Jornal GGN – Quando avaliada pela posição de carteira, a dívida mobiliária federal interna chegou a R$ 1,934 trilhão, o equivalente a 41% do PIB (Produto Interno Bruto) em outubro, revelou o BC (Banco Central). O resultado apresentou um acréscimo de R$ 36,2 bilhões sobre o visto no mês anterior. Os números refletiram um total de R$ 18,6 bilhões em emissões líquidas, R$ 100 milhões a menos por conta da apreciação cambial, enquanto a incorporação de juros chegou a R$ 17,7 bilhões.
Os destaques do período ficaram com as emissões líquidas de R$ 8,2 bilhões em NTN-F (Notas do Tesouro Nacional, série F), de R$ 5,4 bilhões em LTN (Letras do Tesouro Nacional), de R$ 4,2 bilhões em NTN-B (Notas do Tesouro Nacional, série B) e de R$ 1,8 bilhão em LFT (Letras Financeiras do Tesouro); e os resgates de R$ 700 milhões em NTN-C (Notas do Tesouro Nacional, série C) e de R$ 400 milhões em NTN-A (Notas do Tesouro Nacional, série A).
A participação por indexador em relação a setembro mostra que a porcentagem dos títulos indexados a câmbio permaneceu em 0,4%; a dos títulos vinculados à taxa Selic manteve-se em 15,2%; a dos títulos prefixados elevou-se de 30,9% para 31,3%, por conta das emissões líquidas de LTN e NTN-F; e a dos indexados a índices de preços evoluiu de 27,3% para 27,4% pelas emissões de NTN-B. A participação das operações compromissadas reduziu-se de 25,8 para 25,3%, apresentando compras líquidas de R$ 9,8 bilhões.
A estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado apresentava R$ 4,9 bilhões (0,3% do total) com vencimento em 2013; R$ 426,8 bilhões (ou 22% do total) com vencimento em 2014; e R$ 1,502 trilhão (ou 77,7% do total) vencendo a partir de janeiro de 2015.
A exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$ 140,8 bilhões em outubro. O resultado dessas operações (diferença entre a rentabilidade do DI e a variação cambial mais cupom) no mês foi favorável ao Banco Central em R$ 4,7 bilhões.
Segundo a autoridade monetária, a dívida líquida do setor público (DLSP) alcançou R$ 1,655 trilhão em outubro, ou 35,1% do PIB, elevando-se 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior. No ano, a relação DLSP/PIB caiu 0,1 ponto percentual. O crescimento do PIB corrente contribuiu para reduzir a relação em 2,3 ponto percentual; a desvalorização cambial de 7,8% acumulada no ano respondeu por redução de 1,1 ponto; e o superavit primário, por redução de 1,1 ponto. Em sentido contrário, os juros nominais apropriados contribuíram para elevar a relação em 4,1 ponto percentual, e o ajuste de paridade da cesta de moedas que compõe a dívida externa líquida, em 0,3 ponto percentual.
A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$ 2,779 trilhões em outubro, ou 59% do PIB, elevando-se 0,2 ponto do PIB em relação ao mês anterior.
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