Revista GGN

Assine

Procuradoria-Geral da República

Cunha quer se vingar de seus delatores e PGR cobra mais


Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - O esperado acordo de delação premiada do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ainda enfrenta obstáculos antes de ser fechado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) exige que o ex-presidente da Câmara entregue aliados e indícios mais certeiros contra o presidente da República, Michel Temer. O acordo já leva mais de dois meses. 
 
O ex-parlamentar, por outro lado, já mostrou que não enfrenta resistências para indicar tudo o que sabe contra Temer, o que não ocorre de igual forma com aliados. De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo desta quinta-feira (27), investigadores indicam que Cunha ainda tenta blindar aliados do chamado "centrão", o bloco alimentado por ele mesmo quando ocupava a Câmara dos Deputados.
 
Entretanto, procuradores da República pressionam para que Cunha delate fatos ilícitos contra parlamentares antigos aliados. Preso desde outubro do ano passado, o ex-deputado também precisaria ajudar os investigadores a chegar a uma conta ou trust em paraíso fiscal que teria ligação com recebimentos de propinas e caixa dois por Michel Temer.
Média: 5 (3 votos)

Após denúncia da PGR, reprovação do governo Temer chega a 70%, aponta Ibope

temer_beto_barata_pr_4_0.jpg
 
Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - Divulgada nesta quinta-feira (27), pesquisa CNI-Ibope mostra que 70% dos entrevistados consideram o governo de Michel Temer ruim ou péssimo. Na última pesquisa, divulgada em março, a reprovação era de 55%. Em dezembro, este índice estava em 46%.
 
Outros 21% dos entrevistados consideram o governo como regular, 5% acham que ele é bom ou ótimo, e 3% não souberam ou não quiseram responder.
 
Este levantamento é o primeiro do CNI-Ibope realizado após a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente no Supremo Tribunal Federal. 

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Para Janot, seria preciso “prova satânica” para ligar definitivamente Temer a mala de Loures

janot_geraldo_magela_-agencia_senado.jpg
 
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
 
Jornal GGN - Durante evento realizado neste sábado (1), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, respondeu às críticas sobre sua denúncia contra o presidente Michel Temer, afirmando  que seria necessária uma “prova satânica, quase impossível” para comprovar definitivamente a ligação entre a mala de Rodrigo Rocha Loures e o presidente da República. 
 
Para o PGR, ninguém “passa recibo” para este tipo de crime, e por isso é difícil ter a prova cabal para associar Temer à propina. Por isso, é necessária “apresentar indícios fortes” que mostrem a ligação entre o denunciado e a atividade ilícita, argumentou Janot durante debate em Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). 
 
No evento, Janot também comentou sobre a escolha de sua sucessora, Raquel Dodge, que ficou em segundo na lista tríplice da PGR. "O importante é o nome ser escolhido dentro da lista, e isso ele [Temer] fez."

Leia mais »

Média: 1.3 (3 votos)

O fator Raquel Dodge na PGR

Primeiro, uma ressalva: há um fator indeterminado que afeta os mortais quando nomeados para cargos relevantes, especialmente na área jurídica. Luiz Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Ayres Brito, Carmen Lúcia eram um, antes da indicação; depois, viraram outro.

A história de que a subprocuradora Raquel Dodge – escolhida para substituir o Procurador Geral da República Rodrigo Janot – era a preferida dos caciques do PMDB, de Gilmar Mendes, de Osmar Serraglio, da Joaquim Silvério dos Reis e Calabar foi uma invenção política do grupo de Janot em conluio com a Globo.

Aliás, se a corporação dos procuradores acreditasse minimamente nesses jogos de injúria, certamente não daria à Raquel a votação conquistada. Aliás, as jogadas acabaram por fortalece-la, em detrimento de outras candidaturas femininas afirmativas, como a de Ela Wiecko.

Aqui você tem uma explicação detalhada de outra jogada do gênero, armada por Janot para tentar caracterizar Raquel como inimiga da Lava Jato. Aqui, outra explicação das jogadas mais recentes da dobradinha Janot-Globo.

Leia mais »

Média: 4.4 (31 votos)

O porre do MPF na lista tríplice da PGR, por Eugênio Aragão

nicolao-dino-foto-marcelo-camargo-agencia-brasil.jpg

O vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino, primeiro da lista tríplice. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do blog de Marcelo Auler

A lista tríplice para PGR ou o porre do MPF

Por Eugênio Aragão

Depois de uma campanha profissional, como manda o figurino Janot na corporação, o vitorioso da eleição interna para a lista associativa, Nicolao Dino, contou com o peso do cargo de seu padrinho, o Procurador-geral da República, para tornar-se o azarão da vez.
 
Da lista, numa eleição espontânea, sequer constaria o nome de Nicolao, perdedor de duas eleições para o Conselho Superior. A perspectiva mais provável era Raquel Dodge e Mário Bonsaglia disputando os dois primeiros lugares e Ela Wiecko eleita para o terceiro. O número de votos recebidos por Nicolao surpreendeu até analistas mais experientes.
 
A pergunta que fica no ar é: o que está acontecendo com o MPF? “Flucht nach vorne” ou “escape ahead” – a fuga para frente, a saída que resta aos que se encurralaram em seus próprios erros?
 
O porre da “Lava Jato” está cobrando seu tributo. E a ressaca será pesada.

Leia mais »

Média: 4.8 (17 votos)

No Senado, CCJ faz audiência esvaziada depois de denúncia contra Temer

reforma_trabalhista_ccj110730_0.jpg

Foto: Agência Senado

Do Vermelho

 
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado realizou nesta terça-feira (27) sessão de audiência pública para tratar da reforma trabalhista. A audiência acontece um dia ante da antes da votação do projeto na Comissão, que está marcada para esta quarta-feira (28).
 
Ainda sob efeito da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Michel Temer, a sessão começou esvaziada, com poucos parlamentares em plenário, que foram comparecendo no decorrer da sessão.

Entre os convidados estavam o relator do projeto na Câmara, Rogério Marinho (PSDB-RN), o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas - que falou em nome das centrais sindicais -, e representantes da Justiça do Trabalho, como a ministra do Tribunal Superior do Trabalho, Delaíde Arantes. Leia mais »
Média: 2.3 (3 votos)

Lista tríplice para a PGR será definida hoje

Foto Divulgação

Jornal GGN – Os membros da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) escolherão hoje, dia 27, os nomes que irão compor a lista tríplice para sucessão de Rodrigo Janot, que comanda a Procuradoria-Geral da República (PGR). A eleição começa 9h e vai até 18h.

Oito subprocuradores-gerais da República são candidatos, sendo que os três mais votados pela categoria formarão a lista tríplice que será encaminhada à Presidência da República. Cerca de 1.200 procuradores, ativos e aposentados, poderão participar da eleição.

Segundo a Constituição, o presidente da República pode escolher qualquer procurador para o cargo na PGR, dentre os 1.400 procuradores da República em atividade. No entanto, desde 2003, o nomeado tem sido sempre o mais votado pelos membros da ANPR. A lista tríplice foi criada em 2001 e os procuradores a defendem como sendo um instrumento que garante a autonomia da carreira.

Leia mais »

Média: 1.3 (3 votos)

O jogo de intrigas nas eleições para PGR

janot_marcelo_camargo_abr_1.jpg

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O jogo de intrigas palacianas corre solto na disputa da lista tríplice para Procurador Geral da República.

O Globo publica matéria - obviamente encomendada - em que queima, ao mesmo tempo, dois dos principais favoritos: os subprocuradores Raquel Dodge e Mário Bonsaglia.

Atribui as informações a "fonte que acompanha a disputa de perto". Não dá a informação central: quem é a fonte e quais seus interesses. E a fonte - obviamente isenta, sem interesse algum na disputa - diz que Raquel é a favorita de Gilmar Mendes, do Ministro da Justiça Torquato Jardim, dos caciques peemedebistas Renan Calheiros, José Sarney e Osmar Serraglio. Poderia ter incluído Fernando Collor, Roberto Jefferson, Moyses Lupion, Joaquim Silvério dos Reis, Paulo Maluf para apimentar mais ainda a informação. Ou ainda Lula, José Dirceu, Antônio Pallocci e outros inimigos da categoria. Afinal, fonte em off de jornal é melhor que delator da Lava Jato: nem precisa barganhar para enfiar na declaração a frase que interessa. Já Temer, segundo a reportagem, preferiria Mário Bonsaglia.

Leia mais »

Média: 4.6 (20 votos)

PGR impõe limites à cooperação internacional no caso Odebrecht

odebrecht_fachada_rovena1_2.jpg
 
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Por meio de nota para a imprensa, a Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) da Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que existem limites para a cooperação internacional em relação às delações de empresários da Odebrecht na Operação Lava Jato. 
 
O órgão afirma que foram recebidos 80 pedidos de cooperação jurídica internacional e que as condições para o cumprimento destes pedidos estão fundamentadas em tratados internacionais, que permitem que o Estado brasileiro estabeleça requisitos para atender aos pedidos de outros países. 
 
“O Brasil não está autorizado a enviar ao exterior provas fornecidas por colaboradores, não Leia mais »
Média: 3 (2 votos)

Gilmar critica PGR sobre foro privilegiado, mas não menciona Senado

 
Jornal GGN - O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, aproveitou a sessão de julgamento do foro privilegiado para criticar o Ministério Público Federal (MPF) e disse que a Corte é alvo de "picaretagem". Mas nada falou sobre a aprovação pelo Senado Federal do projeto de mesmo tema, em um texto que, por outro lado, blinda congressistas de prisões.
 
A Casa Legislativa aprovou em segundo turno a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que coloca o fim à exclusividade de parlamentares e membros do Executivo de serem julgados diretamente pela última instância, imediatamente após o STF dar início ao julgamento de mesmo tema.
 
A medida estava paralisada no Senado há quase um mês para a simples votação do segundo turno, antes de ser encaminhada à Câmara dos Deputados. Mas os senadores decidiram submeter à análise apenas nesta quarta-feira (30), quando a Suprema Corte também decidiu começar a julgar o caso.

Leia mais »

Média: 1 (2 votos)

A fim de mandato na PGR, Janot lança esforços para boa imagem

janot_marcelo_camargo_abr_2.jpg
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - "A hora é de mudança", disse o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no dia seguinte à decisão de não se recandidatar ao terceiro mandato de comando do Ministério Público Federal. Ainda que decisão tomada, o início das campanhas oficiais à sucessão de Janot mostra não estar restrito aos candidatos. É o segundo artigo do procurador na mesma semana, no ápice das investigações da Lava Jato contra Michel Temer e do fim de seu mandato.
 
"Se fosse possível, jamais celebraríamos acordos de colaboração com nenhum criminoso", disse Janot, admitindo que "decisões graves" foram tomadas na Operação e que não foi seguido "o caminho tradicional para aplicação da lei penal", que, segundo ele, mostrou-se "ineficaz e instrumento de impunidade".
 
Usou o artigo para se justificar diante das críticas de que os irmãos Batista, Wesley e Joesley, tiveram suas punições penais anistiadas, usando termos como em nome do "senso de responsabilidade para com o país", supostamente quis se afastar da "utopia, do personalismo e do aplauso fácil para arrostar a decisão de celebrar o acordo com os donos do grupo empresarial J&F".
Média: 2.1 (7 votos)

Janot se posiciona contra pedido de impeachment de Gilmar Mendes

janot_marcelo_camargo_abr_2.jpg
 
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Nesta quarta-feira (10), Rodrigo Janot, procurador-geral da República, se manifestou contrário a um pedido de impeachment de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).  O PGR diz que o caso deve ser arquivado porque não há base legal no pedido. 
 
A manifestação de Janot está no parecer junto ao mandado de segurança que pede o impeachment do magistrado. O mandado é assinado por juristas como Claudio Fonteles, ex-procurador-geral da República.
 
Nesta semana, o procurador-geral pediu à Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, que Gilmar Mendes seja impedido e declarado suspeito para julgar Eike Batista.

Leia mais »

Média: 1.9 (9 votos)

Janot pede que Gilmar seja impedido de julgar caso de Eike

rodrigo_janot_gilmar_mendes_lula_marques_agpt.jpg
 
Foto: Lula Marques/Agência PT
 
Jornal GGN - Rodrigo Janot, procurador-geral da República, entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ministro Gilmar Mendes seja considerado impedido e suspeito de julgar casos envolvendo o empresário Eike Batista.
 
O PGR também pediu que as decisões de Gilmar sobre Eike sejam anuladas, sendo que, no final do mês passado, o ministro deu habeas corpus ao ex-executivo do grupo X, que foi preso em um dos desdobramentos da Operação Lava Jato.
 
Janot alega que a esposa de Gilmar, Guiomar Mendes, trabalha no escritório do advogado Sérgio Bermudes, que defende Eike em vários processos. 

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Limite de procuradores não vai afetar grupo de trabalho da Lava Jato na PGR, diz ANPR

janot_marcelo_camargo_abr.jpg

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornal GGN - Por meio de nota, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) afirma que a proposta de limitar o número de procuradores que uma unidade do Ministério Público Federal pode ceder para outras unidades não irá afetar o grupo de trabalho da Operação Lava Jato na Procuradoria-Geral da República.

A resolução que limita em 10% o número de procuradores que cada ofício pode ceder para exercer outras atividades. O objetivo é evitar que as convocações ao gabinete do PGR afetem as regiões de origem dos procuradores.

Leia mais »

Média: 4.5 (4 votos)

Inversão da Lava Jato: Por que Janot decide segredo de algumas delações?

Em precaução antes não adotada, agora procuradores da Lava Jato mantêm, e imprensa defende, cuidados nas investigações que recaem e ameaçam governo Temer
 
 
Jornal GGN - No início de janeiro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pressionava pela urgência na homologação das delações do 77 executivos e ex-funcionários da Odebrecht e defendia, até dezembro do ano passado, a quebra do sigilo. Mas nas últimas semanas, uma inversão de cenários se deu nos posicionamentos de investigadores da Operação Lava Jato e a imprensa.
 
Ainda em dezembro, Janot solicitava a Teori Zavascki, então relator dos processos no Supremo Tribunal Federal (STF) que validasse os conteúdos do que vem a ser o maior dos acordos já fechados pela Operação, e que trazia temores a partidos da antiga oposição e hoje base do governo de Michel Temer, sobretudo o PMDB e o PSDB.
 
A pressão da Procuradoria Geral da República se manteve no início do ano, ainda após o acidente que levou à morte o ministro Teori. Rodrigo Janot pedia à Cármen Lúcia, presidente da Corte e responsável pelo plantão judicial e medidas de urgências durante as férias forenses, para que liberasse de imediato os depoimentos.
Média: 4.2 (10 votos)