5 de junho de 2026

Os partos do sistema de saúde da Nova Zelândia

Por Maria Macario

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Comentário no post “A pressão do Conselho de Medicina contra o parto natural

Prezados Otavio e Nassif,

Moro na Nova Zelandia e apesar de não ter filhos ainda, conheço um pouco do sistema de saúde aqui. Na ilha Sul, onde moro, o único hospital de mulheres fica na cidade de Christchurch, a 80km da minha casa. Não existem maternidades corporativas. A maternidade é uma ala de um hospital. O hospital mais próximo da minha casa fica em Ashburton, a 25km.

Por aqui, a maioria das mulheres tem seus filhos em casa ou no centro medico da sua cidade. A cesárea não é a norma e é efetuada em caso extremo de necessidade. Em compensação, a gestante tem à sua disposição, como queira desde o início do processo, uma equipe de médico geral, parteira/midwives e doula. O parto é visto como um ato natural e a intervenção cirurgica é justamente isso: uma intervenção caso haja riscos reais para mãe e bebê. O governo apoia e subsidia o parto natural como a melhor opção para a vida.

Tenho acompanhado a situação por aí e digo, com fé, que não terei meu filho no Brasil a não ser na Casa Angela de SP, que trabalha com o parto humanizado. Quem sabe a hora de nascer é o bebê, não a agenda do médico.

Desejo ao seu pai muita força e paciência nessa luta que, na verdade, não deveria nem existir.

Abraços.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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