Jornal GGN – A base de dados de pesquisa do Instituto do Câncer, que contém 1,7 bilhão de resultados experimentais que utilizam inteligência artificial semelhante à tecnologia utilizada para prever o tempo, será a nova forma para descobrir os tratamentos de câncer do futuro.
O sistema, chamado CanSAR, é o maior banco de dados de seu tipo em todo o mundo e condensa mais dados do que seriam gerados em 1 milhão de anos de uso do telescópio espacial Hubble. E esta semana ele foi anunciado em Londres como um possível aliado na descoberta de alternativas para os doentes, em todo o planeta, de acordo com o Institute of Cancer Research, em Londres, com financiamento do Cancer Research UK.
O novo banco de dados CanSAR tem mais do que o dobro do tamanho da versão anterior e foi concebido para lidar com a enorme expansão de dados sobre câncer provocada por avanços em sequenciamento de DNA e outras tecnologias.
O recurso está sendo disponibilizado gratuitamente pelo The Institute of Cancer Research (ICR) e Cancer Research UK, e vai ajudar os pesquisadores em todo o mundo que fazem uso de grandes quantidades de dados, incluindo dados de pacientes, ensaios clínicos e de pesquisa genética, bioquímica e farmacológica.
O novo banco de dados vai impulsionar ainda mais avanços na descoberta da droga, permitindo que os pesquisadores consigam acessar e interagir com quantidades sem precedentes de dados multidisciplinares em segundos, já que contém mais de oito milhões de medições experimentais derivados, quase um milhão de compostos químicos biologicamente ativos e dados de mais de mil linhas celulares de cancro. Ele também contém informações alvo da droga a partir do genoma humano e de organismos modelo. Pesquisa que tinha tomado anteriormente meses para ser concluído agora terá apenas alguns minutos.
O Professor Paul Workman, vice-diretor executivo do Instituto de Pesquisa do Câncer, disse: “Este é um momento extraordinário para a pesquisa do câncer, como os avanços em técnicas científicas, já que abrem novas possibilidades e geram quantidades sem precedentes de dados. Nosso objetivo é fazer com que essa riqueza de informação, proveniente tanto da clínica e do laboratório, esteja disponível gratuitamente em uma forma muito amigável para tantas pessoas quanto possível”.
Com informações do site Phys/Medical Press.
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