5 de junho de 2026

A adega ostentação de João Dória, por André Araujo

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O candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, João Doria Filho está sendo processado por um comerciante de vinhos, Elidio Lopes, para devolver uma grande quantidade de garrafas de vinhos caros que estão na sua casa sem terem sido compradas e pagas. A estoria, segundo materia na FOLHA de hoje, vem de um acordo pelo qual Elidio entregou as garrafas, que ele alega valerem US$ 84.000, emprestadas para que Doria enchesse sua adega para mostrar aos amigos e não para beber – Doria diz que não bebe vinho.

Elidio é um conhecido personagem do mundo dos vinhos de São Paulo, tinha uma importadora, a Terroir e uma loja no Bar des Arts, um conhecido point dos moradores dos Jardins especialmente no começo da decada.

A estoria é realmente sui generis mas esta de acordo com a tipologia social de João Doria. Ele precisa mostrar sucesso e luxo e no mundo dos novos ricos de São Paulo a adega é um item essencial, assim como a coleção de charutos e a biblioteca de livros nunca lidos ou livros fakes só para exibição. Com relação aos vinhos, é raro o novo rico que conhecesse alguma coisa, eles gostam de fingir conhecer e mostrar intimidade com os rotulos mas é puro teatro.

Para conhecer vinhos de verdade é preciso ter a cultura do vinho, leitura, informação, não é só comprar.

Doria representa um segmento importante da sociedade paulistana, uma cidade globaal com muita gente indo e vindo, especialmente executivos estrangeiros e nas multinacionais de hoje há muito presidente que começou como vendedor, subiu na escala corporativa mas lhes faltam o verniz social que Doria vende e entrega.

NOVOS RICOS EXIBICIONISTAS – Sua identidade depende da exibição ostensiva de luxo e sucesso, ai entram carros, helicopteros, jantares divulgados em revistas de frivolidades. Doria é um empresario de relacionamentos, de grande sucesso, criou uma grife chamda LIDE que muita gente pensa que é uma associação mas na realidade é apenas um

network de relacionamentos vendidos em jantares e eventos em praias e resorts. O “business” tem grande faturamento, tudo é pago e caro, se o cliente quer almoçar na mesa do Ministro paga mais , os fins de semana em Comandatuba são carissimos e tem executivos de empresas que pagam (na realidade quem paga é a empresa), a esposa vai junto e ganha presentinhos embrulhados em papel de oncinha, elas adoram.

Essa categoria nasceu com a globalização das empresas, chegam a CEO pessoas de fora ou que subiram dentro das empresas e que não tem a rede social dos ricos antigos, Doria se encarrega de fornecer os contatos com outros CEOs.

Esse grupo é formado basicamente por executivos e não por donos de empresas.

Doria tem uma função legitima e util para esse grupo de “foraneos” pessoas que não tem  grupo social de berço ou de “turma”, começaram michos na escalada da  vida, geralmente familias de classe media ou até classe modesta.

A exibição da adega está no campo da necessidade de Doria de  de impressionar, como é sua monumental casa de 7.000 metros quadrados de terreno nos Jardins, formada pela junção de tres casas antigas.

Nesse grupo há um sub-grupo de empresarios do interior do Estado que gosta dessas curtições do Doria, seu meio social original é muito pequeno e eles querem se enturmar na metrople paulistana e mostrar fotos dos almoços e jantares em resorts junto com Ministros para os amigos da cidade como prova de sucesso. No interior de São Paulo há grandes empresas e grandes fortunas meio isoladas é um mercado excelente para firmas de relacionamentos.

RICOS ANTIGOS E DISCRETOS – Descendentes de imigrantes italianos ou libaneses na maioria,  já na 3ª geração, nessa categoria há super ricos em SP de quem ninguem do grande publico ouviu falar, nomes como Salomone ou Mofarrej, com imenso patrimonio imobiliario.   Esses ricos não gostam de  aparecer, acham que isso só traz problemas. Esses que não querem ser celebridades não precisam de networking, aliás pagam para serem desconhecidos

ELITES TRADICIONAIS DE SÃO PAULO – Desdobramentos da antiga elite cafeeira que se voltou para outros ramos, açicar e alcool, bancos, seguros, já tem relacionamento suficiente de 400 anos, não precisam de ostentação porque seu refinamento é de berço e de gerações, não precisam da identidade que a riqueza dá porque tem um senso de superioridade natural que vem de  300 ou 400 anos de elitização. Essa elite é maior do que se imagina mas não se vê de fora porque não aparecem para o publico e circulam dentro de seu grupo. A elite tradicional considera a exibição e ostentação algo “cafona”, “brega”, de gente sem classe. Um bom exemplo é o falecido banqueiro OLavo Setubal, de familia super tradicional e que morava no mesmo apartamento há 30 anos, desde quando não tinha banco, sua casa de campo era em Aguas da Prata, uma estancia mineral nada sofisticada.

ELITE INTELECTUAL E PROFISSIONAL – Grandes médicos, grandes advogados, tem seu circulo formado desde a faculdade e não precisam e não querem  “aparecer” em mesas de desconhecidos. É uma elite bem grande em São Paulo, maior centro medico da America Latina e onde há maior concentração de grandes escitorios de advocacia,

há varios escritorios com 400 ou 500 advogados e há um com mais de 1.000 (Pinheiro Neto).

Essa classificação é bem grosseira e há evidentemente pontos fora da curva mas é um absurdo certos comentaristas colocarem na mesma panela elites paulistanas tão diferentes, até politicamente são distintas, por exemplo a quase totalidade dos novos ricos é anti-PT roxo, na elite tradicional há um bom contingente de esquerda (Caio Prado Junior, Plinio de Arruda Samapio, Eduardo Suplicy, Francisco Whitaker), de esquerda mas sofisticados, tomaram chá em criança e tem modos à mesa.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

43 Comentários
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  1. Ivan de Union

    13 de agosto de 2016 7:47 pm

    Departamento Nouveaux Lixe Diki:

    Ele eh cara e focinho de Sao Paulo.  Ate o detalhe da conta nas costas alheias eh VOCES.

    Voces o merecem, paulisterio!

  2. Athos

    13 de agosto de 2016 8:30 pm

    Eu ainda acho
    Que para São Paulo é pouco. São Paulo merece mais!

    Se Mercadante fosse vice eu diria que São Paulo merece isso e muito mais.

    Uma pena que é o Brasil quem vai pagar a adega, e não o povo de SP.
    Como foi o caso do BANESPA e seu rombo de 10% do PIB, pagos pelo povo brasileiro.

    Mas deixa para lá, São Paulo merece.

    1. Frederico69

      13 de agosto de 2016 10:31 pm

      concordo,

      sp merece dórias, alkmins, cerras, felicianos, martas e todo tipo de cancer político!

      haddad está muito acima disso. por falar nisso, será que algum promotorzinho(de fezes) tem coragem de abrir processo contra o doria?

      1. Andre Araujo

        13 de agosto de 2016 11:12 pm

        Abrir processo a pretexto de

        Abrir processo a pretexto de que? O caso da dega é privado, não tem nada a ver com promotor.

    2. Andre Araujo

      14 de agosto de 2016 1:31 pm

      Meu caro, o PIB do Brasil

      Meu caro, o PIB do Brasil historicamente está entre US$1,8 a 2 trilhões, 10% do PIB seria entre US$180 a 200 bilhões, o rombo do Banespa foi de US$1,3 bilhões, inteiramente coberto pelo lance do Santander na privatização, que foi o dobro disso.

      1. Athos

        19 de agosto de 2016 7:15 pm


        Leio sempre seus artigos dos quais concordo com quase tudo acerca de seus pontos de vistas sobre o país.

        Mas neste caso vc está enganado.
        Quando se deu a crise só BANESPA o socorro do Governo federal lfoi de R$40 bi quando o câmbio era de 0.8 por dólar e o PIB de 500 bilhões apenas.

        Ou seja….10 por cento do PIB!

        Quer dizer que o maior banco estadual do Brasil quebrou por 1bi. Na boa, se vc tivesse pensado antes de falar não teria escrito isso.

        Então, depois do Povo brasileiro, e não paulista, injetar 10 por cento do PIB no banco, ainda ficou uma merrequinha pro Santander levar de graç e poderem colocar na manchete do jornal..

      2. Athos

        19 de agosto de 2016 7:20 pm

        ….
        O Banco Central interveio no Banespa em 1994, quando colocou o banco no Raet (Regime de Administração Especial Temporária). O saneamento do Banespa consumiu R$ 45,5 bilhões dos cofres públicos, praticamente a metade de todo o orçamento colocado à disposição do Proes, o programa de socorro aos bancos estaduais, que custou R$ 90 bilhões. O montante seria suficiente para aumentar em 4,5 vezes os gastos com saúde pública e abrir 300 mil quilômetros de rodovias. O presidente Fernando Henrique Cardoso determinou a demissão de toda a diretoria do Banespa em junho de 1999. Federalizado, o banco havia conseguido liminar na Justiça para não pagar CPMF. Multa de R$ 2,8 bi

  3. Free Walker

    13 de agosto de 2016 8:52 pm

    Bah! o Lopes tinha um

    Bah! o Lopes tinha um programa na TV sobre vinhos, sem as pieguices dos “cheiradores de copo” sabia tudo do riscado, era um programa agradavel de se ver, o Lopes era um cara extremamente simpatico. Logico que era um empresario e vendia o seu peixe, no caso os importados dele, mas de uma maneira didatica e sem pavonismo. Era programa tipo merchandise, mas era honesto.

    Alias, tem coisa mais brega do que ver “emergentes” sem qualquer pedigree cheirando copos nas pizzarias, bodfegas  e cantinas Brasil a fora, muitas vezes aprovando vinhos vagabundos encalhados no estoque indicados pelo sommelier da casa? 

    Quem tem berco tem berco, tempo atras estava vendo um programa gringo, onde a herdeira, uma moca muito simples, de tradicionalissima familia europeia produtora de vinhos (esqueci o nome) depois de apresentar todo o Chateau, o reporter quis provar o nectar. Foram para cozinha, ela pegou duas canequinhas de metal e degustaram….Simples.

     

     

    1. Andre Araujo

      14 de agosto de 2016 1:41 pm

      Esses “cheiradores” de

      Esses “cheiradores” de bouquets e aromas pegam o copo e olham contra luz para gabar a cor do vinho, eles tem um unico criterio de conhecimeto de vinhos, o preço, para eles se é caro é fino, fazem a alegria dos restaurantes que empurram vinhos encalhados, alguns apodrecidos e que os tontos ficam comentando e se auto congratulando, nenhum deles assina o Wine Spectator e nem sabe quem é Robert Parker, essas confrarias de tomadores estão em ação especialmente no

      almoço das sextas feiras nos restaurantes da moda em S.Paulo, Machado de Assis se vivo fosse teria tema para bons contos sobre os “tomadores de rotulos”

  4. Free Walker

    13 de agosto de 2016 9:04 pm

    Pluta que Paris, onde o PSBD

    Pluta que Paris, onde o PSBD paulistano foi amarrar seu burro, inexplicavel para quem tinha Andrea Matarrazo. Depois perdem para o Russo e o manos da Marta e da Erundina e ficam reclamando e querendo um terceiro turno. Afinal, golpe em prefeituras e’ mais dificil…….hehe….

    Andre, tu ja visse tamanha mediocridade nos canditados a prefeito das capitais do eixo RJ-SP, e’ o nivelamento rasteiro e por baixo da politica como agente de sociedade e tal qual como a conhecemos.  Sofrivel!

     

     

  5. Joao Carlos Campos

    13 de agosto de 2016 9:16 pm

    Já vai alguns meses

    Já vai alguns meses que eu não lia algo tão discriminatório assim.

     

    Fiquei pensando como seria o texto do Zé Dirceu, poxa eu que era o Zé Dirceu só peguei 11 milhões, e aquele anônimo do diretor pegou 60. Milhões isto  justo?

     

    Texto do advogado do Zé Dirceu nos autos da sua defesa 

  6. José Abrantes Gonçalves

    13 de agosto de 2016 10:13 pm

    Eles

    que são brancos que se entendam. 

  7. dudu cartucho

    13 de agosto de 2016 10:15 pm

    Se o Russomano não fosse

    Se o Russomano não fosse candidato, São Paulo elegeria esse Dória.

    Haddad é muita coisa pra uma cidade reacionária.

    1. Andre Araujo

      14 de agosto de 2016 1:28 pm

      Se eu conheço um pouco São

      Se eu conheço um pouco São Paulo acha isso quase impossivel, a Marta vai estar à frente de Doria.

  8. luiza1

    13 de agosto de 2016 10:55 pm

    O papel ilustrou bem o tipo de verniz…

    Gostei do realismo, André. E nesse detalhe aqui “,,,a esposa vai junto e ganha presentinhos embrulhados em papel de oncinha, elas adoram” tive a certeza de que voce é um bommm observador. Affff…..papel de oncinha!? rs

    1. Andre Araujo

      14 de agosto de 2016 4:18 pm

      Tem algo mais chique que

      Tem algo mais chique que papel de omcinha, bolsa Prada fake e sapato Laboutin, esses que a Cristina Kircher comprava de baciada?

  9. junior50

    13 de agosto de 2016 11:34 pm

    Acontece bastante

        O que ocorreu com esta adega não sei, mas :

         Estes “novos ricos ” ostentação, versão “Caras”, “Quem”, ricos de instagram e facebook, muitas vezes o que estão ostentando não é deles, é comum uma empresa realizar tal ação de marketing, visando este publico especifico, cedendo a eles, em comodato ou até em contrato, a utilização de algum produto seu, por determinado tempo, até mesmo é possivel que alem do uso, o “novo rico ostentador midiático “, receba comissão por futuras vendas a seu grupo.

          Tive um amigo, já falecido, que era encadernador/livreiro, muitas vezes vendeu bibliotecas “por metro”, um cliente dele, o Mindlin ficava triste quando ele comentava que isto ocorria, assim como teve gente que colocava – aliás ele fazia questão de propagandear, inclusive pagando colunistas – que Edemar Cid Ferreira era um dos maiores colecionadores de arte do País, e nem proximo a isto era ou foi verdade, o maior colecionador privado de arte no Brasil é outro banqueiro, que vale no “barato”, em fortuna uns ” 100 Dórias”.

           Elite que é “elite” não ostenta.

    1. romulus

      14 de agosto de 2016 3:52 am

      Suíça
      Verdade.

      Aqui na suíça então, onde há um “republicanismo” ancestral no trato social, você mal sabe quem é pobre e quem é rico.

      Pode ver um cara de jeans rasgado e pensar até em emprestar um dinheiro a ele pra trocar o guarda roupa.

      Mal sabe você dá coleção de carros esportivos que tem na garagem.

  10. Gabriel Moreno

    13 de agosto de 2016 11:56 pm

    Fico é com o povo trabalhador
    Fico é com o povo trabalhador de São Paulo, muito obrigado.

  11. LF Pereira

    13 de agosto de 2016 11:58 pm

    Argumentação capenga

    Há aspectos mais importantes para analise e conjecturas a respeito dessa candidatura. Um deles: renovação. Ou vamos ficar eternamente  entre os políticos profissionais? Ok. Tem Marta/Andrea Matarazzo, Erundina/Ivan Valente, Russomano e não sei quem, Haddad, etc. Desqualificá-lo por ser rico, bem sucedido, pagador de impostos acima da média, gerador de empregos, etc. não parece um bom caminho. Por tabela ridicularizar empresários que frequentam suas convenções não é argumentação inteligente. Bem, a escolha é livre e é sempre possivel fazer uma opção pela pobreza econômica como mérito político. Um post longo, comprido até demais, para dizer nada além de negativismo, repercussão de fofoca, ridicularização e desconstrução sem motivo fundamentado. Em tempo: não é meu candidato, mas poderá ter meu voto util se alguem pior avançar o sinal.

    1. Almeida

      14 de agosto de 2016 12:41 am

      Você não acha isso argumento que o desqualifica?

      O cara se propõe a administrar o terceiro orçamento da república, ao mesmo tempo que carrega na justiça um processo por apropriação indébita. Quem o processa é um “bem sucedido, pagador de impostos acima da média, gerador de empregos, etc”. Que tipo de “renovação” é essa que você propõe?

      1. LF Pereira

        14 de agosto de 2016 1:04 am

        Pondero. Recuo.

        Pensando bem, acho que vc tem razão. Imagine um cara desses que se envolve numa encrenca privada (fofoca, por enquanto), sem nada entender de vinhos, bem que amanhã pode surrupiar todo o suco de uva da merenda escolar. 

        1. Andre Araujo

          14 de agosto de 2016 1:25 pm

          Meu caro Pereira, na vida

          Meu caro Pereira, na vida politica mais do que na vida privada, os simbolos são importantes. Já contei aqui que um colega meu advogado voando dentro da Europa sentou-se ao lado de um senhor, na classe turistica, e conversando o sujeito disse a ele que era o presidente de Portugal, meu colega achou que deveria ser um velho educado mas caduco, até tirou um selfie com ele,  e não é que era realmente o Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal, sozinho na classe turistica.

          O politico precisa saber se expressar por simbolos, por gestos, pela postura, essa questão da adega é um simbolo negativo, o Marcelo de Sousa diz que não pode exisgir austeridade do povo português e ele mostrar que usa dinheiro publico  para viajar na primeira classe, parece pouco, esses gestos são importantissimos.

        2. Marcos Carvalho Campos

          15 de agosto de 2016 12:33 am

          ops, não só o suco de uva mas

          ops, não só o suco de uva mas a merenda inteira JÁ foi surrupiada pela outra ala do mesmo partido , PSDB, a turma do Capez (com a anuencia do Alckmin .. logico). Não sobrou nada nesta “rubrica” para o Doria passar a mão (claro tem a merenda das escolas municipais …)

    2. Dimas J Trindade

      14 de agosto de 2016 4:36 am

      Dória sem dúvida é o pior.

      Dória sem dúvida é o pior. Não há possibilidade de voto útil nele.

  12. Andre Araujo

    14 de agosto de 2016 12:14 am

    O caso Doria tem um contexto

    O caso Doria tem um contexto bem mais complexo na eleição municipal de São Paulo, porque o Governador que é um politico experiente bateu de frente com todas as figuras referenciais do PSDB paulista ára apoiar Doria?  Qual a logica por trás desse movimento que fez um quadro historico do partido, como Andrea Matarazzo, que foi Ministro de FHC e Embaixador do Brasil na Italia, ter que sair do PSDB, partido a que este ligado há decadas?

    Na minha visão Doria ganhando ou perdendo será o coordenador da campanha presidencial de Alkmin, pela sua experiencia em marketing e montagem de eventos, o preço a pagar pelo Governador é apoia-lo na campanha para Prefeito.

    1. junior50

      14 de agosto de 2016 2:42 am

      Pelo PSB

        O que estão fazendo com o Alberto Goldman, e a briga dos Covas ( Bruno X Mario Neto ), mostra que o PSDB/SP e nacional, abandonou os floretes e punhais, não se degladiam mais na Pça. Vilaboim, depois se acertavam em agapes regados a finos vinhos , partiram para a borduna.

         E meu filho, apesar da suposta legislação – meio burra – Dória alem de marketeiro, tem escopo e penetração para captação de verbas, e eleição não se faz apenas com “fundo partidário “, e quando comento sobre “verbas”, não significa apenas meios monetários, pois alem de dinheiro, a influência macro, tb. adquire muitos votos.

  13. Jofran Oliva

    14 de agosto de 2016 12:28 am

    Esse João Dória não me engana. . .

    Esse João Dória não me engana, nada a a ver que seja da elite, um político bom pode ser tanto da elite como do povão, mas acho que ele seria uma péssima escolha dos eleitores paulistanos. E falando em elite, acho que o Fernando Haddad tem muito mais classe e elegância que o Dória.

  14. romulus

    14 de agosto de 2016 3:44 am

    Mini Estudo antropológico
    Mini Estudo antropológico da(s) elite(s) paulistana(s).

    Muito interessante.

    Muita gente aqui, esquerdista, pega no seu pé quando escreve sobre elites, sobre nobrezas e realezas.

    Estupidez.

    Mesmo que você fizesse proselitismo de uma volta a um regime oligarquico aristocrático – o que não faz – já valeria pelo seu conhecimento, em primeira mão, que se dispõe a dividir conosco.

    Como esse pequeno “estudo antropológico”.

    Não há conhecimento “maldito”, minha gente.

    André, você já leu o conto “a festa de babete”? Tem bastante a ver com o seu post – a “revelação” no final – e com os meus pontos aqui.

    De minha parte agradeço mais uma vez pelo post.

    Abs

    PS: já ia esquecendo… o pinheiro neto faz parte da minha trajetória profissional. Como diziam os clientes americanos, era a “white shoe firm”.

    Que, aliás, teve dificuldade tempos atrás para se ajustar a um mercado mais competitivo.

    Com a fragmentação das grandes bancas, com spin offs do próprio PN, a “grife” perdeu a exclusividade. Mas os honorários continuavam como nos velhos tempos. Não sei como a coisa está hoje.

    Internamente, o excessivo formalismo e hierarquização dificultavam bastante a “operação”, com perda absurda de eficiência.

    Mas, como você mesmo nota aqui, manter certas aparências e ter “postura” podem ter uma função num “mercado”. Ainda mais o de alta gama.

    1. Andre Araujo

      15 de agosto de 2016 12:33 pm

      Meu caro, aumentou tambem a

      Meu caro, aumentou tambem a presença das grandes bancas internacionais de forma ostentsiva ou disfarçada, como a britanica Clifford Chance, a americana Sherman & Sterling (neste tive um pequeno papel) , a Lefosse, a Dunn Gibson, a

      já mega banca Trench (na realidade é a Baker Mackenzie), da qual fui um dos primeiros clientes em 1973, o spinn off

      Souza, Cescom, uma costela da Machado Meyer, as cariocas Sergio Bermudes e Barbosa Musnich com braços paulistanos,

      é um mundo de grandes interesses e grandes honorarios, o Pinheiro é apenas o Vaticano da turma, sem o Papa todos brigam.

  15. Pedro Santos

    14 de agosto de 2016 6:15 am

    Verdadeira elite paulista

    São Paulo se notabilizou desde o século XIX por produzir elites tradicionais, famílias que permanecem com poder e prestígio até aos dias de hoje, se diferenciando dos ” novos ricos “, figuras como João Doria, Roberto Justus e afins, descendentes de imigrantes cujas famílias vieram ao Brasil só recentemente, adquirindo fortuna porém sem ter o berço, sobrenome e a classe que distinguem os pertencentes às famílias tradicionais. 

    Exemplo dessa elite tradicional são os Silva Prado, cujo patriarca, Antonio da Silva Prado, ostentava título nobiliárquico de Barão, possuia fortuna gigantesca, foi polítiico importante no período imperial, teve como filha a famosa Veridiana da Silva Prado, primeira mulher empresária do Brasil, figura excêntrica, possuia um palacete onde hoje é a av higienópolis, tinha como mordomo um índio botocudo, como dama de companhia uma linda mulher negra que teve uma educação primorosa, bancada por dona Veridiana, aprendendo francês e piano, conta-se que herdou parte da fortuna dos Prado. 

    1. Andre Araujo

      14 de agosto de 2016 1:17 pm

      È isso ai, era gente que

      È isso ai, era gente que tinha um refinamento natural, não precisava ostentar, a finesse estava na postura, nos gestos, da linguagem, na cultura, lembro o movimento modernista de 1922, criado pela elite cafeeira de São Paulo, a grande pintora Tarsila do Amaral era dessa mesma elite, alguns empobreceram sem perder a elegancia, outros continuam muito ricos mas são invisiveis, enquanto os novos ricos falam aos berros em restaurantes para chamar a atenção e se mostrar.

      1. Marcos Carvalho Campos

        15 de agosto de 2016 12:26 am

        Tudo o que vem do PSDB de SP

        Tudo o que vem do PSDB de SP vem do puro marketing sem conteudo. Os tucanos estão jogando , há uma década ou mais, tudo o que SP representou de bom para o Brasil, na lata de lixo. Trabalho, perserverança seriedade. Nenhum politico do PSDB , inclusive no Brasil, representa isso mais. Figuras como Alckmin, Serra, FHC, Matarazzo (saiu pois não lhe deram a candidatura) , Doria, Bruno Covas, Capez representam uma máfia pseudo-empresarial. Nenhum desde caras tiveram que gerenciar nem uma padaria e se julgam ” lideranças” empresariais. São uns parasitas.

    2. Lucas Lima

      30 de setembro de 2016 6:44 am

      Ascendencia do Doria Jr
      Caro leitor, preciso informar que o candidato mais cashemere a prefeitura de SP descende de uma familia antiquíssima e de origem nobre. Os Doria estão no Brasil desde a fundação e pasme tem um ramo aparentado com o Padre Antonio Vieira . Antigos sengores de engenho do Nordeste…

  16. Antonio Carlos Silva - Brasil

    14 de agosto de 2016 8:37 am

    Era uma vez, uma margarina que

    Era uma vez, uma simples margarina ostentava-se como uma ótima manteiga, o tempo passou ….

    Os consumidores foram se enojando, enojando… Daí a famosa Doriana foi substituída pela margarina Qualy . 

  17. Tamosai no GGN

    14 de agosto de 2016 11:01 am

    O que existe por trás das aparências

    O Doria é campeão no quesito demonstração de status e aparências. Esse litígio com o fornecedor de vinhos mostra que atrás das aparências está um enganador e um elitista. Cada um decide o papel que quer seguir na vida. Jogo jogado. O problema começa quando ele se propõe a ser prefeito da maior cidade do país e com uma concentração de pobreza enorme, proporcional ao tamanho da cidade. Isso é ainda mais agravado pelo contraste com a enorme riqueza de certos nichos da cidade. Dificilmente será eleito, mesmo que ele blefe, como costuma fazer. Se eleito, iria criar torres de marfim, elefantes brancos, obras exclusivas para a plutocracia, enfim tudo que uma cidade triste e injusta como São Paulo não precisa.

  18. Ze Guimarães

    14 de agosto de 2016 11:15 am

    Riqueza é o que se ganha

    Riqueza não é o que se gasta por mês, mas o que se ganha por mês.

    Se uma pessoa tiver aluguéis para receber, dividendos para receber, lucro de empresas para receber, e esta quantia toda somada der mais de dez mil reais por mês, então ela é considerada rica. Se além disto esta pessoa gastar bem menos do que ganha por mês e ainda conseguir guardar, então a fortuna dela está em ascenção.

    Agora, ter carros de valor milhonário, mansões e outras ostentações, não é obrigatóriamente sinal de riqueza, mas com certeza é sinal de insegurança emocional. Aliás existem pessoas que ganham pouco por mês, e conseguem gastando pouco guardar, e enriquecer,  mais do que muitos ricos, que gastam mais do que ganham, e assim caminham para a ruína.

    Uma pessoa pode ter uma mansão com vinte quartos, mas só precisará de um para dormir. Gastar com ostentação geralmente é sinal de problema psicológico, é uma palhaçada pueril feita para impressionar os outros.

    “Quem compra o que não precisa hoje, geralmente terá de vender o que precisa amanhã”.

    1. Raí

      14 de agosto de 2016 12:43 pm

      Posso assinar embaixo, Zé ?

      Quem nasceu em berço de ouro, não tem necessariamente, que mostrara aos amigos e/admiradores;

      Quer enriqueceu trabalhando honesta e duramente, não ostenta, nem fica “acendendo o charuto, com notas de R$ Reais;

      Quem ficou rico, sem trabalhar, herdando por exemplo, de familiares milionários, só poderiam sentir-se especiais, se fossem bons pagadores de tributos, e não sonegadores, como é o caso de 90% dos nossos biliárdios.

      O Dória, é a maior demonstração de um sujeito mal-formado na família, que aproveitou cada segundo de sua popularidade na mídia, para extorquir incáutos “novos ricos” sedentos de evidência, e que pagam milhões, para entrar”goela abaixo, no high society, e que reune constantemente, o que existe de mais podre e hipócrita, na altasociedade paulistana, em festas vazías de importancia cívica e moral, para estas demonstrações de riquezas, mas que por trás desta opulência, exploram sus colaboradores, e sonegam tributos ao Estado.

      E por que querem cargos públicos ? Para terem acesso a mais isenções fiscais, para recompensar seus amigos, financiadores e companheiros das grandes farras feitas em Comandatuba, Ilha de Itaparica, e afins, com o dinheiro público..

      O atual Prefeito, Fernando Haddad, mostro exatamente o contrário, mas a mídia, e os garndes formadores de opinião, não mostram isso. 

  19. Raí

    14 de agosto de 2016 12:31 pm

    Quem precisa ostentar ?

    Deveria existir um regulamento no registro dos nomes de candidatos ao TRE, quando esses candidatos, além de apresentar a última declaração de renda, feita à Receita Federal, também assinar um têrmo de conduta ética e moral, para não termos que conviver, com estas demonstrações de riqueza, falsos moralismos, boa ascendência familiar, etc, etc.

    O que este “engomadinho” está fazendo, é a mais clara demonstração de exibicionismo barato, e prova o seu perfil de ” coxinha” na mais perfeita acepção da palavra.

    Se ele realmente tivesse mostrado esta falsa adega, e se realmente ela lhe pertencesse, já seria ridícula esta exposição de “diferenças” sócio-economicas, e isso nada representaria, na escolha do eleitor. Seria apenas, para enturmar-se com os financiadores de sua campanha, já que ele sempre desfilou no high society, às custas de seus patrocinadores, velhos paulistas quatrocentões, que sonham com a volta da Casa Grande e Senzala.  

  20. j.marcelo

    14 de agosto de 2016 3:47 pm

    Mais uma figurinha do albúm

    Mais uma figurinha do albúm Hipócritas do Brasil !!!

    Á venda nas melhores bancas (rentistas,financeiras e empresariais) de SP !!

  21. Almeid

    14 de agosto de 2016 6:39 pm

    Pinheiro Neto, é

    Pinheiro Neto, é Matarazzo/Marta Vasconcellos

     

  22. Almeid

    14 de agosto de 2016 6:40 pm

    O mesmo com Dinamarco/Luccon

    O mesmo com Dinamarco/Luccon

  23. JULIO FELIPE MONTEIRO DE BEM

    15 de agosto de 2016 2:27 am

    Não posso crer que o povo de
    Não posso crer que o povo de SP vai eleger o Rei do Camarote prefeito

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