
Jornal GGN – Em leilão realizado na última sexta (28), a maioria dos lotes de linhas de transmissão ofertados foram arrematados pela iniciativa privada. De um total de 24 trechos, 21 foram licitados e outros três não receberam propostas.
Do total, as linhas vão precisar de investimentos de R$ 11,6 bilhões durante sua construção. Cinco lotes foram vendidos pelo preço mínimo, e os demais tiveram deságios que atingiram 28%.
Fernando Coelho Filho, ministro de Minas e Energia, se mostrou otimista com o resultado do leilão, dizendo que ele “representa a retomada da confiança no reaquecimento da economia”.
Junto com o primeiro leilão de 2016, onde somente 58% dos lotes oferecidos foram arrematados, o setor de transmissão terão investimento de R$ 18,5 bilhões.
Para José Jurhosa Júnior, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o aumento de cerca de 13% na Receita Anual Permitida (RAP) máxima elevou o interesse da iniciativa privada. “A revisão da receita ajudou no aumento da competição”, disse.
Além da revisão da RAP, foram aumentados os prazos de construção, e o lotes foram fatiados para permitir a entrada de empreendedores menores.
Especialistas apontam o setor de transmissão de energia como o maior gargalo para o crescimento da área. A expansão de parques eólicos no Nordeste tem sido limitada por falta de linhas.
Deixe um comentário