
Jornal GGN – A fala denotando a indiposição de Gilmar Mendes em tocar a ação do PSDB que poderia cassar a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer – atingindo em cheio o governo do novo presidente da República após impeachment – deveria entrar para a “história”, sugere o colunista da Folha Bernardo Mello Franco.
No artigo “Um processo peculiar”, o articulista aponta como a cassação virou carta fora do baralho tão logo Temer foi alçado ao cargo conquistado por Dilma em 2014. Desde então, o PSDB de Aécio Neves, com três ministérios, não falou mais na ação. E Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, passou a oferecer café da manhã e churrasco para aliados de Temer.
Por Bernardo Mello Franco
Na Folha
O Tribunal Superior Eleitoral consultou o calendário e, surpresa, concluiu que o processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer não poderá mais ser julgado até o fim do ano. O anúncio sepulta oficialmente a possibilidade de novas eleições diretas para presidente.
Quem conhece o pôquer brasiliense sabe que esta carta já estava fora do baralho. Mesmo assim, era mantida sobre a mesa para iludir os jogadores mais desavisados.
No fim de 2014, o PSDB pediu ao TSE que anulasse os votos de Dilma Rousseff e entregasse a faixa a Aécio Neves. A ação dizia que a petista teve uma “pífia vitória nas urnas” e a acusava de crimes eleitorais.
O processo foi arquivado em fevereiro de 2015. Oito meses depois, uma articulação liderada pelo ministro Gilmar Mendes permitiu a sua reabertura.
A ação passou a ser um dos principais fatores de desestabilização do governo petista.
A ameaça TSE aumentou a carga sobre Dilma ao apontar elos entre o petrolão e a campanha. Ao mesmo tempo, acelerou o processo de impeachment no Congresso. O PMDB percebeu que corria o risco de perder tudo se ficasse à espera do tribunal.
Na tarde de 12 de maio, quando Michel Temer assumiu a Presidência, ficou claro que ninguém mais tinha interesse no processo judicial. Os tucanos, que pediam a cassação da chapa, indicaram três ministros do governo interino. Um Aécio sorridente prestigiou a posse do ex-vice.
Poucas horas depois, Gilmar Mendes assumiu a presidência do TSE. A ação que poderia cassar o mandato de Temer passou a se arrastar como um zumbi, e o ministro se tornou presença assídua no Planalto.
Nesta sexta (16), Gilmar foi questionado sobre o desfecho do processo. Um trecho de sua resposta merece lugar nos livros de história: “O futuro a Deus pertence. Vamos aguardar. Nem sei se haverá julgamento este ano. Nós não sabemos também se haverá condenação. Em suma, nós temos um processo todo peculiar”.
Rei
19 de setembro de 2016 3:35 pmA delicadeza e sutileza para criticar os aliados
Pelo jeito nunca veremos blogueiros e jornalistas rasgarem o verbo contra PMDB/PSDB… parece que algumas expressões que ficaram comuns no jornalismo agora entraram em desuso: “aparelhamento das instituições”, “projeto de poder”, “formação de quadrilha”, “ditadura comunista”, “obstrução de justiça”… qual a chance de Reinaldo Azevedo inventar um novo apelido para os aliados dos seus patrões?
Agora o máximo que se vê são esses textos sóbrios fazendo observações críticas para o que antes era tratado como uma abominação inaceitável, digna de escracho total.
Se houvesse um “powerpoint” sobre a corrupção do direita… a imprensa seria um dos destaques.
Clever Mendes de Oliveira
19 de setembro de 2016 5:19 pmFalta informar a quem Bernardo Mello Franco serve
Jornal GGN,
Não sei quais sãos os vínculos contratuais de você com o grupo da Folha de S. Paulo, mas que se fique claro que o Bernardo Mello Franco não é alguém que mereça o destaque que ele aqui ganha. Não é um bom jornalista nem me parece ser um jornalista do bem. Não é um jornalista do bem como se depreende do artigo “O PT rasga a bandeira de Dilma” que aqui foi transcrito no post “Dilma foi sabotada por seu próprio partido, por Bernardo Mello Franco” de quinta-feira, 25/08/2016 às 10:04 e que pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/dilma-foi-sabotada-por-seu-proprio-partido-por-bernardo-mello-franco
Ali a intenção era criar intriga. E havia também má qualidade no texto pelo fato de ele se mostrar incapaz de perceber a inviabilidade prática da proposta de eleições já. Só não se trataria de mau jornalista se ele soubesse da inviabilidade, mas ai cai na esparrela do mal.
E este texto é também com intuito de ficar bem com o PT, mas dando uma notícia que só engana a incautos desenganados. A possibilidade da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer ser cassada no STE era nula. No máximo, se a decisão não ficasse para as calendas gregas, o STE poderia acarretar penalidades para o PT, mas não para a chapa. O ministro Gilmar Mendes sabia disso. Ele talvez tenha alguma dívida para com o PT e criou um imbróglio que poderia arrefecer o ânimo contra o impeachment. Não teve êxito na empreitada.
Enfim a única coisa que serve neste post é conhecer um pouco mais as faltas de qualidade do jornalista Bernardo Mello Franco. O que ajuda a compreender mais os textos dele, mas é ainda insuficiente quando se sabe que para bem compreender um texto é preciso saber a quem ele serve. Avento uma possibilidade, o jornalista serve a quem o paga. Pode ser que esses tipos de artigos tenham utilidade para o grupo empresarial Folha de S. Paulo na medida que o artigo transmite imparcialidade para pessoas com pouca informação. Nesse caso o truque é continuar escondendo a informação que interssa para esclarecer. Com essa intenção trata-se de um bom jornalista que certamente não está a serviço do bem.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 19/09/2016
Benjamim Godinho
19 de setembro de 2016 7:59 pmUma eleição que ocorreu em
Uma eleição que ocorreu em outubro de 2014 e passados 2 anos, sua validade ainda encontra-se em aberto para atender aos interesses do momento.
Continuo achando que o jogo é segurar Temer apenas o tempo suficiente para qie após sua derrubada, a escolha do novo presidente seja pela via indireta.