturação das esquerdas.

O primeiro é prosseguir no jogo atual, de cada qual por si e o PT para o Ruy. Seria começar do zero uma dura caminhada para reinventar um modo de fazer política de esquerda, com a maior parte da energia sendo consumida em disputas estéreis. Depois, uma longa caminhada para conquistar prefeituras e estados para, só aí, testar novos modelos de gestão.

A maneira mais rápida e objetiva seria através de um pacto em torno de governos já existentes, e que atuariam como âncoras nessa reconstrução. É o caso do Piauí, Maranhão, Bahia, mas especialmente de Minas Gerais e da prefeitura de São Paulo, em caso de reeleição de Fernando Haddad.

Esses governos-âncora serão fundamentais para a consolidação de práticas administrativas bem-sucedidas, sua padronização e a formação de quadros para disseminação por prefeituras e governos de Estado que elegerem candidatos de esquerda. Além disso, servirão de retaguarda para movimentos sociais e grupos de resistência à tentativa de ditadura que se avizinha.

Obviamente, há um conjunto de pressupostos para uma estratégia bem-sucedida:

1.    Um pacto inicial entre prefeitos e governadores, talvez debaixo de um Instituto, um think tank suprapartidário para pensar o novo tempo, composto por integrantes de partidos de esquerda, movimentos sociais, coletivos, organizações da sociedade civil e lideranças jovens.

2.    Um ambiente de confiança entre as partes e a definição de regras de partida que impeçam a prevalência de interesses particulares sobre o geral. Enfim, uma institucionalização da frente das esquerdas, obviamente abrindo espaço nas administrações para técnicos de outros partidos.

3.    A renovação da executiva do PT será peça central. O partido possui alguns políticos com amplo trânsito e histórico de compromisso com participação social, como Patrus Ananias, Gilberto Carvalho, o próprio Jacques Wagner.

4.    Acordos de colaboração entre os diversos governos, para seleção, padronização e multiplicação das experiências bem-sucedidas.

5.    Há que se criar uma nova marca de gestão, ousando práticas inovadoras para enfrentar velhos problemas, aprimorando as boas práticas desenvolvidas nos últimos anos. Foi mais ou menos o que ocorreu nos anos 80, com o tal modo PT de gpvernar, com suas práticas de orçamento participativo e outros.

Esse novo modelo poderá surgir de Minas Gerais, quando o governador Fernando Pimentel superar os baques emocionais dos últimos anos, do Piauí e do Maranhão. Mas, principalmente, da prefeitura de São Paulo.

É por aí que ganha especial relevância a reeleição Fernando Haddad.

Peça 4 - o fator Haddad

Haddad não é apenas um dos últimos remanescentes do PT em alto cargo administrativo:  é o administrador que melhor desenvolveu um método de governo de esquerda moderna. Hoje em dia, São Paulo é o mais importante laboratório para novas práticas de gestão social.

Tem princípios, valores e visão transformadora. Foca nos resultados finais e não se deixa atrapalhar por idiossincrasias ideológicas.

No MEC (Ministério da Educação), Haddad  foi responsável pelos programas de maior impacto e eficácia no governo Lula. Na prefeitura, montou programas consistentes voltados para as minorias, colocou de pé políticas públicas importantíssimas.

Sua administração é passível de críticas, óbvio. Poderia ter se aberto mais para os conselhos de saúde, para os coletivos jovens, se aproximado da periferia não apenas com obras, mas com sua presença física sinalizando um protagonismo maior delas.

Mas conseguiu interlocução com setores modernos da sociedade, teve a ousadia de enfrentar tabus e colocar São Paulo em linha com as modernas políticas de humanização das metrópoles.  

Mais que isso, em nenhum momento subordinou a prefeitura às idiossincrasias da máquina partidária. Embora tenha demorado a perceber a onda jovem que chegou com as redes sociais, provavelmente é a personalidade pública mais admirada pela juventude paulistana. E certamente, ao lado de Patrus Ananias, a liderança de esquerda com maior empatia com a intelectualidade.

Seu desempenho nas eleições será de importância fundamental para a construção dessa frente de esquerda. Se passar para o segundo turno, poderia ser o momento para o pontapé inicial no grande pacto progressista.

 

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Bovino

É simples

Aqueles de Esquerda, que estão mais preocupados com a possibilidade real da direita dominar tudo, certamente votarão Haddad e Freixo no primeiro turno. A cada eleição analisarão os cenários nas eleições majoritárias, com o sonho vivo de uma frente de Esquerda.

Seu voto: Nenhum (2 votos)

Direita unida vs. esquerda estilhaçada (serie de 3 posts):

Velha questão Vol. 3: a complicada relação PT x PSOL, por Romulus

 ROMULUS

 SEG, 15/08/2016 - 08:01

 ATUALIZADO EM 15/08/2016 - 12:07

Velha questão: direita unida, esquerda estilhaçada. Vol. 3: a complicada relação PT x PSOL

Por Romulus

– A esquerda “pura”: “não fazer política” é também “fazer política”, ora.

– Nicho nanico mas certo: o conforto do pequeno, mas seguro, quartinho na casa dos pais.

– Minorias relevantes da sociedade a quem o “petismo” não apela: esquerda “pura”, anti-petistas e “centristas”.

– Perspectivas temporais diferentes: (i) a "Guerra" e (ii) as "batalhas". Ou seja, a luta de 10 mil anos entre proprietários e despossuídos; e a luta de cada geração em particular dentro desse conflito (eterno).

– Da metáfora à realidade: PT, lesa ao Estado e fim do Estado do bem-estar.

– Exemplos concretos: diferença entre exceções e avessos. As atuações de Jean Wyllys, Paulo Pimenta, Tarso & Luciana Genro.

– Bônus (de peso): Delfim Netto, a cabeça por trás do fim do Estado social da Constituição de 88. Resisto e não usarei a expressão "gênio do mal" (bem... não usarei de novo, né?).

*   *   *

(a) Minorias relevantes no cenário político partidário fora do “petismo”: esquerda “pura”, anti-petistas e “centristas”

(i) Esquerda “pura”

Metáfora:

– De um lado, o conforto do pequeno, mas seguro, quartinho na casa dos pais, onde a mãe não exige muitas concessões do rebento querido.

– Do outro, o desafio de "crescer", sair e ter de "comprar a casa própria", “fazendo o que tiver de fazer” para consegui-lo. Ou, falhando, ficar pelo caminho. Sem nada.

Os dois tem vantagens e desvantagens, não?

Como muitos analistas constatam, a esquerda "pura", por definição, renega a política “como ela é" (“suja”).

Mas notem bem: negar a “política como ela é ” também é fazer política!

[Hmmm... será aqui também fazer política “como ela é?”]

Por quê?

Ora, porque a esquerda “pura” ocupa, com esse posicionamento, o nicho político-eleitoral dos idealistas da esquerda "não pragmáticos". Assim, toca-lhe conduzir politicamente o nicho correspondente no todo da sociedade. Ou seja, dá representação político-partidária às franjas mais à esquerda da sociedade.

Dessa forma, constitui – e mantém seguramente, longe da cobiça dos “não puros” – um feudo cativo para cada rodada eleitoral. Com esse expediente mantém – sem um grande esforço – um coeficiente eleitoral que não é grande, mas que é seguro e estável em tamanho. Tal estabilidade – e a decorrente previsibilidade – possibilitam carreiras políticas e seus planejamentos anos adiante.

– Calma, esquerda “pura” político-partidária! Não me xingue (ainda). Nada contra... é da natureza humana buscar, em alguma medida, segurança, não?

Isso, evidentemente, casado – em maior ou menor grau, como em qualquer campo político –  com apego a ideais e convicções.

Notem: esse coeficiente eleitoral, como disse, não é grande.

E é infinitamente menor que:

*

(ii) Anti-petistas

Bem sabemos, inclusive, que a esquerda “pura” dificilmente (nunca?) será majoritária. Isto é, provavelmente jamais ganhará “eleição para Presidente" enquanto se mantiver como tal. Isso porque a sociedade brasileira tem um bloco minoritário relevante – antigo e consolidado – de conservadores + reacionários.

Hoje essa banda da sociedade é facilmente identificável: trata-se do 1/3 de anti-petistas ferrenhos. Aqueles que chegam a ser hidrófobos em alguns casos. Bem... como sabemos, cada vez mais casos, não é?

*

Para completar o todo, a essas duas minorias relevantes – esquerda radical e anti-petistas – deve ser somada ainda um outro “1/3” da sociedade: o dos "centristas":

*

(iii) “Centristas”

Escrevo a palavra “centristas” entre aspas de caso (bem) pensado. Isso porque, em geral, seus membros tendem a pertencer à parcela despolitizada da população. Parcela essa a priori aberta à sedução – seguindo considerações pragmáticas. É, portanto, objeto de disputa e conquista pelos dois polos antagônicos da política. De novo e de novo. A cada rodada eleitoral.

É o fiel da balança, que pende ora para um lado, ora para outro. E o faz muito mais pela conjuntura – aquilo que indicam “os ventos” e as “nuvens no céu” – do que propriamente por convicções político-ideológicas “centristas” (em sentido estrito). Ou seja, não têm nada a ver, por exemplo, com o ideário sintético de uma democracia cristã europeia.

A seu respeito, faço uma provocação:

 Como disse, trata-se de uma “parcela despolitizada, pragmática, aberta à disputa e conquista pelos dois polos antagônicos a cada rodada eleitoral. Fiel da balança, decide-se muito mais pela conjuntura – “ventos e nuvens” – do que propriamente por convicções políticas”.

Soa familiar?

Lógico que sim!

 São os “PMDBistas” da sociedade!

[hehehe]

*   *   *

(b) A (grande) “Guerra da História”

– E mais um bônus de peso: Delfim Netto

O PT um dia já abrigou a tal esquerda “pura”. De si saíram PCO, PSTU, PSOL, etc., conforme o partido se moveu para uma posição de centro mezzo esquizofrênica:

– Ideário socialdemocrata combinado com prática econômico-liberal.

A contradição em termos dessa posição é flagrante, não?

E bem reflete o fio da navalha sobre o qual o lulismo sambou nesses 13 anos de "petismo" (qual?) na presidência.

Como na brilhante síntese de Felipe Gonzalez, ex-chefe de governo espanhol, falando sobre o governo do PSOE na Espanha, o PT “governou como se tocasse um violino: pegou e segurou com a esquerda, mas tocou com a direita!”

*

Vale discussão e a crítica sobre essa contradição, certo?

Certo.

Mas isso foi ontem.

Limito esta análise ao momento atual.

*

E hoje, fora do governo, o que é o PT (da "conciliação social" lulista)?

(Bem, o que tiver sobrevivido dele...)

Pela capilaridade do PT / CUT / Movimentos sociais alinhados, é difícil que surja, no curto e médio prazo, força política capaz de canalizar o mesmo potencial político e/ou eleitoral do PT. Isso é certo. Mesmo hoje quando, por circunstancias que todos conhecemos, esse potencial foi reduzido a uma sombra daquilo que fora.

Diante dessa (inexorável) realidade, na ação política, o campo da esquerda deve seguir – concomitantemente – dois horizontes distintos, que obedecem, cada um, a uma perspectiva temporal diferente.

(i) A primeira, a grande "Guerra da Historia". Ou seja, a luta sem fim – sim... sem fim, meus caros! – que começou no dia em que, mais ou menos 10 mil anos atrás, um agricultor pioneiro teve a ideia de colocar uma cerquinha no pedaço de chão que arava e de dizer, depois, que era (apenas) seu.

Essa luta, como disse, é sem fim.

Ou melhor:

Terminará apenas no dia em que o animal homem, “o terceiro chimpanzé” – expressão cunhada pelo genial biólogo evolucionista e polímata Jared Diamond em livro homônimo – for extinto do planeta em um grande “Colapso” – titulo de outro livro do autor, de quem sou fã.

*

Pois bem.

Ficamos então em grande “Guerra da Historia” e “luta sem fim”.

E o que é que anima o “nosso campo” nessa grande guerra?

"Solidariedade e combate às injustiças"

Grosso modo, a luta pela:

(i) eliminação, tanto quanto possível, dos privilégios ("meritocráticos”??) na saída, de forma a não perpetuar aquilo que Delfim Netto chamou de “loteria do nascimento”. Nessa perspectiva, tornam-se capitais acesso a moradia, saúde – com boa comida, é claro – e educação de qualidade.

Isto é: saúde, educação e moradia dignas para todas as crianças – seja "do morro", seja "do asfalto". Se isso é um ideal distante, cumpre pautar todas as ações do presente pela busca – incessante – desse ideal;

(ii) mitigação das desigualdades "na chegada": políticas sociais compensatórias à la Bolsa Família, mas não apenas. Ou seja: a garantia de um mínimo existencial, englobando acesso a moradia, saúde, educação (continuada ao longo da vida, por que não?), cultura, segurança, etc.

Isso porque o acesso a direitos básicos como esses não decorrem – ou não deveriam decorrer – nem do nascimento nem da trajetória individual pela vida.

Decorrem da dignidade da pessoa humana.

São direitos inerentes à condição de ser humano. Sem qualificações do ser humano em questão ou outros senões.

Ponto.

Ao que parece, não estou só nesse entendimento. Todo o planeta concorda.

Bem, pelo menos de boca...

Não está tudo isso consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU, de 1948?

Novamente: se isso é um ideal distante, cumpre pautar todas as ações do presente pela busca – incessante – desse ideal.

*

Bônus (de peso): Delfim Netto

Mencionei aí em cima Delfim Netto.

Sim... aquele que, para minha grande decepção, mostrou que a ele também faltou, em relação à sua biografia, a tal autocrítica que hoje se cobra tanto do PT. Sua adesão (de novo!) a um golpe e o embasamento intelectual que dá à chacina do incipiente Estado do bem-estar social, criado pela Constituição de 88, doem em quem, apesar de estar em campo oposto, admira seu intelecto, sua língua ferina e sua perspicácia. Três elementos que, combinados, nos renderam tantas tiradas memoráveis. Mordazes e geniais.

Inesquecível também sua trajetória na Administração Pública – malgrado a mancha autoritária que sobre ela pesa. Mancha essa, inclusive, que hoje está ainda mais escura.

Escura?

Sim: foi da lama para o piche quando um senhor – de quase 90 anos! – mostra não ter aprendido tanto quanto se supunha – e fazia-nos crer – no último meio século. Isto é, grosso modo, de 1964 para cá: o último meio século da sua vida. E também da do Brasil!

E olha que se trata de testemunha privilegiadíssima da História desse Brasil, hein?

Prefiro não reproduzir aqui trechos de incontáveis artigos seus dos últimos anos – leituras sempre prazerosas e enriquecedoras. Textos nos quais defendia que “mercado” e “democracia” funcionariam um como freio aos excessos do outro, numa dialética rumo ao progresso geral. E onde se insurgiu, diversas vezes, contra reacionários que pontificavam contra o aumento do “custo” da mão-de-obra, quando vivíamos o pleno emprego. “É inflacionário!”, queixavam-se. Delfim então os desnudava: “lutam contra o avanço da civilização!”.

Mas me permito, aqui, retorquir, Professor Delfim:

– Não é isso que o Sr. faz agora?

– Onde está aquela tal democracia (“urnas”, lembra?), que freava os excessos do mercado?

– Mudou de ideia?

– Ou melhor, voltou às antigas?

– Ou, na verdade, nunca as tinha deixado, lá no seu âmago?

Juro que não são perguntas retóricas!

Gostaria de verdade de ter respostas para essas indagações. Como já disse aqui, o drama humano me fascina. Mesmo quando me choca. Curiosidade de observador, Professor Delfim. Não de juiz.

*

Mas, deixando o drama de Delfim e decepções de lado, voltemos às duas perspectivas na ação política que proponho.

O (re?) nascimento de "um novo PT" (com esse nome ou outro), a se levantar da carcaça daquele que hoje é derrotado e, em verdade, escorraçado para fora da luta político-eleitoral-institucional, é desejável!

Diria até imprescindível para seguirmos lutando na tal grande "Guerra da História". Caso contrário, periga de, em breve, ser imposto longo armistício, com termos muuuuuuito favoráveis ao campo adversário – o campo inaugurado pelo sujeito da cerquinha de 10 mil anos atrás.

Isso porque a degradação da representação político-eleitoral-institucional da esquerda levará a uma vitória por W.O. do outro lado.

Sim, eu sei: vitória feia.

Mas, ainda assim, vitória. E sairá derrotado, “sem luta”, o campo inaugurado por todos aqueles que, naquele fatídico dia – milênios atrás – ficaram do lado de fora da tal cerquinha.

*

Pois bem.

Coberta a grande “Guerra da História”, qual seria a outra perspectiva temporal?

*   *   *

(c) A "Batalha”: o golpe de 2016

(ou: a perspectiva da luta desta geração em particular)

Trata-se da perspectiva dos que – hoje – estão na “idade de combate” e escrevem o seu “capitulozinho” no interminável livro da guerra ancestral – a da História.

No meu esquema, há, pois, a "Guerra" e as suas "batalhas".

Uma advertência (também a mim):

Temos de ter humildade para aceitar que a guerra nunca será vencida. Pelo menos não pelo lado que não é dono dos meios.

Para nosso horror, vemos agora – chocados – que não há sequer trincheira garantida. O avanço para frente não é inexorável. Pelo contrário: nosso exército pode, como hoje, ser forçado para trás, perdendo territórios que conquistara havia décadas.

Sim, muitos estamos chocados... e tal choque decorre de tratar-se da primeira vez que esta geração – a que cresceu da redemocratização para cá – testemunha um retrocesso. Sempre andáramos para frente ou, na pior das hipóteses, ficáramos parados no mesmo lugar.

Não mais. Hoje nos empurram bem para trás. E o objetivo é claro: seguir empurrando até nos arremessarem para dentro do abismo que conseguem enxergar ao longe. Veem esse abismo já com um sorriso discreto no rosto, que não chega a nublar a sua determinação. Fica mais adiante, no limite do campo de batalha.

*

Queixo de vidro

Passando da metáfora militar para a esportiva, nos toca debelar definitivamente esse choque, decorrente do retrocesso até então inédito, e fechar a guarda para depois partir, sem muita demora, para um contra-ataque.

Ou seja, cabe-nos mostrar que não temos “queixo de vidro”.

Sim, levamos um gancho arrasador nesse queixo.

É fato.

E ainda estamos atordoados.

Talvez com lesões importantes...

Cientes disso, temos de lutar da maneira mais esperta e eficiente possível.

Aceitemos: a força bruta está com o outro lado agora.

*

Muito bem.

Ficamos então em “Batalha de 2016” e “luta de uma geração”.

E o que é que anima o “nosso campo” nesta batalha?

Grosso modo, a luta pela mitigação das perdas de território, aumentando, ainda, tanto quanto possível, o custo da vitória para o outro lado.

Como na terrível Batalha de Verdun, na 1a Guerra Mundial, da mesma forma que os Alemães, mesmo perdendo nominalmente, temos de causar tantas baixas quanto for possível ao outro lado.

E isso inclui – nós sabemos e eles também – a disputa da narrativa histórica do golpe. A luta – no mercado de opinião – entre, de um lado, o golpe e os seus áulicos da velha mídia familiar, e, do outro, as novas plataformas de comunicação e os pensadores críticos aos quais essas plataformas dão voz.

O objetivo central da batalha é deixar o maior “território” possível – com o máximo de buffer zones (“gordura territorial” para queimar) – para a próxima geração.

Isso porque as armas “da direita” são hereditárias – e só se acumulam no passar de cada geração.

Até mesmo os braços que as empunham permanecem: ora, empresas – pessoas jurídicas – não morrem de velhice!

Já o “exército da esquerda” é quase que sazonal. Como nas estações do ano, ele nasce, cresce, floresce, frutifica e... morre.

A cada geração, tudo de novo...

Em vista disso, temos de deixar, tanto quanto possível, mais e melhores recursos para o próximo exército.

Para que possa se formar vigoroso e construir, a seu turno, as armas, as estratégias e as táticas de que disporá na luta do seu dia.

E, oxalá, consiga vencer algumas das batalhas que travarão contra “o outro lado”.

Lado que, pela hereditariedade e pela petrificação da estratificação social, está nos nossos dias mais para feudal do que propriamente capitalista.

*   *   *

(d) Da metáfora à realidade: PT, lesa ao Estado e fim do Estado do bem-estar

Da “guerra” já tratamos, ao dizer ser necessário um “novo PT para o amanhã”.

E na batalha?

– O PT “velho” (mais CUT e movimentos sociais alinhados) é "o que tem para o jantar" nesta noite escura e fria.

Ponto.

Sem perder de vista o longo prazo e a necessária autocritica para a sobrevivência de um núcleo forte de centro-esquerda – com potencial eleitoral majoritário – é preciso não perder nunca de vista que esse PT “velho”, "obeso", "corcunda" e "caolho" – agora, além de tudo, "coxo"!* – é a arma mais eficiente de que o nosso campo dispõe para (i) aumentar o custo do golpe e (ii) mitigar ao máximo a “perda de território” que entregaremos à próxima geração.

[*Peço perdão pelas metáforas politicamente incorretas]

E que perda é essa?

(i) A inédita lesa ao patrimônio do Estado, com a alienação dos seus ativos artificialmente depreciados.

Essa ocorre, agora, em circunstancias ainda mais descaradas e ambiciosas que as da “privataria” dos anos 90.

E aqui "ambição" tem dois sentidos distintos:

– O primeiro refere-se à gigantesca escala da lesa que planejam; e

– O segundo, ao custo de “operação” dessa lesa. Ou seja, a quantidade de “graxa” requerida pelos “operadores” das máquinas para fazer as engrenagens rodarem para o “lado certo”.

– Salve o “Programa de Parceria de Investimentos” do golpe, não é?

– Salve o Ministro Moreira Franco!

(ii) o sacrifício (completo) – no altar de Mamon – do nosso incipiente Estado do bem-estar social.

Notem:

Somando os itens (i) e (ii) atende-se “ao Mercado”.

Mas há aí dois "mercados" distintos.

Como assim?

Ora, também ele – o mercado – não é um bloco monolítico.

Portanto, com o item (i) – a nova “privataria”, atende-se ao interesse das forças "produtivas" do capitalismo. Ou seja, aquelas que desenvolvem, de fato, atividade econômica.

Mas um mercado com sotaque...

Até onde se vê – em virtude da concomitante implosão das empreiteiras (terá sido coincidência?) – atende-se a interesses “de mercado” exclusivamente estrangeiros – privados e/ou de Estado.

Já com o item (ii) – o sacrifício da saúde, da educação, dos investimentos públicos e da seguridade social – atende-se ao interesse das forças do capitalismo financeiro – os famosos rentistas. No caso, tanto as domésticas – FEBRABAN e as tais “10 mil famílias” credoras da dívida pública –  como as estrangeiras. Grosso modo, grandes fundos de investimento operados de Nova York ou de Londres.

É seguro afirmar que os interesses estrangeiros - que existem! – do bloco rentista são quase exclusivamente privados. Não enxergo ganho estratégico (direto) para Estado estrangeiro em agir comissivamente para permitir ganhos financeiros – diferente de ganhos econômicos – de particulares sob a sua jurisdição.

Esses particulares pagam tão pouco imposto sobre seus ganhos que nem sócio deles o Estado estrangeiro acaba sendo.

E o que querem os vorazes rentistas brasileiros e estrangeiros?

– Arrancar peito, coxa e sobrecoxa do “peru gordo” que é o orçamento brasileiro.

Sim... peito, coxa e sobrecoxa.

E o que sobra para o campo da sociedade que a esquerda defende?

– Pescoço, tripas, pele e osso.

E, ainda assim, com peso limitado a um máximo pré-estabelecido!

(a tal fixação de teto nominal para gasto público não financeiro de Henrique Meirelles / Temer)

Mesmo porque pele, osso, pescoço e tripas, diferentemente da suculenta carne e da densa gordura, não mudam de tamanho em diferentes conjunturas econômicas, não é mesmo?

Pelo menos não tanto quanto carne e gordura, que incham sem igual em tempos de “vacas gordas”.

Ou seria “peru gordo”?.

*   *   *

(e) Diferença entre exceções e avessos (do avesso): Jean Wyllys, Paulo Pimenta, Tarso & Luciana Genro

Assim como o PT não é monolítico, também não o são as demais forças de esquerda.

Nem mesmo o PSOL!

E isso já sem contar a primeira dissidência: Heloisa Helena.

Não há como comparar, por exemplo, a atuação e a postura de um Jean Wyllys – bendito Big Brother Brasil? Bendita Rede Blogo?! – com as de uma Luciana Genro.

E isso vindo lá de trás... desde as marchas de junho de 2013, passando pela exploração político-eleitoral da Lavajato, pelo posicionamento no segundo turno de 2014 e chegando, finalmente, à tramitação: (i) do impeachment, patrocinado por Eduardo Cunha; e (ii) da cassação da chapa Dilma/Temer no TSE, patrocinada – em estratégico “banho-maria” – por Gilmar Mendes.

E olha que Luciana cresceu na política. Testemunhou – na própria casa! - a frustração com os limites impostos pela – “maldita” mas inexorável – realidade político-administrativo-eleitoral.

E – coisa rara – tem um pai que conseguiu passar razoavelmente bem pela (“maldita”) realidade das urnas e da Administraçao Pública, mantendo-se como uma referência de coerência política, responsabilidade, equilíbrio e integridade.

É, né, Luciana...

Como ensina o Evangelho, “ninguém é profeta na sua própria terra”.

Se nem o messias o foi, não haveria de sê-lo o Tarso Genro, não é mesmo?

*   *   *

(d) E então?

Assim, "na Batalha de 2016", a única esperança para o “povão” – com o peru já a caminho do abatedouro – é, necessariamente, a articulação e união de todas as forças da resistência democrática. Das mais “sujas” às mais “limpinhas”.

Isso inclui, na dimensão político-partidária, um Jean Wyllys, do PSOL, mas também um Paulo Pimenta, do PT, e um Alessandro Molon, da Rede, por exemplo.

E é justamente essa frente a tal “última trincheira da cidadania”. E não o STF, como propunha, com sinceridade, o Min. Marco Aurélio Mello meses atrás, no alvorecer do golpe.

*

Desfalque

Com pesar constato, contudo, que haverá desfalques nas fileiras de combatentes.

Na dimensão político-partidária dessa frente – desesperada! – não vejo o engajamento sincero de uma Luciana Genro – que cada hora diz uma coisa – ou de um Rui Falcão – que ainda não decidiu se é malandro ou mané.

*

No pasarán

Gosto de História.

Às vezes alguns episódios me vêm à mente...

Decidam vocês se o relato abaixo tem algo a ver com o que se discute aqui ou não.

Na Espanha, precedendo em um par de anos a vitória final de Franco, houve uma (pequena) “guerra civil” dentro da (grande) “Guerra Civil Espanhola”.

Refiro-me ao sangrento conflito – dentro do território da “República”! – entre anarquistas e comunistas. Deixou centenas de mortos, desfalcando em muito as milícias republicanas, que nunca mais contaram com os anarquistas.

E pior (1):

Plantou-se, para sempre, a desconfiança entre companheiros de trincheira.

E pior (2):

Havia ainda a famosa “Quinta Coluna” de Franco – também dentro da “República”! Que papel terá desempenhado de fato no assalto a Madri? Nunca se soube ao certo quem eram – na clandestinidade do sabotador – seus membros, certo?

*

É, “Seu” Marx... concordo com o Sr.:

– Quando não como farsa, a História se repete como tragédia mesmo.

*   *   *

Epílogo:

Os volumes anteriores desta série de 3 posts, o “Vol. 1: Por quê?” e o “Vol. 2: cláusula de barreira, permitiram trocas muito ricas com os leitores – de esquerda e também de direita. Aqui no GGN e também nas redes sociais.

– Um “diálogo”, afinal?

Seguem algumas ilustrações. Tanto de "obstáculos" como de "soluções", passando por um grave alerta e chegando, finalmente, a uma improvável "viagem culinária":

Alerta de quem entende (muito) do riscado

Quando você fala em "centrismo" e descreve quem dele faz parte - apolíticos, pendem para um lado ou outro segundo as circunstâncias, mas são o fiel da balança - você vai certeiramente pro PMDB. E tem razão, porque está falando de perfis partidários. Mas o problema é que a sua descrição, não em termos de partido, mas do eleitorado que vota nele, é exatamente aquela do grosso da população que, manipulada pela mídia, sequer percebe o que está acontecendo hoje com o golpe em curso. Por isso não sai à rua pra apoiar o "nosso lado" nas manifestações, mas são os que, embalados pelo moralismo anti-corrupção e a aura mediática da Lava-Jato, correm em defesa da destituição da Dilma e da extinção do PT. No limite, são os que pedem intervenção "constitucional" das FFAA ou são eleitores certos de Bolsonaro ou qualquer outro salvador da pátria estilo Berlusconi que se apresente como candidato.

*

*

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*   *   *

Nota: a trilha sonora é um bis de um post anterior.

"O canto das três raças", na voz de Clara Nunes. Ilustra tanto a "Guerra da História" (a atemporal "agonia [do] canto do trabalhador"), como algumas "batalhas" (o índio subjugado, o negro feito cativo e o grito - abafado - de liberdade dos inconfidentes):

Atenção à letra:

[(i) Batalhas]

Ninguém ouviu / Um soluçar de dor /No canto do Brasil

Um lamento triste / Sempre ecoou / Desde que o índio guerreiro / Foi pro cativeiro / E de lá cantou

Negro entoou / Um canto de revolta pelos ares / No Quilombo dos Palmares / Onde se refugiou

Fora a luta dos Inconfidentes / Pela quebra das correntes / Nada adiantou

[“Inconfidentes”. Da Inconfidência Mineira (apenas)? Se sim, é liberdade poética. Um movimento muito mais de tentativa frustrada de ruptura entre a elite colonial e a metropolitana do que, propriamente “quebra de correntes”. Ou seja, emancipação popular. Exemplo efetivo de luta por “quebra de correntes – e por essa razão menos presente no imaginário e na cultura brasileira – seria a Conjuração Baiana, influenciada tanto pela Revolução Francesa quanto – escândalo! – pela Revolução Haitiana]

[(ii) A grande “Guerra da História”]

E de guerra em paz / De paz em guerra / Todo o povo dessa terra / Quando pode cantar / Canta de dor

[Da minha perspectiva temporal mais para batalhas de “gerações” – e grupos – diferentes do que propriamente “guerra, paz, paz e guerra”]

E ecoa noite e dia / É ensurdecedor / Ai, mas que agonia / O canto do trabalhador

Esse canto que devia / Ser um canto de alegria / Soa apenas / Como um soluçar de dor

[Mais liberdade poética. E retórica. Todos sabemos – e os sambas cantados pela talentosa e bela mulata Clara Nunes são exemplos eternizados disso – que, malgrado toda a espoliação de que é vítima há 5 séculos, o povo brasileiro – paradoxalmente ou justamente por causa disso? –canta é alegria. “Também” ou até “principalmente”, não é mesmo?

“Ópio do povo”?

Droga que anestesia as chibatadas levadas?

Se sim, então digo:

Viva esse “ópio”!

Viva Clara Nunes e o “canto das três raças” fundadoras do Brasil! Canto depois enriquecido pelas tantas outras que chegaram à nossa terra]

*

Leia mais:

Vol. 1: Por quê?

Vol. 2: cláusula de barreira

*   *   *

(i) Acompanhe-me no Facebook:

Maya Vermelha, a Chihuahua socialista

(perfil da minha brava e fiel escudeirinha)

*

(ii) No Twitter:

@rommulus_

*

(iii) E, claro, aqui no GGN: Blog de Romulus

*

Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como "uma esquerdista que sabe fazer conta". Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

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Rommulus, voce mesmo não tem

Rommulus, voce mesmo não tem nada o que saiba fazer, nâo?

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

Em que sentido? Tem muita

Em que sentido?

Tem muita coisa... rs

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O problema do país são os

O problema do país são os partidos políticos; mas a solução é um problema teórico concentrado em um regime de forças, muito simplesmente do desenvolvimento econômico.

Depois disso a questão pode ser lutar contra um inimigo comum, se o governo estiver num plano superior ao país e a estrutura econômica da sociedade.

Os partidos se acentuaram mais do que é devido, como agentes voluntários da sua própria destruição de importância.

 

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Todos aqui sabem que os

Todos aqui sabem que os capitalistas compram e vendem entre si as demandas dos países por seus próprios valores, e são parceiros no padecer dessas oscilações, graças aos políticos que estão no poder revendendo nossas riquezas ao modos operandi dos bancos e operadoras de câmbio, que fundamentam a circulação das moedas locais para guindar o real encurralado neste antagonismo:

No equivalente às diversas funções de produção, os bancos, editores de dinheiro digital, retiram mais valor das riquezas do que os capitadores de valores do mercado financeiro que colocam o dinheiro estrangeiro, como se tempo socialmente necessário existisse, para as reservas internacionais ficarem aguardando o valor das mercadorias serem produzidas - e esta classe de capitalistas, acresce. ilusoriamente, numerá-las, visando apenas a repartição de Juros.

Portanto, esta é a única classe das massas que pode ser fonte de valor da base econômica, e que agora responde pelas urgências fiscais e práticas judiciais de um sistema rachado e ameaçador a todos os partidos e transformações regenerativas.

Veio pois ao futuro das nações, sem previsões no longo prazo, uma impotência de verificação científica que prefere conduzir o debate sobre o ajuste fiscal puramente técnico da pauperização, ao que se concerne propriamente ao ideal de afastar os fenômenos que poderiam deixar seu lugar às classes trabalhadoras que, de fato, poderiam fazer isso diretamente das nações para firmar novas relações internacionais.

Na economia real, porém, face a face de uma época concentrada nos prognósticos da origem do desenvolvimento, os meios de produção (fios condutores do dinheiro soberano) são: 1- As matérias primas; 2 - o tempo investido no trabalho; 3 - o trabalho acrescendo a mais-valia, cujo estudo soma as formas do dinheiro e, como método continuo, reflete o ciclo de crescimento da produção (PIB).

Logo, o problema da corrupção política, e dos direitos de liberdade, só podem ser resolvidos se encontrarmos no mercado esta mercadoria teórica das próprias necessidades que tem a propriedade de criar o novo nível do valor produzido pela classe da social civil; e nos outros terrenos combate à liquidez especulativa, para colocar o manual do capitalismo fora de uso.

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MateusDOMINGUES

É natural depois de treze

É natural depois de treze anos e cem dias sendo governo, o PT entrasse em um processo de desgaste e desconstrução internos. Nos últimos 13 ou 14 anos, os melhores quadros do partido foram para o governo federal; outros, entre os melhores, venceram eleições estaduais ou estão trabalhando em governos estaduais de aliados. Outros petistas de destaque estão hoje à frente ou trabalhando em governos municipais. Essa crise é perceptível entre os que estão no Poder Legislativo: a maioria dos deputados federais (e também a maioria dos deputados estaduais e dos vereadores) padece de uma visão programática e global, estando mais comprometidos com interesses locais e paroquiais; senadores são, grosso modo, medíocres. E a situação dos que ficaram à frente da máquina partidária é ainda pior: a máquina partidária ficou para o "resto", políticos burocratas e ruins de voto.

 

Se, de per si, um desgaste é inevitável, no PT há outros fatores. O Partido dos Trabalhadores nasceu como uma federação de diferentes sublegendas e tendências, das mais variadas correntes de esquerda. Esta pluralidade interna foi, nos inícios, a força e a fraqueza do PT. O partido conseguiu aglutinar a juventude, intelectuais e diferentes agentes  e ativistas sociais; soube renovar a vida sindical e fazer nascer movimentos sociais originais e organizados (merecendo destaque o MST). Pelo seu caráter original, heterogêneo e heterodoxo, o PT surpreendeu positivamente nos anos 1980, com vitórias improváveis em algumas eleições municipais e, sobretudo pelo ótimo desempenho de Lula em 1989. Entrementes, o resto da esquerda olhava com muita e justificada desconfiança frente à natureza heterodoxa do PT, sua vocação messiânica, seu discurso moralista-udenista e a dificuldade do PT em partilhar o comando e o protagonismo nomes de outros partidos. O centro, mesmo o centro mais progressista, tinha dificuldade em levar aquela federação de sublegendas a sério. Foi apenas depois do fiasco das presidenciais de 1994, que o PT conseguiu ganhar maturidade. Houve uma transição socialdemocrata que aproximou o partido de outros partidos partidos de esquerda e de cunho socialdemocrata (PDT e PSB). Uma frente única socialdemocrata e trabalhista (PDT, PSB e PT), com a adesão dos comunistas (PCB e PCdoB), foi possível em 1998. As presidenciais de 1998 mostraram que era necessário um novo passo: o PT, neoconverso à socialdemocracia, deveria mostrar que estava disposto a abrir mão de alguns princípios históricos e ter a mesma maleabilidade de seus colegas socialdemocratas em outros países em liderar coalizões de centro e se alinhar com partidos que não são de esquerda. Um partido jovem e essencialmente utópico como o PT poderia desmoronar ao longo dessa transição. Não desmoronou; ao contrário, conseguiu, ao longo dos oito anos de governo FHC, liderar a oposição, desenvolver políticas alternativas, impor sua liderança e hegemonia frente a outros partidos de esquerda e de centro-esquerda, e negociar com partidos de centro e de direita. E mais: conseguiu vencer as presidenciais em 2002. Todo esse processo ocorreu pelo time de ouro ou equipe dos sonhos que o PT tinha: José Genoíno comandando os parlamentares, Gushiken comandando os sindicalistas e dialogando com os movimentos sociais, José Dirceu comandado o PT e desenvolvendo estratégias para vitórias eleitorais, Lula como porta-voz e que oferecia respaldo interno a esse grupo e que era o único líder natural e incontestável entre as "estrelas" petistas.

 

Em 2005 começou o desmonte do time dos sonhos. Para a sorte do PT, Lula fez, mesmo não terminando seu primeiro mandato tendo consigo seu time dos sonhos, um ótimo mandato, o melhor em décadas. Lula escolheu dois escopos: vencer a fome e combater a miséria. Houve sucesso total. Como consequência imediata, se assistiu um desenvolvimento inédito nas periferias das grandes cidades e o desenvolvimentos dos "grotões" em todo o Brasil, principalmente no norte e no nordeste no país. Entrementes, com Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia, Samuel Pinheiro e Lula, o Brasil passou a desempenhar uma liderança natural na América do Sul e, como porta-voz da América do Sul, o Brasil passou a ser importante no cenário global. Com a vitória esmagadora nos grotões e no norte e nordeste, Lula conseguiu sua reeleição. Uma nova bandeira guiou Lula a partir de então: a do desenvolvimento. O ápice do nacional-desenvolvimentismo de Lula se deu entre 2008 e 2010. Fazia mais de trinta anos que o Brasil não crescia como naquele período; era a primeira vez que o Brasil crescia economicamente sem concentração de renda. Lula se tornou uma unanimidade nacional e um paradigma mundial de político popular e de líder de esquerda bem-sucedido.

 

Dilma Rousseff, a "mãe do PAC", foi a capitã do time desenvolvimentista de Lula em seu segundo mandato. Conseguiu se eleger presidenta da República prometendo continuar tanto as políticas sociais, que marcaram os dois mandatos de Lula, como as opções desenvolvimentistas, que marcaram o segundo mandato de Lula, principalmente após a crise de 2008. Grosso modo, Rousseff teve sucesso, ao menos na primeira metade de seu primeiro mandato. O pré-sal e as estratégias desenvolvimentistas de Dilma fizeram vislumbrar a edificação de um consistente État providence brasileiro. No entanto, o baixo crescimento econômico que marcou a segunda metade de seu primeiro mandato colocou o desenvolvimentismo lulodilmista em xeque. O agravamento da crise econômica no primeiro ano de seu segundo mandato colocou em risco colocou em risco as promessas de construção de Welfare State brasileiro que foram decisivas em sua vitória no segundo turno em 2014. Sem desenvolvimentismo, Dilma não era mais Dilma; sem os programas sociais e a promessa de um Estado social, o PT não era mais PT. Foi essa a crise que Dilma enfrentou ao longo de 2015. O PMDB na Câmara fez, sob Cunha, sua guinada à direita. Ao mesmo tempo, os homens de Temer no governo, Padilha e Moreira Franco, chantagearam Dilma no sentido de uma virada neoliberal. Ademais, os principais caciques que davam sustentação ao governo no Congresso estavam preocupados com a indiferença de Dilma e de Cardozo frente aos dessobramentos da Lava Jato. Enfim, para completar, PSDB, DEM e PPS não reconheceram a derrota em 2014,  usaram de todos os métodos golpistas possíveis para sabotar e impedir Dilma; entrementes, a oposição procurou viabilizar uma solução parlamentarista. Dilma estava perdida. O PT estava perdido. A saída tanto para Dilma como para o PT era a rendição. Fazer vista grossa ao centrão comandado por Cunha, procurar adestrar Cunha, ceder à ânsia neoliberal de Padilha, Moreira Franco & Cia. Ltda., frear as investigações, era a opção que Dilma e o PT tinham. O que seria de Dilma se tivesse compactuado com o que havia de pior em Brasília? O que seria do PT se tivesse abdicado completamente de seu legado socialdemocrata e de suas origens trabalhistas para se manter no poder até 2018? Para piorar tudo, tinha a mídia dia e noite contra, contra e contra. Dilma e PT não venderam suas almas. A decisão difícil de Dilma e do PT foi em dezembro. O vice-presidente Temer saiu das sombras e da surdina, vestiu suas vestes golpistas e aderiu formamelmente à oposição e ao golpe.

 

O PT foi humilhado com o golpe. Vai se desidratar, vai perder toda a gordura que acumulou nos últimos quinze anos. Ao menos conseguiu preservar seu legado de políticas sociais transversais e inteligentes, de política externa independente, de desenvolvimento nacional. No entanto, isso tudo é mais mérito do governo Lula do que do PT. O PT precisa se reinventar, pois repetir os anos Lula é impossível. Em 2015, com o agravamento da crise, Dilma tinha dois ótimos políticos a disposição: Jacques Wagner e Aldo Rabelo. Ela preferiu, ficar na maior parte do tempo, com Mercadante e Cardozo, reduzindo Aldo e Wagner a posições secundárias. Agora, o PT não pode repetir o erro de Dilma em 2015; tendo Haddad, Patrus, Gilberto Carvalho e Dulci entre seus quadros, ficar com Ruy Falcão no comando é uma asneira ilimitada. É preciso uma revisão total. E, de fato, governos estaduais progressistas são um ótimo laboratório para uma frente de esquerda em 2018: Maranhão, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Piauí. E há dois políticos ótimos que surpreenderam positivamente nos últimos anos: Haddad e Cid Gomes.

 

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Pego no Face em post de Maria Thereza

via Vanessa Lang, artigo do Duvivier, ontem. Especial pra São Paulo, capital

Haddad, assim fica difícil te defender

De tudo o que escrevi por aqui, o que mais gerou revolta foi falar bem de São Paulo. Cariocas ficaram revoltados com um carioca elogiando outra cidade que não o Rio. Paulistanos ficaram revoltados com um carioca elogiando a cidade deles. "Falar bem de São Paulo é fácil!", gritavam. "Quero ver morar aqui!"

Na Redação da Folha me explicaram que quebrei um acordo tácito: aqui não se fala bem de São Paulo. Acho que foi o Juca Kfouri que me ensinou: "O que a imprensa carioca e a paulista têm em comum é que a imprensa carioca odeia São Paulo e a imprensa paulista odeia São Paulo".

Só mesmo essa falta de autoestima explica a maneira como tratam o Haddad. A decepção do paulistano com o prefeito me lembra da tristeza de uma amiga que reclamava do namorado fofo demais. Suspirava: "Se ao menos descobrisse que ele me trai...". Todo dia entrava no Facebook dele e nada. Nem uma cutucada.

Tenho certeza de que todo dia o paulistano abre o jornal ansiando por um escândalo de corrupção envolvendo o prefeito. Algo que fizesse jus à expectativa. Bastava um desviozinho pra paixão voltar com tudo! Mas nada. Enquanto isso, Doria e Russomanno só fazem subir nas pesquisas –na mesma proporção em que pipocam escândalos envolvendo os mesmos.

Tenho a impressão de que os paulistanos votaram em Haddad da primeira vez por causa do sobrenome. Pensaram: "Kassab, Maluf, Temer, Alckmin... Deve ser da turma deles". (Ainda vão explicar a onipresença libanesa na política brasileira).

Ledo engano. Haddad fez corredor de ônibus, levou cinema pra periferia, priorizou a bicicleta, reduziu acidentes, empregou travestis, cuidou dos crackudos, fechou a Paulista pra pedestre, fechou o Minhocão mais cedo aos sábados pras famílias, e nem uma pontezinha superfaturada. Nada. Nem um peculatozinho.

Poxa, Haddad, aí fica difícil te defender.

Por isso, sugiro ao pessoal da campanha do Haddad que invente um desviozinho, uma evasão de divisas, uma rua "incorporada". Não precisa provar nada. Põe um dinheiro na cueca do candidato. Qualquer coisa que mostre aos paulistanos que o prefeito vai se comprometer a tratar a cidade como os antecessores: mal pra dedéu.

Um gesto corajoso seria mudar pro PMDB. Mostraria pro eleitor a seriedade no compromisso com a corrupção. Todos sabem que um candidato honesto no PMDB seria imediatamente exonerado.

 

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Pedro Augusto

Câmera subjetiva:  O povo é

Câmera subjetiva: 

O povo é vosso?

 

http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2016/09/camera-subjetiva.html

 

 

    

 

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Evolução natural

Alguem disse no twiter que o PT não é um partido com militancia,mas uma militancia com partido.O PT e algumas lideranças erraram,pelo timing,por visão curta ou intransigencia e com isto abriu espaços para maiires para o golpe que invitavelmente seria dado.Tivemos um experiencia de governo progressista,de esquerda mas democrcia,esta de fato nunca existiu, foi uma concessão de curto prazo que durou mais que o esperado pelos aceros e competencias que aconteceram tambem.A revitalização da esquerda se dara,agora sem as cortinas do poder com ideias e lideranças que desabrocarão desta militancia e que na sua maioria ainda ve o PT como caminho para retomada do palco politico.PSOL da um passo a frente e dois,tres para traz.Não empolga,sectario demais,tenta de todo jeito seu nacos de poder.Não creceu quase nada nestes anos todos,nem mesmo parte da militancia que se distanciou do petismo devido a decepções,desilusões(alias um bom percentual desta militancia que estava apatica,parada retornou as ruas e mesmo que não apoem o PT,Dilma foram as ruas pela democracia,e muitos tem respeito e admiração por Lula,tambem os jovens,basta ver que o numero de pedidos de filiação ao partido é expressivo e de maioria de jovens).Ha de se construir novos caminhos,mas pelo seu tamanho,sua historia e pir ser uma ferramenta ainda muito forte,o PT continua sendo um dos caminhos para as mudanças,que virão e que ou tranformam o PT ou o extingue para algo novo e que certamente esta "onda de choque" atingira não so todos os partidos da esquerda,mas tambem os ja combalidos e midiaticos partidos da direita.

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Jader

O Nassif, como bom mineiro,

O Nassif, como bom mineiro, já acreditou na seriedade e republicanismo de Janot. Não dá para acreditar em Pimentel. Ou tem o rabo preso ou é um panaca oportunista. Omisso, omisso e omisso. Pimentel  era vice na prefeitura de BH, quando o maior político que Minas já teve nos nos últimos 30 anos  adoeceu: Celio de Castro!! Conhecido como médico dos pobres ( pela generosidade , simplicidade e competência), Celio sempre foi um político  correto e justo. Pimentel já fez aliança  com Aécio ( pense bem!!!!!!) para eleger Marcio Lacerda, entre outras coisas. Celio de Castro nunca faria este tipo de aliança!! O  político mais sério  e coerente de Minas é Patrus Ananias!!!!

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CB

Difícil acreditar que as

Difícil acreditar que as jornadas "não é pelos 20 centavos" não tenham sido pilotadas por controle remoto dos mesmos locais de onde se pilotou a primavera árabe. Aquilo foi o pontapé incial para que as coisas chegassem onde chegaram: a deposição de um governo "trabalhista" e sua subsituição por entreguistas submissos a Washington.  Ninguém queria diálogo nenhum. Muitos jovens e até adultos foram usados como massa de manobra.

Sobre esta eleição, também é importante analisar os resultados do primeiro turno da seguinte maneira: a quantidade de votos que a esquerda (menos aquela que a direita gosta) obterá para prefeitos e vereadores e compará-los com os outros partidos, independente do número de prefeituras e cadeiras obtidas nas câmaras. Isto dará uma ideia da quantidade de eleitores que escaparam da lavagem cerebral feita pelo PIG e, consequentemente, da base com que a esquerda dispõe para seguir em frente. Estes votos serão fruto de convicção. Mas uma coisa deve ficar clara: ninguém tem mais o direito de falar em republicanismo e conciliação; pelo contrário, deve-se pensar maneiras de como desmontar este aparelho que a direita mantém em funcionamento na burocracia e, principalmente, no judiciário.

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Marcelo33

"Difícil acreditar que as

"Difícil acreditar que as jornadas "não é pelos 20 centavos" não tenham sido pilotadas por controle remoto dos mesmos locais de onde se pilotou a primavera árabe. Aquilo foi o pontapé incial para que as coisas chegassem onde chegaram: a deposição de um governo "trabalhista" e sua subsituição por entreguistas submissos a Washington. Ninguém queria diálogo nenhum. Muitos jovens e até adultos foram usados como massa de manobra."

Ah sim, o MPL não queria diálogo nenhum. Apenas queria demolir o PT. E se deleitar na terra arrasada na esquerda. Esse movimento cretino que não pega no pé do PSDB não me engana.... onde estava o MPL na gestão Kassab ???

Eu acho que é impossível conciliar certos setores da esquerda em torno de uma frente de esquerda. Certos setores da esquerda, como o PSTU e correntes importantes do PSOL (tão importantes que abrigam a última candidata a presidência pelo partido) tem como ideologia principal que não existe nada no mundo mais reacionário do que os "Stalinismos". Leia-se como Stalinismo qualquer esquerda que não seja composta por esses setores. Ou seja, o alinhamento desses setores da esquerda com a direita é ideológico. A direita é uma aliada no combate aos "Stalinismos". Estes setores da esquerda comemoraram a queda do Muro de Berlim, apoiam Yoani Sanchez contra Cuba, e são inimigos de todo e qualquer estado socialista que exista ou tenah existido no nosso mundo.

Muitos elementos dessa esquerda negam que estamos vivendo um golpe de estado e chegam a apoiar a derrubada de Dilma e pedir a prisão de Lula. 

Quem denuncia fortemente esses setores da esquerda é o Rui Costa Pimenta, do PCO. 

Faço esse alerta pq esses grupos só entrariam em uma frente de esquerda (infiltrariam-se é o termo mais correto), para provocar discórdia, imobilização, e no fim, a destruição da própria frente. Inclusive um dos erros de Haddad foi conversar demais com essa gente e de menos com as periferias. 

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CB

Eu sempre digo que não tenho

Eu sempre digo que não tenho muita informação teórica e sou só uma pessoa comum, sem nenhum envolvimento direto na política partidária, mas até eu desconfiei daquilo logo de cara porque nunca tinha visto tanta confusão por causa de aumentos de tarifas de ônibus (de metrô parece que não incomoda ninguém...) em governos de direita e ali estávamos logo no início da administração Haddad e a popularidade de Dilma estava alta, o que a fazia franca favorita à reeleição.

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Murio Cico

e o Ceará, seu Nassif?

e o Ceará, seu Nassif?

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ceará e fortaleza

as duas administraçoes merecem mençoes.uma frente de partidos liderados pelo cid e ciro gomes tem mudado o ceará.

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wesley

Se o papa procurasse

Se o papa procurasse canonizar alguém no Brasil, eu recomendaria que Temer é o SANTO.

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

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Acelino Carvalho

Nassif acerta no diagnóstico

Nassif acerta no diagnóstico e também no prognóostico: a solução passa pela restauração e pelo aprofundamento da democracia. 

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Acelino Carvalho

Nassif acerta no diagnóstico

Nassif acerta no diagnóstico e também no prognóostico: a solução passa pela restauração e pelo aprofundamento da democracia. 

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robson muraro

chance zero

tudo muito bonito, mas chance quase igual a zero de segundo turno.

a obra da dilma de deixar a imprensa, a polífica federal e a procuradoria livres, totalmente livres para criminalizarem a esquerda vai nos levar a uma derrota catastrófica nessas eleições.

 

fora o dificuldade de entender o psol querer mostrar musculatura e dividir votos justo nessa eleição. claro, faltou ao pt capacidade de articulação com o restante da esquerda. juntar esses cacos será difícil.

 

ps. não pode haver lei da anistia. desta vez os golpistas tem que pegar cana dura e pagar indenização hard pelo estrago.

 

 

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Marcelo33

"ps. não pode haver lei da

"ps. não pode haver lei da anistia. desta vez os golpistas tem que pegar cana dura e pagar indenização hard pelo estrago."

 

Concordo, mas não estamos em momento de discutir isso. 

Concordo principalmente pq os golpistas liquidarão o Brasil e matarão o país para sempre. Os contratos de entrega do pré-sal terão que ser respeitados, até pq nossas forças armadas não tem poder para questionar o império e nem vontade, visto que a lealdade das FA Brasileiras não são com o Brasil, são com os Estados Unidos.

Eu acho que cana é pouco para esses caras, ainda mais por 30 anos e depois permitirem a eles, ou permitirem aos herdeiros dele viverem muito bem com o futuro que roubaram para o Brasil e os danos irreversiveis. O nosso ouro das Minas já fi todo saqueado, agora é o Petróleo.

Se quisermos salvar esse país, temos que arrumar uma solução PARA AGORA !!! 5 anos é tempo DEMAIS, quem dirá 10 ou 20.

Eles liquidam qualquer esperança de futuro para o Brasil facilmente em 5 anos. Se expulsarmos eles em 5 anos, viraremos uma grécia. Se levarmos 10, viramos uma Nigéria. Se levarmos 20, viramos uma Somália. 

Um problema que PRECISA ser resolvido é submeter a lealdade das FA ao Brasil e aos Brasileiros. Enquanto nossas FA foram leais única e somente aos Estados Unidos, não dá para fazer nada nesse país.

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"Ruy se revelou o aparelhista

"Ruy se revelou o aparelhista clássico: aquele que, quando assume o poder em uma organização, toda sua energia não é para projetar seu poder para fora, mas para se consolidar para dentro, fechando as portas para impedir competição interna." Credito ao PT de São Paulo, o mais numeroso e mais representativo em todos os sentidos 50 por cento de tudo que ainda está ocorrendo; credito ao Ruy 50 por cento de toda a letargia do PT de São Paulo, o mais representativo e com maiores chances de reação... em não reagir.

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Júnior Sertanejo

Respondo a José de Almeida

Respondo a José de Almeida Bispo,27/09/2016 - 23:49.Você quis dizer,se bem entendi,que Ruy Falcão como presidente do PT foi um grande tocador de bandolim.Também acho.

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Quando sentamos numa mesa e

Quando sentamos numa mesa e estamos bebendo alguma coisa, olhando para o copo não imaginamos que a terra neste instante girando em torno do sol a uma velocidade de cerca de 107.000 km / por hora -  ISSO É FANTÁSTICO!

Existe na Espanha uma plantinha que tem o formato da fêmea de um pequeno inseto que na ãnsia de copular com a planta acaba pegando o polen dela e espalhando pela região, garantindo a sobrevivência da planta... - ISSO É FANTÁTICO!

Como souba a planta disso?

O ser humano não controla seu batimento cardíaco e um mundo outras coisas...

Era para estarmos corajosos para enfrentar tantos mistérios e maravilhas, mas estamos aqui escutando a rede globo, o aécio, o gilmar mendes - quanta miséria...

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"O que fazemos na vida, ecoa na ETERNIDADE!" (Máximus - Gladiador)

"Os dois mais importantes dias em sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que você descobrir o porquê... - M

imagem de Monier,.,.
Monier,.,.

E ainda que reduzido a

E ainda que reduzido a escombros, o PT continua a erguer seus últimos tijolos para impedir o PSOL de tomar a frente, mesmo que o condutor vai ser o suposto inimigo do PSDB. Aqui dos meus 32 anos me considero jovem, e admiro a Erundina, que é história, muito mais que o Haddad, que é projeto futuro. Em questão de juventude, os petistas são anciãos perto da garra do PSOL, que entre outras coisas agarrou Cunha pelo colarinho e o pôs para fora, com seus 300 de Esparta. Ainda que considere o Haddad o último dos moicanos petistas, incomoda um Temer encafofado na sua gestão. No golpe,  PSOL fez a defesa que não tinha obrigação de fazer. Erundina não é desconhecida na periferia. É, aliás, do tempo do PT-Arte, do PT-moleque, do tempo que o PT era um sonho. Tanto ela tinha razão nas suas críticas que deu no que deu. A pergunta é: por que o PT não faz a autocrítica, assume que levou uma sova da direita, põe o Haddad para renunciar em favor da Erundina, e põe a máquina partidária para tentar salvar o último suspiro de esquerda que o partido tem antes que acabe?

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Momentinho companheiro, que essa já foi demais

No golpe,  PSOL fez a defesa que não tinha obrigação de fazer.

Momentinho, companheiro. É de se imaginar que qualquer partido que se denomine de esquerda tinha, sim, obrigação de defender um mandato presidencial eleito por voto direto. Não??? Inacreditável essa frase, e bem reveladora de um certo traço passivo-agressivo-recalcado que ronda o PSOL. São coisas assim me deixam com os dois pés atrás.

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bonobo de oliveira, severino

A pergunta trás a resposta.

Caro Monier. 

Nas premissas postas à sua pergunta está a resposta. Com a licença do Antônio David, vc merece o premio Stalin de democracia relativa que atormenta a visão da esquerda e a impede de pisar no chão material e firme da realidade.

Stalinismo nos olhos dos outros é refresco

http://www.viomundo.com.br/politica/antonio-david-stalinismo-nos-olhos-d...

Cresça e apareça. Quando estiver mais crescidinho.

 

 

 

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Monier,.,.

O que matou o petismo foi

O que matou o petismo foi esse rancor com a juventude.

Vai levar a esquerda para o túmulo? Deixar guardada para colocar no testamento e só o tataraneto usufruir? 

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Gabriel Moreno

Fui em todas as manifestações

Fui em todas as manifestações contra o golpe (ou quase todas, pelo menos) desde 2014. Eu vi pessoalmente o PSOL deixar a passeata enquanto estava na Avenida Paulista, participando antes de uma assembleia de professores. A passeata contra o golpe emendava com o fim da assembleia e eles realmente deixaram o local. Depois disso, já aos 45 do segundo tempo, com o golpe já avançado, comecei a vê-los em passeatas. Para o meu espanto, um deles carregava um cartaz de "Fora Dilma". Discuti com o rapaz, de maneira amistosa, e disse que não concordava com aquilo. Ele ficou sem graça mas tentou defender a sua posição.

Enfim, você me desculpe, mas eu não vejo toda essa garra no PSOL. Pelo contrário, muitos deles parecem muito felizes com o suposto fim do PT, achando que vão automaticamente tomar a posição deles. Isso é um grande engano. Ninguém incomoda o PSOL porque é pequeno e porque não tem poder, e pior, porque ajuda a derrubar o PT, que é o maior partido de esquerda da América Latina. Por trás do seu discurso, existe muito rancor e muita incompreensão em relação às opções pragmáticas do PT. Foi o partido de esquerda que mais governou o país e venceu quatro eleições seguidas, fato inédito. Essa sua "sova" é bastante relativa. E o PSOL jamais tomou sova porque sequer chegou lá, então não precisa de sova. 

 

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A doce ilusão da esquerda

A doce ilusão da esquerda clássica no Brasil, o povo consciente derrotaria do burguesia. O PT, centro-esquerda, é o limite que o país aceita. Digo a população.

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George Vidipó

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Edson Barbosa

Somente

Somente porque ele é o prefeito hoje... precisa desenhar? 

E esse pensamento que o PSOL representa muito vai resultar na ditadura que se avizinha..., pois não colaborou com ninguém... só viu isso: o PT está se ferrando, vamos pegar a fatia do PT. Visão clássica de derrotado, ou de quem pega migalhas... Ou pior ainda, de quem não tem responsabilidade ante o futuro.

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JC SOUZA

A esquerda quando eleita , só

A esquerda quando eleita , só tem o controle de governo mas nunca e de poder. Parece que não exerce de maneira plena ou seja não domina de maneira adequada os mecanismos de poder e acaba errando demais.

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Garantir o legislativo

    Caso Haddad passe para o 2o turno, o que seria um milagre, a "direita" descarregaria seus votos em qualquer um que passa-se, então sejamos realistas, o que as teoricamente "forças progressistas" devem fazer, é garantir que o legislativo municipal consiga uma bancada expressiva, que caso a "direita" vença no executivo, os projetos por ela a serem apresentados sofram constante escrutinio, sejam inclusive barrados, ou caso Haddad porventura vença, possua uma bancada sólida.

     Parece que não aprendem, de nada adianta "ganhar" o executivo, e para governar ter que fazer acordo com o Diabo, será que ninguem repara o que ocorreu com a Dilma ?  ou vê como o PSDB/São Paulo no governo do estado, tratora, passa o que quiser, torna CPIs em circo - MANDA na Alesp .

      Eleger uma bancada forte de vereadores progressistas é fundamental, pois é certeza, como existe um dia após ou outro  com uma noite no meio, que se o executivo municipal for ocupado por : Russomano, Dória ou Marta Fracalanza os vereadores eleitos por estas coligações/partidos, irão formar frente unica contra a "esquerda", contra o "social".

     IMPORTANTE  : Uma vez que Haddad cumpriu uma administração financeiramente responsavel, conseguiu do governo federal a renegociação das dividas do municipio, inclusive pelas famigeradas e detestadas "agências de risco", conseguiu ratings bons, AA+ nacional e BBB - global , o próximo prefeito terá dinheiro para gastar e acesso a financiamentos "a perder de vista ", e tal condição na mão de um Dória, será convite para privatizações, PPPs, OSs - e só uma Camara de Vereadores com forte presença progressista poderá impedi-lo.

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junior50

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Joao Carlos Campos

Esquerda ou Canhotos?

Os partidos de esquerda que neste momento todos podem serem chamados de movimentos de Canhotos estão pagando o preço de não acompanhar a evolução dos tempos e a evolução social.

 

Inacreditável que temos nos dias de hoje defensores de modelos do século Passado...

 

Evidentemente pensou-se que com os expoentes da eleição de 12 quando se apresentou quadros novos, teríamos algo novo, mas vimos somente mais do mesmo...

 

A esquerda está a esquerda de si própria... Ou seja... Fora da pista 

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"Defensores de modelos do século passado"

Quais são esses partidos mesmo ? Seriam PSDB/PMDB, por acaso ? Pq são esses 2 partidos que pretendem que voltemos à estaca zero em Direitos Humanos e Direitos Sociais. Não é não ?

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lenita

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Joao Carlos Campos

Esquerda ou Canhotos?

Os partidos de esquerda que neste momento todos podem serem chamados de movimentos de Canhotos estão pagando o preço de não acompanhar a evolução dos tempos e a evolução social.

 

Inacreditável que temos nos dias de hoje defensores de modelos do século Passado...

 

Evidentemente pensou-se que com os expoentes da eleição de 12 quando se apresentou quadros novos, teríamos algo novo, mas vimos somente mais do mesmo...

 

A esquerda está a esquerda de si própria... Ou seja... Fora da pista 

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O Psol pulou fora do barco e

O Psol pulou fora do barco e na fase dourada do lulismo foi achincalhado por defender... políticas de esquerda que o PT abandonou.

Aí a catastrofe veio e o Psol é acusado por não se juntar placidamente num abraço com quem se afoga, o PT.

.

O PT foi massacrado, sobrou pouco dele e da esquerda.

Os jovens entusismados na luta não enchem uma kombi, os jovens desiludidos lotam 5 maracanãs e não querem nem ouvir falar em esquerda.

Esse é o tamanho do desastre: o PT arruinou bandeiras de esquerda arduamente projetadas e introjetadas. O viés economicista/consumista quase liberal do lulismo fez esse serviço.

.

Não há ideias, deveriam começar delas: pelo fim do oligopolio da mídia televisiva, fim dos supersalarios e pela regulamentação dos pedidos de REFERENDO e PLEBISCITO (proposta do Paulista Fabio Konder que ninguém dá bola, mas é talvez uma das POUCAS saídas)

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Alex Alex

Esquerda Brasileira

Enquanto a esquerda for complacente com o sistema financeiro internacional, não auditar divida pública e aceitar a lógica da agiotagem que domina o mundo, não teremos um país soberano.

O bom mocismo da esquerda "caviar" ( não sejamos hipocritas) brasileira, que não quer se indispor com o mundo capitalista nos levou , e leva a esta situação.

No final do depoimento do Eike Batista, o que ele "incrimina" o Mantega,  na altura do 47:35 ao 48:50, ele faz uma declaração que nenhum jornal deu evidência. Em conversa com um executivo de Shell, ele soube que o petroleo do pré sal custa u$7.00 e não os U$25.00 ou U$30.00 propagados por ai. Ontem o Temer se reuniu com o pessoal da Shell.

Quando se fala sobre o assunto, somos acusados  de  teoria de conspiração e se é ridicularizado, mas no final das contas, quem negocia e acaba comprando nossas riquezas a troco de nada  são os Rotchilds (Vale)  e agora a Schell.

Abço. 

 

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É uma coisa revoltante. O

É uma coisa revoltante.

O modo que a patotinha do ABC - Lula e Co. - ARREGOU é um dos capítulos mais tristes da história política do país.

Incrivelmente ele é A REFERÊNCIA DAS REFERÊNCIAS para os ufanistas só sabem pensar a partir do cara.

Os maiores ufanistas - que também são messiânicos e prepotentes - diga-se de passagem, estão na "blogosfera progressista".

O PT jogando tudo pelo ralo e os caras esfolando o bumbo dizendo que era ou atos de "estadista" OU "realpolitik".

.

E tem mais, quando se fala que foram uma lástima no governo vem neguinho aqui dizer que fizeram o que era possível!

Meu deus!

Fazer o que era possível significa ser chutado do governo porque crápulas não respeitam a democracia?

Então por quê não tocaram o foda-se quando tinham a caneta?

.

Ninguém precisa ter dúvida que nunca na história deste país o quadrante foi tão triste.

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gerson C T

Sozinho o Psol não chega em lugar nenhum

tem que dar apoio  com algumas condições bem claras para a população, não só para os Ruis Falcões da vida. 

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O PT só conseguiu chegar

O PT só conseguiu chegar sozinho porque foi criado na hora agá da onda redemocratizadora.

Com o tempo os UFANISTAS - que a tudo distorcem - acabaram creditando a criação ao Messias e seus dotes mágicos.

Aliás, enquanto o Lula era candidato a presidente nos quadriênios o Partido (com Pê maiúsculo na época) pavimentava sua trajetória elegendo vereadores, prefeitos, deputados..

Foi chegar no poder e o cara dos caras (o político mais super valorizado da história desse país) jogou toda a "consciência politica" no ralo.

Brilhante!

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tiao

Luiz Felipe Pondé é benino ou

Luiz Felipe Pondé é benino ou benina?

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Free Walker

Falando em Pondé, outro dia

Falando em Pondé, outro dia li matéria interessantíssima. Jornalista que tinha um perfil no Facebook, com viés e muitos amigos esquerdistas, que estava desativado fazia anos, resolveu reativa-lo.

O jornalista começou a utilizar novamente o perfil, só que dessa vez publicando textos, frases, pensamentos de Luiz Felipe Pondé e Olavo de Carvalho como se fossem de Leandro Karnal.

Foi um show de curtidas e compartilhamentos.

 

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Erismar

Cuidado para não jogar o beber junto com a água suja!

Concordo com a analise do Nassif (mais uma vez), no entanto, pondero que quando ele diz  "Há que se criar uma nova marca de gestão, ousando práticas inovadoras para enfrentar velhos problemas", o velho problema que vai despontar no horizonte, infelizmente, é as populações mais pobres  e parte da atual classe média sem comida, sem educação adequada e sem atendimento a saúde. E ai não tem o que criar, é distribuição de renda, ampliação de vagas e melhoria da educação, e SUS... As próximas gestões de esquerda tem que inovar e ir além nestas experiências, por outro lado, as marcas continuarão as mesmas por que as necessidades voltarão em muito breve a ser as mesmas. Infelizmente é isto que vejo e que o próprio Nassif percebe no horizonte!

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Erismar

Cuidado para não jogar o beber junto com a água suja!

Concordo com a analise do Nassif (mais uma vez), no entanto, pondero que quando ele diz  "Há que se criar uma nova marca de gestão, ousando práticas inovadoras para enfrentar velhos problemas", o velho problema que vai despontar no horizonte, infelizmente, é as populações mais pobres  e parte da atual classe média sem comida, sem educação adequada e sem atendimento a saúde. E ai não tem o que criar, é distribuição de renda, ampliação de vagas e melhoria da educação, e SUS... As próximas gestões de esquerda tem que inovar e ir além nestas experiências, por outro lado, as marcas continuarão as mesmas por que as necessidades voltarão em muito breve a ser as mesmas. Infelizmente é isto que vejo e que o próprio Nassif percebe no horizonte!

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Fernando Haddad é o cara! Sua

Fernando Haddad é o cara! Sua gestão é invejada por muitos, tão moderna e correta está sendo. Oxalá, passe ao segundo turno!

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conquistar para avançar

Os gigantescos avanços sociais dos governos do PT, diminuição dramática da miséria, erradicação da fome, universalização do ensino universitário, moradia a preços populares, foram entendidas como conquistas irreversíveis , e pior,  e insuficientes por uma população mal informada e setores utopicos da esquerda. O atual avanço da direita deixa claro que tais conquistas não estão consolidadas. O unico partido de esquerda com pragmatismo suficiente para retomar e consolidar estas conquistas é o PT.  Partdos como psol, que ainda não aprenderam a caminhar, precisam adquirir maturidade e unir forças para evitar o retrocesso. O eventual avanço para uma sociedade socialista pode ser dramaticamente alongado ou mesmo inviabilizado se as esquerdas não forem capazes de consolidar suas conquistas.

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Concordo  plenamente com

Concordo  plenamente com Nassif. União mais do que nunca. A reeleição de Hadadd - um moderno, inovador e corajoso prefeito - é peça importante de resistência ao golpe.

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dja

Haddad não aprendeu cartesianismo

O povo paulistano, pobre ou não, só se satizfaz com o concretismo visível de pontes, ruas e tuneis etc, foi assim que Maluf e os tucanos se perpetuaram no poder, infelizmente, nessa cidade a preocupação holistica do bem-estar físico, mental e social humano, não são levados em consideração de forma plena, não obstante, a contra-ofensiva de Haddad a 'motor-materialistas', com a implantação de radares de velocidade foi a gota d'água para sua impopularidade. A Nova Era da esquerda, bem ou mal, deve haver diretrizes direitista para a sua ideologia sobreviver.

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Tenho certeza de que há

Tenho certeza de que há pessoas que, apesar de muito firme e sobriamente amadurecidas - ou justamente por causa disso - praticam e cultivam valores como solidariedade e combate às desigualdades de oportunidade promovidas como política de estado e não deste ou daquele governo. Tenho dificuldade em acreditar que é mera coincidência que administradores públicos de sociedades mais, digamos, sociais-democratas, sejam todos imaturos sonhadores. A mesma dificuldade que tenho em acreditar que maturidade seja sinônimo de egoísmo, corrupção, "a vida é dura mesmo" e por aí vai... Na verdade é na infância que as pessoas costumam ser egoistas e cruéis. Algumas crescem e amadurecem, outras apenas crescem.

 

 

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