Jornal GGN – A MPX, braço de energia do grupo do empresário Eike Batista, reportou um resultado líquido negativo de R$ 233,3 milhões durante o segundo trimestre de 2013, um prejuízo de 72,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com os dados divulgados pela companhia, o resultado foi impactado pela compra de energia para cumprir as obrigações contratuais de Pecém I e Itaqui e pelos custos de indisponibilidade das usinas em operação comercial.
Os custos operacionais da companhia dispararam de R$ 65,3 milhões em 2012 para R$ 418,3 milhões em 2013. A dívida também cresceu: Em 30 de junho de 2013, a dívida bruta consolidada totalizava R$ 5,733 bilhões, um aumento de 5% em relação à posição registrada em 31 de março de 2013.
A receita líquida da MPX alcançou R$ 395,1 milhões no período e as despesas operacionais consolidadas totalizaram R$ 42 milhões, uma redução de R$ 6,3 milhões em relação ao mesmo período do ano passado. Na controladora, as despesas operacionais foram de R$ 29,9 milhões, 19,2% abaixo do registrado em 2012. Os investimentos no trimestre totalizaram de R$ 552,3 milhões.
O volume de energia vendida no segundo semestre de 2013 foi de 1.671 GWh. E as ações da MPX encerraram o período a R$ 7,55, contra R$ 9,50 em 31 de março de 2013, queda de 20,5% no trimestre. No mesmo período, o Índice Bovespa (Ibovespa) apresentou queda de 15,8% enquanto o Índice do Setor Elétrico (IEE) caiu 8,4%. Nos últimos 12 meses, as ações da MPX depreciaram 26,5%, o Ibovespa 12,7% e o IEE 28,3%. A companhia fechou o trimestre com uma capitalização de mercado de R$ 4,4 bilhões, ao passo que o volume médio diário negociado foi de R$ 9,9 milhões.
As Unidades Parnaíba I e Porto do Pecém atingiram sua capacidade comercial plena no trimestre. A empresa também anunciou a conclusão da totalidade do capital social do projeto MC2 Nova Venécia, no Maranhão, bem como os contratos com a Kinross Brasil Mineração, para suprimento de energia, além de 50% de participação nos blocos exploratórios terrestres na bacia do Parnaíba, adquiridos pela OGX Petróleo.
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