5 de junho de 2026

O estudo sobre a política imigratória do governo Vargas

Da Editora Record

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Imigrante ideal: O Ministério da Justiça e a entrada de estrangeiros no Brasil (1941-1945)

Autor: Fábio Koifman
Páginas: 446

Em Imigrante ideal, Fábio Koifman revela a faceta eugenista da política imigratória do governo Vargas, entre 1941 e 1945. O pesquisador relata a existência de um “Serviço de Visto”, subordinado ao Ministério da Justiça. Com base em documentação inédita, entre outras revelações, Koifman mostra que Getúlio Vargas participou pessoalmente da aprovação desta política e também decidiu diretamente sobre desembarques e alguns processos do “Serviço de Visto”. “A seleção desses imigrantes não só rejeitava judeus, mas também orientais, negros, morenos, pessoas com problemas físicos ou de saúde (adquiridos ou herdados), idosos, entre outros que não se encaixassem no modelo de ‘imigrante ideal’ estabelecido”, explica o autor. O objetivo era selecionar os imigrantes de modo a contribuir para a “melhor” formação da população brasileira. Essa lógica elegeu os portugueses, mas também os suecos como imigrantes ideais.

Até a década de 1930, a imigração era considerada indispensável ao Brasil, para suprir a carência de mão de obra e ajudar no processo de povoamento do território de dimensão continental. No entanto, após a Segunda Guerra Mundial a política migratória mudaria, seguindo a tendência que vinha dos Estados Unidos de tentar restringir a entrada de estrangeiros, principalmente de idosos e deficientes, sob a argumentação de que era fundamental promover a “eugenia de nossa gente a saúde do nosso povo”. O governo assumiu uma política nacionalista de controle, que resultou num sistema autoritário repleto de preconceitos étnicos, religiosos e culturais, permitindo que parte de seus altos funcionários se tornassem verdadeiros “porteiros do país”.

Koifmann, nesta obra amplamente documentada e de pesquisa exemplar, traz a público o que se passou no Brasil da ditadura de Vargas, revelando detalhes a respeito da natureza sombria do Estado Novo.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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