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Xadrez em tempos de impasse na novela do golpe

Atualizado às 10:20 com pequenos acréscimos

Não tem saída fora da negociação política

Elemento 1 - O jogo político empatou.

As últimas manifestações populares, de juristas, intelectuais, a favor de Dilma Rousseff indicam um empate do jogo. Sem acordo, ninguém leva, todos perdem e o país incendeia.

As arbitrariedades da Lava Jato, a sucessão de álibis para derrubar Dilma, consolidaram em parte relevante do país a percepção de que qualquer saída que implique em derrubada de Dilma ou humilhação de Lula será vista como golpe.

A ideia de "acabar com aquela raça" (apud Jorge Bornhausen) significaria alijar 30% da população  do jogo político. É factível? Evidente que não.

Por outro lado, a derrubada do impeachment não será suficiente para garantir governabilidade a Dilma, com baixa credibilidade e submetida às suas próprias limitações e à uma oposição ensandecida que continua querendo ver o país pegar fogo.

Elemento 2 – mesmo que a Câmara vote o impeachment, a presunção da legalidade virou pó.

Houve uma orquestração nítida entre a parte operacional da conspiração – o consórcio mídia-Lava Jato- com a parte institucional – Congresso, TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e TCU (Tribunal de Contas da União).

No início deste ano, o consórcio mídia-Lava Jato planejou uma blitzkrieg estimulando movimentos de massa que desmontassem as defesas do governo, permitindo que o braço institucional da conspiração liquidasse a fatura no Congresso ou no TSE, com algo similar ao Fiat Elba.

A pressa em deixar o campo preparado para o fim do recesso fez a Lava Jato precipitar-se, atropelar procedimentos e expor seu lado político.

Foi uma série de trapalhadas:

1.    O avanço sobre a lavanderia Mossak Fonseca, que obrigou os bravos, intimoratos, corajosos e isentos procuradores e policiais federais baterem em retirada humilhante, quando no fim do túnel encontraram indícios contra a família Marinho.

2.    Os factoides desmoralizantes no sitio de Atibaia, como manchetes sobre pedalinhos, barcos de alumínio.

3.    Finalmente quando decidiram promover o ápice da comoção popular, para acelerar a agenda policial, com a condução coercitiva de Lula e o vazamento dos grampos.

Ali rompeu-se o pacto que segurava a operação.

As arbitrariedades despertaram, finalmente, a consciência jurídica e a reação contra o golpe. Inspiraram não apenas grandes manifestações de rua, mas manifestos de juristas e críticas de Ministros do STF, como Marco Aurélio de Mello e Teori Zavascki.

No âmbito do Ministério Público Federal, figuras referenciais, como o ex-Procurador Geral Cláudio Fontelles, romperam a blindagem corporativa criticando os abusos.

Em seguida foi a vez do novo Ministro da Justiça Eugênio Aragão, criticar os vazamentos. Aragão é subprocurador, e sempre teve posição crítica em relação aos abusos e excesso de protagonismo de procuradores imaturos.

Provavelmente houve uma tentativa do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, de chamar os procuradores da Lava Jato à razão, conversando. Mas, àquela altura, o excesso de visibilidade tinha criado semideuses ou semimonstros de vaidade (ou protagonistas do BBB, segundo Aragão) que só respondiam à turba. Provavelmente foi o que obrigou Janot a uma nota duríssima para trazê-los de volta ao mundo dos mortais.

A nota de Janot e a postura extraordinária de Teori deverão direcionar as operações para o âmbito da legalidade, reduzindo as manipulações políticas e o sensacionalismo midiático.

Depois que Teori Zavaski acabou com a Operação Pilatos do STF, haverá grande probabilidade de impugnar qualquer votação de impeachment que não contemple as hipóteses previstas na Constituição.

Elemento 3 - a crise econômica pode se converter em crise financeira.

Estamos alertando há algum tempo para o buraco negro do próximo semestre. Além do avanço do desemprego, começa o vencimento de financiamentos externos e haverá uma inadimplência circular. No auge da bonança, empresas tomaram empréstimo a prime + 3%. Hoje, na melhor das hipóteses, está em prime + 10%. Há urgência para uma operação

Elemento 4 – dúvidas sobre se Michel Temer montaria no burro xucro do impeachment.

Há uma lógica no desembarque do PMDB do governo. O país está dividido. A parte do país que combate o golpe não é integrada por eleitores do PMDB, especialmente em redutos mais fisiológicos, como no Rio de Janeiro. Seus parlamentares sempre foram votados pela parte não politizada da opinião pública - que hoje forma a banda pró-impeachment.

O jogo será decidido na cúpula.

Qual seria o cenário político pós-impeachment com Temer:

1.    Receberia um país conflagrado.

A radicalização política é diretamente proporcional à indignação, quando parte da opinião pública se convence de que as regras do jogo democrático não foram respeitadas. A perda de legitimidade do impeachment trará os movimentos populares para as ruas e, dependendo do nível de repressão, os empurrará para a ilegalidade. Há um risco concreto de volta ao pós-64

2.    No momento em que Dilma caísse haveria uma carnificina entre os partidários do golpe.

Temer teria que administrar a divisão do botim, os favores aos grupos de mídia, as jogadas de Serra, a agenda imposta por lobbies, os cargos para os fisiológicos, sem ao menos ter a legitimidade da legalidade do golpe, sem possuir uma base sólida de apoio.

3.    A guerra política pós-impeachment certamente seria alimentada com dossiês e vazamentos de operação.

A partir do momento que se permitiu a politização da Polícia Federal e do Ministério Público, abriu-se uma porta para caminhos imprevisíveis. E nenhum dos protagonistas escapa dos respingos da operação. Por outro lado, o primeiro ato dos supostos vitoriosos será reduzir as prerrogativas do MPF, da PF e da Lava Jato.`           

4.    No plano jurídico, Temer se converteria no coveiro da Constituição de 1988.

O grande momento de sua vida foi como um dos juristas da Constituinte. Como político, não fez nada de marcante. Com a perda da legitimidade da operação, aceitará ser o coveiro da Constituição e encarar o olhar acusador de Celso Antônio Bandeira da Mello e de outros juristas?

5.    Possibilidade do impeachment ser impugnado pelo Supremo.

6.    Tudo isto tendo pela frente o incêndio lavrado pela crise financeira.

Temer montaria no burro xucro?

Elemento 5 – não se sai da crise sem um novo pacto.

Supondo que o governo consiga os 171 votos na Câmara para barrar o impeachment, o que seria o dia seguinte? Uma oposição ensandecida e irresponsável botando fogo na política e na economia e um governo amarrado pelo boicote no Congresso e pela falta de ousadia na política econômica. E uma economia exigindo medidas heroicas para essa reciclagem de financiamentos, entre outros problemas expressivos.

Em algum momento, todos terão que se sentar e negociar em cima de um plano de salvação nacional. E dando uma saída para os parlamentares que dependem do voto não-ideológico.

Provavelmente a grande moeda de troca será Lula. Ou melhor, a perspectiva Lula para 2018. Obviamente, a decisão exclusiva é do próprio Lula e de sua energia para enfrentar a guerra e tentar consolidar nova maioria.

Seja quais forem os termos do acordo, é importante que o lado responsável da República comece a pensar em saídas. E que os diversos poderes comecem a recolher seus radicais, sob risco de serem atropelados pela própria tropa.

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174 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

 O encontro entre McCarthy,

 

O encontro entre McCarthy, Vichinsky e Caifás

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Aparentemente três homens totalmente opostos, porém iguais na essência. O senador americano, o burocrata soviético e o aristocrata judeu unidos pelo que possuíram de pior estão juntos e atuantes no Brasil hoje. A histeria insuflada, a perseguição política e a defesa de interesses escusos de mãos dadas em prol do sucesso de um golpe de Estado absolutamente contrário aos interesses do país e da maioria do povo. O uso político da operação Lava a Jato não é para renovar o Brasil, mas sim para que ele retorne aos anos 1900. Expelir do processo político qualquer um que defenda em alguma medida os interesses populares. Recriar o velho café com leite, agora representado pelo capital financeiro e pelas empresas de mídia.

No campo político e empresarial os líderes do movimento formam o grupo de choque contra os direitos trabalhistas e sociais, o controle da nação sobre as nossas riquezas naturais e a mudança do sistema político-partidário que propicia o executivo de coalizão e todas as mazelas e malfeitos dele decorrentes. Querem a manutenção do status quo próprio e dos seus feudos, de onde saqueiam os botins que propiciam os recursos para as campanhas comerciais que permitem as suas permanências nos cargos eletivos, e também os contratos favorecidos com o setor público. Em troca oferecem as garantias hoje existentes na relação capital x trabalho, vastas jazidas minerais e abertura total do território à exploração internacional desregrada.

No judiciário e órgãos correlatos a existências de protagonismos incompatíveis com o decoro dos cargos ocupados, a vontade sobrepondo se às leis e a instauração de processos discricionários. A Justiça torna-se mero apêndice e tem o seu valor relativizado para se atingir o objetivo predeterminado. A segurança jurídica do cidadão pode ser relevada caso interfira nos atos persecutórios.

Pairando sobre estes dois agrupamentos e os dirigindo as empresas que controlam a informação sobre os meios tradicionais. Vazamentos seletivos disseminados com o viés adequado, a interpretação viciada dos fatos, o catastrofismo medido, a criminalização pura e simples dos adversários, tudo conforme os seus próprios interesses e também os de aliados, sejam internos ou externos. A versão impingida sobre a sociedade tem o claro objetivo de criar a histeria, não importando que a economia entre em depressão, grupos totalitários apossem-se dos espaços públicos e a insegurança jurídica do outro se transforme em regra.

Os personagens principais vítimas do trio não são os mesmos, mas a turba sim. Nas ruas vemos a mesma multidão que clamou por Barrabás, tal como há dois mil anos, totalmente manipulada. Um arremedo de justiça claramente voltado contra um grupo específico, os demais não vêm ao caso. O expurgo premeditado de uma ala inteira da sociedade para a instauração de um governo devotado apenas aos interesses do alto comando golpista. Este formado pelos Marinhos, da Globo, Civitas, da Veja, e outros; pelos tucanos liderados por José Serra, FHC e Aécio Neves; demais setores da oposição capitaneados por Ronaldo Caiado e Agripino Maia; a rede Marina Silva-Itaú; pelo PMDB de Michel Temer e Eduardo Cunha; a ala do judiciário representada por Gilmar Mendes; os empresários padrão FIESP de Paulo Skaf, etc. Quaisquer que sejam os seus objetivos jamais serão os da maioria da população e os do Brasil.

Um momento histórico, uma farsa prestes a se transformar em tragédia. A junção dos processos de Moscou, da reunião do Sinédrio e das sessões da comissão de assuntos antiamericanos para possibilitar uma nova marcha sobre Roma.

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Faltou o Fator Odebrecht!

Nassif,

Faltou apenas acrescentar mais um aparente fator de pressão para a saída pelo "entendimento político", ou "acordão", dependendo do gosto do freguês: a participação ativa da Odebrecht e qual jogo jogará. A planilha liberada e depois posta em sigilo subirá para o STF pelos diversos nomes com foro privilegiado. Assim, eventual negociação dar-se-á com a PGR e não mais com a "força tarefa" em Curitiba. Bem sabemos que ao MPF-PR só interessa delação que se encaixe no roteiro por ele já traçado. Já sobre a PGR ainda temos dúvida. Ainda mais após a carta de Janot desta semana.

Aspecto interessante: um amigo notou que as planilhas da Odebrecht e notas e offs subsequentes tem saído em veículos de fora da Globo. Como, p.e., Mônica Bergamo mencionando ontem que a planilha de Moro era só um cheirinho e que pode vir por aí material arrolando MP, Judiciário, diplomacia, governos desde os anos 80... que dirá até imprensa. Os veículos da Globo parecem fazer de tudo para tirar o destaque dessas bombas em potencial. Ora, essas bombas são o maior fator de resolução rápida para o problema via "entendimento".

O DCM publicara há mais ou menos uma semana que Emílio Odebrecht teria conversado com João Roberto Marinho sobre maneiras deste socorrer o filho. Este ter-se-ia prontificado a ajudar, desde que os Odebrecht entregassem Lula. Ou seja, delatassem uma narrativa sob medida para a narrativa pre-fabricada do MPF/Curitiba. As movimentações seguintes dos Odebrecht parecem indicar que não aceitaram essa proposta e estão dispostos a dobrar a aposta, colocando à mesa uma bomba H com potencial de derrubar todo o sistema.

Fator Globo após a crise: a Globo entrou nesta briga declarando guerra total. Abandonou todas as cautelas e encampou o tudo ou nada para trocar o governo e eliminar Lula. Não é atitude comum à emissora, que sempre se contentara em manipulações menos pesadas nos últimos anos. Nunca haviam dinamitado as pontes com o governo. Agora não só dinamitaram como salgaram a terra onde essas se erguiam. Sem o desfecho que apoiou abertamente - impeachment de Dilma e eliminação de Lula - seu cacife sai enormemente diminuído como ator político. Dadas as dificuldades econômicas do grupo, ainda ficará ansiosa temendo que desta vez haja retaliações pra valer na publicidade do governo. Para mim, no enteanto, a Globo pode respirar um pouco aliviada. Não será rifada em nenhum dos desfechos. Mesmo ficando o governo pode contar com a eterna desconfiança PT vs. PMDB, que sempre impediu que a coalizão do governo avançasse sobre a Globo.

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Nassif, desce do muro!

Aconteça o que acontecer, não tem mais possibilidade de arrego: "Eu estou te defendendo, seu filho da puta!"

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Putsgrila

Eu só pergunto: vale a pena uma saída negociada?

Pensando no futuro deste país, vale a pena uma saída negociada, quando esta negociação terá que ser feita com o que há de pior na sociedade brasileira? Vamos, mais uma vez, fugir das reformas estruturantes necessárias, tudo para que as coisas se acalmem?  Ou seria melhor ir para o embate frontal entre as forças em jogo, e quem vencer que aplique suas reformas e se mantenha no poder, se conseguir se manter? Por quanto tempo mais vamos ficar aturando uma imprensa controlada por meia duzia de famílias, que usam deste oligopólio para transformar seres humanos em bestas humanas? Por quanto tempo mais vamos suportar a injustiça fiscal que exaure o pequeno e enriquece o grande? Por quanto tempo mais vamos suportar que, num estado laico, ideias religiosas seja trazidas para dentro do aparelho de estado?  Por quanto tempo mais vamos continuar suportando que um MP seja detentor do poder de subjugar todos os outros poderes?  Por quanto tempo mais vamos continuar com um sistema eleitoral que privilegia os que tem dinheiro para se elegerem?

Eu sinceramente não sei se vale a pena. Por que ter medo da Revolução? Medo da morte? medo de que sangue escorra pelas ruas?  Mas isto já vem acontecendo numa escala surpreendente.  Os dados mostram que no Brasil, nos últimos vinte anos, mataram-se mais seres humanos do que na Guerra do Vietnã.

Quantas vezes eu ouvi, este é problema de haver vivido tanto tempo, vozes dizendo em poupar o sangue de inocentes.  Poupar?  Seria melhor dizer, poupar o sangue de uns e derramar o sangue dos pobres coitados que são mais pobres do que nós.

Já imaginaram se tivesse havido um sujeito com liderança  suficiente para acalmar os revoltosos que atacaram a Bastilha, ou os latifundiários sulistas que preferiam dividir a nação, a abrir mão de seus negros escravos? Já imaginararm se a China, ao final da segunda guerra mundial,  tivesse aceitado a convivência com as forças corruptas e antinacionais do Kuomitang? Mesmo com todos os erros de Mao, eles conseguiram mudar o rumo da História e reconstruir, com orgulho, a grande pátria Chinesa.  Para mim está claro que caso Mao tivesse conciliado, hoje a China seria algo nojento, com milhões de pobres jogados pelas sarjetas, com milhões de crianças pedindo comida nos sinais das ruas, prostituindo-se por uma porção de arroz.

Vale a pena evitar o confronto? Eu não estou perguntando se vale a pena para mim, minha família ou para você e sua família. Estou perguntando se vale a pena para o futuro do Brasil, para o futuro dos milhões de brasileiros.

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wilson t

kabalidus

Amigus de kabu Verdi e Guine (purdon pabia nha kriolu e jagasidu),

Ten paciensa,  abos, (nhos) spaja (konta tudo alguin) es banoba pa tudu kau. Na brasil tene um manjua di kabalidus, panelerus, mufunadus: es ta tcjhomadu: Moro (futseru garandi, prigosu,), Merval (kabalidu garandi), Marinhos (ka bali fodja di tabaku), Cunha (paneleru mas mufinadu), Temer (paneleru pikenu, traidur, dus kara), FHC (mestri di kabalindadi) Gilmar (korderu kabalidu)

Ben no sokorê. 

Bapur ka na nkaja

 

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É lamentável, mas o golpe já está dado!

Nassif!

Como sempre, seu raciocínio é brilhante e sensato, mas o pacto proposto é inexequível porque os golpistas já estão deliberados.

Lamento, mas o que posso constatar de forma serena e sem sofismas é que, independente do que o STF venha a decidir, o golpe contra o PT-Lula-Dilma já está dado de forma inapelável por seus algozes, os integrantes do sistema e para o que falta apenas concluir o ritual macabro em rápido andamento.

O complô armado por seus mentores, tal qual no enredo do clássico "A Volta ao Mundo em 80 dias", já tem previsto todas as casualidades (reações pro governo) até o desfecho final do golpe que contempla, tanto a tomada efetiva do poder seguido da tentativa de governar o País impondo o script traçado, como a continuação do atual governo que, nessa hipótese, será sem nenhum apoio do congresso e sob petardos contínuos dos demais atores do sistema até chegar 2018 totalmente esvaído e refugado por todos pela situação caótica que estaremos vivendo.

A única alternativa que vejo a esse cenário seria a Presidenta convocar o Conselho de Defesa Nacional e decretar o Estado de Defesa, à revelia do Congresso e com prévio e pleno apoio dos Comandos Militares, se estivessem afim, inclusive para medidas excepcionais, posto que terá de governar por decretos porque, forante isso não sei mais o que poderá vir a acontecer, se sombras de confrontos e repressões, ou mesmo nada.

 

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Severino Januário

Ninguém no Brasil aceitará um

Ninguém no Brasil aceitará um governo Michel Temer, mesmo que a Fiesp o mande folhear a ouro e a Globo lhe conceda o título de Salvador Perpétuo da Elite Nacional.

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Luiz FS

Recall político

Uma hipótese para a solução da crise política, que não é novidade e há muito tempo é objeto de propostas de emenda à Constituição, é uma espécie de instrumento de democracia direta denominada recall político, referendo revogatório ou expressão equivalente.

Atualmente, é uma alternativa de solução à crise política.

E como funcionaria?

1) exige-se um pacto entre governistas e oposição para aprovação de emenda constitucional implantando o recall político, como a denominação que se entenda mais adequada para o sistema constitucional brasileiro;

2) aprovada a emenda, com um tempo mínimo de propaganda para a defesa do sim e do não, agenda-se data para a votação popular do recall, aplicável ao governo Dilma, inclusive (ela deverá permancer até completar o mandato ou não);

3) vencendo o "não", são convocadas eleições imediatas, para o mandato-tampão (até 2018);

4) a grande vantagem do recall é que resolve a crise política por vontade direta dos cidadãos, sem intermediários (que,aliás, atualmente, com muitos congressistas envolvidos em listas de corrupção, réus em processos criminais, carecem de legitimidade para afastar a presidente).

5) outra vantagem é que esse mecanismo de revogação de mandato pode ser estendido também para outros cargos do executivo e até mesmo de outros poderes.

Está na hora da nossa democracia amadurecer! Ou não somos capazes disso? Acredito que somos.

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Uma arma que pode explodir na cara...

Acho o recall um bom instrumento, mas cujo uso deve ser cauteloso, para não ficar fazendo toda vez que o presidente é impopular. E num mandato de 4 anos, o recall poderia criar mandatos curtos, com o grande risco de políticas não maturarem. Um instrumento desse tipo seria melhor para mandatos de 6 anos, como na Venezuela.

Para isso, o ideal seria que a petição fosse assinada por pelo menos 10% do eleitorado num prazo de 30 dias, para testar a capacidade de mobilização de um movimento pró-recall. O processo na Justiça Eleitoral seria digitalizado, para agilizar, e resolvido em 30 dias. Feitas as formalidades, o recall seria convocado para 45 dias, tempo par organizar uma campanha. Nessa história, isso já dá 105 dias, 3 meses e meio, o que dá 7,3% de um mandato de 4 anos, o que é tempo pra caramba no sistema brasileiro. Para evitar as consequências de uma eleição especial, uma eleição simultânea poderia ser feita, como aconteceu com Schwarzenegger, mas isso poderia contaminar muito o recall. Assim, isso seria desastroso.

No legislativo, o recall não funcionaria, pois no sistema proporcional, poderíamos cassar por exemplo um Bolsonaro, mas o Jean Wyllys também estaria exposto. Nesse caso, só num sistema distrital funcionaria. Para o Judiciário, isso aumentaria o risco de populismo judicial e seria uma má idéia. Muito perigoso.

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ivanete de almeida mosquera

negociações com lula temer e senado não abodonar governo povo

Este governo é de todos o povo devemos respeitar o voto e democracia que ests em jogo .Lula e Vice- Presidente e Presidente Senado e outros políticos deve participar para encontrar uma saida para crise do Pais e não dar golpe na Presidente levando nosso País para uma recessão sem tamanho o povo esta dizendo o tempo todo que não quer golpe. Sem negociação fica difícil mad sem abrir mão de que Presidente Dilma tenha condições de terminar o seu mandato que o povo deu dua legitimidade nas Urnas com mais de cinquenta três por cento. Se tentar dar gplpe este pais ninguém consegue mas acreditar na Democracia e povo vai ficar o tempo todo fazendo creve.Vamos encontrar saidas o PMDB tem muita Responsabilidade para manter a Governabilidade .Em 2018, iremos aproveitar para dar oportunidade ao seu cantidato DR Michel Temer, ou outro candidoto indicado pelo PMDB.O partido não pode assumir a responsabilidade de um golpe principalmente tendo o vice qerendo ser candidato . Momento é grande Negociação srm prejuficar o mandato da presidente Dilma. Sair

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Allex

Luis Nassif é muito otimista

Luis Nassif é muito otimista quanto ao janot, nosso deprimente procurador geral, e quanto ao stf. Ambos chafurdam no golpe até a medula. Portanto, se o impeachment passar no congresso, o stf o endossará, mesmo que seja ao arrepio da lei, como já fizeram em outros episódios recentemente. Vejamos que país interessante é esse o nosso: uma polícia federal aparelhada pela oposição; uma corte suprema que rasga a constituição, que ela deveria guardar; um congresso cujo presidente é um notório e comprovado delinquente; um ministério público completamente partidarista e tendendencioso.

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Cunha

  Politicamente falando, sei

 

Politicamente falando, sei que não há justiça no meu país, quando:

 

 

- Os acusados no " mensalão " do PT são condenados sem provas, e para isso aplicou-se, ineditamente, a teoria do Domínio de Fato.

 

- Aos acusados no " mensalão " do PT, que não tinham foro privilegiado, foi negado o direito de serem julgados nas instâncias inferiores.

 

- O Mensalão do PSDB ficou engavetado.

 

- A investigação da construção dos 2 aeroportos do Aécio com dinheiro público em terras particulares foi engavetada.

 

- Meia tonelada de cocaína no helicóptero do parlamentar do DEM, amigo íntimo do Aécio, não dá em nada.

 

- O policial japonês, condenado por contrabando, permanece na força tarefa da Lava Jato, com grande visibilidade..

 

- Prisões a granel para forçar delações.

 

- Os grampos instalados nas celas da Lava Jato não sofreram punição.

 

- Os vazamentos da Lava Jato, embora ilegais, ( sempre contra o PT ) ocorrem abundantemente e livremente.

 

- O juiz Moro trabalha em franca parceria com a mídia que notoriamente é golpista.

 

- Dezenas de conduções coercitivas, sem intimação, são feitas pela Lava Jato.

 

- Os funcionários da Mossak foram imediatament soltos, após ser detectada a Globo em paraíso fiscal.

 

- Paulo Roberto Costa, Barusco, Delcídio e outros em liberdade mediante uma multa que não chega a 1% do que roubaram.

 

- Cunha permanece solto e comandando o golpe.

 

- Aécio, delatado 8 vezes, permanece solto  e desenvolto

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- A Lista de Furnas ( que é autêntica )  permanece engavetada.

 

- As denúncias das contas de Aécio e família em paraíso fiscal permanecem engavetadas.

 

- Procuradores da Lava Jato fazem campanha política contra o governo, e a favor do golpe, livremente e impunemente.

 

- Delegados da PF, idem.

 

- Ministros do STF defendem o impeachment e não dizem que este que está aí não tem crime de responsabilidade.

 

- As denúncias dos escândalos de corrupção envolvendo o governo tucano de SP permanecem engavetadas.

 

- As empreiteiras da Petrobras têm contratos com o governo estadual de SP em valores, que, somados, são superiores aos da Petrobras, mas a Lava Jato finge que não vêm ao caso.

 

- O procurador Carlos Fernando Santos Lima atrapalhou a investigação do Banestado e mentiu na CPI que tratou desse escândalo.

 

- O dono do jatinho do Eduardo Campos não apareceu.

 

- Lula foi conduzido debaixo de vara para depoimento e quase sequestrado para Curitiba.

 

- Moro gravou a presidenta sem autorização e vazou para a Globo.

 

- Moro colocou a lista da Odebrecht sob sigilo, uma lista que contém todos os nomes dos golpistas.

 

 ESTA RELAÇÃO VAI CRESCER NOS PRÓXIMOS DIAS E  VAI FICAR TUDO POR ISSO MESMO

 

IRRESPONSABILIDADE, HIPOCRISIA E OPORTUNISMO,  e o caos que virá.  O LEGADO.

 

 

 

 

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heitorjcampos

Tira Cunha que as coisas

Tira Cunha que as coisas melhoram.

Dá um apontador para o Temer passar o tempo apontando lápis.

Manda os que tem cargos e são contra para fora do governo.

Negocia apoio democraticamente com quem quer ficar no governo. Lembrar que a maiora dos partidos da base cresceram nas costa do PT e do Lula.

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Prime + 10 % , Aonde ?

   A romaria para as renovações já iniciou-se, os bancos correspondentes brasileiros, não estão recebendo sinalizações dos credores externos para renovações de linhas a este parametro, "papíes pesados" como das mega-empreiteiras que foram lançados em nivel de investimento, cairam para especulativos, os de algumas delas praticamente tornaram-se de risco, sem possibilidade, de negociação, quanto mais de renovação - "junkaram".

    Os bancos lançadores, correspondentes, já estão estudando o provisionamento destas perdas, e com certeza não vão morrer sozinhos com o mico na mão, vão cobrar o que for possivel em outras carteiras.

    As mega-empreiteiras devem ter para renovar este ano ( 2o semestre ), mais de US$ 10,0 Bilhões.

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junior50

    A REVELAÇÃO DA

http://cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FO-juiz-Moro-e-as-farsas-para-incendiar-o-pais%2F4%2F35785#.VvcoXhvoD_4.facebook

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A REVELAÇÃO DA FARSA DO “SEMINÁRIO” DE GILMAR MOSTRA QUE SUA FAMA CRUZOU O ATLÂNTICO. POR KIKO NOGUEIRA 

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Amigos também em Portugal http://www.diariodocentrodomundo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/gilma... 400w" style="margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; vertical-align: top; max-width: 100%; height: auto;" width="400">

Amigos também em Portugal, ora pois

 

Gilmar Mendes está tendo dificuldade para explicar o que deveria ser simples de descrever se simples fosse.

O seminário em Lisboa organizado por seu IDP, Instituto Brasiliense de Direito Público — onde trabalha a advogada que apresentou liminar contra a posse de Lula, acatada por GM —, transformou-se num mico internacional.

Entres os palestrantes, estão os velhos amigos Aécio Neves e José Serra, além do ministro do STF Dias Toffoli . Michel Temer declinou para conspirar por aqui mesmo. Dois inocentes úteis, Jorge Viana, senador pelo PT do Acre, e Luís Inácio Adams, da AGU, estão no pacote.

O evento foi definido como “governo brasileiro no exílio”. Gilmar tem rebatido dizendo, cinicamente, que a crise “favorece o aparecimento de toda sorte de teoria conspiratória”.

O trem da alegria de GM é explícito no timing e no tema: “Constituição e Crise — A Constituição no contexto das crises política e econômica”. A ideia, afirma o articulador, é discutir “semipresidencialismo”.

“Não é reunião de partido, é uma reunião acadêmica que foi programada há muito tempo, com convites preparados há mais de dez meses. A OAB e a FGV apoiam, por exemplo”, falou, como se isso fosse argumento.

Portugal não embarcou. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa avisou que será difícil comparecer, embora conste desde o começo como estando confirmado.

Acusações de leniência e cumplicidade estão sendo dirigidas à Universidade de Lisboa, que sedia o fórum. Jaime Gama, ministro de Negócios Estrangeiros, também pulou fora, bem como Pedro Passos Coelho, ex-primeiro ministro.

De acordo com o Globo, que ouviu políticos portugueses, há uma consternação com o “tom conspiratório”. “Me parece um seminário muito enviesado”, disse o historiador e ex-deputado do Parlamento Europeu Rui Tavares. “As mesas de debate quase têm como preocupação procurar uma justificativa teórica ou acadêmica para o impeachment”.

O escritor português Francisco Louçã, economista e ex-deputado, traduziu as intenções de Gilmar. “Só haveria uma razão, procurarem um endosso internacional para as suas diligências, fazerem-se fotografar ao lado das autoridades de Portugal. Se era esse o objectivo, fracassou”, escreveu no jornal Púbico.

“O seminário era de tão alta qualidade que os organizadores se esqueceram de consultar a ‘pertinência académica’ do ‘contributo’ dos oradores que convidaram. Ficando deserto de autoridades, o seminário limitar-se-á então, se ainda se vier a manter com tantos abandonos, a uma conversa entre juristas e políticos brasileiros sobre a graça do golpe que está a decorrer. Suponho que só a TAP agradecerá a cortesia”.

O mistério que fica é relativo à presença de Viana e Adams. A certeza é em relação ao caráter e às intenções de Gilmar Mendes e apaniguados, que tentaram arrastar os portugueses para sua farsa achando que estavam em seu quintal, o Brasil.

 

 

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

O golpe acabou!

O golpe acabou: esse papo de sangria de votos é mentira. Só falta espalhar a notícia pro PMDB.

Vai ser o salvesse quem puder. Acabou!

O ridículo será esse debate acadêmico em Portugal !

Vai gerar piada!

 

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Putsgrila

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Paulo Jales de Oliveira

Piada de brasileiro

Piada de brasileiro

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A verdade vale mais do que

A verdade vale mais do que qualquer estrategia forjada pelos interesses particulares.

Dilma não irá se abdicar dos seus princípios, pois nada tem maior grandeza que o seu povo.  

O Brasil é dos homens e mulheres de caráter, ainda que isso venha custar o sangue de seus filhos.

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

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lauro Bezerra

STF para entender

Vendo o nefasto JN para minha surpressa o Decano Celso de Mello dar uma entrevista num MALL creio de Brasilia comentando aos Brados o "GOLPE"'a  sra Presidente Dilma Roussff.A que ponto chegamos ?  RIDICULO, ter em nossa Magistratura um juiz anormal.que zomba do judiciario e  tanto escarnio por nossas leis?Dao opiniao a uma pessoa sem ficarem rubros.O Cridor deste DECANO o saudoso e brilhante advogado SAULO RAMOS  em seu livro O CODIGO DA VIDA referindo-se  ao  caracter  de Celso de Mellor"JUIZ DE MERDA"Temo por nossa Democracia e por esta ALTA TRAICAO AO POVO BRASILEIRO comandado por um LADRAO EDUARDO CUNHA e sus asseclas.

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A maioria dos deputados vão seguir o governo

O que ocorre agora é que há uma grande expectativa de derrota do Governo da Presidenta Dilma na Câmara dos deputados, principalmente em função do apoio dado pela maior parte da grande mídia.

todos achavam que PT e Lula estavam mortos politicamente em função dos ataques da Lava Jato e da maior parte da grande mídia.

As recentes mobilizações sociais em defesa do Ministro Lula demonstraram que não é bem assim, e que é cada menor o poder de influência da maior parte da grande mídia junto ao eleitorado, basta lembrar que a oposição PSDB perdeu as duas últimas eleições presidenciais para a Presidente Dilma Roussef)apoiada por Lula e pelo PT), e deve perder também em 2018 se o candidato for o próprio Ministro Lula.

Na votação do processo de abertura de Impeachment na  Câmara dos deputados podemos ter uma grande surpresa. Muitos deputados vão esperar para ver se o Governo da Presidenta Dilma tem pelo 171 votos para barrar a abertura do processo, em se confirmando os 171 votos, a grande maior dos restantes do deputados irão votar a favor do Governo da Presidenta Dilma, para negociar o apoio,  com os devidos cargos, logo em que terminada a votação, que como todos sabem será nominal.

Os deputados do sul e do sudeste podem até resistir e apoiar a oposição PSDB, mas no norte e nordeste, quase todos vão apoiar o Governo Da Presidenta Dilma, assim que se confirmar o voto 171 contra a abertura do processo, vai ser um tal de se esconder para votar por último.

O PMDB não tem jeito, e vai apoiar o governo, qualquer que seja ele, inclusive o PT, o que ocorre agora é que há uma grande oportunidade de derrotar o PT, e barganhar uma posição melhor junto com o PSDB em caso de Impeachment da Presidenta Dilma.

Mas as recentes mobilização em defesa do Ministro Lula, pode levar o PMDB a rever a sua posição, já que ficou claro que dificilmente Lula será derrotado em 2018.

Quanto a economia, a queda forte do PIB em 2015, até que facilita a recuperação em 2016 e 2017, basta aumentar o crédito destinado ao consumo, manter o dólar  próximo dos R$ 4,00 e reduzir significantemente os juros da Selic.

 

É claro que muito provavelmente será necessário substituir a atual direção do BACEN, mas isto é café pequeno, para quem derrotar a tentativa de golpe na Câmara dos Deputados e no TSE.

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2014---distribuição de renda

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José Roberto F. Militao

Governo de TRANSIÇÃO com reformas

Prezado Nassif,

Nesta altura, talvez esse acordo para uma Transição Democrática´ já não existam pontes interligando as lideranças: FHC, Lula, Aécio, Temer, a própria Dilma  (e a Lava Jato) criaram sérios empecilhos para um diálogo nacional.

Ainda assim, se a Dilma, Lula e Jaques, chamassem ao CIRO, a MARINA, Serra, Alckimin, Pedro Simon, Tarso Genro, Marta, Erundina, Perilo, Taques, Cristóvao, Aldo Rebelo, acho que FHC e Aécio seriam enquadrados e ainda seria possível, com algumas condicionantes.

a primeira delas: que DILMA renunciaria a um ano de mandato e convocaria eleições gerais para 2017, com a prorrogação das municipais para 2017.

Seria uma pré-condição para zerar e animar as expectativas eleitorais.

Relembro que no dia do 1o turno de 2014, fui um dos teus convidados para debater ao vivo, o resultado, e naquele dia, diante das previsões das pesquisas indicarem a polarização do embate PT x PSDB, argumentei contigo que o PT havia escolhido o adversário e que isso não seria bom para o Brasil 

O PT poderia ganhar as eleições, mas não teria condições de governabilidade. Se o PSDB ganhasse, seria ainda pior.

Aqui mesmo, desde 2013 havia defendido a necessidade de uma ´TERCEIRA VIA´:

19-10-2013 - PSB terceira via, por um Governo de Transição Democrática com PT + PSDB

http://jornalggn.com.br/blog/jroberto-militao/psb-inicia-debates-de-programa-de-governo-2014 

18-04-2014 - diante da realidade nacional:

http://jornalggn.com.br/fora-pauta/psb-por-um-governo-de-salvacao-nacional

17-03-2015 - diante das condições da eleição de 2014 e da  perda de condições de governabilidade da Pres. DILMA:

http://jornalggn.com.br/autor/jose-roberto-militao  - proposta de ´Transição Democrática´ conduzida por DILMA, incluindo PT + PSDB + parte do PMDB + PSB e demais partidos à esquerda.

18-01-2016 -  com o agravamento da crise:

http://jornalggn.com.br/blog/jroberto-militao/transicao-democratica-com-...

Portanto, tendo em vista que não nos restam alternativas, seria importante que outros formadores de opinião fossem alentados a fazer esse debate a nível nacional.

A realidade é uma só: não existe uma forçam hegemônica na política nacional. E não podemos, a nossa geração não pode condenar os mais novos a viverem anos de obscurantismo com uma crise sem precedentes em nossa história.

Por uma transição democrática, com reformas estruturais e institucional em que o sistema de representação política adquira a legitimidade que hoje não desfruta. Portanto: a reforma política; a reforma eleitoral; a reforma d por um novo pacto federativa antecedem a reforma tributária e outras indispensáveis.

José Roberto F. Militão, PSB/SP

 

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Quanta ingenuidade !

Pedir que  o sistema se auto-reforme é como pedir às hienas mudem sua dieta para vegetarianas.  O Brasil, hoje, nunca esteve tão perto de conseguir fazer reformas do Estado em profundidade.  Não através das hienas, mas por um regime apoiado num levante popular.  Assim tem sido ao longo da História da humanidade. Que o povo se manifeste.

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veranis v

Tenho uma solução ótima para

Tenho uma solução ótima para quando o impeachment não passar. Prende-se aécio e cunha por atrapalhar o país e por serem corruptos demais,  moro, por ter colocado em perigo a segurança nacional. temer por alta traição, serra por ser serra e também muito corrupto, renan por ser atleta, seja lá o que isso quer dizer, e... tudo termina em paz. Seria um momento Venezuela muito eficaz.

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Agora estou confiante que não vai ter golpe!

A súbita aparição do velho jotavê por aqui, neste exato momento (logo agora!), com mais uma de suas análises rocambolescas demonstra que o golpe subiu no telhado.

hahahahaaa

 

Logo agora!

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♦ Xô golpistas ♦

Luis Nassi,

Não empatou nada: Falta o STF ser agente respeitado nessa justícia. Não há possibilidade de “afinar” agora: Não é momento de sugerir ao Governo recuo ou negociação. Muito menos negociar futura candidatura de Lula. O golpe está instalado na base de contagem per capita de deputados. O movimento de defenestrar indicados pelo Temer é até tardio. De agora em diante é contabilizar nomes: simples assim!

Agora é tarde: Depois até poderá negociar! Agora não!

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Putsgrila

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marilamar

NASSIF, gostaria de saber

NASSIF, gostaria de saber onde esta o ABIN e pra que ele server? Pois qualquer grupo de informatica teria mais informaçoes sobre a PF cooptada e corruptada, MPF cooptado e corruptado, PODRE JUDICIARIO holofotizado e corruptado, e todos os politicos e empresarios corruptos e corruptores??? O ABIN é um ex-serviço de inteligencia a serviço do EUA ou do Brasil??? Se tivessemos um serviço de intelingencia o Moro, Toffoli, Gilmar, Noronha, Weber, Carmen Lucia, Fux, Fachin, Macabu, Conserino, Blater e muitos outros bandidos de toga que no Team Party, Opus Dei, Maçonaria, Templarios, Illuminatti e outras seitas do Mal, iria trabalhar de apanhador de papel higienico sujo de bosta, usado pelos seus Patroes, aqui no Brasil estariam presos faz tempo!!!.

http://www.ocafezinho.com/.../brigada-herzog-ja-nasce.../

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O temer montou no burro errado

Esse imbecil resolveu que podia dar cheque-mate: Não deu. A Band News já está abrindo porta libertária!

É isso que vai derrubá-lo: todos em seu PMDB são tão espertos  tanto Êle.

Vai passar para a história como o maior idiota da agremiação. De bôa!

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Putsgrila

Muitos falam no PT não contar com o PMDB

Muitos falam no PT não contar com o PMDB - uns mais otimistas, inclusive, falam no PT abandonar o PMDB.

No que ninguém fala é como administrar o Brasil sem esse monstro de mil cabeças. Será que Lula não teria sofrido o impeachment diante dos fatos vistos em 2005 ou 2006, caso não houvesse entrado de cabeça no conchavo com o PMDB?

Falar em largar o PMDB é fácil. Impossível, quase, é colocar isso em prática. Como prescindir da maior bancada no Congresso Nacional sem sofrer até a possibilidade real do impeachment?

Dilma não está emparedada por ter se aliado ao PMDB - ela está onde está por não ter sabido conduzir a contento a aliança com Temer, Cunha e cia. Depois, em meio a tamanhas dificuldades, pautas-bomba movidas pela vendeta de Cunha, graças a seus estrategistas brilhantes - SQN -, ela resolveu entregar tudo. E, completamente emparedada, bombardeada pela baixa popularidade, não vem obtendo nada do PMDB. O pemedebistas do RJ, tidos como fiéis, ameaçam de forma extravagante abandonar o barco. O PT não tem mais utilidade para o PMDB.

Como governar o país sem o PMDB? Talvez apenas fazendo como o Chávez fez na Venezuela. Mas o PT sempre buscou o caminho da conciliação, da inclusão pelo consumo etc. (Hoje não adianta sonhar com o povo das classes C e D indo às ruas defender o mandado de Dilma.)

Quando era Lula no comando, político hábil, a coisa deu certo. Com Dilma, cabeça dura, arrogante, estamos onde estamos. O PMDB resolveu descartar o PT. O PT não consegue governar sem o PMDB, o fato é esse. Talvez por conta do fato de que, na realidade, quem sempre governou de verdade foi o tal do PMDB...

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_levemente_

Acredito também

Acredito também que o impeachment não se concretize, pois alguns do STF estão com rabo e também do TSE é por isso que estavam se acovardando Caso a Dilma fique ela terá montar um ministério forte e ela tem essas pessoas. E o mais importante trocar toda equipe da lava jato principalmente Sergio Moro, investigando lista que o Moro não quer investigar. Quanto ao PMDB ela acabou graças ao ED. Cunha e Temer e isso vai ser muito ruim para os políticos, com todos sendo investigados por um novo juiz e uma nova equipe da PF eles irão ficar pianinho e começarão trabalhar para tentar reconquistar os eleitores que ficarão contra eles. Muitos que não caíram si sobre o Moro sobre o golpe, irá se conscientizar, eu acredito que muitos já estão pensando de outra forma somente as cabeças que pensam igual ao chinês canalha e o chequersemfundo, ambos tem cérebro de camarão e não irão longe por muito tempo. O mais importante é trazer o Lula e se a Dilma... (Sei o que vou dizer agora vcs irão talvez, me criticar), mas se trouxer Herinque Meireles e fazer com que todos se entendam, talvez seja possível sair dessa. Do jeito que estão às coisas não se pode dar o luxo de ficar recusando nada, além disso, ele pode fazer uma boa ponte entre os empresários.

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Roberto S

E o fator impeachment 2.0

Caro Nassif,

 

Entra em jogo mais uma cartada de médio prazo para continuar o jogo de empurra-empurra. A OAB entra na segunda-feira com novo pedido de impeachment. Pode parecer pouco, reprise, mas nem podemos subestimar a tentativa de obstrução de justiça (se provado, ai sim é responsabilidade penal) e nem podemos subestimar o poder de fogo que eles tem.

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Odebrecht

Os maiorais que apareceram na primeira lista (vem outra por aí) da Odebrecht estão calados.Os jornais, rádios e revistas do grupo GAFE (globo, abril, folha de SP, estadão) praticamente pararam de falar no “sítio do Lula”, no “triplex” dele: sumiram as grandes manchetes dos canalhas embalando o sórdido linchamento moral que promovem contra dele.A Lava Jato, sem a menor intenção, chegou onde Moro e a sua QUADRILHA de procuradores e policiais federais não previram que poderia chegar: os GOLPISTAS.A criatura, finalmente, se voltou contra os VAGABUNDOS criadores, que posavam de vestais, de honestos, de moralistas, os que, não é de hoje, se locupletam na roubalheira; ver em:http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/03/26/esquema-de-propina-da-odebrecht-funcionava-desde-governo-sarney.htmAgora a coisa está ficando boa. Boa, não! Ótima!A ROUBALHEIRA não vem desde Sarney como a folha de SP quer fazer acreditar ao seu otariado. Vem desde Costa e Silva, Médici e demais MILICANALHAS golpistas de 1964.Quando Geisel foi Presidente da PETROBRAS, em 1970, ele deu graciosamente a construção da sede da PETROBRAS à ODEBRECHT. A ODEBRECHT era, então, a 19ª no Ranking das empreiteiras brasileiras; 2 anos depois já era a segunda; já durante o desgoverno Médici. No governo Geisel foi um passeio; ver ODEBRECHT e ANGRA. Ver em:http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/03/25/lista-da-odebrecht-pode-atingir-judiciario-militares-e-ministerio-publico/=Ver também  Relatório Saraivahttp://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R04934.pdfhttp://extra.globo.com/noticias/brasil/morre-coronel-saraiva-que-denunciou-delfim-netto-em-1976-553109.htmlSobre a promiscuidade entre o governo militar, REDE GLOBO e o TRÁFICO de drogas:http://www.pampalivre.info/figueiredo.htmOs GOLPISTAS civis e militares já estão promovendo uma “Operação Abafa” para sepultar, de vez, a moralidade seletiva do Moro & seus procuradores amestrados.Vem aí o livro do MILICANALHA Sylvio Frota: IDEAIS TRAÍDOS... Vai ser divertido ler!Tem mais Moro e outros comparsas, treinados pelos EUA (via WikiLeaks de 2009) esperem pra ler no Blog do Alok... Ainda hoje!  

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Os maiorais que apareceram na

Os maiorais que apareceram na primeira lista (vem outra por aí) da Odebrecht estão calados.

Os jornais, rádios e revistas do grupo GAFE (globo, abril, folha de SP, estadão) praticamente pararam de falar no “sítio do Lula”, no “triplex” dele: sumiram as grandes manchetes dos canalhas embalando o sórdido linchamento moral que promovem contra dele.

A Lava Jato, sem a menor intenção, chegou onde Moro e a sua QUADRILHA de procuradores e policiais federais não previram que poderia chegar: os GOLPISTAS.

A criatura, finalmente, se voltou contra os VAGABUNDOS criadores, que posavam de vestais, de honestos, de moralistas, os que, não é de hoje, se locupletam na roubalheira; ver em:

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/03/26/esquema-de-propina-da-odebrecht-funcionava-desde-governo-sarney.htm

Agora a coisa está ficando boa. Boa, não! Ótima!

A ROUBALHEIRA não vem desde Sarney como a folha de SP quer fazer acreditar ao seu otariado. Vem desde Costa e Silva, Médici e demais MILICANALHAS golpistas de 1964.

Quando Geisel foi Presidente da PETROBRAS, em 1970, ele deu graciosamente a construção da sede da PETROBRAS à ODEBRECHT. A ODEBRECHT era, então, a 19ª no Ranking das empreiteiras brasileiras; 2 anos depois já era a segunda; já durante o desgoverno Médici. No governo Geisel foi um passeio; ver ODEBRECHT e ANGRA. Ver em:

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/03/25/lista-da-odebrecht-pode-atingir-judiciario-militares-e-ministerio-publico/=

Ver também  Relatório Saraiva

http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R04934.pdf

http://extra.globo.com/noticias/brasil/morre-coronel-saraiva-que-denunciou-delfim-netto-em-1976-553109.html

Sobre a promiscuidade entre o governo militar, REDE GLOBO e o TRÁFICO de drogas:

http://www.pampalivre.info/figueiredo.htm

Os GOLPISTAS civis e militares já estão promovendo uma “Operação Abafa” para sepultar, de vez, a moralidade seletiva do Moro & seus procuradores amestrados.

Vem aí o livro do MILICANALHA Sylvio Frota: IDEAIS TRAÍDOS... Vai ser divertido ler!

Tem mais Moro e outros comparsas, treinados pelos EUA (via WikiLeaks de 2009) esperem pra ler no Blog do Alok... Ainda hoje! 

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Sinais para próxima semana em

Sinais para próxima semana em função da Lava Jato. 

A divulgação da lista da Odebrecht vai decidir a forma de oposição ao governo.

PMDB sai do governo para se salvar no bote do impeachment.

Manifestações nas ruas vão exigir moralidade das instituições principalmente na Lava Jato, STF, e mídia golpista.

Aécio Neves, lacaio dos banqueiros, deve se tornar investigado por corrupção.

Isto pode gerar ruptura juridico-midiática.

Haverá reviravolta no STF para restaurar a credibilidade da corte militante.

A tendência é que o Gilmar desembarque da política partidária do PSDB.

Ministério da Justiça vai cortar as asas da Lava Jato e destituir o Moro por improbidade administrativa.

Temer será carta fora do baralho em qualquer cenário relevante.

Dependendo da situação, o exército vai impor cumprimento da ordem constitucional.

Em todos os cenários da política, a Globo News vai continuar suscitando no noticiário da desgovernabilidade um modelo de comercial.

O mercado financeiro não vai desistir do pré-sal, ganhos com especulações e desmanche da democracia.

 

 

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j.marcelo

NÃO A QUALQUER TIPO DE

NÃO A QUALQUER TIPO DE ACÓRDÃO( NÃO RESOLVE NADA,SÓ PIORA)

O POVO QUE PREZA A DEMOCRACIA É QUE GARANTIRÁ A GOVERNANÇA,(SEMPRE ESTIVEMOS COM dILMA)

MOSTRAREMOS QUEM MANDA NESTE PAÍS NA ERA DA DIGITAL!! O MUNDO ESTÁ DE OLHO AQUÍ!!!

QUERO VER SE INGRATOS DA FIESP,AGIOTAS BANQUEIROS E MANIPULADORES DA GLOBO  AGUENTAM!!!

NÃO VAI TER GOLPE E NINGUÉM PODE COM O POVOO NA RUAA!!!

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Soluções

Dilma poderia casar com um dos Marinho e governar em litisconsórcio.

Ou sair di PT e fundar o PGR*.

*PGR - Partido da Globo Reacionária

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

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alvaro f

a grande ilusão

Se o vice-presidente amigo da onça (temer) e o pmdb acham que essa conspiração para tomada do poder vai passar desapercebida pela população, podem tirar o cavalinho da chuva, pois, nós brasileiros, não somos otários e estamos nos apercebendo de quem está jogando o país no abismo.

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Severino Januário

Comentário à margem de um

Comentário à margem de um artigo de Tereza Cruvinel

 

Primeiramente, leremos o artigo, e depois o comentaremos:

 

Lava Jato: a narrativa sai dos trilhos

 

Tereza Cruvinel

 

A Operação Lava Jato desenrolou-se, nos últimos dois anos, seguindo uma narrativa com início, meio e fim. Uma história que devia terminar com Lula preso e responsabilizado pela montagem de um mega-esquema de corrupção para financiar a manutenção do PT no poder. Caracterizado como podre e corrupto, o partido, no final da história, também poderia ter seu registro cassado e desaparecer de cena. De Dilma, cuidaria o Congresso com o impeachment.  Alguns fatos recentes, entretanto,  estão ameaçando o o curso da narrativa. Por isso a lista da Odebrecht agora foi posta pelo Juiz Moro sob sigilo, depois de ele ter autorizado a divulgação do grampo Dilma-Lula. Por isso o Ministério Público praticamente dispensou a “colaboração definitiva” da empreiteira.

Em agosto do ano passado, quando José Dirceu foi preso às vésperas do protesto do dia 16 daquele mês contra Dilma e o governo, a narrativa fez uma forte inflexão. Registramos neste blog, no dia 25 de agosto:  “Lava Jato muda narrativa para chegar a Lula”.  Falando sobre a 17ª. Fase, em que Dirceu foi preso, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, porta voz mais frequente do comando de Curitiba, afirmou repetidas vezes em relação a Dirceu: "Chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema, permitiu que ele existisse e se beneficiou dele". E estabeleceu a comparação com o mensalão de 2005: “O DNA é o mesmo: compra de apoio político”.  Com muita insistência afirmou que o esquema “teve início no governo Lula” e perguntado se o ex-presidente também seria investigado respondeu:"nenhuma pessoa no regime republicano está isenta de ser investigada". A frase inteira em que ele responsabiliza Dirceu foi claramente insinuante: "Não descarto que existam outros cabeças mas chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema, permitiu que ele existisse e se beneficiou dele".

Vieram as outras fases. A Odebrecht foi a única empreiteira que, mesmo tendo seu principal executivo e herdeiro preso, recusou-se a fazer acordo de delação. Nas fases seguintes, não foram encontradas provas de que Lula era “o outro cabeça” ou a principal cabeça do esquema Petrobrás. Ele então começou a ser investigado pelas obras no sítio de Atibaia e por reformas no apartamento que não chegou a comprar. Dava no mesmo, ou quase.

 O cerco a Lula foi se fechando ao mesmo tempo que o Congresso avançava contra Dilma com o impeachment. Quando ela chama Lula para ajuda-la a resistir e a soerguer o governo, e o nomeia ministro,  Moro dá o tiro de escopeta da divulgação ilegal dos grampos. Foi aí que a narrativa começou a sair dos trilhos. Moro expôs-se mais que o devido, para além do previsto no script.

 A base social de Lula e do PT também foi às ruas. A consciência jurídica manifestou-se contra o impeachment por razões políticas, que assim sendo, ganha outro nome, como disse Renan Calheiros. O nome de golpe.

E para completar, com a operação Xepa invandindo suas sedes em várias cidades, a Odebrecht informa em nota que está disposta a fazer uma “colaboração definitiva” sobre fatos que se relacionam com a existência “de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoal”. Opa, de um sistema? Na narrativa original estava escrito “um partido”.

E começa o vazamento da lista com mais de 300 nomes do “sistema” que receberam dinheiro da empreiteira. Doações legais ou ilegais? Não importa, pois as doações das empreiteiras ao PT não são consideradas como “propinas”.

O “sistema”, segundo a lista, é antigo, remonta aos anos 1980. Opa, isso contradiz o procurador que afirmou sem sombra de dúvida que ele “foi instituído no governo Lula”.

O Ministério Público então avisa que não tem interesse pela delação da Odebrecht. Ela poderia ser um tiro fatal na narrativa.

Mas aí vem Pedro Correa, um velho político das franjas do sistema, com uma delação em que espalha bala para todo lado. Afirma até que FHC comprou a emenda da reeleição com a ajuda do Banco Itaú.

Encalacra o PSDB, o TCU e todo mundo.

O país também tem direito à delação de Pedro Correa. Só falta ela ser protegida por sigilo, como nenhuma outra foi.

Definitivamente, a narrativa está saindo do script original.

Está se caracterizando a existência de um “sistema” de financiamento da política a partir do Estado mas não um financiamento público transparente e lícito. Tal sistema se baseia no financiamento pelo Estado a partir dos contratos com grandes empresas fornecedoras, e nele os operadores de dentro e fora do Estado embolsam uma boa parte. Baruscos e companhia. Um sistema que gera e realimenta a corrupção, qualquer que seja o partido no poder.

Esta verdade não interessa à Lava Jato e aos que dela se valeram para fomentar a crise. Não interessa ao “sistema”.

Mas é a partir dela que poderemos realmente passar o sistema político a limpo para o bem da democracia.  Se ele for mantido,  mesmo com Lula defenestrado da cena política, Dilma afastada e o PT banido para a terra do mal, mesmo com as empreiteiras sangradas, abrindo espaço para empresas estrangeiras, outras crises virão.

A palavra do momento é acordão. Faz-se o impeachment e na poeira todos escapam. Com isso, as ruas não podem concordar. Nem as que estão contra Dilma, nem as que combatem o golpe.

 

Com o artigo claro, feliz na exposição sucinta e encadeada dos fatos e na descrição da marcha do golpismo segundo prévio entendimento, Tereza Cruvinel expõe fielmente o que até agora tem acontecido. Faltam alguns detalhes, nos quais o Diabo se esconde, e algumas indagações sobre os próximos passos dos golpistas. Falta muito pouco para ser impossível que se dê o golpe sob o manto de alguma legitimidade, mesmo que seja rala, restrita e aceitavelmente questionável.  

A nosso ver já havia desde o início da última investida golpista, no núcleo político do golpe, escassez de políticos oposicionistas menos desacreditados para assumirem nas reportagens televisivas a cara política do golpismo com um verniz passável de honestidade e legitimidade. E não venham falar que tais reportagens não são importantes, porque elas são o que há de mais importante no processo golpista.

Do núcleo político golpista, já quase ninguém pode se exibir pregando o golpe sob a capa da honestidade e da moral. O último foi o Pauderney Avelino, um jogador reserva do time reserva da oposição golpista, que na falta de alguém mais graduado vinha diariamente frequentando os holofotes globais, e que acaba de ser condenado pelo TCE de seu estado a devolver aos cofres públicos a quantia de 4,5 milhões de reais amealhados por superfaturamentos no Amazonas.

A  televisão é 120% do golpe, mas será difícil para a Globo e co-irmãs mostrarem agora a cara limpa de algum político “isento” para berrar contra “o desgoverno” da Dilma. Até o Jarbas Vasconcelos foi recebido no aeroporto de sua cidade do Recife com um côro de “Ladrão, ladrão!”.

O mais previsível é que comecem a murchar os depoimentos televisivos de políticos, e a mídia golpista passe a apelar mais para o depoimento de “especialistas”, também cada vez mais manjados. Acontece que se deu o inimaginável: Alguns especialistas mais compenetrados recusaram publicamente o que muita gente comum considera o prêmio máximo da vida, que é aparecer na Globo. Recusaram e condenaram a emissora como golpista. Tudo isso abre um enorme rombo na estratégia de propaganda do golpe, que evidentemente só tem uma forma de reagir: Tentar apressar todo o processo, enquanto as massas ainda não acordarem completamente do dardo narcotizante. Isso significa que cada dia a mais o golpe morre, e seu estoque de renascimentos está quase esgotado. Quase. Faltam o terrorismo e as operações terroristas de falsa bandeira, que também não têm nenhuma garantia de sucesso.

Diante desse cenário é que devemos desenhar os movimentos golpistas:

  1. Tentarão proteger ao máximo seu rei ad hoc, o general de todo o golpe, que é Eduardo Cunha. Não falam nele. Se referem a ele como presidente da Câmara, como se alguma moral ainda tivesse. Isso vai corroendo a reserva de credibilidade da própria mídia. Mesmo com Cunha a fabricar peça por peça na Câmara todo o golpe, tentam e tentarão dizer que o golpe não vem dele, e sim da divina providência. Pressionam o STF. Tentam dar prêmios ao STF para se mostrar amigos e respeitadores das altas cortes. Sabem que correm o risco do STF aceitar o (já ficando velho) pedido de afastamento de Cunha da presidência da Câmara, o pesadelo final para eles, e neste caso o rebanho de Cunha se dispersa e os golpistas não terão nenhum plano B para prosseguir suas investidas. Porém, mesmo agora com Cunha ainda livre, leve e solto, e com o golpe prosseguindo na Câmara, sua legitimidade será visivelmente rejeitada pelo povo. Não podem separar as obras boas e más de Eduardo Cunha. Não podem mais falar que Cunha é honesto e que suas obras, tais como o golpe, são obras honestas. E isso é popularmente fatal.
  2. Não podem apelar para novo movimento das ruas. Correm o risco de tal movimento se voltar contra eles mesmos, como já aconteceu, com a condenação cabal dos golpistas políticos, agora também considerados corruptos por todos. Será impossível fazerem alguns inocentes levarem novamente a faixa “Somos milhões de Cunhas”. E até os fascistas também já se cansaram de tentar acobertar tantos corruptos.
  3. Temer não pode mais ser considerado isento e honesto. Pesa sobre ele denúncia da maior gravidade, e até a massa de manobra do golpe já tem conhecimento disso. Temer já não é honesto o suficiente para assumir galhardamente um governo pós golpe.
  4. Então, um dos caminhos do golpe seria vitimizar de alguma maneira o Moro, transformá-lo em herói injustiçado e tentar de algum modo elegê-lo presidente, nem que para isso seja necessário levar de volta o golpe para ser desferido na justiça eleitoral (que seria posteriormente extinta, pelo programa de governo golpista) com a ajuda de alguns ministros oposicionistas. É o que resta, com a possível posterior convocação de eleições e a candidatura de Moro à presidência, turbinada por uma maciça propaganda midiática. Só resta isso e, quem sabe, a fraude eleitoral desabrida para elegê-lo a todo custo, já que mesmo a Marina, além de não merecer confiança total dos golpistas, não tem garantia de vitória contra qualquer poste da esquerda ou mesmo um poste de Lula, se houver propaganda eleitoral gratuita. Poderão manobrar tenazmente para suspender esta propaganda.  
  5. Isso nos faz chegar à conclusão: Há um desejo enorme da mídia e dos pupilos de Cunha para que o golpe seja apressado. Evitaria embates sangrentos (no sentido político) a serem travados no início do governo pós-golpe. Todo golpe precisa de um líder e um condutor. Mas o golpe, na marcha que vai, está a depender ou de Cunha ou de Moro, e em qualquer dos dois casos se daria de uma maneira precária. Não há garantia alguma de que o país aceite tal golpe ser dado pelas mãos de Cunha e seus pupilos, e não há garantia de que a candidatura Moro, o novo “caçador de marajás”, viesse a vingar.
  6. Para dar o golpe, golpe mesmo, destruindo tudo e tentando refazer tudo segundo as intenções neoliberais e patrimonialistas dos golpistas, só na força bruta e com a ajuda total e engajada das Forças Armadas. E a menos que tenham acontecido negociações secretas das quais não se tem notícia, isso parece não ter nem de longe possibilidades de acontecer.    

 

 

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Defender acordao é compactuar com o jogo sujo da Direita

O impeachment nao tem base legal. Ou a Direita consegue dar o golpe, ou o governo continua. E nao tem por que aceitar condiçoes, tem direito a governar. Tem que fazer os acordos habituais exigíveis com o Congresso, mas nenhum "acordao" cedendo direitos. Menos ainda comprometendo direitos políticos de Lula...

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Sua excelência o decano do

Sua excelência o decano do supremo jura por Deus que tem. Pai do céu que STF sem noção!!! 

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Andre B

Foi de acordo em acordo feito

Foi de acordo em acordo feito pelos governos do PT com a 'direita' que chegamos nessa situação. O governo ainda continua fazendo 'acordo'(na verdade submissão) com o mercado financeiro contra os trabalhadores, como nas medidas anunciadas por Nelson Barbosa. Se é para fazer 'acordo' que faça com os trabalhadores revertendo suas politicas a favor deles e não do 'mercado' (incluindo a FIESP que ganhou renuncia fiscal do governo e a grande impresa que ganhou verbas publicitárias do governo, ou seja dos trabnalhadores!).

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Tá confundindo alhos com bugalhos...

Uma coisa sao os acordos em cima de medidas propostas ao Congresso. Sem isso é impossível governar numa democracia, e eu seria a última a desejar uma ditadura, nem mesmo se fosse alegadamente de esquerda. Outra coisa é esse "acordao" extraordinário sendo defendido pelo Nassif, que seria tb uma vitória da direita, mesmo se vitória menor.

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Andre B

Está distorcendo minhas palavras.

ditadura de esquerda saiu do seu teclado e não do meu. Não distorça minhas palavara, não é faltando com a verdade que se defende a democracia,. Não me referi a acordos sobre  propostas do governo enviadas ao Congresso, me referi à propostas enviadas pelo governo ao Congresso: isenção fiscal para a FIESP, que agora orquestar o golpe contra o governo. Verbas publicitárias para a "Globo golpista". Kátia Abreu, reconhecidamente de direita, no ministério da agricultura. Restrição ao acesso ao seguro desemprego no momento em que o desemprego aumenta. Verbas públicas para financiar o ensino privado. Proposta de reforma da previdencia. Proposta de acordo para rolar a divida dos Estados que preve o congelamento dos salários dos funcionários públicos. Lei antiterrorismo, imposta por pressão do GAFI - representante do capital financeiro internacional. A lista é infinita.

A direita a que me referi são os grandes empresários (FIESP, Globo incluídas), os grande proprietários de terra e o grande capital financeiro. É para estes que os governos do PT acenou o tempo todo com acordos e são eles agora que estão botando a corda no pescoço do governo. A nossa elite não gosta de democracia, fazer acordo com ela para governar é botar a democracia no leito de morte.
 

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Nao distorci suas palavras, nao discuto desse jeito

Faço questao de discutir com boa fé, até porque "ganhar" uma discussao com argumentos falsos seria reconhecer que só assim poderia sustentar a minha posiçao. Nao disse que vc disse que seria uma ditadura de esquerda. O que eu disse é que só numa ditadura se pode governar sem acordos. Inclusive algumas concessoes do tipo que vc listou, que vc (e eu, em alguns dos casos) podemos considerar má política, mas estao dentro da normalidade democrática. O que seria golpe seria algum "acordo extraordinário" com compromissos com a oposiçao simplesmente para ter o direito de governar, que já foi dado pela eleiçao.

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Andre B

fazendo coro com coxinhas?

Entendi, quer dizer que Cuba e a Venezuela 'bolivariana' de Chavez são terriveis ditaduras porque não fizeram acordos com os grandes capitalistas. Estou vendo voce gritando na paulista ao lado dos coxinhas: 'morte aos comunistas'. Não vai demorar muito para os 'democratas governistas' fazerem isso.

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Depois reclama de distorçao de suas palavras? Haja cinismo!

Vá catar coquinhos. É claro que eu nao disse nada disso. Venezuela é uma democracia sob todos os pontos de vista. Cuba nao é uma democracia, mas é um país que se defendeu dos EUA e conquistou muitas coisas para a sua populaçao, o país que mais se aproximou de um ideal socialista. Numa conjuntura irrepetível agora.

Deixe de má fé.

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Ronaldo Braga

Acordo é golpe!

Basta de impunidade!

Chega de anistia ampla, geral e irrestrita!

Basta de pactos pela governabilidade!

Chega de chantagem explícita e escancarada!

Acordo é golpe!

Não vai ter acordão!

Não vai ter golpe!

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Acordo é respeitar o

Acordo é respeitar o resultado das urnas.Simples assim.

Todo sacrifício pela democracia é pouco.

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Ronaldo Braga

Respeitar o resultado das urnas...

Respeitar o resultado das urnas não é acordo.

Respeitar o resultado das urnas é respeitar a democracia.

Respeitar o resultado das urnas e respeitar a democracia são coisas que a oposição faz questão de não fazer desde que o resultado da eleição foi proclamado.

Respeitar o resultado das urnas e respeitar a democracia só pode ser "sacrifício" para a oposição golpista e corrupta. E duvido que façam esse "sacrifício".

O acordo serve apenas aqueles que, derrotados na eleição, possam amealhar alguma vantagem pessoal aproveitando o clima de insurreição às regras democráticas, clima criado e fomentado por eles mesmos.

Não vai ter acordão!

Não vai ter golpe!

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Falou e disse

Repito suas palavras, eu nao diria melhor: "Respeitar o resultado das urnas não é acordo. Respeitar o resultado das urnas é respeitar a democracia".

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Xadrez: pelo repensar no campo democrático-progressista

Pela urgente e essencial exposição de idéias que fujam ao pensamento único, pra reflexão no campo democrático progressista

Excelente análise-entrevista: Ciro Gomes em 25  de março, ontem:
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,lula-no-governo-foi-estupidez-inominavel--diz-ciro-gomes,10000023121
[creio que o GGN/Nassif tem acesso pra pegar comm o Estadão, que passou a bloquear, como já fazia a Folha, o copiar/colar textos ]

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Não Desviar do Caminho é o Minimo Necessário Nessa Hora

A hora não permite perder-se tempo com Ciro em outra rotação e sim focar-se no combate ao golpe. Quem sabe assim, também ele perceba que a hora não é de semear para 2018 e sim garantir a democracia para 2018.

Povo informado defende a democracia, povo informado e focado, não entrega a rapadura, povo informado, focado e na rua, impede a ditadura.

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