Ocupado desde 2014 por músicos, grafiteiros, fotógrafos, cineastas e atores, entre outros, o espaço tornou-se centro cultural
Por Cida de Oliveira
Depois de aprovar leis que autorizam a venda de fazendas experimentais e de áreas de conservação em várias regiões do estado, o governo de Geraldo Alckmin pretende agora transferir 267 imóveis para um fundo de investimento imobiliário a ser criado e administrado por empresas.
A ideia, anunciada no último dia 23, é criar um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) a partir da venda desses 267 imóveis públicos estaduais e assim formar um caixa para garantir que seus parceiros público-privados não fiquem no prejuízo caso algum desses projetos não sejam tão lucrativos para o setor empresarial.
É o caso da Linha 4-Amarela do Metrô. Se a tarifa paga pelos passageiros não garantir o lucro esperado ao consórcio ViaQuatro, o fundo pode ser acessado. Outro exemplo é a PPP Habitacional. Mesmo que haja inadimplência na compra ou nos serviços condominiais, o parceiro privado nunca fica no prejuízo.
Entre esses imóveis estão edifícios como os que atualmente abrigam as secretarias estaduais do Turismo, da Juventude e Lazer, dependências de órgãos ligados à Secretaria Estadual da Educação.


Há ainda áreas desapropriadas há anos para a construção de posto de saúde e de centro de convivência de idosos, cujos projetos nunca saíram do papel.

Há também o prédio da Ocupação Ouvidor 63, próximo ao Terminal Bandeira, região central de São Paulo.
Ocupado desde 2014 por artistas circenses, músicos, grafiteiros, fotógrafos, cineastas e atores, teve seus 13 andares transformados em um efervescente centro cultural, onde ocorrem oficinas de arte e debates políticos.
A iniciativa foi criticada pela urbanista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP). Em artigo publicado na última sexta-feira (1º), ela destaca, entre outros aspectos,o estado abre mão da sua capacidade de estabelecer políticas territoriais ou, até mesmo, de prover serviços básicos como habitação, áreas verdes, postos de saúde e outras demandas futuras das regiões onde estão localizados tais imóveis.
E também porque o patrimônio público deixa, assim, de ser um instrumento de política urbana e torna-se uma ferramenta para abrir frente de expansão aos produtos do mercado financeiro e imobiliário, utilizando estratégias do mercado de capitais para garantir o equilíbrio econômico de PPPs.
Wilton Santos
10 de setembro de 2017 1:53 pmLeia-se: Alckmin quer passar 267 imóveis públicos para fundo pri
Leia-se: Alckmin quer passar 267 imóveis públicos para fundo privados controlados por aliados políticos filiados ao PSDB…
Renato Lazzari
10 de setembro de 2017 9:47 pmJusto. Sabe aquela turma de
Justo. Sabe aquela turma de brasileiros que comprou ações da Sabesp na bolsa de valores de Nova iorque? Que tudo indica que sabiam dessa privatização bem antes de que ocorrese e que se prepararam para isso? Que recebem dividendo em dólar, através de um banco nos EUA, sobre ações de uma empresa que paga aos acionistas mas não investe em manutenção da rede?
Sabesp, lavando dinheiro do PSDB desde sempre.
Paula Leal
10 de setembro de 2017 2:05 pmO ódio
Este fascista do Alckmim quer acabar com o estado. O golpista somente mostra seu ódio ao país. De administrador púbico nada tem. E os paulistas se calam diante da destruição
Marly
10 de setembro de 2017 2:25 pmO que os paulistas estão esperando?
Que repassem essa infâmia pelo whatsapp. Garanto que a maioria dos paulistas nem sabem dessa atitude do governador!
Que botem a boca no mundo e a cama na rua!!!
emerson57
10 de setembro de 2017 3:04 pmsanto
Fosse o Alkimim (santo) do outro partido, a manchete seria assim:
“Governador do PT rouba 267 imóveis do povo de São Paulo para os seus cupinchas.”
Joage
10 de setembro de 2017 11:45 pmSocialismo do Alckmin
Caro Emerson, Alckmin só está mostrando que o “S” do psdb é para valer.
Privatiza o lucro e socialisa o prejuízo.
Antonio C.
11 de setembro de 2017 1:43 amBem lembrado sobre a linha
Bem lembrado sobre a linha amarela.
Trata-se de um dos negócios que mais prejudicou o estado de São Paulo, em todos os sentidos.
Estranho esse capitalismo que não corre riscos. Quer dizer, além de ser uma linha mal construída e mal elaborada, a empresa (que é um consórcio de empreiteiras… opa!) não tem risco financeiro nenhum!
Mas sabem como é o Judiciário paulista: embargar as obras, verificar o prejuízo que a população terá não conta (esta foi a base pra continuar: melhor construir até o fim do que parar… como se já não fosse ruim desde o início, de largada!).
Agora, política pública e tucano são coisas que não combinam.
Com a palavra, o intelectual Fernando Henrique Cardoso…