4 de junho de 2026

Relatório da ONU alerta: oceanos estão mais quentes e ácidos

Jornal GGN – Um extenso relatório feito em conjunto pela ONU (Organização das Nações Unidas) e uma equipe internacional de 540 cientistas revela um presente e um futuro sombrios em relação aos oceanos do mundo. Segundo pesquisas, os gases de efeito estufa gerados pela queima de combustíveis fósseis estão tornando as águas dos oceanos mais quentes, ácidas e com pouco oxigênio por causa da elevação dos níveis de carbono. A taxa de acidez é a maior dos últimos 300 milhões de anos, de acordo com o relatório.

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Antes da publicação do documento, os cientistas já estimavam que os oceanos já estavam 26% mais ácidos em relação ao ano de 1880. Além disso, também já se sabia do aquecimento médio das águas por conta das altas quantidades de dióxido de carbono provenientes da queima de carvão, petróleo e gás. Por conta disso, os mares também passaram a apresentar baixos níveis de oxigênio. Isoladas, essas variáveis já poderiam causar sérios problemas ao meio ambiente, mas todas acontecem ao mesmo tempo.

O bioquímico Ulf Riebesell, do Centro Helmholtz e do Geomar Ocean Research, na Alemanha, afirma que os cientistas estão, a cada dia, se referindo às perspectivas futuras dos oceanos como “quente, amargo e sem fôlego”. O relatório de 26 páginas é fruto de uma conferência internacional de cientistas, realizada ano passado, e reúne as pesquisas mais recentes sobre o panorama das mudanças climáticas em relação aos oceanos.

Espécies desaparecendo

Como exemplo, o relatório cita a costa do oceano Pacífico, nos EUA (Estados Unidos). Segundo as pesquisas, a maneira como o oceano está se tornando estratificado e menos misto significa menor quantidade de oxigênio na água. Os estudos mais recentes mostram que a situação chega a um nível de 80% a mais de acidificação do que havia sido originalmente previsto pelos pesquisadores. A informação foi assegurada pelo cientista Richard Feely, da National Oceanic and Pacific Marine Environmental Lab, de Seattle.

Os pesquisadores afirmam que algumas espécies marinhas só podem viver em águas em certos níveis de temperatura, acidez e oxigênio, de modo que algumas já estão se tornando mais raras – indício de que não estão resistindo às mudanças causadas pelo homem. O pH mundial dos oceanos já registrou aumento de 26% de acidez, segundo medidas de íons de hidrogênio. Simulações de computador preveem níveis elevados de acidez para os próximos 50 anos.

“Nesses níveis, as conchas de alguns moluscos, como ostras e mexilhões, começam a corroer. Esta é mais uma perda que estamos enfrentando. Vai afetar a sociedade humana”, afirma o bioquímico Ulf Riebesell.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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