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Panzers e Panteras, por Walnice Nogueira Galvão

Panzers e Panteras

por Walnice Nogueira Galvão

A alcunha de Black Panthers coube em sua origem ao 761º. batalhão de tanques do exército americano na segunda guerra mundial, integrado por cerca de oitocentos soldados negros. Desembarcaram na invasão da Europa e foram em frente, atravessando vários países. Comandados pelo general Patton, a certa altura eram o corpo do exército aliado mais avançado a Leste, com exceção dos russos. Trinta anos depois o presidente Jimmy Carter conferiu uma condecoração coletiva à unidade, que se distinguiu pelos atos heroicos.

Como o modelo do tanque alemão se chamava “Panther” (das Panzerdivisionen), quase homófono de Panzer, eles adotaram esse nome. O logo pintado nos tanques era a cabeça da fera, altamente estilizada, de perfil, estática. Anos depois, bem diferente era a pantera do partido negro dos anos 60: de frente, agachada e preparando o salto, ameaçando o observador.

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Abertura do Brasil ao mercado internacional é incompatível com táticas adotadas pelo mundo

Abrindo o mercado, Brasil tenta a todo custo entrada na OCDE: como atuam os demais países e como Temer poderá enfraquecer a economia nacional versus a soberania do país
 

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
 
Jornal GGN - Como mais um avanço para tornar o Brasil adepto à economia de livre mercado, Michel Temer pleiteou em junho deste ano a entrada do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Documento obtido pela oposição na Câmara dos Deputados revela que se o preço para essa aliança não será barato ao Brasil, o presidente da República vem dando sinais positivos de que submeterá a nação a exigências desproporcionais, sequer assumidas pelos demais 35 países membros. Reformas são sinais claros de que o mandatário atenderá a mudanças estruturais na economia brasileira em nome do mercado livre.
 
Partindo de um mesmo plano, o pedido para o Brasil ser aceito na OCDE foi enviado no dia 3 de junho, como uma das estratégias do governo peemedebista para tornar o país atraente ao investimento estrangeiro, aliada a outras medidas como a aprovação das reformas trabalhista, previdenciária e fiscal. O objetivo de Temer era tornar a relação já bilateral com os países da Organização ainda mais forte. Entretanto, as 35 nações integrantes – com grande parte formada por ricas economias – exigem contrapartidas.
 
"A solicitação brasileira segue-se à bem-sucedida execução do programa de trabalho que resultou do Acordo de Cooperação assinado entre o Brasil e a OCDE em 2015. Insere-se no marco dos esforços do governo brasileiro para consolidar o desenvolvimento sustentável e inclusivo, com a modernização da gestão e aproveitamento da larga experiência em políticas públicas comparadas da Organização", divulgou o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, no dia 30 de maio deste ano.
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Brasil tenta recuperar comércio com EUA, após estragos da Carne Fraca


Foto: Antonio Araujo/Ministério da Agricultura
 
Jornal GGN - Após o impacto da Operação Carne Fraca nas empresas brasileiras e, consequentemente, na economia nacional, com o afastamento de 33 servidores do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento e a suspensão da atividade de frigoríficos, o país tenta recuperar as negociações internacionais com as exportações.
 
Para isso, o ministro da pasta, Blairo Maggi, viajou aos Estados Unidos para retomar o diálogo. Apesar de publicamente afirmar que não há "qualquer objeção política por parte do governo americano de continuar esse mercado aberto para o Brasil", calcula um tempo ainda de, pelo menos, 30 a 60 dias para a volta da exportação aos EUA.
 
Em Washinfton, Maggi disse que "o mais rápido possível" acredita, ainda que sem certezas, que o país volta a vender carne in natura para o país norte-americano. O tempo é necessário para "aguardar posições técnicas" e não "políticas", afirmou.
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Janot aceitou imunidade imposta por Joesley Batista pensando no "interesse público"

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot disse, nesta segunda (17), que aceitou a imunidade total imposta por Joesley Batista em seu acordo de delação premiada pensando no interesse público.
 
"Eu sopesei o interesse público e concluí: eu viu conceder a imunidade. Foi sopesando o interesse público à sociedade brasileira", disse, segundo informações do Valor Econômico.
 
Ainda segundo a reportagem, "sem mencionar os nomes dos executivos da JBS, Janot contou que eles disseram que não abririam mão da imunidade."
 
Em passagem pelos Estados Unidos para falar de delação premiada, Janot disse que "a escolha de Sofia que eu tive de fazer foi: eu, que tenho o monopólio da investigação e sou o titular exclusivo da ação penal, aceito prosseguir no acordo ou vou ter de fechar os olhos para crimes que estavam sendo praticados. Aí, eu sopesei os dois interesses e a concessão da imunidade."
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Ministro da Justiça viaja para coibir Janot de falar mal de Temer nos EUA

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O ministro da Justiça Torquato Jardim viaja às pressas aos Estados Unidos após saber que Rodrigo Janot, procurador-geral da República, estará em Washington nesta semana para eventos ao lado de integrantes do Departamento de Justiça estadunidense, o DOJ.
 
Segundo coluna de Lauro Jardim em O Globo, Torquato chega amanhã aos EUA e "vai conversar com diplomatas brasileiros e pesquisadores especializados em Brasil."
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Como a Lava Jato entregará a repatriação de empresas brasileiras ao mundo

Entenda o jogo de interesses que mobiliza um aparente bem-intencionado acordo de cooperação internacional: todos os países e investigadores ganham, menos as empresas brasileiras
 

Lava Jato durante a apresentação da "Car Wash", com procuradores suíços e dos EUA - Foto: Geraldo Bubniak / AGB
 
Jornal GGN - A Lava Jato de Rodrigo Janot está de olho no ex-procurador suíço Stefan Lenz, que se auto caracteriza como o "cérebro" das investigações no país sobre o esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e Odebrecht. Por não se sentir reconhecido, financeiramente e por seus superiores, ele pediu demissão. Jornais alemães e suíços acessados pelo GGN dão conta, ainda, que Lenz poderia avançar nas investigações que fazem "estremecer políticos brasileiros e, inclusive, levar à prisão o ex-presidente Lula da Silva".
 
A frase foi reproduzida de uma reportagem no periódico alemão "Aargauer Zeitung", em outubro do último ano, quando Lenz abandonava a sua equipe de investigadores por aparentes conflitos internos. Lá, o investigador teria criado inimizade com o procurador-geral, Michael Lauber. E enquanto uma troca no grupo de delegados da força-tarefa no Brasil foi vista como um desmanche das investigações, o país europeu mostrou-se determinado a fortalecer as investigações que tem como mira as empresas brasileiras.
 
 
Daqui, a força-tarefa de Curitiba e o procurador-geral, Rodrigo Janot, não demonstram preocupação com possíveis interferências de investigadores estrangeiros nas irregularidades ou ilícitos dentro das companhias nacionais, ao contrário, agradecem publicamente a mobilização de mais de uma dezena de pessoal, como advogados, procuradores especialistas em corrupção e técnicos forenses no país, exclusivamente para mirar a Petrobras.
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Em documento final, G20 isola EUA ao afirmar que Acordo de Paris é irreversível

Foto: Divulgação/PR

Por Alex Rodrigues

Da Agência Brasil

Reunidos em Hamburgo, na Alemanha, para discutir os principais desafios econômicos globais, os representantes políticos das 20 maiores economias mundiais (G20) reafirmaram, no documento final da cúpula, a determinação de enfrentar conjuntamente questões como a pobreza, o terrorismo, o deslocamento forçado de populações, o desemprego, a desigualdade de gênero e as mudanças climáticas.
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Sala de visitas: aprofundar democracia é única saída contra crise

Nesta edição, Luis Nassif recebe Deputado Paulo Teixeira, historiador Daniel Afonso da Silva e o violão de Daniel Murray

Nesta edição: Paulo Teixeira, Daniel Afonso da Silva e Daniel Murray

Jornal GGN - Nesta edição, o Sala de visitas com Luis Nassif abre com a entrevista do deputado federal pelo PT-SP, Paulo Teixeira otimista em relação ao futuro do partido ao avaliar que o momento é de refluxo do antilulismo.

"O antilulismo se diluiu e hoje há na sociedade uma compreensão de que o problema não está conosco, mas está do lado deles [oposição], tanto que a popularidade do Temer é baixíssima, a popularidade do PSDB, a expectativa de votos em candidatos do PSDB, é baixa, ao mesmo tempo cresce a expectativa de voto no Lula, a simpatia do PT. Portanto, mudou muito a conjuntura do golpe até hoje, em um ano", ponderou.

Em seguida, Nassif recebe o colunista do GGN, doutor em História Social pela USP e professor-pesquisador convidado do “Centre de Recherches Internationales da Sciences Po” de Paris, Daniel Afonso da Silva que faz uma avaliação do impacto da gestão Trump na geopolítica mundial, fala do futuro político da França na gestão Macron e a baixa credibilidade da classe política no mundo.
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Temer e Aécio colhem tempestade porque plantaram vento, diz Lula

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Jornal GGN - Em entrevista a uma rádio da Paraíba, o ex-presidente Lula disse na manhã desta quarta (5) que Aécio Neves, Michel Temer e seus respectivos partidos colhem tempestade porque plantaram vento, ou seja, são alvos de ataques da mídia a reboque da Lava Jato porque incentivaram isso no passado, contra o PT.

Segundo Lula, Temer e Aécio estão provando do próprio "veneno". "Estão colhendo tempestade porque plantaram vento. Eles plantaram isso. Esse País vive clima de ódio e intolerância porque desde 2013 eles vendem facilidades e culpam o PT", disparou.

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Joice Hasselmann é condenada a indenizar filha de Luis Nassif por notícia falsa

Foto: Reprodução/RBA

Jornal GGN - O juiz Rodrigo Cesar Fernandes Marinho, da 4ª Vara Cível de São Paulo, condenou a jornalista Joice Hasselmann a indenizar Luiza de Aguirre Nassif, filha do jornalista Luis Nassif, por danos morais. Em fevereiro passado, a ex-funcionária da Veja publicou que Luiza estava em Nova York e liderou um protesto contra o juiz Sergio Moro, símbolo da Lava Jato. Joice ainda insinuou que a atitude da filha de Nassif estava vinculada a supostos pagamentos de "governo petista" ao veículo de comunicação dirigido por ele. A postagem repercutiu entre blogs de direita e Luiza sofreu ataques na internet.
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Moro, Lava Jato e interesses dos EUA

Fotoilustração: Joana Brasileiro

Por Cesar Locatelli

Do Jornalistas Livres

O juiz Sérgio Moro é louvado em verso e prosa pelos meios de comunicação tradicionais, nacionais e estrangeiros. Foi “personalidade do ano” pelo Globo, esteve entre “as 100 personalidades mais influentes” da revista Time, alçado à condição de 13o entre “os maiores líderes mundiais” pela revista Fortune e 10o entre os mais influentes da agência de notícias financeiras Bloomberg.

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Moro atropelou lei brasileira para ajudar EUA em investigação, diz reportagem

 
Jornal GGN - O portal Jornalistas Livres publicou nesta quarta (22), com exclusividade, reportagem que denota que o juiz Sergio Moro, que cuida da Lava Jato em Curitiba (PR), teria atropelado as leis brasileiras para ajudar os Estados Unidos numa investigação sobre evasão de divisas, em 2007.
 
De acordo com a reportagem, as autoridades estadunidenses atuaram com ajuda da Polícia Federal e conseguiram de Moro autorização para criar um CPF e uma conta bancária falsos para um agente infiltrado. Esse agente dos EUA teria provocado um brasileiro no exterior a enviar dinheiro para a conta falsa, numa operação ilegal. 
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Muito além do entretenimento, por Mauricio Stycer

Foto Associeted Press/Pablo Martinez

Jornal GGN – O articulista da Folha, Mauricio Stycer, aborda em sua coluna o fenômeno Donald Trump. Fenômeno pelo papel assumido pela mídia em prol do então candidato, que soube aproveitar o espaço concedido. Entrando por esta senda, os pesquisadores James Shanahan e Michael Morgan publicaram um artigo no Journal of Communication apresentando os resultados de sua pesquisa, ligando a vitória de Trump ao cultivo do autoritarismo perpetrado pela programação de TV. Conforme Stycer levanta, Shanahan e Morgan partem do suposto de que quanto mais você assiste à televisão mais você tende a abraçar tendências e perspectivas autoritárias. Leia o artigo a seguir.

na Folha

Muito além do entretenimento

por Mauricio Stycer

A eleição de Donald Trump, em novembro de 2016, ainda é um fenômeno em busca de boas explicações. Uma delas, divulgada recentemente, aponta para o papel da televisão.

Não está se falando da cobertura enviesada dos canais de notícias ou do espaço gigantesco que o candidato, com seu faro midiático, soube conquistar gratuitamente, alertam os pesquisadores James Shanahan, da Universidade de Indiana, e Michael Morgan, da Universidade de Massachusetts Amherst.

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Globo pecou na apuração jornalística antes de atacar o BNDES

Versão da Lava Jato de que um agente do BNDES ajudou a beneficiar a JBS com a aprovação de um projeto milionário no prazo recorde de 22 dias não procede, assim como outras informações que agora são esclarecidas pelo banco de desenvolvimento

Jornal GGN - Com base em uma nota que o BNDES enviou à Rede Globo na semana passada, o GGN já havia apontado fragilidades na reportagem do Fantástico sobre as investigações em curso na operação Bullish, que miram negócios do banco com o grupo JBS (leia aqui). Novas informações lançadas no site da instituição, nesta semana, ajudam a desconstruir um pouco mais a história narrada pela Globo em conluio com a Lava Jato, revelando que a equipe da emissora fez uma apuração jornalística rasa antes de bancar o ponto de vista do Ministério Público Federal.
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EUA ainda não participou de acordo de delação dos irmãos Batista


Foto: Agência DPA
 
Jornal GGN - O acordo de delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista, da JBS, impactaram o país com as acusações contra o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Mas para entregar o que tinham em mãos, além dos depoimentos, grampos e comprovantes dos ilícitos cometidos, a Procuradoria-Geral da República acertou um acordo controverso, alvo de críticas pela imprensa nacional.
 
Entre as polêmicas, Wesley e Joesley ganharam a anistia total dos crimes cometidos, ainda por aqueles que não estão incluídos nas próprias acusações e confissões. Homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os empresários não poderão ser denunciados pelos delitos, ganhando a imunidade em outras investigações e o perdão judicial de denúncias que já pudessem ter sido oferecidas.
 
A diferente situação dos delatores acabou por se tornar um dos principais apoios de jornais tradicionais para criticar as delações e, inclusive, a procuradoria-Geral da República, comandada por Rodrigo Janot. O procurador, por sua vez, dedicou amplo espaço em colunas da Folha e do Uol para justificar que o teor das acusações valia o preço.
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