Jornal GGN – O fluxo cambial (referente ao saldo de entrada e saída de dólares do país) apresentou um saldo negativo de US$ 1,105 bilhão nas duas primeiras semanas do mês, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
O total apurado até o dia 12 de julho foi influenciado pelo segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), que registrou uma perda de US$ 1,520 bilhão. O fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) registrou saldo positivo de US$ 415 milhões.
Com o resultado, o total acumulado ao longo do ano aponta um superávit de US$ 8,429 bilhões, com resultado negativo do segmento financeiro de US$ 8,845 bilhões e fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) positivo em US$ 17,274 bilhões.
De acordo com os dados do BC, as operações de pagamento antecipado ficaram em US$ 1,595 bilhão nas duas semanas de julho. As operações de Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC) chegaram a US$ 1,366 bilhão. No total, as exportações ficaram em US$ 7,173 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 6,758 bilhões, nas duas semanas de julho.
No último dia 3, o BC eliminou as restrições de prazos para que os exportadores financiem pagamentos antecipados. Antes, os exportadores que quisessem antecipar o recebimento das receitas com as vendas para o exterior poderiam pegar empréstimos de até cinco anos. O BC derrubou esse limite, permitindo que sejam concedidos financiamentos de prazos mais longos. A medida tem como objetivo aumentar a oferta de dólares no mercado, empurrando a cotação para baixo.
Além dessa medida para estimular a entrada de dólares no país e, com isso, ajudar a reduzir a cotação da moeda, o BC retirou o depósito compulsório sobre a posição vendida de câmbio. Com a medida, os bancos deixaram de recolher à autoridade monetária parte dos valores aplicados em apostas de que o dólar vai cair. O BC também tem feito operações de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, para tentar suavizar a alta do dólar.
Outra medida do governo foi zerar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para os estrangeiros que aplicam em renda fixa no Brasil. Desde outubro de 2010, a alíquota em vigor era de 6%. O governo também decidiu isentar de IOF a venda de moeda estrangeira no mercado futuro.
Da Agência Brasil
Deixe um comentário