Por Tamára Baranov – Rio Claro/SP
Filha de pais piauienses, Marina nasceu no Rio de Janeiro e morou nos Estados Unidos durante a infância e adolescência. Cantora e compositora, além de excelente guitarrista, Marina iniciou a carreira em 1977, quando teve a canção ‘Meu Doce Amor’ gravada por Gal Costa. Em 1979 lançou o primeiro LP, ‘Simples Como Fogo’ com composições próprias, e músicas de Dolores Duran, Caetano Veloso, Ângela Rô Rô. Marina foi destaque dentre as vozes femininas na música pop dos anos 80 e participou do especial ‘Mulher 80’ da Rede Globo, um desses momentos marcantes da televisão que discutiu o papel feminino na sociedade de então. Com incursões pelo rock, em 1984, lançou ‘Fullgás’. Além da faixa-título, também alcançou sucesso com as versões de ‘Mesmo que Seja Eu’ de Roberto e Erasmo Carlos; e ‘Me Chama’ a única música que presta de Lobão.
Com 24 discos lançados, incluindo o mercado norte-americano, Marina consolidou-se como uma das mais bem-sucedidas estrelas da música pop brasileira. Mesmo o rótulo de diva pop não a impediram de fazer incursões por outros gêneros, como o jazz, blues e samba. Em 1990 passou a assinar como Marina Lima. Em 1995, por causa da morte do pai e após romper com uma namorada que morava fora do Brasil, Marina entrou em depressão. Somente em 1998 é que se pode notar os danos causados à sua voz com ‘Pierrot do Brasil’, um disco magistral, que traz uma voz sussurrada, falada, castigada e angustiada.
Em 2000, retornou aos palcos com ‘Síssi na Sua’, um grandioso espetáculo, com influência teatral. Com mais de 30 anos de carreira vividos em São Paulo, Marina Lima parece ter encontrado um pouco de paz e escreveu o livro ‘Maneira de Ser’ que fala dos artistas que gosta, dos romances que viveu, dos amigos de boteco e de palco, da família, dos livros favoritos e dos pecados.
http://www.youtube.com/watch?v=ymqkBgZme8Q
http://www.youtube.com/watch?v=Uu_FKb4llf8
http://www.youtube.com/watch?v=pwBOLZ8Z3yw
http://www.youtube.com/watch?v=j4MqBPiGy9c
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