Em abril de 2.000, na condição de presidente da Cehab (Companhia Estadual de Habitação) do governo Garotinho, Eduardo Cunha envolveu-se em outro escândalo. Ele foi indicado para o cargo pelo pastor e deputado federal Francisco Silva. Manipulou diversas licitações, até ser denunciado e demitido.
Nesse episódio, os principais personagens foram os seguintes

Jorge La Salvia – argentino, ex-procurador de PC Farias e Secretário Geral do PRN na campanha de Fernando Collor, em 1989. Em 1996, tanto Cunha como Salvia foram autuados em um processo que investigava o esquema PC. Cunha conseguiu trancar a ação com um habeas corpus impetrado junto ao TRF (Tribunal Regional Federal). Depois, descobriu-se que o parecer era falsificado.
Deputado Federal Francisco Silva (PRN) – da bancada evangélica. Foi Secretário de Habitação no governo Garotinho, indicando Cunha para presidir a Cehab. Adquiriu uma casa de Cunha, que foi a leilão. Houve questionamento na Justiça, por suspeita de fraude na compra, pois Cunha permaneceu morando lá. Cunha tornou-se sócio dele na rádio Melodia, de orientação evangélica.
Advogado Carlos Kenigsberg – presença constante nos casos de Cunha. Foi ele quem apresentou Francisco Silva a Cunha. É também advogado de Telmo – araponga suspeito dos grampos do BNDES -, que por sua vez também é amigo de La Salvia.
Elio Fischberg – o caso Cehab foi parar no Tribunal de Contas do Estado e arquivado em 2004 a pedido do relator, conselheiro Jonas Lopes de Carvalho, com base em documento do Ministério Público Estadual inocentando Cunha. Posteriormente descobriu-se que o documento foi falsificado pelo subprocurador Elio Fischberg. Ele foi condenado a 3 anos e 10 meses pela falsificação. Mas Cunha permaneceu incólume. Apenas em outubro do ano passado o TCE retomou o processo.
Antonio Oliboni – advogado, foi Secretário de Justiça de Garotinho e acabou indiciado no inquérito da Cehab. É evangélico e presidente do PSC de Minas Gerais.
Rádio Melodia – de propriedade do deputado Francisco Silva e de Eduardo Cunha. Controla 7 FMs no Rio, São Paulo, Brasília, Terezina, Curitiba e Mandaguari (PR). Transmitia o programa “A Paz do Senhor”, de Garotinho.
Banco Boreal/Libra – Por ocasião do escândalo da Cehab, Cunha sustentou que a origem de suas despesas eram empréstimos do Banco Boreal, de Gonçalo Torre Alba, da família que controla o grupo Libra. Ao lado de Daniel Dantas, o grupo Libra é o principal acusado de ter promovido o lobby junto aos parlamentares, para impedir a Lei dos Portos.
Luiz Carlos Rigo Rocha – dono da Vise Vigilância e Segurança Ltda, beneficiada por Cunha com contratos. Ligado aos evangélicos.
Deputado Édino Fonseca – ligado a Rigo Rocha e parceiro de campanha de Eduardo Cunha. Juntos, Cunha e Édino encabeçaram a campanha contra o Plano Nacional de Direitos Humanos, classificado de obra do “anticristo”.
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