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Lima

Xadrez de como a Lava Jato protegeu Michel Temer, por Luís Nassif

Peça 1 – a teoria do fato, o supérfluo e o essencial 

As denúncias feitas pelo Ministério Público Federal de Curitiba contra o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, em função de manipulações nas licitações da Eletronuclear, têm características polêmicas.

Como se sabe, o método de investigação do MPF é chamado de “teoria do fato” (não confundir com teoria do domínio do fato), que nada mais é do que a tática de definir uma narrativa inicial do crime, para poder organizar melhor os elementos levantados na investigação.

A teoria do fato da Eletronuclear foi que o Almirante Othon direcionava licitações para as empreiteiras em troca de pagamentos feitos através do pagamento de serviços não realizados por empresa de sua propriedade e das filhas. Ponto.

Ficou aí e daí não saiu nem quando os fatos começaram a apontar em direções mais elevadas.

Como se sabe, ninguém é alçado ao comando de uma grande estatal sem ter um padrinho político. Principalmente quando se dispõe a fazer negócios.

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Ressurge Lima: batom na cueca de Temer, por Marcelo Auler

Coronel Lima e Temer

 

Ressurge Lima: batom na cueca de Temer

por Marcelo Auler

em seu blog

Talvez ele seja o mais antigo aliado do presidente golpista Michel Temer, muito embora não tenha nenhuma sala disponível no Palácio do Planalto. É um “aliado” oculto. Seu nome ressurge a cada nova denúncia de corrupção envolvendo o atual presidente.

Foi assim no final dos anos 90, quando uma estudante de psicologia ingressou com uma Ação de Reconhecimento e Dissolução Estável, Cumulada com Partilha e Pedido de Alimentos (Ação 00632820-2), ajuizada na 3ª Vara de Família, Órfãos e Sucessão, de São Paulo, contra o então presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP), Marcelo de Azeredo, apadrinhado do hoje presidente acusado de corrupção.

Na ação, a ex-companheira de Azeredo, Erika Santos, denunciou todo um esquema de corrupção na CODESP a beneficiar três pessoas: Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, Azeredo, e o velho amigo do hoje presidente suspeito, coronel aposentado da Polícia Militar, João Baptista Lima Filho.

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Aquecimento global: nova procrastinação em Lima

Por que o acordo firmado por 195 governos, sobre mudanças climáticas, é limitado e frágil. Quais os passos até a reunião decisiva de Paris, em 2015

Da Agência IPS

Por Estrella Gutierrez

Tradução: Maurício Ayer

Após protelarem por 25 horas, os negociadores de 195 países chegaram domingo, em Lima (Peru), a um acordo que define um “mínimo comum necessário” de medidas a serem tomadas para enfrentar as mudanças climáticas. Mas postergaram as grandes decisões sobre um novo tratado para a 21ª Conferência das Partes (COP 21), que acontecerá daqui a um ano, em Paris.

Depois de 13 dias de debates, a COP 20 da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (CQNUMC) deixou sem solução assuntos centrais, como a fiscalização dos compromissos da redução de emissões de cada país, o reconhecimento de perdas e danos causados pelas mudanças climáticas e os planos imediatos, conforme denunciaram à IPS representantes das organizações observadoras.

O documento aprovado, o terceiro a ser debatido, denominado “Apelo de Lima para a Ação Climática”, estabelece que os países apresentarão, antes de outubro de 2015, seus compromissos nacionais de redução das emissões de gases que provocam o aquecimento global.

O texto também “urge” os países industrializados a “prever e mobilizar apoio financeiro para ações ambiciosas de mitigação e adaptação” para as nações afetadas pelas mudanças climáticas e “convida” a que definam este financiamento junto com os compromissos de redução das emissões. A exortação atendeu de maneira frágil às necessidades dos países que são mais vulneráveis ao aumento das temperaturas – e evitou um franco naufrágio.

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