5 de junho de 2026

Licitações e o Regime Diferenciado de Contratações Públicas

Comentário ao post “As lições com os erros da Transposição

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A grande revolução no campo das licitações no Brasil chama-se RDC (Regime Diferenciado de Contratações Públicas). Essa inovação utilizada há muito tempo pelos países da OCDE e da União Européia, utilizada para fazer as obras das Copas do Mundo da Alemanha e da África do Sul, para fazer as obras das Olímpiadas de Londres, utilizada pela Petrobrás desde 1998 e, a partir do final do ano de 2011, utilizada para licitar as obras do PAC, da Copa e das Olímpiadas no Brasil, constitui uma verdadeira revolução em matéria de gestão pública! A lei 8.666/93 é anacrônica e o RDC é tão melhor que deveria ser utilizado como norma para todas as licitações brasileiras daqui para a frente.

Apenas um dos aspectos citados pelo Nassif, a questão dos projetos executivos, demonstra bem a idiotia da 8.666/93. Segundo essa anacrônica legislação, os projetos executivos eram licitados de forma separada das licitações para construir as obras. Ou seja, uma empresa podia vencer a licitação do projeto executivo e outra vencer a licitação para fazer a obra. Isso implicava em absurdos custos, em disputas judiciais e em desculpas esfarrapadas das empreiteiras dizendo que o projeto executivo vitorioso era falho e que os custos de fazer a obra eram muito maiores, etc. Com o RDC acabou essa situação, o projeto executivo e a obra em si não estão mais separados e quem vence a licitação vence com o projeto executivo próprio, não podendo se queixar depois de inadequações futuras na hora de fazer a obra. Isso sem falar dos aditivos abusivos permitidos pela 8.666/93 e que foram proibidos agora com o RDC…

O RDC é a maior revolução em matéria de boa gestão dos recursos públicos no Brasil nos últimos 25 anos! O Nassif bem que poderia fazer uma matéria analisando essa questão, afinal de contas pouca gente se deu conta desta matéria até agora.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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