20 de junho de 2026

Ex-advogado de Lúcio Funaro diz que ele mente em delação premiada

Foto: Agência Brasil

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Jornal GGN – O criminalista Daniel Gerber, advogado de Eliseu Padilha, disse ao Conjur que o delator Lúcio Funaro mentiu em seu acordo de cooperação com a Procuradoria Geral da República. Funaro disse que Gerder, assim como o advogado Antonio Cláudio Mariz – defensor oficial de Michel Temer – ajudaram o Planalto a monitorar uma tentativa de delação. O depoimento compõe o primeiro anexo da delação de Funaro, divulgado pelo JOTA nesta quinta (14). Gerber afirma que, ao contrário do que Funaro alega, ele tem provas de que tentou ajudar em um acordo de delação. 

Leia mais:

Funaro diz que Temer, Cunha e Padilha usavam advogados para monitorar delação

Do Conjur

Em delação premiada, Lúcio Funaro afirmou que o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o monitorava por meio de três advogados a fim de evitar que fechasse um acordo de colaboração. O criminalista Daniel Gerber, um dos acusados por Funaro, critica a Procuradoria-Geral da República por conceder benefícios a delatores que, segundo ele, relatam acontecimentos sem a mínima sustentação lógica.

Ele era advogado do agora delator e diz que, à época dos fatos narrados, tentava fechar acordo com a PGR, contrariando os interesses do Palácio do Planalto. “Se hoje sou advogado do ministro Padilha, o sou por competência e lealdade aos clientes, não por motivos escusos”, afirma.

Além disso, ele comenta que, quando Funaro foi preso, conseguiu que fosse realizada uma audiência de custódia para dar início à colaboração com o Poder Público. Depois, o processo foi para 1ª instância e ele seguiu as tentativas: reuniu-se com os delegados do caso para firmar um acordo, mas Funaro rompeu o contrato e ele deixou o caso.

O acordo de Funaro foi homologado pelo ministro Luiz Edson Fachin na última semana.

Gerber afirma que e-mails trocados com a PGR quando estava na defesa de Funaro comprovam que nunca houve monitoramento, mas o contrário, pois demonstram que ele se esforçou para firmar acordo com a procuradoria-geral. 

O advogado diz que, em primeiro grau, o MPF “foi mais sensato”. “Infelizmente, porém, Funaro trocou de advogado antes de irmos adiante, acreditando em facilidades outras que eu jamais poderia oferecer”, acusa.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados