5 de junho de 2026

O aparelhamento das instituições nos EUA

Por Daytona

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Comentário ao post “O tiro pela culatra das bombas em Boston, por Pepe Escobar

Apesar de legalmente submetidas ao presidente, as instituições públicas possuem sim muita autonomia em seus atos, e seus membros não agem de forma coesa. O governo Lula não mandava na PF quando o delegado Bruno fez aquela operação para que as fotos do dinheiro dos aloprados fosse publicado no Jornal Nacional?

Bush ficou 8 anos no comando direto do país, aparelhando insitutições. Bush é o maior representante de certo grupo de interesse dos EUA, tem que ser muito ingênuo para imaginar que Obama, mesmo na condição de presidente dos EUA, possui poder suficiente(e mesmo vontade), de enfrentar esses interesses.

Lembra de Eisenhower alertando para o complexo industrial-militar?Aquilo não era apenas um alerta, mas um apelo de um presidente dos EUA que se mostrava impotente diante dos grupos de interesses que se formavam das relações entre as forças armadas e o capitalismo norte-americano.

Sobre JFK, após o fracasso da invasão de Cuba e sua reticência em relação ao Vietnã, acabou assassinado por um atirador solitário(ex-membro dos serviços de inteligência dos EUA), que disparou vários tiros de diferentes direções, ato extremo motivado pela doutrinação comunista. Você acredita nessa versão?

Após a crise dos mísseis, JFK buscava a distensão com a URSS, o que significava menos lucros para o complexo industrial-militar. Aliás, Nixon também procurou a distensão, se aproximou da China, iniciou negociações com os soviéticos, visando o desarmamento, retirou as tropas americanas do Vietnã; péssimo negócio para o complexo. Por isso, segundo a versão oficial, Nixon foi impichado, por causa de um escândalo de escutas clandestinas, revelados por um “garganta profunda”. Seu sucessor, Ford, montou uma equipe de segurança formada por Dick Cheney e Donald Rumsfeld(já ouviu falar nesses caras?)e pediu ao Congresso fundos para retomar a guerra no Vietnã.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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