Quanto muito mais gente se torna protagonista cultural, político, científico, sobra menos espaço para “prima-donas” reinarem sozinhas e serem referências. A socialização do conhecimento nivela por cima, dando falsa aparência de mediocridade. Pegue o caso da China. Há uma enorme pujança, mas quantos chineses são “referência” mundial? É uma sociedade já construída um pouco diferente do modelo europeu e estadunidense, onde as referências são mais coletivas.
No Brasil também há uma tendência de onde havia uma pirâmide hierárquica, com poucas referências no topo, passar a haver um planalto com muita gente no mesmo nível servindo, em grupo, para construir referências coletivas, e no meio desta multidão ninguém se destaca tanto como antigamente. Com o tempo é provável que o planalto se nivele à planície, ou todos que ainda estão na planície cheguem ao planalto (com duplo sentido, por favor).
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