(será que consigo trazer este texto meu tão antigo integralmente para aqui? – Pode estar desatualizado, favor não atirar pedras.)
A MORTE DE FREUD E O FIM DA MORTE
ALGUMAS REFLEXÕES PARA OS TEMPOS DE HOJE
AUTOR: ANTONIO FRANCISCO DAS NEVES
“Schur observa que Freud tinha um relógio de bolso e um relógio de mesa com corda semanal, e até a morte ele lhes deu corda, como havia feito durante toda a vida.” [1]
PRELÚDIO Acho que Freud e seu médico, o Dr. Schur, agiram muito bem no episódio em que – historiadores contam – o primeiro pediu ao segundo que o fizesse morrer, no que foi atendido. Mas, ao contrário de mim, o mundo não acha: pouquíssimos países aprovam esta conduta; a esmagadora maioria deles decreta que nem o doente, nem seu médico, nem pessoa alguma pode antecipar o momento da morte. Por que não poderiam? Não sei, ainda. Porém, sei que nem sempre leis seguem ditames morais. No decurso desses mais de 66 anos da morte de Freud, provavelmente dezenas de pessoas terão feito certas perguntas sob o ponto de vista da Moral, a respeito desse assunto, e eu as repito aqui:
a) – poderia Freud ter pedido a seu médico que o matasse?
b) – poderia Max Schur ter atendido ao pedido de Freud e o levado à morte?
c) – o que ambos praticaram foi eutanásia ou suicídio assistido?
d) – estão concordes com os princípios da Moral os governos contrários à adoção oficial do suicídio assistido e da eutanásia em seus respectivos territórios?
e) – A Moral, que numa de suas definições é o “conjunto de valores e regras que visam ao respeito por outrem e seu bem-estar” [2], é descumprida se se impõe a outrem que (em hipótese alguma) nem se mate, nem promova por terceiros sua própria morte?
Faço aqui uma pausa para falar de outras razões para essas perguntas.
No segundo semestre de 2002 assisti a aulas sobre Freud e a Moral, ministradas no curso de Especialização em Psicanálise, da FUNDEP, UFMG. Digo que assisti, na acepção do Houaiss de “estar presente a determinado acontecimento (…), ver” [3]. Não me arrisco a usar um verbo como apreender (o conteúdo das aulas, neste caso). É que, assim como era Legião e não somente um, o espírito do endemoninhado geraseno [4], não se pode dizer que “Freud e a Moral” tenha sido uma disciplina, mas várias, e densas. Cheias de demônios. Os textos freudianos trabalhados em sala poderiam ser estudados e debatidos ao longo de vários períodos, sem se exaurirem. Terminei o semestre com muito mais perguntas – como as do início – do que quando o comecei. Melhor para mim. Algumas respostas já devem estar zanzando ao vento por aí há muito tempo, como as do Dylan, [5] o que me facilitará entendê-las, ao que espero.
MEMENTO Estudo sociológico ou histórico sobre a morte, (a de Freud, inclusive) é complicado, mas a História, lugar privilegiado de registro de fatos e de testemunhos, deve estar a postos quando a gente se põe a bisbilhotar sobre acontecimentos da sociedade humana, tais como certas especificidades nossas em relação ao morrer. E, para a Filosofia, a morte é um evento cheio de lições, pois afinal, “vida e morte são acontecimentos simbólicos, são significações, possuem sentido e fazem sentido”, diz Marilena Chauí. [6] Aliás, todos os campos da ciência perpassam por onde a morte zanza. Basta refletir um pouco para se chegar a esta conclusão.
A MORTE DE FREUD Na Londres de 1939 assombrada pelos acontecimentos que antecederam os ataques alemães à Inglaterra, transcorreram os últimos dias de Freud, que com pouco mais de 83 anos pediu a morte ao médico Max Schur e este, para realizar tal propósito, lhe injetou dosagens suplementares de morfina além do suportável pelo organismo. [7] As peculiaridades de tal morte e seus entornos, e os rituais das mortes em geral, e de outros significados que daí possam advir despertaram meu interesse. Curiosamente, a morte de Freud limitou-se ao corpo (enquanto matéria orgânica) e à vontade, (no sentido de“faculdade que tem o ser humano de querer, de escolher, de livremente praticar ou deixar de praticar certos atos”[Houaiss]), mas não atingiu suas idéias – parte extremamente expressiva do todo dele que conhecemos – as quais, reproduzidas por ele com antecedência noutra mídia, continuam vivas e atuantes, impregnadas na linguagem e circulando nas ciências e na cultura.
A morte, sabe-se, marca presença constante nos escritos de Freud, a ponto de Ines Loureiro (2002:335) escrever: “É difícil delimitar o tema da morte / finitude nos escritos freudianos, pois ele se inscreve de ponta a ponta na obra e integra conceitos basilares da teoria – pense-se, por exemplo, nos desejos parricidas de Édipo, no assassinato do pai da horda primeva e, evidentemente, na pulsão de morte; e o que seria o complexo de castração senão uma encruzilhada na qual a ilusão de completude é posta radicalmente em xeque, conduzindo o sujeito – na melhor das hipóteses – à aceitação de sua condição humana, incompleta, imperfeita e finita?”
Os textos freudianos são, portanto, de grande ajuda para a compreensão dos problemas ligados à finitude humana e à dos seres vivos, em geral. A dor – motivadora principal de pedidos de assistência na antecipação do momento de morte – também pode ser conhecida nos escritos de Freud e em literatura não-médica. [8] A propósito, relata-se que seu câncer era do tipo que provoca as dores mais cruciais, renitentes e insuportáveis. Nos últimos tempos a úlcera cancerosa de Freud fedia a podre, a ponto de seu cão chow-chow evitar aproximar-se dele. (GAY 1989:585).
ESQUECIMENTO Ao contrário de Freud a restante e esmagadora maioria dos viventes de 1939 e de todos os tempos submete-se, ao morrer, ao arrasamento inapelável que a morte, em geral, promove, fazendo cessar em definitivo os registros do ser no mundo (na memória dos outros, nos livros, nos papéis, no material genético remanescente a seu passado); o tempo necessário à consumação deste apagamento pode variar de pessoa a pessoa. Para Luiz Costa Lima (comentando Harald Weinrich, autor de Lete – Arte e Crítica do Esquecimento, da Civilização Brasileira), “Se para os arqueólogos e historiadores o culto dos mortos é o primeiro sinal de civilização, não é menos verdade que, desde cedo, se põe aos homens a questão de como não prejudicar a vida com o entulho da memória.” Inegável que, em 1939, ao contrário de hoje, tanto para os poucos que seriam lembrados quanto para os muitos que seriam esquecidos a morte parecia ser vista do mesmo jeito, isto é, tratava-se de evento revestido de significados e de afetos. Algo sagrado, em muitos sentidos. Mas, é preciso lembrar que entre 1939 e hoje, medeiam, entre tantos acontecimentos, a bomba atômica, o fim de uma guerra mundial, o começo e o fim da bipolarização das grandes potências, o cinema colorido e a TV, Martin Luther King, a “Revolução” de 64, Maio de 68, a pílula, a ida à lua, a vulgarização do consumo de drogas, a criação e o uso rotineiro da informática, a falência do comunismo, o fim da URSS e a reunificação alemã, a hegemonia americana, a Aids, o parlamento europeu e o euro, o neoliberalismo, a disseminação do poder de influência das imagens, das representações e dos simulacros sobre cada vez maior número de pessoas em todo o mundo, a relativização da verdade, o Prozac, o Viagra, as clonagens, os aviões nas torres de Manhattan, o mapeamento do genoma … e o advento dos automatismos, dentre os quais, o automatismo imprimido aos relógios – de grande significação metafórica. (Estivesse ainda vivo por aqui, Freud, que usava a argúcia e a minudência dos relojoeiros para explicar a [des]ordem existente em nosso neurótico mundo, não mais estaria sob os ordenamentos da tensão das cordas de seus relógios – que ele mesmo a elas diariamente infundia).
MATE-ME Nos dias atuais, continuam sendo assuntos tabus a eutanásia e o suicídio assistido, e devemos perguntar por que, se tantas
outras restrições relacionadas ao corpo caíram em desuso, como a virgindade, o sexo fora do casamento, o aborto (ainda com restrições), etc. Não faz muito tempo o jornal Folha de São Paulo publicou matéria informando que – impedido em quase todo o mundo – o suicídio assistido só é praticado na Suíça, onde a ONG Dignitas fundada recentemente, já ajudou 140 pessoas de vários países a praticá-lo; a ONG conta com 2.000 associados (candidatos a morrer) que lá podem antecipar o momento da morte porque portam doença incurável, atestada por médico. Mas, segundo ainda o jornal, a mesma Suíça que permite o suicídio assistido condena a eutanásia, – proibida em todo o mundo, com exceção da Holanda e da Bélgica. O dirigente da ONG estranha esta restrição mundial, e recorda uma frase de Thomas Morus, em seu livro “Utopia”, de 1517: “se uma doença é incurável, a pessoa doente pode escolher a morte, já que a vida não pode lhe oferecer mais nada de positivo”. [9] Morus (canonizado pela Igreja Católica) teria sido recentemente elevado a patrono dos políticos pelo Papa João Paulo II.
Por instinto biológico ou por processos culturais a evitação da morte enraizou-se no indivíduo, mas desde muito tempo transcendeu sua vontade transformando-se em questão religiosa e depois, oficialmente (isto é, por meio de interdições legais), em questão de estado. Pobre ego: surge à revelia dentro de um suporte corpóreo nascido por obra de terceiros, não é senhor nem mesmo em sua própria casa [10], e o proíbem de decidir quando morrer.
MATO-ME O suicídio não assistido também desperta a atenção de estudiosos e muita paixão: há cerca de 20 anos os autores Claude Guillon e Yves Le Bonniec, juntamente com seu editor francês, quase foram presos por lançar o livro “Suicídio, modo de usar” , publicação que correu o risco de ser proibida, na França. [11] “O suicídio é o único problema filosófico realmente sério” , declarou Albert Camus nos anos 40.[12] Contudo, bem antes dele, em O Suicídio, de 1897, Durkheim fez um estudo sociológico sistemático e desapaixonado sobre esse modo de morrer, utilizando dados estatísticos e outros métodos de observação empírica e identificando fatores externos ao indivíduo para a predisposição suicida, como religião, gênero e estado civil; considera no estudo apenas o suicídio humano, visto que “o que sabemos sobre a inteligência animal não nos permite atribuir aos animais uma representação antecipada da sua morte, (…)” ; esclarece aquelas situações que parecem suicídios de animais (escorpião picando a própria cauda, cachorros recusando alimento quando o dono se ausenta, etc.) mas em nota de pé de página permite-se duvidar do fato “relatado por Aristóteles, de um cavalo que, percebendo que copulara com a mãe, sem o saber, e depois de a tal se ter recusado várias outras vezes, intencionalmente se teria precipitado do alto de uma montanha [História dos Animais, IX, 47] (…)”. [13] Interessante observar que em nível individual não haveria vida se os organismos não contassem internamente com certos mecanismos parciais de autodestruição: no organismo humano, por exemplo, “a enzima caspase-3 encontrada em células humanas é ativada quando necessário, fazendo a célula iniciar processo de autodestruição.” [14] Suponho deva haver, no nível dos sentimentos, diferenças cruciais entre matar a outrem, e promover a própria morte. Mas, esta diferença parece ficar menor, no tocante às reações que nos atingem, quando se trata de eliminação de prole: as índias tiriós, até uma época relativamente recente de nomadismo, provocavam o aborto batendo a barriga em troncos de árvores, se estavam grávidas quando chegava a ocasião de viagem cuja duração era de meses, ou anos, às Guianas. Ainda hoje há notícias de tribos relegando à morte recém-nascidos julgados por elas sem condições de sobreviver. Animais também sacrificam a prole: meninos do interior que criam preás em cativeiro ficam aterrorizados quando as vêem comendo filhotes recém-nascidos todas as vezes que elas percebem (vi essa explicação num livro) estar faltando espaço vital (o Lebensraum dos nazistas) no viveiro.
E nas sociedades? As pessoas têm procurado se matar por meio da pretensa destruição que elas supõem atingirá apenas às outras pessoas – mediante o uso de bombas e mísseis nucleares, gases letais, vírus – ou destruindo animais e meio ambiente, crendo que tais ações não as atingirão. Trata-se, ao que parece, de uma forma reversa de suicídio, como matar um piloto de avião em pleno vôo por se sentir ofendido com algo que ele possa ter praticado.
DE EVENTO A PROCESSO Atualmente, até o que é a morte de alguém tem sido objeto de veementes discussões médicas, mormente nos EUA, a ponto de ter sido sugerida, (como alternativa a se tentar “definir um padrão final de morte”), a elaboração de “um conjunto de perguntas mais pragmáticas:quando alguém está “suficientemente morto” para se interromper o suporte à vida, transplantar órgãos, efetivar testamentos e enterrar o corpo?” [15]
Pode-se conjeturar que a morte – sob qualquer ângulo que se a observe – está transmudando, mais do que apenas portando novas roupagens; está sendo descaracterizada, dessacralizada, e aos poucos substituída por reles procedimentos repetíveis de descarte de corpos (análogo ao aplicado a materiais inservíveis), ou dereciclagem de partes dele (transplantes [16], obras de arte [17], pesquisas médicas [18]). Em pesquisas médicas o uso de corpos reais poderá cessar nalgum momento futuro, pois estão sendo criados para isto seres humanos virtuais: “O Humano Virtual (apesar de residir permanentemente num programa de computador) terá um corpo vivo, que respira, cujas células vão se replicar e morrer e cujo sangue vai fluir quando Allgood o cortar com uma faca.” [19]
Há textos falando da possibilidade de estar havendo outras reestruturações radicais nos atuais ritos da morte. Até já se diz que “(…) a morte pode deixar de ser concebida como um evento para se tornar um processo de reversão indefinida.” [20], nesse caso por causa da criogenia, que já se encontra em uso, (congelamento de corpos para futura ressuscitação), ou da clonagem – quando se criarão múltiplos – ou ainda da “(…) nanorreplicação do processo mental” que “abre a possibilidade de clonagem de identidades, distribuição da identidade de uma pessoa em diversas plataformas, compartilhamento de componentes mentais com outros e fusão de vários indivíduos numa só identidade.” [21] Pois é, plataforma seria um novo nome para corpo físico…
Outros escritos, paradoxalmente, relacionam esses novos modos de ver a morte ao paranóico crescimento populacional dos últimos tempos. [22] (Na indústria, quando se adotam certos processos de produção em massa, a quantidade a ser entregue, na outra ponta, tem de estar conjugada à continuidade de produção, na ponta de cá…)
PERDAS Terão mudado em duração e intensidade os sentimentos para com os mortos? Tudo indica que sim: é o que mostra um recente filme brasileiro, (A partilha) onde a morte da mãe não provocou dor alguma pelo fato em si, mas apenas serviu de mero catalisador para a liberação, nas filhas, de dramas individuais represados.
COISIFICAÇÃO Por outro lado, para avançar na hipótese de estar havendo certa coisificação das pessoas nos tempos atuais, nada mais sugestivo do que dar uma olhada na destinação dada aos cadáveres:
1) – a tendência à cremação parece em alta e uma das razões visíveis, além da questão religiosa, é econômica: não se pagam mensalidades ou repetitivas taxas aos cemitérios, e, paralelamente, os preços da cremação estariam baixando, graças à adoção de sofisticados processos industriais;
2) – embora ainda se registrem, no mundo, ocorrências de canibalismo [23], por enquanto não se tem notícia da utilização sistemática das toneladas de proteínas humanas – disponibilizadas (!) diariamente – na alimentação de carnívoros; [24] a maciça preferência tem sido a de transformá-las em comida de vermes, o mais inferior dos animais se alimentando do mais superior; alguns dizem que não é bem assim, que os cadáveres são enterrados (nus, ou vestidos em uma de várias modalidades, postos de cócoras, em pé, deitados – posições e vestuário dependentes dos rituais e das posses da casa do morto) por causa do forte cheiro de putrefação que exalam na medida em que se decompõem. Cimentam-se as paredes dos buracos onde são enterrados, dificultando o uso natural dos resíduos pelo solo e sua interação com o meio ambiente, sob a alegação de que poluem lençóis d’água. Em resumo, em sua trajetória histórica, com poucas exceções, cadáver de gente não devia prestar, nem prestar-se a nada;
3) – talvez porque já intuíssem o valor extraordinário das imagens, não desgrudáveis dos corpos naqueles tempos, (a não ser como sombras ou pinturas) ou porque quisessem levar algo de si para o futuro, os egípcios perenizavam os corpos (mas eles mesmos viam tais procedimentos como rituais religiosos).
CULTURA E MORTE Assim como as invenções da consciência e da linguagem, a invenção da morte é obviamente bem mais recente do que o surgimento da vida em nosso planeta. Devemos a Freud, modernamente, a reflexão de que, sob o ponto de vista fático, o retorno ao estado inanimado sempre estará ocorrendo onde há vida, a qual lhe é posterior. [25] A Freud também coube intuir que no nível do inconsciente não há registros do fato morte, mas não sei se ele teria concluído que a morte é um fato da consciência. Ações involuntárias de fugir ante o perigo de perder a vida, inúmeros animais praticam, embora alguns cientistas argumentem que eles não teriam cultura própria; esta, – entendida como capacidade de aprendizagem e de transmissão de técnicas e de costumes sociais – somente os chimpanzés, os orangotangos (Pongo pygmaeus) e os humanos, a possuem [26]. No entanto, crê-se que somente os humanos (por exemplo, em DURKHEIM, 1983:168) deduzem que vão morrer, conclusão a que chegam em vista das rotineiras mortes de seus semelhantes.
Em 1984 Lasch escreveu que o surgimento da consciência na história da civilização “pode ser relacionado, entre outras coisas, à mudança das atitudes em relação à morte.” [27]Se estiverem ocorrendo, como cremos, drásticas reorientações em nossas relações com a morte, estará também sofrendo mutações a nossa consciência (moral)? [28]
[1]Peter Gay, Freud, uma vida para o nosso tempo; SP, Companhia das Letras: 1989, p. 587;
[2] Yves de la Taille, O sentimento de vergonha e suas relações com a moralidade, Psicologia: Reflexão e Crítica, V. 15, N.1, 2002, p. 15;
[3] Dicionário eletrônico Houaiss de língua portuguesa, RJ, Objetiva: 2002;
[4] Marcos, 5.9,Bíblia Cristã;
[5] Bob Dylan, Blowin’ in the wind (letra e música);
[6] Marilena Chauí, Convite à Filosofia, SP, Ática: 2001, p. 365;
[7] Cf. Max Schur, Freud, vida e agonia, Rio, Imago: 1981; e Peter Gay, Freud, SP, Companhia das Letras: 1989;
[8] António R. Damásio, O Erro de Descartes, SP, Companhia das Letras: 1996; Caderno da Folha de São Paulo (doravante FSP), Epidemia da Dor, 22/02/2002 e Folha Equilíbrio, 15/08/2002, Dor adoece; Marc Peschanski, A biologia da dor, SP, L&PM: 1987; Superinteressante, nov./2001: Muita dor, p.61/65;
[9] FSP, 01/12/2002, caderno Folha mundo, ONG suíça cria “turismo do suicídio”;
[10]ESB, vol. XVI, Conferência XVIII, Fixação em traumas – o inconsciente, p.336;
[11] Claude Guillon e Yves Le Bonniec, Suicídio, modo de usar, SP, L&PM : 1984;
[12] FSP, caderno Mais, 11/11/2001, in Paranóia da autodestruição, p.11;
[13] Émile Durkheim, O Suicídio, (p. 168), coleção “Os Pensadores”, SP, Victor Civita: 1983;
[14] FSP, 05/01/1999, caderno folha mundo, p.10, Suicídio celular pode combater o HIV;
[15] FSP, 04/11/2001, caderno Mais, p.5;
[16] P. ex., in Aurel David, Structure de la personne humaine, Paris, PUF:1955; ou in FSP 03/01/2003, p. A3,Esperança de vida na lista do transplante, de Hoel Sette Jr.;
[17] ver, p. ex., FSP, in Mais!, de 30/04/2000, p.10, As formas da morte; e em 26/12/2002, FSP, p. A10, inPanorâmica, Mistério de plástico, os trabalhos de “plastinação” feitos pelo médico Gunther von Hagens com corpos doados em vida por seus donos ;
[18] FSP, 10/11/1998, Cad. Cotidiano, Hospital liberou ‘milhares’ de corpos, p.1;
[19] FSP, Mais, 01/07/2001, p.25;
[20] FSP, 04/11/2001, caderno Mais, p. 5, artigo de James J. Hughes, tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves;
[21] ver nota 14, p.10;
[22] Estudos divulgados na Folha SP indicam que o mundo comportaria, respeitando-se todas as formas de vida e o meio ambiente, 1 bilhão e 800 milhões de pessoas; em 2002 éramos mais de 6 bilhões;
[23] FSP, 28/03/1999, Guerreiros devoram inimigos em Bornéo, p.25;
[24] se for verdade, o modo dos parses (Índia) de “enterrar” mortos depositando-os numa alta torre sugere a hipótese de virem a servir de alimento a certas aves; cf. Jorge Luis Borges, in A aproximação a Almotásim, p.40, Ficções, SP, Abril:1972;
[25] ESB vol. XVIII, Além do princípio do prazer, p. 56;
[26] FSP, 03/01/2003, Folha Ciência, p. A14, Orangotango tem cultura própria, afirma estudo feito na Indonésia;
[27] Christopher Lasch, O mínimo eu, SP, Brasiliense: 1987, p.239;
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