Jornal GGN – A dívida líquida do setor público (DLSP) no mês de maio atingiu R$ 1,584 trilhão, o equivalente a 34,8% do PIB, reduzindo-se 0,7 ponto percentual em relação ao mês anterior, quando o montante foi de R$ 1,602 trilhão (35,5% do PIB), segundo levantamento do Banco Central. A depreciação cambial de 6,5% no mês foi o principal fator determinante dessa trajetória, respondendo por redução equivalente a R$ 42 bilhões no estoque da DLSP.
No ano, a relação DLSP/PIB decresceu 0,4 ponto percentual. Os números foram influenciados pelo superávit primário, com 1 ponto percentual (p.p.), ou R$ 46,729 bilhões; o crescimento do PIB corrente, em 1,1 p.p.; a desvalorização cambial de 4,3% acumulada no ano, com 0,6 ponto (-R$ 28,572 bilhões); e o reconhecimento de ativos, com 0,1 ponto (-R$ 3,635 bilhões). Em sentido contrário, os juros nominais apropriados contribuíram para elevar a relação em 2,2 pontos (R$ 100,466 bilhões), enquanto o ajuste de paridade da cesta de moedas que compõe a dívida externa líquida respondeu por elevação de 0,3 ponto (R$ 12,164 bilhões).
A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$ 2,711 trilhões, resultado equivalente a 59,6% do PIB, em maio, elevando-se 0,2 ponto do PIB, em relação ao mês anterior – quando o total foi de R$ 2,682 trilhões, ou 59,4% do PIB.
Quando avaliada pela posição de carteira, a dívida mobiliária federal, fora do Banco Central, chegou a R$ 1,841 trilhão (equivalente a 40,5% do PIB – Produto Interno Bruto), registrando um decréscimo de R$ 11,2 bilhões em relação ao registrado no mês anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
O resultado refletiu resgates líquidos de R$ 29 bilhões, acréscimo de R$ 700 milhões em razão da depreciação cambial e incorporação de juros de R$ 17,1 bilhões. Destacaram-se resgates líquidos de R$ 51,5 bilhões em NTN-B (Notas do Tesouro Nacional – Série B) e emissões líquidas de R$ 16,1 bilhões em LTN (Letras do Tesouro Nacional), de R$ 5,6 bilhões em LFT (Letras Financeiras do Tesouro) e de R$ 900 milhões em NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – Série N).
Em relação a abril, a análise de participação por indexador mostra que a porcentagem dos títulos indexados a câmbio passou de 0,4% para 0,5%, e a dos títulos vinculados à taxa Selic evoluiu de 15,8% para 16%, devido a emissões de LFT. A parcela relacionada aos títulos prefixados elevou-se de 28,7% para 29,4% pelas emissões líquidas de LTN; e a dos indexados a índices de preços reduziu-se de 28,4% para 26,5%, devido aos resgates líquidos de NTN-B. A participação das operações compromissadas passou de 26,3% para 27,2%, em razão de vendas líquidas de R$ 20,5 bilhões.
Ao final de maio, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado mostrava que R$ 170,2 bilhões (equivalente a 9,2% do total) possui vencimento em 2013; R$ 367,8 bilhões (ou 20% do total) vence no ano de 2014; e R$ 1,303 trilhão (70,8% do total) vencerá a partir de janeiro de 2015.
Roberto São Paulo-SP 2013
29 de junho de 2013 11:32 amConsiderando a catação da
Considerando a catação da ptax do dia 28/06/2013 de R$ 2,2156 a dívida líquida do setor público (DLSP) deve manter a trajetória de queda em junho de 2013.