5 de junho de 2026

As vozes do canto lírico brasileiro 10: Eliane Coelho

Do Portal Luis Nassif
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Eliane Coelho

Eliane Coelho

Eliane Coelho (Rio de Janeiro, c. 1953) é uma importante cantora lírica brasileira (soprano spinto). Vive há mais de trinta anos na Europa e, desde 1991, em Viena, Áustria.

Aos dezesseis anos de idade, foi levada por seus pais ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro, para assistir a uma ópera. Seu encantamento com o canto lírico foi fulminante: decidiu – naquela noite e naquela idade – que queria ser cantora lírica. Seus pais não a estimularam muito, de início, e recomendaram-lhe que fizesse estudos superiores mais regulares. Ela começou, então, a cursar a Faculdade de Arquitetura, mas antes de terminar o curso iniciou aulas de canto com Solange Petit-Renaux, soprano francesa que vivia no Rio de Janeiro. Em 1971, mudou-se para a Alemanha, onde continuou seus estudos em Hannover, na Musikhochschule (Escola Superior de Música).

Em 1974, Eliane Coelho já estava cantando os papéis de Nannetta, Gretel, Zdenka, Violetta, Liù e Konstanze. Do final dos anos 1970 e até 1983-84, Eliane Coelho atuou nas duas Alemanhas, principalmente nas cidades de Detmold e Bremen (onde viveu 6 anos), até ser contratada para o elenco da Oper Frankfurt em 1984, onde cantou os papéis de Saffi, da ópera “O Barão Cigano” (Der Zigeunerbaron), de Johann Strauss Jr., Tatjana, de “Eugen Onegin”, Marie, de A Noiva Vendida (ópera cômica em três atos de Bedřich Smetana) e Freia, de “Das Rheingold”. Como cantora-convidada, apresentou-se em Aquisgrana ou Aquisgrão (Aachen, Alemanha), Turim, Basiléia, Stuttgart, Montpellier, Munique, Estocolmo, no Festival de Bregenz (Áustria), no Teatro Reggio de Turim, no Teatro alla Scala, de Milão, na Ópera de Berlim. Desde 1991, faz parte do elenco da Ópera Estatal de Viena (Wiener Staatsoper), onde já encarnou os papéis-títulos de Salomé, La Traviata, Tosca, Fedora, Aida, Madama Butterfly, Arabella e Maria Stuarda. Além deles, como Mimì (La Bohème), Madeleine (Andrea Chénier), Elettra (Idomeneo), Abigaille (Nabucco), Elvira (Ernani), Leonora (Il Trovatore), Desdemona (Otello), Salomé (Hérodiade), Freia, Giulietta (Os Contos de Hoffmann), Hanna Glawari (A viúva alegre, de Franz Lehár) e como Hélène (Jérusalem, de Verdi). E, na temporada 2004/05, interpretou Tosca e Lina (Stiffelio).

Sua carreira começou como soprano lírica coloratura, mas tendo sua voz adquirido tonalidade mais escura, dedicou-se ao repertório de soprano lírico e soprano spinto.

Em 1998, Eliane Coelho recebeu, da Ópera Estatal de Viena, a condição e o título de “Kammersängerin”, que pode ser traduzido livremente por Cantora da Casa ou Cantora Residente, que é distinção, honra e reconhecimento das elevadas qualidades da profissional, que – com isso – obtém um forte vínculo de permanência junto à famosa casa operística da capital austríaca.

Eliane Coelho nunca perdeu os laços com sua terra natal. O convite para apresentar-se no Brasil tardou, contudo, até 1991, quando encarnou Donna Anna, da ópera Don Giovanni, de Mozart, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Depois, em 1996, apresentou-se como Mimì, (La Bohème), e, ainda, no Festival de Ópera do Amazonas, em 1999, como Cio-Cio-San (Madama Butterfly), papel que interpretou novamente três anos mais tarde, no Rio de Janeiro. Em 1998, o maestro Luiz Fernando Malheiro produziu uma recondução (“revival”) de Maria Tudor, de Carlos Gomes, na Ópera Nacional de Sófia, na Bulgária, com Coelho no papel-título. Essa récita foi editada em vídeo no Brasil pela Fundação Nacional de Arte (FUNARTE).

Em uma de suas visitas ao Brasil, em 2001, Eliane Coelho gravou – pela primeiríssima vez – a obra Jupyra, do compositor brasileiro Antônio Francisco Braga, conduzida pelo maestro John Neschling, também brasileiro, à frente da Orquestra Sinfônica de São Paulo. Entre outros papéis exitosos de Eliane Coelho estão aqueles das óperas Arabella, Faltstaff, Idomeneo, I Lombardi, Lulu, Rusalka e Tosca, além das duas óperas de Richard Strauss, Elektra e Salomé. A primeira apresentação de Salomé foi em 1991, em Viena, e desde então já foram

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. Nilda da Conceição Pedroso

    24 de setembro de 2014 4:08 pm

    Canto Lírico

    Caro Luis Nassif:

    Sempre fui fascinada pela ópera e, naturalmente pelo canto lírico.  Assistindo a Globo News, tive a oportunidade de ver e ouvir um pouco da arte magistral da brasileira Eliane Coelho. Gostaria de saber onde eu consigo discos dessa cantora, como Madame Bauterfly, La Boéme, Manon Lescaut (fabulosa).

     

    1. Marco

      12 de maio de 2023 8:36 pm

      achei este aqui> https://www.discogs.com/release/6296649-Coelho-Lamosa-Carrara-Joll-Orquestra-De-S%C3%A3o-Paulo-John-Neschling-Jupyra no soulseek…faz contato comigo no face que te mando ele! meu face> https://www.facebook.com/dotruk.markut

  2. Marcos Menescal

    7 de agosto de 2015 8:20 pm

    Na verdade, Eliane Coelho

    Na verdade, Eliane Coelho cantou pela primeira vez no Municipal do Rio em 1982, quando interpretou a Rainha da Noite em “A Flauta Mágica” e a protagonista de “A Viúva Alegre”.

  3. Marcos Menescal

    7 de agosto de 2015 8:20 pm

    Na verdade, Eliane Coelho

    Na verdade, Eliane Coelho cantou pela primeira vez no Municipal do Rio em 1982, quando interpretou a Rainha da Noite em “A Flauta Mágica” e a protagonista de “A Viúva Alegre”.

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