5 de junho de 2026

Ao menos dez são executados após morte de policial em SP

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Pelo menos dez são executados na Grande SP após morte de policial

Agente militar foi morto na última terça-feira (5), no centro de Osasco, com 14 tiros no rosto; mortes ocorreram em Carapicuíba e Jandira

Ao menos dez pessoas foram mortas a tiros entre a terça-feira (05) e a quarta-feira (06) em Osasco, Carapicuíba e Jandira, na região metropolitana de São Paulo. Os crimes, todos com características de execução, foram cometidos após o assassinato do policial militar Luiz Carlos Nascimento Costa, de 41 anos, em uma farmácia na região central de Osasco. A polícia apura se há relação entre os homicídios e não descarta a possibilidade de a onda de violência ser uma represália pela morte do PM.

Costa foi executado às 7h40 de terça-feira (05), com 14 tiros de pistola 9 mm, todos no rosto, quando saía de carro de uma farmácia. O policial estava afastado das ruas, em serviço interno, depois de se envolver em ocorrências que terminaram com a morte de suspeitos. O atirador conseguiu fugir, acompanhado de um comparsa, em uma moto. Testemunhas contam que até mesmo policiais que estavam de folga foram até o local do crime prestar solidariedade.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a execução poderia ser uma vingança pelo fato de o PM ter matado uma pessoa envolvida com o tráfico na região. A polícia divulgou retrato falado do acusado de matá-lo. No fim da tarde, às 17h30, teve início a onda de violência em Osasco.

Mortes

Os irmãos Antônio Ferreira dos Santos, de 27 anos, e Fábio Lima dos Santos, de 32, ambos chaveiros, foram baleados na avenida Brasil, no bairro Rochdale, por homens em um carro preto. O último não resistiu aos ferimentos e morreu.

À noite, às 23h30, no Jardim Padroeira, três irmãos foram mortos a tiros na rua Sizenando Gomes de Sá. Jefferson Borges dos Santos, de 15 anos, Elias Borges de Almeida, de 18, e Wellington Borges de Almeida, de 21, foram baleados enquanto conversavam com outros rapazes. Segundo testemunhas, homens em um Prisma preto, escoltados por 2 motos, dispararam mais de 30 tiros em direção ao grupo na alameda Perseverança.

De acordo com a mãe das vítimas, a empregada doméstica Marcilene Borges, de 39 anos, apenas o mais velho, Wellington, tinha antecedente criminal, por furto. “Elias era evangélico, nunca teve problema com a polícia. Eles estavam no lugar errado, na hora errada”, disse. “Espero que tomem um providência. Quem fez com os meus filhos vai continuar fazendo com outros.” Entre os vizinhos, moradores do bairro, há temor de que a matança continue.

Após a chacina, quatro pessoas foram baleadas na rua Olívio Basílio Marçal, no Jardim Cirino, mas sobreviveram. Em Carapicuíba, outras quatro pessoas foram mortas. Por volta das 16h, na rua Benedita Dionísia, o empresário Maurício Navarro, de 35 anos, estava em um Hilux prata quando quatro suspeitos, em duas motos, atiraram contra ele. Navarro tinha antecedentes criminais.

Mais tarde, na rua Mauá, Alex Oliveira Candido, de 28 anos, foi assassinado por homens em um Civic preto. Às 2h de quarta-feira (06), o montador Francisco Bento Dutra, de 49 anos, e uma mulher não identificada foram mortos dentro de um barraco no Jardim Tonato. Um cabeleireiro de 31 anos e um conferente, de 18, foram baleados por um homem encapuzado na Rua Belém, mas conseguiram sobreviver.

Em Jandira, três pessoas foram baleadas em uma padaria no bairro Fátima. O ajudante Ricardo Lisboa Pinheiro, de 27 anos, e a estudante Tayná Costa da Silva, de 17, foram encontrados mortos no local. Ambos tinham antecedentes criminais. Segundo a Secretaria da Segurança, o esclarecimento desses homicídios é prioridade. Questionada, a Polícia Militar não se manifestou até as 19h50 de quarta-feira (06). As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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