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EUA

EUA ainda não participou de acordo de delação dos irmãos Batista


Foto: Agência DPA
 
Jornal GGN - O acordo de delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista, da JBS, impactaram o país com as acusações contra o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Mas para entregar o que tinham em mãos, além dos depoimentos, grampos e comprovantes dos ilícitos cometidos, a Procuradoria-Geral da República acertou um acordo controverso, alvo de críticas pela imprensa nacional.
 
Entre as polêmicas, Wesley e Joesley ganharam a anistia total dos crimes cometidos, ainda por aqueles que não estão incluídos nas próprias acusações e confissões. Homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os empresários não poderão ser denunciados pelos delitos, ganhando a imunidade em outras investigações e o perdão judicial de denúncias que já pudessem ter sido oferecidas.
 
A diferente situação dos delatores acabou por se tornar um dos principais apoios de jornais tradicionais para criticar as delações e, inclusive, a procuradoria-Geral da República, comandada por Rodrigo Janot. O procurador, por sua vez, dedicou amplo espaço em colunas da Folha e do Uol para justificar que o teor das acusações valia o preço.
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Análise da crise: o Brasil não está só no mundo, por Samuel Pinheiro Guimarães

Análise da crise: o Brasil não está só no mundo

por Samuel Pinheiro Guimarães

1.      A vitória ideológica/econômica/tecnológica dos Estados Unidos sobre a União Soviética, a adesão russa ao capitalismo e a desintegração da Rússia e a adesão da RPC ao sistema de instituições econômicas liderado pelos Estados Unidos e a abertura chinesa controlada às MNCs levaram à consolidação da hegemonia política/imperial dos Estados Unidos.

2.      As diretrizes da política hegemônica americana são:

·     induzir a adoção, por acordos bilaterais e pela imposição, por organismos “multilaterais”, dos princípios da economia neoliberal;

·     manter a liderança tecnológica e controlar a difusão de tecnologia;

·     induzir o desarmamento e a adesão “forçada” dos países periféricos e frágeis ao sistema militar americano;

·     induzir a adoção de regimes democráticos liberais, porém de forma seletiva, não para todos Estados;

·     garantir a abertura ao controle externo da mídia.

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Os ataques da Globo ao BNDES

 
Jornal GGN - Não é difícil imaginar como vai acabar a relação BNDES-JBS por causa da Lava Jato, se por exemplo for tomada a devassa que a operação promoveu, em parceria com a mídia, na Petrobras e nas grandes empreiteiras do País. É com essa preocupação em vista que a reportagem do Fantástico sobre o banco, veiculada no último domingo (22), deve ser revisitada.
 
O programa dominical da TV Globo dedicou quase que a edição inteira a relembrar as revelações que Joesley Batista fez sobre Michel Temer e Aécio Neves na última semana. E, em reportagem de quase 4 minutos e meio, contou a história de um funcionário do BNDES que supostamente poderia ter favorecido o grupo JBS em transações bilionárias. 
 
Para dar dimensão ao suposto escândalo, o Fantástico cita o volume de recursos que o BNDES "injetou na JBS" durante o governo Lula (2007-2010): 8,1 bilhões de reais, dando a entender que todo esse montante foi fruto de operações ilícitas.
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Trump diz que é prioridade prisão de Julian Assange

CNN confirma que presidente dos EUA colocou o fundador do WikiLeaks entre os primeiros na lista de futuros prisioneiros

 
Jornal GGN - O site de notícias norte-americano CNN confirmou que o governo de Trump quer prender Julian Assange, fundador do WikiLeaks, site responsável pelo vazamento assuntos sensíveis de governos e empresas. As informações são do portal Democracy Now. 
 
Desde junho de 2012 o australiano vive na embaixada do Equador em Londres, onde pediu e obteve asilo político. Assange chegou a pedir salvo-conduto ao governo britânico para sair da embaixada e viajar até o Estado do Equador, sendo-lhe negado. O Democracy lembra que, antes de ser presidente dos Estados Unidos, Trump chegou elogiar Assange e o WikiLeaks publicamente, assim como o diretor da CIA, Mike Pompeo, que mais recentemente se referiu ao site como "um serviço de inteligência hostil" e Assange e seus seguidores como "demônios".
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Dilma denuncia em Boston tentativa de prender Lula para evitar candidatura à 2018

 


Foto-montagem: Brasil247

Jornal GGN - Convidada pelas Universidades de Harvard e MIT, em Boston, para palestrar na Brazil Conference, a ex-presidente Dilma Rousseff denunciou o golpe parlamentar no processo de impeachment que a tirou do poder e disse estar preocupada com a tentativa de mudança nas "regras do jogo democrático" em uma eventual prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Neste sábado (08), a ex-presidente participou da conferência em Boston, nos Estados Unidos, a convite das duas universidades, para debater os problemas do Brasil e o papel do país no mundo. 
 
Em cerca de 40 minutos, Dilma falou sobre a democracia, sobre os impactos das políticas que vem sendo implementadas no país desde a sua destituição do poder, com o governo de Michel Temer, e sobre os riscos da tentativa de repetir o cenário, em eventual impedimento de que o ex-presidente Lula sequer concorra às eleições de 2018.
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Após manobra, indicado de Trump é aprovado novo juiz da Suprema Corte


Foto: The Independent

Da Agência Brasil com EFE

O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta sexta-feira (7) Neil Gorsuch, o juiz indicado pelo presidente norte-americano Donald Trump, como novo magistrado da Suprema Corte para a vaga de Antonin Scalia, que morreu em fevereiro do ano passado. As informações são da Agência EFE.

Com 54 votos a favor e 45 contra, o Senado confirmou Gorsuch por maioria simples depois de mudar na quinta-feira as normas da Câmara Alta, que exigiam maioria de 60 votos para esse tipo de procedimento.

A confirmação fecha uma semana de intenso debate no Senado, onde a oposição democrata levou ao limite suas manobras de filibuster (fazer longos discursos) para adiar a chegada do juiz à Suprema Corte.

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EUA ataca Síria traiçoeiramente com mísseis Tomahawk

Instante em que se inicia o ataque americano contra a Síria, a partir de um vaso de guerra no Mediterrâneo

do Vermelho

EUA ataca Síria traiçoeiramente com mísseis Tomahawk

Na noite desta quinta-feira (6), o presidente estadunidense Donald Trump declarou, em Washington, que havia ordenado um ataque militar contra o exército sírio, violando acordos, convenções e conversações realizados nos últimos meses em relação à Síria.

Como em diversas outras ocasiões na História, a administração americana usou de um pretexto torpe para dar início a um ataque militar, desta vez contra a Síria, país que está sendo devastado por terroristas há sete anos. O pretexto foi o suposto ataque sírio com armas químicas na região de Idlib na terça-feira. Algo negado de forma categórica pelo governo local.

O ataque foi realizado contra a base aérea síria de Homs, com cinco dezenas de mísseis Tomahawk. O governo da Rússia já havia advertido que o ataque com armas químicas provavelmente era obra de terroristas do grupo Estado Islâmico, que desde março de 2011 fustiga o país. O grupo, como já foi provado por organizações internacionais, é financiado e armado por potências locais, como a ditadura da Arábia Saudita e a do Catar. Países ocidentais, como os Estados Unidos, também apoiam com armas e munição os grupos terroristas. Leia mais »

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Carne fraca na política econômica e na PF, por Tatiana Berringer

Novo cenário global exige reindustrializar países do Sul. Mas governo Temer segue a toada da submissão – com notável apoio da polícia

do Outras Palavras

Carne fraca na política econômica e na PF

por Tatiana Berringer

A conjuntura política internacional e nacional traz à tona debates, reflexões e polêmicas muito importantes para entender a inserção internacional do Brasil e as características da burguesia brasileira.

Até a eleição do Donald Trump e a aprovação do Brexit, havia entre os intelectuais marxistas quem defendesse que o neoliberalismo baseia-se em uma globalização produtiva, econômica e financeira de tal sorte que teria sido criada uma burguesia mundial, isto é: um bloco monolítico do capital financeiro (monopolista) que atua independentemente da estrutura jurídico-política dos Estados-nações. As grandes corporações multinacionais e os agentes do capital financeiro (fundos de pensões, seguradoras, etc.) seriam os principais atores políticos do capitalismo contemporâneo, solapando a existência de burguesias nacionais e/ou internas. Nessa linha de raciocínio o Brasil teria se integrado de maneira subordinada ao imperialismo estadunidense e a burguesia brasileira (industrial e de serviços) teria se diluído ou se tornado associada ao capital externo.

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Brasil é principal produtor, exportador e consumidor de carne do mundo

Entenda o que isso significa para a economia do país, e porque os três itens o colocam na mira dos concorrentes 

 
Jornal GGN - O jornal O Cafezinho fez uma série de pesquisas para avaliar a importância da carne para a economia brasileira compilando dados oficiais disponíveis pelo governo brasileiro e dos EUA. A conclusão no quesito produção e exportação mundial de carne é que o Brasil figura como líder em três itens: produção, exportação e consumo. 
 
"Com isso, o Brasil é, naturalmente, alvo da cobiça internacional pelos três motivos. Os nossos concorrentes querem reduzir a nossa exportação, para diminuir o nosso market share e aumentar o deles. Querem tomar conta da nossa produção, adquirindo nossas empresas. E querem dominar o nosso mercado interno, um dos maiores do mundo". Acompanhe a matéria a seguir.
 
 
 
 
O problema da Operação Carne Fraca é o seguinte.
 
A Polícia Federal, claramente, esqueceu que a sua função é proteger o cidadão, as empresas nacionais e o governo. Proteger o cidadão (e seu emprego!) contra fraudes, as empresas nacionais contra fraudadores, e o governo contra corruptos.
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Leonardo Stoppa: interesse dos EUA na derrubada dos frigoríficos brasileiros

 
Jornal GGN - "Os Estados Unidos estão destruindo o nome 'Brasil produtor de carne' para que eles consigam comprar a nossa carne, por um preço baixo, e mais importante que isso, a nossa carne 'in natura'. Eles não vão comprar de frigorífico brasileiro, só as peças de carne para que os frigoríficos americanos e de outros países especuladores possam revender essa carne com o nome deles", resumiu o jornalista Leonardo Stoppa.
 
O jornalista lembra que os investigadores e Judiciário brasileiros já "sabiam que isso estava acontecendo há dois anos", com as irregularidades agora deflagradas na Operação Carne Fraca. Stoppa defende que o problema já poderia ter sido resolvido, "de uma forma muito mais simples, sob segredo de Justiça", visando a proteção das empresas brasileiras frente ao mercado internacional. 
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Lawfare como projeção de poder dos EUA, por Bruno Lima Rocha

Por Bruno Lima Rocha

Análise dos efeitos políticos da operação Lava Jato no Brasil e no continente

Neste comentário eletrônico, debatemos o emprego dos sistemas legais e os acordos de cooperação como uma estratégia dos EUA e aliados para projetar poder no Sistema Internacional e angariar lealdades dentro de relevantes setores das tecnocracias jurídicas de países semi-periféricos. 

*Bruno Lima Rocha é cientista político e professor de relações internacionais.

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Ação da PF contra setor de carnes ocorre após Brasil conquistar mercado nos EUA

Jornal GGN - A Polícia Federal admitiu que investiga o pagamento de propina por empresas brasileiras que produzem carne há cerca de dois anos, mas só deflagrou a "maior operação" de sua história no momento em que o Brasil vinha abrindo mercado no plano internacional. Em julho do ano passado, por exemplo, o País acertou com os Estados Unidos a venda de carne bovina in natura, encerrando uma negociação que se arrastava há 18 anos.

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Trump promete mais verbas para a defesa e menos para a saúde

Por Radio France Internationale

Da Agência Brasil

O presidente norte-americano Donald Trump fará hoje (28) seu primeiro pronunciamento em sessão conjunta do Congresso. Ele deve anunciar o aumento do orçamento da Defesa, cortes de verba para a ajuda internacional e o meio ambiente. O anúncio mais esperado, porém, deverá ser a controversa revogação e substituição do Obamacare.

Trump deve se referir à reforma ao sistema de saúde conquistada pelo governo de Barack Obama como uma carga econômica que precisa ser minimizada para, segundo ele, salvar as famílias americanas do desastre do Obamacare.

 

A promessa de revogar e substituir a lei da saúde promulgada por Obama em 2010 é mais difícil de ser cumprida do que Trump esperava, conforme ele mesmo admitiu na véspera do pronunciamento. Apesar de o presidente dizer que ninguém está feliz com o Obamacare, governadores republicanos estão sofrendo pressão para não permitirem que Trump mexa no Medicaid, o programa de seguro federal-estadual para pessoas de baixa renda, que foi expandido em diversos estados. Essa questão, em particular, está causando uma rixa entre republicanos governadores e membros do Congresso.

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Oscar 2017 foi o mais diversificado da história

Artistas utilizaram visibilidade do evento para criticar políticas discriminatórias de Trump


Jornal GGN - Artistas que participaram do festival do Oscar 2017, neste domingo (26), usaram a visibilidade do evento para criticar Donald Trump e suas políticas de discriminação. No artigo,de Vinicius Sartorato para a revista Fórum, ele destaca a influência política do Oscar e como, neste ano, a festa se diferenciou de todas as edições anteriores não só pelas críticas massivas ao presidente dos Estados Unidos, mas como o mais diversificado em toda a história.

"Com 62 filmes indicados, em 14 diferentes categorias, o tema da diversidade étnica tomou o palco nesta edição, ao contrário das duas edições passadas, criticadas pela ausência de atores negros entre os indicados para a premiação", reforça Sartorato.

Fórum

Oscar 2017: Donald Trump foi o “saco-de-pancadas” da noite


“Como mexicano, como latino-americano, como trabalhador imigrante, como ser humano, sou contra qualquer forma de muro que nos separe”, disse Gael Garcia Bernal

Por Vinicius Sartorato*

Maior festival de cinema do mundo, o Oscar é organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Em sua 89ª edição, é um dos mais importantes eventos da indústria cinematográfica mundial, ao lado dos festivais de Veneza, Cannes e Berlim.
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Petrobras encerra mais quatro ações nos EUA

Companhia aprovou acordos com investidores encerrando ações individuais movidas contra ela naquele país


Jornal GGN - Em um comunicado oficial divulgado na última sexta-feira (24), a Petrobras anunciou que fechou novos acordos com investidores em ações individuais nos Estados Unidos, encerrando quatro ações abertas naquele país contra a estatal brasileira.

Desde que estourou a Lava Jato e, portanto, as denúncias de corrupção na Petrobras, até então a segunda maior empresa de energia do mundo e detentora de inúmeros recordes de exploração de petróleo em águas profundas, uma série de ações individuais foram abertas contra a empresa nos Estados Unidos, colocando ainda mais em risco o capital material da companhia brasileira.

Com o novo anúncio sobre os acordos, a gerência de comunicação da empresa diz que a Petrobras alcança acordo em dezenove ações individuais, do total de vinte e sete, que foram consolidadas com a class action.

"No momento, não é possível para a Petrobras fazer estimativa confiável sobre o desfecho da class action. Esses acordos, cujos termos são confidenciais têm como objetivo eliminar incertezas, ônus e custos associados à continuidade dessas disputas e não constituem qualquer reconhecimento de responsabilidade por parte da Petrobras, que continuará se defendendo firmemente nas demais ações em andamento", concluem na nota.
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