5 de junho de 2026

Prefeitura: Um futuro De Braços Abertos, por Danilo Strano

 
Prefeitura: Um futuro De Braços Abertos
 
por Danilo Strano
 
Um projeto de SP precisa virar lei
 
Quando a recente constituição foi elaborada e as leis de combate as drogas foram implementadas, o problema do uso de crack e da cracolandia ainda não tomava os grandes centros de nosso país. 
Alguns cidadãos que ficam dependentes de substancias psicoativas, como o crack, não conseguem mais viver em sociedade, eles literalmente se jogam na rua em pequenos grupos pela cidade, em especial no centro das cidades. 
 
Alguns governos responderam como igualmente respondem a outros assuntos sociais, complexos e delicados do cotidiano das grandes cidades. Transformaram pessoas que fazem uso abusivo de drogas em caso de polícia. Repressão e intimidação foram repostas imediatas.
 
A polícia luta contra as drogas e faz isso repreendendo os usuários e os afasta de uma vida social. A ação da polícia quando lida com usuários é prende-lo, ou seja, o afastar da vida social, pois como o comando não sabe lidar com a situação, tira o cidadão da sociedade. 

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O programa De Braços Abertos, da prefeitura de São Paulo, em consonância com a Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas busca fazer o oposto e propõe tratamento em meio aberto e inserido na sociedade. 
 
O projeto parte do resgate social dos usuários de crack por meio de trabalho remunerado, alimentação e moradia digna, com orientação, cuidado e intervenção não violenta. O tratamento de saúde é uma consequência das etapas anteriores, e não condição prévia imposta para participar do programa.
 
As ações afirmativas, que tiveram início em 2014, são coordenadas pelas secretarias municipais de Saúde (SMS), Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), Desenvolvimento,Trabalho e Empreendedorismo (SDTE), Segurança Urbana (SMSU) e Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e Habitação.
 
Aos poucos, a partir do momento em que existe confiança entre os beneficiários do programa e os servidores públicos, os usuários se aproximaram e passaram a utilizar os serviços oferecidos, como saúde e assistência social. O programa foi construído ouvindo os usuários, sem impor nada a eles. 
 
Milhares de atendimentos de saúde, inclusive odontológicos, encaminhamento para trabalhos fora do programa (autonomia), acompanhamento pela assistência social e introdução a cultura popular são algumas ações para garantir a dignidade dos cidadão até então abandonados. 
 
Nesse ano a prefeitura anunciou a ampliação do programa para outras regiões da cidade que também concentram usuários e abrirá 500 novas vagas.
 
Apesar da revolução que o projeto trouxe para uma população antes esquecida pelo poder público, alguns candidatos ao cargo de prefeito pretendem interromper as ações caso sejam eleitos. Portanto, para garantir sua execução e deixar de ser programa de Governo para ser programa de Estado é importante que o De Braços Abertos torne-se lei.
 
Danilo Strano – 28 anos, cientista político, especializado em comunicação e redes sociais

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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3 Comentários
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  1. Frederico69

    1 de agosto de 2016 10:07 pm

    uma pequena correção!

    a polícia lucra com as drogas.

    o resto está ok

  2. Roberto QB

    2 de agosto de 2016 1:58 am

    Segundo texto do mesmo autor

    Segundo texto do mesmo autor que me chamou a atenção por não trazer nenhuma reflexão e estar povoado de truísmos. Agora descubro que é pré-candidato a vereador. Boa a assessoria de imprensa que está emplacando o rapaz nesse espaço. 

  3. Edison Kern

    2 de agosto de 2016 3:03 am

    O programa parte de bons

    O programa parte de bons princípios. O de contar com a boa vontade dos usuários, coincide com os passos sugeridos pelo AA e NA. Com certeza essas irmandades de ajuda mútua, poderiam em muito contribuir, sem custo algum para os cofres públicos. O AA é o mais antigo e barato Programa de Redução de Danos e Anti manicomial. Está na hora de contar com essas descobertas de fora da medicina, mas que tém apresentado os melhores resultados que se conhece. No Brasil os resultados só não são melhores porque quem tem a responsabilidade de de tratar desses problemas veem nessas iniciativas uma concorrência perigosa. Os memos que tanto combateram a presença dos médicos cubanos e o programa Mais Médicos.

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