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Xadrez de um país controlado pelo crime organizado

Peça 1 – o crime apossando-se do Estado

Há uma preocupação global com a tomada do poder nacional pelo crime organizado. O Brasil se tornou um caso emblemático, inédito de jovem democracia que, após inúmeros avanços sociais, morais e econômicos, teve como desfecho a subordinação do país ao crime organizado. E não se está falando das vinculações entre o tráfico e o Congresso, que ainda não foram devidamente apuradas.

Por aqui, montou-se o mais esdrúxulo pacto da atualidade. Em troca de entregar reformas profundamente antipopulares, excessivamente radicais, enfiadas goela abaixo da população sem nenhuma negociação - e, por isso mesmo, de vida curta -, a organização que se apossou do poder ganhou salvo conduto para assaltar.

Temas de alto interesse nacional, com reflexos sobre as próximas décadas, como a venda de terras públicas, a flexibilização ampla no licenciamento ambiental, a demarcação de terras indígenas, concessões portuárias, tudo está sendo entregue, no mais amplo processo de desmonte a que o país foi submetido.

Há muitas dúvidas sobre a oportunidade ou não das diretas-já. Mas há uma certeza: Temer não pode continuar.

O país está no estágio do chamado trem desgovernado. Há um início de reorganização da opinião pública, os partidos políticos tentando entender o momento, mas ainda assim, um estado de estupor generalizado, caracterizado pelos seguintes pontos:

1.     Um assalto ao Estado, através de aparelhamento indiscriminado da máquina, disseminação de portarias, sede para negociatas, sem nenhuma forma de controle.

2.     Uso do Estado para subornar todos os poderes, incluindo a mídia, conforme se apurou em grampo recentes do senador Aécio Neves. Compra a mídia com publicidade, parlamentares com leis e portarias, autorização para venda de terras públicas, flexibilização selvagem das leis ambientais, concessões de portos e de teles.

3.     O único fator de contenção é a perspectiva de queda de Michel Temer. Qualquer sinal de fortalecimento de Temer significará uma ampliação desmedida dos processos de assalto aos cofres públicos.

Peça 2 – Temer é insustentável

Por qualquer ângulo que se imagine, só há uma certeza inabalável: o governo Temer é insustentável.

Ele comanda uma organização criminosa que se aboletou no comando do país. É o grupo que chantageou todos os governos eleitos, desde a redemocratização, composto por políticos sem compromisso de país empenhados exclusivamente em fazer negócios.

Mais que isso, não parou depois de assumir o cargo. Levou para dentro do governo seus próprios operadores pessoais. E foi flagrado combinando acertos com Joesley Batista, da JBS, todos os passos documentados: a indicação de Rodrigo Loures, como seu homem de confiança; o acerto de taxa de sucesso, se o pleito junto ao CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico) fosse acolhido; e o pagamento de propina, em dinheiro, devidamente registrado pela Polícia Federal.

Em qualquer outro país, o escândalo levaria multidões à rua, a vergonha se espalharia pelas páginas de jornais, revistas, pelas imagens de TV, pelos programas de rádio.

No entanto, com o controle do governo, Temer apossou-se de um conjunto de poderes que estão sendo utilizados para impor as negociatas. A organização Temer ganha salvo-conduto para depenar o Estado.

Enquanto persistir com o Executivo na mão, há o risco do mesmo poder corruptor ser exercido sobre outras instâncias, além do Congresso e da mídia. É evidente o chamado periculum in mora para a democracia brasileira.

Peça 3 – as eleições indiretas

O risco de eleições indiretas seria subordinar a presidência à mesma quadrilha parlamentar.

Ora, hoje em dia a presidência está entregue ao alto comando dessa quadrilha. Por tal, se entenda o pessoal mais profissional no exercício da corrupção política, que mantém a grande articulação do assalto sistemático ao Estado.

Na pior das hipóteses, mantém-se o polvo sem cabeça, se dá um freio nesse assalto indiscriminado ao país e de impõe um mínimo de recato na vida pública.

Na melhor das hipóteses, há a possibilidade do novo eleito promover um mínimo de conciliação, visando pacificar o país com vistas às eleições de 2018.

Peça 4 – as eleições diretas

Nada tira a legitimidade do voto direto.  O que se discute são as eleições diretas agora ou no próximo ano.

A vantagem das eleições diretas seria promover uma reaglutinação de forças e voltar a discutir o futuro. O inconveniente seria reacender o clima bélico da polarização, além de acirrar o protagonismo político da Polícia Federal e da Lava Jato. E, no quadro atual de desestruturação partidária, a possibilidade de abrir espaço para aventureiros.

Peça 5 – a saída ideal

Qualquer saída – diretas ou indiretas – terá que levar em conta a resultante final: eleições gerais com regras que impeçam a manutenção do controle do Congresso pela bancada eleita por empreiteiras e pela JBS.

A saída ideal seria uma Constituinte exclusiva, com candidatos eleitos pela população para um mandato de no máximo dois anos, não podendo voltar a se candidatar.

Seria a maneira da sociedade brasileira assumir o controle, dar uma arrumação geral na casa e devolver a política aos políticos profissionais.

É um tema capaz de mobilizar o Ministério Público, para impedir abusos de poder econômico, e abrir espaço para novas referências em uma sociedade em que os melhores nomes não têm espaço dentro do universo de banalidades criado pela mídia e pelas redes sociais.

 

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102 comentários

Comentários

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Valdson

"A saída ideal" só pode

"A saída ideal" só pode começar pela anulação do golpe e o retorno da presidenta legítima, eleita em eleições diretas para governar até 2018.
Qualquer saída que não comece por isso é no mínimo a aceitação do golpe, e não tem nada a ver com saída ideal.
#AnuleOGolpeSTF
#VoltaDilma

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Saída ideal

Excelente análise, Nassif. Concordo plenamente com a "saída ideal" e acrescentaria na reforma política o fim da reeleição, o maior desastre criado por FHC.

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SEGUE A VALSA: MORO, JANOT E FACHIN NO "BAILE" DO "ACORDÃO"

SEGUE A VALSA: MORO, JANOT E FACHIN NO "BAILE" DO "ACORDÃO" VOL. 2

Por Romulus & Núcleo Duro

Como temos registrado no blog, houve nos últimos dias muitas “piscadelas”, de um lado, e “exibição de músculo”, do outro, entre os diferentes atores do “baile” do acordão possível. E segue a valsa!

Eis a atualização com os fatos desta semana. Incluindo: TSE, Henrique Alves, denúncia de Temer ao STF pelo PGR e... Forças Armadas (!).

 

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R R

Brasil

Quanto ironia, Nassif! Com esse posto você afirma que o combate à corrupção levou à mais corrupção.
Mas essa não é a visão empreendedora.
O combate à corrupção fomentou um novo governo de oportunidades. Portanto é preciso ser oportunista.
 

 

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Generalizada podridão

 

A essa altura dos acontecimentos, depois de tudo que já foi divulgado e publicado, é para acreditar, que no que diz respeito as importantes pessoas jurídicas e físicas, instituições e empresas privadas que ainda continuam demonstrando grande apoio ao governo golpista, possivelmente, estão sendo “motivadas” por muita grana do governo (com a dívida pública só aumentado), ou continuam visando grandes maracutaias tipo privatizações a preços de bananas, dentre outras tantas. Só pode ser.

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Gonzales

A PF e o MP já teriam provas da JBS antes da JBS ...

... Fazer acordo de leniencia e antes do Batista fazer delação, está cristalino o que aconteceu, a PF e o MP conseguiram provas que condenariam os donos da jbs, vem a pergunta lógica: Por que foi feita a delação ? Simples para não prender os donos da jbs, quais motivos a PF e o MP tem para não prender os donos da jbs ? Se a PF e o MP não realizaram o seu trabalho de fazer a lei ser cumprida, a PF e MP cometeram crime, todas as pessoas ou instituição que geralmente cometem um crime, comete o crime para ter algum retorno de alguma ordem ou cifra. Os estadunidenses utilizam uma frase adaptada do frances : " Siga o dinheiro e descubra o crime ". Se alguém seguir as pessoas do MP e da PF que descobriram essas planilhas encontrará algum dinheiro ? Pois o crime é notório !

 

Ou a PF e o MP passou a informação para as organizações groco e groco tendo como o seu maior parceiro comercial os donos da JBS, passou essa informação para os donos da JBS.

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Revolução republicana!

A corrupção explícita do homem da mala e assessor de Temer é a imagem recorrente do fim de uma Era. Urge agora, construir uma Repúbiica. Povo na rua com eixos já consolidados no imaginário coletivo e uma constituinte para estabeler a Vontade Geral. O objetivo é um pacto social redefinindo a política e o Estado. Ética na política, fim de privilégios monárquicos, diminuição da desigualdade absurda, cidadania para todos, fim da impunidade etc...etc...As condições objetivas e subjetivas para tal revolução estão dadas.  Eleições diretas e gerais pode ser o começo.   

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NOVA “CONSTITUINTE”? ALERTA PRO GOLPE!

NOVA “CONSTITUINTE”? ALERTA PRO GOLPE!

Por Romulus

Do GGN:

>> Xadrez de um país controlado pelo crime organizado
Por Luis Nassif
(...)
A saída ideal - Qualquer saída – diretas ou indiretas – terá que levar em conta a resultante final: eleições gerais com regras que impeçam a manutenção do controle do Congresso pela bancada eleita por empreiteiras e pela JBS. A saída ideal seria uma Constituinte exclusiva, com candidatos eleitos pela população para um mandato de no máximo dois anos, não podendo voltar a se candidatar. Seria a maneira da sociedade brasileira assumir o controle, dar uma arrumação geral na casa e devolver a política aos políticos profissionais.

*

Comentário crítico:

 

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Cansada !

Estou mais cansada que o Dória , quando fazia aquela campanha (linda, por sinal rsrs) do cansaço contra o PT, ou agora de tanto varrer ruas, correr de cadeira de rodas, dirigir sem carteira, etc. etc. e ainda aumentar o nº de acidentes nas marginais.

Aff !

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lenita

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Hydra.

Brasil, o país dos polianas...

Nassif, não tomo suas preocupações como ilegítimas ou ingênuas, nada disso...Poucos jornalistas como você merecem o benefício da dúvida quando cometem erros...

A maioria, bem sabe você, é composta por uma malta de canalhas de estirpe desprezível...sobram pouco, e isso pode ser constatado com um breve olhar sobre nossa mídia comercial...

Como não se pode imaginar uma mídia sem a cumplicidade dos jornalistas, é óbvio que o estado avançado de putrefação que emana das latrinas editoriais do país é um horrendo reflexo dos zumbis que dentro delas perambulam, repetindo mantras encomendados pelos patrões...

Fiz esse "nariz de cera" (no jargão de vocês) para dizer o seguinte...Se não fosse você o autor, acho que nem merecia comentário, mas um sonoro palavrão... extraindo do seu próprio texto um trecho que o desqualifica por completo:

 

"(...) O inconveniente seria reacender o clima bélico da polarização, além de acirrar o protagonismo político da Polícia Federal e da Lava Jato. E, no quadro atual de desestruturação partidária, a possibilidade de abrir espaço para aventureiros.(...)"

 

Meu amigo (desculpe a intimidade), é justamente essa necessidade atávica de sempre buscar uma solução "pacífica" e menos dolorosa que é a raiz de TODOS (repito, TODOS) os nossos problemas, direta ou indiretamente, desde que nos entendemos como um Estado soberano (uns dizem 1808, outros 1822)...

Esse pavor ao dissenso e/ou ao conflito é que nos condenou a manter os explorados como párias eternos, desde que o façamos com boas maneiras, ou pior, com péssimas maneiras, mas desde que com a "maquiagem" correta...

Talvez o único avanço que o golpe e os fascistas da república dos paranazi possam legar a essa país seja, justamente, o acirramento das tensões de classe, o que pode, se fizermos nosso dever de casa, gerar um ambiente de contestação e engajamento social necessário a romper esse pacto caracu que vigora desde 1500 (a elite com a cara e o povo...com a rima)...

Não, Nassif, experimentamos muito, mas muito pouco avanço econômico e social, mas que devido ao nosso enorme passivo histórico pareça um passo gigante...

Nosso tratado constitucional de 88 estava fadado a levar o país onde levou...Não sou daqueles que se inclinam a teleologia do "viu, eu avisei", mas o fato é que as sementes "do mal" foram plantadas lá por um enfático e eufórico Ulisses Guimarães, ele mesmo parte desse pacto que, antes de mais nada, se dedicava a tratar os assassinos da ditadura com reverência covarde...

São 50 mil mortos por ano, maioria de pobres e pretos, desde então, assassinados a sombra da chamada Constituição Cidadã...putz, como isso é possível????

A tortura é prática recorrente...

A única diferença talvez é que a barbárie diária praticada por delegados, juízes e promotores contra os pobres atingiu camadas da população que antes nunca imaginariam  ver uma cela por dentro...e isso não é para ser comemorado...

Quer um exemplo da nossa (SUA) capitulação? Eis novo trecho do seu texto:

"(...)É um tema capaz de mobilizar o Ministério Público, para impedir abusos de poder econômico, e abrir espaço para novas referências em uma sociedade em que os melhores nomes não têm espaço dentro do universo de banalidades criado pela mídia e pelas redes sociais.(...)"

Não, dileto editor, não se chama os canibais para debater o menu do jantar...

O ministério público tem que ser alijado, esquartejado, recosturado para só depois ser (re)incorporado às suas funções habituais...

Como assim devemos procurar uma saída que mobilize esses fascistas????

Nosso problema não é a intedição de nomes pela "banalidade do mal"...precisamos de uma ruptura violenta que coloque controle do Estado nas mãos de quem mais precisa dele...

 

PS: falar em abuso de poder econômico em eleição em sistemas capitalistas é como buscar freiras em casa de tolerância ...bem, há aquelas que podem usar o hábito pelo preço certo, então...

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Álvaro Noites

Nossos patroimonialistas

Nossos patroimonialistas jamais abrirão mão de seus privilégios pacificamente.

Ou melhor dizendo, JAMAIS abrirão mão de seus privilégios.

Infelizmente, tendo a ver que é quase impossível uma mudança cultural e estrutural de poder no país que não seja feita de modo violento.

Triste isso, era feliz quando acreditava que tinhamos instituições e homens públicos com senso de nação. Hoje está claro de que não passam de meros sanguessugas do erário público, que encaram bens públicos como sendo suas propriedades.

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Muito bom!

Hydra, excelente! Excelente!

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Pedro Augusto Pinho

PENSEMOS EM NOSSOS NETOS

A MEDIOCRIDADE QUE NÃO DEIXA PENSAR NOS NETOS

Parece realmente incrível que as pessoas, presas a seus umbigos, não vejam a destruição social, econômica, psicológica, moral e até das nacionalidades, provocada pela ação do sistema financeiro internacional, a banca, em toda humanidade. O que ainda considero pior é que escolhem, em total desacordo com a contemporaneidade, fantasmas, sem qualquer efetividade, para se escusarem de enfrentar a cruel realidade desta “nova ordem mundial”. Ora é o comunismo, como se Cuba ou a longínqua e desconhecida Coreia do Norte estivessem nos invadindo, ora o Foro de São Paulo, um grupo de intelectuais, políticos e sindicalistas, mais ingênuos e desprovidos de força do que o Grupo Bilderberg ou a Comissão Trilateral. Enfim, buscam mascarar a banca, que é presente e destruidora, procurando piolho em cobra, que, por sua natureza, está lhes envenenando.
CRISES DO CAPITAL E AUTOFAGIA ECONOMICO-FINANCEIRA
Na análise de Youssef Cassis (Les Capitales du Capital, Slatkine, Genève, 2006) é a partir de 1918, com o fim da I Guerra Mundial, que Nova Iorque sucede Londres como a capital do capital financeiro. A fundação do atual JP Morgan Chase, por John Pierpont Morgan, em 1895, é dada como início desta nova era da banca.
Não faremos história, apenas apontaremos alguns fatos que esclareçam, a quem ainda duvidar, o empoderamento das finanças sobre a economia e todas as ações humanas neste último século (1917/2017).
Uma característica, herdada do financismo colonial inglês e ampliada nesta globalização vigente é da destruição das nacionalidades. Não se pense em maldades, a banca não tem emoções, é pura racionalidade administrativa. Enfrentar leis e regulamentos nacionais envolve custos, menos agilidade operacional, adaptações a burocracias distintas, enfim, uma série de óbices que podem ser extintos com a universalização dos procedimentos. E qual melhor regulamento do que a desregulamentação? Ampla, geral, irrestrita. Pronto, estamos no Estado Mínimo, antecessor do Nenhum Estado. Exemplo: Líbia, Iraque, União Europeia (ainda em processo), e, a passos largos, o Brasil pós golpe de 2016.
A moeda é outra vertente. Após a II Guerra Mundial colocou-se o dólar como a moeda da universalização financeira. Conseguiu-se muito, muitíssimo. Mas, felizmente, a banca também comete erros e pode ser enfrentada com sucesso. Vejamos o monopólio do dólar sobre o petróleo. Era, e ainda o é, em grande parte, a moeda das transações do “ouro negro”. Com isso, todos os países mantinham, sob diferentes formas, reservas em dólar dos Estados Unidos da América (EUA). Mas não só os países importadores, todos os exportadores também acumulavam dólar, o que levou a uma situação de pletora de dólares e, em consequência, uma repatriação da moeda. Lembram De Gaulle? Foi também por sua ação que o Presidente Nixon, em 1971, revidou desligando o dólar do seu lastro em ouro (US$35 por onça troy), e provocando uma sucessão de crises econômicas. O Brasil, dos governos militares, foi um dos grandes prejudicados, fortalecendo a oposição, que já contava com suporte neoliberal (que pena não poder culpar o petismo ou o bolivarianismo!). Outro exemplo está na destruição do Iraque. Recordemos que Saddam Hussein, em novembro de 2000, decidiu vender o petróleo iraquiano em euros. E, não por acaso, Paris e Berlim não se associaram a Washington, em 2003, contra o Iraque. A geopolítica do petróleo, por muito tempo, esteve vinculada à hegemonia do dólar.
Vê-se pois, que também repercutem, na moeda da banca, os seus fracassos e a dificuldade de manter as crises que a alimentam. Talvez esteja aí a febre “bitcoin”. Como dizem os analistas da bolsa: a conferir.
2008 E OS PASSOS SEGUINTES
As “crises” pela ação da banca decorrem, basicamente, de seus próprios objetivos: a apropriação de todo ganho da economia pelo sistema financeiro e a permanente concentração de renda. Mas também está na distância crescente que separa o mundo da economia real daquele da economia dos papéis. Hoje já se perdeu a noção da quantidade de vezes que os barris de petróleo, negociados nos mercado financeiros, superam os efetivamente existentes. Apenas para continuar no exemplo petróleo, pois o mesmo se aplica a toda e qualquer commodity.
Perguntado sobre qual a mais aceita teoria econômica que contrariava o senso comum, o Prêmio Nobel de Economia, Paul Samuelson, respondeu de pronto: a das vantagens comparativas (formulada no século XIX por David Ricardo). Em 1999, quando do encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC), filha do “Consenso de Washington”, em Seattle (EUA), a enorme mobilização popular contestando a OMC, seus projetos e propostas, confirmou o autor do mais popular manual de introdução à economia.
Uma das consequências da imposição da economia liberal, desde os anos 1980, foi o desmantelamento das políticas desenvolvimentistas. Veja o ocorrido na América Latina (AL): as taxas dadas pela variação do Produto Interno Bruto (PIB), para a média da região, foram, entre 1960 e 1980, de um crescimento de 3,1% e, entre 1980 e 2000, de apenas 1,7%. Recordemos que o Brasil, para o primeiro período, sob governos militares, guiou-se por Planos Nacionais de Desenvolvimento (PND). A partir de 1980, com crescente empoderamento da banca, tivemos as políticas financeiras sobrepondo-se às políticas industriais, principalmente entre 1995 e 2000, nos governos de Fernando Henrique Cardoso.
Com a “crise” de 2008, os Estados Nacionais: EUA, Alemanha, Reino Unido, Japão passaram a transferir recursos públicos, originados de tributos, para cobrir os déficits das instituições financeiras: bancos comerciais, bancos de investimentos, seguradoras etc. Genericamente, estes aportes públicos a instituições privadas foram denominados Quantitative Easing (QE), embora sob esta designação apenas se computassem parcelas destes desvios. Ao todo, nos EUA, Reino Unido, Japão e União Europeia, a “iniciativa privada” foi beneficiada, pelo insucesso de suas especulações, com cerca de trezentos trilhões de dólares. E, conforme afirmação de Stephen Williamson, vice-presidente do St. Louis Federal Reserve Bank, em agosto de 2015, esta enorme quantia não acarretou qualquer melhora na economia. E mais, ele confessou que experiências análogas realizadas anteriormente no Japão e na Suíça também conheceram malogros.
PERSPECTIVAS ATUAIS
Poderia discorrer sobre o embate teórico que surge atualmente contrastando o pensamento universalista que a União Europeia é o grande exemplo, com o regionalista ou nacionalista, que a Rússia serve de modelo, e envolve os pensamentos de Jürgen Habermas e David Ricardo de um lado, e, de outro, de Johann Gottlieb Fichte e Friedrich List.
Mas vou tratar do que a mídia brasileira resolveu erigir como a batalha fundamental para o futuro de nosso País: a corrupção ou, contrariamente, pela virtude individual, pela honestidade pessoal.
Pergunto, de início, ao atento leitor: os QEs, recém referidos, seriam instrumentos de probidade administrativa? Ou, propondo mais tecnicamente a questão: transferir os recursos que foram captados da população, sob a forma de tributos - para promover sua segurança, sua educação e seu bem-estar - para cobrir especulações, que a parcela mais rica do país malbaratou, é um ato de lisura, principalmente quando se reconhece que de nada adiantariam para a economia nacional?
A honestidade, colocada como questão individual, pouco significa diante de uma desonestidade institucional, para não se chegar à fraude de uma ideologia.
Aos que proclamam estar o Brasil no ápice da corrupção, eu retrucaria: sempre que nosso País foi dirigido pelo capitalismo financeiro tivemos os picos de corrupção. Isto ocorreu no escravagista Império, na Primeira República - quem discordar pode começar a estudá-la melhor - e após o Governo Geisel. A história das privatizações, que ainda não foi bem conhecida pelos brasileiros, vai revelar o quanto de prejuízo já teve e ainda terá a Nação.
Pensar no futuro do Brasil não é, em hipótese alguma, promover “reformas” que tirem direitos do povo brasileiro e aumentem o poder da banca. É, primeiramente, resgatar a pouca democracia que tivemos, ampliá-la com a construção da cidadania e, em seguida, elaborar planos de desenvolvimento: sociais, educacionais, culturais, econômicos, científicos, tecnológicos, e promover a soberania nacional.
Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

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Xadrez da lucidez

Eh, Nassif, mais direto que isso, so desenhando para o STF e para o povo. Até poucos dias eu estava achando que apos esses audios em que Aécio e Temer foram pegos com a boca na botija, finalmente muitos repensariam o golpe etc. Mas tive a prova viva de que os brasileiros, em parte, continuam seguindo a cartilha da imprensa de que Lula, Dilma, PT em geral é todo corrupto, afundaram o Pais e Temer faz parte deles também! Foi isso que ouvi. Temer esta la por causa do PT e é igual à Dilma. Logo, da para entender que o STF não ira impugnar o impeachment golpista e dar à Dilma o seu lugar de direito. Muitos ainda continuam contaminados pelo antipetismo, cegos e dizendo aos quatro ventos que "esse Pais ai, não tem jeito, não". Toda vez que ouço isso, lembro Drummond:

""Que século, meu Deus!" - exclamaram os ratos

E começaram a roer o edificio. "

E o papel da imprensa nessa cegueira em que muitos se encontram é também ponto a se discutir.

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Re: Rdmaestri, inclui a Campanha da Legalidade no rol dos confli

Re: Rdmaestri, inclui a Campanha da Legalidade no rol dos conflitos, obrigado por contribuir e quem tiver mais a acrescentar ou corrigir que o faça, trata-se de uma corrente que circula no whathsApp e que continha alguns erros, sendo que o tema abrange apenas o período republicano:

 

RESUMÃO DA REPÚBLICA BRASILEIRA

6 CONSTITUIÇÕES FEDERAIS

1891
1934
1937
1946
1967
1988

9 MOEDAS

Réis: até 1941
Cruzeiro: 1942
Cruzeiro Novo: 1967
Cruzeiro: 1970
Cruzado: 1986
Cruzado Novo: 1989
Cruzeiro: 1990
Cruzeiro Real: 1993
Real: 1994

6 VEZES CONGRESSO FECHADO

1891
1930 ~ 34
1937 ~ 46
1966
1968 ~ 69
1977

7 GOLPES DE ESTADO

1889 ~ 2016
1930 ~ 34
1937 ~ 45
1945
1955
1964 ~ 85
2016

1 PLEBISCITO IGNORADO

Venda de armas: 2005

13 PRESIDENTES QUE NÃO CONCLUÍRAM O MANDATO

Deodoro: 1891
Afonso Pena: 1909
Rodrigues Alves: 1918
Washington Luís: 1930
Júlio Prestes: 1930
Vargas: 1945 e 1954
Carlos Luz: 1955
Jânio Quadros: 1961
João Goulart: 1964
Costa e Silva: 1969
Tancredo Neves: 1985
Collor: 1992
Dilma: 2016

30 PRESIDENTES NÃO ELEITOS DIRETAMENTE (também considerando posse de interinos)

Deodoro: 1889*
Floriano Peixoto: 1891*
Prudente: 1894*
Campos Sales: 1898*
Rodrigues Alves: 1902*
Afonso Pena: 1906*
Nilo Peçanha: 1909*
Fonseca: 1910*
Venceslau: 1914*
Rodrigues Alves: 1918*
Delfim Moreira: 1918*
Epitácio: 1919*
Arthur: 1922*
Washington Luis: 1926*
Júlio Prestes: 1930*
Vargas: 1930
José Linhares: 1945
Café Filho: 1954
Carlos Luz: 1955
Nereu Ramos: 1955
Ranieri Mazilli: 1961
Castelo Branco: 1964
Costa e Silva: 1967
Médici: 1969
Geisel: 1974
Figueiredo: 1979
Tancredo Neves: 1985
José Sarney: 1985
Itamar Franco: 1992
Michel Temer: 2016
*Presidentes do Período da República Velha marcado pelas fraudes eleitorais e o coronelismo.


32 REVOLTAS POPULARES, LEVANTES MILITARES E GUERRILHAS

Período Republicano

Golpe Republicano: 1889
Primeira Revolta de Boa Vista: 1892-1894
Revolta da Armada: 1892-1894
Revolução Federalista: 1893-1895
Revolta de Canudos: 1893-1897
República de Curani: 1895-1900
Revolução Acreana: 1898-1903
Revolta da Vacina: 1904
Segunda Revolta de Boa Vista: 1907-1909
Revolta da Chibata: 1910
Guerra do Contestado: 1912-1916
Sedição de Juazeiro: 1914
Greves Operárias: 1917-1919
Levante Sertanejo: 1919-1930
Revolta dos Dezoito do Forte: 1922
Revolução Libertadora: 1923
Coluna Prestes: 1923-1925
Revolta Paulista: 1924
Revolta de Princesa: 1930
Revolução de 1930: 1930
Revolução Constitucionalista: 1932
Revolta Mineira: 1935-1936
Intentona Comunista: 1935
Caldeirão de Santa Cruz do Deserto: 1937
Revolta das Barcas: 1959                                                                                                                                                           Campanha da Legalidade: 1961                                                                                                                                                 Ditadura Militar: 1964- 1985
Combate Armado à Ditadura Militar: 1965-1976
Guerrilha de Três Passos: 1965
Guerrilha do Caparaó: 1967
Guerrilha do Araguaia: 1967-1975
Revolta dos Perdidos: 1976

 

*Como pode tanta gente realmente acreditar q o país sempre foi tranquilão e só agora q está com algum distúrbio?

Para refletir!!

 

 

Voltando ao tema:

 

 

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...spin

 

 

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j.marcelo

Classificação seis

Classificação seis estrelas,Spin !

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Marcelo obgd, eu também achei

Marcelo obgd, eu também achei interessante, faça algumas contas ai e vc verá que tivemos 128 anos de republica, dividindo pela quantidade de golpes de estado, o resultado é: a cada 18 anos tivemos um golpe de estado....divida por quantidade de presidentes que não terminaram seus mandatos: 9....ou seja, a cada 9 anos um presidente não concluiu seu mandato...e pensávamos que o Brasil fosse um pais democrático e republicano....sqn...

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...spin

 

 

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Wolney Castilho Alves

Crime organizado é mote para intervenção?

Nassif, não é estranho e nem despropositado pensar como Pedro Augusto Pinho que já publicou aqui.

Nada como um país com as instituições, todas, comprometidas, para manejar a manutenção de um sistema "travado" em torno de uma não solução. A quem interessa esse caos total?

Não é um grupo político econômico que golpeia o outro para assumir o poder. Seria o enredo clássico. Vejo o desmonte total; nesse cenário em que nos encontramos não haverá classes, ou grupos que levarão à frente o seu projeto. Vejo toda a Nação batida.

Extremamente complexo. Não é projeto de criminosos que tomaram conta do poder. A cena é de extermínio mútuo. E vem a pergunta novamente? A quem interessa essa terra arrasada? Essa Nação sem estado?

Volto a Pedro Augusto Pinho:

"Solução? Povo na rua, esclarecendo o vizinho, o colega, o amigo que quem nos governa é um ente estrangeiro, que tem por objetivo destruir o país, que já o fez na Líbia, no Iraque, no Afeganistão, está fazendo na Síria e, agora, mirou o Brasil. Um país que se deixa levar pela propaganda colonizadora, pelos preconceitos, pela  ignorante classe média e pela cruel elite que já se transferiu para Miami ou Lisboa.

Às ruas. Fora Temer. Diretas já."

É um xadrez jogado com muito conhecimento e experiência. Não há inteligência formada no país para essa trama e foge à razão simples conquistar essa paralisação, esse travamento infernal, esse contexto cujo prognóstico é todos perdem. Talvez a Nação também se perca. Quantos nações cabem nesse nosso imenso, riquíssimo e estratégico território?

Qual a frase que encerra o grande projeto global dos EUA? Acho que foi o Prof. Moniz Bandeira que apresentou: "Um só mundo, um só império".

Um xadrez a ser apreendido imediatamente.
"

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Wolney Castilho Alves

Diretas Já - Frente Ampla Nacional

Reunindo mais de 55 entidades representativas de diferentes setores da sociedade civil, de um amplo es pectro político, conformou-se neste dia 5 de Junho em Brasília a “Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já”, cujas resoluções seguem em anexo, juntamente com a Nota abaixo.

NOTA

Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já

O Brasil atravessa uma grave crise política, econômica, social e institucional. Michel Temer não reúne as condições nem a legitimidade para seguir na presidência da República. A saída desta crise depende fundamentalmente da participação do povo nas ruas e nas urnas. Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político.

A manutenção de Temer ou sua substituição sem o voto popular significa a continuidade da crise e dos ataques aos direitos, hoje materializados na tentativa de acabar com a aposentadoria e os direitos trabalhistas, as políticas publicas além de outras medidas que atentam contra a soberania nacional.

As diversas manifestações envolvendo movimentos sociais, artistas, intelectuais, juristas, estudantes e jovens, religiosos, partidos, centrais sindicais, mulheres, população negra e LGBTs demonstram a vontade do povo em definir o rumo do país.

Por isso, conclamamos toda a sociedade brasileira a se mobilizar, tomar as ruas e as praças para gritar bem alto e forte: Fora temer! Diretas já! E Nenhum direito a menos! O que está em jogo não é apenas o fim de um governo ilegítimo, mas sim a construção de um Brasil livre, soberano, justo e democrático.

Assinam:

Frente Brasil Popular – FBP

Frente Povo Sem Medo – FPSM

Centra Única dos Trabalhadores – CUT

Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG

Associação das Mulheres Brasileira - AMB

Associação Nacional de Pós Graduandos - ANPG

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Lima Gb

Não adianta

O texto do Rômulus mostrou bem que não vivemos em uma democracia. O desenho do Estado brasileiro permite o surgimento de inúmeros Temeres. Quando se tira um indivíduo inadequado que controla uma das partes do poder, há não sei quantos outros na fila, que serão colocados pela mídia como bastiões da ética e da competência de mercado, até aparecer um JBS com sede de vinganca e jogar tudo no ventilador sem ter combinado com us colega tudo. E o ciclo se repete. Estamos nessa desde a suposta redemocratização (?) salvo as exceções petistas. De resto, de Sarney pra cá, quem não entregou o ouro ao bandido?

 

Mantendo esse desenho atual, quem tentar mudar alguma coisa será impedido. PHA, no auge da sua cruzada Dantesca, ao ver a conciliação de Lula com as zelith, já dizia que Lula ia ser o Presidente do Bolsa Família, e só. A mídia fez de tudo para deixá-lo com a marca de o mais corrupto. Não contavam com Temer e Aécio dando esse show de amadorismo e serem pegos no flagrante pelo colega.

 

O judiciário já mostrou há tempos que tem time, que torce, e que cumpre ordens! A rede mais globalizada de televisão já começou a mostrar reportagens sobre como o estado está abandonado, como os serviços não estão funcionando, como a solidariedade é importante, endeusando menos sua santidade o Mercado (essa tem que pagar de imparcial, no matter what!).

 

Ja, já vai ter minissérie sobre como foi dado um golpe de estado em 2016, e como as federações de indústria sempre defenderam a democracia e foram contra a corrupção. Por sinal, se pegaram as grandes construtoras comprando pessoas públicas, será que as grandes indústrias sempre foram ilibadas ou ainda não chegaram nelas?

 

Só muda começando do zero, e tirando o poder dessa turma que efetivamente manda no Estado.

 

 

PS: por que temos forças armadas? Não seria pra defender a costa, o petróleo em alto mar e a unidade da federação? Com entrega do pré-sal e venda de terras a estrangeiros, pra quê forças armadas?

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Só há duas alternativas: Resignação ou confronto.

Não adianta florear mais, o espaço que estão deixando não cria a coluna do meio, ou o povo vai para o cabresto ou passa à revolta.

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BPS

Teoria do Choque

 Eu acho que ainda estamos vivendo a tal teoria do choque, pelo jeito no Brasil ela demora mais que 6 meses.

Eu tenho a impressão que desde Collor a imprensa vem associando a política a tudo de ruim que existe no Brasil, deram uma parada no período FHC para os cargos executivos, mas para o legislativo só bucha. Nenhum bom exemplo, nenhuma discussão mais profunda de por que tantas pessoas sem escrúpulos existiam na política.

Quando o Lula ganhou todo peso foi pra cima do executivo, cada nomeação era esquadrinhada, cada erro supervalorizado e os acertos quando não eram totalmente ignorados eram obra do acaso, da sorte. Veio o mensalão e estava dada a senha para a criminalização do PT, do Lula e da esquerda em geral. 12 anos de ataques cada vez mais pesados, condenações sem prova, vidas destruídas, e aquela onda de ódio sendo gerada, pouco a pouco.

Vieram os protestos de 2013,  estranhamente na época em que houve mais gente com carteira assinada na história e desemprego de 4%. Pra mim os protestos continuam um mistério, parece coisa paga de fora misturada com uma espécie de histeria coletiva. É como se tivesse chegado a hora da colheita de tantos anos de esculacho ao PT, derrepente o que eles tinham visto na TV contra o PT por tantos anos tinha virado verdade, Goebbels venceu.

A Lava Jato surgiu mais ou menos naquela época, uma jovem gerações de juízes, procuradores e policiais federais que talvez nem se lembrem do que era o país antes de Lula, vieram livrar o país do mal. O mal, lógico, representado pelo PT no geral e por Lula no particular. Só que não sei se por falta de noção ou por instruções externas eles entregaram o país para uma quadrilha insaciável, um conluio de psicopatas devoradores do dinheiro público. Ademais a lava jato virou um monstro guloso que precisa se alimentar toda hora e quando começou a rarear petistas esse montro foi bater em outras portas e expor toda hipocrisia dos outros partidos. Isso não reabilitou o PT, mas destruiu a pose de quem se dizia ético.

Por tudo isso acho que a teoria do choque no Brasil é um caso especial e de duração indefinida. Ao longo dos anos foi criado na cabeça das pessoas o mito de que tanto faz quem ganha e quem está "lá" nesse momento porque no final das contas é só o ladrão da vez. A Rede Globo principalmente, mas também o resto da mídia estão nesse trabalho de criminalização e desvalorização da política há pelo menos 25 anos e enfim chegaram onde queriam, um povo tão frustrado e com tanto sentimento de impotência que parece aquele personagem que enquanto a cozinha está pegando fogo continua assistindo seu futebol na sala como se nada tivesse acontecendo.

 

 

 

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A dura realidade

O PSDB parece ser a guia para os demais partidos abandonarem o barco ou não.

Dilma teve 51% dos votos e Aécio 48. Os pobres favorecidos pelas políticas do PT já está demonstrado não saíram nem sairão às ruas nem por eles mesmos. Então  grande parte da  metade dos eleitores  não sairá às ruas e parte da outra metade só sai por reflexo condicionado mas o MBL, o Vem pra  Rua, não chamarão. Pro PSDB está uma maravilha o Temer  fazer o serviço  sujo .  Vão se agarrar a ele sabendo que o povão não liga uma coisa com outra. Eu sei  que o  "meu Guri"  do Chico Buarque e sua mãe são vítimas do capitalismo selvagem mas a canção faz ninar os tucanos que adotaram o Temer e mandaram (déjà  vu) os escrúpulos às favas. Haja esperança na Justiça. 

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Marcelo33

Na política Brasileira,

Na política Brasileira, tirando PT, PC do B e PCO, o resto é puxadinho do PSDB, ou no mínimo, sofre forte influência deste (Inclusive PIÇOL, PSTU e PDT). PPS, DEM, PTB então, o alinhamento é incondicional.

 

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Sergio S Gay

eleicao

Meu Povo,   

 

Como resultado de nossa historia temos  (bem ou mal) a nossa constituicao. Ela determina (embora ser regulamentacao) as eleicoes indiretas.  Qualquer dor que tenhamos que passar neste processo doloroso e de roubos que este pais tem e teve, passou incluive pela nossa esquerda representado pelo PT que nos decepcionou e muito. Agora é melhor a forma da lei (ainda que dura), pelo menos mais uma insituicao nossa sera firmemente testada e ficara em pé. Nao vamos desistir deste Brasil que com muitos ladroes representam sim a cultura de nosso povo há muitos anos. Esta em nosso inconsciente, nas escolas, nas companhias, em casa... é o preco da purificacao ... mas do que já pagamos... Vamos la minha gente..

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(Sem título)

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Alexandre Meloni

Inconsistente

Essa colocação é inconsistente. A Constin]tuição trata do tema em dois capítulos diferentes.

A cassação da chapa leva a eleição direta, uma vez que a feita fica anulada. O STF já deu jurisprudência no caso do Amazonas a pouco tempo.

 

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Meire

Dúvidas sobre a oportunidade

Dúvidas sobre a oportunidade de  diretas já ??? Só se for da oportunidade para os golpistas, que tiraram a presidente Dima de seu cargo e colocaram em seu lugar um bandidão mafioso.

 Eleições Diretas para Presidente da República  ( ou volta Dilma até 1018) e eleição para o congresso sem os fichas sujas.

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Essa história de "Constituinte exclusiva", sei nao...

Foi o Tarso Genro quem lançou em 2013, né? Sei não... Alguem já ouviu falar disso em algum lugar do mundo?

"Constituinte exclusiva" para reforma política??

Mais uma jabuticaba?

E com altas chances de sair bem amarga...

Isso porque uma vez convocado o Poder Constituinte ~originário~ - soberaníssimo, acima de Parlamento e STF - quem é que vai dizer onde começa e onde termina esse tal de "mandato ~exclusivo~" para "Reforma Política"??

Quem vai dizer que eles não podem ~mudar~ essa "regrinha" de mandado de 2 anos sem reeleição?

Aliás... alguém pode me dizer o que, na literalidade, se exclui da palavrinha... "Política"??

Pois me parece o bom e velho "jeitinho brasileiro"... habilidade excepcional para gambiarras e casuísmos ... e que não nos tem dado muito motivo para orgulho na nossa vida institucional recente.

Pior: essa história de "se livrar dos políticos profissionais (essa raça maldita...)" e substituí-los - magicamente? Na Suécia? - por gente "da sociedade" (qual??) cheira muito ao discurso de um JURISTOCRATA... um concursado, "meritocrático", à la Dallagnol.

Estarmos sucumbindo a esse discurso no ~nosso~ campo é péssimo sinal para o prognóstico da guerra POLÍTICA vs. JURISTOCRACIA Mercadista.

Pois é disso que se trata

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Primeiro grande obstáculo:

Vai ser difícil fazer MPF/Judiciário/Mídia desistirem do protagonismo ~político~. Provaram sangue... e gostaram! Pensam os "neo-constituintes" que eles ficarão esperando, candidamente tal qual cordeirinhos, os "representantes do Povo... reunidos em Assembleia Constituinte (!)" virem cortar as suas asinhas?? Ingenuidade ou má-fé de políticos/juristas que querem vender essa panaceia?? Nesta altura já aprendi que um não necessariamente exclui o outro!

Chamada 4/6: atualizado com prisão do Dep. ROCHA - "mala de 500 mil"- LOURES

<<MORO, JANOT e FACHIN dançam no “BAILE” do “ACORDÃO”>>

Como temos registrado no blog, houve nos últimos dias muitas “piscadelas”, de um lado, e “exibição de músculo”, do outro, entre os diferentes atores do “baile” do acordão dos corruptos.

E segue a valsa!

Depois da confirmação, pela fonte de Fernando Morais, de TODAS as nossas especulações, surge mais uma peça: Nassif revela um dos vários “esqueletos no armário” que empurrarão, ao fim e ao cabo, a PGR e o MPF para esse acordão.

Eis o que foi colocado na mesa de negociação nesta semana.

 

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Não aprendemos nem com nossos erros??

O histórico (como bem qualificou o Nassif) depoimento do Haddad traz muitas luzes sobre o quão tiro no pé é esse discurso "despolitizante" para a esquerda...

Mas parece que algumas pessoas tem dificuldades de aprender até com os próprios erros!

HADDAD DIGERIDO: ANÁLISE DO “DESABAFO” DO EX-PREFEITO DE SP

Mais uma vez o Núcleo Duro, e suas várias mãos, comentam a “novidade” política do momento. Desta vez, o histórico depoimento de Haddad sobre o seu percurso – e frustrações – na Prefeitura.

"Mimimi"?!

 

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Eduardo Outro

Minha primeira opinião: Achei

Minha primeira opinião: Achei fantástica a discussão do Romulus et caterva, caterva do bem, lúcida, válida e inserida no contexto (só entende esses últimos termos, quem tem mais, muuuito mais de 50, e lia "O Pasquim"). Só que essa primeira opinião é uma alisada para a segunda, não sei se lúcida ou válida, mas inserida no contexto.

Segunda opinião, que engloba diversas outras: Considerei estar presenciando uma caterva (não no sentido pejorativo, reintero) de Feolas discutindo, em alto nível, técnicas e táticas para o NOSSO time. Alguns ainda perceberam que no campo há OUTRO time mas me pareceu que ninguém prestou muita atenção no juiz, bandeirinhas e principalmente nas arquibancadas, vips ou populares, muito mais importantes que o próprio time adversário. Para se chegar ao gol há de, não como regra, mas como instrumento de defesa, chutar a parte central entre o joelho e o umbigo do adversário, pressionar com qualquer meio os juizes e bandeirinhas para que não favoreçam o outro time e encantar as arquibancadas para que estejam do nosso lado, como no clichê de decimo segundo jogador. E como fazer isso ? No ponto em que chegamos não há outro caminho que não seja a savana. Lambamos satisfeitos os lábios como leões, se formos leões, ou tentemos fugir como gazelas, se as formos. O nosso verdadeiro problema é de identificação. Quem somos ?  O que somos ?

 

 

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Coloca lá tb, Eduardo!

Poxa, coloca esse seu comentário lá na seção de comentários do próprio artigo tb, vai??

To contigo e não abro:

>> Lambamos satisfeitos os lábios como leões, se formos leões, ou tentemos fugir como gazelas, se as formos

E também na dúvida Hamletiana:

>> O nosso verdadeiro problema é de identificação. Quem somos ?  O que somos ?

Quando vejo Boulos, secundado por distintos professores de Ciência Política, dizer que "Lula ~tem~ que fazer muito mais se voltar em 2014!", eu, humildemente, pergunto:

- "Lula ~tem~"?

- "Tem" mesmo?

Pois eu no lugar dele ia curtir as últimas décadas da vida com os netos, sabe...

Se não o prenderem (arbitrariamente), Lula estará muito bem, obrigado.

E "nós", a(s) esquerda(s)??

(sempre no plural...)

Elas ~sobrevivem~ no Brasil de hoje sem Lula?

Nunca é demais repetir Ortega y Gasset:

"Entre o ser e o crer que já se é vai a distância entre o sublime e o ridículo". 

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Eduardo Outro

A coisa mais simples,

A coisa mais simples, Romulus, para os Feolas, é  sentarem no banco e falar que é para o goleiro rolar a bola para o meio campista que estica para o garrincha na direita, ele dribla 4, desvia da zaga e entorta o goleiro adverário que vai para o canto contrário ao da bola que mansamente atinge o fundo das redes. E se o garrincha não fizer assim, pronto, é um perna de pau. Podemos contestar o Nassif, sempre lúcido, sempre válido e sempre inserido no contexto, nesse clamor por Constituinte Exclusiva ? Não, não há o que contestar; e o Nassif está a mil anos-luz dos feolas !  E questioná-lo ? Sim, como você o questiona ! Há garantia de que os constituintes garrinchas marcarão os esperados gols? Os juizes e bandeirinhas cumprirão as leis da partida ? A arquibancada vip assistirá à partida fleumaticamente ou tentará comprar o resultado, como faz desde que o futebol foi inventado ? Mesmo o povão da "popular", torce para o nosso time ? Promulgue-se essa hipotética Constituição. Dependendo de como foi elaborada podemos ter no dia seguinte um país inteiro vivendo sob o tacão de leis constitucionais draconianas, e domesticado por força da Lei. Ou, se deixar-se intactos os direitos conquistados, 1/2 país vai dizer que, sim, chegamos à Venezuela. Quando se fala que Doria se elegeu por influência da midia, da plutocracia, do marketing, concordo sim, mas, acacianamente, ele se elegeu mesmo por causa dos votos dos paulistanos. Dizer que foram enganados, que não sabem votar é uma ilusão, paulistano não é enganado e sabe votar muito bem. Nós que nos enganamos ao imaginarmos essa bobagem. Eles querem aumento da velocidade, exclusão, rua para carros, querem Doria. Acabar com "cracudos" ? 80% a favor ! E a solução ? Não sei, nem uma solução feola arrisco. Mas o caminho eu sei, e algo meio indefinível internamente me diz que estou certo. O caminho é o da Savana, Pode até ser que a contenda seja entre leões e leões e não entre leão e gazela. O local não há dúvida, é nas Savanas. É o lugar onde, mesmo que tenhamos alguém mais experiente que nos guie, mais forte que nos proteja, teremos que contar principalmente conosco mesmo.

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Clap, clap, clap

Repito meu apelo: coloca la na seçao de comentarios do artigo do Haddad no meu blog PLEASE!

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Eduardo Outro

Caro Romulus, sou do tempo do

Caro Romulus, sou do tempo do transitor, da Parker 51 e da Lettera 22. Quando ligo o computador sinto-me como personagem do "Black Mirror". Portanto, não sei como fazer para mandar para o seu blog o que escrevi neste. Então, fui lá, no seu blog, trancrevi, cliquei o "salvar", aguardei o "seu comentário está na fila...etc. etc., e nada !  Fiz isso mais 2 vezes... e nada ! Acrescentei Kafka ao meu Blackmirror. Estou com hora marcada no psiquiatra devido uma síndrome de perseguição computacional, este em que estou escrevendo já está me fazendo umas caretas horrorosas. Só não quis deixar você sem saber o porquê de não ter atendido seu pedido. Grande abraço, e, rumo às Savanas !

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Carlos Alberto Freitas Lima

EM TUDO DE ERRADO NO MUNDO TEM O DEDO DOS EUA.

De tudo se fala, de tudo se escreve e de tudo se comenta, porém, tudo de ruim nas nações e seus autoconsumo em crises, há o dedo infernal dos EUA. Porém também todos se calam, pois comentem o equívoco de achar que todo aquela beleza e desenvolvimento de tio San não custa a vida de milhões de vidas de inocentes, todos se calam pois gostam de se esbaldarem e sentir-se refletidos pelas luzes da 5ª avenida ou por simplesmente assistirem CSI e se conduzirem ao irreal. Infelizmente não é só a elite que é tola. O método americano é conhecidíssimo, eles descobrem os bandidos nos países, depois os usam para fins espúrios, e como só eles sabem quem são porque foram eles que criaram, aí massivamente usam um vasto sistema de comunicação para se posarem de mocinhos e passas a combate-los sem os destruir, pois continuaram usando os seus serviços. Vejam Al-Qaïda, Exército islâmico, e muitas células de terrorismo e de ORCRINs mundo a fora, tudo isso de alguma forma tem o dedo americano. Portando não são os países que criam esse XADREZ ele é amplamente usado pelos EUA para seus fins geopolíticos. É sempre assim e todos sabem, porém, a mídia tem medo de falar pois todos querem ser correspondentes lá. É O VISTO ESTÚPIDO, É O VISTO.

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quadrilha

Nassif, voce citou uma parte, e pequena, do crime organizado. Faltou a de capa preta, a principal.

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Crime organizado por Michel

Crime organizado por Michel Temer e seus estúpidos ministros?

Discordo.

A quadrilha tucano/peemedebista que assaltou o poder é tão desorganizada que está esfarelando entre os dedos da mídia alternativa. 

Organização criminosa intocável no país só existe uma: a grande mídia corporativa, que sempre esteve associada ao poder político e à corrupção, que sempre lucrou à custa do erário público e que está sempre pronta para descartar qualquer político que se tornou sujo demais para poder continuar a realizar sua parte da barganha (garantir estabilidade política e lucros aos barões da mídia).

 

 

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Que Temer precisa sair não há

Que Temer precisa sair não há dúvida. O problema é que sob o ataque da mesma Globo que derrubou a Dilma ele não caiu. Tem uma força maior do que a Globo segurando o corrupto na presidência. Se esse homem fica no poder, a vitória dos bandidos traidores da pátria será acachapante e sabe-se lá no que se transformará esse país. Parabéns ao judiciário, parabéns aos inquisidores de curitiba, parabéns para a elite brasileira, parabéns a classe que se veste com a camisa da cbf corrupta Acho que vai todo mundo se encontrar em Miami, onde Barroso e Joaquim Barbosa já veraneiam.

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Vera Lucia Venturini

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Junior 5 Estrelas

Bem Dona Vera,o

Bem Dona Vera,o Prof.Boaventura de Souza Santos,o mais brilhante cientista politico da atualidade,vem a publico conclamar,que no Brasil a batalha se dará nas ruas,isto é,a Democracia Brasileira depende do assfalto.Esqueça o resto para a senhora não se estressar.

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Marcelo33

"Ele comanda uma organização

"Ele comanda uma organização criminosa que se aboletou no comando do país. É o grupo que chantageou todos os governos eleitos, desde a redemocratização, composto por políticos sem compromisso de país empenhados exclusivamente em fazer negócios." "Ora, hoje em dia a presidência está entregue ao alto comando dessa quadrilha. Por tal, se entenda o pessoal mais profissional no exercício da corrupção política, que mantém a grande articulação do assalto sistemático ao Estado." É assim que nosso povo DE MERDA quer combater a corrupção, entregando o estado para o controle direto dos bandidos. Merecemos tudo o que estamos passando por ser um amontoado de lesas-pátrias e traidores. Lembrando que o povo APROVOU amplamente essa quadrilha em outubro de 2016. 

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andre r st

Com Temer a destruicao do

Com Temer a destruicao do meio ambiente é assustadora

https://www.instagram.com/p/BU9sPD_Fwoc/

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A volta da Dilma seria o

A volta da Dilma seria o resgate da democracia e o fim do golpe.

Normalidade Democrática.

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Décio Rangel Moreira Cavalcanti Júnior Rangel Moreira Cavalc

Volta de Dilma Roussef

Com esse Congresso, seria sacrificante para todas as opções. O meu voto foi jogado no Lixo (votei em Dilma), desde o ano passado. Reverter o Golpe, resgatando o que for possível, ou seja, possibilitar daqui em diante, a alternativa que venha resgatar a Democracia. Se quiserem Dilma Roussef para esse sacrifício, governar com o Congreeso nacional, contra o seu governo é de total insensibilidade. Como diria, Nelson Rodrigues. Combinaram com os Russos? É a mesma coisa de um casal de 50 anos, que ainda não conseguiu sucesso em ter um filho biológico. Vai continuar tentando os tratamentos, ou vai partir para uma adoção? São respostas, que cada um deveria refletir, para discernir a sua resposta.

Mais sensatez nesse momento, para resgatar a democracia.

#DiretasJa

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Valdson

No dia do depoimento do Lula

No dia do depoimento do Lula em Curitiba, a Dilma foi perguntada no palco se estava pronta pra voltar, e respondeu que a qualquer momento. Em abril ela adicionou ao processo no STF a confissão do Temer de que Cunha só aceitou o pedido de impeachment por que o PT não iria salvá-lo no conselho de ética. Em maio, após serem reveladas as gravações e provas dos crimes do Temer, e a compra de parlamentares para votarem pelo impeachment, ela incluiu ao processo novo pedido de liminar para retornar à presidência, e urgência no julgmanto do mandado de segurança. Essa mulher foi torturada por 3 anos na ditadura, sem entregar ninguém, aguentou firme todo o processo de golpe, durante o qual foi duramente atacada 24 horas por dia, ficou 12 horas no senado se defendendo, é muita falta de respeito dizer que ela não quer voltar ao cargo para o qual foi eleita.

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A alternativa menos


A alternativa menos traumática, no estágio em que o País se encontra, seria o STF criar vergonha na cara e anular o afastamento da presidenta legitimamente eleita.

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Paulo F.

Da série perguntar não ofende

O vice vem junto no pacote?

Acho que nem Dilma deseja  tal solução!

Só quer correção do que foi feito com seu nome!

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No meu entender seria a ínica


No meu entender seria a ínica forma de concertar o erro cometido, se ela quer ou não, deixa de ser importante, no estágio atual a corda tem que esticar até romper, nossas instiutições já foram desmascaradas, grande parcela da população esta ciente.

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Americano sabe de uma coisa

Americano sabe de uma coisa que o brasileiro não sabe: defender, desde o berço, o interesse nacional e a geopolítica mesmo que a qualquer preço: na falta da farinha, primeiro o meu pirão, de forma que, com a tal cooptação sic cooperação internacional o Brasil não consegue processar nem mesmo os pilotos do Legacy que derrubaram o avião da Gool e matou centenas de brasileiros.

Do site da AGU:

AGU e Itamaraty atuam em conjunto para que EUA processem e punam piloto do Legacy

A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério das Relações Exteriores estão atuando em conjunto no Conselho da Organização da Aviação Civil (OACI) para que os Estados Unidos processem o piloto do jato Legacy que colidiu com aeronave da Gol, em 2006. O acidente deixou 154 mortos.

A OACI é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por estabelecer regras para o uso do espaço aéreo, bem como os direitos e deveres dos países membros no que diz respeito à aviação civil.

A atuação do Estado brasileiro é baseada na Convenção de Chicago de 1944, que rege as relações internacionais envolvendo aviação civil em quase todo o mundo. O artigo 12 do documento preconiza que os países signatários devem garantir que as aeronaves matriculadas em seu território cumpram os regulamentos de voo, além de se comprometerem a processar as pessoas e empresas que violem as regras do setor.

Mais de dez anos após o acidente, contudo, o Brasil não foi informado sobre a adoção de qualquer medida administrativa ou judicial contra o comandante da aeronave (o piloto Joseph Lepore) ou a empresa proprietária do jato (ExcelAire) que cumpra o disposto no artigo 12 da Convenção de Chicago.

Os Estados Unidos apresentaram uma objeção preliminar à requisição brasileira, argumentando que ela estaria prescrita e que, desde o incidente, já expediu orientações internas para a operação segura de jatos Legacy. As ponderações não convenceram o Estado brasileiro.

“O Brasil sustenta que os Estados Unidos nada fizeram especificamente contra os infratores, a despeito de diversas evidências de que suas condutas violaram as regras brasileiras”, resume a advogada da União Fernanda Menezes, diretora-substituta do Departamento Internacional da Procuradoria-Geral da União (DPI/PGU), unidade da AGU que atua no caso. Ainda de acordo com a AGU, não há, na Convenção de Chicago, qualquer previsão de prescrição para o direito de acionar o conselho da OACI.

Atualmente, o processo está em uma fase de juízo de admissibilidade, ou seja, etapa na qual o conselho irá decidir se é possível apreciar a requisição brasileira. Caso as objeções dos Estados Unidos sejam rejeitadas, o organismo internacional passará a analisar o mérito do pedido brasileiro.

Existe uma expectativa de que a requisição brasileira possa ser analisada na próxima reunião do conselho, prevista para ocorrer em junho, no Canadá.

Raphael Bruno

 

http://www.agu.gov.br/page/content/detail/id_conteudo/559014 

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