As consequencias vão ser péssimas: a redução da taxa de retorno dos investimentos em energia e a desvalorização dos ativos ja investidos. Solução quebra galho, sem conexão com um plano estrategico para aumentar a geração, transmissão e distribuição de energia nos peoximos 20 anos.
É a mesma falta de consciencia de planejamento que torna hoje a industria do etanol em plena derrapada, com dezenas de usinas e destilarias autonomas à venda, mais de 30 paralisadas, estamos destruindo uma industria única no mundo, vital para o Brasil, que se inviabiliza ao manter artifialmente congelado o preço da gasolina, preço hoje deficitario para a Petrobras. O etanol tem que ser mantido e incentivado como setor muito mais estrategico e importante para a economia nacional do que a industria automobilistica, que emprega muito menos gente do que o setor canavieiro. O incentivo fiscal à venda de carros custa caro e rende pouco ao Pais, manter de pé o etanol custaria muito menos e terá maior efeito sobre a renda e o emprego, alem de ser uma garantia de independencia energetica.
São decisões improvisadas todos os dias, gambiarras da economia, empurra-se um setor e quebra outro, como as 4.300 lojas de carros usados fechadas nos ultimos 12 meses. Ao incentivar ao maximo o carro zero, o usado não vale mais nada e ninguem quer comprar.
Quantas pessoas empregavam essas lojas? provavelmente mais que os empregos mantidos na industria automobilistica, queridinha do PT.
O setor de energia é de um ciclo de 20 anos, as regras precisam ser estaveis porque senão inexistirão investimentos. É muito mais lógica incentivas o gás na industria do que reduzir artificialmente o preço da energia eletrica. O uso do gás ja vinha sendo incentivado até o Governo Lula aceitar a duplicação do preço do gás boliviano, um dos muitos “golpes” de Evo Morales, com o que muitas industrias de vidro e ceramica que se converterão ao gás voltaram para energia eletrica porque o gás ficou anti-economico.
Todas decisões de improviso, sem logica economica, cada vez mais intervencionismo à moda argentina, só faz chegar mais rapido ao desastre e a estagnação, o mesmo tipo de decisão que levou à desastrosa “capitalização” marinheira da Petrobrás e fez a proeza de reduzir pela metade seu valor de mercado.
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